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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 457 de 950

  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension


         Countries band together to promote trade, defend human rights, protect the environment and repel threats. They sign treaties and join international groups, and each time they do, they give up a bit of independence. That happened in a big way with the creation of the European Union, a freetrade zone and global political force forged from the fractious states of Europe. The question always was, could this extraordinary experiment hold together? Faced with the choice in a June 23 referendum, the U.K. shocked the world by voting to leave the bloc it joined in 1973. The way many Britons saw it, the trade-offs they'd made to be part of the club — notably control over immigration — no longer served their interests. They chose what's become known as Brexit. 

         Voters supported the split by 52 percent to 48 percent after a rancorous 10-week campaign that divided the nation. The result prompted Prime Minister David Cameron, who had pushed for the U.K. to remain in the 28-nation bloc, to say he'll resign by October. The vote jolted financial markets, sending the U.K. currency tumbling. As the vote plunged the country into political turmoil, Scotland's devolved government paved the way for a second referendum on breaking away so it can remain part of the EU. The U.K. will have two years to negotiate the terms of an exit once it takes the legal steps to leave the bloc, with talks to unwind agreements in areas as diverse as fishing quotas, financial services and health and safety standards. Cameron had warned that a withdrawal would trigger a recession and a decade of uncertainty for jobs, trade and the broader economy. Advocates of a split, including the country’s leading tabloid newspapers, want Britain to regain control of its borders, laws and finances. Because the free movement of citizens is a basic tenet of EU law, leaving the bloc is the only sure way to stem a larger-than-expected influx of immigrants. Young voters were keen to remain in the EU, while older ones preferred to leave.

    (In: http://www.bloomberg.com/quicktake/will-uk-leave-eu. Adaptado)

    How long did UK stay as a member of EU?
    Escolha uma alternativa para a questão a61d5f31-b2
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension


         Countries band together to promote trade, defend human rights, protect the environment and repel threats. They sign treaties and join international groups, and each time they do, they give up a bit of independence. That happened in a big way with the creation of the European Union, a freetrade zone and global political force forged from the fractious states of Europe. The question always was, could this extraordinary experiment hold together? Faced with the choice in a June 23 referendum, the U.K. shocked the world by voting to leave the bloc it joined in 1973. The way many Britons saw it, the trade-offs they'd made to be part of the club — notably control over immigration — no longer served their interests. They chose what's become known as Brexit. 

         Voters supported the split by 52 percent to 48 percent after a rancorous 10-week campaign that divided the nation. The result prompted Prime Minister David Cameron, who had pushed for the U.K. to remain in the 28-nation bloc, to say he'll resign by October. The vote jolted financial markets, sending the U.K. currency tumbling. As the vote plunged the country into political turmoil, Scotland's devolved government paved the way for a second referendum on breaking away so it can remain part of the EU. The U.K. will have two years to negotiate the terms of an exit once it takes the legal steps to leave the bloc, with talks to unwind agreements in areas as diverse as fishing quotas, financial services and health and safety standards. Cameron had warned that a withdrawal would trigger a recession and a decade of uncertainty for jobs, trade and the broader economy. Advocates of a split, including the country’s leading tabloid newspapers, want Britain to regain control of its borders, laws and finances. Because the free movement of citizens is a basic tenet of EU law, leaving the bloc is the only sure way to stem a larger-than-expected influx of immigrants. Young voters were keen to remain in the EU, while older ones preferred to leave.

    (In: http://www.bloomberg.com/quicktake/will-uk-leave-eu. Adaptado)

    After reading the text, mark T (true) or F (false).

    ( ) Countries join to make war against other countries.
    ( ) UK left EU in 1973.
    ( ) UK joined EU on June 23.
    ( ) UK’s exit from EU is called Brexit.
    ( ) 52 percent voted for leaving the EU.

    Mark the alternative that contains the CORRECT sequence.
    Escolha uma alternativa para a questão a61a30f1-b2
  • Linguagens

    Português

    Texto 8

    Meu pai

    meu pai foi
    ao Rio se tratar de
    um câncer (que
    o mataria) mas
    perdeu os óculos
    na viagem

    quando lhe levei
    os óculos novos
    comprados na Ótica
    Fluminense ele
    examinou o estojo com
    o nome da loja dobrou
    a nota de compra guardou-a
    no bolso e falou:
    quero ver
    agora qual é o
    sacana que vai dizer
    que eu nunca estive
    no Rio de Janeiro

    (Ferreira Gullar) 

    Texto 9

    O mapa

    Olho o mapa da cidade
    Como quem examinasse
    A anatomia de um corpo...

    (E nem que fosse o meu corpo!)

    Sinto uma dor infinita
    Das ruas de Porto Alegre
    Onde jamais passarei...

    Há tanta esquina esquisita,
    Tanta nuança de paredes,
    Há tanta moça bonita
    Nas ruas que não andei
    (E há uma rua encantada
    Que nem em sonhos sonhei...)
    Quando eu for, um dia desses,
    Poeira ou folha levada
    No vento da madrugada,
    Serei um pouco do nada
    Invisível, delicioso
    Que faz com que o teu ar
    Pareça mais um olhar,
    Suave mistério amoroso,
    Cidade de meu andar
    (Deste já tão longo andar!)

    E talvez de meu repouso...

    (Mário Quintana)

    Texto 10

    Impressionista

    Uma ocasião,
    meu pai pintou a casa toda
    de alaranjado brilhante.
    Por muito tempo moramos numa casa,
    como ele mesmo dizia,
    constantemente amanhecendo.

    (Adélia Prado)

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2016, Interpretação de Textos


    Considerando os Textos 8, 9, 10 e 11 bem como os autores e seus respectivos contextos históricos e literários, analise as proposições a seguir.

    I. O Texto 8 apresenta um eu lírico ligado ao cotidiano, pois Ferreira Gullar, poeta também neoconcretista, tem como um de seus temas a realidade social.
    II. No Texto 9, encontra-se um eu lírico que tematiza o cotidiano, situações corriqueiras, com uma percepção aguda das coisas simples da vida; no entanto, há um certo pessimismo em relação à cidade que o faz evadir-se, criando, em sonho, outra cidade.
    III. Adélia Prado é dona de uma linguagem simples, e preocupada com uma temática feminina, ligada à família e à religiosidade. No Texto 10, percebe-se um eu lírico que se mostra incompatível com o clima da imagem da casa desejada, a ponto de não se sentir bem com a cor alaranjada de suas paredes.
    IV. Pignatari possui uma linguagem que valoriza os esquemas e diagramas, fazendo de seus versos um projeto de designer. No poema, há um texto duplo, uma fusão de imagens, cujos significados se revelam por essa duplicidade, como um espelho que projeta uma imagem invertida.

    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão a5ecc2f9-b2
  • Linguagens

    Português

    Texto 5

    Mapa de anatomia: O Olho

    O Olho é uma espécie de globo,
    é um pequeno planeta
    com pinturas do lado de fora.
    Muitas pinturas:
    azuis, verdes, amarelas.
    É um globo brilhante:
    parece cristal,
    é como um aquário com plantas
    finamente desenhadas: algas, sargaços,
    miniaturas marinhas, areias, rochas,
    naufrágios e peixes de ouro.

    Mas por dentro há outras pinturas,
    que não se veem:
    umas são imagens do mundo,
    outras são inventadas.

    O Olho é um teatro por dentro.
    E às vezes, sejam atores, sejam cenas,
    e às vezes, sejam imagens, sejam ausências,
    formam, no Olho, lágrimas.
    (Cecília Meireles)

    Texto 6

    A um ausente

    Tenho razão de sentir saudade,
    tenho razão de te acusar.
    Houve um pacto implícito que rompeste
    e sem te despedires foste embora.
    Detonaste o pacto.
    Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
    de viver e explorar os rumos de obscuridade
    sem prazo sem consulta sem provocação
    até o limite das folhas caídas na hora de cair.

    Antecipaste a hora.
    Teu ponteiro enlouqueceu,
    enlouquecendo nossas horas.
    Que poderias ter feito de mais grave
    do que o ato sem continuação, o ato em si,
    o ato que não ousamos nem sabemos ousar
    porque depois dele não há nada?

    Tenho razão para sentir saudade de ti,
    de nossa convivência em falas camaradas,
    simples apertar de mãos, nem isso, voz
    modulando sílabas conhecidas e banais
    que eram sempre certeza e segurança.

    Sim, tenho saudades.
    Sim, acuso-te porque fizeste
    o não previsto nas leis da amizade e da natureza
    nem nos deixaste sequer o direito de indagar
    porque o fizeste, porque te foste.
    (Carlos Drummond de Andrade)

    Texto 7

    Ausência

    Eu deixarei que morra em mim o desejo
    de amar os teus olhos que são doces.
    Porque nada te poderei dar senão a mágoa de
    me veres eternamente exausto
    No entanto a tua presença é qualquer
    coisa como a luz e a vida
    E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e
    em minha voz a tua voz.
    Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria
    terminado.
    Quero só que surjas em mim como a fé nos
    desesperados
    Para que eu possa levar uma gota de orvalho
    nesta terra amaldiçoada.
    Que ficou sobre a minha carne como nódoa do
    passado.

    Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em
    outra face.
    Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu
    desabrocharás para a madrugada.
    Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
    porque eu fui o grande íntimo da noite.
    Porque eu encostei minha face na face da
    noite e ouvi a tua fala amorosa.
    Porque meus dedos enlaçaram os dedos da
    névoa suspensos no espaço.
    E eu trouxe até mim a misteriosa essência do
    teu abandono desordenado.
    Eu ficarei só como os veleiros nos pontos
    silenciosos.
    Mas eu te possuirei como ninguém porque
    poderei partir.
    E todas as lamentações do mar, do vento, do
    céu, das aves, das estrelas. Serão a tua voz presente, a
    tua voz ausente, a
    tua voz serenizada.
    (Vinícius de Moraes) 
    Após a leitura dos poemas, analise as proposições a seguir.

    I. O Texto 5 é um poema, cujo eu lírico trata das ausências, recorrendo aos sentidos, e fala de seus sentimentos, valendo-se da forma e da cor que as imagens poéticas sugerem.
    II. Os três poemas falam de ausência ou de saudade na mesma proporção, como também de relações amorosas frustradas.
    III. No Texto 6, o eu lírico questiona a ausência de quem partiu, sem sequer anunciar sua partida. Percebe-se que a morte foi o motivo da ausência da amizade sugerida pelas imagens poéticas.
    IV. Vinícius de Moraes é dono de um lirismo de caráter confidencial, com uma visão familiar do mundo; é um poeta singular. No Texto 7, percebe-se um eu lírico carregado de sentimentos de afeto por uma amada, entre o universo espiritual e físico.

    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão a5e9b4be-b2
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2016, Interpretação de Textos

    Dentre os valores e/ou opiniões veiculados pelo Texto 2, encontra-se a defesa de que
    Escolha uma alternativa para a questão a5dedac5-b2
  • Linguagens

    Português

    Texto 1

    COMPREENDER O BRASIL É DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL

         Ouvimos muitos comentários de analistas sociais e também do senso comum (sobretudo) de que o grande mal do Brasil é o “jeitinho brasileiro”, que é atrelado à corrupção. Pois bem, a observação não é de todo errada, mas esconde outro truísmo aparente. Os males do Brasil enquanto nação e enquanto Estado assentam-se em dois pilares: o genocídio indígena e a escravidão africana.
         Advém daí o machismo e a cultura do estupro: as índias foram as primeiras a serem violentadas pelo colonizador europeu, o que acabou naturalizando essa abominável prática de invasão do corpo do outro, tempos depois aplicando-se o mesmo “método” no corpo da mulher negra e da mulher branca. Os escravocratas, em uma sociedade patriarcal, tornaram legítima também a decisão sobre o corpo da mulher, inclusive da sua esposa: bela, recatada e do lar, e da sua ama de leite (a mãe preta), cujo leite afro acalentava seu filho branco.
         Advém daí o racismo: o colonizador branco, com a chancela da religião cristã e da ciência, arrogou para si a superioridade racial branca, em detrimento do negro, do indígena e do asiático. Nem o questionável 13 de maio nem o estado democrático de direito superou isso. Isso é reproduzido hoje em nível societário. Quem mais morre nas periferias das cidades brasileiras são negros. Alguém cantou num passado recente “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”.
         Advém daí o paternalismo: transplantamos para nossas relações humanas as antigas relações típicas de senhor escravo, não na acepção nietzschiana (moral do senhor/moral do escravo), mas na acepção eugênica herdada do darwinismo social de Spencer, que hierarquizou as raças, estando essas associadas ao processo civilizatório de aculturação do indígena, método descrito de forma primorosa por Alfredo Bosi em “As flechas do Sagrado”. Os jesuítas arrogaram para si a responsabilidade por “cuidar do indígena”, inculcando no colonizado a dependência contínua na esteira da “benevolência” mal intencionada. Mal sabiam os colonizadores que as etnias também negociavam, como enunciou Eduardo Viveiros de Castro em “A inconstância da alma selvagem”: os tupinambás jamais abriram mão do que lhes era essencial, a guerra.
         Advém daí o genocídio negro: desde 1982 até 2014 foram 1,2 milhões de negros mortos pela polícia nas periferias, dados da Anistia Internacional. O negro de hoje é o escravizado de ontem e o corpo reificado de anteontem. Na imprensa de hoje, a morte de um jovem branco de classe média suscita debates em torno da violência, ao passo que a morte de um negro é mais uma estatística. Do mesmo modo que a violência contra a mulher é naturalizada e contra a mulher negra duas vezes mais, pois aprendemos com a “globeleza” que o corpo negro feminino é o veículo do pecado e que o corpo feminino deve ser submetido à vontade do corpo masculino, estando apto desde sempre a servi-lo.
         Advém daí o genocídio indígena, ainda em curso. Ruralistas e posseiros o fazem à luz do dia no Norte e Centro-Oeste do país. A imprensa fala pouco, o silêncio cemiterial em torno do tema é um crime confesso, típico de quem consente porque se cala.
         Advém daí a corrupção, pois, no processo colonizatório, legitimou-se a prática de que tudo tem seu preço, quando até mesmo o corpo do outro poderia ser negociado, outrora o escravizado, tempos depois o trabalhador fabril, hoje qualquer alma vulnerável ao consumismo em busca de status.
         Resumo da ópera: a corrupção é um subciclo de dois ciclos maiores: genocídio e escravidão. Por isso esses dois temas interessam a todos os brasileiros. Enquanto não encararmos isso, não avançaremos como povo ou como nação.

    Victor Martins. Disponível em: http://www.circulopalmarino.org.br/2016/05/compreender-o-brasil-e-dificil-mas-nao-impossivel. Acesso em: 14/07/16. Adaptado.
    No que se refere a alguns aspectos formais presentes no Texto 1, analise as proposições a seguir.

    I. No trecho: “(...) e da sua ama de leite (a mãe preta), cujo leite afro acalentava seu filho branco.” (2º parágrafo), a substituição da forma verbal ‘acalentava’ por ‘nutria’ acarretará a seguinte alteração na regência: ‘(...) e da sua ama de leite (a mãe preta), em cujo leite afro nutria seu filho branco.’.
    II. No trecho: “Quem mais morre nas periferias das cidades brasileiras são negros.” (3º parágrafo), a forma verbal destacada está no plural em concordância com o predicativo plural ‘negros’.
    III. No trecho: “Ouvimos muitos comentários (...) de que o grande mal do Brasil é o ‘jeitinho brasileiro’, que é atrelado à corrupção.” (1º parágrafo), o sinal indicativo de crase é opcional, já que o verbo ‘atrelar’, no contexto em que se insere, pode também ser transitivo direto.
    IV. O segmento destacado no trecho: “Ruralistas e posseiros o fazem à luz do dia no Norte e Centro-Oeste do país.” (6º parágrafo) exemplifica um caso de próclise; a forma enclítica correspondente é ‘fazem-no’.

    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão a5d8f179-b2
  • Linguagens

    Português

    Texto 1

    COMPREENDER O BRASIL É DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL

         Ouvimos muitos comentários de analistas sociais e também do senso comum (sobretudo) de que o grande mal do Brasil é o “jeitinho brasileiro”, que é atrelado à corrupção. Pois bem, a observação não é de todo errada, mas esconde outro truísmo aparente. Os males do Brasil enquanto nação e enquanto Estado assentam-se em dois pilares: o genocídio indígena e a escravidão africana.
         Advém daí o machismo e a cultura do estupro: as índias foram as primeiras a serem violentadas pelo colonizador europeu, o que acabou naturalizando essa abominável prática de invasão do corpo do outro, tempos depois aplicando-se o mesmo “método” no corpo da mulher negra e da mulher branca. Os escravocratas, em uma sociedade patriarcal, tornaram legítima também a decisão sobre o corpo da mulher, inclusive da sua esposa: bela, recatada e do lar, e da sua ama de leite (a mãe preta), cujo leite afro acalentava seu filho branco.
         Advém daí o racismo: o colonizador branco, com a chancela da religião cristã e da ciência, arrogou para si a superioridade racial branca, em detrimento do negro, do indígena e do asiático. Nem o questionável 13 de maio nem o estado democrático de direito superou isso. Isso é reproduzido hoje em nível societário. Quem mais morre nas periferias das cidades brasileiras são negros. Alguém cantou num passado recente “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”.
         Advém daí o paternalismo: transplantamos para nossas relações humanas as antigas relações típicas de senhor escravo, não na acepção nietzschiana (moral do senhor/moral do escravo), mas na acepção eugênica herdada do darwinismo social de Spencer, que hierarquizou as raças, estando essas associadas ao processo civilizatório de aculturação do indígena, método descrito de forma primorosa por Alfredo Bosi em “As flechas do Sagrado”. Os jesuítas arrogaram para si a responsabilidade por “cuidar do indígena”, inculcando no colonizado a dependência contínua na esteira da “benevolência” mal intencionada. Mal sabiam os colonizadores que as etnias também negociavam, como enunciou Eduardo Viveiros de Castro em “A inconstância da alma selvagem”: os tupinambás jamais abriram mão do que lhes era essencial, a guerra.
         Advém daí o genocídio negro: desde 1982 até 2014 foram 1,2 milhões de negros mortos pela polícia nas periferias, dados da Anistia Internacional. O negro de hoje é o escravizado de ontem e o corpo reificado de anteontem. Na imprensa de hoje, a morte de um jovem branco de classe média suscita debates em torno da violência, ao passo que a morte de um negro é mais uma estatística. Do mesmo modo que a violência contra a mulher é naturalizada e contra a mulher negra duas vezes mais, pois aprendemos com a “globeleza” que o corpo negro feminino é o veículo do pecado e que o corpo feminino deve ser submetido à vontade do corpo masculino, estando apto desde sempre a servi-lo.
         Advém daí o genocídio indígena, ainda em curso. Ruralistas e posseiros o fazem à luz do dia no Norte e Centro-Oeste do país. A imprensa fala pouco, o silêncio cemiterial em torno do tema é um crime confesso, típico de quem consente porque se cala.
         Advém daí a corrupção, pois, no processo colonizatório, legitimou-se a prática de que tudo tem seu preço, quando até mesmo o corpo do outro poderia ser negociado, outrora o escravizado, tempos depois o trabalhador fabril, hoje qualquer alma vulnerável ao consumismo em busca de status.
         Resumo da ópera: a corrupção é um subciclo de dois ciclos maiores: genocídio e escravidão. Por isso esses dois temas interessam a todos os brasileiros. Enquanto não encararmos isso, não avançaremos como povo ou como nação.

    Victor Martins. Disponível em: http://www.circulopalmarino.org.br/2016/05/compreender-o-brasil-e-dificil-mas-nao-impossivel. Acesso em: 14/07/16. Adaptado.
    Acerca das relações lógico-discursivas que se identificam no Texto 1, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a5d57727-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto e observe a imagem.

    Imagem da questão de Português, FUVEST 2016, Interpretação de Textos

    Numa guerra não se matam milhares de pessoas.
    Mata-se alguém que adora espaguete, outro que é
    gay, outro que tem uma namorada. Uma
    acumulação de pequenas memórias...


    Nós que aqui estamos, por vós esperamos.
    Direção de Marcelo Masagão.
    Brasil, 19996.


    A partir do texto e da imagem, pode-se afirmar corretamente que
    Escolha uma alternativa para a questão 616e4d34-b2
  • Linguagens

    Português

    Se pudesse muda-se, gritaria bem alto que o roubavam. Aparentemente resignado, sentia um ódio imenso a qualquer coisa que era ao mesmo tempo a campina seca, o patrão, os soldados e os agentes da prefeitura. Tudo na verdade era contra ele. Estava acostumado, tinha a casca muito grossa, mas às vezes se arreliava. Não havia paciência que suportasse tanta coisa.


    - Um dia um homem faz besteira e se desgraça.

    Graciliano Ramos, Vidas secas.


    Tendo em vista as causas que a provocam, a revolta que vem à consciência de Fabiano, apresentada no texto como ainda contida e genérica, encontrará foco e uma expressão coletiva militante e organizada, em época posterior à publicação de Vidas secas, no movimento.
    Escolha uma alternativa para a questão 612907ef-b2
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, FUVEST 2016, Interpretação de Textos
    Dentre os recursos expressivos empregados no texto, tem papel preponderante a
    Escolha uma alternativa para a questão 61240489-b2
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Federal de Roraima 2016, Preposições | Prepositions

    Disponível em: < http://www.sumauma.net/amazonian/legends/ legends-pirarucu.html> CELEMENT, Rosa. Acesso em: 31 jul. 16 (Adaptado).

    Read the second sentence highlighted in the text (lines 30/31/32) and choose the only CORRECT alternative about the preposition into:
    Escolha uma alternativa para a questão 54ffc442-b1
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT I
    ‘500 Years of Brazil’s Discovery’ 
    By GAIL FINEBERG

       Our territory was already inhabited before 1500 A.D., by a large population, estimated in the 1500s at 3 million Indians, with their own communal organization and traditions.
       The encounter occurred on April 22, 1500, when Pedro Álvares Cabral, commander of a Portuguese armada, sighted the South American mainland and staked a claim for Portugal.
       The encounter occurred on April 22, 1500, when Pedro Álvares Cabral, commander of a Portuguese armada, sighted the South American mainland and staked a claim for Portugal.
       The Portuguese found Brazil attractive, as did the French, Dutch and Spanish. The first agreement between Spain and Portugal on frontiers was not reached until 1750.
       The Jesuits were enterprising, and their missionary efforts spread throughout the country between 1625 and 1759.
       The religious influence was responsible for an extraordinarily beautiful Brazilian baroque architecture.
       Thoughts of independence began to take root in the late 18th century. Revolutionary events in Europe had a profound effect on Brazil. Napoleon’s invasion of Portugal prompted the Portuguese prince regent, Dom João, to move the Portuguese court to Brazil in 1808.
       Brazil matured quickly as the seat of the Portuguese empire. The prince opened Brazilian ports to trade with friendly nations, including Great Britain, and also government offices in Rio de Janeiro, a supreme court, a bank, the royal treasury, mint, printing office, a national library with holdings from the Portuguese National Library and other academic institutions.
       With the death of Portugal’s queen, Maria I, in 1816, the regent became King João VI. He returned to Portugal in 1821 to contain a revolution there and appointed his son, Dom Pedro, as regent in Brazil. Dom Pedro refused orders a few months later to return to Lisbon, established a legislative assembly in São Paulo and proclaimed Brazil’s independence from Portugal on Sept. 7, 1822.
       Dom Pedro I was crowned emperor in 1822, but after a troubled reign marked by conflict with the assembly, he abdicated in favor of 5-year- old Dom Pedro de Alcântara in 1831. For the next nine years, Brazil seethed with civil unrest until both houses of parliament declared the young regent had reached majority in 1840. The Brazilian Empire lasted to 1889.
       Dom Pedro II proved to be an enlightened leader. Brazil grew and prospered under his reign, and the country enjoyed a great deal of stability. (The country’s population grew from 4 million to 14 million; railroads built 5,000 miles of track; and public revenues and products multiplied.) However, support for a republic grew, and the empire finally collapsed in 1889, when the royal family went to exile in Europe.
       The country’s 19th century economy relied on slave-based agriculture. Slave trade with Africa did not cease until 1853. At the dawn of the 21st century, Brazil, with an economy that is the eighth largest in the world, is a contributor of music, painting, literature and other arts to the world’s culture.

     https://www.loc.gov/loc/lcib/0006/brazil.html

    According to the text above, ‘500 Years of Brazil’s Discovery’, it is possible to assert that:
    Escolha uma alternativa para a questão 54f31d24-b1
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT II

    The Jurutauí Legend

    Jurutauí was the bird with the most beautiful song in the forest and, because it sang so melodiously, it was truly admired by the other birds. One day Jurutauí saw the moon shining splendidly and fell deeply in love with her. Then, to be heard by its muse, it flew to the highest tree to sing love songs through the night, filling the forest with the most devoted sounds.

     Jurutauí couldn’t accept such a distance from its lover and flew higher and higher, trying to reach it. But the power of gravity could not be overcome. After a long struggle Jurutauí fell straight to the ground. Dizzy, it tried to recover and sing its beautiful song, but only a strident and terrible screech came from its throat and echoed through the forest. The other birds surrounded Jurutauí and mourned for the loss of the most beautiful birdsong in the forest. Now when the forest echoes with raucous and sad notes, everyone knows that it’s because Jurutauí is singing.


    Disponível em: < http://www.sumauma.net/amazonian/legends/ legends-juru.html > CELEMENT, Rosa. Acesso em:31 jul. 16 (adaptado).

    Read the text above and choose the only CORRECT alternative:
    Escolha uma alternativa para a questão 54eabf8d-b1
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT I
    ‘500 Years of Brazil’s Discovery’ 
    By GAIL FINEBERG

       Our territory was already inhabited before 1500 A.D., by a large population, estimated in the 1500s at 3 million Indians, with their own communal organization and traditions.
       The encounter occurred on April 22, 1500, when Pedro Álvares Cabral, commander of a Portuguese armada, sighted the South American mainland and staked a claim for Portugal.
       The encounter occurred on April 22, 1500, when Pedro Álvares Cabral, commander of a Portuguese armada, sighted the South American mainland and staked a claim for Portugal.
       The Portuguese found Brazil attractive, as did the French, Dutch and Spanish. The first agreement between Spain and Portugal on frontiers was not reached until 1750.
       The Jesuits were enterprising, and their missionary efforts spread throughout the country between 1625 and 1759.
       The religious influence was responsible for an extraordinarily beautiful Brazilian baroque architecture.
       Thoughts of independence began to take root in the late 18th century. Revolutionary events in Europe had a profound effect on Brazil. Napoleon’s invasion of Portugal prompted the Portuguese prince regent, Dom João, to move the Portuguese court to Brazil in 1808.
       Brazil matured quickly as the seat of the Portuguese empire. The prince opened Brazilian ports to trade with friendly nations, including Great Britain, and also government offices in Rio de Janeiro, a supreme court, a bank, the royal treasury, mint, printing office, a national library with holdings from the Portuguese National Library and other academic institutions.
       With the death of Portugal’s queen, Maria I, in 1816, the regent became King João VI. He returned to Portugal in 1821 to contain a revolution there and appointed his son, Dom Pedro, as regent in Brazil. Dom Pedro refused orders a few months later to return to Lisbon, established a legislative assembly in São Paulo and proclaimed Brazil’s independence from Portugal on Sept. 7, 1822.
       Dom Pedro I was crowned emperor in 1822, but after a troubled reign marked by conflict with the assembly, he abdicated in favor of 5-year- old Dom Pedro de Alcântara in 1831. For the next nine years, Brazil seethed with civil unrest until both houses of parliament declared the young regent had reached majority in 1840. The Brazilian Empire lasted to 1889.
       Dom Pedro II proved to be an enlightened leader. Brazil grew and prospered under his reign, and the country enjoyed a great deal of stability. (The country’s population grew from 4 million to 14 million; railroads built 5,000 miles of track; and public revenues and products multiplied.) However, support for a republic grew, and the empire finally collapsed in 1889, when the royal family went to exile in Europe.
       The country’s 19th century economy relied on slave-based agriculture. Slave trade with Africa did not cease until 1853. At the dawn of the 21st century, Brazil, with an economy that is the eighth largest in the world, is a contributor of music, painting, literature and other arts to the world’s culture.

     https://www.loc.gov/loc/lcib/0006/brazil.html


    In the last paragraph of the text above, the expression “At the dawn” means:
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  • Linguagens

    Português

    TEXTO II

    AMOR PRA QUEM ODEIA

    (Eli Macuxi)


    O amor campeia, que seja.


    Quando tuas penas partirem, asas

    Quando novas nuvens surgirem, casas

    Quando nossos corpos rugirem, brasas


    E nem demônios nem igrejas

    Nem inveja que vareja

    Na cabeça malfazeja

    De quem julga sem amar

    nos farão parar!

    Porque não entendo nem aceito o discurso do ódio contra o amor.

    Disponível em: http://elimacuxi.blogspot.com.br/amor-pra-quem-odeia. html. Acesso em: 25/07/2016

    A Semântica, ramo da Linguística que estuda a significação das palavras, aponta para questões importantes referentes ao estudo da linguagem, tais como: a sinonímia, a antonímia, a homonímia e a polissemia. Os adjetivos destacados no texto, guardados os mesmos sentidos, podem ser substituídos, respectivamente, por seus sinônimos, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 53de64b7-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do texto Queda que as mulheres têm para os tolos, de Machado de Assis, para responder à questão.

         O homem de espírito é o menos hábil para escrever a uma mulher.
        Quando se arrisca a escrever uma carta, sente dificuldades incríveis. Desprezando o vasconço da galanteria, não sabe como se há de fazer entender. Quer ser reservado e parece frio; quer dizer o que espera e indica receio; confessa que nada tem para agradar, e é apanhado pela palavra. Comete o crime de não ser comum ou vulgar. As suas cartas saem do coração e não da cabeça; têm o estilo simples, claro e límpido, contendo apenas alguns detalhes tocantes. Mas é exatamente o que faz com que elas não sejam lidas, nem compreendidas. São cartas decentes, quando as pedem estúpidas.
         
         O tolo é fortíssimo em correspondência amorosa, e tem consciência disso. Longe de recuar diante da remessa de uma carta, é muitas vezes por aí que ele começa. Tem uma coleção de cartas prontas para todos os graus de paixão. Alega nelas em linguagem brusca o ardor de sua chama; a cada palavra repete: meu anjo, eu vos adoro. As suas fórmulas são enfáticas e chatas; nada que indique uma personalidade. Não faz suspeitar excentricidade ou poesia; é quanto basta; é medíocre e ridículo, tanto melhor. Efetivamente o estranho que ler as suas missivas nada tem a dizer; na mocidade o pai da menina escrevia assim; a própria menina não esperava outra coisa. Todos estão satisfeitos, até os amigos. Que querem mais?
    <http://tinyurl.com/js7dblq> Acesso em: 02.02.2016
    De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a82abb8b-b1
  • Linguagens

    Inglês

    Leia a tirinha para responder à questão.

    Imagem da questão de Inglês, FATEC 2016, Discurso direto e indireto | Reported speech

    <http://tinyurl.com/hbq57jx> Acesso em: 23.02.2016. Original colorido

    Imagine que você é o personagem do lado esquerdo no último quadrinho da tirinha, e você está reportando ao seu chefe o que o seu colega dissera.

    A alternativa que faz uso do Reported Speech corretamente para comunicar a fala do colega é
    Escolha uma alternativa para a questão a72fac1b-b1
  • Linguagens

    Inglês

    Leia a tirinha para responder à questão.

    Imagem da questão de Inglês, FATEC 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension

    <http://tinyurl.com/hbq57jx> Acesso em: 23.02.2016. Original colorido

    No último quadrinho, conclui-se que, ao dizer I’m not, o personagem
    Escolha uma alternativa para a questão a7223e49-b1
  • Linguagens

    Inglês

    Leia a tirinha para responder à questão.

    Imagem da questão de Inglês, FATEC 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension

    <http://tinyurl.com/hbq57jx> Acesso em: 23.02.2016. Original colorido

    No segundo quadrinho da tirinha, o personagem diz que
    Escolha uma alternativa para a questão a71c095b-b1
  • Linguagens

    Inglês

    Leia a tirinha para responder à questão.

    Imagem da questão de Inglês, FATEC 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension

    <http://tinyurl.com/hbq57jx> Acesso em: 23.02.2016. Original colorido

    No primeiro quadrinho da tirinha, um dos personagens comunica a sua decisão de

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