Questões do ENEM: Coesão e coerência
Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
- Filtrando por
- Coesão e coerênciaRemover este filtro
Resultados
771 questões encontradas. Mostrando a página 3 de 39.
D314A3AC-74 Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.(Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)Para evitar a sua repetição, assegurando-se assim uma maior coesão textual, o autor omite no primeiro parágrafo a expressão:82BCEEC2-73 Português
Coesão e coerênciaFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2023Entre para guardar nos favoritosEm todas as frases a seguir ocorrem processos utilizados para evitar-se a repetição de palavras idênticas, um dos problemas na língua escrita.Assinale a opção que apresenta a frase em que a repetição do termo sublinhado foi evitada por elipse.439E024D-03 Português
Coesão e coerênciaUECE · 2023Muito fácilEntre para guardar nos favoritosTexto 1

(OLIVEIRA, Danilo. Qual é a distância entre a Terra e a Lua? In: Olhar Digital – Ciência e Espaço. Disponível em https://olhardigital.com.br/2023/08/07/ Texto adaptado.)Na expressão “A distância entre a Terra e a Lua é a medida que separa nossos dois corpos celestes durante sua órbita. Essa distância não é estática” (linhas 14-16), os elementos destacados sinalizam o fenômeno de textualidade denominado0251389E-03 Português
Coesão e coerênciaUECE · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos



BRUNO, Elias. Fomo, Fobo e Jomo: conheça as síndromes que podem surgir com o uso excessivo dos aparelhos eletrônicos. Disponível em https://www.segs.com.br/demais/352747-fomofobo-e-jomo-conheca-as-sindromes-que-podem-surgir-com-o-usoexcessivo-dos-aparelhos-eletronicos
Em “Segundo o Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), a pandemia aumentou em mais de 62% dos brasileiros o tempo de exposição contínua a telas” (linhas 05-08), o autor sustenta seu ponto de vista a partir do argumentoA903B569-03 Português
Coesão e coerênciaUERJ · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
Os dois-pontos estabelecem coesão entre partes de uma frase, introduzindo diferentes ideias. Os dois-pontos introduzem ideia de modo em:A8DB04A4-03 Português
Coesão e coerênciaUERJ · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos

SARAH AZOUBEL e BIA GUIMARÃES
Adaptado de cienciafundamental.blogfolha.uol.com.br, 05/12/2020.
O próprio conceito de tempo passou por revoluções. Até o começo do século 20, a física o tratava como algo absoluto e uniforme, independentemente de quem o medisse. (l. 16-17)Considerando a sequência de ideias apresentadas no 5º parágrafo, a segunda frase do trecho citado poderia ser introduzida pela seguinte expressão:D6F47D5A-C0 Português
Coesão e coerênciaPUC - RS · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 2
Adaptado de: MARQUES, Jairo. Como uma das maiores bandasde rock do mundo faz a diferença pela inclusão.Disponível em: https://bit.ly/3OAjYix. Acesso em: 27 abr. 2022.
Sobre os recursos linguísticos empregados no texto, afirma-se:I. O pronome “lhe” (linha 13) complementa o adjetivo “peculiar” (linha 13).II. As três ocorrências do verbo “parecer” (linhas 13, 34 e 38) conferem caráter de incerteza ao discurso do autor.III. As correlativas “não só ... como” (linhas 18 e 19) estabelecem relação de adição no período.IV. “Para” (linha 34) introduz a finalidade da expressão “oportunidade incrível” (linha 34).Estão corretas apenas as afirmativas
DBC3C5CF-8B Português
Coesão e coerênciaUNESP · 2022Entre para guardar nos favoritosLeia o soneto “Descreve o que era naquele tempo a cidade da Bahia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.
(Gregório de Matos. Poemas escolhidos, 2010.)1Trazidos sob os pés os homens nobres: na visão de Gregório de Matos, os mulatos em ascensão subjugam com esperteza os verdadeiros “homens nobres”.No soneto, o pronome “o” refere-se a72747FEB-7B Português
Coesão e coerênciaUFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritosInstrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir.
( ) O pronome isso (l. 12) se refere ao trecho um modo de satisfazer nossas vontades e desejos (l. 11-12).
( ) O pronome cujo (l. 19) expressa uma relação de posse entre trágica oscilação (l. 17) e sujeito (l. 19).
( ) O pronome isso (l. 21) se refere à ideia de cada um se salvar e se despachar como pode, expressa nas linhas 20-21.
( ) O pronome ela (l. 39) se refere à expressão uma mediação (l. 38).
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
7271ED69-7B Português
Coesão e coerênciaUFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritosInstrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Assinale a alternativa que apresenta relações, contextualmente adequadas, para se (l. 09), assim (l. 23) e De fato (l. 46), nessa ordem.726C9AD5-7B Português
Coesão e coerênciaUFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritosInstrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Considere as seguintes afirmações sobre a síntese dos parágrafos do texto.
I - O primeiro parágrafo apresenta a problemática do texto, via questionamentos endereçados ao leitor para suscitar reflexões sobre o comportamento de nós, brasileiros, perante as leis e as normas.
II - O segundo parágrafo apresenta a tese do autor, publicada em livro, de que o brasileiro oscila entre a lei, relacionada à regra coletiva, e a situação atual.
III- O terceiro parágrafo traz questionamentos sobre situações não ligadas a normas, mas ao cotidiano dos brasileiros para levar o leitor a refletir sobre novas problemáticas relacionadas ao seu dia a dia.
Quais estão corretas?
7261D95C-7B Português
Coesão e coerênciaUFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritosInstrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O deslocamento de segmentos de um texto pode ou não afetar as relações de sentido estabelecidas. Assinale a alternativa em que o deslocamento de segmentos, considerando os ajustes com maiúscula, minúscula e pontuação, mantém as relações de sentido no contexto em que ocorrem.7259CCD9-7B Português
Coesão e coerênciaUFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritosInstrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Considere as seguintes afirmações.
I - O pronome possessivo seus (l. 01) expressa uma relação entre fundamentos (l. 02) e natureza humana (l. 02).
II - O pronome possessivo seu (l. 11) expressa uma relação entre campeão (l. 09) e mestre Pitágoras (l. 11).
III- O pronome possessivo suas (l. 22) expressa uma relação entre um campeão de boxe (l. 20-21) e mãos (l. 22).
Quais estão corretas?
080ADAE9-7A Português
Coesão e coerênciaUFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionadas ao texto abaixo.

Adaptado de: ADICHIE, C. N. Cell One. In: The thing around your neck. New York / Toronto: Harper Collins, 2009.Considere as seguintes afirmações em relação ao texto.I - A narradora deixa transparecer ciúme e sentimentos de injustiça, ao relatar como os pais protegiam e davam preferência ao irmão, apesar de sua conduta reprovável.II - A narração da irmã sugere que a mãe teria tido papel preponderante nos eventos que culminaram na prisão de Nnamabia.III- O relato da irmã sugere que o roubo das joias da mãe teria sido um divisor de águas na vida do irmão, pois teria reverberado alguns anos mais tarde.Quais estão corretas?B3016BA2-75 Português
Coesão e coerênciaFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2022Entre para guardar nos favoritosO silêncio e o ruído se opõem de maneira nítida e exclusiva. O ruído pode ser definido como uma série caótica de sons, de choques. É nesse quadro que se opõe, por exemplo, a suavidade dos campos silenciosos à dureza das cidades ruidosas. O ruído é desagradável, violento. O silêncio, então, marca uma ruptura: ele é ausência de ruídos. Opõe a um caos sonoro uma superfície isolante branca que serve de anteparo. É a negação do ruído.Evidentemente a relação que a música mantém com o silêncio não é a mesma. O silêncio que precede a música constitui sua preparação inicial, seu ponto de emergência, talvez mesmo sua possibilidade pura. O silêncio que encerra a música, o que vem imediatamente após a última nota, reúne nele a totalidade da melodia. Não é a negação da música, mas sim uma vibração ideal em que deveria ressoar a totalidade acabada e reunida da melodia.(Adauto Novaes (org.). Mutações: o silêncioe a prosa do mundo, 2014. Adaptado.)Em “Não é a negação da música, mas sim uma vibração ideal em que deveria ressoar a totalidade acabada e reunida da melodia.” (2º parágrafo), o pronome sublinhado refere-se a938726E1-74 Português
Coesão e coerênciaFaculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2022Entre para guardar nos favoritosLeia o excerto para responder à questão.O início da colonização, após 1530, não criou a unidade, e foram várias as frentes colonizadoras que se abriram, mais ou menos independentes, quase sempre autocontidas, isoladas, comunicando-se mais facilmente com a Corte [portuguesa] — como é o caso das terras ao norte — do que umas com as outras. Se as capitanias hereditárias, cedidas pela Coroa a particulares, foram o início da vida na terra, a expressão dessa configuração espacial fragmentada e isolada persistiu por vários séculos, sendo uma das feições dominantes do território brasileiro até praticamente o século XX.(Laura de Mello e Souza. “O nome Brasil”. In: Luciano Figueiredo (org.). História do Brasil para ocupados, 2013. Adaptado.)Segundo o excerto, a colonização na América portuguesaFA6409A8-73 Português
Coesão e coerênciaFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2022Entre para guardar nos favoritosEm todas as frases a seguir foi proposta uma modificação na pontuação original. Assinale aquela em que essa modificação não interfere com o sentido da frase.BFE6E4D0-68 Português
Coesão e coerênciaEnsino Einstein · 2022Entre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia:— Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:— Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve. — Vou ver o que posso fazer— prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.— Logo esta? — protestei.— As outras estão muito gastas.Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”(Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)Para evitar sua repetição, omite-se um substantivo que pode ser facilmente identificado pelo contexto linguístico em:64612C85-B0 Português
Coesão e coerênciaUniversidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IPor qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e sempre será um grande mal. Dela a decadência do comércio; porque o comércio, e a lavoura caminham de mãos dadas, e o escravo não pode fazer florescer a lavoura; porque o seu trabalho é forçado. Ele não tem futuro; o seu trabalho não é indenizado; ainda dela nos vem o opróbrio, a vergonha; porque de fronte altiva e desassombrada não podemos encarar as naçõeslivres; por isso que o estigma da escravidão, pelo cruzamento das raças, estampa-se na fronte de todos nós. Embalde procurará um dentro nós convencer ao estrangeiro que em suas veias não gira uma só gota de sangue escravo...E depois, o caráter que nos imprime, e nos envergonha!O escravo é olhado por todos como vítima – e o é.REIS, Maria Firmina dos. A escrava. <https://www.letras.ufmg.br/literafroTEXTO IIE Lentz via por toda parte o homem branco apossando-se resolutamente da terra e expulsando definitivamente o homem moreno que ali se gerara. E Lentz sorria com orgulho na perspectiva da vitória e do domínio de sua raça. Um desdém pelo mulato, em que ele exprimia o seu desprezo pela languidez, pela fatuidade e fragilidade deste, turvou-lhe a visão radiosa que a natureza do país lhe imprimira no espírito. Tudo nele era agora um sonho de grandeza e triunfo...ARANHA, Graça (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.Em relação à coesão textual dos textos I e II, é correto afirmar que, no texto37B90248-9C Português
AdvérbiosUEMG · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto I

Laerte.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/CWtk14SFixR/. Acesso em 19 jan. 2022.
Texto II
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Luiz Vaz de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/2513/mudam-se-ostempos-mudam-se-as-vontades. Acesso em 17 jan. 2022.
Glossário:
Soía: costumava
Assinale a alternativa correta a respeito de elementos linguísticos presentes no Texto II.