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Interpretação de TextosENEM · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
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9.018 questões encontradas. Mostrando a página 19 de 451.

TEXTO I
A Ilha do Ferro, situada a 18 km do município de Pão de Açúcar, não é uma ilha, como o nome indica. A história do povoado é semelhante à de inúmeros outros que encontramos às margens do Rio São Francisco, entre Alagoas e Sergipe. O que torna diferente o lugar é sua gente. Hoje, dezenas de artistas populares povoam a Ilha do Ferro, trabalhando principalmente com o entalhe em madeira. Onde pessoas comuns enxergariam apenas troncos e galhos retorcidos, eles vislumbram bancos, bonecos, pássaros, cobras e bailarinas. “Às vezes, você passa por um pedaço de madeira uma vez e não vê nada, passa cinco vezes por ele e não vê nada”, conta um dos artistas, “mas, na décima vez, você consegue enxergar alguma forma nesse pedaço de madeira e transformá-lo em arte”
Disponível em: www.imaterial.art.br. Acesso em: 5 fev. 2025 (adaptado).
TEXTO II

FARIAS, Y. Bailarino entalhado em gravetos de madeira.
Artesanato em madeira, 20 × 13 × 51 cm. Ilha do Ferro (AL)
Disponível em: www.nidelins.com.br. Acesso em: 5 fev. 2025.
A originalidade do trabalho dos artistas da Ilha do Ferro se dá pela
Antes do inverno chegar.
Ela tinha olhinhos brilhantes. Os mesmos de antes. Antes da fome. Antes das 17 mudanças de cidade. Dos sete filhos e dos muitos anos de trabalho dentro e fora de casa.
Ela fazia ambrosia, bolo de fubá e pedacinhos de queijo. Antes do inverno, ela plantava flores novas e diferentes para nos esperar nas próximas férias de verão.
Ela tinha o jeito de menina. Menina sapeca, correndo na grama seca do cerrado. O mesmo jeito de antes. Antes do marido (e mesmo com o marido). Antes do cansaço dos anos. Antes da dureza do trato com a terra.
Ela tinha histórias. Compridas, curtas, divertidas e verdadeiras. Mas isso foi antes. Antes das lembranças se bagunçarem feito bolas coloridas de Natal esperando para serem montadas na árvore.
Eu era sua neta. Antes do Alzheimer chegar, eu era sua neta. Mas ela é e sempre será minha avó.
PERSON, C. R. Borboletas no estômago: porque às vezes o título precisa
ser adolescente e clichê, já que a vida exige sermos tão adultos.
São Paulo: Ed. das Autoras, 2021.


Disponível em: www.publishnews.com.br. Acesso em: 19 set. 2024.

RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br.
Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).
A autora conclui que as novas tecnologias de escrita
RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br.
Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).

RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br.
Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).
O elemento que caracteriza esse texto como uma crônica é a
RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br.
Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).
No que diz respeito ao gênero bilhete, a autora dessa crônicaLeia o texto a seguir para responder a questão.
TEXTO III
O operário em construção
Vinicius de Moraes
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
[...] Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
A mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
[...] E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
[...] Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
[...] Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
[...] Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
— Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
[...] E o operário disse: Não!
— Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
— Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
[...]
Fonte: https://edisciplina.usp.br/mod/resource/view.php?id=5229060. Acesso em: 08 jul. 2024. (adaptado).
Texto 1
"Coisa ruim vai acontecer em breve. Serão tempos difíceis. Fantasmas dos antepassados chegarão nesta terra e tornarão nossos povos escravos de sua ganância. Eles não terão piedade nem dos velhos nem das crianças. Simplesmente se sentirão donos desse lugar e de sua gente. Por isso, não lutarão com arcos e flechas e não terão código de guerra. Serão homens duros e não respeitarão a tradição".
As palavras do sábio Karaíba trouxeram espanto aos olhos dos homens e das mulheres que as escutavam. Essa era uma profecia que traria impacto profundo a suas existências, e os faria repensar sobre o modo de vida que tinham levado até aquele momento. Antes da chegada dos colonizadores europeus, os habitantes do Brasil eram organizados, tinham sua vida estruturada e tiravam proveito da exuberante natureza que os cercava. Nessa narrativa cheia de aventura, poderemos imaginar um pouco sobre quais eram seus amores, seus dramas e suas ansiedades em relação ao futuro.

MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Quarta capa e capa).
Texto 2
01 Era uma vez
02 Um pernil de carneiro retalhado em fatia
03 Aos que foram chegando
04 Cada vez mais estrangeiros
05 No vai e vem de troncos
06 Quantas nações aos prantos
07 E os homens-daninhos seduzindo a taba
08 Grávidos de malícia
09 Sedentos de guerra
10 Dançam a falsidade
11 Esterilizam a festa
12 De quinto a quinhentos
13 O ouro encantou-se
14 Plastificaram o verde
15 Pavimentaram o destino
16 E foi acontecendo
17 E foi escurecendo
18 Mas de manhã cedinho
19 Além da Grande-Água
20 Vi um curumim sonhando
21 Com Yvy-maraey formosa.
GRAÚNA, Graça. Canto mestizo. Maricá (RJ): Blocos, 1999. p. 51. In: MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Orelha).
Texto 1
"Coisa ruim vai acontecer em breve. Serão tempos difíceis. Fantasmas dos antepassados chegarão nesta terra e tornarão nossos povos escravos de sua ganância. Eles não terão piedade nem dos velhos nem das crianças. Simplesmente se sentirão donos desse lugar e de sua gente. Por isso, não lutarão com arcos e flechas e não terão código de guerra. Serão homens duros e não respeitarão a tradição".
As palavras do sábio Karaíba trouxeram espanto aos olhos dos homens e das mulheres que as escutavam. Essa era uma profecia que traria impacto profundo a suas existências, e os faria repensar sobre o modo de vida que tinham levado até aquele momento. Antes da chegada dos colonizadores europeus, os habitantes do Brasil eram organizados, tinham sua vida estruturada e tiravam proveito da exuberante natureza que os cercava. Nessa narrativa cheia de aventura, poderemos imaginar um pouco sobre quais eram seus amores, seus dramas e suas ansiedades em relação ao futuro.

MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Quarta capa e capa).
Texto 2
01 Era uma vez
02 Um pernil de carneiro retalhado em fatia
03 Aos que foram chegando
04 Cada vez mais estrangeiros
05 No vai e vem de troncos
06 Quantas nações aos prantos
07 E os homens-daninhos seduzindo a taba
08 Grávidos de malícia
09 Sedentos de guerra
10 Dançam a falsidade
11 Esterilizam a festa
12 De quinto a quinhentos
13 O ouro encantou-se
14 Plastificaram o verde
15 Pavimentaram o destino
16 E foi acontecendo
17 E foi escurecendo
18 Mas de manhã cedinho
19 Além da Grande-Água
20 Vi um curumim sonhando
21 Com Yvy-maraey formosa.
GRAÚNA, Graça. Canto mestizo. Maricá (RJ): Blocos, 1999. p. 51. In: MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Orelha).