Questões do ENEM: Centro Universitário São Camilo

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194 questões encontradas. Mostrando a página 10 de 10.

  • 56695007-07

    Geografia

    Impactos e soluções nos meios natural e rural
    Centro Universitário São Camilo · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma estimativa sobre a vegetação natural remanescente indica que o Cerrado sofreu um grande impacto. Cerca de 78,7% de sua área estão sob alguma forma de uso pelo homem, o que significa que apenas 21,3%, ou 432.814 km², ainda se conservam intactos.

    (http://conservation.org)

    A principal atividade econômica responsável pelo desmatamento do Cerrado brasileiro nos dias atuais corresponde
    Escolha uma alternativa para a questão 56695007-07
  • 5665EEE1-07

    Geografia

    Regionalização Brasileira
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ruptura da Barragem Fundão e o grave dano da Barragem de Santarém, na mina Samarco Mineração S.A., no dia 5 de novembro de 2015, em Mariana, Minas Gerais, produziu uma corrente de lodo com resíduos da exploração mineral que destruiu o povoado de Bento Rodrigues, provocando um número de vítimas mortais ainda não conhecido com precisão e contaminando a Bacia do Rio Doce, que abastece de água quinze importantes cidades.

    (http://diplomatique.org.br)

    O município de Mariana, local do maior acidente com barragens de rejeitos de mineração da história, integra a região geográfica de Minas Gerais conhecida como
    Escolha uma alternativa para a questão 5665eee1-07
  • 5662A407-07

    História

    História Geral
    Centro Universitário São Camilo · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Analise o gráfico da variação dos preços internacionais do barril de petróleo.


    Imagem da questão de História, da prova de 2017
    (https://biodieselbr.com. Adaptado.)

    Os eventos que justificam os dois choques do petróleo são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 5662a407-07
  • 565F42EE-07

    Geografia

    População
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2017
    (http://gazetadopovo.com.br)

    O cartograma representa os fluxos de refugiados sírios entre os anos de 2010 e 2015. É correto afirmar que o destino desses deslocamentos está concentrado nos países localizados
    Escolha uma alternativa para a questão 565f42ee-07
  • 56584EBB-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eliane Brum para responder à questão.

         Hannah Arendt alcançou o conceito de “a banalidade do mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e profundo pelos judeus. Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos. Eichmann seria só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pensamento.
          A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência da internet. Ou pelo menos ligado a ela. Desde que as redes sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana. O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece entre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio. E descobrimos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui, para além do que poderíamos supor, em dimensões da realidade que só a ficção tinha dado conta até então.
          Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático com quem trocávamos amenidades bem educadas no elevador defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e travesti-la de liberdade de expressão. Nas postagens e comentários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância. Com frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua coleção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer diferença.
        Ainda temos muito a investigar sobre como a internet, uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas de revolucionárias, transformou a nossa vida e o nosso modo de pensar e a forma como nos enxergamos. A mesma possibilidade de se mostrar, que nos revelou o ódio, gerou também experiências maravilhosas, inclusive de negação do ódio. Do mesmo modo, a internet ampliou a denúncia de atrocidades e a transformação de realidades injustas, tanto quanto tornou o embate no campo da política muito mais democrático.
          Meu objetivo aqui é chamar a atenção para um aspecto que me parece muito profundo e definidor de nossas relações atuais. A sociedade brasileira, assim como outras, mas da sua forma particular, sempre foi atravessada pela violência. Fundada na eliminação do outro, primeiro dos povos indígenas, depois dos negros escravizados, sua base foi o esvaziamento do diferente como pessoa, e seus ecos continuam fortes. A internet trouxe um novo elemento a esse contexto. Quero entender como indivíduos se apropriaram de suas possibilidades para exercer seu ódio – e como essa experiência alterou nosso cotidiano para muito além da rede.

    (“A boçalidade do mal”. http://brasil.elpais.com, 02.03.2015. Adaptado.)
    Em “Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos.” (1° parágrafo), o termo destacado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido para o texto, por
    Escolha uma alternativa para a questão 56584ebb-07
  • 5654EE97-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eliane Brum para responder à questão.

         Hannah Arendt alcançou o conceito de “a banalidade do mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e profundo pelos judeus. Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos. Eichmann seria só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pensamento.
          A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência da internet. Ou pelo menos ligado a ela. Desde que as redes sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana. O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece entre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio. E descobrimos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui, para além do que poderíamos supor, em dimensões da realidade que só a ficção tinha dado conta até então.
          Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático com quem trocávamos amenidades bem educadas no elevador defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e travesti-la de liberdade de expressão. Nas postagens e comentários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância. Com frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua coleção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer diferença.
        Ainda temos muito a investigar sobre como a internet, uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas de revolucionárias, transformou a nossa vida e o nosso modo de pensar e a forma como nos enxergamos. A mesma possibilidade de se mostrar, que nos revelou o ódio, gerou também experiências maravilhosas, inclusive de negação do ódio. Do mesmo modo, a internet ampliou a denúncia de atrocidades e a transformação de realidades injustas, tanto quanto tornou o embate no campo da política muito mais democrático.
          Meu objetivo aqui é chamar a atenção para um aspecto que me parece muito profundo e definidor de nossas relações atuais. A sociedade brasileira, assim como outras, mas da sua forma particular, sempre foi atravessada pela violência. Fundada na eliminação do outro, primeiro dos povos indígenas, depois dos negros escravizados, sua base foi o esvaziamento do diferente como pessoa, e seus ecos continuam fortes. A internet trouxe um novo elemento a esse contexto. Quero entender como indivíduos se apropriaram de suas possibilidades para exercer seu ódio – e como essa experiência alterou nosso cotidiano para muito além da rede.

    (“A boçalidade do mal”. http://brasil.elpais.com, 02.03.2015. Adaptado.)
    Segundo o texto, se “a banalidade do mal se instala na ausência do pensamento”, pode-se inferir que a “boçalidade do mal” ocorre na ausência de
    Escolha uma alternativa para a questão 5654ee97-07
  • 565190E0-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eliane Brum para responder à questão.

         Hannah Arendt alcançou o conceito de “a banalidade do mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e profundo pelos judeus. Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos. Eichmann seria só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pensamento.
          A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência da internet. Ou pelo menos ligado a ela. Desde que as redes sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana. O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece entre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio. E descobrimos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui, para além do que poderíamos supor, em dimensões da realidade que só a ficção tinha dado conta até então.
          Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático com quem trocávamos amenidades bem educadas no elevador defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e travesti-la de liberdade de expressão. Nas postagens e comentários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância. Com frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua coleção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer diferença.
        Ainda temos muito a investigar sobre como a internet, uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas de revolucionárias, transformou a nossa vida e o nosso modo de pensar e a forma como nos enxergamos. A mesma possibilidade de se mostrar, que nos revelou o ódio, gerou também experiências maravilhosas, inclusive de negação do ódio. Do mesmo modo, a internet ampliou a denúncia de atrocidades e a transformação de realidades injustas, tanto quanto tornou o embate no campo da política muito mais democrático.
          Meu objetivo aqui é chamar a atenção para um aspecto que me parece muito profundo e definidor de nossas relações atuais. A sociedade brasileira, assim como outras, mas da sua forma particular, sempre foi atravessada pela violência. Fundada na eliminação do outro, primeiro dos povos indígenas, depois dos negros escravizados, sua base foi o esvaziamento do diferente como pessoa, e seus ecos continuam fortes. A internet trouxe um novo elemento a esse contexto. Quero entender como indivíduos se apropriaram de suas possibilidades para exercer seu ódio – e como essa experiência alterou nosso cotidiano para muito além da rede.

    (“A boçalidade do mal”. http://brasil.elpais.com, 02.03.2015. Adaptado.)
    Segundo a autora, a “boçalidade do mal”
    Escolha uma alternativa para a questão 565190e0-07
  • 564DC373-07

    Português

    Morfologia
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eugênio Bucci para responder à questão.

         Se há, como há, um “marketing do bem” que promove a solidariedade social, devemos admitir que a solidariedade se tornou um valor de mercado e um valor para o mercado. Logo, estamos diante de uma “solidariedade de mercado”, uma solidariedade que é não bem um sentimento interior, mas uma imagem de solidariedade. É uma imagem que ganha vida própria e que vai se associar a outras imagens para valorizá-las – imagens de empresas, de marcas, de governos e governantes, de personalidades públicas. A solidariedade, assim posta, como imagem autônoma ou como imagem que reforça outras imagens, existe no mercado não como um fim que se basta, um fim desinteressado, mas como um argumento para o consumo – o consumo de marcas (consumo que é pago em dinheiro, pela compra dos produtos), de governos e governantes (consumo que é pago em delegação de poder, pelo voto), de personalidades públicas, as tais celebridades (que são consumidas pela imitação, pela admiração, o que se remunera com índices de popularidade). Portanto, esse tipo mercadológico de solidariedade, além de constituir um valor de mercado e para o mercado, torna-se também um fator que, para usar aqui a linguagem dos marqueteiros e marquetólogos, “agrega valor” a produtos, marcas, empresas, pessoas e governos. A solidariedade assim posta, mais que um valor ético, é um fator de lucro – ou de proteção contra prejuízos (econômicos e de imagem). É, necessariamente, uma solidariedade exibicionista.

    (Eugênio Bucci. “A solidariedade que não teme aparecer”. In: Eugênio Bucci
    e Maria Rita Kehl. Videologias: ensaios sobre televisão, 2004.)
    “Se há, como há, um ‘marketing do bem’ que promove a solidariedade social, devemos admitir que a solidariedade se tornou um valor de mercado e um valor para o mercado.”

    As preposições destacadas expressam, respectivamente, os sentidos de
    Escolha uma alternativa para a questão 564dc373-07
  • 5649B1DA-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eugênio Bucci para responder à questão.

         Se há, como há, um “marketing do bem” que promove a solidariedade social, devemos admitir que a solidariedade se tornou um valor de mercado e um valor para o mercado. Logo, estamos diante de uma “solidariedade de mercado”, uma solidariedade que é não bem um sentimento interior, mas uma imagem de solidariedade. É uma imagem que ganha vida própria e que vai se associar a outras imagens para valorizá-las – imagens de empresas, de marcas, de governos e governantes, de personalidades públicas. A solidariedade, assim posta, como imagem autônoma ou como imagem que reforça outras imagens, existe no mercado não como um fim que se basta, um fim desinteressado, mas como um argumento para o consumo – o consumo de marcas (consumo que é pago em dinheiro, pela compra dos produtos), de governos e governantes (consumo que é pago em delegação de poder, pelo voto), de personalidades públicas, as tais celebridades (que são consumidas pela imitação, pela admiração, o que se remunera com índices de popularidade). Portanto, esse tipo mercadológico de solidariedade, além de constituir um valor de mercado e para o mercado, torna-se também um fator que, para usar aqui a linguagem dos marqueteiros e marquetólogos, “agrega valor” a produtos, marcas, empresas, pessoas e governos. A solidariedade assim posta, mais que um valor ético, é um fator de lucro – ou de proteção contra prejuízos (econômicos e de imagem). É, necessariamente, uma solidariedade exibicionista.

    (Eugênio Bucci. “A solidariedade que não teme aparecer”. In: Eugênio Bucci
    e Maria Rita Kehl. Videologias: ensaios sobre televisão, 2004.)
    Implícita à argumentação do autor está a ideia de que a solidariedade deveria ser
    Escolha uma alternativa para a questão 5649b1da-07
  • 56463578-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão.

         Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. [...]
         O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos, como todos os documentos falsos, mas não a mim. Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos¹. Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, outras de menos, e quase todas creem na mocidade. Duas ou três fariam crer nela aos outros, mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários, e tal frequência é cansativa.

    (Dom Casmurro, 1971.)

    ¹ campo-santo: cemitério. 
    “O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta.” (2° parágrafo)

    No trecho, a palavra “hábito” está empregada na seguinte acepção:
    Escolha uma alternativa para a questão 56463578-07
  • 5643383A-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão.

         Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. [...]
         O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos, como todos os documentos falsos, mas não a mim. Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos¹. Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, outras de menos, e quase todas creem na mocidade. Duas ou três fariam crer nela aos outros, mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários, e tal frequência é cansativa.

    (Dom Casmurro, 1971.)

    ¹ campo-santo: cemitério. 
    Considere os trechos:

    •  “Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente.”
    •  “Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos.”

    As figuras de linguagem utilizadas pelo autor nesses trechos são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 5643383a-07
  • 563EBAE4-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão.

         Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. [...]
         O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos, como todos os documentos falsos, mas não a mim. Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos¹. Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, outras de menos, e quase todas creem na mocidade. Duas ou três fariam crer nela aos outros, mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários, e tal frequência é cansativa.

    (Dom Casmurro, 1971.)

    ¹ campo-santo: cemitério. 
    No excerto, o narrador
    Escolha uma alternativa para a questão 563ebae4-07
  • 563B6B75-07

    Português

    Sintaxe
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “pobre alimária” de Oswald de Andrade (1890-1954), publicado em 1925. 

    pobre alimária

    O cavalo e a carroça
    Estavam atravancados nos trilhos
    E como o motorneiro² se impacientasse
    Porque levava os advogados para os escritórios
    Desatravancaram o veículo
    E o animal disparou Mas o lesto³ carroceiro
    Trepou na boleia
    E castigou o fugitivo atrelado
    Com um grandioso chicote

    (Obras completas, vol 7, 1974.)

    ¹ alimária: animal quadrúpede.
    ² motorneiro: indivíduo que dirige bonde.
    ³ lesto: ágil, ligeiro.

    Os sujeitos de “estavam” (2° verso) e “desatravancaram” (5° verso) podem ser classificados, respectivamente, como
    Escolha uma alternativa para a questão 563b6b75-07
  • 56342486-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “pobre alimária” de Oswald de Andrade (1890-1954), publicado em 1925. 

    pobre alimária

    O cavalo e a carroça
    Estavam atravancados nos trilhos
    E como o motorneiro² se impacientasse
    Porque levava os advogados para os escritórios
    Desatravancaram o veículo
    E o animal disparou Mas o lesto³ carroceiro
    Trepou na boleia
    E castigou o fugitivo atrelado
    Com um grandioso chicote

    (Obras completas, vol 7, 1974.)

    ¹ alimária: animal quadrúpede.
    ² motorneiro: indivíduo que dirige bonde.
    ³ lesto: ágil, ligeiro.

    É correto afirmar que o poema
    Escolha uma alternativa para a questão 56342486-07