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58.062 questões encontradas. Mostrando a página 2378 de 2904.

  • CB26C745-B0

    História

    História do Brasil
    UFU-MG · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os textos a seguir:

    Ao longo do século XVII, as atividades econômicas dos colonos da região de São Paulo assentaram-se numa ampla e sólida base de escravos índios, aprisionados nas frequentes expedições dos paulistas ao sertão.
    MONTEIRO, John Manuel. Negros da Terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 209.


    Donos de uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens, em que tão bem se revelam suas afinidades com o gentio, mestre e colaborador inigualável nas entradas, sabiam os paulistas como transpor pelas passagens mais convenientes as matas espessas ou as montanhas aprumadas, e como escolher sítio para fazer pouso e plantar mantimentos.
    HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e Fronteiras. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975. p. 15.


    Considerando os textos acima, assinale a alternativa correta acerca da relação entre entradas, bandeiras e escravidão indígena.
    Escolha uma alternativa para a questão cb26c745-b0
  • CB2037F4-B0

    Conhecimentos Gerais

    Movimentos Sociais, Discriminação e Desigualdade: Raça, classe e gênero
    UFU-MG · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia abaixo um trecho de um artigo publicado na revista Commentary, principal órgão de expressão da corrente neoconservadora nos Estados Unidos, em 1995.


    Nos anos recentes, o colapso da elite WASP e a substituição dos instrumentos tradicionais por valores inculcados pelo cartel TV-Hollywood-Meios de comunicação de Massa têm produzido na América [Estados Unidos] um novo estilo de composição cultural, que pode ser chamado de cultura do Mar Mediterrâneo, para destacar seu contraste com a ética do Mar do Norte. Ela enfatiza a auto-satisfação, o entretenimento, a promiscuidade sexual e o repúdio quase explícito a qualquer norma social [...] (BRZEZINSKI, 1995 apud AYERBE,2002, p. 22).


    Considerando as ideias do autor, assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão cb2037f4-b0
  • CB1B58F2-B0

    História

    História do Brasil
    UFU-MG · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Caras pintadas foi o nome dado aos jovens e estudantes que, em agosto e setembro de 1992, pintaram o rosto de verde e amarelo e organizaram passeatas pelo impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello.


    Sobre os fatos e o contexto histórico relacionados ao movimento dos caras pintadas, assinale a alternativa INCORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão cb1b58f2-b0
  • CB16F9BD-B0

    História

    História da América Latina
    UFU-MG · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Através de pesquisa empírica sobre a classe operária argentina nas décadas de 1930 e 1940, Miguel Murmis e Juan Carlos Portantiero enfatizaram a importância de se levarem em conta os interesses dos trabalhadores, mostrando que as medidas tomadas por Perón na Secretaria do Trabalho e da Previdência, a partir de 1943, vinham ao encontro das reivindicações de grande parte do setor operário, que via no sindicalismo a solução para os problemas de classe.

    CAPELATO, Maria Helena Rolim. Populismo latino-americano em discussão. In. FERREIRA, Jorge (org.) O Populismo e sua História: debate e crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. p.148.


    De acordo com a perspectiva de Miguel Murmis e Juan Carlos Portantiero, é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão cb16f9bd-b0
  • CB1213D5-B0

    História

    América Latina na segunda metade do século XX: revoluções, transformações e permanências
    UFU-MG · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o movimento de guerrilha Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), organizado em 1994, no estado de Chiapas, um dos mais pobres do México, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão cb1213d5-b0
  • CB0E1002-B0

    Filosofia

    A Política
    UFU-MG · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    O desenvolvimento das ciências naturais trouxe impactos sobre a produção tecnológica e chegou até os processos de trabalho, modificando antigos sistemas por máquinas a vapor. Essas mudanças trouxeram resultados também para as relações sociais, como observa Karl Marx (1818-1883) em sua obra: Miséria da filosofia:


    As relações sociais estão intimamente ligadas às forças produtivas. Apoderando-se de novas forças produtivas, os homens mudam seu modo de produção e, mudando o modo de produção, a maneira de ganhar a vida, mudam todas as suas relações sociais. O moinho braçal vos dará a sociedade com o senhor feudal, e o moinho a vapor a sociedade com o capitalista industrial.

    REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia: do romantismo ao empiriocriticismo. São Paulo: Paulus, 2005, p. 195, v. 5. (Coleção Filosofia).


    Com base no texto acima e no pensamento de Karl Marx, assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão cb0e1002-b0
  • CB0A2886-B0

    Filosofia

    O Sujeito Moderno
    UFU-MG · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imannuel Kant (1724 – 1804) reconheceu a importância dos avanços das ciências naturais, em especial da física, que passou de um conhecimento meramente especulativo para se constituir em ciência. A metafísica, por sua vez, não obteve o mesmo sucesso, pois, continuando a ser especulativa, por mais que os sistemas fossem muito bem elaborados, suas verdades não eram indiscutíveis. Assim, Kant procura dar à metafísica a mesma consistência que possuíam outros campos do saber, fundamentados em juízos sintéticos a priori.

    Com base nas explicações acima e nos seus conhecimentos, assinale a alternativa que define a concepção kantiana de juízo sintético a priori.
    Escolha uma alternativa para a questão cb0a2886-b0
  • CAFA9EDB-B0

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    UFU-MG · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    A filosofia grega se expandiu para além das fronteiras do mundo helênico e influenciou outros povos e culturas. Com o cristianismo não foi diferente e, aos poucos, a filosofia foi absorvida. Conforme Chalita, um dos motivos dessa absorção foi: [...] a necessidade de organizar os ensinamentos cristãos, de reunir os fatos e conceitos do cristianismo sob a forma de uma doutrina e elaborar uma teologia rigorosa. (CHALITA, G. Vivendo a Filosofia. São Paulo: Ática, 2006, p. 94.)

    Uma das características da patrística é a busca da conciliação entre a fé e a filosofia, e Agostinho de Hipona, ou Santo Agostinho (354 d.C. – 430 d.C.), influenciado pelo neoplatonismo, tornou-se uma referência para a filosofia cristã. Em relação ao desenvolvimento das ciências naturais, porém, o pensamento de Agostinho não deu grande impulso uma vez que sua filosofia – tal como a do mestre Platão – não adotava os fenômenos naturais como objeto de reflexão.

    Com base nos textos acima e em seus conhecimentos sobre a obra de Agostinho de Hipona, assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão cafa9edb-b0
  • CAF55086-B0

    Filosofia

    A Metafísica de Aristóteles
    UFU-MG · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Em sua obra Ética a Nicômaco, Aristóteles propôs a ideia de que a virtude é a disposição para buscar o meio termo ou a justa medida entre o excesso e a falta em determinada conduta.


    Com base nessa afirmação e em seus conhecimentos sobre a obra de Aristóteles, assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão caf55086-b0
  • CAF22D4B-B0

    Filosofia

    A Metafísica de Aristóteles
    UFU-MG · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C), apesar de ter sido discípulo de Platão, criou sua própria filosofia. Uma das diferenças marcantes entre os dois é a importância dada aos fenômenos naturais do chamado mundo sensível. No mundo sensível, a mudança é constante, característica que Aristóteles procura explicar a partir das concepções de matéria, forma, potência e ato.


    Com base nos seus conhecimentos e no texto acima, assinale a alternativa que define corretamente a concepção aristotélica de ato e potência.

    Escolha uma alternativa para a questão caf22d4b-b0
  • CAEDDCDF-B0

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    UFU-MG · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o seguinte trecho da Alegoria da Caverna.

    Agora imagine que por esse caminho as pessoas transportam sobre a cabeça objetos de todos os tipos: por exemplo, estatuetas de figuras humanas e de animais. Numa situação como essa, a única coisa que os prisioneiros poderiam ver e conhecer seriam as sombras projetadas na parede a sua frente.
    CHALITA, G. Vivendo a Filosofia. São Paulo: Ática, 2006, p. 50.


    Com base na leitura do trecho acima e em seus conhecimentos sobre a obra de Platão (428 a.C. – 348 a.C.), assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão caeddcdf-b0
  • CAEA0929-B0

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    UFU-MG · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto e as assertivas abaixo a respeito das relações entre o nascimento da filosofia e a mitologia.

    O nascimento da filosofia na Grécia é marcado pela passagem da cosmogonia para a cosmologia. A cosmogonia, típica do pensamento mítico, é descritiva e explica como do caos surge o cosmos, a partir da geração dos deuses, identificados às forças da natureza. Na cosmologia, as explicações rompem com a religiosidade: a arché (princípio) não se encontra mais na ordem do tempo mítico, mas significa princípio teórico, enquanto fundamento de todas as coisas. Daí a diversidade de escolas filosóficas, dando origem a fundamentações conceituais (e portanto abstratas) muito diferentes entre si.
    ARANHA, M. L. A; MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, 1993, p. 93.


    I - Uma corrente de pensamento afirma que houve ruptura completa entre mito e filosofia, tal corrente é a que defende a tese do milagre grego.
    II - Outra corrente de pensamento afirma que não houve ruptura completa entre mito e filosofia, mas certa continuidade, é a que defende a tese do mito noético.


    Assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão caea0929-b0
  • A40F86F8-AF

    Física

    Eletricidade
    PUC-GO · 2011Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Num circuito de malha única, com uma resistência R, a corrente é I. Quando uma nova resistência r é colocada em série no circuito, a corrente passa a ser i. Assinale a alternativa que corresponda ao valor de R:
    Escolha uma alternativa para a questão a40f86f8-af
  • A40BF68C-AF

    Matemática

    Aritmética e Problemas
    PUC-GO · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Suponha que um engenheiro, ao fazer o cálculo da área do terreno (plano) indicado pela figura abaixo, cometeu um pequeno erro, superestimando a medida da área em 25%. Assinale a alternativa que contenha o resultado a que chegou o engenheiro distraído:
    Imagem da questão de Matemática, PUC-GO 2011, Aritmética e Problemas
    Escolha uma alternativa para a questão a40bf68c-af
  • A407CAFA-AF

    Biologia

    Hereditariedade e diversidade da vida
    PUC-GO · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Em uma determinada raça canina, a coloração dos pelos é condicionada por um par de genes. A cor negra é definida pelo alelo dominante CN e a cor vermelha pelo duplo recessivo Cn , enquanto o padrão de uniformidade de cor é dependente de outro par de genes. O padrão uniforme é definido pelo alelo PM e o malhado pelo alelo recessivo Pm. O cruzamento de um macho de pelagem negra uniforme e uma fêmea com pelos negros e malhados resultou em uma ninhada de oito filhotes, sendo três negros e uniformes, três negros e malhados, um vermelho e uniforme e um vermelho e malhado. Assinale abaixo o item correspondente ao genótipo do pai:
    Escolha uma alternativa para a questão a407cafa-af
  • A404E854-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
        Fabiano curou no rasto a bicheira da novilha raposa. Levava no aió um frasco de creolina, e se houvesse achado o animal, teria feito o curativo ordinário. Não o encontrou, mas supôs distinguir as pisadas dele na areia, baixou-se, cruzou dois gravetos no chão e rezou. Se o bicho não estivesse morto, voltaria para o curral, que a oração era forte.
        Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. [...]
        Chape-chape. Os três pares de alpercatas batiam na lama rachada, seca e branca por cima, preta e mole por baixo. [...]
       A cachorra Baleia corria na frente, o focinho arregaçado, procurando na catinga a novilha raposa.
      Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. [...]
        Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. [...]
        – Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 
        Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. [...]
       Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
       – Você é um bicho, Fabiano.
       Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
        – Um bicho, Fabiano.
       Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos [...].
    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 17-19.). 
    Com relação ao texto 08, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a404e854-af
  • A401D0A6-AF

    Física

    Cinemática
    PUC-GO · 2011Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
        Fabiano curou no rasto a bicheira da novilha raposa. Levava no aió um frasco de creolina, e se houvesse achado o animal, teria feito o curativo ordinário. Não o encontrou, mas supôs distinguir as pisadas dele na areia, baixou-se, cruzou dois gravetos no chão e rezou. Se o bicho não estivesse morto, voltaria para o curral, que a oração era forte.
        Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. [...]
        Chape-chape. Os três pares de alpercatas batiam na lama rachada, seca e branca por cima, preta e mole por baixo. [...]
       A cachorra Baleia corria na frente, o focinho arregaçado, procurando na catinga a novilha raposa.
      Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. [...]
        Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. [...]
        – Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 
        Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. [...]
       Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
       – Você é um bicho, Fabiano.
       Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
        – Um bicho, Fabiano.
       Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos [...].
    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 17-19.). 
    “[...] Fabiano levantou-se com a consciência tranquila e marchou para casa [...].” Nessa marcha, Fabiano parte do repouso e acelera em linha reta a uma taxa de 0,2 m/s2 até atingir a velocidade de 10 m/s. Em seguida, Fabiano desacelera a uma taxa constante de 0,1 m/s2 até parar. Assinale a alternativa que corresponda corretamente ao tempo que transcorre entre a partida e a parada dele:
    Escolha uma alternativa para a questão a401d0a6-af
  • A3FE5F28-AF

    Sociologia

    Estratificação e desigualdade social
    PUC-GO · 2011Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
        Fabiano curou no rasto a bicheira da novilha raposa. Levava no aió um frasco de creolina, e se houvesse achado o animal, teria feito o curativo ordinário. Não o encontrou, mas supôs distinguir as pisadas dele na areia, baixou-se, cruzou dois gravetos no chão e rezou. Se o bicho não estivesse morto, voltaria para o curral, que a oração era forte.
        Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. [...]
        Chape-chape. Os três pares de alpercatas batiam na lama rachada, seca e branca por cima, preta e mole por baixo. [...]
       A cachorra Baleia corria na frente, o focinho arregaçado, procurando na catinga a novilha raposa.
      Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. [...]
        Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. [...]
        – Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 
        Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. [...]
       Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
       – Você é um bicho, Fabiano.
       Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
        – Um bicho, Fabiano.
       Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos [...].
    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 17-19.). 
    Considere o recorte do texto 08: “Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara.”
    A injusta situação fundiária, marcada pela concentração de terras nas mãos de poucos, pelo predomínio do latifúndio, acrescido ao total descaso das elites e do governo para com uma parcela da população tão grande quanto carente, perpassa a história brasileira em diferentes momentos históricos. Em relação a esse tema, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3fe5f28-af
  • A3FAC1D0-AF

    Geografia

    Agropecuária
    PUC-GO · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
        Fabiano curou no rasto a bicheira da novilha raposa. Levava no aió um frasco de creolina, e se houvesse achado o animal, teria feito o curativo ordinário. Não o encontrou, mas supôs distinguir as pisadas dele na areia, baixou-se, cruzou dois gravetos no chão e rezou. Se o bicho não estivesse morto, voltaria para o curral, que a oração era forte.
        Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. [...]
        Chape-chape. Os três pares de alpercatas batiam na lama rachada, seca e branca por cima, preta e mole por baixo. [...]
       A cachorra Baleia corria na frente, o focinho arregaçado, procurando na catinga a novilha raposa.
      Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. [...]
        Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. [...]
        – Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 
        Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. [...]
       Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
       – Você é um bicho, Fabiano.
       Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
        – Um bicho, Fabiano.
       Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos [...].
    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 17-19.). 
    O texto 08, trecho do livro de Graciliano Ramos, retrata a dificuldade que Fabiano enfrenta com relação à sua sobrevivência no sertão nordestino. Refletindo sobre esse tema, marque a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3fac1d0-af
  • A3F68BE6-AF

    Matemática

    Análise Combinatória em Matemática
    PUC-GO · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

    Segundo Ato

        Leléu, com apetrechos de limpeza, conversa na calçada da cadeia com o Cabo Heliodoro, que está armado de rifle.

        HELIODORO Você não sabe que eu sou sargento? Por que não chama Cabo Heliodoro? 
        LELÉU É porque o senhor tem toda a pinta de sargento.
        HELIODORO Conversa!

        LELÉU Esse mundo é assim. O sujeito nunca é o que nasceu pra ser. O senhor é cabo, mas nasceu pra sargento. 

       HELIODORO E você, Leléu? Você nasceu pra quê?

       LELÉU O senhor sabe o que eu queria ter, sargento? A força dos touros. O aprumo de um cavalo puro-sangue. Ser bom e doce para as mulherinhas, como as chuvas de caju que caem de repente, no calor mais duro de novembro. E livre, Sargento Heliodoro. Como o vento num pasto muito grande. 

       HELIODORO Você às vezes tem um jeito muito enfeitado de falar. Essa é a minha desgraça, não sei dizer uma coisa desse jeito. 

       LELÉU Livre... Você não queira saber como invejei Paraíba e Testa-Seca, essas duas semanas, quando um saía da cela para fazer faxina. Imagina você, Sargento Heliodoro, invejar duas pestes daquelas. Só porque podiam ver o céu em cima da cabeça deles. 

       HELIODORO Ora, isso não quer dizer nada. 

    Porque todo mundo tem inveja de você. Até o Tenente. Vou lhe dizer mais: até eu. 

       LELÉU Inveja de mim? Vocês?! Soltos?!

       HELIODORO Pra mim, pelo menos, isso de estar solto não adianta é nada.

       LELÉU Você está livre, senhor. Isso é pouco?

       HELIODORO Estou livre, mas sou um desgraçado, Leléu. Se você soubesse da minha vida, era capaz de chorar

        LELÉU Ah! Então não conte. Eu aqui já cheio de tristeza. Mas não será que se pode dar um jeito? Porque pra quase tudo neste mundo há jeito. 

       [...]

       LELÉU Mas Heliodoro, que tristeza! Eu fazia de você um homem bem casado!

       HELIODORO Ora, bem casado! A mulher parece um papagaio.

       LELÉU É verde?

       HELIODORO Quisera eu. Fala sem parar, é pior do que um rádio. De manhã à noite. 

    (LINS, Osman. Lisbela e o prisioneiro. São Paulo: Planeta, 2003. p. 37-39.)

    Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao número de permutações distintas usando-se o nome HELIODORO:
    Escolha uma alternativa para a questão a3f68be6-af