Questões do ENEM: nível fácil

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15.661 questões encontradas. Mostrando a página 28 de 784.

  • 1EF65F30-E3

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    IF-PE · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Um ecossistema é uma comunidade biológica composta por fatores bióticos e a sua interação com os fatores abióticos. São exemplos de fatores abióticos
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  • 1EF3C89F-E3

    Matemática

    Função de 1º Grau ou Função Afim, Problemas com Equação e Inequações
    IF-PE · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma empresa que fabrica camisas personalizadas recebeu um pedido de um bloco de rua para criar camisas exclusivas para o Carnaval de Recife. O custo total de produção, em reais, é dado pela função C(x) = 30x + 750, em que x é o número de camisas vendidas. A receita total obtida com a venda das camisas é dada pela função R(x) = 45x, em que x também representa a quantidade de camisas vendidas.


    O número mínimo de camisas que a empresa precisa vender para evitar prejuízo é
    Escolha uma alternativa para a questão 1ef3c89f-e3
  • 1EEB840A-E3

    Matemática

    Geometria Plana
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    Um engenheiro foi contratado para revitalizar uma área importante da cidade de Recife, incluindo a reestruturação de uma torre com problemas estruturais. Para tomar decisões precisas no projeto, ele precisa estimar a altura da torre. Para isso, o engenheiro, que tem 1,80 metros de altura, posiciona-se a uma distância de 24 metros da base da torre, alinhando-se com o final da sombra projetada por ela. Nesse ponto, ele observa que sua própria sombra possui 1,35 metros de comprimento. Com base nessas informações, a altura aproximada da torre, estimada pelo engenheiro, é de
    Escolha uma alternativa para a questão 1eeb840a-e3
  • 1EE68892-E3

    Matemática

    Aritmética e Problemas
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    Em uma fábrica de cerâmica localizada em Caruaru, Pernambuco, a produção de azulejos é feita de forma organizada. Cada caixa contém 12 pacotes, e cada pacote possui 6 azulejos. A fábrica recebeu um pedido para produzir 20 caixas de azulejos para um novo projeto de construção de casas no interior do estado.

    A quantidade de azulejos que a fábrica vai produzir, no total, para esse pedido, é
    Escolha uma alternativa para a questão 1ee68892-e3
  • 1EE3E1C4-E3

    Matemática

    Aritmética e Problemas
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    Em Pernambuco, um agricultor da região do Agreste colheu uma certa quantidade de tomates. Ele decidiu vender 3/4 de sua produção e doar 2/5 da produção restante para uma instituição de caridade. O percentual da quantidade total de tomates que será doado é
    Escolha uma alternativa para a questão 1ee3e1c4-e3
  • 1EDE2AC9-E3

    Matemática

    Aritmética e Problemas
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    Em Recife, a tarifa de ônibus para passageiros comuns é de R$ 4,60. No entanto, o governo do estado anunciou um aumento de 6% no valor da tarifa. O novo valor da tarifa, após o aumento, será de, aproximadamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 1ede2ac9-e3
  • 1ED85065-E3

    Português

    Pontuação
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    A questão refere-se ao texto a seguir.

    No dia em que o gato falou

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

          A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

         — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

        A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
       
        — Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

        Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

         — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

         Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

        O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

         — Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


    Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


    FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
    Analise o uso das vírgulas no período a seguir.


    Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo: — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.


    Considerando o uso de vírgulas no português escrito padrão,
    Escolha uma alternativa para a questão 1ed85065-e3
  • 1ED59C3F-E3

    Português

    Morfologia - Pronomes
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    A questão refere-se ao texto a seguir.

    No dia em que o gato falou

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

          A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

         — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

        A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
       
        — Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

        Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

         — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

         Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

        O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

         — Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


    Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


    FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
    Leia o trecho a seguir.


    O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu experimento científico, a dama gentil e senil procurou forçá-lo [1]. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateu-lhe [2] mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou.


    No trecho, os pronomes 1 e 2 
    Escolha uma alternativa para a questão 1ed59c3f-e3
  • 1ED01C7D-E3

    Português

    Interpretação de Textos
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    A questão refere-se ao texto a seguir.

    No dia em que o gato falou

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

          A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

         — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

        A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
       
        — Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

        Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

         — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

         Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

        O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

         — Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


    Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


    FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
    Considerando o contexto de uso, em “[…] um papagaio cretino mas parlapatão […]”, a expressão significa que o papagaio é:
    Escolha uma alternativa para a questão 1ed01c7d-e3
  • 1ECA2316-E3

    Português

    Interpretação de Textos
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    Para responder à questão, analise o trecho a seguir.


    Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateu-lhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia do estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

    — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

    No trecho, a conjunção “porém” pode ser substituída, sem causar alteração de sentido, por
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  • 1EC1B899-E3

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
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    A questão refere-se ao texto a seguir.

    No dia em que o gato falou

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

          A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

         — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

        A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
       
        — Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

        Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

         — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

         Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

        O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

         — Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


    Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


    FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
    No segundo parágrafo, há a presença dominante de verbos no pretérito
    Escolha uma alternativa para a questão 1ec1b899-e3
  • 1EBC0179-E3

    Português

    Interpretação de Textos
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    A questão refere-se ao texto a seguir.

    No dia em que o gato falou

          Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

          A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

          Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

         — Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

        A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
       
        — Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

        Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

         — Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

         Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

        O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

         — Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


    Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


    FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
    No primeiro parágrafo, os verbos utilizados representam, em conjunto,
    Escolha uma alternativa para a questão 1ebc0179-e3
  • F68D750D-D8

    Matemática

    Probabilidade
    UEMG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagine a roleta circular da imagem, (figura), dividida em quatro setores iguais em tamanho e forma, identificados pelas letras U, E, M e G.
    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2025

    Seja o evento: Girar a roleta duas vezes consecutivas e registrar as letras do setor indicado. Qual a probabilidade de saírem duas letras diferentes?
    Escolha uma alternativa para a questão f68d750d-d8
  • F6858906-D8

    História

    História do Brasil
    UEMG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Trecho de um artigo acadêmico escrito por historiadores: “(...) os povos originários no passado e no presente souberam criar novas territorialidades adaptativas ao agenciarem espaços de poder diante das políticas indigenistas, nas diferentes historicidades das Regiões Brasileiras”.

    Referência: APOLINÁRIO, Juciene Ricarte; AMORIM, Maria Adelina. Multiplicidades de análises, escritas e aportes teóricos-metodológicos sobre a História Indígena no Brasil entre os séculos XVI e XIX. História (São Paulo), v. 40, 2021 (p. 1).

    Sobre a dinâmica das Sociedades Indígenas durante a Colonização Portuguesa, analise as alternativas e assinale a verdadeira.
    Escolha uma alternativa para a questão f6858906-d8
  • F68049D3-D8

    História

    História Geral
    UEMG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    "Os movimentos fascistas apresentavam elementos dos movimentos revolucionários, na medida em que continham pessoas que queriam uma transformação fundamental da sociedade, frequentemente, com um lado notadamente anticapitalista e antioligárquico”.
    Referência: HOBSBAWM, Eric J. A Era dos Extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

    Com base no trecho e nos conhecimentos sobre o fascismo italiano, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f68049d3-d8
  • F675DC75-D8

    Geografia

    Energia
    UEMG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    O Brasil possui uma vasta riqueza de recursos minerais e energéticos, desempenhando um papel estratégico na economia global. Esses recursos são amplamente explorados em diferentes regiões do país, variando em importância econômica e impacto ambiental. Com base nos conhecimentos sobre recursos minerais e energéticos no Brasil, assinale a alternativa verdadeira.
    Escolha uma alternativa para a questão f675dc75-d8
  • F670DD33-D8

    Geografia

    Geologia
    UEMG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    A figura é uma representação visual simplificada da estrutura geológica do Planeta Terra.

    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2025
    Referência: Press et al. “Para entender a Terra”. 4ª ed. Bookman, 2006. [Figura adaptada com uso de inteligência artificial sem legendas propositalmente].

    A estrutura geológica da Terra é composta por camadas distintas que desempenham funções importantes na dinâmica do planeta. A esse respeito, leia as afirmativas e assinale a alternativa verdadeira.

    I- A crosta terrestre é a camada mais superficial, sendo composta por rochas sedimentares, ígneas e metamórficas.

    II- O manto, localizado abaixo da crosta, apresenta um comportamento fluido devido à pressão e temperatura, o que possibilita o movimento das placas tectônicas.

    III- O núcleo externo é sólido, enquanto o núcleo interno é líquido, devido às altas pressões e temperaturas.
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  • F66E33F0-D8

    Geografia

    Cartografia
    UEMG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma empresa brasileira está organizando uma videoconferência internacional no dia 15 de dezembro, com sedes localizadas em Nova York, (fuso horário UTC-5); Londres, (fuso horário UTC+0); Tóquio, (fuso horário UTC+9). A reunião foi agendada para ocorrer às 15h, no horário de Brasília, (UTC-3). Sabendo-se que não há horário de verão em nenhum dos países, qual será o horário local e o dia em Tóquio, no momento da reunião?
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