Pular para o conteúdo

Questões filtradas

Questões do ENEM: Linguagens

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados: 18.995 questões

Página 243 de 950

  • Linguagens

    Português

    Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questão.


    Quem diz que Amor é falso ou enganoso,

    ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,

    sem falta1 lhe terá bem merecido

    que lhe seja cruel ou rigoroso.


    Amor é brando2 , é doce e é piadoso3 .

    Quem o contrário diz não seja crido;

    seja por cego e apaixonado tido,

    e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.


    Se males faz Amor, em mim se veem;

    em mim mostrando todo o seu rigor,

    ao mundo quis mostrar quanto podia.


    Mas todas suas iras são de amor;

    todos estes seus males são um bem,

    que eu por todo outro bem não trocaria.



    (Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)



    1 sem falta: sem dúvida.

    2 brando: manso, meigo.

    3 piadoso: piedoso.

    4 inda: ainda.

    Em relação às pessoas que fazem afirmações negativas sobre Amor, o eu lírico propõe
    Escolha uma alternativa para a questão 7298090c-4a
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance Os ratos, de Dyonelio Machado, para responder à questão.



    1     Havia momentos a conversa tinha esfriado. Alcides, à sua frente, olha, longe, a rua. Naziazeno acompanha, meio furtivamente, os gestos do Carvalho, que se prepara para sair. Já tirou o porte-monnaie1 do bolso de trás das calças, torcendo- -se um pouco; tornou a colocá-lo onde estava, depois de o examinar com o olho bem metido dentro dele, e puxou uma cédula dum dos bolsos do lado da calça, torcendo-se ainda mais. O garçom, a seu lado, sereno, mas com um certo grau de impaciência latente, faz rapidamente o troco, mal lhe cai o dinheiro nas mãos. Vai tirando as moedas de vários bolsos e depondo-as no mármore da mesa. Carvalho, a cabeça baixa, confere, separando-as com um dedo, como uma cozinheira “escolhendo” feijão na tábua da mesa. Destaca uma moedinha, que põe de parte, com dedo moroso. Recolhe o resto. Pega da bengala e dos jornais que colocara numa cadeira ao lado e levanta-se, relanceando um olhar pelo café, olhar que vem “ferir” o rosto de Naziazeno, que estremece, como se um jato de holofote subitamente o iluminasse. Desvia precipitadamente a cara; põe-se a olhar para o Alcides. A figura porém do Carvalho avança pouco a pouco na franja do seu campo visual; é apenas um vulto negro e alto, avançando cadenciadamente. Seus passos soam já... Naziazeno mantém o pescoço duro... Qualquer relaxamento de músculos põe-no cara a cara com o outro... Está começando a sentir um calor no rosto... Os passos são mais sonoros... Alcides volta-se lentamente para trás, na direção deles...

    2      — Bom dia.

    3      — Bom dia!

    4     — Bom dia, Carvalho!...

    5     ... E os passos agora cada vez ressoam menos... menos... extinguem-se...

    6     A onda de calor foge progressivamente do seu rosto. Naziazeno tem a impressão de haver mergulhado a face na água fria. Acha-se um pouco trêmulo.

    7     Alcides ali à sua frente, ele não se sente tão só. A cara deslavada e ausente do outro bem podia passar por ingênua. Ele curvava um pouco o tórax para diante, olhava em frente, as feições iguais, como de quem dorme. Quando tirava o olhar dum foco para colocá-lo num outro, fechava habitualmente os olhos, como quem faz um “entreato” entre as duas visadas. Isto repetido várias vezes dava-lhe um ar de sono, que o tornava mais ausente e ingênuo.


        (Os ratos, 2022.)


    1 porte-monnaie: porta-moedas.

    Ocorre objeto direto preposicionado quando o objeto direto de uma oração é introduzido por uma preposição, por motivo de ênfase, clareza ou estilo. Identifica-se um exemplo de objeto direto preposicionado em:
    Escolha uma alternativa para a questão 7291ea9e-4a
  • Linguagens

    Português

    O uso ou o não uso de vírgula(s) muda o sentido do que é escrito. Assinale a alternativa em que, com a exclusão de vírgula(s), altera-se a ênfase da proposição, mas não o sentido. 
    Escolha uma alternativa para a questão 2760b5aa-32
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, analise o trecho a seguir.


    Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateu-lhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia do estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

    — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

    A conjunção “Mas”, em destaque no trecho, liga
    Escolha uma alternativa para a questão 1ec73dbf-e3
  • Linguagens

    Português

    A questão refere-se ao texto a seguir.

    No dia em que o gato falou

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

          A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

         — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

        A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
       
        — Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

        Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

         — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

         Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

        O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

         — Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


    Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


    FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
    Considerando as suas características, no texto, existe a presença
    Escolha uma alternativa para a questão 1ec49bb3-e3
  • Linguagens

    Português

    Leia, a seguir, a transcrição da segunda parte da entrevista de Grada Kilomba.


    Parte II

    É uma linguagem que trabalha exatamente com as binaridades (...) e divide a existência humana entre duas identidades: o feminino e o masculino, o que é extremamente problemático, porque não leva em conta a complexidade de gêneros (...). É um enorme nó que nós temos que desatar e que mostra que a língua portuguesa não é neutra. É uma língua que traz consigo um exercício do poder, que determina identidades, e que determina quem é “normal” e quem é desviante, e que determina também uma equação que é: quem pode falar e representar a condição humana? O que que significa ser um erro ortográfico na tua própria língua? Que violência é essa quando determinadas identidades não podem existir?

    (Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=m-EyJXtlJ0M. Acesso em 26/08/2024.)


    Qual alternativa melhor resume os argumentos da autora?
    Escolha uma alternativa para a questão 02d3c629-d7
  • Linguagens

    Inglês

    Text 2 

    Imagem da questão de Inglês, CEDERJ 2024, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Avaiable at: https://www.boredpanda.com/cartoon-smartphonecellphone-addiction/


    Glossary: Strap: amarrar; forehead: testa.
    The cartoon implies that

    Escolha uma alternativa para a questão 3899de6d-df
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1


    Medical News Today


    What is nomophobia?


    Nomophobia refers to a fear of not having mobile phone connectivity. It can cause panic or anxiety for the person experiencing it.

    Researchers have noted that it is still unclear if the disorder comes from an existing condition, such as anxiety disorder, or from a cell phone addiction. They proposed changing the name “nomophobia” to “smartphone addiction disorder.”

    Treatments are currently nonstandard and involve behavioral therapies, support groups, and self-care.

    Self-care

    A person can practice self-care strategies on their own. They can take the following steps to manage their phobia:

    • progressive muscle relaxation

    • practicing different breathing techniques

    A person may also benefit from learning relaxation techniques. This therapy involves a combination of breathing techniques, exercises, and meditation techniques, which help a person cope with not having a phone or other phobias.


    Available at: https://www.medicalnewstoday.com/articles/nomophobia. Access 06 May 2024. Adapted.
    Mark the only true statement about nomophobia.
    Escolha uma alternativa para a questão 389474a8-df
  • Linguagens

    Português

    Texto 1

    Um bonde chamado felicidade

    Roseana Murray


    Figura 1 de 2 da questão de Português, CEDERJ 2024, Morfologia
    Figura 2 de 2 da questão de Português, CEDERJ 2024, Morfologia


    MURRAY, Roseana. FELICIDADE - antologia de poemas, contos e crônicas - Clube de Leitura da Casa Amarela -VOL. V – 2023. p. 45 Disponível em: https://roseanamurray.com/site/wpcontent/uploads/2023/11/FELICIDADE-CLUBE-DE-LEITURADA-CASAAMARELA ANTOLOGIA-V-2023-1.pdf Acesso em: 20 abr. 2024.


    Roseana Murray é poeta e escritora. Autora de mais de cem livros, muitos dos quais se destinam ao público infantojuvenil. 
    Os vocábulos “motorneiro” e “cobrador”, em “O motorneiro dá a partida, o cobrador se equilibra como se trabalhasse num circo” (Linhas 8-9), são formados por
    Escolha uma alternativa para a questão 3825527c-df
  • Linguagens

    Português

    Texto 1

    Um bonde chamado felicidade

    Roseana Murray


    Figura 1 de 2 da questão de Português, CEDERJ 2024, Morfologia
    Figura 2 de 2 da questão de Português, CEDERJ 2024, Morfologia


    MURRAY, Roseana. FELICIDADE - antologia de poemas, contos e crônicas - Clube de Leitura da Casa Amarela -VOL. V – 2023. p. 45 Disponível em: https://roseanamurray.com/site/wpcontent/uploads/2023/11/FELICIDADE-CLUBE-DE-LEITURADA-CASAAMARELA ANTOLOGIA-V-2023-1.pdf Acesso em: 20 abr. 2024.


    Roseana Murray é poeta e escritora. Autora de mais de cem livros, muitos dos quais se destinam ao público infantojuvenil. 
    Pertence à mesma classe gramatical de “fabrico”, em “Em meu casulo fabrico alguns fios de felicidade...” (Linhas 29-30), a seguinte palavra sublinhada:
    Escolha uma alternativa para a questão 382298b7-df
  • Linguagens

    Português

    Texto 1

    Um bonde chamado felicidade

    Roseana Murray


    Figura 1 de 2 da questão de Português, CEDERJ 2024, Morfologia - Verbos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, CEDERJ 2024, Morfologia - Verbos


    MURRAY, Roseana. FELICIDADE - antologia de poemas, contos e crônicas - Clube de Leitura da Casa Amarela -VOL. V – 2023. p. 45 Disponível em: https://roseanamurray.com/site/wpcontent/uploads/2023/11/FELICIDADE-CLUBE-DE-LEITURADA-CASAAMARELA ANTOLOGIA-V-2023-1.pdf Acesso em: 20 abr. 2024.


    Roseana Murray é poeta e escritora. Autora de mais de cem livros, muitos dos quais se destinam ao público infantojuvenil. 
    Em “...a poeira (...) me hipnotiza” (Linhas 19-20), o verbo sublinhado “hipnotiza” se encontra na voz:
    Escolha uma alternativa para a questão 381fbce5-df
  • Linguagens

    Português

    Texto 1

    Um bonde chamado felicidade

    Roseana Murray


    Figura 1 de 2 da questão de Português, CEDERJ 2024, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, CEDERJ 2024, Interpretação de Textos


    MURRAY, Roseana. FELICIDADE - antologia de poemas, contos e crônicas - Clube de Leitura da Casa Amarela -VOL. V – 2023. p. 45 Disponível em: https://roseanamurray.com/site/wpcontent/uploads/2023/11/FELICIDADE-CLUBE-DE-LEITURADA-CASAAMARELA ANTOLOGIA-V-2023-1.pdf Acesso em: 20 abr. 2024.


    Roseana Murray é poeta e escritora. Autora de mais de cem livros, muitos dos quais se destinam ao público infantojuvenil. 
    Em “... ali começa a minha aldeia.” (Linhas 3-4), o termo sublinhado “ali” exerce função coesiva e retoma:
    Escolha uma alternativa para a questão 381c82b7-df
  • Linguagens

    Português

    A Roda dos Expostos de Salvador (Bahia) data de 1726 e foi uma das instituições implantadas com o objetivo de acolher e prover um encaminhamento para a criança recém-nascida abandonada. Essa assistência fundamentava-se em práticas caritativas, paternalistas e imediatistas que visavam ao cuidado básico da criança e, especialmente, à salvação da sua alma, via batismo, devido à alta mortalidade.


    BORRIONE, R.; CHAVES, A. M. Análise documental e contexto

    de desenvolvimento. Disponível em: www.scielo.br.

    Acesso em: 15 ago. 2013.

    A instituição apresentada no texto justificava-se pelo(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 71bb92a5-d2
  • Linguagens

    Português

        A difusão pelos cônegos do ideal apostólico, bem como a influência dos eremitas e dos pregadores errantes que na sua esteira propagavam temas evangélicos, contribuíram para fazer nascer, entre os fiéis, o desejo de se erguerem ao nível espiritual do clero e de obterem a sua salvação, sem que para isso tivessem de renunciar ao seu estado. Pela primeira vez, a Igreja entreabria as portas da graça em benefício da totalidade dos fiéis, colocando, como única condição, a sua partida para o Oriente, a fim de aí lutarem contra os inimigos de Cristo.

    VAUCHEZ, A. A espiritualidade da Idade Média Ocidental, 
    séc. VIII-XIII. Lisboa: Estampa, 1995.
    Conforme o texto, no imaginário dos fiéis cristãos do período medieval, a salvação era alcançada por meio das
    Escolha uma alternativa para a questão 71a105a4-d2
  • Linguagens

    Português

        Adam Smith via o açougueiro e o padeiro não só como indivíduos buscando seus interesses financeiros, mas como pessoas moralmente motivadas dentro de uma sociedade. A base da moral era a empatia e o julgamento, instaurando uma distinção entre o que queremos fazer e o que sentimos que devemos fazer.

    COLLIER, P. O futuro do capitalismo. Porto Alegre: LP&M, 2019.
    O texto defende uma motivação capitalista para o campo dos negócios, na qual o lucro se mostra associado à
    Escolha uma alternativa para a questão 7185ef4f-d2
  • Linguagens

    Português

        Pela falta de chuvas, a geração de energia eólica, solar e térmica atingiu níveis recordes em agosto de 2021, quando as hidrelétricas ficaram com cerca de 50% do total. Para um professor da Universidade Federal da Bahia, essa queda não é uma surpresa. “Não aconteceu de uma hora para outra. Se olharmos o mapa do Brasil, um dos grandes provedores de água é a Floresta Amazônica. Se você diminui a floresta, diminui a quantidade de água que vai para a atmosfera”, explica.

    BORGES, T. O fantasma do apagão. Disponível em:
    www.correio24horas.com.br. Acesso em:  
    9 out. 2021 (adaptado).
    De acordo com o texto, a dificuldade na produção de energia é causada pela alteração da(s)
    Escolha uma alternativa para a questão 7182fed0-d2
  • Linguagens

    Português

        Não há consenso em torno do nome dado à pandemia, tendo, desde o seu início, sido chamada de gripe espanhola provavelmente por causa da desinformação em torno da notícia sobre sua origem. Uma das hipóteses deriva da neutralidade espanhola na Primeira Guerra Mundial e a consequente liberdade de imprensa naquele país, maior do que nos demais países envolvidos no conflito. Hoje existe o consenso entre virologistas e epidemiologistas de que o vírus da gripe não se originou na Espanha. Entretanto, dificilmente essa pandemia deixará de ser conhecida como gripe espanhola.

    KLAJMAN, C. A gripe sob a ótica da história ecológica.
    História Revista, n. 3, set.-dez. 2015 (adaptado).
    De acordo com o texto, a denominação recebida pela pandemia do começo do século XX foi determinada pelo(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 716f730e-d2
  • Linguagens

    Português

        O direito não é a justiça. O direito é o elemento do cálculo, é justo que haja um direito, mas a justiça é incalculável, ela exige que se calcule o incalculável; e as experiências aporéticas são experiências tão improváveis quanto necessárias da justiça, isto é, são momentos em que a decisão entre o justo e o injusto nunca é garantida por uma regra.
    DERRIDA, J. Força de lei. São Paulo: Martins Fontes, 2010 (adaptado).

    De acordo com o texto, ainda que estejam em desconformidade com o ordenamento jurídico, são exemplos de ação justa:

    Escolha uma alternativa para a questão 7169ef72-d2
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I


    Origem, tradição e resistência


        Foi sentada em seu banco de quartzo que a avó do universo, moradora da Maloca do Céu, criou os homens, os animais, a terra e as águas. O banco foi entregue aos ancestrais dos atuais Tukano, que passaram a reproduzi-lo em madeira. O mito Tukano — povo do noroeste da Amazônia que ainda hoje fabrica os bancos em seu estilo tradicional — indica o lugar dos bancos entre os objetos sagrados, ao mesmo tempo parte do universo primitivo e fonte do poder de criação. A presença nos mitos de origem de alguns povos atesta a antiguidade da arte de talhar bancos: os primeiros registros do uso desses objetos entre ameríndios das terras baixas da América do Sul, do Caribe e da América Central datam de, pelo menos, 4 mil anos.


    ASSIS, R.; MENDES JR., L. Bancos indígenas do Brasil. São Paulo: BEI Comunicação, 2013.





    TEXTO II


                                                                Imagem da questão de Português, ENEM 2024, Interpretação de Textos

    KAMAYURÁ, Y. Tatu Kamayurá 1. Madeira, 61 × 24 × 20 cm. Xingu (MT), s.d.



    Disponível em: www.colecaobei.com.br. Acesso em: 15 out. 2024.

    Os textos I e ll demonstram, na confecção dos bancos, uma íntima relação de sacralidade entre o ser humano e a natureza, perceptível por meio da
    Escolha uma alternativa para a questão 714fda70-d2
  • Linguagens

    Português

        Desenvolvendo-se nesse meio, é natural que Celina, filha mais velha de D. Adozinda, tivesse seus pequenos flirts com alguns desses rapazes, muito íntimos da casa e trazendo-lhe da cidade presentes de doces, de balas de ovo, de jornais ilustrados ou de frutas.

        As irmãs mais novas iam ao colégio; ela ficava, enchendo o tempo com uns crochês vagarosos, costuras leves, a leitura dos folhetins dos jornais; e o Gilberto, que raramente saía, andava sempre ao seu lado, muito caído por esse tipo um pouco mórbido de menina anêmica [...].

        O Gilberto não valia nada, mas quem sabe se apareceria outro, simplório e sincero como ele? E a filha, com os seus dezessete anos, começava a embaraçá-la um pouco, nesse difícil papel de virgem numa casa de pensão, cheia de rapazes. Ora, o melhor era esperar, dar tempo ao tempo... E o Gilberto e a Celina continuaram a namorar-se, ele cândido, ela dúbia; enquanto o Coronel Juvenato, que deixara a mulher em Sobral para tratar de uma concessão rendosa com os políticos do Rio, ia agora monopolizando, como protetor mais importante, as alegres visitas matinais da viúva, que já lhe levava sempre o café — mas sem flores colhidas no jardim, ainda rociadas de orvalho, porque o cearense não dava para essas coisas de poesia. Era rápido, prático, e não admitia bobagens. Por isso, todos os sábados à noite, ele dizia a D. Adozinda com um tremor lúbrico nas banhas moles da face, os olhinhos vivos pestanejando:

        — A senhora não se esqueça que amanhã é domingo... Leve-me cedo o café, hein?... que eu tenho de ir à missa...

        — Pois não, pois não, Coronel! fique descansado — respondia a viúva do Ferreira, muito atenciosamente, tirando-lhe umas caspas da gola do paletó, com a mão repolhuda.

        Os outros hóspedes riam-se à socapa; e no domingo o café não faltava, bem cedinho...


    DOLORES, C. A luta. Rio de Janeiro: Ímã, s.d.
    Nesse trecho, ao explorar a descrição como recurso que demarca impressões e pontos de vista, o narrador cria uma ambiência sugestiva do(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 714d1b2f-d2