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  • 58.062 questões
  • 160 instituições
  • 23 anos de prova

Resultados: 58.062 questões

Página 798 de 2.904

  • Ciências da Natureza

    Biologia

    A figura a seguir representa uma dupla fita de DNA, com as seguintes características definidas: polaridades (5’ e 3’), ponto origem de replicação (Ori), direções de abertura das fitas e de síntese das novas cadeias de DNA (setas). Os fragmentos designados por A, B, C e D são as fitas moldes para o processo replicativo.

    Imagem da questão de Biologia, UFT 2013, Moléculas, células e tecidos

    Com relação à replicação contínua e descontínua, marque a alternativa CORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 1385df0b-b0
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    A Leishmaniose Visceral (LV), também conhecida como calazar, é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico que, se não tratada, pode levar a óbito em até 90% dos casos.
    Avalie as assertivas a seguir e marque a alternativa CORRETA:

    I. A transmissão de LV ao homem é por meio da picada de fêmeas de flebotomíneos infectadas, principalmente da espécie Lutzomyia longipalpis.
    II. O ciclo evolutivo apresenta duas formas, a promastigota, que é obrigatoriamente parasita intracelular em mamíferos, e a amastigota, presente no tubo digestivo do inseto transmissor.
    III. A leishmaniose visceral é causada pela Leishmania brasiliensis e ataca vísceras como o baço e o fígado.
    IV. Medidas preventivas como limpeza de quintais, terrenos e praças, eliminação de fontes de umidade, eliminação e destino adequado de resíduos sólidos orgânicos, dentre outras, evitam a proliferação do inseto vetor.
    Escolha uma alternativa para a questão 1388df31-b0
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    O esquema a seguir representa o mecanismo de ação de componentes do sistema imunitário.


    Imagem da questão de Biologia, UFT 2013, Identidade dos seres vivos


    As células representadas pelas letras A, B, C e D e os tipos de imunidade representados por I e II são, respectivamente:

    Escolha uma alternativa para a questão 138ca526-b0
  • Ciências Humanas

    História

    Imagem da questão de História, UFT 2013, História Geral

    Disponível em: http://ebid.s3.amazonaws.com/upload_big/1/9/9/1324849575-18372-74.jpg Acesso em: 28. Jan. 2013 


    A imagem é a reprodução de um cartaz francês, de 1895, sobre a iluminação elétrica, símbolo da modernidade. Entre meados do século XIX até início do século XX, houve um grande desenvolvimento técnico e científico, que ficou conhecido como Segunda Revolução Industrial. Sobre esse período afirma-se que:


    I. Os maiores destaques, ao contrário da Primeira Revolução Industrial, estavam relacionados aos inventos e às descobertas. Na Segunda Revolução Industrial, o que deu impulso técnico foi a utilização do petróleo, do motor a combustão e do aço;


    II. O conjunto de novidades técnicas favoreceu uma flexibilização produtiva na atividade industrial e dinamizou a economia capitalista, incorporando também novos países, sobretudo os Estados Unidos e o Japão;


    III. A Segunda Revolução Industrial caracterizou-se pela produção em indústrias de grande porte (siderúrgicas, metalúrgicas, químicas, transporte ferroviário e naval). Essa etapa da industrialização também provocou transformações no cotidiano e na mentalidade da sociedade capitalista.


    Considerando as afirmativas, está (ão) CORRETA (S): 

    Escolha uma alternativa para a questão 1391c135-b0
  • Ciências Humanas

    História

    “[...] nenhum estudo sobre o imaginário político norte-americano pode ignorar a verdadeira obsessão em torno dos propósitos nacionais, a convicção tão fortemente arraigada de que os EUA, por sua elevada moralidade cívica e política (...) inigualáveis, receberam da Providência a missão excelsa de redimir os povos não democráticos e desenvolvidos do planeta”. (Adaptado. AZEVEDO, Cecília. Em nome da “América: Os corpos da paz no Brasil (1961-1981). São Paulo, Tese (Doutorado em História) – USP. 1992. p. 31)

    Essa afirmativa, claramente percebida em diversos programas e doutrinas intervencionistas norte-americanas, sendo uma das que, diretamente, influenciou a América Latina durante o período da Guerra Fria, denomina-se:
    Escolha uma alternativa para a questão 13a1d77d-b0
  • Ciências Humanas

    Sociologia

    Em 1848, foi editada uma obra de Karl Marx e Friedrich Engels em que os autores difundiram as bases políticas e ideológicas da chamada “Luta de Classes.” Trata-se do livro:
    Escolha uma alternativa para a questão 13a8f19e-b0
  • Imagem da questão de Conhecimentos Gerais, UFT 2013, Conhecimentos Gerais Sobre a América Latina

    Disponível em: < http://www.idadecerta.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/07 >. Acesso em: 01. Fev. 2013.


    A partir da década de 60 do século XX, surgiram regimes militares na América do Sul, em que milhares de pessoas foram torturadas e assassinadas. A charge ilustra o período citado. Esses regimes foram incentivados por uma política externa fomentada pelo governo dos Estados Unidos e foi conhecida por:

    Escolha uma alternativa para a questão 13abccf6-b0
  • Ciências Humanas

    Geografia

    As cidades estão ligadas entre si por uma estrutura de transportes e de meios de comunicação, formando uma rede urbana onde se estabelecem fluxos de mercadorias, pessoas e informações. As relações nessa rede urbana são hierárquicas, pois algumas cidades exercem papel de comando, estando no topo da hierarquia urbana: são as cidades globais e as metrópoles.
    LUCCI, E. A. et all, Geografia Geral e do Brasil - ensino médio, 2005, p.262

    Considerando o texto, as cidades globais se distinguem das metrópoles em função:
    Escolha uma alternativa para a questão 13b03e4b-b0
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Na ótica de Singer, o fenômeno migratório é social, assume a dimensão de classe social, que estaria respondendo aos processos social, econômico e político ao migrar. Para o autor, "as migrações internas são sempre historicamente condicionadas, sendo resultado de um processo global de mudança, do qual elas não devem ser separadas"
    SINGER, P. in OLIVEIRA, A. T. R. Algumas abordagens teóricas a respeito do fenômeno migratório. Reflexões sobre os deslocamentos populacionais no Brasil: Estudos e análises, informação demográfica e socioeconômica. Rio de Janeiro: IBGE, 2011.

    Partindo da realidade brasileira, o fenômeno migratório atual assume novas feições, quando se constata:
    Escolha uma alternativa para a questão 13b48418-b0
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Os relevos residuais são aqueles "que resistiram aos velhos processos desnudacionais, responsáveis pelas superfícies aplainadas dos sertões, ao fim do Terciário e início do Quaternário: superfície sertaneja velha e sertaneja moderna."
    AB'SABER. A. Os domínios de Natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas.São Paulo: ateliê editorial, 2003. p.90

    Considerando o texto, essa feição geomorfológica é denominada:
    Escolha uma alternativa para a questão 13b8a900-b0
  • Ciências Humanas

    Geografia

    O avanço do agronegócio pode ser constatado a partir de vários enfoques, entre os quais o aumento da produção/produtividade e da área plantada com produtos de exportação, pela crescente mecanização e tecnificação dos processos produtivos no campo, pelo aumento da integração entre capitais agropecuários-industriais-financeiros, bem como pela ampliação das cadeias produtivas alimentares e de insumos sob controle de conglomerados econômicos (...)
    Campos, C. S. S. A face feminina da pobreza das mulheres em território do agronegócio: o caso de Cruz Alta –RS. Buenos Aires: CLACSO, 2001, p. 101

    Considerando o texto acima, pode-se constatar que, no Brasil, o agronegócio traz em seu cerne:
    Escolha uma alternativa para a questão 13be9617-b0
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Os tipos de clima que atuam em nosso extenso território proporcionam a existência de paisagens variadas em cada uma das regiões brasileiras. De maneira geral, destacam-se, no Brasil, os climas quentes, uma característica que decorre do domínio de massas de ar equatoriais e tropicais e da posição geográfica de seu território, localizado quase que totalmente em baixas latitudes. BOLIGIAN, L.; BOLIGIAN, A. T. A. Geografia : espaço e vivência; volume único: ensino médio. São Paulo: atual, 2004, p. 79

    Imagem da questão de Geografia, UFT 2013, Clima
    Disponível: www.google.com/mapas/climas. Acesso: 02/02/2013

    Com base no mapa acima, segundo a classificação de STRAHELER, o clima predominante da região número 02 corresponde ao:
    Escolha uma alternativa para a questão 13c1eff2-b0
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Uma das camadas atmosféricas vai até cerca de 500 Km de altitude e é importante para as comunicações por conter grande quantidade de gases ionizados.

    A camada atmosférica a que o texto faz referência é:
    Escolha uma alternativa para a questão 13c5b7f5-b0
  • Ciências Humanas

    Geografia

    A união entre ciência e técnica que, a partir dos anos 70, havia transformado o território brasileiro revigora-se com os novos e portentosos recursos da informação, a partir do período de globalização e sob a égide do mercado. SANTOS; SILVEIRA. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 2. Ed. Rio de Janeiro: Record, 2001, p. 52

    O atual estágio de desenvolvimento científico e tecnológico que vem acontecendo no território brasileiro é identificado por:
    Escolha uma alternativa para a questão 13c8e138-b0
  • Linguagens

    Português

    O FASCÍNIO DO ÃO
    Roberto Pompeu de Toledo

    1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.
    2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.
    3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.
    4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...
    5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.
    6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.
    (Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)
    Assinale a alternativa que traz consideração analítica adequada sobre o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 3f749861-b0
  • Linguagens

    Português

    O FASCÍNIO DO ÃO
    Roberto Pompeu de Toledo

    1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.
    2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.
    3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.
    4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...
    5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.
    6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.
    (Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)
    Assinale a alternativa em que a reformulação do trecho transcrito entre parênteses implique erro linguístico ou mudança de sentido.
    Escolha uma alternativa para a questão 3f7d6def-b0
  • Linguagens

    Português

    O FASCÍNIO DO ÃO
    Roberto Pompeu de Toledo

    1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.
    2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.
    3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.
    4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...
    5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.
    6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.
    (Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)
    I. pespegado (1º §): aplicado
    II. emprestado (3º §): atribuído
    III. engatasse (3º §): acoplasse
    IV. propalado (6º §): propagado


    Tendo em conta as equivalências propostas para os termos acima, consideradas as circunstâncias em que são utilizados no texto, pode-se dizer que são VERDADEIRAS:
    Escolha uma alternativa para a questão 3f829c38-b0
  • Linguagens

    Português

    O FASCÍNIO DO ÃO
    Roberto Pompeu de Toledo

    1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.
    2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.
    3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.
    4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...
    5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.
    6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.
    (Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)
    I. O emprego do itálico no texto atende a finalidades distintas.
    II. Os parênteses são usados pelo autor com funções diversas.
    III. As aspas são sistematicamente utilizadas pelo autor para indicar menções.


    Dentre as afirmativas acima, são VERDADEIRAS:

    Escolha uma alternativa para a questão 3f8708cd-b0
  • Linguagens

    Português

    Tendo em conta a tirinha a seguir, assinale a afirmativa INCORRETA.


    Imagem da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos

    Disponível em: <http://temtudobr.blogspot.com.br/2008/12/tirinhas-muito-engraadas.html>.

    Acesso em 12 set. 2013.

    Escolha uma alternativa para a questão 3f8c5213-b0
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: A questão esta relacionada com a tabela e o gráfico a seguir, que tratam dos óbitos, no Brasil, segundo as causas mais comuns. Examine-os atentamente antes de responder a elas. 

    Tabela 1 – Número absoluto (N) e proporção* (%) de óbitos segundo causas básicas – 2009  
    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos

    Gráfico 1 — Óbitos por 100.000 habitantes segundo causas básicas  
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos
    Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/2884/162/taxade-mortalidade-por-doencas-croni-cas-cai-26.html>. Acesso em: 28 ago. 2013. 
    I. No último ano do levantamento, diabetes e doenças respiratórias são responsáveis, em conjunto, por mais de cem mil óbitos.

    II. A tabela mostra que cerca de três em cada dez óbitos no Brasil em 2009 se deveram a doenças cardiovasculares.

    III. Durante a última década do século XX e a primeira do século XXI, o câncer matou quatro vezes mais que o diabetes.


    Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3f8f8226-b0