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Interpretação de texto | Reading comprehensionPUC - RJ · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
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O Brasil possui uma forte tradição militar em sua história política. A república foi proclamada por um marechal e teve nove presidentes militares, além de grupos militares terem atuado em diversos momentos do século XX, como no movimento tenentista, na Intentona, na Revolução de 1930 e no golpe militar de 1964. Desde 2015, pedidos de intervenção militar somaram-se ao quadro de crise política vivida pelo país.
Com base no gráfico, analise as afirmações a seguir a respeito do grau de credibilidade das instituições brasileiras.
I As instituições que inspiram maior confiança nos brasileiros independem do escrutínio popular das urnas, como no caso das Forças Armadas.
II As instituições indispensáveis ao funcionamento da democracia representativa estão desacreditadas, por serem consideradas incapazes de garantir os interesses públicos.
III As duas instituições com maior grau de credibilidade veiculam os valores da disciplina, da hierarquia e de respeito à autoridade.
Está correto o que se afirma em:




Vindos do norte, da fronteira velha-de-guerra, bem montados, bem enroupados, bem apessoados, chegaram uns oito homens, que de longe se via que eram valentões: primeiro surgiu um, dianteiro, escoteiro, que percorreu, de ponta a ponta, o povoado, pedindo água à porta de uma casa, pedindo pousada em outra, espiando muito para tudo e fazendo pergunta e pergunta; depois, então, apareceram os outros, equipados com um despropósito de armas – carabinas, novinhas quase; garruchas, de um e de dois canos; revólveres de boas marcas; facas, punhais, quicés de cabos esculpidos; porretes e facões, – e transportando um excesso de breves nos pescoços.
O bando desfilou em formação espaçada, o chefe no meio. E o chefe – o mais forte e o mais alto de todos, com um lenço azul enrolado no chapéu de couro, com dentes brancos limados em acume, de olhar dominador e tosse rosnada, mas sorriso bonito e mansinho de moça – era o homem mais afamado dos dois sertões do rio: célebre do Jequitinhonha à Serra das Araras, da beira do Jequitaí à barra do Verde Grande, do Rio Gavião até nos Montes Claros, de Carinhanha até Paracatu; maior do que Antônio Dó ou Indalécio; o arranca-toco, o treme-terra, o come-brasa, o pega-à-unha, o fecha-treta, o tira-prosa, o parte-ferro, o rompe-racha, o rompe-e-arrasa: Seu Joãozinho Bem-Bem.
João Guimarães Rosa, “A hora e vez de Augusto Matraga”, in Sagarana.