Questões do ENEM: Análise sintática

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437 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 22.

  • FA5126CB-73

    Português

    Análise sintática
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Um dos problemas mais comuns na estruturação de uma frase é a possibilidade de ambiguidade, ou seja, a possibilidade de duplo entendimento em algum de seus termos. Assinale a frase em que ocorre uma possível ambiguidade.
    Escolha uma alternativa para a questão fa5126cb-73
  • 665B16B1-C1

    Português

    Análise sintática
    URCA · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    De volta pra casa: decolonização na paleontologia (CONT.)

       O que pode ser considerado o maior avanço dos últimos anos em relação à situação dos fósseis irregulares ocorreu após a descrição de um novo dinossauro procedente da bacia do Araripe, que havia recebido o nome de Ubirajara. Devido a questões éticas e legais, a revista Cretaceous Research, onde a nova espécie havia sido descrita por pesquisadores estrangeiros, retirou o trabalho de publicação, depois de uma análise criteriosa. Contribuiu para essa atitude da revista a enorme pressão de paleontólogos brasileiros e do público em geral, a partir das redes sociais (#UbirajarabelongstoBrazil), e a ação firme da Sociedade Brasileira de Paleontologia.

      Esse fato, até então inédito, fez com que diversas revistas científicas passassem a se preocupar com os aspectos legais dos fósseis brasileiros antes de aprovarem publicações sobre eles. O mesmo ocorreu com pesquisadores do exterior, que passaram a se preocupar com sua própria reputação.

       Após o caso do Ubirajara, dois novos episódios de repatriação acabaram ocorrendo, ambos com material da bacia do Araripe. O primeiro foi o da aranha Cretapalpus vittari, descrita em homenagem à cantora Pablo Vittar. Os pesquisadores envolvidos na descrição, quando alertados, não apenas devolveram o fóssil, como também 35 outros exemplares que estavam em uma instituição nos Estados Unidos. O segundo episódio envolveu um crânio do pterossauro Tupandactylus imperator, cuja descrição foi apenas aceita por uma revista após a devolução do exemplar ao Brasil. Iniciativas como essas enchem de esperança os que estão no front da luta para que peças importantes sejam devolvidas ao país.

      Para certos pesquisadores, os fósseis devem ser considerados bens minerais e, dessa forma, poderiam ser minerados e comercializados. Há também alguns poucos que defendem que fósseis que estejam fora do país, mesmo que ’exportados’ ilegalmente, contribuem para a divulgação de sua região de origem, podendo gerar alguma vantagem econômica, como fomento do turismo local. Há ainda aqueles que defendem a inclusão obrigatória de pesquisadores brasileiros nos estudos de fósseis do Brasil depositados no exterior. Essa, no entanto, é uma ideia para lá de controversa, pois coloca as parcerias científicas como moeda de troca para ’regularizar’ fósseis. A meu ver, tais posições são equivocadas e caminham na contramão das iniciativas para a recuperação de material importante fora do país. Felizmente, não representam a maioria dos paleontólogos brasileiros.

        Apesar das grandes dificuldades pelas quais passa a ciência brasileira, fato é que, ao longo de décadas, o Brasil tem investido na formação de recursos humanos para a pesquisa paleontológica, com inúmeras bolsas de pós-graduação, recursos para projetos e abertura de vagas em centros de pesquisa, particularmente nas universidades federais. Claro que ainda há muito por fazer, sobretudo em termos de obtenção de investimentos expressivos para atividades de campo, como coleta e preparação de novos exemplares. Mas a realidade é que o país reúne diversas instituições com possibilidade não apenas de abrigar exemplares, como também - e sobretudo - de desenvolver pesquisa científica relevante.

       Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Paleontologia deveria ser mais proativa, sobretudo esclarecendo a situação ilegal dos fósseis depositados fora do país e promovendo campanhas de conscientização junto à comunidade internacional.

    (Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-napaleontologia/. Adaptado.) 
    (URCA/2022.2) Na sentença "O que pode ser considerado o maior avanço dos últimos anos em relação à situação dos fósseis irregulares ocorreu após a descrição de um novo dinossauro procedente da bacia do Araripe, que havia recebido o nome de Ubirajara.", é correto constatar a existência de: 
    Escolha uma alternativa para a questão 665b16b1-c1
  • 9953416F-A2

    Português

    Análise sintática
    UECE · 2022Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1
    OAB
    NOTA DE REPÚDIO

    texto_1 - 1 .png (362×86)
    texto_6 - 32 .png (362×482)
    texto_33 - 61 .png (358×518)

    Disponível em https:oabce.org.br. Acesso em: 6 de out.de 2022
    (adaptado).
    No trecho: “As agressões não se coadunam com os ideais de solidariedade, serenidade, civilidade e bom senso que deveriam orientar a sociedade para a construção de um país fraterno, justo e inclusivo” (linhas 21-24), a relação estabelecida pelo elemento destacado ao conectar as orações é de
    Escolha uma alternativa para a questão 9953416f-a2
  • 37BB1839-9C

    Português

    Análise sintática
    UEMG · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto I


    Imagem da questão de Português, da prova de 2022


    Laerte.

    Disponível em: https://www.instagram.com/p/CWtk14SFixR/. Acesso em 19 jan. 2022.


    Texto II

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

    Luiz Vaz de Camões

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

    Muda-se o ser, muda-se a confiança;

    Todo o mundo é composto de mudança,

    Tomando sempre novas qualidades.


    Continuamente vemos novidades,

    Diferentes em tudo da esperança;

    Do mal ficam as mágoas na lembrança,

    E do bem, se algum houve, as saudades.


    O tempo cobre o chão de verde manto,

    Que já coberto foi de neve fria,

    E em mim converte em choro o doce canto.


    E, afora este mudar-se cada dia,

    Outra mudança faz de mor espanto:

    Que não se muda já como soía.


    Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/2513/mudam-se-ostempos-mudam-se-as-vontades. Acesso em 17 jan. 2022.


    Glossário:

    Soía: costumava

    Analise o excerto a seguir, extraído do Texto II, e assinale a alternativa INCORRETA.

    “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

    Muda-se o ser, muda-se a confiança;”.

    Escolha uma alternativa para a questão 37bb1839-9c
  • 37B90248-9C

    Português

    Advérbios
    UEMG · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto I


    Imagem da questão de Português, da prova de 2022


    Laerte.

    Disponível em: https://www.instagram.com/p/CWtk14SFixR/. Acesso em 19 jan. 2022.


    Texto II

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

    Luiz Vaz de Camões

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

    Muda-se o ser, muda-se a confiança;

    Todo o mundo é composto de mudança,

    Tomando sempre novas qualidades.


    Continuamente vemos novidades,

    Diferentes em tudo da esperança;

    Do mal ficam as mágoas na lembrança,

    E do bem, se algum houve, as saudades.


    O tempo cobre o chão de verde manto,

    Que já coberto foi de neve fria,

    E em mim converte em choro o doce canto.


    E, afora este mudar-se cada dia,

    Outra mudança faz de mor espanto:

    Que não se muda já como soía.


    Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/2513/mudam-se-ostempos-mudam-se-as-vontades. Acesso em 17 jan. 2022.


    Glossário:

    Soía: costumava

    Assinale a alternativa correta a respeito de elementos linguísticos presentes no Texto II.
    Escolha uma alternativa para a questão 37b90248-9c
  • 3E953D28-75

    Português

    Análise sintática
    UECE · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    Disponível em https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2021/08/21/

    o-medo-do-silencio-e-o-vicio-da-informacao-desenfreada.htm.

    Acesso em 01 de setembro de 2021. 

    No trecho “Entro no elevador e já apalpo o bolso à procura do celular, para que me acompanhe por um minuto até que a porta se abra” (linhas 07-10), a relação sintático-semântica que se estabelece entre as orações expressa 
    Escolha uma alternativa para a questão 3e953d28-75
  • 3E902BE5-75

    Português

    Análise sintática
    UECE · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1

    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    Disponível em https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2021/08/21/

    o-medo-do-silencio-e-o-vicio-da-informacao-desenfreada.htm.

    Acesso em 01 de setembro de 2021. 

    Atente para as orações destacadas nos seguintes trechos:


    Se a notícia é forte, se a conversa é enfática, caminho pela rua dividindo o olhar entre a tela e a calçada” (linhas 10-12);

    “Guardo consciência de que tudo isso não está me preenchendo de nada” (linhas 47-48);

    “Hoje a dor desse homem se converteu num tédio que já não suportamos” (linhas 78-80);

    “Quando o pensamento se emancipa do vício, o passado é vasto” (linhas 102-103).


    As orações acima destacadas são respectivamente classificadas como

    Escolha uma alternativa para a questão 3e902be5-75
  • C71BA15B-74

    Português

    Análise sintática
    CEDERJ · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos

    A tirinha a seguir comemora 100 anos de Paulo Freire e cita um dos ideais do Educador. 


    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    Disponível em https://www.facebook.com/tirasarmandinho/photos/a. 488361671209144/467697292 2347977 Acesso em: 11 out 2021.


    Sobre o enunciado “Pessoas transformam o mundo”, é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão c71ba15b-74
  • D8306D1C-73

    Português

    Análise sintática
    USP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

        No modelo hegemônico, quase todo o treinamento é reservado para o desenvolvimento muscular, sobrando muito pouco tempo para a mobilidade, a flexibilidade, o treino restaurativo, o relaxamento e o treinamento cardiovascular. Na teoria, seria algo em torno de 70% para o fortalecimento, 20% para o cárdio e 10% para a flexibilidade e outros. Na prática, muitos alunos direcionam 100% do tempo para o fortalecimento.

        Como a prática cardiovascular é infinitamente mais significativa e determinante para a nossa saúde orgânica como um todo, podendo ser considerada o “coração” de um treinamento consciente e saudável, essa ordem deveria ser revista.

    Nuno Cobra Jr. “Fitness não é saúde”. Uol. 06/05/2021. Adaptado.

    Dentre as expressões destacadas, a que exerce a mesma função sintática do termo sublinhado em “o treino restaurativo, o relaxamento e o treinamento cardiovascular” é: 
    Escolha uma alternativa para a questão d8306d1c-73
  • AC317605-57

    Português

    Análise sintática
    ENEM · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
        Os velhos papéis, quando não são consumidos pelo fogo, às vezes acordam de seu sono para contar notícias do passado.

        É assim que se descobre algo novo de um nome antigo, sobre o qual já se julgava saber tudo, como Machado de Assis.

        Por exemplo, você provavelmente não sabe que o autor carioca, morto em 1908, escreveu uma letra do hino nacional em 1867 — e não poderia saber mesmo, porque os versos seguiam inéditos. Até hoje.

        Essa letra acaba de ser descoberta, em um jornal antigo de Florianópolis, pelo pesquisador independente Felipe Rissato.

        “Das florestas em que habito/ Solto um canto varonil:/ Em honra e glória de Pedro/ O gigante do Brasil”, diz o começo do hino, composto de sete estrofes em redondilhas maiores, ou seja, versos de sete sílabas poéticas. O trecho também é o refrão da música.

        O Pedro mencionado é o imperador Dom Pedro II. O bruxo do Cosme Velho compôs a letra para o aniversário de 42 anos do monarca, em 2 de dezembro daquele ano— o hino seria apresentado naquele dia no teatro da cidade de Desterro, antigo nome de Florianópolis.

    Disponível em: www.revistaprosaversoearte.com. Acesso em: 4 dez. 2018 (adaptado).

    Considerando-se as operações de retomada de informações na estruturação do texto, há interdependência entre as expressões
    Escolha uma alternativa para a questão ac317605-57
  • 495C6C31-0B

    Português

    Análise sintática
    UECE · 2021Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    As relações estabelecidas entre enunciados podem ser, segundo KOCH e ELIAS (2011) de cunho lógico-semântico ou discursivo-argumentativo. Como exemplo de relações lógico-semânticas estão a causalidade, mediação, condicionalidade, temporalidade, conformidade, disjunção e modo. Assinale a opção em que a oração destacada exerce relação de temporalidade.
    Escolha uma alternativa para a questão 495c6c31-0b
  • AFA13CAD-0A

    Português

    Análise sintática
    UECE · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

     Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    A relação sintático-semântica estabelecida entre os períodos do enunciado “No contexto da primeira metade do século XX, enquanto mulheres brancas lutavam pelos direitos sufragistas e de trabalharem fora de casa, mulheres negras trabalhavam nas casas destas tomando conta dos seus filhos e filhas”, (linhas 45-51) é de
    Escolha uma alternativa para a questão afa13cad-0a
  • D8A522AC-05

    Português

    Análise sintática
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2 / Parte 2
    A importância do ato de ler2
    Paulo Freire

    Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa. Não eram, porém, aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um simples dar-nos conta de uma página escrita diante de nós que devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente “soletrada” e realmente lida. Não eram aqueles momentos “lições de leitura”, no sentido tradicional desta expressão. Eram momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa.

    Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala. 

    Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a serem muito mais “devoradas" do que realmente lidas ou estudadas. [...] 

    A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia... 

    Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha crítica à magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma posição pouco responsável de minha parte com relação à necessidade que temos, educadores e educandos, de ler, sempre e seriamente, os clássicos neste ou naquele campo do saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática enquanto professores e estudantes. 
    Observe o fragmento destacado e as assertivas feitas sobre ele:

    Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa.

    Assim como os verbos transitivos demandam complementos, há os substantivos (abstratos) que demandam complementos (termos simples ou orações). Observe as afirmações feitas e verifique essas relações no excerto sob análise:

    I. O substantivo “compreensão” tem como complemento nominal o sintagma “da importância do ato de ler”.
    II. O substantivo “esforço” tem por complemento “de reler momentos fundamentais de experiências”.
    III. O substantivo “percepção” é complementado pelo constituinte “dos textos que lia em classe”.
    IV. O substantivo “colaboração” tem por complemento o sintagma “até hoje recordada”.

    Verifica-se que estão CORRETAS as afirmativas:
    Escolha uma alternativa para a questão d8a522ac-05
  • D8999DA1-05

    Português

    Análise sintática
    PUC-MINAS · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2 / Parte 2
    A importância do ato de ler2
    Paulo Freire

    Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa. Não eram, porém, aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um simples dar-nos conta de uma página escrita diante de nós que devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente “soletrada” e realmente lida. Não eram aqueles momentos “lições de leitura”, no sentido tradicional desta expressão. Eram momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa.

    Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala. 

    Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a serem muito mais “devoradas" do que realmente lidas ou estudadas. [...] 

    A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia... 

    Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha crítica à magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma posição pouco responsável de minha parte com relação à necessidade que temos, educadores e educandos, de ler, sempre e seriamente, os clássicos neste ou naquele campo do saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática enquanto professores e estudantes. 
    Atente para o excerto dado:

    A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda.

    Nesse trecho destacado, vemos o emprego da vírgula – importante sinal de pontuação – com as funções indicadas a seguir, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão d8999da1-05
  • DF30EEA6-7B

    Português

    Análise sintática
    USP · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    Em "Seu carisma seduziu a editora DC Comics, que impôs o acréscimo de um quadrinho." (L. 12-13), o vocábulo "que" possui a mesma função sintática desempenhada no texto por
    Escolha uma alternativa para a questão df30eea6-7b
  • DF2B06C2-7B

    Português

    Análise sintática
    USP · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    No fragmento "ao tropeçar, cravava sua própria adaga no peito." (L. 8-9), a oração em negrito abrange, simultaneamente, as noções de
    Escolha uma alternativa para a questão df2b06c2-7b
  • D75A5981-72

    Português

    Análise sintática
    UNIFESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

        A palavra sonho, do latim somnium, significa muitas coisas diferentes, todas vivenciadas durante a vigília, e não durante o sono. Realizei “o sonho da minha vida”, “meu sonho de consumo” são frases usadas cotidianamente pelas pessoas para dizer que pretendem ou conseguiram alcançar algo. Todo mundo tem um sonho, no sentido de plano futuro. Todo mundo deseja algo que não tem. Por que será que o sonho, fenômeno normalmente noturno que tanto pode evocar o prazer quanto o medo, é justamente a palavra usada para designar tudo aquilo que se quer ter?
        
        O repertório publicitário contemporâneo não tem dúvidas de que o sonho é a força motriz de nossos comportamentos. Desejo é o sinônimo mais preciso da palavra “sonho”. [...] Na área de desembarque de um aeroporto nos Estados Unidos, uma foto enorme de um casal belo e sorridente, velejando num mar caribenho em dia ensolarado, sob a frase enigmática: “Aonde seus sonhos o levarão?”, embaixo o logotipo da empresa de cartão de crédito. Deduz-se do anúncio que os sonhos são como veleiros, capazes de levar-nos a lugares idílicos, perfeitos, altamente… desejáveis. As equações “sonho é igual a desejo que é igual a dinheiro” têm como variável oculta a liberdade de ir, ser e principalmente ter, liberdade que até os mais miseráveis podem experimentar no mundo de regras frouxas do sonho noturno, mas que no sonho diurno é privilégio apenas dos detentores de um mágico cartão plástico.

        A rotina do trabalho diário e a falta de tempo para dormir e sonhar, que acometem a maioria dos trabalhadores, são cruciais para o mal-estar da civilização contemporânea. É gritante o contraste entre a relevância motivacional do sonho e sua banalização no mundo industrial globalizado. [...] A indústria da saúde do sono, um setor que cresce aceleradamente, tem valor estimado entre 30 bilhões e 40 bilhões de dólares. Mesmo assim a insônia impera. Se o tempo é sempre escasso, se despertamos diariamente com o toque insistente do despertador, ainda sonolentos e já atrasados para cumprir compromissos que se renovam ao infinito, se tão poucos se lembram que sonham pela simples falta de oportunidade de contemplar a vida interior, quando a insônia grassa e o bocejo se impõe, chega-se a duvidar da sobrevivência do sonho.

        E, no entanto, sonha-se. Sonha-se muito e a granel, sonha-se sofregamente apesar das luzes e dos ruídos da cidade, da incessante faina da vida e da tristeza das perspectivas. Dirá a formiga cética que quem sonha assim tão livre é o artista, cigarra de fábula que vive de brisa. [...] Na peça teatral A vida é sonho, o espanhol Pedro Calderón de la Barca dramatizou a liberdade de construir o próprio destino. O sonho é a imaginação sem freio nem controle, solta para temer, criar, perder e achar.

    (O oráculo da noite: a história e a ciência do sonho, 2019.)
    Mesmo assim a insônia impera.” (3o parágrafo)

    No contexto em que se encontra, a expressão sublinhada exprime ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão d75a5981-72
  • DBE9781B-6E

    Português

    Análise sintática
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 7

    — O meu nome é Severino,
    como não tenho outro de pia.
    Como há muitos Severinos,
    que é santo de romaria,
    deram então de me chamar
    Severino de Maria;
    como há muitos Severinos
    com mães chamadas Maria,
    fiquei sendo o da Maria
    do finado Zacarias.
    [...]
    Somos muitos Severinos
    iguais em tudo na vida:
    na mesma cabeça grande
    que a custo é que se equilibra,
    no mesmo ventre crescido
    sobre as mesmas pernas finas
    e iguais também porque o sangue,
    que usamos tem pouca tinta.
    [...]
    Somos muitos Severinos
    iguais em tudo e na sina:
    a de abrandar estas pedras
    suando-se muito em cima,
    a de tentar despertar terra sempre mais extinta,
    [...]

    MELO NETO, João Cabral de. Morte e Vida Severina. Excertos. Disponível em: https://www.passeiweb.com/estudos/livros/morte_e_vida_severina/ Acesso em: 30/07/2020. 


    Imagem da questão de Português, da prova de 2021

    Texto 9

    A COMPADECIDA – João foi um pobre como nós, meu filho. Teve de suportar as maiores dificuldades, numa terra seca e pobre como a nossa. Não o condene, deixe João ir para o purgatório.

    JOÃO GRILO – Para o purgatório? Não, não faça isso assim não. [Chamando a Compadecida à parte]. Não repare eu dizer isso, mas é que o diabo é muito negociante e com esse povo a gente pede o mais para impressionar. A senhora pede o céu, porque aí o acordo fica mais fácil a respeito do purgatório. 

    A COMPADECIDA – Isso dá certo lá no sertão, João! Aqui se passa tudo de outro jeito! Que é isso? Não confia mais na sua advogada?

    JOÃO GRILO – Confio, Nossa Senhora, mas esse camarada enrolando nós dois.

    A COMPADECIDA – Deixe comigo. [a Manuel]. Peço-lhe então, muito simplesmente, que não condene João.

    SUASSUNA, Ariano. Auto da Compadecida. Rio de Janeiro, Agir, 2005. Excertos. Disponível em: https://vermelho.org.br/2014/07/25/auto-dacompadecida/ Acesso em: 09/08/2020. 

    Imagem da questão de Português, da prova de 2021
    Também os textos literários são elaborados com enunciados nos quais geralmente podemos reconhecer algumas relações semânticas. Acerca dessas relações, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão dbe9781b-6e
  • 412DCBB9-6A

    Português

    Análise sintática
    URCA · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos
    letra: Observe o trecho a seguir e assinale a alternativa que, sob o aspecto das relações semânticas e sintáticas, expressa uma declaração INCORRETA:

    “Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, — algumas vezes gemendo, — mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um — “ai, nhonhô!” — ao que eu retorquia: — ‘Cala a boca, besta!’”

    (ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Disponível em
    <https://docente.ifrn.edu.br/paulomartins/classicos-da-literatura-brasileira-e-portuguesa/memorias-postumas-de- bras-cubas-de-machado-de-assis/view>)
    Escolha uma alternativa para a questão 412dcbb9-6a
  • 40FD8998-6A

    Português

    Análise sintática
    URCA · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa que contém uma assertiva ERRADA sobre o texto: “Explico ao senhor: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem – ou é o homem arruinado, ou o homem dos avessos. Solto, por si, cidadão, é que não tem diabo nenhum. Nenhum! – é o que digo. O senhor aprova? Me declare tudo, franco – é alta mercê que me faz: e pedir posso, encarecido.” (ROSA, J. G. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006. p. 10).
    Escolha uma alternativa para a questão 40fd8998-6a