Questões do ENEM: Linguagens e Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

148 questões encontradas. Mostrando a página 3 de 8.

  • C16466E9-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    O Escândalo do Petróleo

        O petróleo está hoje praticamente monopolizado por dois imensos trustes, a Standard Oil e a Royal Dutch & Shell. Como dominaram o petróleo, dominaram também as finanças, os bancos, o mercado do dinheiro: e como dominaram o dinheiro, dominaram também os governos e as máquinas administrativas. Essa rede de dominação constitui o que neste livro chamamos os Interesses Ocultos.

        O Brasil, com o seu imenso território em tantos pontos marcado de indícios de petróleo, constituía um perigo para esses trustes. Gustav Grossman, um geólogo que estudou secretamente as nossas possibilidades petrolíferas, escreveu na conclusão dum seu relatório reservado, feito por conta e uso dum desses trustes: Dada a sua área, a quantidade de petróleo do Brasil talvez seja maior que a de qualquer outro país do mundo.

        Ora, se era assim, o negócio dos trustes tinha de ser acaparar terras potencialmente petrolíferas do Brasil e também catequizá-lo, convencê-lo de que em seus oito milhões e meio de quilômetros quadrados haverá tudo, menos petróleo.

        Esses trustes nos conhecem. Sabem que o brasileiro é uma espécie de criança tonta, que realmente se interessa por jogo, farra, carnavais e anedotas fesceninas. Sabem que o Brasil não dá a mínima importância ao estudo, [...]. 

        Os trustes sabem de tudo e sorriem lá entre si. Sabem que a partir de 1930 o brasileiro cada vez menos se utiliza do cérebro para pensar, como fazem todos os povos. Sabem que os nossos estadistas dos últimos tempos positivamente pensam com outros órgãos que não o cérebro: com o calcanhar, com o cotovelo, com certos penduricalhos, raramente com os miolos. Daí o desmantelo cada vez maior da administração pública; daí a bancarrota, a miséria horrível do povo. A miséria é tanta em certas zonas que a grande massa da população rural já está perdendo a forma humana. Há povoados inteiros de papudos e nos fundões de Goiás surgem as primeiras criaturas de rabo. Involução darwínica. [...]

        Ao mesmo tempo, graças a uma hábil propaganda feita nas estradas de rodagem por meio das bombas gasoline, convenceriam o indígena bocó de que era absurdo existir petróleo no Brasil, porque “Ora! Ora! Então se aqui existisse petróleo pensa você que os americanos já não o tinham tirado?”

        Para gente que pensa com outras partes do corpo que não o cérebro, argumentos dessa ordem valem ouro. Matam a questão. E quarenta milhões de criaturas passaram a repetir como papagaios os argumentos “estandardizados” que as bombas de gasolina forneciam de lambuja a cada comprador de essência.

        Não era bastante. Tornava-se necessário meter ciência no meio. Organizar cientificamente o não-petróleo. Ora, o brasileiro tem uma concepção muito curiosa de ciência. Ciência é o que ele não entende. Se entende é besteira, não é ciência da legítima.

    (LOBATO, Monteiro. O Escândalo do Petróleo.

    São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1936. P.10-11)

    Assinale a alternativa cujo trecho de “O Escândalo do Petróleo”, em 1936, já antecipava parte da relação do Brasil com C&T, explicada em “A asfixia da Ciência e Tecnologia brasileira”:
    Escolha uma alternativa para a questão c16466e9-f2
  • C15F869A-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    O Escândalo do Petróleo

        O petróleo está hoje praticamente monopolizado por dois imensos trustes, a Standard Oil e a Royal Dutch & Shell. Como dominaram o petróleo, dominaram também as finanças, os bancos, o mercado do dinheiro: e como dominaram o dinheiro, dominaram também os governos e as máquinas administrativas. Essa rede de dominação constitui o que neste livro chamamos os Interesses Ocultos.

        O Brasil, com o seu imenso território em tantos pontos marcado de indícios de petróleo, constituía um perigo para esses trustes. Gustav Grossman, um geólogo que estudou secretamente as nossas possibilidades petrolíferas, escreveu na conclusão dum seu relatório reservado, feito por conta e uso dum desses trustes: Dada a sua área, a quantidade de petróleo do Brasil talvez seja maior que a de qualquer outro país do mundo.

        Ora, se era assim, o negócio dos trustes tinha de ser acaparar terras potencialmente petrolíferas do Brasil e também catequizá-lo, convencê-lo de que em seus oito milhões e meio de quilômetros quadrados haverá tudo, menos petróleo.

        Esses trustes nos conhecem. Sabem que o brasileiro é uma espécie de criança tonta, que realmente se interessa por jogo, farra, carnavais e anedotas fesceninas. Sabem que o Brasil não dá a mínima importância ao estudo, [...]. 

        Os trustes sabem de tudo e sorriem lá entre si. Sabem que a partir de 1930 o brasileiro cada vez menos se utiliza do cérebro para pensar, como fazem todos os povos. Sabem que os nossos estadistas dos últimos tempos positivamente pensam com outros órgãos que não o cérebro: com o calcanhar, com o cotovelo, com certos penduricalhos, raramente com os miolos. Daí o desmantelo cada vez maior da administração pública; daí a bancarrota, a miséria horrível do povo. A miséria é tanta em certas zonas que a grande massa da população rural já está perdendo a forma humana. Há povoados inteiros de papudos e nos fundões de Goiás surgem as primeiras criaturas de rabo. Involução darwínica. [...]

        Ao mesmo tempo, graças a uma hábil propaganda feita nas estradas de rodagem por meio das bombas gasoline, convenceriam o indígena bocó de que era absurdo existir petróleo no Brasil, porque “Ora! Ora! Então se aqui existisse petróleo pensa você que os americanos já não o tinham tirado?”

        Para gente que pensa com outras partes do corpo que não o cérebro, argumentos dessa ordem valem ouro. Matam a questão. E quarenta milhões de criaturas passaram a repetir como papagaios os argumentos “estandardizados” que as bombas de gasolina forneciam de lambuja a cada comprador de essência.

        Não era bastante. Tornava-se necessário meter ciência no meio. Organizar cientificamente o não-petróleo. Ora, o brasileiro tem uma concepção muito curiosa de ciência. Ciência é o que ele não entende. Se entende é besteira, não é ciência da legítima.

    (LOBATO, Monteiro. O Escândalo do Petróleo.

    São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1936. P.10-11)

    Segundo o texto de Monteiro Lobato, os trustes americanos:
    Escolha uma alternativa para a questão c15f869a-f2
  • C15AE6EB-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    A asfixia da Ciência e Tecnologia brasileira

        Nos últimos dois anos o sistema brasileiro de ciência e tecnologia (C&T) tem sofrido ataques constantes. Um dos mais fortes foi, sem dúvida, a aprovação do projeto de emenda constitucional (PEC 241/55) que limita os gastos do governo para os próximos anos. Segundo economistas mais críticos, tal medida não trata de uma agenda de crescimento, mas de um projeto de longo prazo de desmonte do Estado de bem-estar social brasileiro. 

        As reduções orçamentárias para atuação tanto do Ministério da Educação (MEC) como do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC) podem ter efeitos de longo prazo desastrosos, ajudando a ampliar o hiato entre a nossa produção científica e a fronteira mundial. Justamente o contrário do que tem sido feito na China nos últimos anos. Enquanto em Terra Brasilis há cortes em C&T, a China investe pesadamente em atividades científicas e consegue dar saltos fantásticos, obviamente com ativa atuação do governo central.

        O sistema de C&T brasileiro foi forjado lentamente durante décadas com forte presença do Estado. Nos anos 1950 foram criados o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e na década seguinte a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), cada qual com sua missão. Tais órgãos ajudaram a dar as disposições institucionais do sistema brasileiro de C&T contemporâneo. Sistema este que apresenta sim muitas lacunas que dificultam a geração de sinergias e a ampliação das oportunidades inovativas domésticas, porém nenhum especialista em sã consciência recomendaria seu desmonte [...].

        No bojo das ações referentes aos cortes gigantescos no orçamento de C&T, no início de agosto, o comunicado da Capes sobre a possível interrupção do pagamento das bolsas de pesquisa, a partir de 2019, causou estremecimento na comunidade científica brasileira. Apesar disso, o que presenciamos tem sido pouco ou nenhum posicionamento da mídia tradicional, a qual, pelo contrário, tem atacado sobremaneira a comunidade científica brasileira.

        [...] Sabemos que não há “receita” para a superação do subdesenvolvimento, porém, a experiência histórica das estratégias desenvolvimentistas de muitas nações desde a primeira revolução industrial mostra que a C&T importa. Aliás, não só importa, mas é essencial para a ruptura do atraso. As conquistas científicas empurram a fronteira do conhecimento e ajudam a prover respostas e soluções para os desafios impostos pela sociedade, sejam estes econômicos, relacionados à saúde, bem-estar da população e ao meio-ambiente. A superação do subdesenvolvimento de diferentes nações demandou, portanto, investimentos pesados, sobretudos públicos, em pesquisa científica e tecnológica. Infelizmente, em Terra Brasilis, fala-se de C&T como algo secundário…

        Algo que pode ser facilmente substituído pela aquisição de máquinas, equipamentos e conhecimentos produzidos e enlatados no exterior.

    (VIEIRA, Karina Pereira e CHIARINI, Tulio. A asfixia da Ciência e Tecnologia brasileira.

    Publicado em 10 ago. 2018. Disponível em: https://diplomatique.org.br/ a-asfixia-da-ciencia-e-tecnologia-brasileira/. Acesso em: 19 ago. 2018.)

    “Terra Brasilis” é o nome dado por Pedro Reinel e Lopo Homem, em 1519, ao primeiro mapa do Brasil, desenhado por este último. No texto “A asfixia da Ciência e Tecnologia brasileira”, o termo reforça:
    Escolha uma alternativa para a questão c15ae6eb-f2
  • C1564C2C-F2

    Português

    Sintaxe
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Releia o excerto abaixo para a questão.


        No bojo das ações referentes aos cortes gigantescos no orçamento de C&T, [...] o comunicado da Capes sobre a possível interrupção do pagamento das bolsas de pesquisa, a partir de 2019, causou estremecimento na comunidade científica brasileira. Apesar disso, o que presenciamos tem sido pouco ou nenhum posicionamento da mídia tradicional, a qual, pelo contrário, tem atacado sobremaneira a comunidade científica brasileira.

    A expressão “Apesar disso” é um operador linguístico de valor:
    Escolha uma alternativa para a questão c1564c2c-f2
  • C1528EC1-F2

    Português

    Regência
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Releia o excerto abaixo para a questão.


        No bojo das ações referentes aos cortes gigantescos no orçamento de C&T, [...] o comunicado da Capes sobre a possível interrupção do pagamento das bolsas de pesquisa, a partir de 2019, causou estremecimento na comunidade científica brasileira. Apesar disso, o que presenciamos tem sido pouco ou nenhum posicionamento da mídia tradicional, a qual, pelo contrário, tem atacado sobremaneira a comunidade científica brasileira.

    Assinale a alternativa verdadeira sobre regência nominal:
    Escolha uma alternativa para a questão c1528ec1-f2
  • C14F3D3D-F2

    Português

    Coesão e coerência
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Releia o excerto a seguir, para a questão.


        Tais órgãos ajudaram a dar as disposições institucionais do sistema brasileiro de C&T contemporâneo. Sistema este que apresenta sim muitas lacunas que dificultam a geração de sinergias e a ampliação das oportunidades inovativas domésticas.

    O trecho “ampliação das oportunidades inovativas domésticas” poderia ser reescrito, sem prejuízo de sentido, em:
    Escolha uma alternativa para a questão c14f3d3d-f2
  • C1498EF6-F2

    Português

    Gêneros Textuais
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Releia o excerto a seguir, para a questão.


        Tais órgãos ajudaram a dar as disposições institucionais do sistema brasileiro de C&T contemporâneo. Sistema este que apresenta sim muitas lacunas que dificultam a geração de sinergias e a ampliação das oportunidades inovativas domésticas.

    A palavra ‘sim’, no artigo de opinião:
    Escolha uma alternativa para a questão c1498ef6-f2
  • C14389B4-F2

    Português

    Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A asfixia da Ciência e Tecnologia brasileira


        Nos últimos dois anos o sistema brasileiro de ciência e tecnologia (C&T) tem sofrido ataques constantes. Um dos mais fortes foi, sem dúvida, a aprovação do projeto de emenda constitucional (PEC 241/55) que limita os gastos do governo para os próximos anos. Segundo economistas mais críticos, tal medida não trata de uma agenda de crescimento, mas de um projeto de longo prazo de desmonte do Estado de bem-estar social brasileiro. 

        As reduções orçamentárias para atuação tanto do Ministério da Educação (MEC) como do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC) podem ter efeitos de longo prazo desastrosos, ajudando a ampliar o hiato entre a nossa produção científica e a fronteira mundial. Justamente o contrário do que tem sido feito na China nos últimos anos. Enquanto em Terra Brasilis há cortes em C&T, a China investe pesadamente em atividades científicas e consegue dar saltos fantásticos, obviamente com ativa atuação do governo central.

        O sistema de C&T brasileiro foi forjado lentamente durante décadas com forte presença do Estado. Nos anos 1950 foram criados o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e na década seguinte a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), cada qual com sua missão. Tais órgãos ajudaram a dar as disposições institucionais do sistema brasileiro de C&T contemporâneo. Sistema este que apresenta sim muitas lacunas que dificultam a geração de sinergias e a ampliação das oportunidades inovativas domésticas, porém nenhum especialista em sã consciência recomendaria seu desmonte [...].

        No bojo das ações referentes aos cortes gigantescos no orçamento de C&T, no início de agosto, o comunicado da Capes sobre a possível interrupção do pagamento das bolsas de pesquisa, a partir de 2019, causou estremecimento na comunidade científica brasileira. Apesar disso, o que presenciamos tem sido pouco ou nenhum posicionamento da mídia tradicional, a qual, pelo contrário, tem atacado sobremaneira a comunidade científica brasileira.

        [...] Sabemos que não há “receita” para a superação do subdesenvolvimento, porém, a experiência histórica das estratégias desenvolvimentistas de muitas nações desde a primeira revolução industrial mostra que a C&T importa. Aliás, não só importa, mas é essencial para a ruptura do atraso. As conquistas científicas empurram a fronteira do conhecimento e ajudam a prover respostas e soluções para os desafios impostos pela sociedade, sejam estes econômicos, relacionados à saúde, bem-estar da população e ao meio-ambiente. A superação do subdesenvolvimento de diferentes nações demandou, portanto, investimentos pesados, sobretudos públicos, em pesquisa científica e tecnológica. Infelizmente, em Terra Brasilis, fala-se de C&T como algo secundário…

        Algo que pode ser facilmente substituído pela aquisição de máquinas, equipamentos e conhecimentos produzidos e enlatados no exterior.

    (VIEIRA, Karina Pereira e CHIARINI, Tulio. A asfixia da Ciência e Tecnologia brasileira.

    Publicado em 10 ago. 2018. Disponível em: https://diplomatique.org.br/ a-asfixia-da-ciencia-e-tecnologia-brasileira/. Acesso em: 19 ago. 2018.)

    Em “O sistema de C&T brasileiro foi forjado lentamente durante décadas com forte presença do Estado”, a palavra sublinhada:
    Escolha uma alternativa para a questão c14389b4-f2
  • C13E22BD-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A asfixia da Ciência e Tecnologia brasileira


        Nos últimos dois anos o sistema brasileiro de ciência e tecnologia (C&T) tem sofrido ataques constantes. Um dos mais fortes foi, sem dúvida, a aprovação do projeto de emenda constitucional (PEC 241/55) que limita os gastos do governo para os próximos anos. Segundo economistas mais críticos, tal medida não trata de uma agenda de crescimento, mas de um projeto de longo prazo de desmonte do Estado de bem-estar social brasileiro. 

        As reduções orçamentárias para atuação tanto do Ministério da Educação (MEC) como do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC) podem ter efeitos de longo prazo desastrosos, ajudando a ampliar o hiato entre a nossa produção científica e a fronteira mundial. Justamente o contrário do que tem sido feito na China nos últimos anos. Enquanto em Terra Brasilis há cortes em C&T, a China investe pesadamente em atividades científicas e consegue dar saltos fantásticos, obviamente com ativa atuação do governo central.

        O sistema de C&T brasileiro foi forjado lentamente durante décadas com forte presença do Estado. Nos anos 1950 foram criados o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e na década seguinte a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), cada qual com sua missão. Tais órgãos ajudaram a dar as disposições institucionais do sistema brasileiro de C&T contemporâneo. Sistema este que apresenta sim muitas lacunas que dificultam a geração de sinergias e a ampliação das oportunidades inovativas domésticas, porém nenhum especialista em sã consciência recomendaria seu desmonte [...].

        No bojo das ações referentes aos cortes gigantescos no orçamento de C&T, no início de agosto, o comunicado da Capes sobre a possível interrupção do pagamento das bolsas de pesquisa, a partir de 2019, causou estremecimento na comunidade científica brasileira. Apesar disso, o que presenciamos tem sido pouco ou nenhum posicionamento da mídia tradicional, a qual, pelo contrário, tem atacado sobremaneira a comunidade científica brasileira.

        [...] Sabemos que não há “receita” para a superação do subdesenvolvimento, porém, a experiência histórica das estratégias desenvolvimentistas de muitas nações desde a primeira revolução industrial mostra que a C&T importa. Aliás, não só importa, mas é essencial para a ruptura do atraso. As conquistas científicas empurram a fronteira do conhecimento e ajudam a prover respostas e soluções para os desafios impostos pela sociedade, sejam estes econômicos, relacionados à saúde, bem-estar da população e ao meio-ambiente. A superação do subdesenvolvimento de diferentes nações demandou, portanto, investimentos pesados, sobretudos públicos, em pesquisa científica e tecnológica. Infelizmente, em Terra Brasilis, fala-se de C&T como algo secundário…

        Algo que pode ser facilmente substituído pela aquisição de máquinas, equipamentos e conhecimentos produzidos e enlatados no exterior.

    (VIEIRA, Karina Pereira e CHIARINI, Tulio. A asfixia da Ciência e Tecnologia brasileira.

    Publicado em 10 ago. 2018. Disponível em: https://diplomatique.org.br/ a-asfixia-da-ciencia-e-tecnologia-brasileira/. Acesso em: 19 ago. 2018.)

    Releia o excerto a seguir:


    As reduções orçamentárias para atuação tanto do Ministério da Educação (MEC) como do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC) podem ter efeitos de longo prazo desastrosos, ajudando a ampliar o hiato entre a nossa produção científica e a fronteira mundial.


    A alternativa em que, segundo o dicionário on-line Michaellis, “hiato” tem o mesmo sentido usado no texto é:



    Escolha uma alternativa para a questão c13e22bd-f2
  • C137F700-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A asfixia da Ciência e Tecnologia brasileira


        Nos últimos dois anos o sistema brasileiro de ciência e tecnologia (C&T) tem sofrido ataques constantes. Um dos mais fortes foi, sem dúvida, a aprovação do projeto de emenda constitucional (PEC 241/55) que limita os gastos do governo para os próximos anos. Segundo economistas mais críticos, tal medida não trata de uma agenda de crescimento, mas de um projeto de longo prazo de desmonte do Estado de bem-estar social brasileiro. 

        As reduções orçamentárias para atuação tanto do Ministério da Educação (MEC) como do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC) podem ter efeitos de longo prazo desastrosos, ajudando a ampliar o hiato entre a nossa produção científica e a fronteira mundial. Justamente o contrário do que tem sido feito na China nos últimos anos. Enquanto em Terra Brasilis há cortes em C&T, a China investe pesadamente em atividades científicas e consegue dar saltos fantásticos, obviamente com ativa atuação do governo central.

        O sistema de C&T brasileiro foi forjado lentamente durante décadas com forte presença do Estado. Nos anos 1950 foram criados o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e na década seguinte a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), cada qual com sua missão. Tais órgãos ajudaram a dar as disposições institucionais do sistema brasileiro de C&T contemporâneo. Sistema este que apresenta sim muitas lacunas que dificultam a geração de sinergias e a ampliação das oportunidades inovativas domésticas, porém nenhum especialista em sã consciência recomendaria seu desmonte [...].

        No bojo das ações referentes aos cortes gigantescos no orçamento de C&T, no início de agosto, o comunicado da Capes sobre a possível interrupção do pagamento das bolsas de pesquisa, a partir de 2019, causou estremecimento na comunidade científica brasileira. Apesar disso, o que presenciamos tem sido pouco ou nenhum posicionamento da mídia tradicional, a qual, pelo contrário, tem atacado sobremaneira a comunidade científica brasileira.

        [...] Sabemos que não há “receita” para a superação do subdesenvolvimento, porém, a experiência histórica das estratégias desenvolvimentistas de muitas nações desde a primeira revolução industrial mostra que a C&T importa. Aliás, não só importa, mas é essencial para a ruptura do atraso. As conquistas científicas empurram a fronteira do conhecimento e ajudam a prover respostas e soluções para os desafios impostos pela sociedade, sejam estes econômicos, relacionados à saúde, bem-estar da população e ao meio-ambiente. A superação do subdesenvolvimento de diferentes nações demandou, portanto, investimentos pesados, sobretudos públicos, em pesquisa científica e tecnológica. Infelizmente, em Terra Brasilis, fala-se de C&T como algo secundário…

        Algo que pode ser facilmente substituído pela aquisição de máquinas, equipamentos e conhecimentos produzidos e enlatados no exterior.

    (VIEIRA, Karina Pereira e CHIARINI, Tulio. A asfixia da Ciência e Tecnologia brasileira.

    Publicado em 10 ago. 2018. Disponível em: https://diplomatique.org.br/ a-asfixia-da-ciencia-e-tecnologia-brasileira/. Acesso em: 19 ago. 2018.)

    Releia o trecho abaixo, do primeiro parágrafo:


    Segundo economistas mais críticos, tal medida não trata de uma agenda de crescimento, mas de um projeto de longo prazo de desmonte do Estado de bem-estar social brasileiro.


    Lendo-o em seu contexto, é possível inferir que:

    Escolha uma alternativa para a questão c137f700-f2
  • 973135D5-E6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Considere o poema James I, de Rudyard Kipling, para responder à questão.


    THE child of Mary Queen of Scots,

    A shifty mother’s shiftless son,

    Bred up among intrigues and plots,

    Learned in all things, wise in none.

    Ungainly, babbling, wasteful, weak,

    Shrewd, clever, cowardly, pedantic,

    The sight of steel would blanch his cheek.

    The smell of baccy drive him frantic.

    He was the author of his line –

    He wrote that witches should be burnt;

    He wrote that monarchs were divine,

    And left a son who – proved they weren’t!


    (http://www.kiplingsociety.co.uk/poems_james.htm - acesso em 11/08/2016)

    Segundo o poema, o neto de Mary Queen of Scots:
    Escolha uma alternativa para a questão 973135d5-e6
  • 972D40C1-E6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Considere o poema James I, de Rudyard Kipling, para responder à questão.


    THE child of Mary Queen of Scots,

    A shifty mother’s shiftless son,

    Bred up among intrigues and plots,

    Learned in all things, wise in none.

    Ungainly, babbling, wasteful, weak,

    Shrewd, clever, cowardly, pedantic,

    The sight of steel would blanch his cheek.

    The smell of baccy drive him frantic.

    He was the author of his line –

    He wrote that witches should be burnt;

    He wrote that monarchs were divine,

    And left a son who – proved they weren’t!


    (http://www.kiplingsociety.co.uk/poems_james.htm - acesso em 11/08/2016)

    Sobre os monarcas descritos no poema, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 972d40c1-e6
  • 9727E4CD-E6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Is some Olympic commentary sexist?
    By Claire Bates, 11 August 2016

        According to a recent study by Cambridge University Press. Researchers analysed millions of words relating to men and women and Olympic sports in the Cambridge English Corpus (CEC) and the Sport Corpus - massive databases that include news articles and posts on social media.
        The study revealed common word combinations for female athletes included aged, older, pregnant and married or unmarried. In contrast, top word combinations for male athletes included fastest, strong, big and great.
        It also found that the language around women in sport also focussed disproportionately on appearance, clothes and personal lives.
        It’s not just language where there is a difference in attitude - female Olympic athletes are still garnering far fewer column inches and given less TV airtime than their male counterparts. Researchers found men were mentioned twice as often in the CEC and three times more often in the Sports Corpus.
        However, some things are changing. The proportion of female athletes competing at the Olympics has increased with every games since 1964 when it was 13.2%. By 1988, 26.1% of competitors were women and in Rio 2016 it is 45%.

    (Adaptado de www.bbc.com - acesso em 11/08/2016)
    Em relação aos dados apresentadas no texto, pode-se citar como positivo, o aumento:
    Escolha uma alternativa para a questão 9727e4cd-e6
  • 97230CA3-E6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Is some Olympic commentary sexist?
    By Claire Bates, 11 August 2016

        According to a recent study by Cambridge University Press. Researchers analysed millions of words relating to men and women and Olympic sports in the Cambridge English Corpus (CEC) and the Sport Corpus - massive databases that include news articles and posts on social media.
        The study revealed common word combinations for female athletes included aged, older, pregnant and married or unmarried. In contrast, top word combinations for male athletes included fastest, strong, big and great.
        It also found that the language around women in sport also focussed disproportionately on appearance, clothes and personal lives.
        It’s not just language where there is a difference in attitude - female Olympic athletes are still garnering far fewer column inches and given less TV airtime than their male counterparts. Researchers found men were mentioned twice as often in the CEC and three times more often in the Sports Corpus.
        However, some things are changing. The proportion of female athletes competing at the Olympics has increased with every games since 1964 when it was 13.2%. By 1988, 26.1% of competitors were women and in Rio 2016 it is 45%.

    (Adaptado de www.bbc.com - acesso em 11/08/2016)
    Sobre as publicações acerca de atletas olímpicos, o texto informa que:
    Escolha uma alternativa para a questão 97230ca3-e6
  • 971EBBA5-E6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Is some Olympic commentary sexist?
    By Claire Bates, 11 August 2016

        According to a recent study by Cambridge University Press. Researchers analysed millions of words relating to men and women and Olympic sports in the Cambridge English Corpus (CEC) and the Sport Corpus - massive databases that include news articles and posts on social media.
        The study revealed common word combinations for female athletes included aged, older, pregnant and married or unmarried. In contrast, top word combinations for male athletes included fastest, strong, big and great.
        It also found that the language around women in sport also focussed disproportionately on appearance, clothes and personal lives.
        It’s not just language where there is a difference in attitude - female Olympic athletes are still garnering far fewer column inches and given less TV airtime than their male counterparts. Researchers found men were mentioned twice as often in the CEC and three times more often in the Sports Corpus.
        However, some things are changing. The proportion of female athletes competing at the Olympics has increased with every games since 1964 when it was 13.2%. By 1988, 26.1% of competitors were women and in Rio 2016 it is 45%.

    (Adaptado de www.bbc.com - acesso em 11/08/2016)
    Segundo o estudo apresentado no texto, as referências a atletas femininas:
    Escolha uma alternativa para a questão 971ebba5-e6
  • 9719B839-E6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Is some Olympic commentary sexist?
    By Claire Bates, 11 August 2016

        According to a recent study by Cambridge University Press. Researchers analysed millions of words relating to men and women and Olympic sports in the Cambridge English Corpus (CEC) and the Sport Corpus - massive databases that include news articles and posts on social media.
        The study revealed common word combinations for female athletes included aged, older, pregnant and married or unmarried. In contrast, top word combinations for male athletes included fastest, strong, big and great.
        It also found that the language around women in sport also focussed disproportionately on appearance, clothes and personal lives.
        It’s not just language where there is a difference in attitude - female Olympic athletes are still garnering far fewer column inches and given less TV airtime than their male counterparts. Researchers found men were mentioned twice as often in the CEC and three times more often in the Sports Corpus.
        However, some things are changing. The proportion of female athletes competing at the Olympics has increased with every games since 1964 when it was 13.2%. By 1988, 26.1% of competitors were women and in Rio 2016 it is 45%.

    (Adaptado de www.bbc.com - acesso em 11/08/2016)
    De acordo com as informações do texto, as bases de dados citadas, reúnem palavras retiradas de:
    Escolha uma alternativa para a questão 9719b839-e6
  • 97154117-E6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Economic Recession Has Impact on
    Museums And Cultural Centres
    SILAS MARTÍ - 03/22/2016

         Long gone is the golden age of blockbuster exhibitions that marked the past few years of Brazil’s cultural scene. The country’s museums have maintained an ominous silence in relation to their plans for this year of recession. This is not owing to any desire for secrecy, but rather due to the dominating sense of uncertainty. For many months, the economic crisis has been quietly gnawing away at cultural institutions, resulting in devastating staff cuts in almost all of the country’s museums. However, it is only now that the effects of the downturn are rearing their ugly head in the public eye, with the start of what ought to be the exhibition season with the arrival of the São Paulo art fair in two weeks time.

    (Adaptado de www1.folha.uol.com.br - acesso em 27/06/2016)
    Entre as consequências apresentadas no texto que justificam o título do artigo, podemos citar:
    Escolha uma alternativa para a questão 97154117-e6
  • 9710987D-E6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Economic Recession Has Impact on
    Museums And Cultural Centres
    SILAS MARTÍ - 03/22/2016

         Long gone is the golden age of blockbuster exhibitions that marked the past few years of Brazil’s cultural scene. The country’s museums have maintained an ominous silence in relation to their plans for this year of recession. This is not owing to any desire for secrecy, but rather due to the dominating sense of uncertainty. For many months, the economic crisis has been quietly gnawing away at cultural institutions, resulting in devastating staff cuts in almost all of the country’s museums. However, it is only now that the effects of the downturn are rearing their ugly head in the public eye, with the start of what ought to be the exhibition season with the arrival of the São Paulo art fair in two weeks time.

    (Adaptado de www1.folha.uol.com.br - acesso em 27/06/2016)
    De acordo com o texto, o cenário cultural no Brasil, há alguns anos:
    Escolha uma alternativa para a questão 9710987d-e6
  • 9683E074-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o diálogo a seguir:


         Dormir é com o Seu Soronho, escanchado beato, logo atrás do pigarro.

         De lá do coice, voz nasal, cavernosa, rosna Realejo. E todos falam.

         — Se o carro desse um abalo maior...

         — Se nós todos corrêssemos, ao mesmo tempo...

         — O homem-do-pau-comprido rolaria para o chão.

         — Ele está na beirada...— Está cai-não-cai, na beiradinha...

         — Se o bezerro, lá na frente, de repente gritasse, nós teríamos de correr, sem pensar, de supetão...

        — E o homem cairia...— Daqui a pouco... Daqui a pouco...— Cairia... Cairia... — Agora! Agora!— Môung! Mûng!— ...rolaria para o chão.

         — Namorado, vamos!!!...

        Tiãozinho deu um grito e um salto para o lado, e a vara assobiou no ar... 

        E os oito bois das quatro juntas se jogaram para diante, de uma vez... E o carro pulou forte, e craquejou, estrambelhado, com um guincho do cocão.

        — Virgem, minha Nossa Senhora!... Ôa, ôa, boi!... Ôa, meu Deus do céu!...

        Agenor Soronho tinha o sono sereno, a roda esquerda lhe colhera mesmo o pescoço, e a algazarra não deixou que se ouvisse xingo ou praga — assim não se pôde saber ao certo se o carreiro despertou ou não, antes de desencarnar.


    (ROSA, João Guimarães. “Conversa de bois”. Sagarana.

    Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, p. 234-235.)



    O trecho acima, do conto “Conversa de bois”, de Guimarães Rosa, além da consciência dos bois, que dialogam entre si, revela a seguinte ação contra um homem, que está dormindo e é carregado por estes bois:

    Escolha uma alternativa para a questão 9683e074-e6
  • 967C6945-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O trecho abaixo pertence ao conto “Conversa de bois”, do livro Sagarana, de Guimarães Rosa, cujo recurso narrativo é o diálogo entre boisde-carga, que conversam entre si enquanto trabalham:

        Todavia, ninguém boi tem culpa de tanta má-sorte, e lá vai ele tirando, afrontado pela soalheira, com o frontispício abaixado, meio guilhotinado pela canga-de-cabeçada, gangorrando no cós da brocha de couro retorcido, que lhe corta em duas a barbela; pesando de-quina contra as mossas e os dentes dos canzis hiselados; batendo os vazios; arfando ao ritmo do costelame, que se abre e fecha como um fole; e com o focinho, glabro, largo e engraxado, vazando baba e pingando gotas de suor. Rebufa e sopra:
        — Nós somos bois... Bois-de-carro.. Os outros, que vêm em manadas, para ficarem um tempo-das-águas pastando na invernada, sem trabalhar, só vivendo e pastando, e vão-se embora para deixar lugar aos novos que chegam magros, esses todos não são como nós...
         — Eles não sabem que são bois... — apoia enfim Brabagato, acenando a Capitão com um esticão da orelha esquerda.

    (ROSA, João Guimarães. “Conversa de bois”. Sagarana. Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, p. 214.)


    No trecho citado, há uma diferenciação entre os “bois-de-carro” e os “outros, que vêm em manadas”. De acordo com o boi Brabagato, estes “outros” “não sabem que são bois…”. Brabagato presumiu isso, pois:
    Escolha uma alternativa para a questão 967c6945-e6