Espanhol
- Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
- Prova de 2019
- UECE
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 1A48640D-00

Banco de questões
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“Os ingleses tiveram que enfrentar situações revolucionárias inesperadas durante os anos de 1640 e 1650, sem nenhuma orientação teórica, como a que Rousseau e Marx deram a seus sucessores franceses e russos, e sem experiência dos acontecimentos anteriores que pudessem ser chamados de revoluções. Eles tiveram que improvisar. A Bíblia em inglês foi o livro ao qual naturalmente voltaram-se em busca de orientação.”
HILL, Christopher. A Bíblia Inglesa e as Revoluções do Século XVII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
De acordo com o excerto, os ingleses no século XVII
No que diz respeito à hemofilia, escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma nos itens abaixo.
( ) A incapacidade de produzir o fator VIII de coagulação sanguínea apresentada pelos hemofílicos pode levar à morte e segue a herança ligada ao sexo.
( ) Mulheres do genótipo XhXh e homens do genótipo XhY são hemofílicos; portanto, a hemofilia segue o padrão típico de herança ligada ao cromossomo Y.
( ) Os homens hemofílicos não transmitem o alelo mutante para a prole do sexo masculino.
( ) As filhas de uma mulher hemofílica são hemofílicas, pois herdam um alelo selvagem da mãe.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Define-se poluição atmosférica como sendo “a presença de substâncias estranhas na atmosfera por produtos resultantes da atividade humana ou por processos naturais, em concentrações suficientes para interferir direta ou indiretamente na saúde, na segurança e no bem-estar dos seres vivos.”
Os efeitos nocivos da poluição do ar à saúde humana variam de acordo com as seguintes condições:
1) instalação de um ar frio e seco sobre uma determinada área industrial.
2) natureza dos poluentes.
3) condições prévias de saúde dos indivíduos expostos.
4) concentração dos poluentes
5) condições em que ocorrem as exposições aos poluentes.
Estão corretos:



São feitas, a seguir, algumas considerações gerais sobre o ambiente semiárido brasileiro. Identifique aquelas que estão corretamente formuladas.
1) Quando a agricultura começou a se estender pela região semiárida do Nordeste brasileiro, a maior parte da área era ocupada por grandes fazendas de criação de gado, utilizando-se do pasto nativo com pequenos subsistemas de roçados para alimentação dos trabalhadores, sistema muito vulnerável às condições ambientais.
2) O conceito de “convivência com o semiárido” surgiu em oposição ao conceito de “luta contra as secas”. O foco de transição de um conceito para o outro partiu da constatação de que as secas fazem parte do clima e que não há razão de lutar contra o clima.
3) Atualmente, em diversas áreas do semiárido brasileiro, os bovinos dividem espaço com caprinos e ovinos, sendo que estes dois últimos passaram a ganhar maior importância à medida que foram surgindo os sistemas de produção familiar.
4) As secas que periodicamente atingem o Nordeste brasileiro, deixando, em geral, uma série de graves problemas econômicos e sociais na região, são acarretadas diretamente pelo forte aquecimento superficial das águas do Atlântico Sul.
5) O ecossistema predominante no semiárido brasileiro é rico em biodiversidade, mas é relativamente frágil. Na maior parte da região, os subsolos são rochosos, o que não permite o crescimento de árvores de grande porte, exceto nos baixios, nos quais predominam as aluviões.
Estão corretas:
Para responder a questão, leia a crônica “Anúncio de João Alves”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), publicada originalmente em 1954.
Figura o anúncio em um jornal que o amigo me mandou, e está assim redigido:
À procura de uma besta. – A partir de 6 de outubro do ano cadente, sumiu-me uma besta vermelho-escura com os seguintes característicos: calçada e ferrada de todos os membros locomotores, um pequeno quisto na base da orelha direita e crina dividida em duas seções em consequência de um golpe, cuja extensão pode alcançar de quatro a seis centímetros, produzido por jumento.
Essa besta, muito domiciliada nas cercanias deste comércio, é muito mansa e boa de sela, e tudo me induz ao cálculo de que foi roubada, assim que hão sido falhas todas as indagações.
Quem, pois, apreendê-la em qualquer parte e a fizer entregue aqui ou pelo menos notícia exata ministrar, será razoavelmente remunerado. Itambé do Mato Dentro, 19 de novembro de 1899. (a) João Alves Júnior.
Cinquenta e cinco anos depois, prezado João Alves Júnior, tua besta vermelho-escura, mesmo que tenha aparecido, já é pó no pó. E tu mesmo, se não estou enganado, repousas suavemente no pequeno cemitério de Itambé. Mas teu anúncio continua um modelo no gênero, se não para ser imitado, ao menos como objeto de admiração literária.
Reparo antes de tudo na limpeza de tua linguagem. Não escreveste apressada e toscamente, como seria de esperar de tua condição rural. Pressa, não a tiveste, pois o animal desapareceu a 6 de outubro, e só a 19 de novembro recorreste à Cidade de Itabira. Antes, procedeste a indagações. Falharam. Formulaste depois um raciocínio: houve roubo. Só então pegaste da pena, e traçaste um belo e nítido retrato da besta.
Não disseste que todos os seus cascos estavam ferrados; preferiste dizê-lo “de todos os seus membros locomotores”. Nem esqueceste esse pequeno quisto na orelha e essa divisão da crina em duas seções, que teu zelo naturalista e histórico atribuiu com segurança a um jumento.
Por ser “muito domiciliada nas cercanias deste comércio”, isto é, do povoado e sua feirinha semanal, inferiste que não teria fugido, mas antes foi roubada. Contudo, não o afirmas em tom peremptório: “tudo me induz a esse cálculo”. Revelas aí a prudência mineira, que não avança (ou não avançava) aquilo que não seja a evidência mesma. É cálculo, raciocínio, operação mental e desapaixonada como qualquer outra, e não denúncia formal.
Finalmente – deixando de lado outras excelências de tua prosa útil – a declaração final: quem a apreender ou pelo menos “notícia exata ministrar”, será “razoavelmente remunerado”. Não prometes recompensa tentadora; não fazes praça de generosidade ou largueza; acenas com o razoável, com a justa medida das coisas, que deve prevalecer mesmo no caso de bestas perdidas e entregues.
Já é muito tarde para sairmos à procura de tua besta, meu caro João Alves do Itambé; entretanto essa criação volta a existir, porque soubeste descrevê-la com decoro e propriedade, num dia remoto, e o jornal a guardou e alguém hoje a descobre, e muitos outros são informados da ocorrência. Se lesses os anúncios de objetos e animais perdidos, na imprensa de hoje, ficarias triste. Já não há essa precisão de termos e essa graça no dizer, nem essa moderação nem essa atitude crítica. Não há, sobretudo, esse amor à tarefa bem-feita, que se pode manifestar até mesmo num anúncio de besta sumida.
(Fala, amendoeira, 2012.)
