Questões do ENEM: Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.

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146 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 8.

  • 82C2657C-73

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2023Entre para guardar nos favoritos

    Observe a placa de sinalização de trânsito a seguir, que indica a proibição de ultrapassagem.


    5.jpg (129×124)


    Nesse caso, a placa é uma forma abreviada de

    Escolha uma alternativa para a questão 82c2657c-73
  • B490C398-4C

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2023



    LAERTE. Mapa-múndi. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 24 out. 2021.



    Nesse cartum, a predominância da função poética da linguagem manifesta-se na
    Escolha uma alternativa para a questão b490c398-4c
  • B48C7ACB-4C

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos
    Proclamação do amor antigramática


    “Dá-me um beijo”, ela me disse,
    E eu nunca mais voltei lá.
    Quem fala “dá-me” não ama,
    Quem ama fala “me dá”
    “Dá-me um beijo” é que é correto,
    É linguagem de doutor,
    Mas “me dá” tem mais afeto,
    Beijo me-dado é melhor.
    A gramática foi feita
    Por um velho professor,
    Por isso é tão má receita
    Pra dizer coisas de amor.
    O mestre pune com zero
    Quem não diz “amo-te”. Aposto
    Que em casa ele é mais sincero
    E diz pra mulher: “te gosto”
    Delírio dos olhos meus,
    Estás ficando antipática.
    Pelo diabo ou por deus
    Manda às favas a gramática.
    Fala, meu cheiro de rosa,
    Do jeito que estou pedindo:
    “Hoje estou menas formosa,
    Com licença, vou se indo”.
    Comete miles de erros,
    Mistura tu com você,
    E eu proclamarei aos berros:
    “Vós és o meu bem querer”.


    LAGO, M. Disponível em: www.mariolago.com.br. Acesso em: 30 out. 2021.



    Nesse poema, o eu lírico defende o uso de algumas estruturas consideradas inadequadas na norma-padrão da língua. Esse uso, exemplificado por “me dá” e “te gosto”, é legitimado
    Escolha uma alternativa para a questão b48c7acb-4c
  • B47CE01A-4C

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2023Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2023



    Disponível em: https://twitter.com/emicida. Acesso em: 23 out. 2021.



    Nessa postagem dirigida aos seus seguidores de rede social, o autor utiliza uma linguagem

    Escolha uma alternativa para a questão b47ce01a-4c
  • 60D96A3B-49

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos
    Trechos do discurso de Ulysses Guimarães na
    promulgação da Constituição em 1988

    Senhoras e senhores constituintes.

          Dois de fevereiro de 1987. Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. São palavras constantes do discurso de posse como presidente da Assembleia Nacional Constituinte.

            Hoje, 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a Nação mudou. A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos Poderes. Mudou restaurando a federação, mudou quando quer mudar o homem cidadão. E é só cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa.

              A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo.

            A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca.

            Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o Estatuto do Homem, da Liberdade e da Democracia, bradamos por imposição de sua honra.

          Nós, os legisladores, ampliamos os nossos deveres. Teremos de honrá-los. A Nação repudia a preguiça, a negligência e a inépcia.

        O povo é o superlegislador habilitado a rejeitar pelo referendo os projetos aprovados pelo Parlamento.

             Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira, desbravadora.

             Termino com as palavras com que comecei esta fala.

             A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. A Constituição pretende ser a voz, a letra, a vontade política da sociedade rumo à mudança.

             Que a promulgação seja o nosso grito.

             Mudar para vencer. Muda, Brasil!


    Disponível em: www.senadofederal.br. Acesso em: 30 out. 2021.


    O discurso de Ulysses Guimarães apresenta características de duas funções da linguagem: ora revela a subjetividade de quem vive um momento histórico, ora busca informar a população sobre a Carta Magna. Essas duas funções manifestam-se, respectivamente, nos trechos:
    Escolha uma alternativa para a questão 60d96a3b-49
  • 20995071-AE

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UNICAMP · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos
    Árvore ameaçada de extinção é sagrada para o povo xokleng; iniciativa calcula já ter produzido 50 mil mudas.

    Reflorestar a Terra Indígena Laklãnõ Xokleng com sua árvore sagrada, a araucária, é o objetivo de um projeto criado no oeste de Santa Catarina. O trabalho, segundo os indígenas que participam da iniciativa, já resultou em 50 mil mudas.

    A população de xoklengs em Santa Catarina está estimada em 2.200 pessoas. A área, reivindicada para demarcação, é a base para o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a tese do marco temporal – critério segundo o qual indígenas só poderiam requerer terras já ocupadas por eles antes da promulgação da Constituição de 1988.

    “A araucária representa nossa vida, o ar que a gente respira, a árvore sagrada que nossos ancestrais deixaram para nós há mais de 2.000 anos”, diz Isabel Gakran, que ocupa o cargo de kujá, uma jovem xamã. Ela e o marido, Carl Gakran, são os idealizadores do Instituto Zág (araucária, na língua xokleng). 

    (Adaptado de LUC, M. Projeto de indígenas planta araucárias em Santa Catarina. Folha de São Paulo, 16/07/2022.)

    No gênero notícia, predomina a função referencial da linguagem. No texto, o que evidencia essa predominância é a
    Escolha uma alternativa para a questão 20995071-ae
  • 935CB2B3-74

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Leia a crônica “José de Nanuque”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão


       Como se não bastasse o excesso de população deste mundo, os homens estão detectando a existência de outros mundos habitados, no espaço sideral, e suspiram, emocionados: “Não estamos sós”. E quem disse que estamos sós, se andamos tão acotovelados pelas avenidas da Terra? Pois, como se tudo isso não fosse suficiente, correm às matas de Nanuque e de lá retiram à força José Pedro dos Santos, último promeneur solitaire1 de que havia notícia, o homem que vivia com uma fogueira acesa, espantando onça e, sobretudo, gente.

       — Venha, rapaz! Queremos que participe das maravilhas da civilização!

       — Vocês me arranjam casa pra morar?

       — Bem, isso atualmente está difícil, José.

       — Emprego?

       — Só se você for concursado, e houver vaga.

       — E comida?

       — Depois nós conversamos. Venha depressa, estão nos chamando de outras galáxias!

      José recalcitra: estava tão bem ali! Não paga aluguel, não preenche o formulário do imposto de renda, não faz fila para nada, não tem horário nem patrão, come carne variada, segunda-feira paca, terça peixe, quarta aves, quinta raízes e tubérculos, sexta frutas, sábado...

       — Mais uma razão para vir. Está desfrutando privilégios, e todos são iguais perante a lei!

      Outra razão forte: os fazendeiros de Nanuque reclamavam contra esse homem estranho, embrenhado no mato, fazendo Deus sabe lá o quê. Em vão José alega que os ajuda, espantando onça com seu facho noturno. As onças não devem ser espantadas, sustentam a beleza selvagem da região. Esse homem não trabalha na lavoura, como os outros; não produz, não rende, e, embora não pese a ninguém, pesa globalmente no espírito de todos, com seu mistério. O fato de não produzir não é o mais grave; tolera-se cá fora, à luz do dia, honradamente: mas no interior da mata? Que ideia faz esse sujeito do contrato social? Nenhuma. Está se ninando para o contrato social. Não é possível. Tragam José para perto de nós, ele tem de aprender ou reaprender a vida apertada que levamos.

       José tem medo. Os homens, as cidades, os códigos, até os prazeres intervalares dos civilizados lhe dão medo. O motor de sua volta ao estado natural foi menos o amor à natureza do que o pânico. Em cada homem vê um perigo, em cada situação uma ameaça, em cada palavra uma condenação. Com as árvores e os bichos ele se entende. Nu e experimentado, conhece e domina o ambiente em que vive sem maiores riscos. Na cidade não praticara ação criminosa, e foi isso precisamente que o fez embrenhar-se na mata. Inocente, faltavam-lhe as provas negativas de sua inocência; se cometesse qualquer malfeito, poderia mentir e salvar-se, mas, estando puro e desarmado diante do sistema, como mentir, senão confessando a falta imaginária, e, portanto, condenando-se? A solução era virar bicho. Virou, com êxito.

       Agora trazem José para a capital, incorporam-no ao estranho maquinismo, ao estatuto sombrio, inexplicável; ele é condenado a viver como os outros, no grau inferior. José está salvo ou perdido? O certo é que nunca mais brilhará, na mata de Nanuque, aquele foguinho solitário.

       Todos são iguais perante a lei.

       Não estamos sós.


    (Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão, 2016.)

    1promeneur solitaire: caminhante solitário.
    O cronista inclui o leitor em sua narrativa no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 935cb2b3-74
  • BFDCD4BF-68

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Ensino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

        Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

        Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
         Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
        — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
        Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
        Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
         — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
        — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
        — Logo esta? — protestei.    
        — As outras estão muito gastas.
        Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

        Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

    (Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
    Uma característica presente no prefácio de Humberto Werneck e bastante recorrente no gênero crônica é:
    Escolha uma alternativa para a questão bfdcd4bf-68
  • B5A9591F-A9

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

    Da solidão 

    texto_8 - 12 1.png (352×353) 
    texto_8 - 12 2 .png (348×790)  

    MEIRELES, Cecília. Da solidão. In: MEIRELES, Cecília. Janela Mágica. São
    Paulo: Global, 2016, pp. 71-74. 
    No texto 2, o eu lírico, apresenta o estado de solidão como
    Escolha uma alternativa para a questão b5a9591f-a9
  • B5A2FD7B-A9

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

    Da solidão 

    texto_8 - 12 1.png (352×353) 
    texto_8 - 12 2 .png (348×790)  

    MEIRELES, Cecília. Da solidão. In: MEIRELES, Cecília. Janela Mágica. São
    Paulo: Global, 2016, pp. 71-74. 
    No texto 2, o eu lírico demonstra sentir-se
    Escolha uma alternativa para a questão b5a2fd7b-a9
  • 9A049607-7A

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    USP · 2022Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2022
    Disponível em https://incrivel.club/admiracao-fotografia/. Adaptado.

    Com base na peça publicitária da Anistia Internacional, é correto afirmar que 
    Escolha uma alternativa para a questão 9a049607-7a
  • 3726395B-63

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Projeto na Câmara de BH quer a vacinação gratuita de  cães contra a leishmaniose

    A doença é grave e vem causando preocupação na região metropolitana da capital mineira

            Ela é uma doença grave, transmitida pela picada do mosquito-palha, e afeta tanto os seres humanos quanto os cachorros: a leishmaniose. Por ser um problema de saúde pública, a doença pode ganhar uma ação preventiva importante, caso um projeto de lei seja aprovado na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). Diante do alto número de casos da doença na Grande BH, a Comissão de Saúde e Saneamento da CMBH aprovou a proposta de realização de campanhas públicas de vacinação gratuita de cães contra a leishmoniose, tema do PL 404/17, apreciado pelo colegiado em reunião ordinária, no dia 6 de dezembro. 

    Disponível em: https://revista encontro.com.br. Acesso em: 11 dez 2017.


    Essa notícia além de cumprir sua função informativa, assume o papel de 
    Escolha uma alternativa para a questão 3726395b-63
  • 370ABD4C-63

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2022Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Assentamento

    Zanza daqui
    Zanza pra acolá
    Fim de feira, periferia afora
    A cidade não mora mais em mim
    Francisco, Serafim
    Vamos embora

    Ver o capim
    Vero baobá
    Vamos ver a campina quando flora
    A piracema, rios contravim
    Binho, Bel, Bia, Quim
    Vamos embora

    Quando eu morrer
    Cansado de guerra
    Morro de bem
    Com a minha terra:
    Cana, caqui
    Inhame, abóbora
    Onde só vento se semeava outrora
    Amplidão, nação, sertão sem fim
    Ó Manuel, Miguilim
    Vamos embora
    BUARQUE, C. As cidades. Rio de Janeiro: RCA, 1998 (fragmento).

    Nesse texto, predomina a função poética da linguagem. Entretanto, a função emotiva pode ser identificada no ver

    Escolha uma alternativa para a questão 370abd4c-63
  • 256D793E-7A

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    Anatomia


                Qual a matéria do poema?

                A fúria do tempo com suas unhas e algemas?


                Qual a semente do poema?

                A fornalha da alma com os seus divinos dilemas?


                Qual a paisagem do poema?

                A selva da língua com suas feras e fonemas?


                Qual o destino do poema?

                O poço da página com suas pedras e gemas?


                Qual o sentido do poema?

                O sol da semântica com suas sombras pequenas?


                Qual a pátria do poema?

                O caos da vida e a vida apenas?


    CAETANO, A. Disponível em: www.antoniomiranda.com.br.

    Acesso em: 27 set. 2013 (fragmento).



    Além da função poética, predomina no poema a função metalinguística, evidenciada

    Escolha uma alternativa para a questão 256d793e-7a
  • E0C8EAEE-7A

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Universidade de Vassouras · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2022

    Em relação à estrutura narrativa, o texto 1 se organiza em duas partes, que podem se descritas do seguinte modo:
    Escolha uma alternativa para a questão e0c8eaee-7a
  • 21D18BB7-8B

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UNESP · 2021Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia a crônica “Almas penadas”, de Olavo Bilac, publicada originalmente em 1902.


       Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já tardava. O Rio de Janeiro não pode passar muito tempo sem o seu lobisomem. Parece que tudo aqui concorre para nos impelir ao amor do sobrenatural [...]. Agora, já se não adormecem as crianças com histórias de fadas e de almas do outro mundo. Mas, ainda há menos de cinquenta anos, este era um povo de beatos [...]. [...] Os tempos melhoraram, mas guardam ainda um pouco dessa primitiva credulidade. Inventar um fantasma é ainda um magnífico recurso para quem quer levar a bom termo qualquer grossa patifaria. As almas simples vão propagando o terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse temor, os patifes vão rejubilando.

       O novo espectro que nos aparece é o de Catumbi. Começou a surgir vagamente, sem espalhafato, pelo pacato bairro — como um fantasma de grande e louvável modéstia. E tão esbatido1 passava o seu vulto na treva, tão sutilmente deslizava ao longo das casas adormecidas — que as primeiras pessoas que o viram não puderam em consciência dizer se era duende macho ou duende fêmea. [...] O fantasma não falava — naturalmente por saber de longa data que pela boca é que morrem os peixes e os fantasmas... Também, ninguém lhe falava — não por experiência, mas por medo. Porque, enfim, pode um homem ter nascido num século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do liberalismo nos estafados seios da Revolução Francesa, e não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar disso, sentir a voz presa na garganta, quando encontra na rua, a desoras2 , uma avantesma3 ... 

        Assim, um profundo mistério cercava a existência do lobisomem de Catumbi — quando começaram de aparecer vestígios assinalados de sua passagem, não já pelas ruas, mas pelo interior das casas. Não vades agora crer que se tenham sumido, por exemplo, as hóstias consagradas da igreja de Catumbi, ou que os empregados do cemitério de S. Francisco de Paula tenham achado alguma sepultura vazia, ou que algum circunspecto pai de família, certa manhã, ao despertar, tenha dado pela falta... da própria alma. Nada disso. Os fenômenos eram outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela outra as galinhas, daquela outra as joias... E a polícia, finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem, para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava acumulando novos pecados sobre os pecados antigos, e dando-se à prática de excessos menos merecedores de exorcismos que de cadeia.

        Dizem as folhas4 que a polícia, competentemente munida de bentinhos5 e de revólveres, de amuletos e de sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma. Um jornal, dando conta da diligência, disse que o delegado achou dentro da casa sinistra — um velho pardieiro6 que fica no topo de uma ladeira íngreme — alguns objetos singulares que pareciam instrumentos “pertencentes a gatunos”. E acrescentou: “alguns morcegos esvoaçavam espavoridos, tentando apagar as velas acesas que os sitiantes7 empunhavam”.

       Esta nota de morcegos deve ser um chique romântico do noticiarista. No fundo da alma de todo o repórter há sempre um poeta... Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos. Esses feios quirópteros, esses medonhos ratos alados, companheiros clássicos do terror noturno, já não aparecem pelo bairro civilizado de Catumbi. Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram sem dúvida os frangões roubados aos quintais das casas... Ai dos fantasmas! e mal dos lobisomens! o seu tempo passou.


    (Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.)


    1 esbatido: de tom pálido.

    2 a desoras: muito tarde.

    3 avantesma: alma do outro mundo, fantasma, espectro.

    4 folha: periódico diário, jornal.

    5 bentinho: objeto de devoção contendo orações escritas.

    6 pardieiro: prédio velho ou arruinado.

    7 sitiante: policial.
    Constitui exemplo de interação do cronista com o leitor o trecho
    Escolha uma alternativa para a questão 21d18bb7-8b
  • 3C738CA0-73

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2021Entre para guardar nos favoritos
    SANGRIA DESATADA

    “Na linguagem popular, é a situação que exige providências imediatas. Em termos médicos, sangria é a extravasão de sangue provocada artificialmente. Já foi prática comum. Retirava da circulação determinada quantidade de sangue como terapia para aliviar e até curar certos males.”

    COTRIM, Márcio. O Pulo do Gato 3. SP. Ed. Geração. 2009.
    Todo texto tem, normalmente, seu título escolhido pelo autor com uma finalidade. No caso do Texto I, o título tem a finalidade de 
    Escolha uma alternativa para a questão 3c738ca0-73
  • 6F24BC20-64

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Emergência

    Quem faz um poema abre uma janela.

    Respira, tu que estás numa cela

    abafada,

    esse ar que entra por ela.

    Por isso é que os poemas têm ritmo

    — para que possas profundamente respirar.

    Quem faz um poema salva um afogado.

    QUINTANA, M. In: MORICONI, Í. (Org.). Os cem melhores poemas

    brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.


    O texto se articula a partir da expressão de sentimentos e sensações forjados pelo autor. Nele, ressalta-se visível preocupação com aspectos inerentes à linguagem, sua estrutura e seu ritmo. Esses elementos determinam no texto a predominância da função

    Escolha uma alternativa para a questão 6f24bc20-64
  • 307B1275-57

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Estojo escolar

    Rio de Janeiro — Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrônicas, bastava telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação espacial.
         […] Como pretendo viajar esses dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em matéria de computador portátil.
        No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser aberto.
       […] De repente, como vem acontecendo nos últimos tempos, houve um corte na memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia para o jardim de infância.
        Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal. Dentro, arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de 20 cm e uma borracha para apagar meus erros.
        […] Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca esqueci e que me tonteava de prazer.[…]
        O notebook que agora abro é negro e, em matéria de cheiro, é abominável. Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião, a aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida.

    CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2009 (adaptado).
    No texto, há marcas da função da linguagem que nele predomina. Essas marcas são responsáveis por colocar em foco o(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 307b1275-57
  • 23A24B7E-04

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    CEDERJ · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    A diferença entre ciência e fé é a seguinte: em ciência, a gente tem que ver para crer. Você observa a natureza, você observa o mundo, obtém dados sobre como o mundo funciona, analisa esses dados e entende. Pela fé, você crê para ver. A crença vem antes da visão. Você acredita naquilo, nem precisa ver nada, acredita naquilo e esse, essencialmente, é o cerne da fé, que é uma outra maneira de se relacionar com a realidade, muito diferente da ciência.
    Infelizmente, hoje em dia, parece que essa questão está novamente a mil com a chamada ‘guerra’ entre a ciência e a religião. Na verdade, essa é uma guerra fabricada, porque, por exemplo, se você pergunta aos cientistas, mais ou menos 40% deles, ao menos nos Estados Unidos — não sei se existe essa estatística no Brasil, talvez seja até maior aqui —, acreditam em alguma forma de divindade, de Deus.
    (...)
    Para esses cientistas, existe um compromisso, uma complementaridade entre o seu trabalho e a sua fé. Não existe nenhum problema nesse caso. Mas, infelizmente, existe conflito em outras situações. 
    (...)
    A criança aprende numa aula que houve toda uma evolução da vida, os fósseis etc., 3,5 bilhões de anos de evolução da vida aqui na Terra enquanto, na outra aula, o professor diz que não. Que em seis dias Deus fez o mundo, que nós somos todos descendentes de Adão e Eva e o mundo tem apenas dez mil anos.
    Note que a proposta é que isso seja ensinado em pé de igualdade. São duas versões da mesma história e nenhuma é melhor do que a outra. Mas são, sim, duas histórias muito diferentes, com um objetivo muito diferente. Então, a questão é como é construída a informação na ciência.
    (...) Não existe a possibilidade de um cientista afirmar: eu acho que esse pedaço de osso aqui tem três milhões de anos. Você sabe que tem três milhões de anos, com grande precisão.
    (...)

    Disponível em https://www.fronteiras.com/artigos/21-ideias-marcelo-gleiser-e-
    a-complementaridade-entre-religiao-e-ciencia - adaptado. Acesso em: 05 de
    maio de 2021.
    O texto I é um artigo de opinião de natureza jornalística. Dessa forma, é possível afirmar que a função da linguagem predominante no texto é a
    Escolha uma alternativa para a questão 23a24b7e-04