Questões do ENEM: História Geral
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79983E92-91 Em 1206, um líder mongol, Gengis Khan, conseguiu reunir todas as tribos de sua gente e ergueu, em poucos anos, um império colossal. Os combatentes disciplinados e implacáveis venciam todas as resistências. Cedendo às forças desse líder, o primeiro império a cair foi o Império6B94B94E-24 História
Demandas políticas e sociais no mundo atualPUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 2
VI
Para entenderes bem o que é a morte e a vida, basta contar-te como morreu minha avó.
— Como foi?
— Senta-te.
Rubião obedeceu, dando ao rosto o maior interesse possível, enquanto Quincas Borba continuava a andar.
— Foi no Rio de Janeiro, começou ele, defronte da Capela Imperial, que era então Real, em dia de grande festa; minha avó saiu, atravessou o adro, para ir ter à cadeirinha, que a esperava no Largo do Paço. Gente como formiga. O povo queria ver entrar as grandes senhoras nas suas ricas traquitanas. No momento em que minha avó saía do adro para ir à cadeirinha, um pouco distante, aconteceu espantar-se uma das bestas de uma sege; a besta disparou, a outra imitou-a, confusão, tumulto, minha avó caiu, e tanto as mulas como a sege passaram-lhe por cima. Foi levada em braços para uma botica da Rua Direita, veio um sangrador, mas era tarde; tinha a cabeça rachada, uma perna e o ombro partidos, era toda sangue; expirou minutos depois.
— Foi realmente uma desgraça, disse Rubião.
— Não.
— Não?
— Ouve o resto. Aqui está como se tinha passado o caso. O dono da sege estava no adro, e tinha fome, muita fome, porque era tarde, e almoçara cedo e pouco. Dali pôde fazer sinal ao cocheiro; este fustigou as mulas para ir buscar o patrão. A sege no meio do caminho achou um obstáculo e derribou-o; esse obstáculo era minha avó. O primeiro ato dessa série de atos foi um movimento de conservação: Humanitas tinha fome. Se em vez de minha avó, fosse um rato ou um cão, é certo que minha avó não morreria, mas o fato era o mesmo; Humanitas precisa comer. Se em vez de um rato ou de um cão, fosse um poeta, Byron ou Gonçalves Dias diferia o caso no sentido de dar matéria a muitos necrológios; mas o fundo subsistia. O universo ainda não parou por lhe faltarem alguns poemas mortos em flor na cabeça de um varão ilustre ou obscuro; mas Humanitas (e isto importa, antes de tudo) Humanitas precisa comer.
Rubião escutava, com a alma nos olhos, sinceramente desejoso de entender; mas não dava pela necessidade a que o amigo atribuía a morte da avó. Seguramente o dono da sege, por muito tarde que chegasse à casa, não morria de fome, ao passo que a boa senhora morreu de verdade, e para sempre. Explicou-lhe, como pôde, essas dúvidas, e acabou perguntando-lhe:
— E que Humanitas é esse?
— Humanitas é o princípio. Mas não, não digo nada, tu não és capaz de entender isto, meu caro Rubião; falemos de outra coisa.
— Diga sempre.
Quincas Borba, que não deixara de andar, parou alguns instantes.
— Queres ser meu discípulo?
— Quero.
— Bem, irás entendendo aos poucos a minha filosofia; no dia em que a houveres penetrado inteiramente, ah! nesse dia terás o maior prazer da vida, porque não há vinho que embriague como a verdade. Crê-me, o Humanitismo é o remate das coisas; e eu, que o formulei, sou o maior homem do mundo. Olha, vês como o meu bom Quincas Borba está olhando para mim? Não é ele, é Humanitas...
— Mas que Humanitas é esse?
— Humanitas é o principio. Há nas coisas todas certa substância recôndita e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível, — ou, para usar a linguagem do grande Camões:
Uma verdade que nas coisas anda,
Que mora no visíbil e invisíbil.
Pois essa sustância ou verdade, esse princípio indestrutível é que é Humanitas. Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo é o homem. Vais entendendo?
— Pouco; mas, ainda assim, como é que a morte de sua avó...
— Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o carácter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.
— Mas a opinião do exterminado?
— Não há exterminado. Desaparece o fenômeno; a substância é a mesma. Nunca viste ferver água? Hás de lembrar-te que as bolhas fazem-se e desfazem-se de contínuo, e tudo fica na mesma água. Os indivíduos são essas bolhas transitórias.
— Bem; a opinião da bolha...
— Bolha não tem opinião. Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho. Repito, as bolhas ficam na água. Vês este livro? É Dom Quixote. Se eu destruir o meu exemplar, não elimino a obra, que continua eterna nos exemplares subsistentes e nas edições posteriores. Eterna e bela, belamente eterna, como este mundo divino e supradivino.
(ASSIS, Machado de. Quincas Borba. 18. ed. São Paulo: Ática, 2011. p. 26-28.)
O narrador, no Texto 2, fala-nos que “a guerra é a conservação”. A propósito, essa expressão nos permite fazer uma analogia com a “guerra sem fim”, decretada pelos Estados Unidos ao “terrorismo islâmico” após os atentados de 11 de setembro de 2001, com a justificativa de pôr fim à violência terrorista e reordenar o mundo para conservar a paz. Sobre essa nova reelaboração da doutrina de “guerra justa” durante o governo Bush, analise os itens que se seguem:
I-Apesar da força militar dos EUA, essa guerra visava ao pacifismo, não exigia objetivos nem meios específicos, finitos e realizáveis.
II- Seria uma guerra radical, contínua, irrestrita e sem limites de tempo ou fronteiras geográficas, que não buscava expansão territorial.
III-Uma nova política de intervenção em que os EUA, diante de qualquer ameaça militar ou mesmo antecipando um perigo futuro, teria o direito de promover ataques preventivos.
IV-Foi o resultado de acordos e alianças com outras potências e instituições internacionais visando à proteção da população civil, que seria preservada das atrocidades da guerra.
Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos:
07DA429B-1D História
Crise de 1929 e seus desdobramentosPUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosA economia dos Estados Unidos, favorecida pelas condições internacionais do pós-Primeira Guerra, conheceu um período de forte expansão e euforia nos anos 1920. Todavia, ao final dessa década, o país seria um dos principais focos da crise mundial de 1929 e da Grande Depressão internacional dos anos 1930. Um dos motivos dessa reversão de expectativas foiC0F226C2-1C História
História GeralPUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos“No primeiro quartel do século XX, o intercâmbio entre africanos e negros da diáspora ocorreu de diversas formas. De um lado, por meio do retorno de afrodescendentes, principalmente da América do Norte, para a Libéria, mas também das Antilhas e Brasil para diversas regiões da África. De outro, através da saída de jovens pertencentes à elite africana para ingressar nas universidades dos Estados Unidos e da Europa.”
Regina Claro. Olhar a África. Fontes visuais para a sala de aula. São Paulo: Hedra, 2012, p. 151.
O impacto do fenômeno apresentado no texto manifestou-se, entre outros fatores, no
C0E9768A-1C História
História GeralPUC - SP · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosA experiência de transição democrática ao socialismo, desenvolvida pelo governo de Salvador Allende, no Chile de 1970 a 1973, e a revolução cubana de 1959 assemelham-seC0D303D3-1C História
História GeralPUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos“As fugidias confissões que os inquisidores tentavam arrancar dos acusados proporcionam ao pesquisador atual as informações que ele busca — claro que com um objetivo totalmente diferente. Mas, enquanto lia os processos inquisitoriais, muitas vezes tive a impressão de estar postado atrás dos juízes para espiar seus passos, esperando, exatamente como eles, que os supostos culpados se decidissem a falar das suas crenças.”
Carlo Ginzburg. O fio e os rastros. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 283-284. Adaptado.
O texto aponta semelhanças entre a expectativa do inquisidor, que colhia os depoimentos daqueles que eram julgados pelo Santo Ofício, e a expectativa do pesquisador, que, séculos depois, analisa os processos inquisitoriais. O “objetivo totalmente diferente” de cada um deles pode ser assim caracterizado:
C0CC5921-1C História
Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos“Em termos constitucionais mais convencionais, [na Atenas antiga] o povo não só era elegível para cargos públicos e possuía o direito de eleger administradores, mas também era seu o direito de decidir quanto a todos os assuntos políticos e o direito de julgar, constituindo-se como tribunal, todos os casos importantes civis e criminais, públicos e privados. A concentração da autoridade na Assembleia, a fragmentação e o rodízio dos cargos administrativos, a escolha por sorteio, a ausência de uma burocracia remunerada, as cortes com júri popular, tudo isso servia para evitar a criação da máquina partidária e, portanto, de uma elite política institucionalizada.”
M. I. Finley. Democracia antiga e moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1988, p. 37.
A partir do texto, pode-se afirmar que a democracia, na Atenas antiga,
614B1B06-1B História
História GeralFGV · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosHitler referia-se frequentemente à necessidade da guerra, oscilando do ponto de vista mítico ao do estrategista militar (...) e toda sua concepção de política se apoiava sobre a necessidade histórica de assegurar ao povo alemão seu espaço vital. Como o espaço vital sempre fora conservado ou conquistado pela luta, não via outra alternativa senão fazer uso ‘defensivo’ da guerra, que seria o ‘objetivo derradeiro da política’.
LENHARO, A., Nazismo. “O triunfo da vontade”. São Paulo: Ática, 1998, p. 75.
O “espaço vital” evocado na Alemanha nazista referia-se
613C04C4-1B História
História GeralFGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosEm um dos diálogos da peça intitulada Henrique VIII, de William Shakespeare, encenada em 1613, a rainha católica Catarina, primeira esposa do rei, desabafava:
Mesmo aqui poderemos falar, pois, em consciência, até hoje nada fiz que não pudesse revelar francamente em qualquer parte. Prouvera ao céu que todas as mulheres pudessem declarar a mesma coisa com igual liberdade. Meus senhores, uma felicidade sempre tive: isso de não ligar nunca importância ao fato de meus gestos comentados serem por toda a gente, de ficarem sob a vista de todos, e como alvo dos ataques da inveja e da calúnia, tão certa me acho de ter vida limpa. Se vindes para examinar a minha conduta como esposa, sede francos. Sempre a verdade ama linguagem rude.
http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/oitavo.html
O monarca Henrique VIII governou a Inglaterra entre 1509 e 1547. Durante esse turbulento período,
695CD5D5-19 História
Descolonização Afro-asiática : novos Estados, nova arena internacionalUNICAMP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosPaís da África Austral que se tornou independente em 1975 após séculos de colonialismo europeu. No período posterior à independência, a terra passou a ser propriedade do Estado, com predomínio de uso pela população camponesa e com forte participação das mulheres na produção agrícola familiar. De 1976-1992 vivenciou intensos conflitos produzidos pela guerra civil envolvendo dois dos principais grupos armados do país.
O texto acima faz referência ao seguinte país:
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Demandas políticas e sociais no mundo atualUNICAMP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosImigrantes cruzam a Macedônia para chegar ao Norte da Europa.

Indique a afirmação correta a respeito dos grandes fluxos migratórios atuais no contexto da globalização.
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Guerra Fria e seus desdobramentosUNICAMP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosDesde a queda do império comunista na Europa, nos anos 1989-1991, assiste-se a uma nova forma de messianismo político que consiste em impor o regime democrático e os direitos humanos pela força.
(Adaptado de Tzvetan Todorov, Os inimigos íntimos da democracia. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 55.)
O quadro descrito pelo texto pode ser analisado
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História GeralUNICAMP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos“Uma categoria inferior de servidores que coexiste nas grandes casas com os domésticos livres são os escravos. Um recenseamento enumera em Gênova, em 1458, mais de 2 mil. As mulheres estão em uma proporção esmagadora (97,5%) e 40% não têm ainda 23 anos. São totalmente desamparadas; todos na casa a repreendem, todos batem nela (patrão, mãe, filhos crescidos) e os testemunhos de processos em que elas comparecem mostram-nas vivendo, frequentemente no temor de pancadas. Em Gênova e Veneza, a escrava-criada é essencial no prestígio das nobres e ricas matronas.
(Adaptado de Charles De la Roncière, “A vida privada dos notáveis toscanos no limiar da Renascença”, em Georges Duby (org.), História da vida privada - da Europa feudal à Renascença, vol 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 235-236.)
Sobre o trabalho nas cidades italianas do período em questão, podemos afirmar corretamente que:
691E31A1-19 História
História GeralUNICAMP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosReproduz-se, abaixo, trecho de um sermão do bispo Cesário de Arles (470-542), dirigido a uma paróquia rural.
“Vede, irmãos, como quem recorre à Igreja em sua doença obtém a saúde do corpo e a remissão dos pecados. Se é possível, pois, encontrar este duplo benefício na Igreja, por que há infelizes que se empenham em causar mal a si mesmos, procurando os mais variados sortilégios: recorrendo a encantadores, a feitiçarias em fontes e árvores, amuletos, charlatães, videntes e adivinhos?”
(Fonte: http://www.institutosapientia.com.br/site/index.php?option=co _content&view=article&id=1397:sao-cesario-de-arles-sermao-13-para-uma-paroquia-rural&catid=28: outros-artigos&Itemid=285.)
A partir desse sermão, escrito no sul da atual França, é correto afirmar que:
882AACB0-A7 História
História GeralUCS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosEm 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que decretava: “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidades e em direitos". Nesse mesmo ano, o apartheid era instituído na África do Sul. Considere as seguintes afirmativas sobre o apartheid.
I Representou um Regime que se orientava pela diferença entre as pessoas, adotando medidas racistas, tais como: proibição do casamento e do sexo inter-racial; negativa de direito ao voto para não brancos; restrição de acesso a determinadas áreas do país para os negros.
II Foi, durante toda sua existência, criticado pelas potências do Ocidente, particularmente pelos Estados Unidos, país onde sempre predominou a democracia racial e o combate ao racismo.
III Terminou oficialmente, em 1994, com a eleição de Nelson Mandela, principal líder na luta pelo fim desse regime de segregação racial. Seu governo promoveu uma luta contra o imperialismo e pela independência de todos os países do Continente Africano.
Das proposições acima,
880B9603-A7 História
História GeralUCS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosA Revolução Industrial foi um processo histórico que gerou importantes mudanças sociais, econômicas e técnicas que se projetam até os dias atuais. Considere as seguintes afirmativas sobre a Revolução Industrial e as mudanças trazidas por ela.
I Foi responsável pela diminuição do trabalho artesanal e aumento da produção de mercadorias manufaturadas por máquinas.
II Provocou o aumento do êxodo rural motivado pela criação de empregos nas indústrias e, consequentemente, o aumento das cidades e da vida urbana.
III Estimulou, desde o início, pesquisadores, engenheiros e inventores a aperfeiçoar a indústria, fazendo com que surgissem novas tecnologias, tais como o telégrafo, a fotografia, as locomotivas e barcos a vapor.
Das proposições acima,8805E30F-A7 História
História GeralUCS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosSobre a Igreja Católica, durante o Período Feudal, é correto afirmar que87FED640-A7 História
Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)UCS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosSobre o sistema escravista antigo, é correto afirmar que5D55EB18-A6 História
Antiguidade Oriental (Egípcios, Mesopotâmicos, Persas, Indianos e Chineses)UCS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosO domínio do fogo pelos primeiros hominídeos foi de fundamental importância para a sobrevivência da espécie uma vez que o homem conseguiu produzir diversos materiais (metálicos, cerâmicos) que impulsionaram o desenvolvimento de ferramentas e outros artefatos úteis. Além disso, a invenção da roda, há mais de 6.000 anos, promoveu uma revolução, não só no campo dos transportes, como também da comunicação.Assim, além do fogo e da roda, a máquina a vapor e a eletricidade, dentre outros, foram alguns dos elementos que marcaram os caminhos que a humanidade trilhou para chegar ao seu atual estágio de desenvolvimento, calcado na busca permanente por novas tecnologias e nas revoluções que elas causam.Nesse contexto, a questão abordara o eixo temático “Revoluções Tecnológicas" a serviço da humanidade.No século XIII, o filósofo Roger Bacon escreveu: “Pode ser que se fabriquem máquinas graças às quais os maiores navios, dirigidos por um único homem, se desloquem mais depressa do que se fossem cheios de remadores; que se construam carros que avancem a uma velocidade incrível sem a ajuda de animais; que se fabriquem máquinas voadoras nas quais um homem [...] bata o ar com asas como um pássaro. [...] Máquinas que permitam ir ao fundo dos mares e dos rios". Nesse sentido, Roger Bacon encontra-se situado em um momento de “passagem" da Idade Média paraa Idade Moderna, pois suas ideias humanistas eram contrárias às teorias defendidas pela Igreja Católica.
Fonte: BRAUDEL, Fernand. Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV-XVIII. vol. 3. São Paulo: Martins Fontes, 1996. (Parcial e adaptado.)Tendo como referência as informações apresentadas, assinale a alternativa correta.B2FF9A5A-A6 História
História GeralFGV · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos“Ao analisar o mar de contradições em que a Espanha navegava nas primeiras décadas do século [XX], o filósofo e escritor espanhol Ortega y Gasset diagnosticava os problemas de seu país, usando uma metáfora: era a de uma Espanha invertebrada, sem esqueleto, que se fazia necessário tratar."
(Giselle Beiguelman-Messina, A guerra civil espanhola. 1994)
Sobre a metáfora de Ortega y Gasset, é correto afirmar que