Questões do ENEM 2010
Questões aplicadas na prova de 2010, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
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1.564 questões encontradas. Mostrando a página 43 de 79.
896A9899-AF Para responder à questão, considere o texto abaixo.Do primitivismo de Pau-Brasil, saiu em 1927 o movimento Antropófago, chefiado por Oswald de Andrade, com Tarsila do Amaral, Raul Bopp, Antônio de Alcântara Machado e outros. A posição anterior é aí requintada em sentido mitológico e simbólico mais amplo, com uma verdadeira filosofia embrionária da cultura. Oswald propugnava uma atitude brasileira de devoração ritual dos valores europeus, a fim de superar a civilização patriarcal e capitalista, com as suas normas rígidas no plano social e os seus recalques impostos, no plano psicológico.(Antonio Candido e José Aderaldo Castello, Presença da Literatura Brasileira − Modernismo. 6. ed. Rio de Janeiro/S. Paulo: Difel, 1977. p. 16)O significado original da antropofagia para as sociedades indígenas no Brasil pode ser relacionado89645A9D-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.Do primitivismo de Pau-Brasil, saiu em 1927 o movimento Antropófago, chefiado por Oswald de Andrade, com Tarsila do Amaral, Raul Bopp, Antônio de Alcântara Machado e outros. A posição anterior é aí requintada em sentido mitológico e simbólico mais amplo, com uma verdadeira filosofia embrionária da cultura. Oswald propugnava uma atitude brasileira de devoração ritual dos valores europeus, a fim de superar a civilização patriarcal e capitalista, com as suas normas rígidas no plano social e os seus recalques impostos, no plano psicológico.(Antonio Candido e José Aderaldo Castello, Presença da Literatura Brasileira − Modernismo. 6. ed. Rio de Janeiro/S. Paulo: Difel, 1977. p. 16)A devoração ritual dos valores europeus se estendia a determinados cânones artísticos europeus herdados do Renascimento. Nesse período da história europeia (séculos XV e XVI), houve8960B4AD-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.O padre Antonio Vieira, ao contrário de um Gregório de Matos saudoso do “Antigo Estado”, sabia que a máquina mercante da colonização viera para ficar, irreversível, inexorável. E que, sendo inútil lamentar a sua intrusão nos portos da Colônia, importava dominá-la imitando seus mecanismos e criando, na esfera do poder monárquico luso, uma estrutura similar que pudesse vencê-la na concorrência entre os impérios. Esse projeto o situa no centro nervoso da política colonial. Enquanto conselheiro de D. João IV, inspira ao rei a fundação de uma Companhia das Índias Ocidentais assentada principalmente em capitais judaicos.(Alfredo Bosi, Dialética da colonização. S. Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 120)A fundação da Companhia a que o texto faz referência ocorreu895AF174-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.O padre Antonio Vieira, ao contrário de um Gregório de Matos saudoso do “Antigo Estado”, sabia que a máquina mercante da colonização viera para ficar, irreversível, inexorável. E que, sendo inútil lamentar a sua intrusão nos portos da Colônia, importava dominá-la imitando seus mecanismos e criando, na esfera do poder monárquico luso, uma estrutura similar que pudesse vencê-la na concorrência entre os impérios. Esse projeto o situa no centro nervoso da política colonial. Enquanto conselheiro de D. João IV, inspira ao rei a fundação de uma Companhia das Índias Ocidentais assentada principalmente em capitais judaicos.(Alfredo Bosi, Dialética da colonização. S. Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 120)A consolidação do poder monárquico luso a que o texto faz referência deve ser compreendida historicamente no contexto da formação dos Estados Nacionais na Europa, durante a época moderna. Dentre as ideias que embasaram esse processo, no caso português, pode-se citar:89553DFE-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.O padre Antonio Vieira, ao contrário de um Gregório de Matos saudoso do “Antigo Estado”, sabia que a máquina mercante da colonização viera para ficar, irreversível, inexorável. E que, sendo inútil lamentar a sua intrusão nos portos da Colônia, importava dominá-la imitando seus mecanismos e criando, na esfera do poder monárquico luso, uma estrutura similar que pudesse vencê-la na concorrência entre os impérios. Esse projeto o situa no centro nervoso da política colonial. Enquanto conselheiro de D. João IV, inspira ao rei a fundação de uma Companhia das Índias Ocidentais assentada principalmente em capitais judaicos.(Alfredo Bosi, Dialética da colonização. S. Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 120)Nesse trecho, o historiador da literatura deixa ver que895093BF-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.O padre Antonio Vieira, ao contrário de um Gregório de Matos saudoso do “Antigo Estado”, sabia que a máquina mercante da colonização viera para ficar, irreversível, inexorável. E que, sendo inútil lamentar a sua intrusão nos portos da Colônia, importava dominá-la imitando seus mecanismos e criando, na esfera do poder monárquico luso, uma estrutura similar que pudesse vencê-la na concorrência entre os impérios. Esse projeto o situa no centro nervoso da política colonial. Enquanto conselheiro de D. João IV, inspira ao rei a fundação de uma Companhia das Índias Ocidentais assentada principalmente em capitais judaicos.(Alfredo Bosi, Dialética da colonização. S. Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 120)Depreende-se desse fragmento crítico que a poesia de Gregório de Matos, ao contrário894A717C-AF Português
Coesão e coerênciaPUC - Campinas · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.
Creio que a posição de José de Alencar, quanto ao processo de colonização, é clara. No último capítulo de Iracema, quando Poti se converte, o narrador se regozija: “Germinou a palavra do Deus verdadeiro na terra selvagem; e o bronze sagrado ressoou nos vales onde rugia o maracá”. A frase diz tudo: não há relativismo religioso em Alencar: Tupã é o deus falso; o deus dos cristãos é o deus verdadeiro. E a civilização cristã é, já pelo fato de ser cristã, superior.
(Paulo Franchetti, “Apresentação” a Iracema, de José de Alencar. S.Paulo: Ateliê Editorial, 2006. p. 82)
Na passagem citada Germinou a palavra do Deus verdadeiro na terra selvagem; e o bronze sagrado ressoou nos vales onde rugia o maracá,I. deve-se entender que há uma correspondência entre palavra do Deus e bronze sagrado, ambas as expressões referindo-se à propagação da fé cristã.II. os verbos ressoar e rugir estão empregados de modo a sublinhar a distinção entre a religião cristã e as crenças indígenas.III. expressa-se, em linguagem figurada, a reação do colonizador diante das aspirações dos colonos nacionalistas.Está correto o que se afirma em8944C96B-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.
Creio que a posição de José de Alencar, quanto ao processo de colonização, é clara. No último capítulo de Iracema, quando Poti se converte, o narrador se regozija: “Germinou a palavra do Deus verdadeiro na terra selvagem; e o bronze sagrado ressoou nos vales onde rugia o maracá”. A frase diz tudo: não há relativismo religioso em Alencar: Tupã é o deus falso; o deus dos cristãos é o deus verdadeiro. E a civilização cristã é, já pelo fato de ser cristã, superior.
(Paulo Franchetti, “Apresentação” a Iracema, de José de Alencar. S.Paulo: Ateliê Editorial, 2006. p. 82)
No texto, o crítico faz ver que o indianismo de José de Alencar894046AB-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.
Creio que a posição de José de Alencar, quanto ao processo de colonização, é clara. No último capítulo de Iracema, quando Poti se converte, o narrador se regozija: “Germinou a palavra do Deus verdadeiro na terra selvagem; e o bronze sagrado ressoou nos vales onde rugia o maracá”. A frase diz tudo: não há relativismo religioso em Alencar: Tupã é o deus falso; o deus dos cristãos é o deus verdadeiro. E a civilização cristã é, já pelo fato de ser cristã, superior.
(Paulo Franchetti, “Apresentação” a Iracema, de José de Alencar. S.Paulo: Ateliê Editorial, 2006. p. 82)
A ausência de relativismo religioso marca a chamada Guerra Justa, empreendida no período colonial. Sobre a Guerra Justa, é correto afirmar que esta foi893C0FCD-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.A mentalidade sertaneja, de que há alguns traços que resistem ao tempo, foi captada magnificamente por Guimarães Rosa. (...) Se há, na expressão dessa mentalidade, tantos aspectos medievais − alguns no sentido da sacralidade ou da honra, outros simplesmente da ordem feudal −, há um aspecto que desmente o esquema: os jagunços não estão sujeitos à servidão, ao trabalho servil da terra. São livres para trilhar as veredas.(Fernando Correia Dias, “Aspectos sociológicos de Grande sertão: veredas”, in: Guimarães Rosa − Coleção Fortuna Crítica. Sel. de Eduardo de Faria Coutinho. Rio de janeiro: Civilização Brasileira/INL, 1983. p. 406)Atente para as seguintes passagens ficcionais:I. Mas, dois guerreiros, como é, como iam poder se gostar, mesmo em singela conversação por detrás de tantos brios e armas? Mais em antes se matar, em luta, um o outro. E tudo impossível.II. Quando o Dia de Finados chegou, Bibiana foi pela manhã ao cemitério com os dois filhos. Estava toda de preto e agora, passado o desespero dos primeiros tempos, sentia uma grande tranquilidade.III. As palavras saíam-lhe da boca, sem que as sentisse, e pareciam independentes de sua vontade, tão desatinada agora com o choque sofrido, ao compreender estar morta a Sinhazinha-pequena, pelo silêncio caído sobre a fazenda.Identifica-se como exemplo da linguagem típica de Guimarães Rosa o que está em89370AF7-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.A mentalidade sertaneja, de que há alguns traços que resistem ao tempo, foi captada magnificamente por Guimarães Rosa. (...) Se há, na expressão dessa mentalidade, tantos aspectos medievais − alguns no sentido da sacralidade ou da honra, outros simplesmente da ordem feudal −, há um aspecto que desmente o esquema: os jagunços não estão sujeitos à servidão, ao trabalho servil da terra. São livres para trilhar as veredas.(Fernando Correia Dias, “Aspectos sociológicos de Grande sertão: veredas”, in: Guimarães Rosa − Coleção Fortuna Crítica. Sel. de Eduardo de Faria Coutinho. Rio de janeiro: Civilização Brasileira/INL, 1983. p. 406)O modo pelo qual a mentalidade sertaneja (...) foi captada magnificamente por Guimarães Rosa consistiu, em síntese, na seguinte operação:8931FDA6-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.A mentalidade sertaneja, de que há alguns traços que resistem ao tempo, foi captada magnificamente por Guimarães Rosa. (...) Se há, na expressão dessa mentalidade, tantos aspectos medievais − alguns no sentido da sacralidade ou da honra, outros simplesmente da ordem feudal −, há um aspecto que desmente o esquema: os jagunços não estão sujeitos à servidão, ao trabalho servil da terra. São livres para trilhar as veredas.(Fernando Correia Dias, “Aspectos sociológicos de Grande sertão: veredas”, in: Guimarães Rosa − Coleção Fortuna Crítica. Sel. de Eduardo de Faria Coutinho. Rio de janeiro: Civilização Brasileira/INL, 1983. p. 406)O termo jagunço, ainda muito presente na cultura popular nordestina, era recorrente no vocabulário dos chamados cangaceiros. Sobre o fenômeno do Cangaço, é correto afirmar que89297A94-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo.A mentalidade sertaneja, de que há alguns traços que resistem ao tempo, foi captada magnificamente por Guimarães Rosa. (...) Se há, na expressão dessa mentalidade, tantos aspectos medievais − alguns no sentido da sacralidade ou da honra, outros simplesmente da ordem feudal −, há um aspecto que desmente o esquema: os jagunços não estão sujeitos à servidão, ao trabalho servil da terra. São livres para trilhar as veredas.(Fernando Correia Dias, “Aspectos sociológicos de Grande sertão: veredas”, in: Guimarães Rosa − Coleção Fortuna Crítica. Sel. de Eduardo de Faria Coutinho. Rio de janeiro: Civilização Brasileira/INL, 1983. p. 406)O texto faz referência à servidão, forma de exploração do trabalho marcante na sociedade feudal. É correto afirmar que os servos, na Idade Média89255A34-AF Português
Problemas da língua cultaPUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosA frase em que o emprego do elemento destacado respeita o padrão culto escrito é:891FD40C-AF Português
Coesão e coerênciaPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosA frase que está redigida de maneira clara e correta é:891B78E6-AF Português
Coesão e coerênciaPUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo. Constitui o início do conto “AA”, de Rubem Fonseca.A substituição que preserva o padrão culto escrito é a de
8916B79F-AF Português
Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)PUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo. Constitui o início do conto “AA”, de Rubem Fonseca.A alternativa que apresenta afirmação correta é:
890F8648-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o texto abaixo. Constitui o início do conto “AA”, de Rubem Fonseca.No fragmento acima,
890B4EDB-AF Português
Interpretação de TextosPUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão considere o texto abaixo.Arrancado das entranhas da terra, o barro é visto por aqueles que nele tentam imputar formas como uma verdadeira entidade viva, dona de vontade própria. É como se houvesse uma espécie de pacto entre o barro e o barrista, e quem dá as cartas nessa parceria não é o homem. Porções generosas de imprevisibilidade, escondidas em sua composição, se desnudam instantaneamente ao menor toque das mãos. Alguns artesãos de Santa Catarina veem isso acontecer desde crianças, tomaram gosto pelo desafio e continuam mostrando o talento semeado em casa. Essa imprevisibilidade também apaixonou uma nova geração, que, como os artesãos de berço, continua narrando a influência da colonização açoriana no litoral. As crendices, a preferência pelas coisas simples da vida, o gosto pelas festas, a forte religiosidade. Tudo ainda é registrado por mãos como as dos oleiros da Cerâmica Tatá, que aqui apresentam loucinhas de barro que tantas infâncias embalaram.(Feito a mãos: O artesanato em Santa Catarina. Publicação do Governo do Estado de Santa Catarina: Tempo Editorial, 2008. p. 19)Para responder a esta questão, considere os sentidos encontrados no verbete de dicionário abaixo transcrito e a última frase do texto − Tudo ainda é registrado por mãos como as dos oleiros da Cerâmica Tatá, que aqui apresentam loucinhas de barro que tantas infâncias embalaram.
louça
substantivo feminino1 produto de cerâmica de pasta porosa e esmaltada, us. para fins diversos e esp. na fabricação de objetos domésticos
Ex.: caneca de l.
2 conjunto de recipientes (pratos, xícaras etc.) de porcelana ou similar, us. para servir refeições; aparelho, serviço
A análise do verbete e da frase, considerada em seu contexto, autoriza o seguinte comentário:
8905EB50-AF Português
Denotação e ConotaçãoPUC - Campinas · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão considere o texto abaixo.Arrancado das entranhas da terra, o barro é visto por aqueles que nele tentam imputar formas como uma verdadeira entidade viva, dona de vontade própria. É como se houvesse uma espécie de pacto entre o barro e o barrista, e quem dá as cartas nessa parceria não é o homem. Porções generosas de imprevisibilidade, escondidas em sua composição, se desnudam instantaneamente ao menor toque das mãos. Alguns artesãos de Santa Catarina veem isso acontecer desde crianças, tomaram gosto pelo desafio e continuam mostrando o talento semeado em casa. Essa imprevisibilidade também apaixonou uma nova geração, que, como os artesãos de berço, continua narrando a influência da colonização açoriana no litoral. As crendices, a preferência pelas coisas simples da vida, o gosto pelas festas, a forte religiosidade. Tudo ainda é registrado por mãos como as dos oleiros da Cerâmica Tatá, que aqui apresentam loucinhas de barro que tantas infâncias embalaram.(Feito a mãos: O artesanato em Santa Catarina. Publicação do Governo do Estado de Santa Catarina: Tempo Editorial, 2008. p. 19)Em várias frases do texto encontram-se expressões empregadas com sentido conotativo. Considerado o contexto, o segmento de frase em que NÃO há esse emprego é: