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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados

18.995 questões encontradas. Mostrando a página 468 de 950.

  • 33ED1FFA-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

                                        Sarapalha


          – Ô calorão, Primo!... E que dor de cabeça excomungada!

          – É um instantinho e passa... É só ter paciência....

          – É... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de água, sem olhos na cara, para não terem de olhar a gente... Só ela é que não passa, Primo Argemiro!... E eu já estou cansado de procurar, no meio das outras... Não vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram p’r’os infernos!...

          – Não foi, Primo Ribeiro. Não foram pelo rio... Foi trem-de-ferro que levou...

          – Não foi no rio, eu sei... No rio ninguém não anda... Só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção... Mas, na estória... Como é mesmo a estória, Primo? Como é?...

          – O senhor bem que sabe, Primo... Tem paciência, que não é bom variar...

          – Mas, a estória, Primo!... Como é?... Conta outra vez...

          – O senhor já sabe as palavras todas de cabeça... “Foi o moço-bonito que apareceu, vestido com roupa de dia-de-domingo e com a viola enfeitada de fitas... E chamou a moça p’ra ir se fugir com ele”...

          – Espera, Primo, elas estão passando... Vão umas atrás das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu não quero, nenhuma!... Quero só ela... Luísa...

          – Prima Luísa...

          – Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me ajuda, Primo! Me ajuda a ver...

          – Não é nada, Primo Ribeiro... Deixa disso!

          – Não é mesmo não...

          – Pois então?!

          – Conta o resto da estória!...

          – ...“Então, a moça, que não sabia que o moço-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio...”

                                                                                                                      Guimarães Rosa, Sagarana.

    Tendo como base o trecho “só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção...”, o termo em destaque foi empregado ironicamente por aludir ao inseto
    Escolha uma alternativa para a questão 33ed1ffa-d4
  • 33EA6E1D-D4

    Português

    Figuras de Linguagem
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

                                        Sarapalha


          – Ô calorão, Primo!... E que dor de cabeça excomungada!

          – É um instantinho e passa... É só ter paciência....

          – É... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de água, sem olhos na cara, para não terem de olhar a gente... Só ela é que não passa, Primo Argemiro!... E eu já estou cansado de procurar, no meio das outras... Não vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram p’r’os infernos!...

          – Não foi, Primo Ribeiro. Não foram pelo rio... Foi trem-de-ferro que levou...

          – Não foi no rio, eu sei... No rio ninguém não anda... Só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção... Mas, na estória... Como é mesmo a estória, Primo? Como é?...

          – O senhor bem que sabe, Primo... Tem paciência, que não é bom variar...

          – Mas, a estória, Primo!... Como é?... Conta outra vez...

          – O senhor já sabe as palavras todas de cabeça... “Foi o moço-bonito que apareceu, vestido com roupa de dia-de-domingo e com a viola enfeitada de fitas... E chamou a moça p’ra ir se fugir com ele”...

          – Espera, Primo, elas estão passando... Vão umas atrás das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu não quero, nenhuma!... Quero só ela... Luísa...

          – Prima Luísa...

          – Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me ajuda, Primo! Me ajuda a ver...

          – Não é nada, Primo Ribeiro... Deixa disso!

          – Não é mesmo não...

          – Pois então?!

          – Conta o resto da estória!...

          – ...“Então, a moça, que não sabia que o moço-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio...”

                                                                                                                      Guimarães Rosa, Sagarana.

    No texto de Sarapalha, constitui exemplo de personificação o seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 33ea6e1d-d4
  • 33E79F9B-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

                                        Sarapalha


          – Ô calorão, Primo!... E que dor de cabeça excomungada!

          – É um instantinho e passa... É só ter paciência....

          – É... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de água, sem olhos na cara, para não terem de olhar a gente... Só ela é que não passa, Primo Argemiro!... E eu já estou cansado de procurar, no meio das outras... Não vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram p’r’os infernos!...

          – Não foi, Primo Ribeiro. Não foram pelo rio... Foi trem-de-ferro que levou...

          – Não foi no rio, eu sei... No rio ninguém não anda... Só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção... Mas, na estória... Como é mesmo a estória, Primo? Como é?...

          – O senhor bem que sabe, Primo... Tem paciência, que não é bom variar...

          – Mas, a estória, Primo!... Como é?... Conta outra vez...

          – O senhor já sabe as palavras todas de cabeça... “Foi o moço-bonito que apareceu, vestido com roupa de dia-de-domingo e com a viola enfeitada de fitas... E chamou a moça p’ra ir se fugir com ele”...

          – Espera, Primo, elas estão passando... Vão umas atrás das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu não quero, nenhuma!... Quero só ela... Luísa...

          – Prima Luísa...

          – Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me ajuda, Primo! Me ajuda a ver...

          – Não é nada, Primo Ribeiro... Deixa disso!

          – Não é mesmo não...

          – Pois então?!

          – Conta o resto da estória!...

          – ...“Então, a moça, que não sabia que o moço-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio...”

                                                                                                                      Guimarães Rosa, Sagarana.

    A novela Sarapalha apresenta uma estória dentro de outra, por meio da qual a personagem masculina da narrativa principal (Primo Argemiro) alude a uma mulher da narrativa secundária (a moça levada pelo capeta). O mesmo procedimento ocorre em
    Escolha uma alternativa para a questão 33e79f9b-d4
  • 33E4E2B2-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

          (...) procurei adivinhar o que se passa na alma duma cachorra. Será que há mesmo alma em cachorro? Não me importo. O meu bicho morre desejando acordar num mundo cheio de preás. Exatamente o que todos nós desejamos. A diferença é que eu quero que eles apareçam antes do sono, e padre Zé Leite pretende que eles nos venham em sonhos, mas no fundo todos somos como a minha cachorra Baleia e esperamos preás. (...)

                                                                                                  Carta de Graciliano Ramos a sua esposa.



          (...) Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do caritó onde sinha Vitória guardava o cachimbo.

          (...)

          Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.

                                                                                                                  Graciliano Ramos, Vidas secas.

    A comparação entre os fragmentos, respectivamente, da Carta e de Vidas secas, permite afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 33e4e2b2-d4
  • 33E229F6-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

          (...) procurei adivinhar o que se passa na alma duma cachorra. Será que há mesmo alma em cachorro? Não me importo. O meu bicho morre desejando acordar num mundo cheio de preás. Exatamente o que todos nós desejamos. A diferença é que eu quero que eles apareçam antes do sono, e padre Zé Leite pretende que eles nos venham em sonhos, mas no fundo todos somos como a minha cachorra Baleia e esperamos preás. (...)

                                                                                                  Carta de Graciliano Ramos a sua esposa.



          (...) Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do caritó onde sinha Vitória guardava o cachimbo.

          (...)

          Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.

                                                                                                                  Graciliano Ramos, Vidas secas.

    As declarações de Graciliano Ramos na Carta e o excerto do romance permitem afirmar que a personagem Baleia, em Vidas secas, representa
    Escolha uma alternativa para a questão 33e229f6-d4
  • 33DF6E00-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, USP 2017, Interpretação de Textos      

    Constitui marca do registro informal da língua o trecho
    Escolha uma alternativa para a questão 33df6e00-d4
  • 33D43804-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

          Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e, conseguintemente, que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.

                                                                         Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.


          Não sei por que até hoje todo o mundo diz que tinha pena dos escravos. Eu não penso assim. Acho que se fosse obrigada a trabalhar o dia inteiro não seria infeliz. Ser obrigada a ficar à toa é que seria castigo para mim. Mamãe às vezes diz que ela até deseja que eu fique preguiçosa; a minha esperteza é que a amofina. Eu então respondo: “Se eu fosse preguiçosa não sei o que seria da senhora, meu pai e meus irmãos, sem uma empregada em casa”.

                                                                                                      Helena Morley, Minha vida de menina.

    Nos dois textos, obtém-se ênfase por meio do emprego de um mesmo recurso expressivo, como se pode verificar nos seguintes trechos:
    Escolha uma alternativa para a questão 33d43804-d4
  • 33D16A6C-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

          Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e, conseguintemente, que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.

                                                                         Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.


          Não sei por que até hoje todo o mundo diz que tinha pena dos escravos. Eu não penso assim. Acho que se fosse obrigada a trabalhar o dia inteiro não seria infeliz. Ser obrigada a ficar à toa é que seria castigo para mim. Mamãe às vezes diz que ela até deseja que eu fique preguiçosa; a minha esperteza é que a amofina. Eu então respondo: “Se eu fosse preguiçosa não sei o que seria da senhora, meu pai e meus irmãos, sem uma empregada em casa”.

                                                                                                      Helena Morley, Minha vida de menina.

    São características dos narradores Brás Cubas e Helena, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 33d16a6c-d4
  • 33CE9A61-D4

    Português

    Advérbios
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

           Imagem da questão de Português, USP 2017, Advérbios

    No trecho “Numa palavra, qualquer gênero de arte que, de fato, nos afete, torna-se, deste modo, arte moderna” (L. 5-6), as expressões sublinhadas podem ser substituídas, sem prejuízo do sentido do texto, respectivamente, por
    Escolha uma alternativa para a questão 33ce9a61-d4
  • 33CBD946-D4

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

           Imagem da questão de Português, USP 2017, Interpretação de Textos

    De acordo com o texto, a compreensão do significado de uma obra de arte pressupõe
    Escolha uma alternativa para a questão 33cbd946-d4
  • 85E465A4-CB

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    ENEM · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    El eclipse


    Cuando Fray Bartolomé Arrazola se sintió perdido aceptó que ya nada podría salvarlo. La selva poderosa de Guatemala Io había apresado, implacable y definitiva. Ante su ignorância topográfica se sentó con tranquilidad a esperar la muerte. Al despertar se encontró rodeado por un grupo de indígenas de rostro impasible que se disponía a sacrificarlo ante un altar, un altar que a Bartolomé le pareció como el lecho en que descansaria, al fin, de sus temores, de su destino, de sí mismo. Tres años en el país le habían conferido un mediano dominio de las lenguas nativas. Intentó algo. Dijo algunas palabras que fueron comprendidas. Entonces floreció en él una idea que tuvo por digna de su talento y de su cultura universal y de su arduo conocimiento de Aristóteles. Recordó que para ese día se esperaba un eclipse total de sol. Y dispuso, en lo más íntimo, valerse de aquel conocimiento para engañar a sus opresores y salvar la vida. — Si me matáis — les dijo — puedo hacer que el sol se oscurezca en su altura. Los indígenas Io miraron fijamente y Bartolomé sorprendió la incredulidad en sus ojos. Vio que se produjo un pequeño consejo, y esperó confiado, no sin cierto desdén. Dos horas después el corazón de Fray Bartolomé Arrazola chorreaba su sangre vehemente sobre la piedra de los sacrifícios (brillante bajo la opaca luz de un sol eclipsado), mientras uno de los indígenas recitaba sin ninguna inflexión de voz, sin prisa, una por una las infinitas fechas en que se producirían eclipses solares y lunares, que los astrônomos de la comunidad maya habían previsto y anotado en sus códices sin la valiosa ayuda de Aristóteles.

    MONTERROSO, A. Obras completas y otros cuentos. Bogotá: Norma, 1994 (adaptado).


    No texto, confrontam-se duas visões de mundo: a da cultura ocidental, representada por Frei Bartolomé Arrazola, e a da mítica pré-hispânica, representada pela comunidade indígena maia. Segundo a narrativa,

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  • 85E1D25B-CB

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    ENEM · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Emotivo encuentro en la universidad pública


    El entonces mandatario uruguayo recibió el cariño de sus compatriotas residentes en Nueva York e informó sobre la evolución del país, las políticas de gobierno, los avances y cuentas pendientes. Como en ocasiones similares, se multiplicaron Ias muestras de respeto y emoción. “Una nación es un formidable sentimiento de un 'nosotros’”, dijo.

    Mujica comenzó su discurso relatando lo recogido de otras experiencias de comunidades en el exilio. “Muchos de ustedes echaron raíces, tienen hijos y no pueden cometer la agresión de descuajarle la vida. Tienen que cargar con esa nostalgia de ser de allá, pero estar acá”, dijo.

    “Estamos metidos en la lucha por mejorar las circunstancias, con el sueño de que las generaciones que vengan, puedan venir con más soltura, con más apoyo”, dijo el Presidente.

    Mujica se refirió a algunas críticas que reciben algunas políticas sociales. “Nos acusan de que damos sin contrapartida. Nos dicen 'a la gente no hay que darle pescado, sino enseñarle a pescar’. Sí — razonó el Presidente —, pero cuando le afanaste la caña, le afanaste el bote, ¿qué le vas a pedir? Para atrás no arreglamos, arreglamos para adelante.”

    Disponível em: www.republica.com.uy. Acesso em: 26 set. 2013 (adaptado).


    No discurso dirigido aos compatriotas radicados em Nova York, o então presidente Mujica expressa o desejo de que os cidadãos que vivem no Uruguai

    Escolha uma alternativa para a questão 85e1d25b-cb
  • 85DF3160-CB

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
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                                            Aqui estoy establecido,

                                            En los Estados Unidos,

                                            Diez años pasaron ya,

                                            En que crucé de mojado,

                                            Papeles no he arreglado,

                                            Sigo siendo un ilegal.

                                            Tengo mi esposa y mis hijos,

                                            Que me los traje muy chicos,

                                            Y se han olvidado ya,

                                            De mi México querido,

                                            Del que yo nunca me olvido,

                                            Y no puedo regresar.

                                            [...]

                                            Mis hijos no hablan conmigo,

                                            Otro idioma han aprendido,

                                            Y olvidado el español,

                                            Piensan como americanos,

                                            Niegan que son mexicanos,

                                            Aunque tengan mi color.


    LOS TIGRES DEL NORTE. Jaula de oro. Woodland Hills, Califórnia: Fonovisa, 1986 (fragmento)


    A letra de canção coloca em cena um dilema por vezes vivenciado por imigrantes. Esse dilema se configura no sentimento do pai em relação ao(à) 

    Escolha uma alternativa para a questão 85df3160-cb
  • 85DC9DD3-CB

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
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    El virus del papiloma humano (HPV) también es un problema de hombres


    Para algunos hombres, el virus del papiloma humano (HPV) es algo muy lejano. Se olvidan de que ellos también se infectan y de que, al contagiamos, nos están regalando un pasaporte mágico para el cáncer cérvico-uterino — segunda causa de muerte entre las mujeres de México —; incluso me ha tocado escuchar en boca de algunos de ellos que “sólo se trata de una infeccioncita”. Pues bien, el HPV también es un problema de hombres, no sólo porque propaga la infección entre la población femenina, sino también porque este virus produce otros problemas de salud tanto en hombres como en mujeres, incluyendo verrugas genitales y cáncer de boca y garganta que, si bien no son tan conocidos o alarmantes por su cantidad, como otros tipos de cáncer, también constituyen un riesgo. Por lo anterior, la Academia Americana de Pediatría decidió enfrentarse al HPV mediante vacunas que se ponen tanto a mujeres como hombres. Los especialistas afirman que la vacuna es más efectiva si se administra antes de que el niño se vuelva sexualmente activo, y responde mejor en el organismo de varones entre 9 y 15anos.

    ALBITER, K. Disponível em: http://vivirmexico.com. Acesso em: 10jul. 2012 (adaptado).


    O texto aborda a temática do HPV. Ao discorrer sobre o contágio e a prevenção do papiloma humano, a autora informa aos leitores que esse vírus é

    Escolha uma alternativa para a questão 85dc9dd3-cb
  • 85D9B1B3-CB

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
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                                                        El carpintero


          Orlando Goicoechea reconoce las maderas por el olor, de qué árboles vienen, qué edad tienen, y oliéndolas sabe si fueron cortadas a tiempo o a destiempo y les adivina los posibles contratiempos.

          Al cabo de tantos años de trabajo, Orlando se ha dado el lujo de comprarse un video, y ve una película tras otra.

          No sabía que eras loco por cine le dice el vecino.

          Y Orlando le explica que no, que a él ni le va ni le viene, pero gracias al video puede detener las películas para estudiar los muebles.

         GALEANO, E. Disponível em: http://elcajondesastre.blogcindarrio.com.

    Acesso em: 18 abr. 2012.


    No conto de Galeano, a expressão ni le va ni le viene encerra uma opinião a respeito de cinema que

    Escolha uma alternativa para a questão 85d9b1b3-cb
  • 67E38420-CB

    Português

    Interpretação de Textos
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    Imagem da questão de Português, ENEM 2017, Interpretação de Textos


    TEXTO II


    No verão de 1954, o artista Robert Rauschenberg (n.1925) criou o termo combine para se referir a suas novas obras que possuíam aspectos tanto da pintura como da escultura.


    Em 1958, Cama foi selecionada para ser incluída em uma exposição de jovens artistas americanos e italianos no Festival dos Dois Mundos em Spoleto, na Itália. Os responsáveis pelo festival, entretanto, se recusaram a expor a obra e a removeram para um depósito.


    Embora o mundo da arte debatesse a inovação de se pendurar uma cama numa parede, Rauschenberg considerava sua obra “um dos quadros mais acolhedores que já pintei, mas sempre tive medo de que alguém quisesse se enfiar nela”.

    DEMPSEY, A. Estilos, escolas e movimentos: guia enciclopédico da arte moderna. São Paulo: Cosac & Naify, 2003


    A obra de Rauschenberg chocou o público na época em que foi feita, e recebeu forte influência de um movimento artístico que se caracterizava pela

    Escolha uma alternativa para a questão 67e38420-cb
  • 67E0911C-CB

    Português

    Pontuação
    ENEM · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    O homem disse, Está a chover, e depois, Quem é você, Não sou daqui, Anda à procura de comida, Sim, há quatro dias que não comemos, E como sabe que são quatro dias, É um cálculo, Está sozinha, Estou com o meu marido e uns companheiros, Quantos são, Ao todo, sete, Se estão a pensar em ficar conosco, tirem daí o sentido, já somos muitos, Só estamos de passagem, Donde vêm, Estivemos internados desde que a cegueira começou, Ah, sim, a quarentena, não serviu de nada, Por que diz isso, Deixaram-nos sair, Houve um incêndio e nesse momento percebemos que os soldados que nos vigiavam tinham desaparecido, E saíram, Sim, Os vossos soldados devem ter sido dos últimos a cegar, toda a gente está cega, Toda a gente, a cidade toda, o país,

    SARAMAGO, J. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.


    A cena retrata as experiências das personagens em um país atingido por uma epidemia. No diálogo, a violação de determinadas regras de pontuação

    Escolha uma alternativa para a questão 67e0911c-cb
  • 67DD283C-CB

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I


    Imagem da questão de Português, ENEM 2017, Interpretação de Textos


    TEXTO II


    Speto


    Paulo César Silva, mais conhecido como Speto, é um grafiteiro paulista envolvido com o skate e a música. O fortalecimento de sua arte ocorreu, em 1999, pela oportunidade de ver de perto as referências que trazia há tempos, ao passar por diversas cidades do Norte do Brasil em uma turnê com a banda O Rappa.

    Revista Zupi, n. 19, 2010.


    O grafite do artista paulista Speto, exposto no Museu Afro Brasil, revela elementos da cultura brasileira reconhecidos

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    Português

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    Fim de semana no parque


    Olha o meu povo nas favelas e vai perceber

    Daqui eu vejo uma caranga do ano

    Toda equipada e o tiozinho guiando

    Com seus filhos ao lado estão indo ao parque

    Eufóricos brinquedos eletrônicos

    Automaticamente eu imagino

    A molecada lá da área como é que tá

    Provavelmente correndo pra lá e pra cá

    Jogando bola descalços nas ruas de terra

    É, brincam do jeito que dá

    [...]

    Olha só aquele clube, que da hora

    Olha aquela quadra, olha aquele campo, olha

    Olha quanta gente

    Tem sorveteria, cinema, piscina quente

    [...]

    Aqui não vejo nenhum clube poliesportivo

    Pra molecada frequentar nenhum incentivo

    O investimento no lazer é muito escasso

    O centro comunitário é um fracasso

    RACIONAIS MCs. Racionais MCs. São Paulo: Zimbabwue, 1994 (fragmento).


    A letra da canção apresenta uma realidade social quanto à distribuição distinta dos espaços de lazer que

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    Imagem da questão de Português, ENEM 2017, Interpretação de Textos


    Nesse cartaz publicitário de uma empresa de papel e celulose, a combinação dos elementos verbais e não verbais visa

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