História
- Descolonização Afro-asiática : novos Estados, nova arena internacional
- Prova de 2024
- USP
- Código da questão: C1794C95-8D
Banco de questões
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TEXTO 4
A dúvida, continuou Laura, maldita dúvida. Essa é minha companheira, a sombra inconveniente que me segura pelos calcanhares, que há de seguir comigo até o túmulo. A morte de Tomázia, será que ela me convinha? Talvez me conviesse. Essa hipótese, eu não tenho como descartar. Seu desaparecimento anularia a prova de meu crime? Teria poder para apaziguar a culpa que continuava latejando mesmo depois de meu rompimento definitivo com Vítor? A dúvida acabou se revelando muito superior à certeza. Mil, um milhão de vezes mais forte. Talvez se eu tivesse sido obrigada a confessar meu crime aos pés de um juiz, se tivesse sido enjaulada entre mulheres que me odiavam, que me submetessem ao horror do estupro, que atentassem contra minha pessoa, a sensação de culpa tivesse sido atenuada. Juro que cheguei a sentir inveja do destino reservado às muçulmanas que cometem o pecado do adultério. Desejei, sim, ser publicamente difamada, arrastada pelos cabelos, enterrada até o pescoço, e, finalmente, ter a cabeça esfacelada a pedradas. Qualquer coisa, qualquer situação limite teria sido menos penosa do que seguir carregando a culpa, enquanto simulava a mais absoluta indiferença. Não tenho vocação para o disfarce, a simulação. Ah, como eu lamentei a perda de meu direito de exibir minha fraqueza como outras mulheres faziam! Mas não, eu tinha a permanente obrigação de ser forte, de estar preparada para o momento em que meu mundo viesse abaixo, como veio.
A visão de mulheres com as cabeças esfaceladas, transformadas em um bolo de carne sangrento e disforme, partículas de cérebro espatifadas pra tudo que é lado, arrepiou meu corpo dolorido. Sentindo um princípio de náusea, comecei a fungar uma emoçãozinha desconfiada. Essa bruxa tá me embromando, penso, daqui a pouco eu entro na dela, caio em prantos e, alagada de piedade, abraço a velha, aliso seus cabelos grisalhos, cubro-lhe a face enrugada com beijinhos consoladores. Calma, tia, calma! Cuidado com a pressão. Tem aí algum tranquilizante que eu possa lhe dar?
(BARROS, Adelice da Silveira. A mesa dos inocentes. Goiânia: Kelps, 2010. p. 23.)
A religião mulçumana, referida no texto, teve seus primórdios na Arábia do século VI d.C. Logo após o falecimento do profeta Maomé, ela se espalhou pelo norte do continente africano, chegando a ocupar territórios europeus, e permaneceu por vários séculos na Península Ibérica. Acerca dessa religião, seus valores éticos e sua cultura, assinale a alternativa correta:

O gráfico abaixo refere-se à atividade de uma enzima proteolítica que atua no trato digestório:

A enzima em questão é a:
No Brasil, para que um candidato a presidente da república seja eleito em primeiro turno, ele precisa obter a maioria absoluta (mais do que a metade) de votos, não computados os em branco e os nulos.
Suponha que, após a apuração dos votos de 140 milhões de eleitores, chegou-se ao seguinte resultado:

Nessas condições, o candidato A:

Segundo especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE, a Floresta Amazônica, com 20% desmatada e outros 20% degradados, começa a falhar em seu papel de regulação do clima da América do Sul. Já dá sinais de desgaste em sua função de bombear umidade do oceano para o interior da América do Sul, entre outros problemas. O papel de “bomba d’água biótica” que a floresta exerce pode estar em risco. A consequência disso é que chuvas dentro do bioma e também em um polígono ao sul do continente, a leste dos Andes, podem não chegar com a mesma regularidade.
Para reverter a situação, a solução é não apenas parar o desmatamento, mas também iniciar um amplo processo de
reflorestamento, pois a seca que a Região Sudeste vive hoje já pode ser resultado da destruição da Amazônia. (GARCIA,
2014, A1).



TURKLE, Sherry. Mensagens de texto deixam você solitário. Superinteressante. Disponível em: . Acesso em 11 jan. 2014.
Com base no texto 2, responda à questão.
TEXTO 4
A dúvida, continuou Laura, maldita dúvida. Essa é minha companheira, a sombra inconveniente que me segura pelos calcanhares, que há de seguir comigo até o túmulo. A morte de Tomázia, será que ela me convinha? Talvez me conviesse. Essa hipótese, eu não tenho como descartar. Seu desaparecimento anularia a prova de meu crime? Teria poder para apaziguar a culpa que continuava latejando mesmo depois de meu rompimento definitivo com Vítor? A dúvida acabou se revelando muito superior à certeza. Mil, um milhão de vezes mais forte. Talvez se eu tivesse sido obrigada a confessar meu crime aos pés de um juiz, se tivesse sido enjaulada entre mulheres que me odiavam, que me submetessem ao horror do estupro, que atentassem contra minha pessoa, a sensação de culpa tivesse sido atenuada. Juro que cheguei a sentir inveja do destino reservado às muçulmanas que cometem o pecado do adultério. Desejei, sim, ser publicamente difamada, arrastada pelos cabelos, enterrada até o pescoço, e, finalmente, ter a cabeça esfacelada a pedradas. Qualquer coisa, qualquer situação limite teria sido menos penosa do que seguir carregando a culpa, enquanto simulava a mais absoluta indiferença. Não tenho vocação para o disfarce, a simulação. Ah, como eu lamentei a perda de meu direito de exibir minha fraqueza como outras mulheres faziam! Mas não, eu tinha a permanente obrigação de ser forte, de estar preparada para o momento em que meu mundo viesse abaixo, como veio.
A visão de mulheres com as cabeças esfaceladas, transformadas em um bolo de carne sangrento e disforme, partículas de cérebro espatifadas pra tudo que é lado, arrepiou meu corpo dolorido. Sentindo um princípio de náusea, comecei a fungar uma emoçãozinha desconfiada. Essa bruxa tá me embromando, penso, daqui a pouco eu entro na dela, caio em prantos e, alagada de piedade, abraço a velha, aliso seus cabelos grisalhos, cubro-lhe a face enrugada com beijinhos consoladores. Calma, tia, calma! Cuidado com a pressão. Tem aí algum tranquilizante que eu possa lhe dar?
(BARROS, Adelice da Silveira. A mesa dos inocentes. Goiânia: Kelps, 2010. p. 23.)
In Text 4, we note a number of terms in Portuguese relating to the human body and the field of medicine such as “pressão", “tranquilizante", “face", “cabelo", “cérebro" and “corpo".


Nuvens produzem chuva quando gotas minúsculas de água super-resfriadas colidem com partículas de poeira com o tamanho adequado, formando grânulos de gelo, que se precipitam em direção ao solo e derretem ao longo do caminho. O método mais conhecido de fazer chover envolve injetar partículas, “sementes” de iodeto de prata nas nuvens, em torno das quais o gelo pode se formar. (BAUM, 2014, p.46-53).
Na figura, observa-se um canhão antiaéreo, lançando
obliquamente uma cápsula que contém iodeto de prata, que
atinge a altura máxima na nuvem e explode. Considere o
módulo da aceleração da gravidade local igual a g, a cápsula,
com massa m, lançada com velocidade de módulo v0,
formando um ângulo θ com a superfície horizontal.
Desprezando-se a resistência do ar e com base nos
conhecimentos de Física, é correto afirmar:
Abaixo encontram-se descrições feitas por um estudante a respeito de dois artrópodes:
I. Tem um par de antenas, três pares de pernas e possui dois pares de asas;
II. Tem corpo dividido em cefalotórax e abdome, não tem antenas e possui quatro pares de pernas.
Em relação às categorias taxonômicas, os animais indicados por I e II pertencem
