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Interpretação de TextosUniversidade Federal de Roraima · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosEu, Marília, não sou algum vaqueiro,
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107 questões encontradas. Mostrando a página 4 de 6.
TEXTO I
"Após encontrar um abrigo seguro sob uma copa de maçaranduba caída, ainda ofegante, e com dores fortes em sua pata esquerda e coxa direita, começou a averiguar o que aquele estrondo havia lhe causado. A pata estava completamente dilacerada, com sangramento. As duas garras da região esquerda tinham sido arrancadas. Observou a mutilação. Em sua memória automática, associava o ferimento ao barulho alto e aterrorizante.
Pelo instinto, a onça vislumbrou que, geralmente antes e durante as chuvas torrenciais, estrondos ecoavam pela floresta. Não eram parecidos com os dois que acabara de ouvir, mas às vezes, quando acontecia, isso a assustava como se a floresta estivesse sendo engolida por um animal maior e mais forte. Olhou novamente para a pata, e diante de sua imponência, iniciou uma tentativa de escoamento do sangramento com sua língua, o que logo pressentiu ser inútil.
Ao passar do tempo, a coxa direita latejava cada vez mais. Tentou levantar da toca provisória com o intuito de chegar até sua caverna próxima à cachoeira. Constatou ser impossível conseguir se apoiar sem firmar o corpo com as regiões atingidas. O sangramento da pata diminuiu de intensidade. Iniciou sua peregrinação arrastando-se pela floresta. Sentiu a pele de seu peito sendo esfolada pelas folhas, galhos e ouriços de castanha da Amazônia.
Um rastro de sangue era visível ao longo da tentativa exaustiva de chegar à sua toca. Ao se deparar com um igarapé, vacilou várias vezes até entrar n‘água. Mas não tinha alternativa. Na situação em que se encontrava, não teria como se equilibrar nos troncos das árvores caídas que serviam de ponte e eram facilmente transpassados.
Entrando no igarapé, a onça sentiu um alívio em sua pata flagelada. De súbito, deitou-se na água e aliviou a coxa atingida pelo impacto desconhecido. Aproveitou e tomou longos goles do líquido. O ferimento na coxa não sangrava mais como antes, porém, a pata dianteira manchava o igarapé atraindo pequenos peixes que mordiscavam seu pelo e a carne dilacerada do ferimento. No movimento de afastar os peixes, enterrou a pata na lama do fundo do igarapé e o sangue parou de manchar a água. Logo a onça afundou mais a pata, e aos poucos a dor foi diminuindo."
DANTAS, Ricardo. Meia Pata. São Paulo: Kazuá, 2013. p. 20-21
Assinale a alternativa em que 'porque", 'por que", "porquê" e "por quê" estão todos empregados CORRETAMENTE.TEXTO I
"Após encontrar um abrigo seguro sob uma copa de maçaranduba caída, ainda ofegante, e com dores fortes em sua pata esquerda e coxa direita, começou a averiguar o que aquele estrondo havia lhe causado. A pata estava completamente dilacerada, com sangramento. As duas garras da região esquerda tinham sido arrancadas. Observou a mutilação. Em sua memória automática, associava o ferimento ao barulho alto e aterrorizante.
Pelo instinto, a onça vislumbrou que, geralmente antes e durante as chuvas torrenciais, estrondos ecoavam pela floresta. Não eram parecidos com os dois que acabara de ouvir, mas às vezes, quando acontecia, isso a assustava como se a floresta estivesse sendo engolida por um animal maior e mais forte. Olhou novamente para a pata, e diante de sua imponência, iniciou uma tentativa de escoamento do sangramento com sua língua, o que logo pressentiu ser inútil.
Ao passar do tempo, a coxa direita latejava cada vez mais. Tentou levantar da toca provisória com o intuito de chegar até sua caverna próxima à cachoeira. Constatou ser impossível conseguir se apoiar sem firmar o corpo com as regiões atingidas. O sangramento da pata diminuiu de intensidade. Iniciou sua peregrinação arrastando-se pela floresta. Sentiu a pele de seu peito sendo esfolada pelas folhas, galhos e ouriços de castanha da Amazônia.
Um rastro de sangue era visível ao longo da tentativa exaustiva de chegar à sua toca. Ao se deparar com um igarapé, vacilou várias vezes até entrar n‘água. Mas não tinha alternativa. Na situação em que se encontrava, não teria como se equilibrar nos troncos das árvores caídas que serviam de ponte e eram facilmente transpassados.
Entrando no igarapé, a onça sentiu um alívio em sua pata flagelada. De súbito, deitou-se na água e aliviou a coxa atingida pelo impacto desconhecido. Aproveitou e tomou longos goles do líquido. O ferimento na coxa não sangrava mais como antes, porém, a pata dianteira manchava o igarapé atraindo pequenos peixes que mordiscavam seu pelo e a carne dilacerada do ferimento. No movimento de afastar os peixes, enterrou a pata na lama do fundo do igarapé e o sangue parou de manchar a água. Logo a onça afundou mais a pata, e aos poucos a dor foi diminuindo."
DANTAS, Ricardo. Meia Pata. São Paulo: Kazuá, 2013. p. 20-21

Disponível em: < http://www.sumauma.net/amazonian/legends/
legends-pirarucu.html> CELEMENT, Rosa. Acesso em: 31 jul. 16
(Adaptado).

Disponível em: < http://www.sumauma.net/amazonian/legends/
legends-pirarucu.html> CELEMENT, Rosa. Acesso em: 31 jul. 16
(Adaptado).

Disponível em: < http://www.sumauma.net/amazonian/legends/
legends-pirarucu.html> CELEMENT, Rosa. Acesso em: 31 jul. 16
(Adaptado).
TEXT II
The Jurutauí Legend
Jurutauí was the bird with the most beautiful song in the forest and, because it sang so melodiously, it was truly admired by the other birds. One day Jurutauí saw the moon shining splendidly and fell deeply in love with her. Then, to be heard by its muse, it flew to the highest tree to sing love songs through the night, filling the forest with the most devoted sounds.
Jurutauí couldn’t accept such a distance from its lover and flew higher and higher, trying to reach it. But the power of gravity could not be overcome. After a long struggle Jurutauí fell straight to the ground. Dizzy, it tried to recover and sing its beautiful song, but only a strident and terrible screech came from its throat and echoed through the forest. The other birds surrounded Jurutauí and mourned for the loss of the most beautiful birdsong in the forest. Now when the forest echoes with raucous and sad notes, everyone knows that it’s because Jurutauí is singing.
Disponível em: < http://www.sumauma.net/amazonian/legends/
legends-juru.html > CELEMENT, Rosa. Acesso em:31 jul. 16 (adaptado).
TEXT II
The Jurutauí Legend
Jurutauí was the bird with the most beautiful song in the forest and, because it sang so melodiously, it was truly admired by the other birds. One day Jurutauí saw the moon shining splendidly and fell deeply in love with her. Then, to be heard by its muse, it flew to the highest tree to sing love songs through the night, filling the forest with the most devoted sounds.
Jurutauí couldn’t accept such a distance from its lover and flew higher and higher, trying to reach it. But the power of gravity could not be overcome. After a long struggle Jurutauí fell straight to the ground. Dizzy, it tried to recover and sing its beautiful song, but only a strident and terrible screech came from its throat and echoed through the forest. The other birds surrounded Jurutauí and mourned for the loss of the most beautiful birdsong in the forest. Now when the forest echoes with raucous and sad notes, everyone knows that it’s because Jurutauí is singing.
Disponível em: < http://www.sumauma.net/amazonian/legends/
legends-juru.html > CELEMENT, Rosa. Acesso em:31 jul. 16 (adaptado).
Leia o texto a seguir, sobre o funcionamento das escolas medievais:
“Eu vejo uma reunião de estudantes; seu número é grande, há de todas as idades; há crianças, adolescentes, moços e velho […]. Seus estudos são diferente; uns exercitam sua língua inculta a pronunciar novas palavras e a produzir sons que lhes são insólitos. Outros aprendem, em seguida, ouvindo as inflexões dos termos, sua composição e sua derivação […]. Outros trabalham com um estilete em tábuas revestidas com cera. Outros traçam com mão sábia, sobre membranas, diversas figuras de cores diferentes […] Outros, a tanger uma corda esticada sobre um pedaço de madeira, tirando dela melodias variadas. Outros, explicando certas figuras de geometria. Outros, com o auxílio de certos instrumentos, o curso e a posição dos astros e a revolução dos céus. Outros tratando da natureza das plantas, da constituição dos homens, das propriedades e virtudes de todas as coisas.
(SAINT-VICTOR, Hurgues. De vanitate mundi. In: PINSKY, Jaime. 100 textos de história antiga. São Paulo: Contexto, 1989, p.125).
Com base no texto e sobre o acesso às escolas e
universidades medievais na Europa Ocidental, podemos
concluir que:

Fonte: http://www2.planalto.gov.br/noticias/2015/05/fiscalizacao-libertamais-de-10-mil-trabalhadores-em-situacao-de-escravidao-em-4-anos
Leia atentamente o texto e observe a figura ao lado sobre o combate ao trabalho escravo no Brasil:
Segundo os dados apresentados pelo Ministério do
Trabalho, entre os trabalhadores resgatados desde 1995,
955 são homens, 83% tem entre 18 e 44 anos de idade, 33%
são analfabetos e 39% chegaram até a quarta série.
A maioria dos trabalhadores libertados são migrantes
provenientes do Maranhão (23,6%), Bahia (9,4), Pará (8,9%),
Minas Gerais (8,9%), Tocantins (5,6%), Piauí (5,5%) e Mato
Grosso (5,5).
Entre 2003 e 2014, o trabalho escravo foi verificado, em sua maioria, em atividades como pecuária (29%), no plantio de cana de açúcar (25%) e em outras lavouras (19%).
Considerando as informações do texto e do mapa, assinale
a alternativa CORRETA:
Observe a charge a seguir:

Fonte: http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=2116