Questões do ENEM 2016

Questões aplicadas na prova de 2016, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

1.504 questões encontradas. Mostrando a página 14 de 76.

  • 9213FB97-EA

    Português

    Morfologia
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.
    Que palavra do primeiro parágrafo NÃO é classificada como verbo?
    Escolha uma alternativa para a questão 9213fb97-ea
  • 92102458-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.
    Leia o fragmento: “As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.”.


    Que trecho NÃO apresenta relação com a segunda fonte de renda?
    Escolha uma alternativa para a questão 92102458-ea
  • 920C2842-EA

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.

    Sobre o narrador, são lançadas as seguintes afirmações:



    I. Realizou, antes da adolescência, atividades com vínculo empregatício no Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre.

    II. Estudou em uma escola em que os professores faziam greve e imaginava que, também, os achados valiosos tivessem uma atitude de rebeldia.

    III. Fazia expedições a cada duas semanas para comprar bolas de futebol.



    Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

    Escolha uma alternativa para a questão 920c2842-ea
  • 92079A30-EA

    Português

    Crase
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.
    As palavras que completam, de maneira correta, as lacunas no texto, de cima para baixo, são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 92079a30-ea
  • FA25DCE1-E7

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Cásper Líbero · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    First read the review below and then answer question.


    REVIEW: ‘MULTITUDINOUS HEART,’ NEWLY TRANSLATED POETRY BY CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


    Books of The Times

    By Dwight Garner JULY 2, 2015




        Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) is widely considered the greatest poet in the history of Brazil, a country where poets are taken seriously. One of his poems, “Canção Amiga” (“Friendly Song”), was once printed on the 50 cruzados bill.

        Mr. Drummond’s bald, equine, bespectacled visage appears on T-shirts and book bags in Brazil. Since 2002 there has been a statue of him on the Copacabana in Rio de Janeiro, his adopted hometown. This statue faces away from, not toward, the ocean. This was a witty decision (he was an inward poet) that annoys the unintelligentsia, who want him spun around.

        Now we have “Multitudinous Heart,” an expanded, reshuffled and welcome selection of Mr. Drummond’s verse. In new translations by Richard Zenith, we meet a sophisticated and cerebral poet who, true to this book’s title, speaks in many registers. He is by turns melancholy and ironic, sentimental and self-deprecating, remote and boyish.

        His wealthy father owned ranches in the mountainous state of Minas Gerais, and the poet was the fifth of six children to reach adulthood. He was used to hubbub. Large family meals are recalled, and there is a constant sense of a raucous daily grind: “Weddings, mortgages,/the cousins with TB,/ the crazy aunt.”

        Yet the poems more often contain a measured sense of solitude. Mr. Drummond studied to become a pharmacist but worked most of his life as a civil servant in the Ministry of Education.

        He was said to be anything but gregarious; he was never a “smiling public man,” in Yeats’s locution. He was animated on the inside. One of his favorite words was “twisted.” He thought we humans were mostly impertinent and odd.

        He felt wizened before his time. In a 1945 poem, he speaks of “the old man in me./He began to harass me in childhood.” In a 1951 poem, “The Table,” he writes:


    A bunch of louts in our fifties,

    balding, used up, burned out,

    yet in our chests we preserve

    intact that boyish candor,

    that scampering into the woods,

    that craving for things forbidden.


        Mr. Drummond is worth encountering on the page. You probably need this volume and the earlier one, alas, to glimpse him in full. In a satirical 1945 poem titled “In Search of Poetry,” he offered this advice for the apprentice poet:


        Don’t dramatize, don’t invoke,

    don’t inquire. Don’t waste time lying.

    Don’t get cross.

    Your ivory yacht, your diamond shoe,

    your mazurkas and superstitions, your family skeletons

    all vanish in the curve of time, they’re worthless.


        Ha. The good news about “Multitudinous Heart” is that it proves Mr. Drummond didn’t believe a word of that hooey.


    Source: http://www.nytimes.com/2015/07/03/books/review-multitudinous-heart-newly-translated- -poetry-by-carlos-drummond-de-andrade.html Access October 15, 2016. Adapted.

    The book “Multitudinous Heart’, according to the review, :
    Escolha uma alternativa para a questão fa25dce1-e7
  • FA22252F-E7

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Cásper Líbero · 2016Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    First read the review below and then answer question.


    REVIEW: ‘MULTITUDINOUS HEART,’ NEWLY TRANSLATED POETRY BY CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


    Books of The Times

    By Dwight Garner JULY 2, 2015




        Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) is widely considered the greatest poet in the history of Brazil, a country where poets are taken seriously. One of his poems, “Canção Amiga” (“Friendly Song”), was once printed on the 50 cruzados bill.

        Mr. Drummond’s bald, equine, bespectacled visage appears on T-shirts and book bags in Brazil. Since 2002 there has been a statue of him on the Copacabana in Rio de Janeiro, his adopted hometown. This statue faces away from, not toward, the ocean. This was a witty decision (he was an inward poet) that annoys the unintelligentsia, who want him spun around.

        Now we have “Multitudinous Heart,” an expanded, reshuffled and welcome selection of Mr. Drummond’s verse. In new translations by Richard Zenith, we meet a sophisticated and cerebral poet who, true to this book’s title, speaks in many registers. He is by turns melancholy and ironic, sentimental and self-deprecating, remote and boyish.

        His wealthy father owned ranches in the mountainous state of Minas Gerais, and the poet was the fifth of six children to reach adulthood. He was used to hubbub. Large family meals are recalled, and there is a constant sense of a raucous daily grind: “Weddings, mortgages,/the cousins with TB,/ the crazy aunt.”

        Yet the poems more often contain a measured sense of solitude. Mr. Drummond studied to become a pharmacist but worked most of his life as a civil servant in the Ministry of Education.

        He was said to be anything but gregarious; he was never a “smiling public man,” in Yeats’s locution. He was animated on the inside. One of his favorite words was “twisted.” He thought we humans were mostly impertinent and odd.

        He felt wizened before his time. In a 1945 poem, he speaks of “the old man in me./He began to harass me in childhood.” In a 1951 poem, “The Table,” he writes:


    A bunch of louts in our fifties,

    balding, used up, burned out,

    yet in our chests we preserve

    intact that boyish candor,

    that scampering into the woods,

    that craving for things forbidden.


        Mr. Drummond is worth encountering on the page. You probably need this volume and the earlier one, alas, to glimpse him in full. In a satirical 1945 poem titled “In Search of Poetry,” he offered this advice for the apprentice poet:


        Don’t dramatize, don’t invoke,

    don’t inquire. Don’t waste time lying.

    Don’t get cross.

    Your ivory yacht, your diamond shoe,

    your mazurkas and superstitions, your family skeletons

    all vanish in the curve of time, they’re worthless.


        Ha. The good news about “Multitudinous Heart” is that it proves Mr. Drummond didn’t believe a word of that hooey.


    Source: http://www.nytimes.com/2015/07/03/books/review-multitudinous-heart-newly-translated- -poetry-by-carlos-drummond-de-andrade.html Access October 15, 2016. Adapted.

    It is correct to say that Mr. Garner describes Mr. Drummond as:
    Escolha uma alternativa para a questão fa22252f-e7
  • FA1F0104-E7

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Cásper Líbero · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Read the following interview to answer question.


    ISSIE LAPOWSKY SCIENCE 05.24.16 6:50 AM


    10 YEARS AFTER AN INCONVENIENT TRUTH,

    AL GORE MAY ACTUALLY BE WINNING



        AL GORE SNEEZES a hefty achoo. “Excuse me,” the former vice president says, dabbing a tissue at his nose before offering up an explanation. “Spring.”

        Outside Gore’s New York City office, spring has certainly sprung—early too. This March was the hottest one ever, beating the prior record set in March 2015. The same goes for February and January of this year, and, oh, the eight consecutive months before. Gore knows these statistics by heart. The fact that you might know them too is likely because of him. These kinds of numbers— and the scary story they tell about the future of Earth—have been Gore’s chief motivation since he failed to win the presidency in 2000. Gore emerged from that weird, disputed election armed with what is now possibly the most famous slide¬show in human history. He has traveled the world delivering that deck to hundreds of people at a time, showing in irrefutable detail just how mind-bogglingly badly we have treated our planet and what we might be able to do about it.

        Ten years ago, the slide¬show became An Inconvenient Truth, the documentary that spread those ideas to millions. Gore says he still tinkers with the slide¬show every day, because, well, the numbers keep changing. Not always for the better. Yet this year Gore and his fellow activists have a rare reason to celebrate. In April, 175 world leaders gathered at the United Nations to sign the Paris Agreement, a global pact that aims to keep global temperatures from rising more than 2 degrees Celsius above preindustrial levels. Now, a decade after his movie sounded the alarm about climate change and 16 years after he ran for president, it looks like Al Gore might finally be … winning?


        WIRED: Why did you want to make An Inconvenient Truth?

        GORE: I have to admit to you that initially I did not want to do a documentary.


        What? Why not?

       It’s a dumb reason. I didn’t think a slide¬show could translate into a movie. (…) Participant Media and Davis Guggenheim had to convince me it was a good idea, and I’m so glad they found ways to reveal to me the depths of my ignorance about moviemaking. It’s a message that has to be heard. Sorry to risk sounding grandiose, but the future of human civilization is at stake.


        The Paris Agreement must feel like a big point of progress.

        It really does. Sometimes in sports you can sense a palpable shift in the momentum of the contest. A team will be behind on the scoreboard, but the shift in momentum is so obvious and dramatic that you just have the feeling they’re going to win. That’s where we are in solving the climate crisis. We’re still behind on the scoreboard, but the momentum has shifted. We are winning.

        When renewable electricity becomes cheaper than electricity that comes from burning coal or gas, then that changes everything. The marketplace makes it the default option, and you get what you saw in the world in 2015—90 percent of the new electricity generated in the world last year was from renewables. That is an astonishing change. The Paris Agreement exceeded the upper range of my expectations. Does it go far enough? No, of course not. Can it be improved? Yes, it’s designed to be constantly improved, and that’s what I’m focused on now.


        You’ve been at this a long time. Was it lonely fighting for this stuff in government in the 1980s and 1990s?

        It was certainly a different time and a different environment. But I don’t ever remember feeling lonely, because I was always focused on reaching more and more people. Building a global grassroots movement is really the only way to solve this, because so many political systems have been captured by legacy industries. And that influence over policymaking has to be counterbalanced by a grassroots awareness.


        It’s sometimes tough for people to get climate change because they’re not seeing its effects every day—or at least they don’t realize they are. What have you seen that has stuck with you?

        In March, I went to Tacloban in the Philippines and talked with survivors there who endured the ravages of Super Typhoon Haiyan. When you see how their lives were utterly transformed and feel the painful losses they suffered, it certainly will stick with you. I conducted a training in Miami last fall during one of the highest high tides and saw fish from the ocean swimming in the streets in Miami Beach and Fort Lauderdale on a sunny day.


        You talk a lot about “winning” the fight against climate change. How do you define a win?

       Winning means avoiding catastrophic consequences that could utterly disrupt the future of human civilization. It means bending the curves downward so that the global warming pollution stops accumulating in the atmosphere and begins to reduce in volume. It means creating tens of millions of new jobs to retrofit buildings, to transform energy systems and install advanced batteries, to transform agriculture and forestry, and to make the solutions to the climate crisis the central organizing principle of our civilization.

    Source: https://www.wired.com/2016/05/wired-al-gore-climate-change/ Access October 16, 2016. Adapted.

    Building a global grassroots movement was:
    Escolha uma alternativa para a questão fa1f0104-e7
  • FA1B7805-E7

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Cásper Líbero · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Read the following interview to answer question.


    ISSIE LAPOWSKY SCIENCE 05.24.16 6:50 AM


    10 YEARS AFTER AN INCONVENIENT TRUTH,

    AL GORE MAY ACTUALLY BE WINNING



        AL GORE SNEEZES a hefty achoo. “Excuse me,” the former vice president says, dabbing a tissue at his nose before offering up an explanation. “Spring.”

        Outside Gore’s New York City office, spring has certainly sprung—early too. This March was the hottest one ever, beating the prior record set in March 2015. The same goes for February and January of this year, and, oh, the eight consecutive months before. Gore knows these statistics by heart. The fact that you might know them too is likely because of him. These kinds of numbers— and the scary story they tell about the future of Earth—have been Gore’s chief motivation since he failed to win the presidency in 2000. Gore emerged from that weird, disputed election armed with what is now possibly the most famous slide¬show in human history. He has traveled the world delivering that deck to hundreds of people at a time, showing in irrefutable detail just how mind-bogglingly badly we have treated our planet and what we might be able to do about it.

        Ten years ago, the slide¬show became An Inconvenient Truth, the documentary that spread those ideas to millions. Gore says he still tinkers with the slide¬show every day, because, well, the numbers keep changing. Not always for the better. Yet this year Gore and his fellow activists have a rare reason to celebrate. In April, 175 world leaders gathered at the United Nations to sign the Paris Agreement, a global pact that aims to keep global temperatures from rising more than 2 degrees Celsius above preindustrial levels. Now, a decade after his movie sounded the alarm about climate change and 16 years after he ran for president, it looks like Al Gore might finally be … winning?


        WIRED: Why did you want to make An Inconvenient Truth?

        GORE: I have to admit to you that initially I did not want to do a documentary.


        What? Why not?

       It’s a dumb reason. I didn’t think a slide¬show could translate into a movie. (…) Participant Media and Davis Guggenheim had to convince me it was a good idea, and I’m so glad they found ways to reveal to me the depths of my ignorance about moviemaking. It’s a message that has to be heard. Sorry to risk sounding grandiose, but the future of human civilization is at stake.


        The Paris Agreement must feel like a big point of progress.

        It really does. Sometimes in sports you can sense a palpable shift in the momentum of the contest. A team will be behind on the scoreboard, but the shift in momentum is so obvious and dramatic that you just have the feeling they’re going to win. That’s where we are in solving the climate crisis. We’re still behind on the scoreboard, but the momentum has shifted. We are winning.

        When renewable electricity becomes cheaper than electricity that comes from burning coal or gas, then that changes everything. The marketplace makes it the default option, and you get what you saw in the world in 2015—90 percent of the new electricity generated in the world last year was from renewables. That is an astonishing change. The Paris Agreement exceeded the upper range of my expectations. Does it go far enough? No, of course not. Can it be improved? Yes, it’s designed to be constantly improved, and that’s what I’m focused on now.


        You’ve been at this a long time. Was it lonely fighting for this stuff in government in the 1980s and 1990s?

        It was certainly a different time and a different environment. But I don’t ever remember feeling lonely, because I was always focused on reaching more and more people. Building a global grassroots movement is really the only way to solve this, because so many political systems have been captured by legacy industries. And that influence over policymaking has to be counterbalanced by a grassroots awareness.


        It’s sometimes tough for people to get climate change because they’re not seeing its effects every day—or at least they don’t realize they are. What have you seen that has stuck with you?

        In March, I went to Tacloban in the Philippines and talked with survivors there who endured the ravages of Super Typhoon Haiyan. When you see how their lives were utterly transformed and feel the painful losses they suffered, it certainly will stick with you. I conducted a training in Miami last fall during one of the highest high tides and saw fish from the ocean swimming in the streets in Miami Beach and Fort Lauderdale on a sunny day.


        You talk a lot about “winning” the fight against climate change. How do you define a win?

       Winning means avoiding catastrophic consequences that could utterly disrupt the future of human civilization. It means bending the curves downward so that the global warming pollution stops accumulating in the atmosphere and begins to reduce in volume. It means creating tens of millions of new jobs to retrofit buildings, to transform energy systems and install advanced batteries, to transform agriculture and forestry, and to make the solutions to the climate crisis the central organizing principle of our civilization.

    Source: https://www.wired.com/2016/05/wired-al-gore-climate-change/ Access October 16, 2016. Adapted.

    ‘I did not want to make a documentary’, said Al Gore, referring to:
    Escolha uma alternativa para a questão fa1b7805-e7
  • F9D4C50C-E7

    Português

    Interpretação de Textos
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    As denúncias de corrupção, associadas ao desgaste do então presidente, devido à implementação de planos de estabilização da economia, levaram mais tarde à mobilização popular e à aprovação do pedido de impeachment. Os planos econômicos, chamados de Collor I e Collor II, visavam, basicamente, controlar a inflação. No primeiro momento, os planos surtiram efeito, mas o confisco do dinheiro depositado nos bancos e a volta da inflação estimulavam o descontentamento do povo com o presidente.

    Fonte: EBC http://www.ebc.com.br/2012/09/ha-20-anos-fernando-collor-de-mello-foi-o-primeiro-presidente-do-brasil-a-sofrer-processo-de | Publicado: 29/09/2012 | Acesso: 28/09/2016 | Adaptado


    O texto faz alusão ao contexto socioeconômico que levou o então Presidente Fernando Collor de Melo ao impeachment. O contexto descrito no texto é marcado pela:
    Escolha uma alternativa para a questão f9d4c50c-e7
  • F9D1DA9F-E7

    Português

    Interpretação de Textos
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    O vírus da zika tem sido associado a casos de microcefalia, má-formação fetal semelhante à anencefalia, mas menos grave. Em um parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu a possibilidade de aborto para mulheres infectadas com o vírus da zika. Por outro lado, uma pesquisa Datafolha realizada em fevereiro aponta que a maioria da população (58%) considera que as mulheres infectadas pelo vírus da zika não deveriam ter direito de abortar. Mesmo no caso de microcefalia, 51% rejeitam a possibilidade de aborto legal.

    Fonte: Folha de SP. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/09/1811136-procurador-geral-defende-legalidade-de-aborto-em-gravidas-com-zika.shtml | Publicado: 07/09/2016 | Acesso: 28/09/2016 Adaptado.


    Os dados da pesquisa e o parecer do procurador da República demonstram que a contaminação pelo virus da zika é um problema:
    Escolha uma alternativa para a questão f9d1da9f-e7
  • F9CE48D9-E7

    Português

    Interpretação de Textos
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    No início dos anos 90, em uma polêmica com a filósofa Marilena Chauí, que criticara o mito da objetividade na imprensa – resultado, segundo ela, de uma concepção positivista de ciência, que oculta o fato de que todo o conhecimento é representação e, como tal, intermediado pelo subjetivo –, Paulo Francis (jornalista) disparou, com sua franqueza habitual, na coluna Diário da Corte: “Se Marilena quer aprender sobre malandragem em imprensa, deve se concentrar em dois tópicos,: omissão e manipulação de ênfases. Mas duvido que isso sequer conste do currículo das nossas escolas de jornalismo” (O Estado de S. Paulo, 25/07/1993).

    Fonte: MARSIGLIA, Ivan. Revista GGN. Luís Nassif Online. http://jornalggn.com.br/noticia/o-mito-da- -objetividade-na-imprensa-por-ivan-marsiglia | Publicado: 07/09/2016 | Acesso: 28/09/2016



    A polêmica entre a filósofa Marilena Chauí e o jornalista Paulo Francis explicita que:

    Escolha uma alternativa para a questão f9ce48d9-e7
  • F9CB8108-E7

    Português

    Interpretação de Textos
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    Denomina-se Imperialismo a fase na qual o sistema capitalista torna-se industrialmente mais tecnológico, utiliza-se de métodos mais agressivos na busca de mercados, adquire uma abrangência mundial e passa a ser conduzido e manipulado por empresas multinacionais e por grandes bancos.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2016
    Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/pergunte-professor/historia-imperialismo-728385.shtml | Acesso: 25/09/2016 Fonte: http://www.cartoonmovement.com/cartoon/11728 | Acesso: 25/09/2016


    Se considerarmos as ideias expressas no texto e na charge, concluímos que o imperialismo:
    Escolha uma alternativa para a questão f9cb8108-e7
  • F9C5ABDB-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
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    Sobre Mayombe, de Pepetela, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão f9c5abdb-e7
  • F9C246C9-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
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    Sobre o foco narrativo de Mayombe, de Pepetela, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão f9c246c9-e7
  • F9BE337C-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
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    Assinale a opção que identifica corretamente as duas obras da tradição literária às quais o poema “A máquina do mundo”, que integra Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade, faz alusão:
    Escolha uma alternativa para a questão f9be337c-e7
  • F9B962D8-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
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    Assinale a opção que identifica corretamente os três adjetivos que vêm marcando a leitura e a fortuna crítica de Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade, desde sua publicação original em 1951:
    Escolha uma alternativa para a questão f9b962d8-e7
  • F9B3418A-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
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    Sobre Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão f9b3418a-e7
  • F9AF24A4-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
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    Assinale a opção que apresenta corretamente a expressão que, em Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, diz respeito às origens do protagonista:
    Escolha uma alternativa para a questão f9af24a4-e7
  • F9AAB6BD-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
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    Sobre Contos novos, de Mario de Andrade, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão f9aab6bd-e7
  • F9A767F6-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
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    Assinale a opção que identifica corretamente o tema que confere unidade às narrativas de Contos novos, de Mario de Andrade:
    Escolha uma alternativa para a questão f9a767f6-e7