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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 30 de 950

  • Linguagens

    Português

    O trecho abaixo, em que o narrador descreve as mãos de Capitu, pertence ao capítulo XIII da obra Dom Casmurro.

    As mãos, a despeito de alguns ofícios rudes, eram curadas com amor; não cheiravam a sabões finos nem águas de toucador, mas com água do poço e sabão comum trazia-as sem mácula.

    Sobre os recursos lingüísticos, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

    ( ) Atualmente, a palavra toucador, no sentido de penteadeira, caiu em desuso, constituindo exemplo de variedade histórica.
    ( ) As palavras cheiravam e águas possuem, respectivamente, os dígrafos ch e gu, pois são agrupamentos de letras que simbolizam um som.
    ( ) O verbo cheirar está usado como transitivo indireto, no sentido de exalar determinado cheiro.
    ( ) No trecho trazia-as sem mácula, o sujeito está elíptico e a expressão adjetiva funciona como predicativo do objeto.

    Marque a seqüência correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 3fed6b3b-df
  • Linguagens

    Português

    Uma das discussões que a obra de Machado de Assis Dom Casmurro suscita é a possível traição de Capitu. Marque a afirmativa que NÃO justifica tal ambigüidade.
    Escolha uma alternativa para a questão 3ff13ac7-df
  • Linguagens

    Português

    Sobre o uso da linguagem, assinale a alternativa em que há INADEQUAÇÃO entre o contexto e a linguagem utilizada.
    Escolha uma alternativa para a questão 3ff4d00a-df
  • Linguagens

    Português

    Mendigo

        Eu estava diante de uma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:
        - Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.
        Calou-se e continuou a ler as notícias eleitorais:
        - O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.
        Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:
        - O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.
        Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:
        - O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.
        Tirei do bolso uma nota de cinqüenta e lhe ofereci pela sua franqueza.
        - Muito obrigado, moço, mas não vá pensar que eu vou tirar o senhor da minha teoria. Vai me desculpar, mas o senhor também no fundo é igualzinho aos outros. Aliás, quer saber de uma coisa? Houve um homem de fato bom. Chamava-se Jesus Cristo. Mas o senhor viu o que fizeram com ele?

    (Para gostar de ler. Vol. 2. São Paulo: Ática, 1978.)
    Em Muito obrigado, moço., a concordância é feita segundo as regras da escrita padrão. Qual frase NÃO atende às mesmas regras?
    Escolha uma alternativa para a questão 3ffefa7c-df
  • Linguagens

    Português

    Mas desconfio que toda esta conversa é feita apenas para adiar a pobreza da história, pois estou com medo. Antes de ter surgido na minha vida essa datilógrafa (Macabéa), eu era homem até mesmo um pouco contente, apesar do mau êxito na minha literatura. As coisas estavam de algum modo tão boas que podiam se tornar muito ruins porque o que amadurece plenamente pode apodrecer.

    (LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.)
    A respeito do romance, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 40054276-df
  • Linguagens

    Português

    Mas desconfio que toda esta conversa é feita apenas para adiar a pobreza da história, pois estou com medo. Antes de ter surgido na minha vida essa datilógrafa (Macabéa), eu era homem até mesmo um pouco contente, apesar do mau êxito na minha literatura. As coisas estavam de algum modo tão boas que podiam se tornar muito ruins porque o que amadurece plenamente pode apodrecer.

    (LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.)
    Sobre o processo de narração do romance, marque a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 40086387-df
  • Linguagens

    Inglês

    Strategic Spending on Organic Foods

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Sweet bell peppers are among the vegetables high in pesticides. (Richard Drew/Associated Press)


    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (Extraído de http://well.blogs.nytimes.com/2008/04/18/strategic-spending-on-organic-foods. Acesso em 14/09/2008.)
    A partir da leitura do texto, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 402fb344-df
  • Linguagens

    Inglês

    Strategic Spending on Organic Foods

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Sweet bell peppers are among the vegetables high in pesticides. (Richard Drew/Associated Press)


    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (Extraído de http://well.blogs.nytimes.com/2008/04/18/strategic-spending-on-organic-foods. Acesso em 14/09/2008.)
    Em relação ao sentido de expressões no texto, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 4033c9bd-df
  • Linguagens

    Inglês

    Strategic Spending on Organic Foods

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Sweet bell peppers are among the vegetables high in pesticides. (Richard Drew/Associated Press)


    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (Extraído de http://well.blogs.nytimes.com/2008/04/18/strategic-spending-on-organic-foods. Acesso em 14/09/2008.)
    Segundo o texto, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 40371582-df
  • Linguagens

    Inglês

    Strategic Spending on Organic Foods

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Adjetivos | Adjectives

    Sweet bell peppers are among the vegetables high in pesticides. (Richard Drew/Associated Press)


    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Adjetivos | Adjectives

    (Extraído de http://well.blogs.nytimes.com/2008/04/18/strategic-spending-on-organic-foods. Acesso em 14/09/2008.)
    Sobre a função morfológica dos vocábulos no texto, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 403a29af-df
  • Linguagens

    Inglês

    Strategic Spending on Organic Foods

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Sweet bell peppers are among the vegetables high in pesticides. (Richard Drew/Associated Press)


    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (Extraído de http://well.blogs.nytimes.com/2008/04/18/strategic-spending-on-organic-foods. Acesso em 14/09/2008.)
    Assinale a alternativa em que há correta relação entre o elemento coesivo e o sentido dado.
    Escolha uma alternativa para a questão 403e28b7-df
  • Linguagens

    Inglês

    Strategic Spending on Organic Foods

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Passado progressivo | Past continuous

    Sweet bell peppers are among the vegetables high in pesticides. (Richard Drew/Associated Press)


    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Passado progressivo | Past continuous

    (Extraído de http://well.blogs.nytimes.com/2008/04/18/strategic-spending-on-organic-foods. Acesso em 14/09/2008.)

    A coluna da esquerda apresenta formas verbais utilizadas no texto e a da direita, os tempos correspondentes. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.


    1 – was reading (linha 1)

    2 – reminded me of (linha 1)

    3 – is going to be (linha 12)

    4 – there is (linha 4)


    ( ) Immediate Future

    ( ) Present Simple

    ( ) Past Continuous
    ( ) Past Simple


    Assinale a seqüência correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 4041fb47-df
  • Linguagens

    Inglês

    Strategic Spending on Organic Foods

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Plural dos substantivos | Plural of nouns

    Sweet bell peppers are among the vegetables high in pesticides. (Richard Drew/Associated Press)


    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UNIR 2008, Plural dos substantivos | Plural of nouns

    (Extraído de http://well.blogs.nytimes.com/2008/04/18/strategic-spending-on-organic-foods. Acesso em 14/09/2008.)
    As palavras vegetable e food obedecem à regra geral da Língua Inglesa para a formação do plural. Assinale a alternativa em que o plural das duas palavras NÃO é formado da mesma maneira.
    Escolha uma alternativa para a questão 404521b1-df
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UNIR 2008, Interpretação de texto | Reading comprehension


    (Goodhouse Keeping 2007 – October)

    É objetivo da organização Advertising Standards Authority (ASA):
    Escolha uma alternativa para a questão 404805c2-df
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UNIR 2008, Interpretação de texto | Reading comprehension


    (Goodhouse Keeping 2007 – October)

    A linguagem do anúncio da ASA tem como característica:
    Escolha uma alternativa para a questão 404b0cd7-df
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UNIR 2008, Interpretação de texto | Reading comprehension


    (Goodhouse Keeping 2007 – October)

    A respeito dos recursos expressivos utilizados no texto, analise as afirmativas.


    I - O conector whether é usado para enfatizar a idéia de condição.

    II - O termo look expressa idéia de aparência.

    III - A expressão as well confirma o sentido da oração anterior.

    IV - A palavra Which pode ser substituída por That sem mudança de sentido.


    Estão corretas as afirmativas

    Escolha uma alternativa para a questão 404e4bea-df
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 

    V 

        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    Na parte V, linha 1, a palavra “esquife” só não pode ser entendida como

    Escolha uma alternativa para a questão c41cc102-e1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 

    V 

        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    Leia as afirmativas a seguir e assinale a opção correta.

    I. O texto transmite ao leitor uma sensação de rancor e ojeriza.
    II. O texto possui sete partes e, na última, fala da superstição dos escravos.
    III. O poema conta o passamento de Angelina.
    Escolha uma alternativa para a questão c41fd241-e1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 

    V 

        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    A função sintática da expressão sublinhada em “E a dor prostrara a todos naquela casa...” (parte III, linha 2) é
    Escolha uma alternativa para a questão c4270fdf-e1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 

    V 

        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    Em “Angelina expirara com um sorriso...” (parte II, linha 1), o verbo está flexionado no
    Escolha uma alternativa para a questão c42af3f9-e1