Questões do ENEM 2009
Questões aplicadas na prova de 2009, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
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576 questões encontradas. Mostrando a página 11 de 29.
C740F912-DE Observe o parágrafo abaixo:“Começo arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás íntimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...” (ASSIS, J.M.M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro, Tecnoprint, s.d. p. 126)Na passagem acima, o narrador de Machado de Assis se apresenta, de maneira desiludida, quanto aos caminhos da sua narração, e dá ao seu livro um caráter demeritório e responsabiliza o leitor por isso. Nesse caso, esta obra, que é um verdadeiro divisor de águas na ficção brasileira, no século 19, pretende-se por meio do domínio irônico:C73D509F-DE Português
Interpretação de TextosUFAC · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritosObserve o parágrafo abaixo:
“Em 2006, foi condenado pelo crime em júri popular. No mesmo ano, teve a sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo e, dois anos mais tarde, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Como explicar o fato de que continua livre? A resposta está, sobretudo, numa mudança ideológica que começou a tomar corpo no Supremo Tribunal Federal (STF) no início dos anos 2000. Até a década de 90, o STF era composto de uma maioria de ministros ditos conservadores – termo que – em direito penal, indica aqueles que têm uma interpretação rigorosa da lei, em oposição, por exemplo, aos ‘garantistas’, mais preocupados em assegurar os direitos fundamentais do réu. Grossíssimo modo, conservadores seriam aqueles que mandam prender e garantistas, ou liberais, aqueles que mandam soltar. A partir de 2003, o colegiado de onze magistrados do STF sofreu sete substituições. O fato de quase todos os novos ministros serem liberais levou a que uma tese passasse a prevalecer nas decisões do tribunal: o princípio da presunção da inocência, segundo o qual ninguém será considerado culpado antes que todos os recursos da defesa sejam julgados. No tempo da supremacia conservadora no STF, entendia-se que uma condenação em segunda instância era suficiente para que o réu pudesse ser preso. Agora, com a hegemonia garantista, desde que ele tenha dinheiro para pagar bons advogados e entrar com sucessivos recursos na Justiça, poderá ficar solto até a palavra final do STF, ainda que isso leve quase uma década – como no caso de Pimenta Neves.” (DINIS, L. Quase uma década de impunidade. Veja, São Paulo, 23 set. 2009. Brasil, p. 74)
Em qual das expressões abaixo, a jornalista dá entrada para uma mudança de expectativa no processo de compreensão dos termos jurídicos em foco, de forma mais clara:
C739288F-DE Português
Interpretação de TextosUFAC · 2009FácilEntre para guardar nos favoritosObserve o parágrafo abaixo:
“Em 2006, foi condenado pelo crime em júri popular. No mesmo ano, teve a sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo e, dois anos mais tarde, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Como explicar o fato de que continua livre? A resposta está, sobretudo, numa mudança ideológica que começou a tomar corpo no Supremo Tribunal Federal (STF) no início dos anos 2000. Até a década de 90, o STF era composto de uma maioria de ministros ditos conservadores – termo que – em direito penal, indica aqueles que têm uma interpretação rigorosa da lei, em oposição, por exemplo, aos ‘garantistas’, mais preocupados em assegurar os direitos fundamentais do réu. Grossíssimo modo, conservadores seriam aqueles que mandam prender e garantistas, ou liberais, aqueles que mandam soltar. A partir de 2003, o colegiado de onze magistrados do STF sofreu sete substituições. O fato de quase todos os novos ministros serem liberais levou a que uma tese passasse a prevalecer nas decisões do tribunal: o princípio da presunção da inocência, segundo o qual ninguém será considerado culpado antes que todos os recursos da defesa sejam julgados. No tempo da supremacia conservadora no STF, entendia-se que uma condenação em segunda instância era suficiente para que o réu pudesse ser preso. Agora, com a hegemonia garantista, desde que ele tenha dinheiro para pagar bons advogados e entrar com sucessivos recursos na Justiça, poderá ficar solto até a palavra final do STF, ainda que isso leve quase uma década – como no caso de Pimenta Neves.” (DINIS, L. Quase uma década de impunidade. Veja, São Paulo, 23 set. 2009. Brasil, p. 74)
No trecho da reportagem acima, a jornalista procura mostrar os mecanismos de funcionamento da justiça brasileira, a partir de um crime bárbaro e que, quase uma década depois, continua impune. A maneira como ela desenvolve a sua argumentação leva em conta algumas minúcias, por meio de termos, que procuram driblar um pouco o peso da linguagem técnica para entender a nossa atual cultura jurídica da impunidade. Isso acontece porque:
C734E962-DE Português
Interpretação de TextosUFAC · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritosObserve o parágrafo abaixo:“Dia após dia, nestas últimas semanas, o público vem se admirando com exibições de amor entre gente que deveria se odiar. Por que estariam aos abraços, fazendo elogios radicais uns aos outros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o expresidente Fernando Collor e o atual presidente do Senado José Sarney? Lula, numa declaração inesquecível, disse que Sarney era ‘o grande ladrão da Nova República’; contra Collor, ele e o seu partido se jogaram numa guerra de extermínio desde o primeiro dia de seu governo e só sossegaram quase três anos depois, quando o inimigo foi posto para fora da presidência. Collor, por sua vez, disse que Sarney era ‘um batedor de carteira’ – carteira ‘da história’, em suas palavras, o que não é tão ruim quanto uma carteira de verdade, mas assim mesmo é coisa pra lá de pesada. Também afirmou, na sua disputa presidencial contra Lula, que o adversário iria expropriar as casas e apartamentos das pessoas se fosse eleito – isso para não falar da humilhação pública que lhe impôs ao levar para a televisão uma ex-companheira do atual presidente, que o acusou de racismo e de pressão para abortar a filha que acabariam tendo. Sarney se queixa até hoje das 1200 greves, a maioria comandada pelo PT, que teve ao longo de seu governo, e já descreveu Collor como ‘um homem profundamente transtornado.’” (GUZZO, J.R. Do mesmo lado. Veja, São Paulo, 19 ago. 2009. Seções, p. 142)
O autor do artigo diz que Collor havia chamado Sarney de “o batedor de carteira”, mas a “carteira da história”, o que amenizaria, num certo sentido, o insulto, mas que não deixaria de ter o seu peso de desagravo. Por outro lado, poderíamos compreender esse último aspecto como:C731F43B-DE Português
Interpretação de TextosUFAC · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritosObserve o parágrafo abaixo:“Dia após dia, nestas últimas semanas, o público vem se admirando com exibições de amor entre gente que deveria se odiar. Por que estariam aos abraços, fazendo elogios radicais uns aos outros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o expresidente Fernando Collor e o atual presidente do Senado José Sarney? Lula, numa declaração inesquecível, disse que Sarney era ‘o grande ladrão da Nova República’; contra Collor, ele e o seu partido se jogaram numa guerra de extermínio desde o primeiro dia de seu governo e só sossegaram quase três anos depois, quando o inimigo foi posto para fora da presidência. Collor, por sua vez, disse que Sarney era ‘um batedor de carteira’ – carteira ‘da história’, em suas palavras, o que não é tão ruim quanto uma carteira de verdade, mas assim mesmo é coisa pra lá de pesada. Também afirmou, na sua disputa presidencial contra Lula, que o adversário iria expropriar as casas e apartamentos das pessoas se fosse eleito – isso para não falar da humilhação pública que lhe impôs ao levar para a televisão uma ex-companheira do atual presidente, que o acusou de racismo e de pressão para abortar a filha que acabariam tendo. Sarney se queixa até hoje das 1200 greves, a maioria comandada pelo PT, que teve ao longo de seu governo, e já descreveu Collor como ‘um homem profundamente transtornado.’” (GUZZO, J.R. Do mesmo lado. Veja, São Paulo, 19 ago. 2009. Seções, p. 142)O autor do artigo trata das relações convenientes no alto escalão da nossa república, mas faz isso de uma maneira bastante peculiar, utilizando alguns recursos que acabam ratificando um determinado efeito. Poderíamos dizer que em boa parte deste parágrafo ele:
C72E323A-DE Português
Interpretação de TextosUFAC · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritosObserve o parágrafo abaixo:“Duas décadas sem papel higiênico ajudaram os cubanos a encontrar uma utilidade, digamos, escatológica para o jornal oficial do Partido Comunista, o Granma, e para o recém-lançado Dicionário de pensamentos de Fidel Castro, um livrão de mais de 300 páginas muito apreciado por suas folhas finas e macias. O uso sanitário das publicações do governo é tão difundido que já deu origem a uma versão bizarra da lei da oferta e da procura: no mercado paralelo, o jornal da semana passada é vendido pelo mesmo preço que o da edição do dia. Na verdade, não importa a data da publicação se a finalidade for substituir o papel higiênico. Favorito para o asseio dos cubanos, o Granma tem oito páginas (dezesseis às sextasfeiras) e 400 mil exemplares diários. Seus artigos, pura ladainha comunista, são uma enorme chatice. As notícias, distorcidas pela propaganda oficial, não têm credibilidade. Mas o diário é bastante valorizado pela qualidade absorvente do papel em que é impresso e também pelas cores firmes, que não mancham o traseiro de seus, por assim dizer, leitores.” (TEIXEIRA, D. Até que enfim serviram para algo. Veja, São Paulo, 9 set. 2009. Ideologia, p. 98)A reportagem acima, ressalta, em boa parte do texto, o aspecto irônico ao tratar de uma questão que deveria ser, em primeiro lugar, meramente informativa. Ao utilizar esse recurso de forma geral ele proporciona:C72A1464-DE Português
Interpretação de TextosUFAC · 2009MédioEntre para guardar nos favoritosObserve o trecho abaixo:“Você é um sundae polvilhado com Ovomaltine. Pelo menos do ponto de vista dos micróbios. Existem mais bactérias pastando pela sua pele do que gente vivendo no planeta. Para elas, seu corpo é o paraíso, um lugar cheio de oásis onde água e comida jorram o tempo todo, na forma de água, sais minerais e gordura e proteínas. Cada um dos seus poros é como um restaurante onde tudo isso sai de graça. Em troca, elas deixam seu corpo fedendo. As axilas são mais problemáticas porque são as praças de alimentação mais concorridas, com glândulas que produzem mais óleos e proteínas de que elas gostam. E isso porque a pele nem tem tantas bactérias assim, comparado com a parte de dentro. A realidade assusta. Nosso corpo é feito de 10 trilhões de células. E abriga 100 trilhões de bactérias. Da próxima vez que se olhar no espelho, lembre-se: 90% do que está ali não é você, mas uma megacivilização de micro-organismos.”(VERSIGNASSI, A., AXT, B. Donos do mundo. Superinteressante, São Paulo, ago. 2009. Capa, p. 54)Na passagem “Cada um dos seus poros é como um restaurante onde tudo isso sai de graça. Em troca, elas deixam seu corpo fedendo.” Existe uma comparação quase hiperbólica de início e, a seguir, o aspecto realçado procura:
C7257131-DE Português
Figuras de LinguagemUFAC · 2009MédioEntre para guardar nos favoritosObserve o trecho abaixo:“Você é um sundae polvilhado com Ovomaltine. Pelo menos do ponto de vista dos micróbios. Existem mais bactérias pastando pela sua pele do que gente vivendo no planeta. Para elas, seu corpo é o paraíso, um lugar cheio de oásis onde água e comida jorram o tempo todo, na forma de água, sais minerais e gordura e proteínas. Cada um dos seus poros é como um restaurante onde tudo isso sai de graça. Em troca, elas deixam seu corpo fedendo. As axilas são mais problemáticas porque são as praças de alimentação mais concorridas, com glândulas que produzem mais óleos e proteínas de que elas gostam. E isso porque a pele nem tem tantas bactérias assim, comparado com a parte de dentro. A realidade assusta. Nosso corpo é feito de 10 trilhões de células. E abriga 100 trilhões de bactérias. Da próxima vez que se olhar no espelho, lembre-se: 90% do que está ali não é você, mas uma megacivilização de micro-organismos.”(VERSIGNASSI, A., AXT, B. Donos do mundo. Superinteressante, São Paulo, ago. 2009. Capa, p. 54)Os autores da reportagem utilizam, logo no início desse parágrafo, uma metáfora para definir o ser humano enquanto organismo (“Você é um sundae polvilhado de Ovomaltine”). Logo adiante, explicam que é do ponto de vista das bactérias. Ao final, eles nos lembram que, ao nos olharmos no espelho, boa parte do que vemos não somos nós. Esses recursos da linguagem interessam para indicar:D3E9F8B3-DE Espanhol
Interpretação de Texto | Comprensión de LecturaUEPB · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos
Señala la alternativa que explica correctamente la razón de la reacción del dueño del perro al ver su animal en el taxi.D3E6B838-DE Espanhol
Interpretação de Texto | Comprensión de LecturaUEPB · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritos
Lee las frases abajo:I - ¿Por qué no te va a hacer las compras en el supermercado?II - La verdad es que mi perrito se perdió.III - A nosotros nos gustan más ir de compras en verano.IV - A mi perro y a mí nos gusta mucho caminar bajo la lluvia.¿Cuál(es) de las frases arriba está(n) escrita(s) correctamente en español?D3E3AA1E-DE Espanhol
Flexão do Nome | Flexíon de las PalabrasUEPB · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritos
Señala la alternativa que trae la forma correcta del plural de la siguiente frase: ¡Se perdió mi perrito!D3E096A2-DE Espanhol
Interpretação de Texto | Comprensión de LecturaUEPB · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritos
¿Qué quiso comunicar el personaje cuando dijo: “Apuremonos en comprar porque parece que va a llover”?D3DD4806-DE Espanhol
Flexão do Nome | Flexíon de las PalabrasUEPB · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritos
Lee la frase: “Washington, acompáñame al supermercado a hacer unas compras.” Señala la alternativa correcta respecto al término subrayado.D3DA0E3E-DE Espanhol
Modo Verbal (Indicativo, Subjuntivo e Imperativo) | Modo Verbal (Indicativo, Subjuntivo e Imperativo)UEPB · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritos
Lee las frases a continuación:
I - “Comience por la naturaleza más insólita…”
II - “Recorra los pasos de los exploradores españoles…”
III - “Descubra mundos de fantasía…”
IV - “…visítenos en el internet…”
¿Cuál de las frases arriba presenta un tiempo verbal distinto al utilizado en el término subrayado en la frase: “Venga a sentir el calor de nuestra Florida”?
D3CD27E4-DE Espanhol
Interpretação de Texto | Comprensión de LecturaUEPB · 2009Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
La imagen ilustra varias expresiones presentes en el texto. ¿Cuál de las alternativas abajo trae una expresión no ilustrada en la imagen del anuncio?D3BF84E6-DE Espanhol
Conjunções | ConjuncionesUEPB · 2009FácilEntre para guardar nos favoritosTexto I
Un abuelo coraje de Las Vegas, informático y con un nieto autista, se dio cuenta de que Internet podría ser una buena herramienta para la rehabilitación de su nieto de seis años. Sin embargo, lo único que consiguió fue el desánimo tras constatar que para el pequeño Zac la gran cantidad de colores, los banners y los contenidos estridentes de la Red no lo ayudaban en nada. Con sus dotes de programador, John LeSieur diseñó un navegador web específico para niños autistas, que simplifica la búsqueda de contenidos y elimina los elementos que afectan a la mente de quienes sufren esta enfermedad.John LeSieur, programador informático afincado en Las Vegas, se dio cuenta de que él mismo podría facilitar la vida a su nieto si creaba un navegador más sencillo. Aprovechando su pequeña empresa de software llamada People CD Inc., se dio a la tarea de proyectar el navegador. LeSieur sólo buscaba ayudar a su nieto Zackary Villeneuve, que vive en Saint Remi, Quebec (Canadá), pero una vez que publicó en Internet su proyecto, muchos padres quisieron probar el “Navegador Zac para niños autistas”.Preguntando a pedagogos y rehabilitadores de autismo, el abuelo de Zac incorporó numerosas prestaciones a su navegador, como el bloqueo de algunas teclas y funciones del ordenador para que el niño no se distraiga con elementos secundarios, como el botón derecho del ratón o la tecla “Imprimir pantalla”. “Algunas partes de la Red tienen mucho material extraño que puede estar distrayendo y para un niño que se comunica de forma no verbal, no habría ninguna posibilidad para que utilice esta información”, señaló un investigador de la Brown University de Rhode Island Stephen Sheinkopf.Otros elementos del navegador, como los iconos simplificados y su gran tamaño, ayudan al pequeño a acceder de forma directa a juegos, cuentos o ejercicios mentales. “Estamos tratando de evitar aquellos sitios web que sean oscuros, agresivos visualmente o muy complicados, porque todo esto tiene qué ver con su propia autoestima. Si ellos no sienten que tienen el control, se frustrarán fácilmente”, asegura John LeSieur.El PaísOTR/PRESS – Las Vegas – 05/06/200“Si ellos no sienten que tienen el control [...]” la palabra destacada, morfológicamente, esD3BBCD65-DE Espanhol
Artigos | ArtículosUEPB · 2009MédioEntre para guardar nos favoritosTexto I
Un abuelo coraje de Las Vegas, informático y con un nieto autista, se dio cuenta de que Internet podría ser una buena herramienta para la rehabilitación de su nieto de seis años. Sin embargo, lo único que consiguió fue el desánimo tras constatar que para el pequeño Zac la gran cantidad de colores, los banners y los contenidos estridentes de la Red no lo ayudaban en nada. Con sus dotes de programador, John LeSieur diseñó un navegador web específico para niños autistas, que simplifica la búsqueda de contenidos y elimina los elementos que afectan a la mente de quienes sufren esta enfermedad.John LeSieur, programador informático afincado en Las Vegas, se dio cuenta de que él mismo podría facilitar la vida a su nieto si creaba un navegador más sencillo. Aprovechando su pequeña empresa de software llamada People CD Inc., se dio a la tarea de proyectar el navegador. LeSieur sólo buscaba ayudar a su nieto Zackary Villeneuve, que vive en Saint Remi, Quebec (Canadá), pero una vez que publicó en Internet su proyecto, muchos padres quisieron probar el “Navegador Zac para niños autistas”.Preguntando a pedagogos y rehabilitadores de autismo, el abuelo de Zac incorporó numerosas prestaciones a su navegador, como el bloqueo de algunas teclas y funciones del ordenador para que el niño no se distraiga con elementos secundarios, como el botón derecho del ratón o la tecla “Imprimir pantalla”. “Algunas partes de la Red tienen mucho material extraño que puede estar distrayendo y para un niño que se comunica de forma no verbal, no habría ninguna posibilidad para que utilice esta información”, señaló un investigador de la Brown University de Rhode Island Stephen Sheinkopf.Otros elementos del navegador, como los iconos simplificados y su gran tamaño, ayudan al pequeño a acceder de forma directa a juegos, cuentos o ejercicios mentales. “Estamos tratando de evitar aquellos sitios web que sean oscuros, agresivos visualmente o muy complicados, porque todo esto tiene qué ver con su propia autoestima. Si ellos no sienten que tienen el control, se frustrarán fácilmente”, asegura John LeSieur.El PaísOTR/PRESS – Las Vegas – 05/06/200“Sin embargo, lo único que consiguió [...]”, el término subrayado esD3B84E04-DE Espanhol
Interpretação de Texto | Comprensión de LecturaUEPB · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto I
Un abuelo coraje de Las Vegas, informático y con un nieto autista, se dio cuenta de que Internet podría ser una buena herramienta para la rehabilitación de su nieto de seis años. Sin embargo, lo único que consiguió fue el desánimo tras constatar que para el pequeño Zac la gran cantidad de colores, los banners y los contenidos estridentes de la Red no lo ayudaban en nada. Con sus dotes de programador, John LeSieur diseñó un navegador web específico para niños autistas, que simplifica la búsqueda de contenidos y elimina los elementos que afectan a la mente de quienes sufren esta enfermedad.John LeSieur, programador informático afincado en Las Vegas, se dio cuenta de que él mismo podría facilitar la vida a su nieto si creaba un navegador más sencillo. Aprovechando su pequeña empresa de software llamada People CD Inc., se dio a la tarea de proyectar el navegador. LeSieur sólo buscaba ayudar a su nieto Zackary Villeneuve, que vive en Saint Remi, Quebec (Canadá), pero una vez que publicó en Internet su proyecto, muchos padres quisieron probar el “Navegador Zac para niños autistas”.Preguntando a pedagogos y rehabilitadores de autismo, el abuelo de Zac incorporó numerosas prestaciones a su navegador, como el bloqueo de algunas teclas y funciones del ordenador para que el niño no se distraiga con elementos secundarios, como el botón derecho del ratón o la tecla “Imprimir pantalla”. “Algunas partes de la Red tienen mucho material extraño que puede estar distrayendo y para un niño que se comunica de forma no verbal, no habría ninguna posibilidad para que utilice esta información”, señaló un investigador de la Brown University de Rhode Island Stephen Sheinkopf.Otros elementos del navegador, como los iconos simplificados y su gran tamaño, ayudan al pequeño a acceder de forma directa a juegos, cuentos o ejercicios mentales. “Estamos tratando de evitar aquellos sitios web que sean oscuros, agresivos visualmente o muy complicados, porque todo esto tiene qué ver con su propia autoestima. Si ellos no sienten que tienen el control, se frustrarán fácilmente”, asegura John LeSieur.El PaísOTR/PRESS – Las Vegas – 05/06/200“Algunas partes de la Red [...]” traduce la idea de
177D544B-DE Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUEPB · 2009Muito difícilEntre para guardar nos favoritosTEXT E
Could Women Grow Their Own Sperm?
Anna Smajdor, an ethicist at the University of East Anglia, claims that people’s control over their reproductive choices will be dramatically altered if sperm and eggs can be created from stray skin cells. A woman could, for example, pick up a bit of bodily detritus from a prominent man, take it to a laboratory and give birth to his genetic child. Smajdor says that what has been termed ‘reprogrammable biology’ gives us the capacity to make cells act in new ways, blurring what we mean by an egg or sperm or even embryo. She points out that the boundaries between these categories have become very fluid, with the development of techniques that allow us to alter their genetic make-up or prompt them to behave in new ways. This raises very perplexing questions about ethics, law and regulation.Most religions would welcome ways of giving infertile men and women a possibility to produce sperm and eggs, although they might object if making gametes involved destroying human embryos. Research into the reproductive process has triggered debates among scientists about how far human reproduction should be altered. All agree that men should be capable of producing eggs: the fact that men have an X chromosome, like women, should make it possible. Thus, male gay couples could, with the help of a surrogate mother, have their own biological baby. But things are more complicated when it comes to women becoming fathers: some scientists believe that the Y (male) chromosome is so important to sperm that attempts to use female cells will be doomed. But on one point, everyone can agree: for women to father children and men to make eggs would be as significant a breakthrough as the birth of the first test tube baby 30 years ago.Adapted from The Daily Telegraph, February 12th, 2008Which of the following statements is true, with reference to TEXT E:1779D145-DE Inglês
Verbos modais | Modal verbsUEPB · 2009MédioEntre para guardar nos favoritosTEXT E
Could Women Grow Their Own Sperm?
Anna Smajdor, an ethicist at the University of East Anglia, claims that people’s control over their reproductive choices will be dramatically altered if sperm and eggs can be created from stray skin cells. A woman could, for example, pick up a bit of bodily detritus from a prominent man, take it to a laboratory and give birth to his genetic child. Smajdor says that what has been termed ‘reprogrammable biology’ gives us the capacity to make cells act in new ways, blurring what we mean by an egg or sperm or even embryo. She points out that the boundaries between these categories have become very fluid, with the development of techniques that allow us to alter their genetic make-up or prompt them to behave in new ways. This raises very perplexing questions about ethics, law and regulation.Most religions would welcome ways of giving infertile men and women a possibility to produce sperm and eggs, although they might object if making gametes involved destroying human embryos. Research into the reproductive process has triggered debates among scientists about how far human reproduction should be altered. All agree that men should be capable of producing eggs: the fact that men have an X chromosome, like women, should make it possible. Thus, male gay couples could, with the help of a surrogate mother, have their own biological baby. But things are more complicated when it comes to women becoming fathers: some scientists believe that the Y (male) chromosome is so important to sperm that attempts to use female cells will be doomed. But on one point, everyone can agree: for women to father children and men to make eggs would be as significant a breakthrough as the birth of the first test tube baby 30 years ago.Adapted from The Daily Telegraph, February 12th, 2008The MODALS ‘can’, ‘could’, ‘would’, ’might’ in TEXT E are used to show