Questões do ENEM 2015

Questões aplicadas na prova de 2015, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

3.347 questões encontradas. Mostrando a página 142 de 168.

  • 603EF4C3-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Confidência do Itabirano

    Alguns anos vivi em Itabira.
    Principalmente nasci em Itabira.
    Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
    Noventa por cento de ferro nas calçadas.
    Oitenta por cento de ferro nas almas.
    E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
    A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
    vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem
    [horizontes.
    E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
    é doce herança itabirana.
    De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
    este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
    esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil;
    este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
    este orgulho, esta cabeça baixa...
    Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
    Hoje sou funcionário público.
    Itabira é apenas uma fotografia na parede.
    Mas como dói!

                                   Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo
    No texto de Drummond, o eu lírico
    Escolha uma alternativa para a questão 603ef4c3-97
  • 60398A7A-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Confidência do Itabirano

    Alguns anos vivi em Itabira.
    Principalmente nasci em Itabira.
    Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
    Noventa por cento de ferro nas calçadas.
    Oitenta por cento de ferro nas almas.
    E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
    A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
    vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem
    [horizontes.
    E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
    é doce herança itabirana.
    De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
    este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
    esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil;
    este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
    este orgulho, esta cabeça baixa...
    Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
    Hoje sou funcionário público.
    Itabira é apenas uma fotografia na parede.
    Mas como dói!

                                   Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo
    Tendo em vista que o poema de Drummond contém referências a aspectos geográficos e históricos determinados, considere as seguintes afirmações:

    I. O poeta é "de ferro" na medida em que é nativo de região caracterizada pela existência de importantes jazidas de minério de ferro, intensamente exploradas.
    II. O poeta revela conceber sua identidade como tributária não só de uma geografia, mas também de uma história, que é, igualmente, a da linhagem familiar a que pertence.
    III. A ausência de mulheres de que fala o poeta refere-se à ampla predominância de população masculina, na zona de mineração intensiva de que ele é originário.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 60398a7a-97
  • 6033CB1E-97

    Literatura

    Escolas Literárias
    USP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
                — Pois, Grilo, agora realmente bem podemos dizer que o sr. D. Jacinto está firme.
                  O Grilo arredou os óculos para a testa, e levantando para o ar os cinco dedos em curva como pétalas de uma tulipa:
                — Sua Excelência brotou!
                Profundo sempre o digno preto! Sim! Aquele ressequido galho da Cidade, plantado na Serra, pegara, chupara o húmus do torrão herdado, criara seiva, afundara raízes, engrossara de tronco, atirara ramos, rebentara em flores, forte, sereno, ditoso, benéfico, nobre, dando frutos, derramando sombra. E abrigados pela grande árvore, e por ela nutridos, cem casais* em redor o bendiziam. 

                                                                    Eça de Queirós, A cidade e as serras.

    *casal: pequena propriedade rústica; pequeno povoado
    Tal como se encontra caracterizado no excerto, o destino alcançado pela personagem Jacinto contrasta de modo mais completo com a maneira pela qual culmina a trajetória de vida da personagem
    Escolha uma alternativa para a questão 6033cb1e-97
  • 602DF22A-97

    Literatura

    Escolas Literárias
    USP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
                — Pois, Grilo, agora realmente bem podemos dizer que o sr. D. Jacinto está firme.
                  O Grilo arredou os óculos para a testa, e levantando para o ar os cinco dedos em curva como pétalas de uma tulipa:
                — Sua Excelência brotou!
                Profundo sempre o digno preto! Sim! Aquele ressequido galho da Cidade, plantado na Serra, pegara, chupara o húmus do torrão herdado, criara seiva, afundara raízes, engrossara de tronco, atirara ramos, rebentara em flores, forte, sereno, ditoso, benéfico, nobre, dando frutos, derramando sombra. E abrigados pela grande árvore, e por ela nutridos, cem casais* em redor o bendiziam. 

                                                                    Eça de Queirós, A cidade e as serras.

    *casal: pequena propriedade rústica; pequeno povoado
    O teor das imagens empregadas no texto para caracterizar a mudança pela qual passara Jacinto indica que a causa principal dessa transformação foi
    Escolha uma alternativa para a questão 602df22a-97
  • 6027E8BA-97

    Literatura

    Escolas Literárias
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Nesse livro, ousadamente, varriam-se de um golpe o sentimentalismo superficial, a fictícia unidade da pessoa humana, as frases piegas, o receio de chocar preconceitos, a concepção do predomínio do amor sobre todas as outras paixões; afirmava se a possibilidade de construir um grande livro sem recorrer à natureza, desdenhava se a cor local; surgiram afinal homens e mulheres, e não brasileiros (no sentido pitoresco) ou gaúchos, ou nortistas, e, finalmente, mas não menos importante, patenteava se a influência inglesa em lugar da francesa.


                               Lúcia Miguel-Pereira, História da Literatura Brasileira -
                                      Prosa de ficção - de 1870 a 1920. Adaptado.
    O livro a que se refere a autora é
    Escolha uma alternativa para a questão 6027e8ba-97
  • 6021F3D4-97

    Português

    Coesão e coerência
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
          Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d' África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:
         Ele é mesmo nosso pai
         e é quem pode nos ajudar...
         Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros
    não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:
         Ora, adeus, ó meus filhinhos,
         Qu'eu vou e torno a vortá...
         E numa noite que os atabaques batiam nas
    macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

                                                                        Jorge Amado, Capitães da Areia.
    *lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

    Das propostas de substituição para os trechos sublinhados nas seguintes frases do texto, a única que faz, de maneira adequada, a correção de um erro gramatical presente no discurso do narrador é:
    Escolha uma alternativa para a questão 6021f3d4-97
  • 6015FF52-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
          Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d' África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:
         Ele é mesmo nosso pai
         e é quem pode nos ajudar...
         Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros
    não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:
         Ora, adeus, ó meus filhinhos,
         Qu'eu vou e torno a vortá...
         E numa noite que os atabaques batiam nas
    macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

                                                                        Jorge Amado, Capitães da Areia.
    *lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

    Apesar das diferenças notáveis que existem entre estas obras, um aspecto comum ao texto de Capitães da Areia, considerado no contexto do livro, e Vidas secas, de Graciliano Ramos, é
    Escolha uma alternativa para a questão 6015ff52-97
  • 6010400A-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
          Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d' África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:
         Ele é mesmo nosso pai
         e é quem pode nos ajudar...
         Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros
    não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:
         Ora, adeus, ó meus filhinhos,
         Qu'eu vou e torno a vortá...
         E numa noite que os atabaques batiam nas
    macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

                                                                        Jorge Amado, Capitães da Areia.
    *lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

    As informações contidas no texto permitem concluir corretamente que a doença de que nele se fala caracteriza se como
    Escolha uma alternativa para a questão 6010400a-97
  • 600A9BFA-97

    Literatura

    Escolas Literárias
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
          Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d' África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:
         Ele é mesmo nosso pai
         e é quem pode nos ajudar...
         Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros
    não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:
         Ora, adeus, ó meus filhinhos,
         Qu'eu vou e torno a vortá...
         E numa noite que os atabaques batiam nas
    macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

                                                                        Jorge Amado, Capitães da Areia.
    *lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

    Costuma-se reconhecer que Capitães da Areia pertence ao assim chamado "romance de 1930", que registra importantes transformações pelas quais passava o Modernismo no Brasil, à medida que esse movimento se expandia e diversificava. No excerto, considerado no contexto do livro de que faz parte, constitui marca desse pertencimento
    Escolha uma alternativa para a questão 600a9bfa-97
  • 6003EE4E-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
          Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d' África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:
         Ele é mesmo nosso pai
         e é quem pode nos ajudar...
         Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros
    não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida:
         Ora, adeus, ó meus filhinhos,
         Qu'eu vou e torno a vortá...
         E numa noite que os atabaques batiam nas
    macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele.

                                                                        Jorge Amado, Capitães da Areia.
    *lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.

    Considere as seguintes afirmações referentes ao texto de Jorge Amado:

    I. Do ponto de vista do excerto, considerado no contexto da obra a que pertence, a religião de origem africana comporta um aspecto de resistência cultural e política.
    II. Fica pressuposta no texto a ideia de que, na época em que se passa a história nele narrada, o Brasil ainda conservava formas de privação de direitos e de exclusão social advindas do período colonial.
    III. Os contrastes de natureza social, cultural e regional que o texto registra permitem concluir corretamente que o Brasil passou por processos de modernização descompassados e desiguais.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 6003ee4e-97
  • 5FFB05C6-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
       Seria ingenuidade procurar nos provérbios de qualquer povo uma filosofia coerente, uma arte de viver. É coisa sabida que a cada provérbio, por assim dizer, responde outro, de sentido oposto. A quem preconiza o sábio limite das despesas, porque "vintém poupado, vintém ganhado", replicará o vizinho farrista, com razão igual: "Da vida nada se leva". (...)
        Mais aconselhável procurarmos nos anexins não a sabedoria de um povo, mas sim o espelho de seus costumes peculiares, os sinais de seu ambiente físico e de sua história. As diferenças na expressão de uma sentença observáveis de uma terra para outra podem divertir o curioso e, às vezes, até instruir o etnógrafo.
      Povo marítimo, o português assinala semelhança grande entre pai e filho, lembrando que "filho de peixe, peixinho é". Já os húngaros, ao formularem a mesma verdade, não pensavam nem em peixe, nem em mar; ao olhar para o seu quintal, notaram que a "maçã não cai longe da árvore".

    Paulo Rónai, Como aprendi o português e outras aventuras.
    Considere as seguintes afirmações sobre os dois provérbios citados no terceiro parágrafo do texto.

    I. A origem do primeiro, de acordo com o autor, está ligada à história do povo que o usa.
    II. Em seu sentido literal, o segundo expressa costumes peculiares dos húngaros.
    III. A observação das diferenças de expressão entre esses provérbios pode, segundo o pensamento do autor, ter interesse etnográfico.

    Está correto apenas o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 5ffb05c6-97
  • 5FF45781-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
       Seria ingenuidade procurar nos provérbios de qualquer povo uma filosofia coerente, uma arte de viver. É coisa sabida que a cada provérbio, por assim dizer, responde outro, de sentido oposto. A quem preconiza o sábio limite das despesas, porque "vintém poupado, vintém ganhado", replicará o vizinho farrista, com razão igual: "Da vida nada se leva". (...)
        Mais aconselhável procurarmos nos anexins não a sabedoria de um povo, mas sim o espelho de seus costumes peculiares, os sinais de seu ambiente físico e de sua história. As diferenças na expressão de uma sentença observáveis de uma terra para outra podem divertir o curioso e, às vezes, até instruir o etnógrafo.
      Povo marítimo, o português assinala semelhança grande entre pai e filho, lembrando que "filho de peixe, peixinho é". Já os húngaros, ao formularem a mesma verdade, não pensavam nem em peixe, nem em mar; ao olhar para o seu quintal, notaram que a "maçã não cai longe da árvore".

    Paulo Rónai, Como aprendi o português e outras aventuras.
    No texto, a função argumentativa do provérbio "Da vida nada se leva" é expressar uma filosofia de vida contrária à que está presente em "vintém poupado, vintém ganhado". Também é contrário a esse último provérbio o ensinamento expresso em:
    Escolha uma alternativa para a questão 5ff45781-97
  • 5FED7743-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    Nos trechos "acabou com o primeiro setor" (L. 6) e "alcançar praticamente o controle do setor" (L. 16-17), a palavra sublinhada refere-se, respectivamente, a
    Escolha uma alternativa para a questão 5fed7743-97
  • 5FE424B2-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    A estratégia de dominação empregada pelo governo Médici, tal como descrita no texto, assemelha-se, sobretudo, à seguinte recomendação feita ao príncipe - ou ao governante - por um célebre pensador da política:
    Escolha uma alternativa para a questão 5fe424b2-97
  • 5FDC0A88-97

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    A frase que expressa uma ideia contida no texto é:
    Escolha uma alternativa para a questão 5fdc0a88-97
  • 5FCA26EA-97

    Biologia

    Meiose
    USP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considere o processo de divisão meiótica em um homem heterozigótico quanto a uma característica de herança autossômica recessiva (Hh). O número de cópias do alelo h nas células que estão no início da intérfase (A), nas células que estão em metáfase I (B) e naquelas que resultam da segunda divisão meiótica (C) é
    Escolha uma alternativa para a questão 5fca26ea-97
  • 5FBE3A9A-97

    Biologia

    Gametogênese
    USP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Nos mamíferos, o óvulo é uma célula que constitui o gameta feminino. Nas fanerógamas (gimnospermas e angiospermas), denomina se óvulo a estrutura multicelular que contém o gameta feminino. Em mamíferos e fanerógamas, o resultado da fecundação normal quanto ao número de conjuntos cromossômicos é
    Escolha uma alternativa para a questão 5fbe3a9a-97
  • 5FB80191-97

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    USP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    A cobra-coral - Erythrolamprus aesculapii - tem hábito diurno, alimenta se de outras cobras e é terrícola, ou seja, caça e se abriga no chão. A jararaca - Bothrops jararaca - tem hábito noturno, alimenta-se de mamíferos e é terrícola. Ambas ocorrem, no Brasil, na floresta pluvial costeira.
    Essas serpentes
    Escolha uma alternativa para a questão 5fb80191-97
  • 5FAC84B4-97

    Biologia

    Artrópodes
    USP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Tatuzinhos-de-jardim, escorpiões, siris, centopeias e borboletas são todos artrópodes. Compartilham, portanto, as seguintes características:
    Escolha uma alternativa para a questão 5fac84b4-97