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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 641 de 950

  • Linguagens

    Espanhol

    Figura 1 de 3 da questão de Espanhol, UECE 2011, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    Figura 2 de 3 da questão de Espanhol, UECE 2011, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    Figura 3 de 3 da questão de Espanhol, UECE 2011, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    Allí en el interior del mausoleo hay
    Escolha uma alternativa para a questão b198f3fa-a5
  • Linguagens

    Espanhol

    Lea el poema abajo y responda a las cuestiones

    Castro Alves del Brasil
    Pablo Neruda

    Castro Alves del Brasil, ¿tú para quién cantaste?
    ¿Para la flor cantaste? ¿Para el agua
    cuya hermosura dice palabras a las piedras?
    ¿Cantaste para los ojos, para el perfil cortado
    de la que amaste entonces? ¿Para la primavera?
    Sí, pero aquellos pétalos no tenían rocío,
    aquellas aguas negras no tenían palabras,
    aquellos ojos eran los que vieron la muerte,
    ardían los martirios aun detrás del amor,
    la primavera estaba salpicada de sangre.
    – Canté para los esclavos, ellos sobre los barcos
    como el racimo oscuro del árbol de la ira
    viajaron, y en el puerto se desangró el navío
    dejándonos el peso de una sangre robada.

    – Canté en aquellos días contra el infierno,
    contra las afiladas lenguas de la codicia,
    contra el oro empapado en el tormento,
    contra la mano que empuñaba el látigo,
    contra los directores de tinieblas.

    – Cada rosa tenía un muerto en sus raíces.

    La luz, la noche, el cielo se cubrían de llanto,
    los ojos se apartaban de las manos heridas
    y era mi voz la única que llenaba el silencio.

    – Yo quise que del hombre nos salváramos,

    yo creía que la ruta pasaba por el hombre,
    y que de allí tenía que salir el destino.
    Yo canté para aquellos que no tenían voz.
    Mi voz golpeó las puertas hasta entonces cerradas
    para que, combatiendo, la Libertad entrase.

    Castro Alves del Brasil, hoy que tu libro puro
    vuelve a nacer para la tierra libre,
    déjame a mí, poeta de nuestra pobre América,
    coronar tu cabeza con el laurel del pueblo.
    Tu voz se unió a la eterna y alta voz de los hombres.
    Cantaste bien. Cantaste como debe cantarse.

    In: NERUDA, P. Canto general. Santiago: Pehúen Editores, 2005. p. 137 (con adaptaciones)

    Considerando el texto es CORRECTO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão b19b6742-70
  • Linguagens

    Português

    Em um artigo da Redação do site UOL, lemos:


         “O Dia Mundial Sem Carro foi comemorado pela primeira vez em 1998, na França. Com o tempo, a mobilização se estendeu por países europeus e chegou a outros continentes. No Brasil, o evento ocorreu pela primeira vez em 2001.”

         Em entrevista ao UOL Ciência e Saúde, Lincoln Paiva (LP), coordenador no Brasil do Dia Mundial Sem Carro, afirma:

         “LP: O Dia Mundial Sem Carro é um dia para as pessoas pensarem em como elas poderiam contribuir com uma cidade mais sustentável sob o ponto de vista da mobilidade, não é um dia contra os automóveis. É possível planejar nossa mobilidade sem ter que depender do carro para tudo. Muitas pessoas utilizam o carro para fazer qualquer coisa, inclusive para realização de trajetos que poderiam ser feitos a pé. Outro fator é o status social: a maioria das pessoas tem o transporte público como coisa de pobre, o que não deveria ser uma verdade. O transporte coletivo serve para diminuir o trânsito da cidade; utilizado com inteligência, é possível melhorar a qualidade de vida das pessoas.”


    Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ ultimas-noticias/2010/09/22/para-ambi.
    A partir da afirmação de Paiva, podemos dizer que:
    Escolha uma alternativa para a questão b19efeae-e8
  • Linguagens

    Português

    Em um artigo da Redação do site UOL, lemos:


         “O Dia Mundial Sem Carro foi comemorado pela primeira vez em 1998, na França. Com o tempo, a mobilização se estendeu por países europeus e chegou a outros continentes. No Brasil, o evento ocorreu pela primeira vez em 2001.”

         Em entrevista ao UOL Ciência e Saúde, Lincoln Paiva (LP), coordenador no Brasil do Dia Mundial Sem Carro, afirma:

         “LP: O Dia Mundial Sem Carro é um dia para as pessoas pensarem em como elas poderiam contribuir com uma cidade mais sustentável sob o ponto de vista da mobilidade, não é um dia contra os automóveis. É possível planejar nossa mobilidade sem ter que depender do carro para tudo. Muitas pessoas utilizam o carro para fazer qualquer coisa, inclusive para realização de trajetos que poderiam ser feitos a pé. Outro fator é o status social: a maioria das pessoas tem o transporte público como coisa de pobre, o que não deveria ser uma verdade. O transporte coletivo serve para diminuir o trânsito da cidade; utilizado com inteligência, é possível melhorar a qualidade de vida das pessoas.”


    Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ ultimas-noticias/2010/09/22/para-ambi.
    UOL Ciência e Saúde pergunta: “Na sua opinião, a consciência para o problema e a busca por alternativas de mobilidade sustentável só vai ocorrer quando o uso do automóvel se tornar realmente inviável por causa do trânsito?

    LP: Não, sempre haverá paliativos, alguém que vai querer lucrar com o trânsito e inventar algo para as pessoas fazerem quando estiverem no congestionamento, como aprender uma língua etc. Temos uma noção errada sobre mobilidade, é preciso entender que essa mentalidade é ultrapassada e que o trânsito é uma questão de escolha pessoal.”

    Segundo o dicionário Aulete, sustentabilidade significa: “1. qualidade ou condição de sustentável; 2. Ecol. Econ. modelo de desenvolvimento que busca conciliar as necessidades econômicas, sociais e ambientais de modo a garantir seu atendimento por tempo indeterminado e a promover a inclusão social, o bem-estar econômico e a preservação dos recursos naturais.”

    Disponível em: http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl= aulete_digital&op+imprimir&tipo=atualizado.

    A partir da resposta de Lincoln Paiva, e levando em conta o conceito de sustentabilidade, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão b1a2619a-e8
  • Linguagens

    Português

    “Enquanto especialistas mundiais se debatem sobre as formas de conter o aquecimento global, cientistas se reúnem no Egito em busca de respostas do passado faraônico que ajudem a enfrentar os problemas ambientais do presente [...]
    [...] Há muito tempo, os efeitos das mudanças climáticas têm sido negligenciadas no país, que depende amplamente do fértil delta do Nilo para alimentar sua crescente população, em meio a preocupações sobre a erosão do solo.
    Na conferência de três dias, inaugurada no último domingo, especialistas esperam compreender como os antigos egípcios, que foram capazes de erguer as pirâmides, lidavam com as mudanças do clima [...]
    [...] O IFAO uniu forças com o CNRS (Centro Nacional de Pesquisas francês) e o Conselho Supremo de Antiguidades do Egito em torno de um ‘brainstorming’ que ajudasse os especialistas a encontrarem soluções para o futuro.
    A meta das discussões é resgatar evidências arqueológicas e geológicas que possam explicar como os antigos sobreviveram às mudanças climáticas e quais lições podem ser tiradas daí. Especialistas do CNRS, Pierre Zignani e Matthieu Ghilardi acreditam que muito pode ser aprendido dos arquitetos que criaram templos milenares capazes de resistir aos ataques do tempo.
    ‘Fortes chuvas provocadas pelas mudanças climáticas no último milênio e grandes inundações do rio Nilo foram consideradas pelos arquitetos ao construir as estruturas religiosas’, destacaram, em artigo conjunto.
    Pesquisar o passado ‘pode trazer informações sobre nosso conhecimento fundamental atual e novas informações críticas para a nossa comunidade.’ ”

    Disponível em: http://www1.folha. uol. com.br/ambiente /802363-geoarqueologia- busca-solucoes- para- questoesclimaticas-no-egito-faraonico. shtml.


    A partir da leitura do texto, podemos depreender que:

    Escolha uma alternativa para a questão b1a5ee43-e8
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UFTM 2012, Interpretação de texto | Reading comprehension



    Brazil’s income distribution has improved over the last decades due to

    Escolha uma alternativa para a questão b1a6b5bc-59
  • Linguagens

    Espanhol

    El diálogo en la forma y en el contenido entre los fragmentos de los poemas reproducidos de ambos autores se observa en las
    Escolha uma alternativa para a questão b1ad8d40-5b
  • Linguagens

    Português

    Os textos I e II servem de referência para responder àsquestões de 01 a 04.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UFG 2010, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UFG 2010, Interpretação de Textos

    Os elementos imagéticos do texto I, tais como a apresentação do título, as diferenças físicas entre as personagens e as posições que elas ocupam no cartaz, aliados às informações do texto II, sugerem que a escola retratada no filme
    Escolha uma alternativa para a questão b1ca295a-56
  • Linguagens

    Português

    A geografia linguística no Brasil


           É por meio da língua que o homem expressa suas ideias, as ideias de sua geração, as ideias da comunidade a que pertence, as ideias de seu tempo. A todo instante, utiliza-a de acordo com uma tradição que lhe foi transmitida, e contribui para sua renovação e constante transformação. Cada falante é, a um tempo, usuário e agente modificador de sua língua, nela imprimindo marcas geradas pelas novas situações com que se depara.

          Nesse sentido, pode-se afirmar que, na língua, se projeta a cultura de um povo, compreendendo-se cultura no seu sentido mais amplo, aquele que abarca “o conjunto dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade”, segundo o novo Aurélio. (...)

         Ao falar, um indivíduo transmite, além da mensagem contida em seu discurso, uma série de dados que permite a um interlocutor atento não só depreender seu estilo pessoal, mas também filiá-lo a um determinado grupo.

        A entonação, a pronúncia, a escolha vocabular, a preferência por determinadas construções frasais, os mecanismos morfológicos que são peculiares a determinado usuário podem servir de índices que identifiquem: a) o país ou a região de que se origina; b) o grupo social de que faz parte (seu grau de instrução, sua faixa etária, seu nível socioeconômico, sua atividade profissional); c) a situação (formal) ou (informal) em que se encontra. (...)

          O Brasil, em decorrência do processo de povoamento e colonização a que foi submetido bem como das condições em que se deu sua independência política e seu posterior desenvolvimento, apresenta grandes contrastes regionais e sociais, estes últimos perceptíveis mesmo em grandes centros urbanos, em cuja periferia se concentram comunidades mantidas à margem do progresso.

        Um retrato fiel, atual, de nosso país teria de colocar lado a lado: executivos de grandes empresas; técnicos que manipulam, com desenvoltura, o computador; operários de pequenas, médias e grandes indústrias; vaqueiros isolados em latifúndios; cortadores de cana; pescadores artesanais; plantadores de mandioca em humildes roças; viajantes que comerciam pelo sertão; indígenas aculturados. (...)

         Detentores de antigos costumes portugueses aqui reelaborados pelo contato com outra terra e outras gentes ou, já em acelerado processo de mestiçagem étnica e linguística, esquecidos das origens, esses homens e mulheres guardam, na sua forma de expressão oral, as marcas de nossa identidade linguístico-cultural e a resposta a muitas indagações e a diversas hipóteses sobre a história e o estado atual do português do Brasil.


    (Sílvia F. Brandão. A geografia linguística no Brasil. São Paulo: Ática, 1991. p.5-17. Adaptado)

    A compreensão consistente do Texto exige que o identifiquemos, em suas particularidades de composição, como sendo do tipo:
    Escolha uma alternativa para a questão b1cb0eda-05
  • Linguagens

    Português

    A geografia linguística no Brasil


           É por meio da língua que o homem expressa suas ideias, as ideias de sua geração, as ideias da comunidade a que pertence, as ideias de seu tempo. A todo instante, utiliza-a de acordo com uma tradição que lhe foi transmitida, e contribui para sua renovação e constante transformação. Cada falante é, a um tempo, usuário e agente modificador de sua língua, nela imprimindo marcas geradas pelas novas situações com que se depara.

          Nesse sentido, pode-se afirmar que, na língua, se projeta a cultura de um povo, compreendendo-se cultura no seu sentido mais amplo, aquele que abarca “o conjunto dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade”, segundo o novo Aurélio. (...)

         Ao falar, um indivíduo transmite, além da mensagem contida em seu discurso, uma série de dados que permite a um interlocutor atento não só depreender seu estilo pessoal, mas também filiá-lo a um determinado grupo.

        A entonação, a pronúncia, a escolha vocabular, a preferência por determinadas construções frasais, os mecanismos morfológicos que são peculiares a determinado usuário podem servir de índices que identifiquem: a) o país ou a região de que se origina; b) o grupo social de que faz parte (seu grau de instrução, sua faixa etária, seu nível socioeconômico, sua atividade profissional); c) a situação (formal) ou (informal) em que se encontra. (...)

          O Brasil, em decorrência do processo de povoamento e colonização a que foi submetido bem como das condições em que se deu sua independência política e seu posterior desenvolvimento, apresenta grandes contrastes regionais e sociais, estes últimos perceptíveis mesmo em grandes centros urbanos, em cuja periferia se concentram comunidades mantidas à margem do progresso.

        Um retrato fiel, atual, de nosso país teria de colocar lado a lado: executivos de grandes empresas; técnicos que manipulam, com desenvoltura, o computador; operários de pequenas, médias e grandes indústrias; vaqueiros isolados em latifúndios; cortadores de cana; pescadores artesanais; plantadores de mandioca em humildes roças; viajantes que comerciam pelo sertão; indígenas aculturados. (...)

         Detentores de antigos costumes portugueses aqui reelaborados pelo contato com outra terra e outras gentes ou, já em acelerado processo de mestiçagem étnica e linguística, esquecidos das origens, esses homens e mulheres guardam, na sua forma de expressão oral, as marcas de nossa identidade linguístico-cultural e a resposta a muitas indagações e a diversas hipóteses sobre a história e o estado atual do português do Brasil.


    (Sílvia F. Brandão. A geografia linguística no Brasil. São Paulo: Ática, 1991. p.5-17. Adaptado)

    Pela análise de algumas afirmações expressas no Texto, pode-se concluir que:

    1) existe uma ampla vinculação entre língua e cultura (no sentido amplo deste termo).
    2) todo falante acumula as funções de usuário e de agente modificador da língua.
    3) a língua que falamos constitui um índice de nossas particularidades sociais e contextuais.
    4) o processo de povoamento e colonização a que foi submetido o Brasil gerou grandes contrastes regionais e sociais.
    5) a história e o estado atual do português do Brasil dispensam menções às condições de sua mestiçagem étnica e linguística.

    Estão corretas as alternativas:
    Escolha uma alternativa para a questão b1ce7816-05
  • Linguagens

    Português

    A geografia linguística no Brasil


           É por meio da língua que o homem expressa suas ideias, as ideias de sua geração, as ideias da comunidade a que pertence, as ideias de seu tempo. A todo instante, utiliza-a de acordo com uma tradição que lhe foi transmitida, e contribui para sua renovação e constante transformação. Cada falante é, a um tempo, usuário e agente modificador de sua língua, nela imprimindo marcas geradas pelas novas situações com que se depara.

          Nesse sentido, pode-se afirmar que, na língua, se projeta a cultura de um povo, compreendendo-se cultura no seu sentido mais amplo, aquele que abarca “o conjunto dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade”, segundo o novo Aurélio. (...)

         Ao falar, um indivíduo transmite, além da mensagem contida em seu discurso, uma série de dados que permite a um interlocutor atento não só depreender seu estilo pessoal, mas também filiá-lo a um determinado grupo.

        A entonação, a pronúncia, a escolha vocabular, a preferência por determinadas construções frasais, os mecanismos morfológicos que são peculiares a determinado usuário podem servir de índices que identifiquem: a) o país ou a região de que se origina; b) o grupo social de que faz parte (seu grau de instrução, sua faixa etária, seu nível socioeconômico, sua atividade profissional); c) a situação (formal) ou (informal) em que se encontra. (...)

          O Brasil, em decorrência do processo de povoamento e colonização a que foi submetido bem como das condições em que se deu sua independência política e seu posterior desenvolvimento, apresenta grandes contrastes regionais e sociais, estes últimos perceptíveis mesmo em grandes centros urbanos, em cuja periferia se concentram comunidades mantidas à margem do progresso.

        Um retrato fiel, atual, de nosso país teria de colocar lado a lado: executivos de grandes empresas; técnicos que manipulam, com desenvoltura, o computador; operários de pequenas, médias e grandes indústrias; vaqueiros isolados em latifúndios; cortadores de cana; pescadores artesanais; plantadores de mandioca em humildes roças; viajantes que comerciam pelo sertão; indígenas aculturados. (...)

         Detentores de antigos costumes portugueses aqui reelaborados pelo contato com outra terra e outras gentes ou, já em acelerado processo de mestiçagem étnica e linguística, esquecidos das origens, esses homens e mulheres guardam, na sua forma de expressão oral, as marcas de nossa identidade linguístico-cultural e a resposta a muitas indagações e a diversas hipóteses sobre a história e o estado atual do português do Brasil.


    (Sílvia F. Brandão. A geografia linguística no Brasil. São Paulo: Ática, 1991. p.5-17. Adaptado)

    O núcleo do tema desenvolvido no Texto constitui uma abordagem conceitual:
    Escolha uma alternativa para a questão b1d18208-05
  • Linguagens

    Português

    A geografia linguística no Brasil


           É por meio da língua que o homem expressa suas ideias, as ideias de sua geração, as ideias da comunidade a que pertence, as ideias de seu tempo. A todo instante, utiliza-a de acordo com uma tradição que lhe foi transmitida, e contribui para sua renovação e constante transformação. Cada falante é, a um tempo, usuário e agente modificador de sua língua, nela imprimindo marcas geradas pelas novas situações com que se depara.

          Nesse sentido, pode-se afirmar que, na língua, se projeta a cultura de um povo, compreendendo-se cultura no seu sentido mais amplo, aquele que abarca “o conjunto dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade”, segundo o novo Aurélio. (...)

         Ao falar, um indivíduo transmite, além da mensagem contida em seu discurso, uma série de dados que permite a um interlocutor atento não só depreender seu estilo pessoal, mas também filiá-lo a um determinado grupo.

        A entonação, a pronúncia, a escolha vocabular, a preferência por determinadas construções frasais, os mecanismos morfológicos que são peculiares a determinado usuário podem servir de índices que identifiquem: a) o país ou a região de que se origina; b) o grupo social de que faz parte (seu grau de instrução, sua faixa etária, seu nível socioeconômico, sua atividade profissional); c) a situação (formal) ou (informal) em que se encontra. (...)

          O Brasil, em decorrência do processo de povoamento e colonização a que foi submetido bem como das condições em que se deu sua independência política e seu posterior desenvolvimento, apresenta grandes contrastes regionais e sociais, estes últimos perceptíveis mesmo em grandes centros urbanos, em cuja periferia se concentram comunidades mantidas à margem do progresso.

        Um retrato fiel, atual, de nosso país teria de colocar lado a lado: executivos de grandes empresas; técnicos que manipulam, com desenvoltura, o computador; operários de pequenas, médias e grandes indústrias; vaqueiros isolados em latifúndios; cortadores de cana; pescadores artesanais; plantadores de mandioca em humildes roças; viajantes que comerciam pelo sertão; indígenas aculturados. (...)

         Detentores de antigos costumes portugueses aqui reelaborados pelo contato com outra terra e outras gentes ou, já em acelerado processo de mestiçagem étnica e linguística, esquecidos das origens, esses homens e mulheres guardam, na sua forma de expressão oral, as marcas de nossa identidade linguístico-cultural e a resposta a muitas indagações e a diversas hipóteses sobre a história e o estado atual do português do Brasil.


    (Sílvia F. Brandão. A geografia linguística no Brasil. São Paulo: Ática, 1991. p.5-17. Adaptado)

    Em: “O Brasil, em decorrência do processo de povoamento e colonização a que foi submetido bem como das condições em que se deu sua independência política e seu posterior desenvolvimento, o segmento destacado tem um sentido de:
    Escolha uma alternativa para a questão b1d4f3d2-05
  • Linguagens

    Português

    A geografia linguística no Brasil


           É por meio da língua que o homem expressa suas ideias, as ideias de sua geração, as ideias da comunidade a que pertence, as ideias de seu tempo. A todo instante, utiliza-a de acordo com uma tradição que lhe foi transmitida, e contribui para sua renovação e constante transformação. Cada falante é, a um tempo, usuário e agente modificador de sua língua, nela imprimindo marcas geradas pelas novas situações com que se depara.

          Nesse sentido, pode-se afirmar que, na língua, se projeta a cultura de um povo, compreendendo-se cultura no seu sentido mais amplo, aquele que abarca “o conjunto dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade”, segundo o novo Aurélio. (...)

         Ao falar, um indivíduo transmite, além da mensagem contida em seu discurso, uma série de dados que permite a um interlocutor atento não só depreender seu estilo pessoal, mas também filiá-lo a um determinado grupo.

        A entonação, a pronúncia, a escolha vocabular, a preferência por determinadas construções frasais, os mecanismos morfológicos que são peculiares a determinado usuário podem servir de índices que identifiquem: a) o país ou a região de que se origina; b) o grupo social de que faz parte (seu grau de instrução, sua faixa etária, seu nível socioeconômico, sua atividade profissional); c) a situação (formal) ou (informal) em que se encontra. (...)

          O Brasil, em decorrência do processo de povoamento e colonização a que foi submetido bem como das condições em que se deu sua independência política e seu posterior desenvolvimento, apresenta grandes contrastes regionais e sociais, estes últimos perceptíveis mesmo em grandes centros urbanos, em cuja periferia se concentram comunidades mantidas à margem do progresso.

        Um retrato fiel, atual, de nosso país teria de colocar lado a lado: executivos de grandes empresas; técnicos que manipulam, com desenvoltura, o computador; operários de pequenas, médias e grandes indústrias; vaqueiros isolados em latifúndios; cortadores de cana; pescadores artesanais; plantadores de mandioca em humildes roças; viajantes que comerciam pelo sertão; indígenas aculturados. (...)

         Detentores de antigos costumes portugueses aqui reelaborados pelo contato com outra terra e outras gentes ou, já em acelerado processo de mestiçagem étnica e linguística, esquecidos das origens, esses homens e mulheres guardam, na sua forma de expressão oral, as marcas de nossa identidade linguístico-cultural e a resposta a muitas indagações e a diversas hipóteses sobre a história e o estado atual do português do Brasil.


    (Sílvia F. Brandão. A geografia linguística no Brasil. São Paulo: Ática, 1991. p.5-17. Adaptado)

    Os termos com que está formulado o último parágrafo do Texto admitem que:


    1) cada língua expressa os traços de sua identidade linguístico e cultural.

    2) o português do Brasil sentiu os efeitos da sua histórica mestiçagem étnica e linguística.

    3) as línguas de um povo são imunes a eventuais contatos com outros povos, sua língua e seus costumes.

    4) a história de cada língua pode esclarecer muitas indagações e hipóteses sobre sua identidade.


    Estão corretas:

    Escolha uma alternativa para a questão b1d88576-05
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT I

    Google Instant promises live search results

    by Maggie Shiels
    Technology reporter,
    BBC News, Silicon Valley

        
        “Google has speeded up its internet search engine by launching a product called Instant that displays results as soon as users type in queries.
         The service predicts a user's query and modifies the displayed results as more letters are typed into the search box.
         The company described it as ‘search at the speed of thought’.
        Previously Google's suggested search terms and did not reveal results until the ‘enter’ key was hit or the ‘search’ button was clicked.
    Google Instant goes live in the next week and on mobile devices by autumn.
         The service will initially be rolled out in the US, UK, Spain, Germany, France and Russia.
           Challenge to Microsoft?
         In a demo event held at San Francisco's Museum of Modern Art, Marissa Mayer, Google's vice-president of search products and user experience, typed in ‘sfm’ into the search box to demonstrate the new service.
        As she typed, results appeared instantly for ‘SF MOMA’ - the first predicted search result. In another demo, when the letter ‘w’ was entered, a list of links offering the ‘weather’ appeared along with images showing the temperature.
        ‘We've actually predicting what query you are likely to do and we're giving you results for that,’ said Ms Mayer.
           Google estimates that the typical user spends nine seconds entering a query and 15 seconds looking for answers.
            The company says Google Instant could shave between two and five seconds off a typical web search.
        ‘Google is betting all they have that speed is everything,’ Harry McCracken of technology blog Technologizer.com told the BBC.
         ‘Saving one or two seconds isn't that big of a deal. One of my instant thoughts is that I am going to see results I don't want because until I type enough that it knows what I want, it is going to show me links I am not interested in.’
         Technology commentator Robert Scoble said that the new feature would present a real challenge to Microsoft search engine Bing, which has been slowly chipping away at Google's lead in the search market.
        ‘Playing with it, it dramatically changes the way I do searches. I think it is a pretty major leap forward but this means that Bing becomes far less interesting and they now have to step up,’ said Mr. Scoble.
         Microsoft currently commands around 11% of the US search market compared to Google's 66%, according to research firm Comscore.
         Bing has gradually increased its market share since launch, although its growth has recently slowed.”


    http://www.bbc.co.uk/newstechnology-11239037. 

    Read the sentences below and judge them (T) TRUE or (F) FALSE:


    I. Google Instant makes the queries faster.

    II. With Google Instant query results will be revealed before the enter button is hit.

    III. Search terms will not be suggested anymore.

    IV. Mobile users will not have access until autumn.

    V. Initially the service will not be available for the British people.
    Escolha uma alternativa para a questão b1d8c9d8-e8
  • Linguagens

    Português

    Nós, os brasileiros.


        Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil.

        Como sempre, eles falam da floresta amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores e olhos de serpentes hirtas acariciando esses corpos como dedos amorosos”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos. Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade.

         Nas minhas idas ao Exterior, onde convivi, sobretudo com escritores, professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta –, fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos.

        – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma Universidade americana famosa: – Mas a senhora é loira!

         Depois de ler, num Congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um de meus romances traduzidos em inglês, ouvi de um senhor, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos:

         – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas!

         Pior ainda, no Canadá, alguém exclamou incrédulo:

         – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras?

        A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece livro brasileiro, pois não fala nem de plantas, nem de índios, nem de bichos.”

       Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também é culpa nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico.

        Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa, e televisões mostrando carnaval, futebol, praias e ... matos.

        E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens neuróticos, me senti tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso.

        E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, me fazem menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa!


    (Lya Luft. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 49-51) 

    A crônica de Lya Luft trata de tema culturalmente relevante, pois aborda:
    Escolha uma alternativa para a questão b1db75a2-05
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT I

    Google Instant promises live search results

    by Maggie Shiels
    Technology reporter,
    BBC News, Silicon Valley

        
        “Google has speeded up its internet search engine by launching a product called Instant that displays results as soon as users type in queries.
         The service predicts a user's query and modifies the displayed results as more letters are typed into the search box.
         The company described it as ‘search at the speed of thought’.
        Previously Google's suggested search terms and did not reveal results until the ‘enter’ key was hit or the ‘search’ button was clicked.
    Google Instant goes live in the next week and on mobile devices by autumn.
         The service will initially be rolled out in the US, UK, Spain, Germany, France and Russia.
           Challenge to Microsoft?
         In a demo event held at San Francisco's Museum of Modern Art, Marissa Mayer, Google's vice-president of search products and user experience, typed in ‘sfm’ into the search box to demonstrate the new service.
        As she typed, results appeared instantly for ‘SF MOMA’ - the first predicted search result. In another demo, when the letter ‘w’ was entered, a list of links offering the ‘weather’ appeared along with images showing the temperature.
        ‘We've actually predicting what query you are likely to do and we're giving you results for that,’ said Ms Mayer.
           Google estimates that the typical user spends nine seconds entering a query and 15 seconds looking for answers.
            The company says Google Instant could shave between two and five seconds off a typical web search.
        ‘Google is betting all they have that speed is everything,’ Harry McCracken of technology blog Technologizer.com told the BBC.
         ‘Saving one or two seconds isn't that big of a deal. One of my instant thoughts is that I am going to see results I don't want because until I type enough that it knows what I want, it is going to show me links I am not interested in.’
         Technology commentator Robert Scoble said that the new feature would present a real challenge to Microsoft search engine Bing, which has been slowly chipping away at Google's lead in the search market.
        ‘Playing with it, it dramatically changes the way I do searches. I think it is a pretty major leap forward but this means that Bing becomes far less interesting and they now have to step up,’ said Mr. Scoble.
         Microsoft currently commands around 11% of the US search market compared to Google's 66%, according to research firm Comscore.
         Bing has gradually increased its market share since launch, although its growth has recently slowed.”


    http://www.bbc.co.uk/newstechnology-11239037. 

    By saying “We’ve actually been predicting what query you are likely to do and we’re giving you results for that”, Google’s vice-president means:
    Escolha uma alternativa para a questão b1dbb1da-e8
  • Linguagens

    Português

    Nós, os brasileiros.


        Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil.

        Como sempre, eles falam da floresta amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores e olhos de serpentes hirtas acariciando esses corpos como dedos amorosos”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos. Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade.

         Nas minhas idas ao Exterior, onde convivi, sobretudo com escritores, professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta –, fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos.

        – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma Universidade americana famosa: – Mas a senhora é loira!

         Depois de ler, num Congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um de meus romances traduzidos em inglês, ouvi de um senhor, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos:

         – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas!

         Pior ainda, no Canadá, alguém exclamou incrédulo:

         – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras?

        A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece livro brasileiro, pois não fala nem de plantas, nem de índios, nem de bichos.”

       Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também é culpa nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico.

        Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa, e televisões mostrando carnaval, futebol, praias e ... matos.

        E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens neuróticos, me senti tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso.

        E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, me fazem menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa!


    (Lya Luft. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 49-51) 

    Uma convincente justificativa, para o ponto dominante de que trata o Texto, está expressa na seguinte alternativa:
    Escolha uma alternativa para a questão b1de8a1b-05
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT I

    Google Instant promises live search results

    by Maggie Shiels
    Technology reporter,
    BBC News, Silicon Valley

        
        “Google has speeded up its internet search engine by launching a product called Instant that displays results as soon as users type in queries.
         The service predicts a user's query and modifies the displayed results as more letters are typed into the search box.
         The company described it as ‘search at the speed of thought’.
        Previously Google's suggested search terms and did not reveal results until the ‘enter’ key was hit or the ‘search’ button was clicked.
    Google Instant goes live in the next week and on mobile devices by autumn.
         The service will initially be rolled out in the US, UK, Spain, Germany, France and Russia.
           Challenge to Microsoft?
         In a demo event held at San Francisco's Museum of Modern Art, Marissa Mayer, Google's vice-president of search products and user experience, typed in ‘sfm’ into the search box to demonstrate the new service.
        As she typed, results appeared instantly for ‘SF MOMA’ - the first predicted search result. In another demo, when the letter ‘w’ was entered, a list of links offering the ‘weather’ appeared along with images showing the temperature.
        ‘We've actually predicting what query you are likely to do and we're giving you results for that,’ said Ms Mayer.
           Google estimates that the typical user spends nine seconds entering a query and 15 seconds looking for answers.
            The company says Google Instant could shave between two and five seconds off a typical web search.
        ‘Google is betting all they have that speed is everything,’ Harry McCracken of technology blog Technologizer.com told the BBC.
         ‘Saving one or two seconds isn't that big of a deal. One of my instant thoughts is that I am going to see results I don't want because until I type enough that it knows what I want, it is going to show me links I am not interested in.’
         Technology commentator Robert Scoble said that the new feature would present a real challenge to Microsoft search engine Bing, which has been slowly chipping away at Google's lead in the search market.
        ‘Playing with it, it dramatically changes the way I do searches. I think it is a pretty major leap forward but this means that Bing becomes far less interesting and they now have to step up,’ said Mr. Scoble.
         Microsoft currently commands around 11% of the US search market compared to Google's 66%, according to research firm Comscore.
         Bing has gradually increased its market share since launch, although its growth has recently slowed.”


    http://www.bbc.co.uk/newstechnology-11239037. 

    Choose the alternative that best completes the sentence:


    According to Google, it takes _________ seconds for a typical user to do a web search.
    Escolha uma alternativa para a questão b1deb9ac-e8
  • Linguagens

    Português

    Nós, os brasileiros.


        Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil.

        Como sempre, eles falam da floresta amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores e olhos de serpentes hirtas acariciando esses corpos como dedos amorosos”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos. Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade.

         Nas minhas idas ao Exterior, onde convivi, sobretudo com escritores, professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta –, fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos.

        – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma Universidade americana famosa: – Mas a senhora é loira!

         Depois de ler, num Congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um de meus romances traduzidos em inglês, ouvi de um senhor, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos:

         – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas!

         Pior ainda, no Canadá, alguém exclamou incrédulo:

         – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras?

        A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece livro brasileiro, pois não fala nem de plantas, nem de índios, nem de bichos.”

       Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também é culpa nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico.

        Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa, e televisões mostrando carnaval, futebol, praias e ... matos.

        E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens neuróticos, me senti tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso.

        E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, me fazem menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa!


    (Lya Luft. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 49-51) 

    Frente aos comentários que ouvia em seus diferentes contatos, o sentimento que a autora revela é de:

    1) inconformidade; executa seu ofício mas com uma oculta disposição para “inserir ali um grãozinho de realidade”.
    2) desilusão; “mesmo se tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era brasileira”.
    3) um certo desapontamento: “me senti tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais”.
    4) deslumbramento; “nesta terra de tão surpreendentes misturas!”

    Estão corretas as alternativas:
    Escolha uma alternativa para a questão b1e23a87-05
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT I

    Google Instant promises live search results

    by Maggie Shiels
    Technology reporter,
    BBC News, Silicon Valley

        
        “Google has speeded up its internet search engine by launching a product called Instant that displays results as soon as users type in queries.
         The service predicts a user's query and modifies the displayed results as more letters are typed into the search box.
         The company described it as ‘search at the speed of thought’.
        Previously Google's suggested search terms and did not reveal results until the ‘enter’ key was hit or the ‘search’ button was clicked.
    Google Instant goes live in the next week and on mobile devices by autumn.
         The service will initially be rolled out in the US, UK, Spain, Germany, France and Russia.
           Challenge to Microsoft?
         In a demo event held at San Francisco's Museum of Modern Art, Marissa Mayer, Google's vice-president of search products and user experience, typed in ‘sfm’ into the search box to demonstrate the new service.
        As she typed, results appeared instantly for ‘SF MOMA’ - the first predicted search result. In another demo, when the letter ‘w’ was entered, a list of links offering the ‘weather’ appeared along with images showing the temperature.
        ‘We've actually predicting what query you are likely to do and we're giving you results for that,’ said Ms Mayer.
           Google estimates that the typical user spends nine seconds entering a query and 15 seconds looking for answers.
            The company says Google Instant could shave between two and five seconds off a typical web search.
        ‘Google is betting all they have that speed is everything,’ Harry McCracken of technology blog Technologizer.com told the BBC.
         ‘Saving one or two seconds isn't that big of a deal. One of my instant thoughts is that I am going to see results I don't want because until I type enough that it knows what I want, it is going to show me links I am not interested in.’
         Technology commentator Robert Scoble said that the new feature would present a real challenge to Microsoft search engine Bing, which has been slowly chipping away at Google's lead in the search market.
        ‘Playing with it, it dramatically changes the way I do searches. I think it is a pretty major leap forward but this means that Bing becomes far less interesting and they now have to step up,’ said Mr. Scoble.
         Microsoft currently commands around 11% of the US search market compared to Google's 66%, according to research firm Comscore.
         Bing has gradually increased its market share since launch, although its growth has recently slowed.”


    http://www.bbc.co.uk/newstechnology-11239037. 

    In the sentence, “I think it is a pretty major leap forward but this means that Bing becomes far less interesting and they now have to step up”, the verb “to step up” would best be replaced by:
    Escolha uma alternativa para a questão b1e3c198-e8