Questões do ENEM: Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ)

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Resultados

1.157 questões encontradas. Mostrando a página 53 de 58.

  • D4DB63A8-96

    Matemática

    Geometria Plana
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Ao mapear um terreno plano de forma pentagonal, seu proprietário usa uma malha retangular formada por retângulos congruentes ao retângulo R, que mede 2cm x 1cm, conforme representado na figura.

                                                  Imagem da questão de Matemática, da prova de 2013

    A área do pentágono ABCDE é, em cm2, igual a
    Escolha uma alternativa para a questão d4db63a8-96
  • D4D5CCF4-96

    Matemática

    Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações
    CEDERJ · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Cristina trabalha na bilheteria de uma casa de show que vende entradas antecipadas. Na segunda-feira, ela vendeu certa quantidade de entradas; na terça-feira, ela vendeu o dobro dessa quantidade; e na quarta-feira, quatro vezes mais do que no primeiro dia. Se Cristina vendeu o total de 875 entradas nos três dias, quantas entradas ela vendeu na quarta-feira?
    Escolha uma alternativa para a questão d4d5ccf4-96
  • D4D099F2-96

    História

    História Geral
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Segunda maior economia do mundo, a China é também um dos maiores países do planeta. Em todos os lugares, em todos os quinhões, há de se encontrar uma mercadoria chinesa. O número incomensurável de trabalhadores impulsiona ainda mais a economia deste país asiático. Sua história não é menos impactante, o que desperta a atenção de muitos historiadores europeus.

    Sobre a história recente deste grande país, podemos afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d4d099f2-96
  • D4CBD8DA-96

    História

    Era Vargas – 1930-1954
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de História, da prova de 2013 Sobre a Constituição Brasileira de 1946, podemos afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d4cbd8da-96
  • D4C62937-96

    História

    Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    O filme brasileiro, Baile Perfumado, de 1996, conta a história de um libanês que filmou as imagens do cangaceiro Lampião e sua mulher, Maria Bonita. A raridade das imagens do mais famoso bandido do país ainda desperta a atenção de vários cientistas sociais. Sobre o Cangaço, podemos afirmar:

                                                       Imagem da questão de História, da prova de 2013

    Sobre o Cangaço, podemos afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d4c62937-96
  • D4C1283F-96

    História

    História Geral
    CEDERJ · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa que caracteriza adequadamente a cultura burguesa do século XX:

                                                                Imagem da questão de História, da prova de 2013
    Escolha uma alternativa para a questão d4c1283f-96
  • D4BB8468-96

    História

    História Geral
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    “Durante muito tempo, a ordenação social foi estruturada com base em uma concepção religiosa. (...) Esta divisão complexificou-se um pouco mais e deu origem à conhecida estratificação trinitária da sociedade do Antigo Regime."

    (SOUZA, Jorge Vitor. Aqueles que são bem nascidos têm pouca chance de degenerar. In: Tavares, Célia & Ribas, Rogério. Hierarquias, raça e mobilidade social. Rio de Janeiro: Contracapa, 2010, p. 48. Adaptado.)

    Em relação à estratificação trinitária da sociedade do Antigo Regime, podemos afirmar que eram estes:
    Escolha uma alternativa para a questão d4bb8468-96
  • D4B39E19-96

    Geografia

    Cartografia
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Analise o mapa a seguir:

                                   Imagem da questão de Geografia, da prova de 2013

                      Fonte: THÉRY, H. e MELLO, N. Atlas do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2008, p. 58.

    No mapa, qual é o estado que apresenta a maior concentração dos municípios criados entre 1980 e 1997?
    Escolha uma alternativa para a questão d4b39e19-96
  • D4ADC4A9-96

    Geografia

    Amazônia
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                        A GEOPOLÍTICA DO ESTADO

    Na Amazônia brasileira, o Estado favoreceu a economia urbana para fins geopolíticos. O mais flagrante caso moderno foi a criação de uma área na qual o Estado tentou pela primeira vez introduzir a substituição de importações. Ao conceder incentivos fiscais federais e estaduais à produção empresarial de bens de consumo inéditos ou de produção inexpressiva no Brasil, o Estado teve claro objetivo geopolítico, implantando uma economia industrial em meio a uma região dominada ainda por uma economia mercantil em área pouco povoada e com um passado de disputas.

                   Fonte: BECKER, B. A urbe amazônida. Rio de Janeiro: Garamond, 2013, p. 44. Adaptado.

    Essa área criada pelo Estado, no final da década de 1960, pertence ao seguinte empreendimento regional:
    Escolha uma alternativa para a questão d4adc4a9-96
  • D4982A65-96

    Física

    Estática e Hidrostática
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Uma cuba, aberta à atmosfera em sua parte superior, está cheia de água até a sua borda, como ilustra a figura I. Um bloco de madeira é posto a flutuar na água da cuba, de maneira que, no equilíbrio, após parte da água ser expulsa pelo bloco, a cuba continua cheia de água até a borda, como mostra a figura II.

    Assinale a alternativa que representa a comparação entre as pressões da água no ponto central do fundo da cuba nas situações I e II.

                                  Imagem da questão de Física, da prova de 2013
    Escolha uma alternativa para a questão d4982a65-96
  • D492B711-96

    Física

    Circuitos Elétricos e Leis de Kirchhoff
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    O circuito mostra três elementos resistivos de resistências R1, R2 e R3 ligados a uma fonte de tensão V por fios condutores de resistência desprezível. Os valores das diferenças de potencial entre os terminais desses resistores e das correntes elétricas que fluem através deles são, respectivamente, V1 = 8,0V e I1= 4,0A, V2 = 4,0V e I2 = 2,0A, V3 = 4,0V e I3 = 2,0A.

    Assinale a alternativa que descreve corretamente a comparação entre as resistências R1, R2 e R3 e entre as potências dissipadas, respectivamente, pelo resistor R1 (potência P1) e pelo conjunto formado por R2 e R3 (potência P23).

                                          Imagem da questão de Física, da prova de 2013
    Escolha uma alternativa para a questão d492b711-96
  • D4868622-96

    Física

    Estática - Momento da Força/Equilíbrio e Alavancas
    CEDERJ · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Um trabalhador deseja deslocar uma pedra com o auxílio de uma alavanca. Ele tem a possibilidade de colocar o ponto de apoio, mediante o uso de cunhas, nas posições 1 ou 2, como ilustrado nas figuras. Considere que o trabalhador exercerá uma força na direção perpendicular à haste e que ele tem as alternativas de exercê-la nos pontos 1, 2, 3 ou 4.

                                        Imagem da questão de Física, da prova de 2013

    Dentre as alternativas, assinale aquela que permite ao trabalhador deslocar a pedra com menos esforço.
    Escolha uma alternativa para a questão d4868622-96
  • D48001C5-96

    Física

    Transformações Gasosas
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Uma certa quantidade de um gás ideal ocupa a metade esquerda de um recipiente que permite troca de calor com o meio ambiente. Nestas condições, em equilíbrio térmico com o meio ambiente numa temperatura T, observa-se que a pressão do gás é P1 . A válvula que mantinha o lado esquerdo (E) do recipiente com gás e o lado direito (D) vazio é aberta. O gás expande-se para todo o recipiente e termina por atingir o equilíbrio térmico com o meio ambiente, na mesma temperatura T.

                                                                  Imagem da questão de Física, da prova de 2013

    Assinale a alternativa que representa as pressões finais do gás no lado esquerdo, PE, e no lado direito, PD, do recipiente
    Escolha uma alternativa para a questão d48001c5-96
  • D4750EDC-96

    Biologia

    Moléculas, células e tecidos
    CEDERJ · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Nas células de tecidos em que está ocorrendo uma intensa síntese proteica, é possível visualizar, através de um microscópio eletrônico, uma grande quantidade de estruturas denominadas polissomos, que são formadas pela interação de
    Escolha uma alternativa para a questão d4750edc-96
  • D46AC81D-96

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    As vespas da família Braconidae reproduzem-se pondo ovos em lagartas. Suas larvas crescem dentro desses hospedeiros, levando-os à morte. Para que as larvas da vespa se desenvolvam é necessário evitar ou suprimir as defesas naturais da lagarta. Foi observado que quando depositam os ovos na lagarta, as vespas fêmeas injetam vírion de Polydnavirus no hospedeiro. Esses vírus de DNA, produzidos apenas no ovário das vespas fêmeas, não se replicam nas lagartas, mas inibem suas defesas imunológicas, permitindo que ovos e larvas se desenvolvam em seu interior.

    Adaptado de: O papel dos vírus na árvore da vida. Gustavo Olsanki Acrani,José Luiz Proença Módena e Eurico Arruda. Revista Ciência Hoje, pag. 26-31. Edição 292, maio de 2012.

    A relação ecológica entre as vespas e os vírus é classificada como:
    Escolha uma alternativa para a questão d46ac81d-96
  • D465C9F1-96

    Biologia

    Gimnospermas e Angiospermas
    CEDERJ · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
          A história da araucária, ou pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), pode ter um triste fim com a extinção da espécie em menos de um século de exploração predatória. Atualmente, as florestas de araucária estão reduzidas a aproximadamente 1,2% da área original.

        http://matadasaraucarias.blogspot.com.br/2010/04/pinheiros-doparana-beira-da-extincao.html

    A araucária, por ser uma planta cuja semente fica em estruturas denominadas megastróbilos (pinha), é classificada como:
    Escolha uma alternativa para a questão d465c9f1-96
  • D460A8EA-96

    Biologia

    Moléculas, células e tecidos
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um grupo de pesquisadores sequenciou o genoma completo de uma determinada bactéria e verificou a presença de 30% de adenina no conteúdo de bases aminadas do DNA. Qual a porcentagem das outras bases aminadas no DNA desta bactéria?
    Escolha uma alternativa para a questão d460a8ea-96
  • D45B0AFC-96

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    Leia o trecho:

    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim.

    As formas verbais assinaladas indicam, respectivamente, os seguintes aspectos do passado:
    Escolha uma alternativa para a questão d45b0afc-96
  • D4553AEF-96

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    Pronomes e conjunções são usados como recursos de coesão textual ao estabelecer relações entre palavras e sequências do texto.

    Assinale a alternativa que indica corretamente a função dos termos em destaque no período:

    E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia.
    Escolha uma alternativa para a questão d4553aef-96
  • D44FD6E9-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    A passagem “Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias" apresenta a seguinte oposição entre dois usos da linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão d44fd6e9-96