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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados

18.995 questões encontradas. Mostrando a página 383 de 950.

  • 322ED7E1-58

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


    Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

    Depois da Luz se segue a noite escura,

    Em tristes sombras morre a formosura,

    Em contínuas tristezas a alegria.


    Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

    Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

    Como a beleza assim se transfigura?

    Como o gosto da pena assim se fia?


    Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

    Na formosura não se dê constância,

    E na alegria sinta-se tristeza.


    Começa o mundo enfim pela ignorância,

    E tem qualquer dos bens por natureza

    A firmeza somente na inconstância.

                                                                       (Poemas escolhidos, 2010.)

    O verso está reescrito em ordem direta, sem alteração do seu sentido original, em:
    Escolha uma alternativa para a questão 322ed7e1-58
  • 322BD137-58

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    UNESP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


    Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

    Depois da Luz se segue a noite escura,

    Em tristes sombras morre a formosura,

    Em contínuas tristezas a alegria.


    Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

    Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

    Como a beleza assim se transfigura?

    Como o gosto da pena assim se fia?


    Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

    Na formosura não se dê constância,

    E na alegria sinta-se tristeza.


    Começa o mundo enfim pela ignorância,

    E tem qualquer dos bens por natureza

    A firmeza somente na inconstância.

                                                                       (Poemas escolhidos, 2010.)

    Em “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,” (1ª estrofe), a conjunção aditiva “e” assume valor
    Escolha uma alternativa para a questão 322bd137-58
  • 3228C18E-58

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


    Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

    Depois da Luz se segue a noite escura,

    Em tristes sombras morre a formosura,

    Em contínuas tristezas a alegria.


    Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

    Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

    Como a beleza assim se transfigura?

    Como o gosto da pena assim se fia?


    Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

    Na formosura não se dê constância,

    E na alegria sinta-se tristeza.


    Começa o mundo enfim pela ignorância,

    E tem qualquer dos bens por natureza

    A firmeza somente na inconstância.

                                                                       (Poemas escolhidos, 2010.)

    A figura de linguagem mais recorrente nesse soneto é
    Escolha uma alternativa para a questão 3228c18e-58
  • 3225BC60-58

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


    Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

    Depois da Luz se segue a noite escura,

    Em tristes sombras morre a formosura,

    Em contínuas tristezas a alegria.


    Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

    Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

    Como a beleza assim se transfigura?

    Como o gosto da pena assim se fia?


    Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

    Na formosura não se dê constância,

    E na alegria sinta-se tristeza.


    Começa o mundo enfim pela ignorância,

    E tem qualquer dos bens por natureza

    A firmeza somente na inconstância.

                                                                       (Poemas escolhidos, 2010.)

    A exemplo do verso “A firmeza somente na inconstância.” (4ª estrofe), verifica-se a quebra da lógica em:
    Escolha uma alternativa para a questão 3225bc60-58
  • 32221A01-58

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


    Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

    Depois da Luz se segue a noite escura,

    Em tristes sombras morre a formosura,

    Em contínuas tristezas a alegria.


    Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

    Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

    Como a beleza assim se transfigura?

    Como o gosto da pena assim se fia?


    Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

    Na formosura não se dê constância,

    E na alegria sinta-se tristeza.


    Começa o mundo enfim pela ignorância,

    E tem qualquer dos bens por natureza

    A firmeza somente na inconstância.

                                                                       (Poemas escolhidos, 2010.)

    O soneto de Gregório de Matos aproxima-se tematicamente da citação:
    Escolha uma alternativa para a questão 32221a01-58
  • 321EB856-58

    Português

    Morfologia
    UNESP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.


          A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.

          Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.

          Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.

          Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.

          E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.

          De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.

          Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.

          Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.

                                                                     (Os melhores contos, 1997.)


    1 batelão: embarcação movida a remo.

    2 rincho: relincho.

    3 flaubert: um tipo de espingarda.

    "Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu viajava a pé, ela veio galopando a cavalo” (4° parágrafo)


    Os termos sublinhados constituem, respectivamente,

    Escolha uma alternativa para a questão 321eb856-58
  • 321BA886-58

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.


          A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.

          Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.

          Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.

          Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.

          E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.

          De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.

          Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.

          Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.

                                                                     (Os melhores contos, 1997.)


    1 batelão: embarcação movida a remo.

    2 rincho: relincho.

    3 flaubert: um tipo de espingarda.

    Ao se converter o trecho “Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela” (7° parágrafo) para o discurso direto, o verbo “confessara” assume a forma:
    Escolha uma alternativa para a questão 321ba886-58
  • 321866D9-58

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.


          A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.

          Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.

          Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.

          Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.

          E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.

          De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.

          Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.

          Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.

                                                                     (Os melhores contos, 1997.)


    1 batelão: embarcação movida a remo.

    2 rincho: relincho.

    3 flaubert: um tipo de espingarda.

    O pleonasmo (do grego pleonasmós, que quer dizer abundância, excesso, amplificação) é uma repetição de unidades linguísticas idênticas do ponto de vista semântico, o que implica que a repetição é tautológica (redundante). No entanto, ela é uma extensão do enunciado com vistas a intensificar o sentido.

    (José Luiz Fiorin. Figuras de retórica, 2014. Adaptado.)


    Verifica-se a ocorrência de pleonasmo em:

    Escolha uma alternativa para a questão 321866d9-58
  • 32156406-58

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.


          A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.

          Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.

          Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.

          Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.

          E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.

          De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.

          Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.

          Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.

                                                                     (Os melhores contos, 1997.)


    1 batelão: embarcação movida a remo.

    2 rincho: relincho.

    3 flaubert: um tipo de espingarda.

    A fala “rema, bobalhão!” (último parágrafo) sugere, por parte do narrador,
    Escolha uma alternativa para a questão 32156406-58
  • 32124EC7-58

    Português

    Interpretação de Textos
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    Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.


          A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.

          Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.

          Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.

          Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.

          E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.

          De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.

          Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.

          Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.

                                                                     (Os melhores contos, 1997.)


    1 batelão: embarcação movida a remo.

    2 rincho: relincho.

    3 flaubert: um tipo de espingarda.

    O espanto inicial demonstrado pelo narrador em relação à moça deve-se ao fato de ela
    Escolha uma alternativa para a questão 32124ec7-58
  • 56B8F62A-07

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro Universitário São Camilo · 2017Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    No trecho do sexto parágrafo “hence the somewhat unusual moniker”, o termo em destaque equivale, em português, a
    Escolha uma alternativa para a questão 56b8f62a-07
  • 56B55C3C-07

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    De acordo com o sexto parágrafo,
    Escolha uma alternativa para a questão 56b55c3c-07
  • 56B24D77-07

    Inglês

    Advérbios e conjunções | Adverbs and conjunctions
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    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    No trecho do quinto parágrafo “Instead, it has antennae to probe the depths”, o termo em destaque equivale, em português, a
    Escolha uma alternativa para a questão 56b24d77-07
  • 56AF20E1-07

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    No trecho do quinto parágrafo “ones that are not used extensively”, o termo em destaque refere-se a
    Escolha uma alternativa para a questão 56af20e1-07
  • 56AC46F2-07

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    No trecho do quarto parágrafo “a new species and genus was only realized”, o termo em destaque pode ser substituído, sem alteração de sentido, por
    Escolha uma alternativa para a questão 56ac46f2-07
  • 56A89E71-07

    Inglês

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    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    In the sentence of the third paragraph “despite being a central character”, the word in bold expresses the idea of
    Escolha uma alternativa para a questão 56a89e71-07
  • 56A52636-07

    Inglês

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    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    No trecho do terceiro parágrafo “The latter species part of its name”, o termo em destaque refere-se a
    Escolha uma alternativa para a questão 56a52636-07
  • 56A17A62-07

    Inglês

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    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    No trecho do segundo parágrafo “as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels”, a expressão em destaque veicula a ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 56a17a62-07