Questões do ENEM: Universidade Estadual Paulista (UNESP)

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1.933 questões encontradas. Mostrando a página 73 de 97.

  • 91FB6435-AF

    História

    Antiguidade Oriental (Egípcios, Mesopotâmicos, Persas, Indianos e Chineses)
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    [Na Mesopotâmia,] todos os bens produzidos pelos próprios palácios e templos não eram suficientes para seu sustento. Assim, outros rendimentos eram buscados na exploração da população das aldeias e das cidades. As formas de exploração eram principalmente duas: os impostos e os trabalhos forçados.

    (Marcelo Rede. A Mesopotâmia, 2002.)


    Entre os trabalhos forçados a que o texto se refere, podemos mencionar a
    Escolha uma alternativa para a questão 91fb6435-af
  • 91EA8C91-AF

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos

    Brazil wants to count trees in the Amazon rainforest


    By Channtal Fleischfresser

    February 11, 2013



    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2013

    Photo: Flickr/Nico Crisafulli



              Brazil is home to roughly 60 percent of the Amazon, about half of what remains of the world’s tropical rainforests. And now, the country has plans to count its trees. A vast undertaking, the new National Forest Inventory hopes to gain “a broad panorama of the quality and the conditions in the forest cover”, according to Brazil’s Forestry Minister Antonio Carlos Hummel.

           The census, set to take place over the next four years, will scour 3,288,000 square miles, sampling 20,000 points at 20 kilometer intervals and registering the number, height, diameter, and species of the trees, among other data.

             The initiative, aimed to better allocate resources to the country’s forests, is part of a large-scale turnaround in Brazil’s relationship to its forests. While it once had one of the worst rates of deforestation in the world, last year only 1,797 square miles of the Amazon were destroyed – a reduction of nearly 80% compared to 2004.



    (www.smartplanet.com. Adaptado.)

    O objetivo do Censo Florestal é
    Escolha uma alternativa para a questão 91ea8c91-af
  • 91E1719D-AF

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos

    Brazil wants to count trees in the Amazon rainforest


    By Channtal Fleischfresser

    February 11, 2013



    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2013

    Photo: Flickr/Nico Crisafulli



              Brazil is home to roughly 60 percent of the Amazon, about half of what remains of the world’s tropical rainforests. And now, the country has plans to count its trees. A vast undertaking, the new National Forest Inventory hopes to gain “a broad panorama of the quality and the conditions in the forest cover”, according to Brazil’s Forestry Minister Antonio Carlos Hummel.

           The census, set to take place over the next four years, will scour 3,288,000 square miles, sampling 20,000 points at 20 kilometer intervals and registering the number, height, diameter, and species of the trees, among other data.

             The initiative, aimed to better allocate resources to the country’s forests, is part of a large-scale turnaround in Brazil’s relationship to its forests. While it once had one of the worst rates of deforestation in the world, last year only 1,797 square miles of the Amazon were destroyed – a reduction of nearly 80% compared to 2004.



    (www.smartplanet.com. Adaptado.)

    O Governo brasileiro
    Escolha uma alternativa para a questão 91e1719d-af
  • 91D4F3DA-AF

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia a tira para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2013

    (www.hagardunor.net)


    A expressão sick and tired no primeiro quadrinho tem sentido equivalente, em português, a
    Escolha uma alternativa para a questão 91d4f3da-af
  • 91D0785A-AF

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia a tira para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2013

    (www.hagardunor.net)


    A personagem de barba, Hagar,
    Escolha uma alternativa para a questão 91d0785a-af
  • 91CC139C-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base uma passagem de um livro de José Ribeiro sobre o folclore nacional.



    Curupira


           Na teogonia* tupi, o anhangá, gênio andante, espírito andejo ou vagabundo, destinava-se a proteger a caça do campo. Era imaginado, segundo a tradição colhida pelo Dr. Couto de Magalhães, sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo.
          Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá e a visão determinava logo a febre e, às vezes, a loucura. O caapora é o mesmo tipo mítico encontrado nas regiões central e meridional e aí representado por um homem enorme coberto de pelos negros por todo o rosto e por todo o corpo, ao qual se confiou a proteção da caça do mato. Tristonho e taciturno, anda sempre montado em um porco de grandes dimensões, dando de quando em vez um grito para impelir a vara. Quem o encontra adquire logo a certeza de ficar infeliz e de ser mal sucedido em tudo que intentar. Dele se originaram as expressões portuguesas caipora e caiporismo, como sinônimo de má sorte, infelicidade, desdita nos negócios. Bilac assim o descreve: “Companheiro do curupira, ou sua duplicata, é o Caapora, ora gigante, ora anão, montado num caititu, e cavalgando à frente de varas de porcos do mato, fumando cachimbo ou cigarro, pedindo fogo aos viajores; à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho”.
         Ambos representam um só mito com diferente configuração e a mesma identidade com o curupira e o jurupari, numes que guardam a floresta. Todos convergem mais ou menos para o mesmo fim, sendo que o curupira é representado na região setentrional por um “pequeno tapuio” com os pés voltados para trás e sem os orifícios necessários para as secreções indispensáveis à vida, pelo que a gente do Pará diz que ele é músico. O Curupira ou Currupira, como é chamado no sul, aliás erroneamente, figura em uma infinidade de lendas tanto no norte como no sul do Brasil. No Pará, quando se viaja pelos rios e se ouve alguma pancada longínqua no meio dos bosques, “os romeiros dizem que é o Curupira que está batendo nas sapupemas, a ver se as árvores estão suficientemente fortes para sofrerem a ação de alguma tempestade que está próxima. A função do Curupira é proteger as florestas. Todo aquele que derriba, ou por qualquer modo estraga inutilmente as árvores, é punido por ele com a pena de errar tempos imensos pelos bosques, sem poder atinar com o caminho de casa, ou meio algum de chegar até os seus”. Como se vê, qualquer desses tipos é a manifestação de um só mito em regiões e circunstâncias diferentes.

    (O Brasil no folclore, 1970.)



    (*) Teogonia, s.f.: 1. Filos. Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que frequentemente se relaciona com a formação do mundo. 2. Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta. (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI.)
    Tomando por base as informações do texto, as ações de Anhangá, Caapora e Curupira seriam consideradas, na atualidade,
    Escolha uma alternativa para a questão 91cc139c-af
  • 91C7187C-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base uma passagem de um livro de José Ribeiro sobre o folclore nacional.



    Curupira


           Na teogonia* tupi, o anhangá, gênio andante, espírito andejo ou vagabundo, destinava-se a proteger a caça do campo. Era imaginado, segundo a tradição colhida pelo Dr. Couto de Magalhães, sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo.
          Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá e a visão determinava logo a febre e, às vezes, a loucura. O caapora é o mesmo tipo mítico encontrado nas regiões central e meridional e aí representado por um homem enorme coberto de pelos negros por todo o rosto e por todo o corpo, ao qual se confiou a proteção da caça do mato. Tristonho e taciturno, anda sempre montado em um porco de grandes dimensões, dando de quando em vez um grito para impelir a vara. Quem o encontra adquire logo a certeza de ficar infeliz e de ser mal sucedido em tudo que intentar. Dele se originaram as expressões portuguesas caipora e caiporismo, como sinônimo de má sorte, infelicidade, desdita nos negócios. Bilac assim o descreve: “Companheiro do curupira, ou sua duplicata, é o Caapora, ora gigante, ora anão, montado num caititu, e cavalgando à frente de varas de porcos do mato, fumando cachimbo ou cigarro, pedindo fogo aos viajores; à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho”.
         Ambos representam um só mito com diferente configuração e a mesma identidade com o curupira e o jurupari, numes que guardam a floresta. Todos convergem mais ou menos para o mesmo fim, sendo que o curupira é representado na região setentrional por um “pequeno tapuio” com os pés voltados para trás e sem os orifícios necessários para as secreções indispensáveis à vida, pelo que a gente do Pará diz que ele é músico. O Curupira ou Currupira, como é chamado no sul, aliás erroneamente, figura em uma infinidade de lendas tanto no norte como no sul do Brasil. No Pará, quando se viaja pelos rios e se ouve alguma pancada longínqua no meio dos bosques, “os romeiros dizem que é o Curupira que está batendo nas sapupemas, a ver se as árvores estão suficientemente fortes para sofrerem a ação de alguma tempestade que está próxima. A função do Curupira é proteger as florestas. Todo aquele que derriba, ou por qualquer modo estraga inutilmente as árvores, é punido por ele com a pena de errar tempos imensos pelos bosques, sem poder atinar com o caminho de casa, ou meio algum de chegar até os seus”. Como se vê, qualquer desses tipos é a manifestação de um só mito em regiões e circunstâncias diferentes.

    (O Brasil no folclore, 1970.)



    (*) Teogonia, s.f.: 1. Filos. Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que frequentemente se relaciona com a formação do mundo. 2. Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta. (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI.)
    Anhangá e Caapora se identificam, segundo o texto, pelo fato de caracterizarem
    Escolha uma alternativa para a questão 91c7187c-af
  • 91C2D381-AF

    Português

    Coesão e coerência
    UNESP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base uma passagem de um livro de José Ribeiro sobre o folclore nacional.



    Curupira


           Na teogonia* tupi, o anhangá, gênio andante, espírito andejo ou vagabundo, destinava-se a proteger a caça do campo. Era imaginado, segundo a tradição colhida pelo Dr. Couto de Magalhães, sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo.
          Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá e a visão determinava logo a febre e, às vezes, a loucura. O caapora é o mesmo tipo mítico encontrado nas regiões central e meridional e aí representado por um homem enorme coberto de pelos negros por todo o rosto e por todo o corpo, ao qual se confiou a proteção da caça do mato. Tristonho e taciturno, anda sempre montado em um porco de grandes dimensões, dando de quando em vez um grito para impelir a vara. Quem o encontra adquire logo a certeza de ficar infeliz e de ser mal sucedido em tudo que intentar. Dele se originaram as expressões portuguesas caipora e caiporismo, como sinônimo de má sorte, infelicidade, desdita nos negócios. Bilac assim o descreve: “Companheiro do curupira, ou sua duplicata, é o Caapora, ora gigante, ora anão, montado num caititu, e cavalgando à frente de varas de porcos do mato, fumando cachimbo ou cigarro, pedindo fogo aos viajores; à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho”.
         Ambos representam um só mito com diferente configuração e a mesma identidade com o curupira e o jurupari, numes que guardam a floresta. Todos convergem mais ou menos para o mesmo fim, sendo que o curupira é representado na região setentrional por um “pequeno tapuio” com os pés voltados para trás e sem os orifícios necessários para as secreções indispensáveis à vida, pelo que a gente do Pará diz que ele é músico. O Curupira ou Currupira, como é chamado no sul, aliás erroneamente, figura em uma infinidade de lendas tanto no norte como no sul do Brasil. No Pará, quando se viaja pelos rios e se ouve alguma pancada longínqua no meio dos bosques, “os romeiros dizem que é o Curupira que está batendo nas sapupemas, a ver se as árvores estão suficientemente fortes para sofrerem a ação de alguma tempestade que está próxima. A função do Curupira é proteger as florestas. Todo aquele que derriba, ou por qualquer modo estraga inutilmente as árvores, é punido por ele com a pena de errar tempos imensos pelos bosques, sem poder atinar com o caminho de casa, ou meio algum de chegar até os seus”. Como se vê, qualquer desses tipos é a manifestação de um só mito em regiões e circunstâncias diferentes.

    (O Brasil no folclore, 1970.)



    (*) Teogonia, s.f.: 1. Filos. Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que frequentemente se relaciona com a formação do mundo. 2. Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta. (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI.)
    [...] à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho.



    Eliminando-se o aposto, a frase em destaque apresentará, de acordo com a norma-padrão, a seguinte forma:
    Escolha uma alternativa para a questão 91c2d381-af
  • 91BF3FC7-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base uma passagem de um livro de José Ribeiro sobre o folclore nacional.



    Curupira


           Na teogonia* tupi, o anhangá, gênio andante, espírito andejo ou vagabundo, destinava-se a proteger a caça do campo. Era imaginado, segundo a tradição colhida pelo Dr. Couto de Magalhães, sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo.
          Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá e a visão determinava logo a febre e, às vezes, a loucura. O caapora é o mesmo tipo mítico encontrado nas regiões central e meridional e aí representado por um homem enorme coberto de pelos negros por todo o rosto e por todo o corpo, ao qual se confiou a proteção da caça do mato. Tristonho e taciturno, anda sempre montado em um porco de grandes dimensões, dando de quando em vez um grito para impelir a vara. Quem o encontra adquire logo a certeza de ficar infeliz e de ser mal sucedido em tudo que intentar. Dele se originaram as expressões portuguesas caipora e caiporismo, como sinônimo de má sorte, infelicidade, desdita nos negócios. Bilac assim o descreve: “Companheiro do curupira, ou sua duplicata, é o Caapora, ora gigante, ora anão, montado num caititu, e cavalgando à frente de varas de porcos do mato, fumando cachimbo ou cigarro, pedindo fogo aos viajores; à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho”.
         Ambos representam um só mito com diferente configuração e a mesma identidade com o curupira e o jurupari, numes que guardam a floresta. Todos convergem mais ou menos para o mesmo fim, sendo que o curupira é representado na região setentrional por um “pequeno tapuio” com os pés voltados para trás e sem os orifícios necessários para as secreções indispensáveis à vida, pelo que a gente do Pará diz que ele é músico. O Curupira ou Currupira, como é chamado no sul, aliás erroneamente, figura em uma infinidade de lendas tanto no norte como no sul do Brasil. No Pará, quando se viaja pelos rios e se ouve alguma pancada longínqua no meio dos bosques, “os romeiros dizem que é o Curupira que está batendo nas sapupemas, a ver se as árvores estão suficientemente fortes para sofrerem a ação de alguma tempestade que está próxima. A função do Curupira é proteger as florestas. Todo aquele que derriba, ou por qualquer modo estraga inutilmente as árvores, é punido por ele com a pena de errar tempos imensos pelos bosques, sem poder atinar com o caminho de casa, ou meio algum de chegar até os seus”. Como se vê, qualquer desses tipos é a manifestação de um só mito em regiões e circunstâncias diferentes.

    (O Brasil no folclore, 1970.)



    (*) Teogonia, s.f.: 1. Filos. Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que frequentemente se relaciona com a formação do mundo. 2. Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta. (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI.)
    Segundo o texto, a lenda do Caapora foi responsável pela criação de uma palavra no português com o significado de dor, sofrimento, má sorte, fracasso. Tal palavra é:
    Escolha uma alternativa para a questão 91bf3fc7-af
  • 91BB1292-AF

    Português

    Coesão e coerência
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base uma passagem de um livro de José Ribeiro sobre o folclore nacional.



    Curupira


           Na teogonia* tupi, o anhangá, gênio andante, espírito andejo ou vagabundo, destinava-se a proteger a caça do campo. Era imaginado, segundo a tradição colhida pelo Dr. Couto de Magalhães, sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo.
          Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá e a visão determinava logo a febre e, às vezes, a loucura. O caapora é o mesmo tipo mítico encontrado nas regiões central e meridional e aí representado por um homem enorme coberto de pelos negros por todo o rosto e por todo o corpo, ao qual se confiou a proteção da caça do mato. Tristonho e taciturno, anda sempre montado em um porco de grandes dimensões, dando de quando em vez um grito para impelir a vara. Quem o encontra adquire logo a certeza de ficar infeliz e de ser mal sucedido em tudo que intentar. Dele se originaram as expressões portuguesas caipora e caiporismo, como sinônimo de má sorte, infelicidade, desdita nos negócios. Bilac assim o descreve: “Companheiro do curupira, ou sua duplicata, é o Caapora, ora gigante, ora anão, montado num caititu, e cavalgando à frente de varas de porcos do mato, fumando cachimbo ou cigarro, pedindo fogo aos viajores; à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho”.
         Ambos representam um só mito com diferente configuração e a mesma identidade com o curupira e o jurupari, numes que guardam a floresta. Todos convergem mais ou menos para o mesmo fim, sendo que o curupira é representado na região setentrional por um “pequeno tapuio” com os pés voltados para trás e sem os orifícios necessários para as secreções indispensáveis à vida, pelo que a gente do Pará diz que ele é músico. O Curupira ou Currupira, como é chamado no sul, aliás erroneamente, figura em uma infinidade de lendas tanto no norte como no sul do Brasil. No Pará, quando se viaja pelos rios e se ouve alguma pancada longínqua no meio dos bosques, “os romeiros dizem que é o Curupira que está batendo nas sapupemas, a ver se as árvores estão suficientemente fortes para sofrerem a ação de alguma tempestade que está próxima. A função do Curupira é proteger as florestas. Todo aquele que derriba, ou por qualquer modo estraga inutilmente as árvores, é punido por ele com a pena de errar tempos imensos pelos bosques, sem poder atinar com o caminho de casa, ou meio algum de chegar até os seus”. Como se vê, qualquer desses tipos é a manifestação de um só mito em regiões e circunstâncias diferentes.

    (O Brasil no folclore, 1970.)



    (*) Teogonia, s.f.: 1. Filos. Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que frequentemente se relaciona com a formação do mundo. 2. Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta. (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI.)
    Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá [...].


    Se a frase apresentada for reescrita trocando-se perseguisse, que está no pretérito imperfeito do modo subjuntivo, por perseguir, futuro do mesmo modo, as formas estivesse e corria assumirão, por correlação de modos e tempos, as seguintes flexões:
    Escolha uma alternativa para a questão 91bb1292-af
  • 91B78299-AF

    Português

    Análise sintática
    UNESP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base um fragmento da crônica Letra de canção e poesia, de Antonio Cicero.

           Como escrevo poemas e letras de canções, frequentemente perguntam-me se acho que as letras de canções são poemas. A expressão “letra de canção” já indica de que modo essa questão deve ser entendida, pois a palavra “letra” remete à escrita. O que se quer saber é se a letra, separada da canção, constitui um poema escrito.
         “Letra de canção é poema?” Essa formulação é inadequada. Desde que as vanguardas mostraram que não se pode determinar a priori quais são as formas lícitas para a poesia, qualquer coisa pode ser um poema. Se um poeta escreve letras soltas na página e diz que é um poema, quem provará o contrário?
           Neste ponto, parece-me inevitável introduzir um juízo de valor. A verdadeira questão parece ser se uma letra de canção é um bom poema. Entretanto, mesmo esta última pergunta ainda não é suficientemente precisa, pois pode estar a indagar duas coisas distintas: 1) Se uma letra de canção é necessariamente um bom poema; e 2) Se uma letra de canção é possivelmente um bom poema.
            Quanto à primeira pergunta, é evidente que deve ter uma resposta negativa. Nenhum poema é necessariamente um bom poema; nenhum texto é necessariamente um bom poema; logo, nenhuma letra é necessariamente um bom poema. Mas talvez o que se deva perguntar é se uma boa letra é necessariamente um bom poema. Ora, também a essa pergunta a resposta é negativa. Quem já não teve a experiência, em relação a uma letra de canção, de se emocionar com ela ao escutá-la cantada e depois considerá-la insípida, ao lê-la no papel, sem acompanhamento musical? Não é difícil entender a razão disso.
           Um poema é um objeto autotélico, isto é, ele tem o seu fim em si próprio. Quando o julgamos bom ou ruim, estamos a considerá-lo independentemente do fato de que, além de ser um poema, ele tenha qualquer utilidade. O poema se realiza quando é lido: e ele pode ser lido em voz baixa, interna, aural.
            Já uma letra de canção é heterotélica, isto é, ela não tem o seu fim em si própria. Para que a julguemos boa, é necessário e suficiente que ela contribua para que a obra lítero-musical de que faz parte seja boa. Em outras palavras, se uma letra de canção servir para fazer uma boa canção, ela é boa, ainda que seja ilegível. E a letra pode ser ilegível porque, para se estruturar, para adquirir determinado colorido, para ter os sons ou as palavras certas enfatizadas, ela depende da melodia, da harmonia, do ritmo, do tom da música à qual se encontra associada.
    (Folha de S.Paulo, 16.06.2007.)

    Para que a julguemos boa, é necessário e suficiente que ela contribua para que a obra lítero-musical de que faz parte seja boa.


    No período em destaque, a oração Para que a julguemos boa indica, em relação à oração principal,

    Escolha uma alternativa para a questão 91b78299-af
  • 91B33FD1-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base um fragmento da crônica Letra de canção e poesia, de Antonio Cicero.

           Como escrevo poemas e letras de canções, frequentemente perguntam-me se acho que as letras de canções são poemas. A expressão “letra de canção” já indica de que modo essa questão deve ser entendida, pois a palavra “letra” remete à escrita. O que se quer saber é se a letra, separada da canção, constitui um poema escrito.
         “Letra de canção é poema?” Essa formulação é inadequada. Desde que as vanguardas mostraram que não se pode determinar a priori quais são as formas lícitas para a poesia, qualquer coisa pode ser um poema. Se um poeta escreve letras soltas na página e diz que é um poema, quem provará o contrário?
           Neste ponto, parece-me inevitável introduzir um juízo de valor. A verdadeira questão parece ser se uma letra de canção é um bom poema. Entretanto, mesmo esta última pergunta ainda não é suficientemente precisa, pois pode estar a indagar duas coisas distintas: 1) Se uma letra de canção é necessariamente um bom poema; e 2) Se uma letra de canção é possivelmente um bom poema.
            Quanto à primeira pergunta, é evidente que deve ter uma resposta negativa. Nenhum poema é necessariamente um bom poema; nenhum texto é necessariamente um bom poema; logo, nenhuma letra é necessariamente um bom poema. Mas talvez o que se deva perguntar é se uma boa letra é necessariamente um bom poema. Ora, também a essa pergunta a resposta é negativa. Quem já não teve a experiência, em relação a uma letra de canção, de se emocionar com ela ao escutá-la cantada e depois considerá-la insípida, ao lê-la no papel, sem acompanhamento musical? Não é difícil entender a razão disso.
           Um poema é um objeto autotélico, isto é, ele tem o seu fim em si próprio. Quando o julgamos bom ou ruim, estamos a considerá-lo independentemente do fato de que, além de ser um poema, ele tenha qualquer utilidade. O poema se realiza quando é lido: e ele pode ser lido em voz baixa, interna, aural.
            Já uma letra de canção é heterotélica, isto é, ela não tem o seu fim em si própria. Para que a julguemos boa, é necessário e suficiente que ela contribua para que a obra lítero-musical de que faz parte seja boa. Em outras palavras, se uma letra de canção servir para fazer uma boa canção, ela é boa, ainda que seja ilegível. E a letra pode ser ilegível porque, para se estruturar, para adquirir determinado colorido, para ter os sons ou as palavras certas enfatizadas, ela depende da melodia, da harmonia, do ritmo, do tom da música à qual se encontra associada.
    (Folha de S.Paulo, 16.06.2007.)
    Com o conceito expresso pelo termo autotélico, o cronista considera que
    Escolha uma alternativa para a questão 91b33fd1-af
  • 91AF374F-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base um fragmento da crônica Letra de canção e poesia, de Antonio Cicero.

           Como escrevo poemas e letras de canções, frequentemente perguntam-me se acho que as letras de canções são poemas. A expressão “letra de canção” já indica de que modo essa questão deve ser entendida, pois a palavra “letra” remete à escrita. O que se quer saber é se a letra, separada da canção, constitui um poema escrito.
         “Letra de canção é poema?” Essa formulação é inadequada. Desde que as vanguardas mostraram que não se pode determinar a priori quais são as formas lícitas para a poesia, qualquer coisa pode ser um poema. Se um poeta escreve letras soltas na página e diz que é um poema, quem provará o contrário?
           Neste ponto, parece-me inevitável introduzir um juízo de valor. A verdadeira questão parece ser se uma letra de canção é um bom poema. Entretanto, mesmo esta última pergunta ainda não é suficientemente precisa, pois pode estar a indagar duas coisas distintas: 1) Se uma letra de canção é necessariamente um bom poema; e 2) Se uma letra de canção é possivelmente um bom poema.
            Quanto à primeira pergunta, é evidente que deve ter uma resposta negativa. Nenhum poema é necessariamente um bom poema; nenhum texto é necessariamente um bom poema; logo, nenhuma letra é necessariamente um bom poema. Mas talvez o que se deva perguntar é se uma boa letra é necessariamente um bom poema. Ora, também a essa pergunta a resposta é negativa. Quem já não teve a experiência, em relação a uma letra de canção, de se emocionar com ela ao escutá-la cantada e depois considerá-la insípida, ao lê-la no papel, sem acompanhamento musical? Não é difícil entender a razão disso.
           Um poema é um objeto autotélico, isto é, ele tem o seu fim em si próprio. Quando o julgamos bom ou ruim, estamos a considerá-lo independentemente do fato de que, além de ser um poema, ele tenha qualquer utilidade. O poema se realiza quando é lido: e ele pode ser lido em voz baixa, interna, aural.
            Já uma letra de canção é heterotélica, isto é, ela não tem o seu fim em si própria. Para que a julguemos boa, é necessário e suficiente que ela contribua para que a obra lítero-musical de que faz parte seja boa. Em outras palavras, se uma letra de canção servir para fazer uma boa canção, ela é boa, ainda que seja ilegível. E a letra pode ser ilegível porque, para se estruturar, para adquirir determinado colorido, para ter os sons ou as palavras certas enfatizadas, ela depende da melodia, da harmonia, do ritmo, do tom da música à qual se encontra associada.
    (Folha de S.Paulo, 16.06.2007.)
    Sobre a qualidade da canção, o cronista acredita que
    Escolha uma alternativa para a questão 91af374f-af
  • 91AB827F-AF

    Português

    Advérbios
    UNESP · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base um fragmento da crônica Letra de canção e poesia, de Antonio Cicero.

           Como escrevo poemas e letras de canções, frequentemente perguntam-me se acho que as letras de canções são poemas. A expressão “letra de canção” já indica de que modo essa questão deve ser entendida, pois a palavra “letra” remete à escrita. O que se quer saber é se a letra, separada da canção, constitui um poema escrito.
         “Letra de canção é poema?” Essa formulação é inadequada. Desde que as vanguardas mostraram que não se pode determinar a priori quais são as formas lícitas para a poesia, qualquer coisa pode ser um poema. Se um poeta escreve letras soltas na página e diz que é um poema, quem provará o contrário?
           Neste ponto, parece-me inevitável introduzir um juízo de valor. A verdadeira questão parece ser se uma letra de canção é um bom poema. Entretanto, mesmo esta última pergunta ainda não é suficientemente precisa, pois pode estar a indagar duas coisas distintas: 1) Se uma letra de canção é necessariamente um bom poema; e 2) Se uma letra de canção é possivelmente um bom poema.
            Quanto à primeira pergunta, é evidente que deve ter uma resposta negativa. Nenhum poema é necessariamente um bom poema; nenhum texto é necessariamente um bom poema; logo, nenhuma letra é necessariamente um bom poema. Mas talvez o que se deva perguntar é se uma boa letra é necessariamente um bom poema. Ora, também a essa pergunta a resposta é negativa. Quem já não teve a experiência, em relação a uma letra de canção, de se emocionar com ela ao escutá-la cantada e depois considerá-la insípida, ao lê-la no papel, sem acompanhamento musical? Não é difícil entender a razão disso.
           Um poema é um objeto autotélico, isto é, ele tem o seu fim em si próprio. Quando o julgamos bom ou ruim, estamos a considerá-lo independentemente do fato de que, além de ser um poema, ele tenha qualquer utilidade. O poema se realiza quando é lido: e ele pode ser lido em voz baixa, interna, aural.
            Já uma letra de canção é heterotélica, isto é, ela não tem o seu fim em si própria. Para que a julguemos boa, é necessário e suficiente que ela contribua para que a obra lítero-musical de que faz parte seja boa. Em outras palavras, se uma letra de canção servir para fazer uma boa canção, ela é boa, ainda que seja ilegível. E a letra pode ser ilegível porque, para se estruturar, para adquirir determinado colorido, para ter os sons ou as palavras certas enfatizadas, ela depende da melodia, da harmonia, do ritmo, do tom da música à qual se encontra associada.
    (Folha de S.Paulo, 16.06.2007.)
    Nenhum poema é necessariamente um bom poema; nenhum texto é necessariamente um bom poema; logo, nenhuma letra é necessariamente um bom poema.


    O advérbio necessariamente, nas três ocorrências verificadas na passagem mencionada, equivale, pelo sentido, a:
    Escolha uma alternativa para a questão 91ab827f-af
  • 91A62E40-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base um fragmento da crônica Letra de canção e poesia, de Antonio Cicero.

           Como escrevo poemas e letras de canções, frequentemente perguntam-me se acho que as letras de canções são poemas. A expressão “letra de canção” já indica de que modo essa questão deve ser entendida, pois a palavra “letra” remete à escrita. O que se quer saber é se a letra, separada da canção, constitui um poema escrito.
         “Letra de canção é poema?” Essa formulação é inadequada. Desde que as vanguardas mostraram que não se pode determinar a priori quais são as formas lícitas para a poesia, qualquer coisa pode ser um poema. Se um poeta escreve letras soltas na página e diz que é um poema, quem provará o contrário?
           Neste ponto, parece-me inevitável introduzir um juízo de valor. A verdadeira questão parece ser se uma letra de canção é um bom poema. Entretanto, mesmo esta última pergunta ainda não é suficientemente precisa, pois pode estar a indagar duas coisas distintas: 1) Se uma letra de canção é necessariamente um bom poema; e 2) Se uma letra de canção é possivelmente um bom poema.
            Quanto à primeira pergunta, é evidente que deve ter uma resposta negativa. Nenhum poema é necessariamente um bom poema; nenhum texto é necessariamente um bom poema; logo, nenhuma letra é necessariamente um bom poema. Mas talvez o que se deva perguntar é se uma boa letra é necessariamente um bom poema. Ora, também a essa pergunta a resposta é negativa. Quem já não teve a experiência, em relação a uma letra de canção, de se emocionar com ela ao escutá-la cantada e depois considerá-la insípida, ao lê-la no papel, sem acompanhamento musical? Não é difícil entender a razão disso.
           Um poema é um objeto autotélico, isto é, ele tem o seu fim em si próprio. Quando o julgamos bom ou ruim, estamos a considerá-lo independentemente do fato de que, além de ser um poema, ele tenha qualquer utilidade. O poema se realiza quando é lido: e ele pode ser lido em voz baixa, interna, aural.
            Já uma letra de canção é heterotélica, isto é, ela não tem o seu fim em si própria. Para que a julguemos boa, é necessário e suficiente que ela contribua para que a obra lítero-musical de que faz parte seja boa. Em outras palavras, se uma letra de canção servir para fazer uma boa canção, ela é boa, ainda que seja ilegível. E a letra pode ser ilegível porque, para se estruturar, para adquirir determinado colorido, para ter os sons ou as palavras certas enfatizadas, ela depende da melodia, da harmonia, do ritmo, do tom da música à qual se encontra associada.
    (Folha de S.Paulo, 16.06.2007.)
    No primeiro parágrafo de sua crônica, Antonio Cicero apresenta como indagação central:
    Escolha uma alternativa para a questão 91a62e40-af
  • 91A27779-AF

    Português

    Coesão e coerência
    UNESP · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão toma por base um fragmento de Glória moribunda, do poeta romântico brasileiro Álvares de Azevedo (1831-1852).



    É uma visão medonha uma caveira?

    Não tremas de pavor, ergue-a do lodo.

    Foi a cabeça ardente de um poeta,

    Outrora à sombra dos cabelos loiros.

    Quando o reflexo do viver fogoso

    Ali dentro animava o pensamento,

    Esta fronte era bela. Aqui nas faces

    Formosa palidez cobria o rosto;

    Nessas órbitas — ocas, denegridas! —

    Como era puro seu olhar sombrio!



    Agora tudo é cinza. Resta apenas

    A caveira que a alma em si guardava,

    Como a concha no mar encerra a pérola,

    Como a caçoula a mirra incandescente.



    Tu outrora talvez desses-lhe um beijo;

    Por que repugnas levantá-la agora?

    Olha-a comigo! Que espaçosa fronte!

    Quanta vida ali dentro fermentava,

    Como a seiva nos ramos do arvoredo!

    E a sede em fogo das ideias vivas

    Onde está? onde foi? Essa alma errante

    Que um dia no viver passou cantando,

    Como canta na treva um vagabundo,

    Perdeu-se acaso no sombrio vento,

    Como noturna lâmpada apagou-se?

    E a centelha da vida, o eletrismo

    Que as fibras tremulantes agitava

    Morreu para animar futuras vidas?



    Sorris? eu sou um louco. As utopias,

    Os sonhos da ciência nada valem.

    A vida é um escárnio sem sentido,

    Comédia infame que ensanguenta o lodo.

    Há talvez um segredo que ela esconde;

    Mas esse a morte o sabe e o não revela.

    Os túmulos são mudos como o vácuo.

    Desde a primeira dor sobre um cadáver,

    Quando a primeira mãe entre soluços

    Do filho morto os membros apertava

    Ao ofegante seio, o peito humano

    Caiu tremendo interrogando o túmulo...

    E a terra sepulcral não respondia.



                        (Poesias completas, 1962.)

    Mas esse a morte o sabe e o não revela.


    Nas duas orações que constituem este verso, os termos em destaque apresentam o mesmo referente, a saber:

    Escolha uma alternativa para a questão 91a27779-af
  • 919DDC9E-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão toma por base um fragmento de Glória moribunda, do poeta romântico brasileiro Álvares de Azevedo (1831-1852).



    É uma visão medonha uma caveira?

    Não tremas de pavor, ergue-a do lodo.

    Foi a cabeça ardente de um poeta,

    Outrora à sombra dos cabelos loiros.

    Quando o reflexo do viver fogoso

    Ali dentro animava o pensamento,

    Esta fronte era bela. Aqui nas faces

    Formosa palidez cobria o rosto;

    Nessas órbitas — ocas, denegridas! —

    Como era puro seu olhar sombrio!



    Agora tudo é cinza. Resta apenas

    A caveira que a alma em si guardava,

    Como a concha no mar encerra a pérola,

    Como a caçoula a mirra incandescente.



    Tu outrora talvez desses-lhe um beijo;

    Por que repugnas levantá-la agora?

    Olha-a comigo! Que espaçosa fronte!

    Quanta vida ali dentro fermentava,

    Como a seiva nos ramos do arvoredo!

    E a sede em fogo das ideias vivas

    Onde está? onde foi? Essa alma errante

    Que um dia no viver passou cantando,

    Como canta na treva um vagabundo,

    Perdeu-se acaso no sombrio vento,

    Como noturna lâmpada apagou-se?

    E a centelha da vida, o eletrismo

    Que as fibras tremulantes agitava

    Morreu para animar futuras vidas?



    Sorris? eu sou um louco. As utopias,

    Os sonhos da ciência nada valem.

    A vida é um escárnio sem sentido,

    Comédia infame que ensanguenta o lodo.

    Há talvez um segredo que ela esconde;

    Mas esse a morte o sabe e o não revela.

    Os túmulos são mudos como o vácuo.

    Desde a primeira dor sobre um cadáver,

    Quando a primeira mãe entre soluços

    Do filho morto os membros apertava

    Ao ofegante seio, o peito humano

    Caiu tremendo interrogando o túmulo...

    E a terra sepulcral não respondia.



                        (Poesias completas, 1962.)

    E a centelha da vida, o eletrismo


    No contexto em que é empregado, o termo eletrismo, que não consta dos dicionários, significa:
    Escolha uma alternativa para a questão 919ddc9e-af
  • 919A4153-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão toma por base um fragmento de Glória moribunda, do poeta romântico brasileiro Álvares de Azevedo (1831-1852).



    É uma visão medonha uma caveira?

    Não tremas de pavor, ergue-a do lodo.

    Foi a cabeça ardente de um poeta,

    Outrora à sombra dos cabelos loiros.

    Quando o reflexo do viver fogoso

    Ali dentro animava o pensamento,

    Esta fronte era bela. Aqui nas faces

    Formosa palidez cobria o rosto;

    Nessas órbitas — ocas, denegridas! —

    Como era puro seu olhar sombrio!



    Agora tudo é cinza. Resta apenas

    A caveira que a alma em si guardava,

    Como a concha no mar encerra a pérola,

    Como a caçoula a mirra incandescente.



    Tu outrora talvez desses-lhe um beijo;

    Por que repugnas levantá-la agora?

    Olha-a comigo! Que espaçosa fronte!

    Quanta vida ali dentro fermentava,

    Como a seiva nos ramos do arvoredo!

    E a sede em fogo das ideias vivas

    Onde está? onde foi? Essa alma errante

    Que um dia no viver passou cantando,

    Como canta na treva um vagabundo,

    Perdeu-se acaso no sombrio vento,

    Como noturna lâmpada apagou-se?

    E a centelha da vida, o eletrismo

    Que as fibras tremulantes agitava

    Morreu para animar futuras vidas?



    Sorris? eu sou um louco. As utopias,

    Os sonhos da ciência nada valem.

    A vida é um escárnio sem sentido,

    Comédia infame que ensanguenta o lodo.

    Há talvez um segredo que ela esconde;

    Mas esse a morte o sabe e o não revela.

    Os túmulos são mudos como o vácuo.

    Desde a primeira dor sobre um cadáver,

    Quando a primeira mãe entre soluços

    Do filho morto os membros apertava

    Ao ofegante seio, o peito humano

    Caiu tremendo interrogando o túmulo...

    E a terra sepulcral não respondia.



                        (Poesias completas, 1962.)

    Morreu para animar futuras vidas?


    No verso em destaque, sob forma interrogativa, o eu lírico sugere com o termo animar que
    Escolha uma alternativa para a questão 919a4153-af