Questões do ENEM 2015
Questões aplicadas na prova de 2015, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
- Filtrando por
- LinguagensRemover este filtro
Resultados
1.148 questões encontradas. Mostrando a página 7 de 58.
4E34B82E-FD Para responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância:Uma tia-avóFico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó.Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas.O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas.A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia.Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo.Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul.Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo.Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada.Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava.Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
Embora tenha sido publicado em jornal, o texto contém recursos mais comuns na linguagem literária do que na jornalística. Exemplificam tais recursos a hipérbole e a metáfora, que ocorrem, respectivamente, nos seguintes trechos:4E2F14AA-FD Português
AdjetivosFGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância:Uma tia-avóFico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó.Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas.O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas.A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia.Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo.Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul.Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo.Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada.Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava.Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
Considerando-se os elementos descritivos presentes no texto, é correto apontar, nele, o emprego de4E2ABBDC-FD Português
Interpretação de TextosFGV · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância:Uma tia-avóFico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó.Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas.O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas.A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia.Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo.Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul.Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo.Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada.Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava.Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
Dentre as reminiscências da autora, há algumas que têm um caráter negativo ou desagradável, e outras, um caráter positivo ou agradável. Essa oposição distingue o que está descrito nos dois trechos citados em:A8C52D98-FC Português
Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e AbreviaçãoUniversidade Federal do Ceará · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa cujo par apresenta dois substantivos derivados de verbos.
A8B9409C-FC Português
Coesão e coerênciaUniversidade Federal do Ceará · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa em que a reescrita do período “deixou-a cair num gesto delicado, procurando abrandar a força da gravidade” (texto 2, linhas 22-23) mantém o sentido original.
A8B4789E-FC Português
SintaxeUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa em que o conectivo “e”, no texto 2, estabelece, além do sentido de adição, o sentido de consequência.
A8AEFE09-FC Português
AdvérbiosUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa que apresenta uma locução adverbial e o seu respectivo valor semântico.
A8A6CEA8-FC Português
Análise sintáticaUniversidade Federal do Ceará · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosA classificação sintática e o valor semântico do termo destacado em “sacudir da toalha as migalhas de pão” (texto 2, linha 11) são, respectivamente:
A8A2A84C-FC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa que apresenta uma análise correta sobre o enunciado “eles deixavam o poste” (texto 2, linha 02).
A89C2CF0-FC Português
Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)Universidade Federal do Ceará · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosNo primeiro parágrafo do texto 2 (linhas 01-08), o tempo verbal utilizado quando se expressa um comentário é o:
A898CB6E-FC Português
Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)Universidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa em que o verbo sublinhado está conjugado no mesmo tempo verbal que o verbo do enunciado “Estive em Washington em abril” (texto 1, linha 01).
A890E250-FC Português
Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e SufixoUniversidade Federal do Ceará · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa que contém palavra com prefixo de mesmo valor semântico que o encontrado em “imaculados” (texto 1, linha 05).
A88D197F-FC Português
CraseUniversidade Federal do Ceará · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa em que o acento de crase está empregado pela mesma razão sintática que em “respeito à cidadania” (texto 1, linha 21).
A888B7E5-FC Português
MorfologiaUniversidade Federal do Ceará · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa que classifica corretamente o termo “Ninguém” em “Ninguém é refém de cartório” (texto 1, linhas 09-10).
A88490EA-FC Português
Análise sintáticaUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa que indica corretamente a função sintática do termo sublinhado em “ninguém é atropelado por ciclistas que teclam o celular!” (texto 1, linha 16).
A88040E3-FC Português
Coesão e coerênciaUniversidade Federal do Ceará · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa cuja reescrita do enunciado “Posso falar com mais propriedade do carioca, já que nasci em Copacabana” (texto 1, linha 18) mantém a relação de sentido entre as orações.A87C5DA5-FC Português
Flexão verbal de número (singular, plural)Universidade Federal do Ceará · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosNa frase “Por que infernizam tanto a nossa vida?” (texto 1, linha 10), o verbo está na terceira pessoa do plural porque o sujeito:A878BD06-FC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosAQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.
Adaptado de QUEIROZ, Rachel de. Tangerine Girl. In: MORICONI, Italo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000, p. 159-161
.Com base nos textos 1 e 2, responder à questão.
Comparando-se os dois textos, é correto concluir que:
A8533B85-FC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
Adaptado de QUEIROZ, Rachel de. Tangerine Girl. In: MORICONI, Italo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000, p. 159-161.
Com base no texto 2, responda à questão.
A fascinação da menina pelo blimp levava-a a:
A84DF87B-FC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
Adaptado de QUEIROZ, Rachel de. Tangerine Girl. In: MORICONI, Italo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000, p. 159-161.
Com base no texto 2, responda à questão.
Nos três primeiros parágrafos, a narrativa é contada a partir da posição espacial dos personagens, de modo que as cenas são mostradas, primeiramente, na perspectiva: