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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 676 de 950

  • Linguagens

    Português

    Leia o texto extraído da primeira parte, intitulada “A terra”, da obra Os sertões, de Euclides da Cunha. A obra resultou da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada por Euclides da Cunha para o jornal O Estado de S.Paulo de agosto a outubro de 1897, e foi publicada apenas em 1902.


        Percorrendo certa vez, nos fins de setembro [de 1897], as cercanias de Canudos, fugindo à monotonia de um canhoneio1 frouxo de tiros espaçados e soturnos, encontramos, no descer de uma encosta, anfiteatro irregular, onde as colinas se dispunham circulando um vale único. Pequenos arbustos, icozeiros2 virentes viçando em tufos intermeados de palmatórias3 de flores rutilantes, davam ao lugar a aparência exata de algum velho jardim em abandono. Ao lado uma árvore única, uma quixabeira alta, sobranceando a vegetação franzina.
         O sol poente desatava, longa, a sua sombra pelo chão e protegido por ela — braços largamente abertos, face volvida para os céus — um soldado descansava.
        Descansava... havia três meses.
        Morrera no assalto de 18 de julho [de 1897]. A coronha da Mannlicher 4 estrondada, o cinturão e o boné jogados a uma banda, e a farda em tiras, diziam que sucumbira em luta corpo a corpo com adversário possante. Caíra, certo, derreando- -se à violenta pancada que lhe sulcara a fronte, manchada de uma escara preta. E ao enterrarem-se, dias depois, os mortos, não fora percebido. Não compartira, por isto, a vala comum de menos de um côvado de fundo em que eram jogados, formando pela última vez juntos, os companheiros abatidos na batalha. O destino que o removera do lar desprotegido fizera-lhe afinal uma concessão: livrara-o da promiscuidade lúgubre de um fosso repugnante; e deixara-o ali há três meses – braços largamente abertos, rosto voltado para os céus, para os sóis ardentes, para os luares claros, para as estrelas fulgurantes...
        E estava intacto. Murchara apenas. Mumificara conservando os traços fisionômicos, de modo a incutir a ilusão exata de um lutador cansado, retemperando-se em tranquilo sono, à sombra daquela árvore benfazeja. Nem um verme — o mais vulgar dos trágicos analistas da matéria — lhe maculara os tecidos. Volvia ao turbilhão da vida sem decomposição repugnante, numa exaustão imperceptível. Era um aparelho revelando de modo absoluto, mas sugestivo, a secura extrema dos ares.

    (Os sertões, 2016.)

    1 canhoneio: descarga de canhões.

    2 icozeiro: arbusto de folhas coriáceas, flores de tom verde-pálido e frutos bacáceos.

    3 palmatória: planta da família das cactáceas, de flores amarelo-esverdeadas, com a parte inferior vermelha, ou róseas, e bagas vermelhas.

    4 Mannlicher: rifle projetado por Ferdinand Ritter von Mannlicher.
    Além da primeira parte intitulada “A terra”, outras duas partes, intituladas “O homem” e “A luta”, compõem Os sertões. Verifica-se assim, na própria estrutura da obra, uma nítida influência do
    Escolha uma alternativa para a questão fe730e62-6a
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto extraído da primeira parte, intitulada “A terra”, da obra Os sertões, de Euclides da Cunha. A obra resultou da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada por Euclides da Cunha para o jornal O Estado de S.Paulo de agosto a outubro de 1897, e foi publicada apenas em 1902.


        Percorrendo certa vez, nos fins de setembro [de 1897], as cercanias de Canudos, fugindo à monotonia de um canhoneio1 frouxo de tiros espaçados e soturnos, encontramos, no descer de uma encosta, anfiteatro irregular, onde as colinas se dispunham circulando um vale único. Pequenos arbustos, icozeiros2 virentes viçando em tufos intermeados de palmatórias3 de flores rutilantes, davam ao lugar a aparência exata de algum velho jardim em abandono. Ao lado uma árvore única, uma quixabeira alta, sobranceando a vegetação franzina.
         O sol poente desatava, longa, a sua sombra pelo chão e protegido por ela — braços largamente abertos, face volvida para os céus — um soldado descansava.
        Descansava... havia três meses.
        Morrera no assalto de 18 de julho [de 1897]. A coronha da Mannlicher 4 estrondada, o cinturão e o boné jogados a uma banda, e a farda em tiras, diziam que sucumbira em luta corpo a corpo com adversário possante. Caíra, certo, derreando- -se à violenta pancada que lhe sulcara a fronte, manchada de uma escara preta. E ao enterrarem-se, dias depois, os mortos, não fora percebido. Não compartira, por isto, a vala comum de menos de um côvado de fundo em que eram jogados, formando pela última vez juntos, os companheiros abatidos na batalha. O destino que o removera do lar desprotegido fizera-lhe afinal uma concessão: livrara-o da promiscuidade lúgubre de um fosso repugnante; e deixara-o ali há três meses – braços largamente abertos, rosto voltado para os céus, para os sóis ardentes, para os luares claros, para as estrelas fulgurantes...
        E estava intacto. Murchara apenas. Mumificara conservando os traços fisionômicos, de modo a incutir a ilusão exata de um lutador cansado, retemperando-se em tranquilo sono, à sombra daquela árvore benfazeja. Nem um verme — o mais vulgar dos trágicos analistas da matéria — lhe maculara os tecidos. Volvia ao turbilhão da vida sem decomposição repugnante, numa exaustão imperceptível. Era um aparelho revelando de modo absoluto, mas sugestivo, a secura extrema dos ares.

    (Os sertões, 2016.)

    1 canhoneio: descarga de canhões.

    2 icozeiro: arbusto de folhas coriáceas, flores de tom verde-pálido e frutos bacáceos.

    3 palmatória: planta da família das cactáceas, de flores amarelo-esverdeadas, com a parte inferior vermelha, ou róseas, e bagas vermelhas.

    4 Mannlicher: rifle projetado por Ferdinand Ritter von Mannlicher.
    Considerando o contexto histórico de produção do texto, o soldado abandonado e seu “adversário possante” podem ser identificados, em termos políticos, como
    Escolha uma alternativa para a questão fe68d19d-6a
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto extraído da primeira parte, intitulada “A terra”, da obra Os sertões, de Euclides da Cunha. A obra resultou da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada por Euclides da Cunha para o jornal O Estado de S.Paulo de agosto a outubro de 1897, e foi publicada apenas em 1902.


        Percorrendo certa vez, nos fins de setembro [de 1897], as cercanias de Canudos, fugindo à monotonia de um canhoneio1 frouxo de tiros espaçados e soturnos, encontramos, no descer de uma encosta, anfiteatro irregular, onde as colinas se dispunham circulando um vale único. Pequenos arbustos, icozeiros2 virentes viçando em tufos intermeados de palmatórias3 de flores rutilantes, davam ao lugar a aparência exata de algum velho jardim em abandono. Ao lado uma árvore única, uma quixabeira alta, sobranceando a vegetação franzina.
         O sol poente desatava, longa, a sua sombra pelo chão e protegido por ela — braços largamente abertos, face volvida para os céus — um soldado descansava.
        Descansava... havia três meses.
        Morrera no assalto de 18 de julho [de 1897]. A coronha da Mannlicher 4 estrondada, o cinturão e o boné jogados a uma banda, e a farda em tiras, diziam que sucumbira em luta corpo a corpo com adversário possante. Caíra, certo, derreando- -se à violenta pancada que lhe sulcara a fronte, manchada de uma escara preta. E ao enterrarem-se, dias depois, os mortos, não fora percebido. Não compartira, por isto, a vala comum de menos de um côvado de fundo em que eram jogados, formando pela última vez juntos, os companheiros abatidos na batalha. O destino que o removera do lar desprotegido fizera-lhe afinal uma concessão: livrara-o da promiscuidade lúgubre de um fosso repugnante; e deixara-o ali há três meses – braços largamente abertos, rosto voltado para os céus, para os sóis ardentes, para os luares claros, para as estrelas fulgurantes...
        E estava intacto. Murchara apenas. Mumificara conservando os traços fisionômicos, de modo a incutir a ilusão exata de um lutador cansado, retemperando-se em tranquilo sono, à sombra daquela árvore benfazeja. Nem um verme — o mais vulgar dos trágicos analistas da matéria — lhe maculara os tecidos. Volvia ao turbilhão da vida sem decomposição repugnante, numa exaustão imperceptível. Era um aparelho revelando de modo absoluto, mas sugestivo, a secura extrema dos ares.

    (Os sertões, 2016.)

    1 canhoneio: descarga de canhões.

    2 icozeiro: arbusto de folhas coriáceas, flores de tom verde-pálido e frutos bacáceos.

    3 palmatória: planta da família das cactáceas, de flores amarelo-esverdeadas, com a parte inferior vermelha, ou róseas, e bagas vermelhas.

    4 Mannlicher: rifle projetado por Ferdinand Ritter von Mannlicher.
    Anteriormente ao texto transcrito, Euclides da Cunha menciona a existência de “higrômetros inesperados e bizarros” na paisagem. Constitui exemplo de higrômetro inesperado e bizarro no texto transcrito:
    Escolha uma alternativa para a questão fe64829c-6a
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto extraído da primeira parte, intitulada “A terra”, da obra Os sertões, de Euclides da Cunha. A obra resultou da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada por Euclides da Cunha para o jornal O Estado de S.Paulo de agosto a outubro de 1897, e foi publicada apenas em 1902.


        Percorrendo certa vez, nos fins de setembro [de 1897], as cercanias de Canudos, fugindo à monotonia de um canhoneio1 frouxo de tiros espaçados e soturnos, encontramos, no descer de uma encosta, anfiteatro irregular, onde as colinas se dispunham circulando um vale único. Pequenos arbustos, icozeiros2 virentes viçando em tufos intermeados de palmatórias3 de flores rutilantes, davam ao lugar a aparência exata de algum velho jardim em abandono. Ao lado uma árvore única, uma quixabeira alta, sobranceando a vegetação franzina.
         O sol poente desatava, longa, a sua sombra pelo chão e protegido por ela — braços largamente abertos, face volvida para os céus — um soldado descansava.
        Descansava... havia três meses.
        Morrera no assalto de 18 de julho [de 1897]. A coronha da Mannlicher 4 estrondada, o cinturão e o boné jogados a uma banda, e a farda em tiras, diziam que sucumbira em luta corpo a corpo com adversário possante. Caíra, certo, derreando- -se à violenta pancada que lhe sulcara a fronte, manchada de uma escara preta. E ao enterrarem-se, dias depois, os mortos, não fora percebido. Não compartira, por isto, a vala comum de menos de um côvado de fundo em que eram jogados, formando pela última vez juntos, os companheiros abatidos na batalha. O destino que o removera do lar desprotegido fizera-lhe afinal uma concessão: livrara-o da promiscuidade lúgubre de um fosso repugnante; e deixara-o ali há três meses – braços largamente abertos, rosto voltado para os céus, para os sóis ardentes, para os luares claros, para as estrelas fulgurantes...
        E estava intacto. Murchara apenas. Mumificara conservando os traços fisionômicos, de modo a incutir a ilusão exata de um lutador cansado, retemperando-se em tranquilo sono, à sombra daquela árvore benfazeja. Nem um verme — o mais vulgar dos trágicos analistas da matéria — lhe maculara os tecidos. Volvia ao turbilhão da vida sem decomposição repugnante, numa exaustão imperceptível. Era um aparelho revelando de modo absoluto, mas sugestivo, a secura extrema dos ares.

    (Os sertões, 2016.)

    1 canhoneio: descarga de canhões.

    2 icozeiro: arbusto de folhas coriáceas, flores de tom verde-pálido e frutos bacáceos.

    3 palmatória: planta da família das cactáceas, de flores amarelo-esverdeadas, com a parte inferior vermelha, ou róseas, e bagas vermelhas.

    4 Mannlicher: rifle projetado por Ferdinand Ritter von Mannlicher.
    A linguagem do texto pode ser caracterizada como
    Escolha uma alternativa para a questão fe5ed6c3-6a
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do conto-prefácio “Hipotrélico”, que integra o livro Tutameia, de João Guimarães Rosa.


        Há o hipotrélico. O termo é novo, de impesquisada origem e ainda sem definição que lhe apanhe em todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom português. Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer: antipodático, sengraçante imprizido; ou, talvez, vice-dito: indivíduo pedante, importuno agudo, falto de respeito para com a opinião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra inventada, e, como adiante se verá, embirrando o hipotrélico em não tolerar neologismos, começa ele por se negar nominalmente a própria existência.
        Somos todos, neste ponto, um tento ou cento hipotrélicos? Salvo o excepto, um neologismo contunde, confunde, quase ofende. Perspica-nos a inércia que soneja em cada canto do espírito, e que se refestela com os bons hábitos estadados. Se é que um não se assuste: saia todo-o-mundo a empinar vocábulos seus, e aonde é que se vai dar com a língua tida e herdada? Assenta-nos bem à modéstia achar que o novo não valerá o velho; ajusta-se à melhor prudência relegar o progresso no passado. [...]
        Já outro, contudo, respeitável, é o caso — enfim — de “hipotrélico”, motivo e base desta fábula diversa, e que vem do bom português. O bom português, homem-de-bem e muitíssimo inteligente, mas que, quando ou quando, neologizava, segundo suas necessidades íntimas.
        Ora, pois, numa roda, dizia ele, de algum sicrano, terceiro, ausente:
         — E ele é muito hiputrélico...
        Ao que, o indesejável maçante, não se contendo, emitiu o veto:
        — Olhe, meu amigo, essa palavra não existe.
        Parou o bom português, a olhá-lo, seu tanto perplexo:
        — Como?!... Ora... Pois se eu a estou a dizer?
        — É. Mas não existe.
        Aí, o bom português, ainda meio enfigadado, mas no tom já feliz de descoberta, e apontando para o outro, peremptório:
        — O senhor também é hiputrélico...
        E ficou havendo.

    (Tutameia, 1979.)
    Considerando que “sonejar” constitui um neologismo formado pelo radical “sono” e pelo sufixo “-ejar”, que exprime aspecto frequentativo, “a inércia que soneja em cada canto do espírito” (2o parágrafo) contribui, segundo o narrador, para
    Escolha uma alternativa para a questão fe433f9d-6a
  • Linguagens

    Inglês

    The business of climate change


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


        A UN assessment published this week on the progress made in stemming the global loss of species made depressing reading. Not one of the 20 targets adopted by 196 countries in a convention on biodiversity in 2010 has been met. And the latest biennial Living Planet Report from the WWF, an environmental group, found that animal populations worldwide shrank by an average of two-thirds between 1970 and 2016. The falls were greatest in the tropics. In Latin America and the Caribbean animal populations fell by 94%, on average, during the period. It is some comfort that around the world biodiversity and climate change have become big political issues. In Australia koala bears have almost brought down a state government.

    (www.economist.com, 18.09.2020.)

    The chart shows details about the following excerpt from the text:
    Escolha uma alternativa para a questão 21c2c597-65
  • Linguagens

    Inglês

    Analise o mapa para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    O retângulo destacado no mapa e seu texto informam que, muitas vezes, o desmatamento
    Escolha uma alternativa para a questão 21ad45e8-65
  • Linguagens

    Inglês

    When will the Amazon hit a tipping point?


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


        Scientists say climate change, deforestation and fires could cause the world’s largest rainforest to dry out. The big question is how soon that might happen. Seen from a monitoring tower above the treetops near Manaus, in the Brazilian Amazon, the rainforest canopy stretches to the horizon as an endless sea of green. It looks like a rich and healthy ecosystem, but appearances are deceiving. This rainforest — which holds 16,000 separate tree species — is slowly drying out.

        Over the past century, the average temperature in the forest has risen by 1-1.5 ºC. In some parts, the dry season has expanded during the past 50 years, from four months to almost five. Severe droughts have hit three times since 2005. That’s all driving a shift in vegetation. In 2018, a study reported that trees that do best in moist conditions, such as tropical legumes from the genus Inga, are dying. Those adapted to drier climes, such as the Brazil nut tree (Bertholletia excelsa), are thriving.

        At the same time, large parts of the Amazon, the world’s largest rainforest, are being cut down and burnt. Tree clearing has already shrunk the forest by around 15% from its 1970s extent of more than 6 million square kilometres; in Brazil, which contains more than half the forest, more than 19% has disappeared. Last year, deforestation in Brazil spiked by around 30% to almost 10,000 km2 , the largest loss in a decade. And in August 2019, videos of wildfires in the Amazon made international headlines. The number of fires that month was the highest for any August since an extreme drought in 2010.

    (www.nature.com, 25.02.2020. Adaptado.)

    According to the second paragraph, a change in vegetation can be noticed by
    Escolha uma alternativa para a questão 2199604f-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Sei que estou contando errado, pelos altos.


        Desemendo. Mas não é por disfarçar, não pense. De grave, na lei do comum, disse ao senhor quase tudo. Não crio receio. O senhor é homem de pensar o dos outros como sendo o seu, não é criatura de pôr denúncia. E meus feitos já revogaram, prescrição dita. Tenho meu respeito firmado. Agora, sou anta empoçada, ninguém me caça. Da vida pouco me resta — só o deo-gratias; e o troco. Bobeia. Na feira de São João Branco, um homem andava falando: — “A pátria não pode nada com a velhice...” Discordo. A pátria é dos velhos, mais. Era um homem maluco, os dedos cheios de anéis velhos sem valor, as pedras retiradas — ele dizia: aqueles todos anéis davam até choque elétrico... Não. Eu estou contando assim, porque é o meu jeito de contar. Guerras e batalhas? Isso é como jogo de baralho, verte, reverte. Os revoltosos depois passaram por aqui, soldados de Prestes, vinham de Goiás, reclamavam posse de todos os animais de sela. Sei que deram fogo, na barra do Urucuia, em São Romão, aonde aportou um vapor do Governo, cheio de tropas da Bahia. Muitos anos adiante, um roceiro vai lavrar um pau, encontra balas cravadas. O que vale, são outras coisas. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. [...] Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.

    (Grande sertão: veredas, 2015.) 

    No trecho “O senhor é homem de pensar o dos outros como sendo o seu, não é criatura de pôr denúncia”, o narrador caracteriza seu interlocutor como
    Escolha uma alternativa para a questão 216c2573-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em 1972.


    Ouça um bom conselho

    Que eu lhe dou de graça

    Inútil dormir que a dor não passa

    Espere sentado

    Ou você se cansa

    Está provado:

    Quem espera nunca alcança 


    Venha, meu amigo

    Deixe esse regaço

    Brinque com meu fogo

    Venha se queimar

    Faça como eu digo

    Faça como eu faço

    Aja duas vezes antes de pensar 


    Corro atrás do tempo

    Vim de não sei onde

    Devagar é que não se vai longe

    Eu semeio vento na minha cidade

    Vou pra rua e bebo a tempestade


    (www.chicobuarque.com.br)

    Na canção, o eu lírico modifica uma série de provérbios bastante conhecidos. A maioria das formulações originais desses provérbios contém um apelo
    Escolha uma alternativa para a questão 21484356-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915.


        Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia.

        Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.

        A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?

        E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.

       A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.

        Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.

        E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…

        Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…

        Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.

    (Sátiras e outras subversões, 2016.)

    As modificações feitas pelo gramático nas expressões empregadas no prefácio e na dedicatória de sua obra manifestam seu desconforto
    Escolha uma alternativa para a questão 212d3f1f-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915.


        Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia.

        Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.

        A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?

        E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.

       A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.

        Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.

        E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…

        Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…

        Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.

    (Sátiras e outras subversões, 2016.)

    O cronista traça um retrato do gramático Marco Aurélio, evidenciando, sobretudo, a sua
    Escolha uma alternativa para a questão 21284ac0-65
  • Linguagens

    Espanhol

    Figura 1 de 2 da questão de Espanhol, UECE 2020, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    Figura 2 de 2 da questão de Espanhol, UECE 2020, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    De acuerdo con el texto, en 2016,
    Escolha uma alternativa para a questão 0fcf5cfe-93
  • Linguagens

    Espanhol

    Figura 1 de 2 da questão de Espanhol, UECE 2020, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    Figura 2 de 2 da questão de Espanhol, UECE 2020, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    En su segunda campaña, el Señor Hechenleitner, saltó de la alegría al encontrar
    Escolha uma alternativa para a questão 0fc7d40a-93
  • Linguagens

    Português

    Reinvenção 

    A vida só é possível
    reinventada.


    Anda o sol pelas campinas
    e passeia a mão dourada
    pelas águas, pelas folhas...
    Ah! tudo bolhas
    que vem de fundas piscinas
    de ilusionismo... — mais nada.


    Mas a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.

    Vem a lua, vem, retira
    as algemas dos meus braços.

    Projeto-me por espaços
    cheios da tua Figura.
    Tudo mentira! Mentira
    da lua, na noite escura.

    Não te encontro, não te alcanço...
    Só — no tempo equilibrada,
    desprendo-me do balanço
    que além do tempo me leva.
    Só — na treva,
    fico: recebida e dada.

    Porque a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.

    MEIRELES, Cecília. Reinvenção. In. MEIRELES, Cecília.
    Vaga música. São Paulo: Global Editora, 1942.
    Sobre o poema “Reinvenção”, de Cecília Meireles, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 802a6fff-92
  • Linguagens

    Inglês

    Americans May Add Five Times More Plastic to the Oceans Than Thought

    The United States is using more
    plastic than ever, and waste exported for
    recycling is often mishandled, according
    to a new study.
    The United States contribution
    to coastal plastic pollution worldwide is
    significantly larger than previously
    thought, possibly by as much as five
    times, according to a study published
    Friday. The research, published in Science
    Advances, is the sequel to a 2015 paper
    by the same authors. Two factors
    contributed to the sharp increase:
    Americans are using more plastic than
    ever and the current study included
    pollution generated by United States
    exports of plastic waste, while the earlier
    one did not.
    The United States, which does
    not have sufficient infrastructure to
    handle its recycling demands at home,
    exports about half of its recyclable waste.
    Of the total exported, about 88 percent
    ends up in countries considered to have
    inadequate waste management.
    “When you consider how much
    of our plastic waste isn’t actually
    recyclable because it is low-value,
    contaminated or difficult to process, it’s
    not surprising that a lot of it ends up
    polluting the environment,” said the
    study’s lead author, Kara Lavender Law,
    research professor of oceanography at
    Sea Education Association, in a
    statement.
    The study estimates that in
    2016, the United States contributed
    between 1.1 and 2.2 million metric tons of
    plastic waste to the oceans through a
    combination of littering, dumping and 
    mismanaged exports. At a minimum,
    that’s almost double the total estimated
    waste in the team’s previous study. At the
    high end, it would be a fivefold increase
    over the earlier estimate.
    Nicholas Mallos, a senior
    director at the Ocean Conservancy and an
    author of the study, said the upper
    estimate would be equal to a pile of
    plastic covering the area of the White
    House Lawn and reaching as high as the
    Empire State Building.
    The ranges are wide partly
    because “there’s no real standard for
    being able to provide good quality data on
    collection and disposal of waste in
    general,” said Ted Siegler, a resource
    economist at DSM Environmental
    Solutions, a consulting firm, and an
    author of the study. Mr. Siegler said the
    researchers had evaluated waste-disposal
    practices in countries around the world
    and used their “best professional
    judgment” to determine the lowest and
    highest amounts of plastic waste likely to
    escape into the environment. They settled
    on a range of 25 percent to 75 percent.
    Tony Walker, an associate
    professor at the Dalhousie University
    School for Resource and Environmental
    Studies in Halifax, Nova Scotia, said that
    analyzing waste data can amount to a
    “data minefield” because there are no
    data standards across municipalities.
    Moreover, once plastic waste is shipped
    overseas, he said, data is often not
    recorded at all.
    Nonetheless, Dr. Walker, who
    was not involved in the study, said it
    could offer a more accurate accounting of
    plastic pollution than the previous study,
    which likely underestimated the United
    States’ contribution. “They’ve put their
    best estimate, as accurate as they can be
    with this data,” he said, and used ranges,
    which underscores that the figures are
    estimates.
    Of the plastics that go into the
    United States recycling system, about 9
    percent of the country’s total plastic
    waste, there is no guarantee that they’ll
    be remade into new consumer goods. New
    plastic is so inexpensive to manufacture
    that only certain expensive, high-grade
    plastics are profitable to recycle within the
    United States, which is why roughly half
    of the country’s plastic waste was shipped
    abroad in 2016, the most recent year for
    which data is available.
    Since 2016, however, the
    recycling landscape has changed. China
    and many countries in Southeast Asia
    have stopped accepting plastic waste
    imports. And lower oil prices have further
    reduced the market for recycled plastic.
    “What the new study really underscores is
    we have to get a handle on source
    reduction at home,” Mr. Mallos said. “That
    starts with eliminating unnecessary and
    problematic single-use plastics.”

    From: https://www.nytimes.com/2020/10/30/
    In the phrases “Of the total exported” (line 23) and “in countries considered” (line 24), the two verbs are in the
    Escolha uma alternativa para a questão 7e764026-92
  • Linguagens

    Inglês

    Americans May Add Five Times More Plastic to the Oceans Than Thought

    The United States is using more
    plastic than ever, and waste exported for
    recycling is often mishandled, according
    to a new study.
    The United States contribution
    to coastal plastic pollution worldwide is
    significantly larger than previously
    thought, possibly by as much as five
    times, according to a study published
    Friday. The research, published in Science
    Advances, is the sequel to a 2015 paper
    by the same authors. Two factors
    contributed to the sharp increase:
    Americans are using more plastic than
    ever and the current study included
    pollution generated by United States
    exports of plastic waste, while the earlier
    one did not.
    The United States, which does
    not have sufficient infrastructure to
    handle its recycling demands at home,
    exports about half of its recyclable waste.
    Of the total exported, about 88 percent
    ends up in countries considered to have
    inadequate waste management.
    “When you consider how much
    of our plastic waste isn’t actually
    recyclable because it is low-value,
    contaminated or difficult to process, it’s
    not surprising that a lot of it ends up
    polluting the environment,” said the
    study’s lead author, Kara Lavender Law,
    research professor of oceanography at
    Sea Education Association, in a
    statement.
    The study estimates that in
    2016, the United States contributed
    between 1.1 and 2.2 million metric tons of
    plastic waste to the oceans through a
    combination of littering, dumping and 
    mismanaged exports. At a minimum,
    that’s almost double the total estimated
    waste in the team’s previous study. At the
    high end, it would be a fivefold increase
    over the earlier estimate.
    Nicholas Mallos, a senior
    director at the Ocean Conservancy and an
    author of the study, said the upper
    estimate would be equal to a pile of
    plastic covering the area of the White
    House Lawn and reaching as high as the
    Empire State Building.
    The ranges are wide partly
    because “there’s no real standard for
    being able to provide good quality data on
    collection and disposal of waste in
    general,” said Ted Siegler, a resource
    economist at DSM Environmental
    Solutions, a consulting firm, and an
    author of the study. Mr. Siegler said the
    researchers had evaluated waste-disposal
    practices in countries around the world
    and used their “best professional
    judgment” to determine the lowest and
    highest amounts of plastic waste likely to
    escape into the environment. They settled
    on a range of 25 percent to 75 percent.
    Tony Walker, an associate
    professor at the Dalhousie University
    School for Resource and Environmental
    Studies in Halifax, Nova Scotia, said that
    analyzing waste data can amount to a
    “data minefield” because there are no
    data standards across municipalities.
    Moreover, once plastic waste is shipped
    overseas, he said, data is often not
    recorded at all.
    Nonetheless, Dr. Walker, who
    was not involved in the study, said it
    could offer a more accurate accounting of
    plastic pollution than the previous study,
    which likely underestimated the United
    States’ contribution. “They’ve put their
    best estimate, as accurate as they can be
    with this data,” he said, and used ranges,
    which underscores that the figures are
    estimates.
    Of the plastics that go into the
    United States recycling system, about 9
    percent of the country’s total plastic
    waste, there is no guarantee that they’ll
    be remade into new consumer goods. New
    plastic is so inexpensive to manufacture
    that only certain expensive, high-grade
    plastics are profitable to recycle within the
    United States, which is why roughly half
    of the country’s plastic waste was shipped
    abroad in 2016, the most recent year for
    which data is available.
    Since 2016, however, the
    recycling landscape has changed. China
    and many countries in Southeast Asia
    have stopped accepting plastic waste
    imports. And lower oil prices have further
    reduced the market for recycled plastic.
    “What the new study really underscores is
    we have to get a handle on source
    reduction at home,” Mr. Mallos said. “That
    starts with eliminating unnecessary and
    problematic single-use plastics.”

    From: https://www.nytimes.com/2020/10/30/
    “At a minimum” (line 41) and “in the team's previous study” (lines 41-43) are examples of
    Escolha uma alternativa para a questão 7e715fc7-92
  • Linguagens

    Inglês

    Americans May Add Five Times More Plastic to the Oceans Than Thought

    The United States is using more
    plastic than ever, and waste exported for
    recycling is often mishandled, according
    to a new study.
    The United States contribution
    to coastal plastic pollution worldwide is
    significantly larger than previously
    thought, possibly by as much as five
    times, according to a study published
    Friday. The research, published in Science
    Advances, is the sequel to a 2015 paper
    by the same authors. Two factors
    contributed to the sharp increase:
    Americans are using more plastic than
    ever and the current study included
    pollution generated by United States
    exports of plastic waste, while the earlier
    one did not.
    The United States, which does
    not have sufficient infrastructure to
    handle its recycling demands at home,
    exports about half of its recyclable waste.
    Of the total exported, about 88 percent
    ends up in countries considered to have
    inadequate waste management.
    “When you consider how much
    of our plastic waste isn’t actually
    recyclable because it is low-value,
    contaminated or difficult to process, it’s
    not surprising that a lot of it ends up
    polluting the environment,” said the
    study’s lead author, Kara Lavender Law,
    research professor of oceanography at
    Sea Education Association, in a
    statement.
    The study estimates that in
    2016, the United States contributed
    between 1.1 and 2.2 million metric tons of
    plastic waste to the oceans through a
    combination of littering, dumping and 
    mismanaged exports. At a minimum,
    that’s almost double the total estimated
    waste in the team’s previous study. At the
    high end, it would be a fivefold increase
    over the earlier estimate.
    Nicholas Mallos, a senior
    director at the Ocean Conservancy and an
    author of the study, said the upper
    estimate would be equal to a pile of
    plastic covering the area of the White
    House Lawn and reaching as high as the
    Empire State Building.
    The ranges are wide partly
    because “there’s no real standard for
    being able to provide good quality data on
    collection and disposal of waste in
    general,” said Ted Siegler, a resource
    economist at DSM Environmental
    Solutions, a consulting firm, and an
    author of the study. Mr. Siegler said the
    researchers had evaluated waste-disposal
    practices in countries around the world
    and used their “best professional
    judgment” to determine the lowest and
    highest amounts of plastic waste likely to
    escape into the environment. They settled
    on a range of 25 percent to 75 percent.
    Tony Walker, an associate
    professor at the Dalhousie University
    School for Resource and Environmental
    Studies in Halifax, Nova Scotia, said that
    analyzing waste data can amount to a
    “data minefield” because there are no
    data standards across municipalities.
    Moreover, once plastic waste is shipped
    overseas, he said, data is often not
    recorded at all.
    Nonetheless, Dr. Walker, who
    was not involved in the study, said it
    could offer a more accurate accounting of
    plastic pollution than the previous study,
    which likely underestimated the United
    States’ contribution. “They’ve put their
    best estimate, as accurate as they can be
    with this data,” he said, and used ranges,
    which underscores that the figures are
    estimates.
    Of the plastics that go into the
    United States recycling system, about 9
    percent of the country’s total plastic
    waste, there is no guarantee that they’ll
    be remade into new consumer goods. New
    plastic is so inexpensive to manufacture
    that only certain expensive, high-grade
    plastics are profitable to recycle within the
    United States, which is why roughly half
    of the country’s plastic waste was shipped
    abroad in 2016, the most recent year for
    which data is available.
    Since 2016, however, the
    recycling landscape has changed. China
    and many countries in Southeast Asia
    have stopped accepting plastic waste
    imports. And lower oil prices have further
    reduced the market for recycled plastic.
    “What the new study really underscores is
    we have to get a handle on source
    reduction at home,” Mr. Mallos said. “That
    starts with eliminating unnecessary and
    problematic single-use plastics.”

    From: https://www.nytimes.com/2020/10/30/
    The sentence “The study estimates that in 2016, the United States contributed between 1.1 and 2.2 million metric tons of plastic waste to the oceans…” (lines 36-39) contains a/an
    Escolha uma alternativa para a questão 7e5c6294-92