Questões do ENEM: Interpretação de Textos

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9.018 questões encontradas. Mostrando a página 22 de 451.

  • CA17E0CF-5A

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados, respectivamente, da canção “Identidade”, de Jorge Aragão, e da obra O avesso da pele, de Jeferson Tenório, considerando, também, a leitura integral desse livro.


    Elevador é quase um templo

    Exemplo pra minar teu sono

    Sai desse compromisso

    Não vai no de serviço

    Se o social tem dono, não vai


    Quem cede a vez não quer vitória

    Somos herança da memória

    Temos a cor da noite

    Filhos de todo açoite

    Fato real de nossa história


    Se preto de alma branca pra você

    É o exemplo da dignidade

    Não nos ajuda, só nos faz sofrer

    Nem resgata nossa identidade


    Vocês estavam juntos desafiando a sociedade hipócrita. Quando você entrava sozinho numa loja e recebia um tratamento frio e desconfiado por ser negro, se dava conta de que, quando Juliana estrava e te beijava, os vendedores te tratavam melhor. Uma mulher branca com um negro, ele deve ser um bom homem. E por algum tempo você começou a gostar disso também. A presença de Juliana te dava uma espécie de salvo-conduto em certos ambientes. Porque, quando você estava com ela, você não era qualquer negro diante dos outros. Você era especial. 



    A partir da leitura dos excertos, considere as seguintes afirmações.


    I - Na canção, o preconceito racial é percebido na proibição do uso do elevador social por pessoas negras, que devem usar o de serviço, e a dignidade preta é alcançada ao se aproximar dos valores dos brancos, uma visão crítica que distancia pessoas negras de sua identidade.


    II - No fragmento da obra, o estigma sofrido pela população preta, representada pelo pai do narrador, é suavizado quando ele é reconhecido por estar acompanhado de uma pessoa branca, fato que, em determinadas situações, conferia-lhe segurança e algum tipo de privilégio.


    III - No fragmento da obra, Pedro, em um fluxo de consciência, revela ao leitor como se sentiu constrangido em uma situação específica de racismo, e o texto grafado em itálico representa a fala dos vendedores da loja.



    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão ca17e0cf-5a
  • CA153EC4-5A

    Português

    Interpretação de Textos
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    No bloco superior abaixo, estão listados os títulos dos livros de Jeferson Tenório, de José Falero e de Ruth Guimarães; no inferior, trechos de alguns desses livros. Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.



    1 – O avesso da pele


    2 – Mas em que mundo tu vive?


    3 – Água funda



    ( ) Há cadernos e papéis, Há pastas com provas e redações dos seus alunos. Teu caos me comove. Olho para tudo isso e percebo que serão esses objetos que vão me ajudar a narrar o que você era antes de partir. Os mesmos utensílios que te derrotavam e que agora me contam sobre você. Os objetos serão o teu fantasma a me visitar.


    ( ) O que Sinhá devia fazer era chamar Sinhazinha e falar direto com ela. Isso, caso tivesse alguma razão para não consentir no casamento, melhor do que por ser o moço filho do capataz. Devia fazer. Mas fez? Que esperança! Sinhá tinha queixo duro que nem mula velha. De qualquer jeito, não adiantava, porque ninguém ia passar, em seu lugar, o que lhe estava destinado.


    ( ) Choro de gente enganada, gente de boafé, que caiu no logro, chama atraso. O que a água deu, a água leva. Não pode ser que não lhe tenha acontecido nada. O inferno é aqui mesmo, moço. Quem faz a Deus, paga ao Diabo. Quem rouba, é roubado. Quem fica devendo, sofre calote do outro. Ninguém faça que não pague. ( ) O Bruno foi meu colega por dois anos no Rio de Janeiro. Não o estado do Rio de Janeiro nem a cidade do Rio de Janeiro, claro: me refiro ao colégio que fica aqui em Porto Alegre mesmo, na Lima e Silva. É que morei um tempo na Cidade Baixa antes de o meu pai morrer. Não foi tanto tempo assim, mas foi o tempo suficiente para me matricular no Rio de Janeiro (...).



    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 

    Escolha uma alternativa para a questão ca153ec4-5a
  • CA0A6EEE-5A

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados, respectivamente, da canção “Mulheres de Atenas”, de Chico Buarque, e da peça Lisístrata, de Aristófanes, considerando, também, a leitura integral da peça de teatro.


    Mirem-se no exemplo

    Daquelas mulheres de Atenas

    Sofrem pros seus maridos

    Poder e força de Atenas


    Quando eles embarcam soldados

    Elas tecem longos bordados

    Mil quarentenas

    E quando eles voltam, sedentos

    Querem arrancar, violentos

    Carícias plenas, obscenas


    LISÍSTRATA – Aí está nossa dificuldade. Mas nosso dever é esse. Se resistirmos eles não resistirão. E teremos a paz.


    LAMPITO – Dizem que isso aconteceu a Menelau. Quando viu os seios de Helena percebeu que tinha que escolher entre duas espadas. Largou a guerra e empunhou a da paz.


    CLEONICE – Uma última hipótese. Se nos pegarem à força? LISÍSTRATA – Segurem-se nas portas,  garrem-se nas camas, encolham o corpo em posição fetal.


    CLEONICE – E se nos baterem?


    LISÍSTRATA – Cedam então, mas não se mexam, não colaborem, sejam cadáveres frios diante da potência e da prepotência até a pospotência. Eles têm pouco prazer quando sentem que não correspondemos. Sobretudo se nossas mãos permanecerem inertes, eles logo se cansarão a brincadeira. No amor as mãos são preciosas.



    A partir da leitura dos excertos, considere as seguintes afirmações.


    I - No excerto da canção, a mulher é tida como propriedade, existindo, sobretudo, à satisfação dos desejos do homem, cuja realização sexual é percebida somente a partir do lado masculino, que pouco se empenha em satisfazer os desejos e os impulsos femininos.


    II - No fragmento da peça teatral, a mulher problematiza o fato de não se submeter aos caprichos sexuais do marido e sofre com a violência física do homem sobre ela, prática socialmente comum à época em que ocorre a proposição da greve de sexo.


    III- Nos dois trechos, embora escritos em épocas bastante distintas e com contextos históricos igualmente próprios, a submissão feminina é latente, principalmente no caso de Lisístrata, porque as decisões políticas e sociais estavam a cargo dos homens. 



    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão ca0a6eee-5a
  • CA04F5BF-5A

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Captura_de tela 2025-07-06 172606.png (315×842)

    Captura_de tela 2025-07-06 172620.png (315×439)

    Considere a passagem entre as linhas 27 e 32 e as possibilidades de paráfrase.



    I - Há perguntas mais diretamente ligadas – ao lado dessas questões políticas preocupantes – ao que a diversidade linguística pode mostrar, tanto sobre a nossa capacidade para adquirir e operar com línguas, quanto sobre as demais faculdades intelecutais humanas.


    II - Tanto sobre a nossa capacidade para adquirir e operar com línguas, quanto sobre as demais faculdades intelecutais humanas, há preocupantes questões políticas ligadas mais diretamente ao que a diversidade linguística pode mostrar.


    III- Ao lado dessas preocupantes questões políticas, seja sobre a nossa capacidade para adquirir e operar com línguas, seja sobre as demais faculdades há perguntas, mais diretamente ligadas ao que a diversidade linguística pode mostrar.



    Quais dessas sugestões poderiam ser efetuadas sem alterar o sentido original da frase, mantendo a correção gramatical?

    Escolha uma alternativa para a questão ca04f5bf-5a
  • CA02743A-5A

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Captura_de tela 2025-07-06 172606.png (315×842)

    Captura_de tela 2025-07-06 172620.png (315×439)

    Considere as seguintes afirmações sobre palavras e expressões do texto.



    I - A palavra hecatombe (l. 19) expressa a ideia de “catástrofe”.


    II - A expressão uma janela (l. 41) funciona como uma metáfora para a ideia de “abertura”.


    III - A expressão essa dificuldade (l. 56) estabelece uma relação coesiva referencial com a expressão não é nada fácil responder essa questão (l. 54-55).



    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão ca02743a-5a
  • C9FD2C81-5A

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Captura_de tela 2025-07-06 172606.png (315×842)

    Captura_de tela 2025-07-06 172620.png (315×439)

    Assinale a alternativa que apresenta, no texto, relações de sentido, contextualmente adequadas, para as expressões seja...seja (l. 04-05), como (l. 44), pois (l. 63).
    Escolha uma alternativa para a questão c9fd2c81-5a
  • C9FA9B5B-5A

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Captura_de tela 2025-07-06 172606.png (315×842)

    Captura_de tela 2025-07-06 172620.png (315×439)

    Assinale a alternativa que melhor expressa a ideia central do texto. 
    Escolha uma alternativa para a questão c9fa9b5b-5a
  • C9F561D4-5A

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo. 

    Captura_de tela 2025-07-06 172700.png (317×783)

    Captura_de tela 2025-07-06 172713.png (308×412)

    Considere as seguintes afirmações sobre palavras e expressões do texto.



    I - No texto, há um predomínio do uso do pretérito imperfeito. Por meio desse predomínio, o narrador assinala modos de agir rotineiros do personagem Rodrigo para caracterizá-lo ao leitor.


    II - No texto, os usos do presente, nos murmúrios de Rodrigo Cambará, atualizados nos verbos Preciso (l. 39), tenho (l. 45) e quero (l. 46) revelam o “agora” em que o personagem falava consigo mesmo.


    III - No texto, a relação entre a expressão Um dia (l. 37) e o verbo contemplou (l. 38) apresenta o sentido de ação pontual na narrativa, semelhante ao sentido expresso pela relação entre Às vezes (l. 55) e perguntava-se (l. 55).



    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão c9f561d4-5a
  • C9F2DD2E-5A

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo. 

    Captura_de tela 2025-07-06 172700.png (317×783)

    Captura_de tela 2025-07-06 172713.png (308×412)

    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir.



    ( ) A expressão apanhava no ar as coisas que outros diziam (l. 18-19) expressa a ideia de que o personagem Rodrigo apreendia algo de maneira rápida nas conversas.


    ( ) A expressão “cultura de oitiva” (l. 24-25) carrega a ideia de que o correto é ouvir pelo menos oito vezes sobre um tema para tirar conclusões.


    ( ) A expressão um tênue verniz de ilustração (l. 29) evoca a ideia de que escritores, artistas e políticos brasileiros procuravam aparentar um saber cultural.



    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 

    Escolha uma alternativa para a questão c9f2dd2e-5a
  • C9E53531-5A

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo. 

    Captura_de tela 2025-07-06 172700.png (317×783)

    Captura_de tela 2025-07-06 172713.png (308×412)

    O texto se vale de relações entre literatura e história. A partir dessas relações, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão c9e53531-5a
  • C9DFBD7C-5A

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo. 

    Captura_de tela 2025-07-06 172700.png (317×783)

    Captura_de tela 2025-07-06 172713.png (308×412)

    Considere as seguintes afirmações sobre algumas das ideias expressas no texto.



    I - O narrador se vale do processo de generalização, ao estender as características do personagem Rodrigo Cambará aos escritores, artistas e políticos do país.


    II - O personagem Rodrigo Cambará aparece no texto como um cidadão eufórico e audacioso, um leitor detalhista, um ser político investido de coragem para lutar por melhorias de Santa Fé.


    III - O casarão onde vivia Rodrigo Cambará era um espaço importante, local onde todos os visitantes da cidade tinham a oportunidade de desfrutar, com os moradores, os vinhos da adega e os quitutes da cozinha.



    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão c9dfbd7c-5a
  • 19AD8A7B-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.


    Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.

    — Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora.

    Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.

    — Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!

    — Agora não posso.

    — Não pode por quê?

    — Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.

    Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.

    — Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?

    Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:

    — Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.

    (Ciranda de pedra, 2009.)
    “— Ou você abre ou conto para o seu tio.” (9o parágrafo) Em relação à primeira, a segunda oração expressa uma
    Escolha uma alternativa para a questão 19ad8a7b-46
  • 19A22EDE-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.


    Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.

    — Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora.

    Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.

    — Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!

    — Agora não posso.

    — Não pode por quê?

    — Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.

    Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.

    — Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?

    Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:

    — Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.

    (Ciranda de pedra, 2009.)
    De acordo com a cena narrada, a personagem Virgínia, quando criança, era:
    Escolha uma alternativa para a questão 19a22ede-46
  • A61C2C07-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema “Sanduíche matinal”, de Astrid Cabral.


    Sanduíche matinal


    Mastigam-se ao café

    entre fatias torradas

    jornais com pingos de sangue

    jornais com furos de bala.

    No portal da manhã

    o sinistro sanduíche

    energiza os transeuntes do dia.

    (Engavetado o remorso

    dos crimes bem menores)

    Omissões? traições? covardias?

    Transgressões mínimas.

    Todos, subitamente, melhores.


    (Astrid Cabral. Intramuros, 2011.)



    No contexto apresentado pelo poema, a leitura matinal dos jornais

    Escolha uma alternativa para a questão a61c2c07-46
  • A6120A82-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Considere o texto “Serial lover”, escrito por Carpinejar, para responder à questão.

        Existe uma infidelidade mais secreta e menos evidente, que acontece depois do relacionamento. Só acontece depois.
        É uma traição póstuma, retardatária, residual.
        É quando você repete os mesmos lugares, os mesmos apelos, as mesmas confidências com outro. É quando você insiste em escrever e tecer declarações exatamente iguais.
        É uma extorsão sentimental colocar um desejo para sua nova companhia como se fosse inédito.
        Pois a paixão só é idêntica para quem não enxerga as diferenças.
        É como remanejar presentes, aproveitar alianças antigas.
        Você prova que não tem criatividade nenhuma, demonstra a maior apatia: refaz os passeios que já realizou, leva para os restaurantes que frequentava, as baladas e festas conhecidas, reincide nos roteiros de viagem, destina sonhos e palavras já gastos, reemprega até os nomes aprovados para quando nascessem seus filhos.
        Mudou a pessoa, mas não o seu jeito de seduzir. Mudou a pessoa, mas não sua rotina de amar. Mudou a pessoa, mas não seu script.
        É uma melancólica sobreposição, desastrada colagem.
        Nem precisa cometer o ato falho de trocar o nome do atual pelo ex, porque estará revisitando atmosferas e cenários.     Experimenta locações contaminadas por juras velhas.
        Não há sensação mais ingrata para seu namorado anterior ao perceber que era mais um. Um qualquer, nem um pouco especial. Um sósia de cenas românticas. Um dublê da adrenalina e dos feromônios.
        Você oferece um passado usado sob o disfarce de futuro. Alcança aquilo que foi ensaiado com o antecessor. Não se dá o luxo de disfarçar, o trabalho de maquiar, colocar uma manta no mobiliário da memória.
        Recorrendo à fórmula fixa de história feliz, estabelece uma competição imaginária, anula a individualidade do seu par, apaga a invenção a dois e a costura por caminhos surpreendentes e inesquecíveis.
        Acredita em sua inocência porque ninguém comentará o assunto. Desfruta da tolerância dos garçons, dos colegas, dos amigos, dos parentes. É realmente um segredo com pequenas chances de ser revelado, porém a consciência não é boba e um dia se vinga.
        O que vive está longe de ser amor, é obsessão.
    (Carpinejar. Para onde vai o amor, 2015.)
    No contexto em que está inserida, a palavra sublinhada em “É uma traição póstuma, retardatária, residual” (1º parágrafo) tem o sentido de algo que
    Escolha uma alternativa para a questão a6120a82-46
  • A6057241-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.


    Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.

    — Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora.

    Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.

    — Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!

    — Agora não posso.

    — Não pode por quê?

    — Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.

    Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.

    — Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?

    Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:

    — Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.

    (Ciranda de pedra, 2009.)
    No romance, a personagem Luciana é
    Escolha uma alternativa para a questão a6057241-46
  • E274FCF0-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Considere o texto “Serial lover”, escrito por Carpinejar, para responder à questão.

        Existe uma infidelidade mais secreta e menos evidente, que acontece depois do relacionamento. Só acontece depois. É uma traição póstuma, retardatária, residual.
        É quando você repete os mesmos lugares, os mesmos apelos, as mesmas confidências com outro. É quando você insiste em escrever e tecer declarações exatamente iguais.
        É uma extorsão sentimental colocar um desejo para sua nova companhia como se fosse inédito.
    Pois a paixão só é idêntica para quem não enxerga as diferenças.
        É como remanejar presentes, aproveitar alianças antigas.
        Você prova que não tem criatividade nenhuma, demonstra a maior apatia: refaz os passeios que já realizou, leva para os restaurantes que frequentava, as baladas e festas conhecidas, reincide nos roteiros de viagem, destina sonhos e palavras já gastos, reemprega até os nomes aprovados para quando nascessem seus filhos. Mudou a pessoa, mas não o seu jeito de seduzir.
        Mudou a pessoa, mas não sua rotina de amar. Mudou a pessoa, mas não seu script.
        É uma melancólica sobreposição, desastrada colagem.
      Nem precisa cometer o ato falho de trocar o nome do atual pelo ex, porque estará revisitando atmosferas e cenários.     Experimenta locações contaminadas por juras velhas.
       Não há sensação mais ingrata para seu namorado anterior ao perceber que era mais um. Um qualquer, nem um pouco especial. Um sósia de cenas românticas. Um dublê da adrenalina e dos feromônios.
        Você oferece um passado usado sob o disfarce de futuro. Alcança aquilo que foi ensaiado com o antecessor. Não se dá o luxo de disfarçar, o trabalho de maquiar, colocar uma manta no mobiliário da memória.
        Recorrendo à fórmula fixa de história feliz, estabelece uma competição imaginária, anula a individualidade do seu par, apaga a invenção a dois e a costura por caminhos surpreendentes e inesquecíveis.
       Acredita em sua inocência porque ninguém comentará o assunto. Desfruta da tolerância dos garçons, dos colegas, dos amigos, dos parentes. É realmente um segredo com pequenas chances de ser revelado, porém a consciência não é boba e um dia se vinga.
        O que vive está longe de ser amor, é obsessão.
    (Carpinejar. Para onde vai o amor, 2015.)
    Em “porém a consciência não é boba e um dia se vinga” (13º parágrafo), o autor recorre, sobretudo,
    Escolha uma alternativa para a questão e274fcf0-46
  • E26F4589-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Considere a tirinha de Pablo Carballo, publicada no perfil @opablocarballo do Instagram.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2024

    A palavra “ainda”, no último quadrinho, indica que “tá sem fazer nada” é um
    Escolha uma alternativa para a questão e26f4589-46
  • E2664673-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.

        Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.
        — Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.
        — Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!
        — Agora não posso.
        — Não pode por quê?
        — Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.
       Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.
        — Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?
       Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:
        — Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.
    (Ciranda de pedra, 2009.)
    No trecho “— Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente” (7º parágrafo), a palavra “evasivamente” indica que a resposta foi
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    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Considere a tirinha de Will Leite, publicada no perfil @will.tirando do Instagram.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2024

    A atitude de Jair, no último quadrinho,
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