Questões do ENEM: Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

1.933 questões encontradas. Mostrando a página 66 de 97.

  • 99718899-35

    História

    História Geral
    UNESP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    O cavaleiro é um dos principais personagens nas narrativas difundidas durante a Idade Média. Esse cavaleiro é principalmente um
    Escolha uma alternativa para a questão 99718899-35
  • 996BFE9D-35

    História

    Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à  questão.


         Roma provou ser capaz de ampliar o seu próprio sistema político para incluir as cidades italianas durante sua expansão penisular. Desde o começo ela havia – diferentemente de Atenas – exigido de seus aliados tropas para seus exércitos, e não dinheiro para seu tesouro; desta maneira, diminuindo a carga de sua dominação na paz e unindo-os solidamente em tempo de guerra. Neste ponto, seguia o exemplo de Esparta, embora seu controle militar central das tropas aliadas fosse sempre muito maior.

                                                (Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 1987. Adaptado.)


    A comparação que o texto estabelece entre Roma e Esparta é pertinente, uma vez que foi comum às duas cidades

    Escolha uma alternativa para a questão 996bfe9d-35
  • 9963F248-35

    História

    Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)
    UNESP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à  questão.

         Roma provou ser capaz de ampliar o seu próprio sistema político para incluir as cidades italianas durante sua expansão penisular. Desde o começo ela havia – diferentemente de Atenas – exigido de seus aliados tropas para seus exércitos, e não dinheiro para seu tesouro; desta maneira, diminuindo a carga de sua dominação na paz e unindo-os solidamente em tempo de guerra. Neste ponto, seguia o exemplo de Esparta, embora seu controle militar central das tropas aliadas fosse sempre muito maior.

                                           ( Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 1987. Adaptado.)


    O texto caracteriza uma das principais estratégias romanas de domínio sobre outros povos e outras cidades:

    Escolha uma alternativa para a questão 9963f248-35
  • 995C5CEC-35

    Inglês

    Sinônimos | Synonyms
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à  questão.


                                                 Urban Development – Solid Waste Management


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

       Ask a mayor of a developing country city about his or her most pressing problems, and solid waste management generally will be high on the list. For many cities, solid waste management is their single largest budget item and largest employer.

       It is also a critical matter of public health, environmental quality, quality of life, and economic development. A city that cannot effectively manage its waste is rarely able to manage more complex services such as health, education or transportation. And no one wants to live in a city surrounded by garbage.

       As the world urbanizes, the situation is becoming more acute. More people mean more garbage, especially in fastgrowing cities where the bulk of waste is generated. We estimate that cities currently generate roughly 1.3 billion tonnes of solid waste per year; with current urbanization trends, this figure will grow to 2.2 billion tonnes per year by 2025 – an increase of 70 percent.

       Managing waste will also become more expensive. Expenditures that today total $205 billion will grow to $375 billion. The cost impacts will be most severe in low income countries already struggling to meet basic social and infrastructure needs, particularly for their poorest residents.

           Because it is such a major issue, waste management also represents a great opportunity for cities. Managed well, solid waste management practices can reduce greenhouse gas emission levels in a city, including short-lived climate pollutants that are far more potent than carbon dioxide. A city's ability to keep solid waste out of drainage ditches can also influence whether a neighborhood floods after a heavy storm.

                                                                                                                             (www.worldbank.org. Adaptado.)

    No trecho do último parágrafo – A city’s ability to keep solid waste out of drainage ditches can also influence whether a neighborhood floods after a heavy storm. –, a palavra whether pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
    Escolha uma alternativa para a questão 995c5cec-35
  • 99568723-35

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à  questão.


                                                 Urban Development – Solid Waste Management


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

       Ask a mayor of a developing country city about his or her most pressing problems, and solid waste management generally will be high on the list. For many cities, solid waste management is their single largest budget item and largest employer.

       It is also a critical matter of public health, environmental quality, quality of life, and economic development. A city that cannot effectively manage its waste is rarely able to manage more complex services such as health, education or transportation. And no one wants to live in a city surrounded by garbage.

       As the world urbanizes, the situation is becoming more acute. More people mean more garbage, especially in fastgrowing cities where the bulk of waste is generated. We estimate that cities currently generate roughly 1.3 billion tonnes of solid waste per year; with current urbanization trends, this figure will grow to 2.2 billion tonnes per year by 2025 – an increase of 70 percent.

       Managing waste will also become more expensive. Expenditures that today total $205 billion will grow to $375 billion. The cost impacts will be most severe in low income countries already struggling to meet basic social and infrastructure needs, particularly for their poorest residents.

           Because it is such a major issue, waste management also represents a great opportunity for cities. Managed well, solid waste management practices can reduce greenhouse gas emission levels in a city, including short-lived climate pollutants that are far more potent than carbon dioxide. A city's ability to keep solid waste out of drainage ditches can also influence whether a neighborhood floods after a heavy storm.

                                                                                                                             (www.worldbank.org. Adaptado.)

    De acordo com o texto, quando há uma boa gestão de resíduos sólidos,
    Escolha uma alternativa para a questão 99568723-35
  • 994B5FD6-35

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à  questão.


                                                 Urban Development – Solid Waste Management


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

       Ask a mayor of a developing country city about his or her most pressing problems, and solid waste management generally will be high on the list. For many cities, solid waste management is their single largest budget item and largest employer.

       It is also a critical matter of public health, environmental quality, quality of life, and economic development. A city that cannot effectively manage its waste is rarely able to manage more complex services such as health, education or transportation. And no one wants to live in a city surrounded by garbage.

       As the world urbanizes, the situation is becoming more acute. More people mean more garbage, especially in fastgrowing cities where the bulk of waste is generated. We estimate that cities currently generate roughly 1.3 billion tonnes of solid waste per year; with current urbanization trends, this figure will grow to 2.2 billion tonnes per year by 2025 – an increase of 70 percent.

       Managing waste will also become more expensive. Expenditures that today total $205 billion will grow to $375 billion. The cost impacts will be most severe in low income countries already struggling to meet basic social and infrastructure needs, particularly for their poorest residents.

           Because it is such a major issue, waste management also represents a great opportunity for cities. Managed well, solid waste management practices can reduce greenhouse gas emission levels in a city, including short-lived climate pollutants that are far more potent than carbon dioxide. A city's ability to keep solid waste out of drainage ditches can also influence whether a neighborhood floods after a heavy storm.

                                                                                                                             (www.worldbank.org. Adaptado.)

    No trecho do terceiro parágrafo – this figure will grow –, a palavra figure refere-se, no texto, a
    Escolha uma alternativa para a questão 994b5fd6-35
  • 994602FF-35

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à  questão.


                                                 Urban Development – Solid Waste Management


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

       Ask a mayor of a developing country city about his or her most pressing problems, and solid waste management generally will be high on the list. For many cities, solid waste management is their single largest budget item and largest employer.

       It is also a critical matter of public health, environmental quality, quality of life, and economic development. A city that cannot effectively manage its waste is rarely able to manage more complex services such as health, education or transportation. And no one wants to live in a city surrounded by garbage.

       As the world urbanizes, the situation is becoming more acute. More people mean more garbage, especially in fastgrowing cities where the bulk of waste is generated. We estimate that cities currently generate roughly 1.3 billion tonnes of solid waste per year; with current urbanization trends, this figure will grow to 2.2 billion tonnes per year by 2025 – an increase of 70 percent.

       Managing waste will also become more expensive. Expenditures that today total $205 billion will grow to $375 billion. The cost impacts will be most severe in low income countries already struggling to meet basic social and infrastructure needs, particularly for their poorest residents.

           Because it is such a major issue, waste management also represents a great opportunity for cities. Managed well, solid waste management practices can reduce greenhouse gas emission levels in a city, including short-lived climate pollutants that are far more potent than carbon dioxide. A city's ability to keep solid waste out of drainage ditches can also influence whether a neighborhood floods after a heavy storm.

                                                                                                                             (www.worldbank.org. Adaptado.)

    De acordo com o texto, o aumento na produção de resíduos sólidos ocorre, principalmente, devido
    Escolha uma alternativa para a questão 994602ff-35
  • 99404266-35

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à  questão.


                                                 Urban Development – Solid Waste Management


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

       Ask a mayor of a developing country city about his or her most pressing problems, and solid waste management generally will be high on the list. For many cities, solid waste management is their single largest budget item and largest employer.

       It is also a critical matter of public health, environmental quality, quality of life, and economic development. A city that cannot effectively manage its waste is rarely able to manage more complex services such as health, education or transportation. And no one wants to live in a city surrounded by garbage.

       As the world urbanizes, the situation is becoming more acute. More people mean more garbage, especially in fastgrowing cities where the bulk of waste is generated. We estimate that cities currently generate roughly 1.3 billion tonnes of solid waste per year; with current urbanization trends, this figure will grow to 2.2 billion tonnes per year by 2025 – an increase of 70 percent.

       Managing waste will also become more expensive. Expenditures that today total $205 billion will grow to $375 billion. The cost impacts will be most severe in low income countries already struggling to meet basic social and infrastructure needs, particularly for their poorest residents.

           Because it is such a major issue, waste management also represents a great opportunity for cities. Managed well, solid waste management practices can reduce greenhouse gas emission levels in a city, including short-lived climate pollutants that are far more potent than carbon dioxide. A city's ability to keep solid waste out of drainage ditches can also influence whether a neighborhood floods after a heavy storm.

                                                                                                                             (www.worldbank.org. Adaptado.)

    Segundo o texto, a gestão de resíduos sólidos
    Escolha uma alternativa para a questão 99404266-35
  • 993A394D-35

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014 O humor da tira decorre
    Escolha uma alternativa para a questão 993a394d-35
  • 99293414-35

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014 Segundo as informações presentes na tira, os dois homens
    Escolha uma alternativa para a questão 99293414-35
  • 9923A2FC-35

    Português

    Morfologia
    UNESP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    A  questão, abordam um fragmento de um artigo de Mônica Fantin sobre o uso dos tablets no ensino, postado na seção de blogues do jornal Gazeta do Povo em 16.05.2013:

                                                          Tablets nas escolas


        Ou seja, não é suficiente entregar equipamentos tecnológicos cada vez mais modernos sem uma perspectiva de formação de qualidade e significativa, e sem avaliar os programas anteriores. O risco é de cometer os mesmos equívocos e não potencializar as boas práticas, pois muda a tecnologia, mas as práticas continuam quase as mesmas.

       Com isso, podemos nos perguntar pelos desafios da didática diante da cultura digital: o tablet na sala de aula modifica a prática dos professores e o cotidiano escolar? Em que medida ele modifica as condições de aprendizagem dos estudantes? Evidentemente isso pode se desdobrar em inúmeras outras questões sobre a convergência de tecnologias e linguagens, sobre o acesso às redes na sala de aula e sobre a necessidade de mediações na perspectiva dos novos letramentos e alfabetismos nas múltiplas linguagens.


       Outra questão que é preciso pensar diz respeito aos conteúdos digitais. Os conteúdos que estão sendo produzidos para os tablets realmente oferecem a potencialidade do meio e sua arquitetura multimídia ou apenas estão servindo como leitores de textos com os mesmos conteúdos dos livros didáticos? Quem está produzindo tais conteúdos digitais? De que forma são escolhidos e compartilhados?

       Ou seja, pensar na potencialidade que o tablet oferece na escola — acessar e produzir imagens, vídeos, textos na diversidade de formas e conteúdos digitais — implica em repensar a didática e as possibilidades de experiências e práticas educativas, midiáticas e culturais na escola ao lado de questões econômicas e sociais mais amplas. E isso necessariamente envolve a reflexão crítica sobre os saberes e fazeres que estamos produzindo e compartilhando na cultura digital.

                                                                             (Tablets nas escolas. www.gazetadopovo.com.br. Adaptado.)


    No último período do texto, os termos saberes e fazeres são
    Escolha uma alternativa para a questão 9923a2fc-35
  • 990C5698-35

    Português

    Adjetivos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A  questão, abordam um fragmento de um artigo de Mônica Fantin sobre o uso dos tablets no ensino, postado na seção de blogues do jornal Gazeta do Povo em 16.05.2013:

                                                          Tablets nas escolas


        Ou seja, não é suficiente entregar equipamentos tecnológicos cada vez mais modernos sem uma perspectiva de formação de qualidade e significativa, e sem avaliar os programas anteriores. O risco é de cometer os mesmos equívocos e não potencializar as boas práticas, pois muda a tecnologia, mas as práticas continuam quase as mesmas.

       Com isso, podemos nos perguntar pelos desafios da didática diante da cultura digital: o tablet na sala de aula modifica a prática dos professores e o cotidiano escolar? Em que medida ele modifica as condições de aprendizagem dos estudantes? Evidentemente isso pode se desdobrar em inúmeras outras questões sobre a convergência de tecnologias e linguagens, sobre o acesso às redes na sala de aula e sobre a necessidade de mediações na perspectiva dos novos letramentos e alfabetismos nas múltiplas linguagens.


       Outra questão que é preciso pensar diz respeito aos conteúdos digitais. Os conteúdos que estão sendo produzidos para os tablets realmente oferecem a potencialidade do meio e sua arquitetura multimídia ou apenas estão servindo como leitores de textos com os mesmos conteúdos dos livros didáticos? Quem está produzindo tais conteúdos digitais? De que forma são escolhidos e compartilhados?

       Ou seja, pensar na potencialidade que o tablet oferece na escola — acessar e produzir imagens, vídeos, textos na diversidade de formas e conteúdos digitais — implica em repensar a didática e as possibilidades de experiências e práticas educativas, midiáticas e culturais na escola ao lado de questões econômicas e sociais mais amplas. E isso necessariamente envolve a reflexão crítica sobre os saberes e fazeres que estamos produzindo e compartilhando na cultura digital.

                                                                             (Tablets nas escolas. www.gazetadopovo.com.br. Adaptado.)


    O adjetivo midiático, empregado no feminino plural (midiáticas), diz respeito a
    Escolha uma alternativa para a questão 990c5698-35
  • 990343DD-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A  questão, abordam um fragmento de um artigo de Mônica Fantin sobre o uso dos tablets no ensino, postado na seção de blogues do jornal Gazeta do Povo em 16.05.2013:

                                                          Tablets nas escolas


        Ou seja, não é suficiente entregar equipamentos tecnológicos cada vez mais modernos sem uma perspectiva de formação de qualidade e significativa, e sem avaliar os programas anteriores. O risco é de cometer os mesmos equívocos e não potencializar as boas práticas, pois muda a tecnologia, mas as práticas continuam quase as mesmas.

       Com isso, podemos nos perguntar pelos desafios da didática diante da cultura digital: o tablet na sala de aula modifica a prática dos professores e o cotidiano escolar? Em que medida ele modifica as condições de aprendizagem dos estudantes? Evidentemente isso pode se desdobrar em inúmeras outras questões sobre a convergência de tecnologias e linguagens, sobre o acesso às redes na sala de aula e sobre a necessidade de mediações na perspectiva dos novos letramentos e alfabetismos nas múltiplas linguagens.


       Outra questão que é preciso pensar diz respeito aos conteúdos digitais. Os conteúdos que estão sendo produzidos para os tablets realmente oferecem a potencialidade do meio e sua arquitetura multimídia ou apenas estão servindo como leitores de textos com os mesmos conteúdos dos livros didáticos? Quem está produzindo tais conteúdos digitais? De que forma são escolhidos e compartilhados?

       Ou seja, pensar na potencialidade que o tablet oferece na escola — acessar e produzir imagens, vídeos, textos na diversidade de formas e conteúdos digitais — implica em repensar a didática e as possibilidades de experiências e práticas educativas, midiáticas e culturais na escola ao lado de questões econômicas e sociais mais amplas. E isso necessariamente envolve a reflexão crítica sobre os saberes e fazeres que estamos produzindo e compartilhando na cultura digital.

                                                                             (Tablets nas escolas. www.gazetadopovo.com.br. Adaptado.)


    Com a expressão potencializar as boas práticas, a autora salienta que
    Escolha uma alternativa para a questão 990343dd-35
  • 98FD8AC9-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    Assinale a alternativa em que a reformulação do último período do texto incorporou a segunda oração ao conjunto como discurso indireto estrito.
    Escolha uma alternativa para a questão 98fd8ac9-35
  • 98F6C951-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    A capacidade de animar os velórios é atribuída ao Tico pelo velho calvo, porque este a considera
    Escolha uma alternativa para a questão 98f6c951-35
  • 98EF2BC3-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    A oração como uma emanação mesma do defunto sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 98ef2bc3-35
  • 98E7F45C-35

    Português

    Adjetivos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    A força expressiva da locução silêncio espesso resulta do fato de o substantivo e o adjetivo
    Escolha uma alternativa para a questão 98e7f45c-35
  • 98C74E2E-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    A   questão  focaliza  uma passagem de um artigo de José Francisco Botelho e uma das ilustrações de Carlo Giovani a esse artigo.

    Compaixão   
        Considerada a maior de todas as virtudes por religiões como o budismo e o hinduísmo, a compaixão é a capacidade humana de compartilhar (ou experimentar de forma parcial) os sentimentos alheios — principalmente o sofrimento. Mas a onipresença da miséria humana faz da compaixão uma virtude potencialmente paralisante. Afogados na enchente das dores alheias, podemos facilmente cair no desespero e na inação. Por isso, a piedade tem uma reputação conturbada na história do pensamento: se alguns a apontaram como o alicerce da ética e da moral, outros viram nela uma armadilha, um mero acréscimo de tristeza a um Universo já suficientemente amargo. Porém, vale lembrar que as virtudes, para funcionarem, devem se encaixar umas às outras: quando aliado à temperança, o sentimento de comiseração pelas dores do mundo pode ser um dos caminhos que nos afastam da cratera de Averno*. Dosando com prudência uma compaixão potencialmente infinita, é possível sentirmos de forma mais intensa a felicidade, a nossa e a dos outros — como alguém que se delicia com um gole de água fresca, lembrando-se do deserto que arde lá fora.
    Isso tudo pode parecer estranho, mas o fato é que a denúncia da compaixão segue um raciocínio bastante rigoroso. O sofrimento — e todos concordam — é algo ruim. A compaixão multiplica o sofrimento do mundo, fazendo com que a dor de uma criatura seja sentida também por outra. E o que é pior: ao passar a infelicidade adiante, ela não corrige, nem remedia, nem alivia a dor original. Como essa infiltração universal da tristeza poderia ser uma virtude? No século 1 a.C., Cícero escreveu: “Por que sentir piedade, se em vez disso podemos simplesmente ajudar os sofredores? Devemos ser justos e caridosos, mas sem sofrer o que os outros sofrem".

    * Os romanos consideravam a cratera vulcânica de Averno, situada perto de Nápoles, como entrada para o mundo inferior, o mundo dos mortos, governado por Plutão.



    “Por que sentir piedade, se em vez disso podemos simplesmente ajudar os sofredores? Devemos ser justos e caridosos, mas sem sofrer o que os outros sofrem”.

    A argumentação de Cícero sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 98c74e2e-35