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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 428 de 950

  • Linguagens

    Português


                                                 Imagem da questão de Português, ENEM 2024, Interpretação de Textos
    Disponível em: www.unicef.org.br. Acesso em: 15 jan. 2024 (adaptado).
    Nesse cartaz, a utilização de frases que projetam a vida profissional de duas crianças tem como objetivo
    Escolha uma alternativa para a questão 711eb20e-d2
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa que classifica corretamente e respectivamente os predicados do período: Eles estão confundindo inteligência com o que chamarei agora de sensibilidade inteligente.
    Escolha uma alternativa para a questão 7120bd0b-f8
  • Linguagens

    Português

        Passando por aqui para lembrar algumas palavras, frases e expressões que nos infernizaram em 2023. Inclusive passando por aqui. Se você for proativo, vai achar que é o novo normal. Estarão na sua zona de conforto. Mas, se for reativo como eu, vai achar que é uma narrativa que precisa ser ressignificada.

        É uma questão de empatia. É sobre entregar um discurso mais robusto e empoderado. Sei bem que não tenho lugar de fala para harmonizar certos pontos fora da curva e que preciso aplicar toda a minha resiliência para fazer um realinhamento. O nível de fitness está hoje num sarrafo muito alto.

        O fato é que acho cringe essas falas fora da caixinha. Aliás, falar cringe já é meio cringe. Preciso usar a superação para me reinventar e entender que resenha não tem mais a ver com futebol, é qualquer papo, desde que latente.

        Pensando bem, não é tão difícil. Frases feitas são aquelas que entram por um ouvido e saem pelo outro sem um estágio intermediário no cérebro. A boca fala por conta própria, dispensando-nos de pensar. E não tem problema nisso. Ou as ditas frases se incorporam à língua ou morrem e nascem outras. A língua é assim. Simples assim.

    CASTRO, R. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 3 fev. 2024 (adaptado).
    Nesse texto, a estratégia empregada para criticar a constante exposição a palavras, frases e expressões automatizadas é o(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 71213f92-d2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder a questão.

    Foi exatamente durante o almoço que se deu o fato.
    Almira continuava a querer saber por que Alice viera atrasada e de olhos vermelhos. Abatida, Alice mal respondia. Almira comia com avidez e insistia com os olhos cheios de lágrimas.
    – Sua gorda! disse Alice de repente, branca de raiva. Você não pode me deixar em paz?!
    Almira engasgou-se com a comida, quis falar, começou a gaguejar. Dos lábios macios de Alice haviam saído palavras que não conseguiam descer com a comida pela garganta de Almira G. de Almeida.
    – Você é uma chata e uma intrometida, rebentou de novo Alice. Quer saber o que houve, não é? Pois vou lhe contar, sua chata: é que Zequinha foi embora para Porto Alegre e não vai mais voltar! Agora está contente, sua gorda?
    Na verdade Almira parecia ter engordado mais nos últimos momentos, e com comida ainda parada na boca.
    Foi então que Almira começou a despertar. E, como se fosse uma magra, pegou o garfo e enfiou-o no pescoço de Alice. O restaurante, ao que se disse no jornal, levantou-se como uma só pessoa. Mas a gorda, mesmo depois de ter feito o gesto, continuou sentada olhando para o chão, sem ao menos olhar o sangue da outra.
    Alice foi ao pronto-socorro, de onde saiu com curativos e os olhos ainda regalados de espanto. Almira foi presa em flagrante.
    Na prisão, Almira comportou-se com delicadeza e alegria, talvez melancólica, mas alegria mesmo. Fazia graças para as companheiras. Finalmente tinha companheiras. Ficou encarregada da roupa suja, e dava-se muito bem com as guardiãs, que vez por outra lhe arranjavam uma barra de chocolate.

    (Clarice Lispector. A Legião Estrangeira, 1964. Adaptado)
    Considerando-se o contexto em que está empregado o período “O restaurante, ao que se disse no jornal, levantou-se como uma só pessoa.” (7o parágrafo), a oração em destaque pode ser substituída, sem prejuízo de sentido ao enunciado, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 7122b594-b6
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
    Escolha uma alternativa para a questão 7123c109-f8
  • Linguagens

    Português

                                                                Imagem da questão de Português, ENEM 2024, Interpretação de Textos
    Revista Língua Portuguesa, n. 31, maio 2008 (adaptado).
    Esse texto, que apresenta um prato da culinária brasileira, evidencia
    Escolha uma alternativa para a questão 712455e3-d2
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa em que a regência verbal é a mesma da frase: Há uma correlação entre QI e inteligência emocional.
    Escolha uma alternativa para a questão 7126ad5f-f8
  • Linguagens

    Português

        A diferença entre briga e luta é a existência de juízes e medalhas? A briga desumaniza o outro e pode até matá-lo. Já na luta, as intenções do outro são consideradas sua proposta combativa e suas habilidades, enfim, sua meta de vencer. Na luta, o desenvolvimento passa pelo contato com a agressividade, a raiva, a frustração, o orgulho, a determinação e a fraqueza. Daí também a luta não ser apenas com o outro, mas consigo mesmo, num combate contra as próprias limitações, sobretudo, contra o próprio orgulho.

    BARREIRA, C. A briga desumaniza. A luta, não.
    O Estado de S. Paulo, 22 ago. 2010 (adaptado).
    Esse texto apresenta as diferenças entre briga e luta, na medida em que aponta o(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 71271c45-d2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder a questão.

    Foi exatamente durante o almoço que se deu o fato.
    Almira continuava a querer saber por que Alice viera atrasada e de olhos vermelhos. Abatida, Alice mal respondia. Almira comia com avidez e insistia com os olhos cheios de lágrimas.
    – Sua gorda! disse Alice de repente, branca de raiva. Você não pode me deixar em paz?!
    Almira engasgou-se com a comida, quis falar, começou a gaguejar. Dos lábios macios de Alice haviam saído palavras que não conseguiam descer com a comida pela garganta de Almira G. de Almeida.
    – Você é uma chata e uma intrometida, rebentou de novo Alice. Quer saber o que houve, não é? Pois vou lhe contar, sua chata: é que Zequinha foi embora para Porto Alegre e não vai mais voltar! Agora está contente, sua gorda?
    Na verdade Almira parecia ter engordado mais nos últimos momentos, e com comida ainda parada na boca.
    Foi então que Almira começou a despertar. E, como se fosse uma magra, pegou o garfo e enfiou-o no pescoço de Alice. O restaurante, ao que se disse no jornal, levantou-se como uma só pessoa. Mas a gorda, mesmo depois de ter feito o gesto, continuou sentada olhando para o chão, sem ao menos olhar o sangue da outra.
    Alice foi ao pronto-socorro, de onde saiu com curativos e os olhos ainda regalados de espanto. Almira foi presa em flagrante.
    Na prisão, Almira comportou-se com delicadeza e alegria, talvez melancólica, mas alegria mesmo. Fazia graças para as companheiras. Finalmente tinha companheiras. Ficou encarregada da roupa suja, e dava-se muito bem com as guardiãs, que vez por outra lhe arranjavam uma barra de chocolate.

    (Clarice Lispector. A Legião Estrangeira, 1964. Adaptado)
    Observe o trecho do segundo parágrafo do texto:

    Almira continuava a querer saber por que Alice viera atrasada e de olhos vermelhos. Abatida, Alice mal respondia.”

    Assinale a alternativa em que as expressões em destaque estão grafadas de acordo com a norma-padrão, respectivamente conforme aquelas observadas no trecho transcrito.
    Escolha uma alternativa para a questão 712746ce-b6
  • Linguagens

    Português

    Pequenino morto


    Tange o sino, tange, numa voz de choro,

    Numa voz de choro... tão desconsolado...

    No caixão dourado, como em berço de ouro,

    Pequenino, levam-te dormindo... Acorda!

    Olha que te levam para o mesmo lado

    De onde o sino tange numa voz de choro...

    Pequenino, acorda!


    Que caminho triste, e que viagem!

    Alas De ciprestes negros a gemer no vento;

    Tanta boca aberta de famintas valas

    A pedir que as fartem, a esperar que as encham...

    Pequenino, acorda! Recupera o alento,

    Foge da cobiça dessas fundas valas

    A pedir que as encham.


    CARVALHO, V. Poemas e canções. Rio de Janeiro:

    Saraiva, 1962 (fragmento).

    Nesse fragmento do poema, o sentimento de luto adquire contornos expressivos e é intensificado pela
    Escolha uma alternativa para a questão 712a2413-d2
  • Linguagens

    Português

        Só entende os corações desse lugar quem mergulha nesse mar a perder de vista e recoberto de cana caiana, cana fita, cana roxa, cana-de-macaco, açúcar, melado, rapadura, aguardente, fumo, mandioca, quiabos, pimentas, moendas, frutas, fruta-pão, sobrados, senzalas, tachos, casa de purgar. Um reino dentro de outro, com tudo o que se tem direito: reis, rainhas, príncipes e princesas, bobos da corte, cortesãos, conselheiros e escravos, muitos escravos. […]

        A corte do massapé, como qualquer outra na história da humanidade, fazia tudo para não deixar escapar nenhum mísero grão dos seus domínios para quem estivesse de fora do seu apertado círculo. Os nomes se repetiam de pai para filho, para sobrinho, para netos e bisnetos, de forma concêntrica e repetitiva, para que não pairasse nenhuma dúvida de que são todos da mesma parentela. As farinhas todas num mesmo saco brasonado.

    CRUZ, E. A. Água de barrela. Rio de Janeiro: Malê, 2018.
    Nesse fragmento, o narrador enumera o resultado do trabalho com a terra, o qual, no contexto em que aparece,
    Escolha uma alternativa para a questão 712d7420-d2
  • Linguagens

    Português

    Uruku

    Urucum

    Rocou

    (Bixa orellana)


    Moju, dono da água, não gosta do cheiro de urucum. Mani’ojarã, dono da mandioca, e os donos das outras plantas cultivadas também não. Eles não suportam. Por isso, os Wajãpi se untam de urucum, deixam o rosto vermelho e se perfumam com seu aroma agradável. Além disso, os seres agressores, os jarã (donos) e os espíritos terrestres, gostam do cheiro dos fluidos humanos, do sangue, do suor. Então, o urucum os dissimula, protegendo as pessoas que vão caçar, caminhar pela floresta, que estão sendo perturbadas por espíritos em sonhos ou que estão em resguardo, como os doentes. O seu uso é tão cotidiano que os Wajãpi o plantam na aldeia, para ter sempre pertinho. Como o urucum não tem jarã, não tem problema nenhum em arrancar e usar para pintar.


    STRAPPAZZON, A. I.; SIGOLO, R. P. Jardins da história: medicinas indígenas.

    Recife: ObservaPICS, 2022.

    Esse verbete contribui para a preservação do patrimônio linguístico nacional, pois apresenta uma
    Escolha uma alternativa para a questão 7130a207-d2
  • Linguagens

    Português

                                                                   Imagem da questão de Português, ENEM 2024, Interpretação de Textos


    MURRAY, R.; KLIGERMAN, E. Teias de afeto e poesia. Disponível em: 

    https://roseanamurray.com. Acesso em: 5 maio 2024.

    Nesse texto, a autora aborda diferentes sentidos da palavra “rede” para evidenciar
    Escolha uma alternativa para a questão 7133ccff-d2
  • Linguagens

    Português

        Muitos pensam que narrativa curta é sinônimo de conto, perdendo de vista gêneros que, por tradição ruim, continuam à margem da nobreza. Acontece que o conto tem uma densidade específica, centrando-se na exemplaridade de um instante da condição humana, sem que essa exemplaridade se refira à valoração moral, já que uma grande mazela pode muito bem exemplificar uma das nossas faces. A crônica não tem essa característica. Conservou a marca do registro circunstancial feito por narrador-repórter que relata um fato para muitos leitores que formam um público determinado.

        Mas que público é esse? Sendo a crônica uma soma de jornalismo e literatura (daí a imagem do narrador-repórter), dirige-se a uma classe que tem preferência pelo jornal em que ela é publicada, o que significa uma espécie de censura ou, pelo menos, de limitação: a ideologia do veículo corresponde ao interesse dos seus consumidores, direcionados pelos proprietários dos periódicos e/ou pelos editores--chefes da redação. Ocorre ainda o limite de espaço, uma vez que a página comporta várias matérias, o que impõe a cada uma delas um número restrito de laudas, obrigando o redator a explorar, da maneira mais econômica possível, o pequeno espaço de que dispõe. É dessa economia que nasce sua riqueza estrutural.

    SÁ, J. A crônica. São Paulo: Ática, 1987 (adaptado).
    De acordo com esse texto, o aspecto tecnológico que influencia a composição do gênero crônica advém da
    Escolha uma alternativa para a questão 7136a4bc-d2
  • Linguagens

    Inglês

    Big Tech made the social media mess. It has to fix it

    Analysis by David Goldman, CNN Business


    Social media has given people a platform to spew hate speech and radical beliefs to other people, amplifying what are otherwise fringe opinions. A few have turned that hate into violence.

    Silicon Valley has built the biggest, most powerful companies in the world. Now, tech leaders have a responsibility to rein in the creations that have grown too unwieldy for them to control.

    These are businesses, and their leaders will have to And out how to do that without destroying their companies. So far, balancing Big Tech's responsibilities to society and its duties to investors has proven difficult.

    A difficult balance

    Facebook (FB) announced in July it would invest billions of dollars a year to improve safety and security on the platform. The company said the effort would come at the expense of user growth and profitability. The company's stock lost about a third of its value because investors were concerned about Facebook's growth stalling.

    Twitter has largely rid ISIS recruiters from the social network. Facebook and YouTube have labeled fake news stories as such. Yet, the work isn't close to done. Google has also made significant changes to YouTube's advertising policies after ads from 300 companies and organizations ran on channels promoting hate groups.

    "YouTube has strict policies that prohibit content which incites others to violence or promotes hatred," a YouTube spokesperson said. "We quickly remove videos violating our policies when flagged by our users."

    What seemed to cross no one's mind a decade ago was the potential downside to building a platform with billions of customers. So many posts can't possibly be monitored in real time. The networks gave the dregs of society the ability to reach like-minded people and poison the minds of others.

    Without that foresight, Silicon Valley allowed their creations to break down. They're not beyond repair, but fixing them will be costly and difficult. Whether Big Tech is up to the task will determine the fates of their platforms.

    Available: https://edition.cnn.com/2018/10/29/tech/social-media- -hate-speech/index.html. Access: 30 may 2019. Adapted. 


    Glossary: spew: lançar; fringe: periféricas; to rein in: controlar; unwieldy: desordenado; duties: deveres; profitability, lucro; stock: ação (no mercado); stalling: interrupção; flagged: sinalizados; dregs of society: pessoas inescrupulosas; like-minded: pessoas que compartilham ideias semelhantes; poison: envenenar; foresight: visão; beyond repair: sem conserto; up to the task: à altura da tarefa.

    The main issues focused in the text are
    Escolha uma alternativa para a questão 7137c205-8b
  • Linguagens

    Português


                                                                     Imagem da questão de Português, ENEM 2024, Interpretação de Textos
    Disponível em: www.tjdft.jus.br. Acesso em: 15 out. 2024 (adaptado).
    Esse texto trata de um problema social com o propósito de
    Escolha uma alternativa para a questão 7139ca78-d2
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão


    Você quer mesmo um Brasil melhor?


        Então faça por onde – em vez de sair mascarado, quebrando e saqueando. A violência é pouco eficaz. O crime é contraproducente se o objetivo for aperfeiçoar uma democracia. Vivemos um momento histórico inspirado por revoltas populares na Tunísia, Espanha ou nos Estados Unidos. É hora de aproveitar para o bem a energia de jovens brasileiros idealistas, que rejeitam os vícios da política tradicional e corrupta. Sejam sujeitos e não objetos. Em vez de só cobrar – e virar massa de manobra, que tal exercer seriamente o civismo e a cidadania?
        É uma vergonha o Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil. Ocupamos o 85º lugar no ranking mundial, atrás da Bósnia e Azerbaijão. Faltam médicos e professores em todo o país, não apenas nos confins do Brasil. É um absurdo querer aumentar, por lei, o número de anos de estudo de medicina. Ou exilar residentes em lugares sem condições de trabalho. A atitude desesperada do governo Dilma só expõe a metástase da Saúde. Não há ambulâncias, equipamentos ou médicos suficientes em lugar nenhum no Brasil, e isso inclui Rio de Janeiro e São Paulo.
        Relanço então uma ideia que defendi há três anos em ÉPOCA: instituir o serviço civil obrigatório, que substituiria o alistamento no Exército para quem completa 18 anos. O serviço militar, com mais de um século, é um anacronismo num país sem guerra. É sexista, por contemplar apenas homens. Em vez dele, rapazes e moças dedicariam um ano de sua vida para servir à comunidade. Em meio expediente, para não atrapalhar os estudos. Funcionaria como um estágio e poderia ser pago pelo Estado com um salário mínimo. Os filhos da classe média e da elite aprenderiam mais sobre o Brasil real se fossem convocados a ensinar a crianças e adolescentes carentes português, matemática, inglês, história, informática. Design ou balé. Capoeira ou música. Gastronomia ou fotografia.
        O serviço civil obrigatório seria uma oportunidade de integração, educação, disciplina. Não existe, em nosso país partido, nenhuma estratégia de entendimento real entre as classes. Não se treinam o ouvido nem a compaixão. Jovens deveriam consagrar um tempo ao bem público. Para criar bases e valores. Desperdiçamos um exército de jovens inteligentes e criativos. Há os que sonham sair do Brasil sem chegar a entender o país em que nasceram. Nem aprendem a dar bom dia ou a agradecer por um serviço prestado.
        Na Suíça ou Alemanha, é possível escolher o serviço civil em vez do militar. No Brasil, a Constituição de 1988 também contempla a objeção de consciência, que isenta o cidadão do serviço militar se contrariar suas crenças filosóficas, religiosas ou políticas. Mas não existe um serviço alternativo formalizado. Várias escolas estimulam a consciência social, mas iniciativas isoladas não bastam. Deveríamos preparar jovens para servir à Pátria como cidadãos.
        Para quem tem filosofia pacifista como eu, o serviço militar é uma agressão. A alternativa não passa pela violência. Ser empreendedor, ser voluntário, ir para a política são, todas elas, formas eficazes de mudança. Um estudante de Direito poderia, no primeiro ano da faculdade, dedicar seis horas diárias a atender pequenas causas em favela. Um estudante de contabilidade montaria pequenos negócios para famílias pobres empreendedoras. Um estudante de Letras incentivaria adolescentes a ler e escrever contos ou poesias. Outro ensinaria a ser inventivo no computador, a tocar piano ou a falar inglês. São tantos dons aprendidos na universidade, financiados pelos pais ou com nossos impostos. Por que não retribuir?
        Isso nada tem a ver com filantropia ou caridade. “O serviço civil alternativo seria um rito de passagem do jovem para a idade adulta”, diz o empreendedor social Rodrigo Baggio, fundador do Comitê para Democratização da Informática. Baggio encara o serviço civil como “um aprendizado cívico, uma experiência que ajuda o jovem a escolher sua profissão e seu futuro”. “Valoriza o currículo”, diz ele. “O jovem que já foi voluntário é hoje mais solicitado no mercado.” O serviço civil ainda gera um pacto social mais eficaz. Deveria, segundo Baggio, haver uma parceria entre governo, sociedade civil, ONGs e empresas com o apoio do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Uma comissão destinaria o jovem a certo trabalho, a partir de uma capacitação básica em direitos humanos, cidadania e empreendedorismo.
        O serviço militar prepara para a guerra. E se preparássemos os jovens para a paz? Há no Brasil 31 milhões de jovens de 18 a 26 anos, segundo o IBGE. Pouquíssimos se alistam nas Forças Armadas. Dá pra entender também o desinteresse pelo voto e pela política partidária. Torço por uma mudança de fundo, sem confete e sem violência. Uma Jornada Nacional da Juventude. Que se engaje de verdade, sem Brasil desigual, ineficiente e entregue a políticos sem o menor apreço pelo interesse público.
    AQUINO, Ruth. Você quer mesmo um Brasil melhor? ÉPOCA, 22 de Julho de 2013. nº791
    Quanto à linguagem e abordagem do tema, a autora;
    Escolha uma alternativa para a questão 713a10a1-f0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNESP 2013, Interpretação de Textos


    Segundo os autores, os pecados declarados no confessionário
    Escolha uma alternativa para a questão 713b4f38-9f
  • Linguagens

    Português

                                                          Imagem da questão de Português, ENEM 2024, Interpretação de Textos


    Disponível em: https://revistagalileu.globo.com.

    Acesso em: 18 jun. 2024 (adaptado).

    Com base na relação dos elementos não verbais com a frase “VOCÊ (NÃO) ESTÁ SOZINHO”, nessa capa de revista, a função poética fica evidente, pois
    Escolha uma alternativa para a questão 713ca8ce-d2
  • Linguagens

    Inglês

    Big Tech made the social media mess. It has to fix it

    Analysis by David Goldman, CNN Business


    Social media has given people a platform to spew hate speech and radical beliefs to other people, amplifying what are otherwise fringe opinions. A few have turned that hate into violence.

    Silicon Valley has built the biggest, most powerful companies in the world. Now, tech leaders have a responsibility to rein in the creations that have grown too unwieldy for them to control.

    These are businesses, and their leaders will have to And out how to do that without destroying their companies. So far, balancing Big Tech's responsibilities to society and its duties to investors has proven difficult.

    A difficult balance

    Facebook (FB) announced in July it would invest billions of dollars a year to improve safety and security on the platform. The company said the effort would come at the expense of user growth and profitability. The company's stock lost about a third of its value because investors were concerned about Facebook's growth stalling.

    Twitter has largely rid ISIS recruiters from the social network. Facebook and YouTube have labeled fake news stories as such. Yet, the work isn't close to done. Google has also made significant changes to YouTube's advertising policies after ads from 300 companies and organizations ran on channels promoting hate groups.

    "YouTube has strict policies that prohibit content which incites others to violence or promotes hatred," a YouTube spokesperson said. "We quickly remove videos violating our policies when flagged by our users."

    What seemed to cross no one's mind a decade ago was the potential downside to building a platform with billions of customers. So many posts can't possibly be monitored in real time. The networks gave the dregs of society the ability to reach like-minded people and poison the minds of others.

    Without that foresight, Silicon Valley allowed their creations to break down. They're not beyond repair, but fixing them will be costly and difficult. Whether Big Tech is up to the task will determine the fates of their platforms.

    Available: https://edition.cnn.com/2018/10/29/tech/social-media- -hate-speech/index.html. Access: 30 may 2019. Adapted. 


    Glossary: spew: lançar; fringe: periféricas; to rein in: controlar; unwieldy: desordenado; duties: deveres; profitability, lucro; stock: ação (no mercado); stalling: interrupção; flagged: sinalizados; dregs of society: pessoas inescrupulosas; like-minded: pessoas que compartilham ideias semelhantes; poison: envenenar; foresight: visão; beyond repair: sem conserto; up to the task: à altura da tarefa.

    The consequence of Facebook’s initiative to invest billions of dollars a year to improve safety and security on the platform was
    Escolha uma alternativa para a questão 713edc58-8b