Questões do ENEM 2016

Questões aplicadas na prova de 2016, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

4.687 questões encontradas. Mostrando a página 51 de 235.

  • 969145B2-E6

    Matemática

    Aritmética e Problemas
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Carlos contraiu um empréstimo de R$ 1 200,00 a juros compostos de 10% ao mês. Um mês depois, Carlos pagou R$ 500,00 e, dois meses após esse pagamento, liquidou o empréstimo. Qual das alternativas a seguir é a que mais se aproxima do valor do último pagamento?
    Escolha uma alternativa para a questão 969145b2-e6
  • 968C7254-E6

    Matemática

    Geometria Plana
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Um procedimento utilizado para o cálculo de áreas de polígonos não regulares é a soma das áreas de triângulos não-sobrepostos internos ao polígono cuja reunião seja equivalente ao próprio polígono. Nesses casos, é de grande valia a utilização da “fórmula de Herão”, dada por A = S.(s - a) . (s - b) . (s - c) em que s = a + b +c/2 que determina a área A do triângulo cujos lados medem a, b e c.

    Utilizando o procedimento descrito acima, pode-se afirmar que a área (em m²) da figura abaixo, construída fora de escala, pertence a qual dos intervalos?



    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2016
    Escolha uma alternativa para a questão 968c7254-e6
  • 9688BF7A-E6

    Matemática

    Geometria Analítica
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A reta r possui coeficiente angular igual a √3 e intercepta o eixo das ordenadas do ponto (0, -√3). Sabendo-se que a reta t contém os pontos A(6,0) e B(0,6), pode-se afirmar que o ângulo agudo formado por r e t no plano cartesiano mede:
    Escolha uma alternativa para a questão 9688bf7a-e6
  • 9683E074-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o diálogo a seguir:


         Dormir é com o Seu Soronho, escanchado beato, logo atrás do pigarro.

         De lá do coice, voz nasal, cavernosa, rosna Realejo. E todos falam.

         — Se o carro desse um abalo maior...

         — Se nós todos corrêssemos, ao mesmo tempo...

         — O homem-do-pau-comprido rolaria para o chão.

         — Ele está na beirada...— Está cai-não-cai, na beiradinha...

         — Se o bezerro, lá na frente, de repente gritasse, nós teríamos de correr, sem pensar, de supetão...

        — E o homem cairia...— Daqui a pouco... Daqui a pouco...— Cairia... Cairia... — Agora! Agora!— Môung! Mûng!— ...rolaria para o chão.

         — Namorado, vamos!!!...

        Tiãozinho deu um grito e um salto para o lado, e a vara assobiou no ar... 

        E os oito bois das quatro juntas se jogaram para diante, de uma vez... E o carro pulou forte, e craquejou, estrambelhado, com um guincho do cocão.

        — Virgem, minha Nossa Senhora!... Ôa, ôa, boi!... Ôa, meu Deus do céu!...

        Agenor Soronho tinha o sono sereno, a roda esquerda lhe colhera mesmo o pescoço, e a algazarra não deixou que se ouvisse xingo ou praga — assim não se pôde saber ao certo se o carreiro despertou ou não, antes de desencarnar.


    (ROSA, João Guimarães. “Conversa de bois”. Sagarana.

    Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, p. 234-235.)



    O trecho acima, do conto “Conversa de bois”, de Guimarães Rosa, além da consciência dos bois, que dialogam entre si, revela a seguinte ação contra um homem, que está dormindo e é carregado por estes bois:

    Escolha uma alternativa para a questão 9683e074-e6
  • 967C6945-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O trecho abaixo pertence ao conto “Conversa de bois”, do livro Sagarana, de Guimarães Rosa, cujo recurso narrativo é o diálogo entre boisde-carga, que conversam entre si enquanto trabalham:

        Todavia, ninguém boi tem culpa de tanta má-sorte, e lá vai ele tirando, afrontado pela soalheira, com o frontispício abaixado, meio guilhotinado pela canga-de-cabeçada, gangorrando no cós da brocha de couro retorcido, que lhe corta em duas a barbela; pesando de-quina contra as mossas e os dentes dos canzis hiselados; batendo os vazios; arfando ao ritmo do costelame, que se abre e fecha como um fole; e com o focinho, glabro, largo e engraxado, vazando baba e pingando gotas de suor. Rebufa e sopra:
        — Nós somos bois... Bois-de-carro.. Os outros, que vêm em manadas, para ficarem um tempo-das-águas pastando na invernada, sem trabalhar, só vivendo e pastando, e vão-se embora para deixar lugar aos novos que chegam magros, esses todos não são como nós...
         — Eles não sabem que são bois... — apoia enfim Brabagato, acenando a Capitão com um esticão da orelha esquerda.

    (ROSA, João Guimarães. “Conversa de bois”. Sagarana. Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, p. 214.)


    No trecho citado, há uma diferenciação entre os “bois-de-carro” e os “outros, que vêm em manadas”. De acordo com o boi Brabagato, estes “outros” “não sabem que são bois…”. Brabagato presumiu isso, pois:
    Escolha uma alternativa para a questão 967c6945-e6
  • 966BE5D5-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto:


        Sentiu o cheiro bom dos preás que desciam do morro, mas o cheiro vinha, fraco e havia nele partículas de outros viventes. Parecia que o morro se tinha distanciado muito. Arregaçou o focinho, aspirou o ar lentamente, com vontade de subir a ladeira e perseguir os preás, que  pulavam e corriam em liberdade. Começou a arquejar penosamente, fingindo ladrar. Passou a língua pelos beiços torrados e não experimentou nenhum prazer. O olfato cada vez mais se embotava: certamente os preás tinham fugido.
         […]
        Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.

    (RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Editora Record, São Paulo: p. 89; 91)


    No trecho acima, de Vidas Secas, de Graciliano Ramos, observa-se que a cachorra Baleia está prestes a morrer. Neste momento, ela sente o cheiro de preás e os relaciona a um mundo feliz. Tendo isto em vista, pode-se entender que os preás:
    Escolha uma alternativa para a questão 966be5d5-e6
  • 965F1A70-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia atentamente a charge abaixo, para a questão:


    Imagem da questão de Português, da prova de 2016


    “Enfim, aprovaram o fim das touradas!”


    No contexto da charge, o termo “enfim” expressa:

    Escolha uma alternativa para a questão 965f1a70-e6
  • 96596BB2-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia atentamente a charge abaixo, para a questão:


    Imagem da questão de Português, da prova de 2016


    O humor da charge ocorre porque ela:
    Escolha uma alternativa para a questão 96596bb2-e6
  • 9652BCDF-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Cientistas descobrem o que passa pela cabeça dos animais

    (Alexandre Versignassi e Eduardo Szklarz)


        [...] Para começar a entender como funciona a inteligência em mentes que não são de Homo sapiens, temos que compreender como elas percebem o mundo. Para os humanos, uma rosa é uma flor romântica. Para um besouro, ela é um território de caça. Um leopardo mal percebe que as rosas existem. Um cachorro não vai ligar pra ela, a menos que ela contenha xixi de outro cachorro ou tenha sido tocada pelo dono. Aí sim, ele vai dar à rosa um montão de significados.

        “Enquanto somos seres visuais, os cães sentem a realidade com o focinho”, diz a psicóloga americana Alexandra Horowitz, especialista em comportamento animal. Ao cheirar um cafezinho, por exemplo, algumas pessoas conseguem saber se ele foi adoçado com uma colherinha de açúcar. Já um beagle consegue farejar uma colher de açúcar diluída numa quantidade de café equivalente a duas piscinas olímpicas.

        Assim, o universo dos cachorros é um extrato de cheiros diferentes. Talvez por isso eles não liguem para a própria imagem no espelho. Mesmo que não concluam que a imagem é a deles, não sentem nenhum cheiro diferente, então não interpretam como sendo outro cachorro. Esse supernariz também lhes confere a habilidade de um detetive. Graças aos odores que você exala e às células epiteliais que deixa pelo caminho, seu cão sabe quase tudo sobre você: por onde andou, que objetos tocou, o que comeu, se beijou alguém ou se correu um pouco. Exceto a comida, claro, ele não se interessa pelos outros dados. O olfato do cão é capaz até de rastrear doenças em humanos, como mostra um recente estudo da Universidade Kyushi, no Japão. O labrador Marine, de 8 anos, detectou câncer de intestino ao cheirar o hálito e as fezes de pacientes. Tumores de pele, pulmão e bexiga também já foram farejados por cães em estudos anteriores. Mas nem vem, cachorrada: nossa capacidade de ler placas lá longe na estrada deixaria vocês morrendo de inveja.

        [...] Golfinhos aprendem linguagens artificiais, como demonstrou o psicólogo Louis Herman, da Universidade do Havaí, EUA. Numa delas, palavras representadas por sons de computador formavam 2 mil frases. Quando os golfinhos ouviam “ESQUERDO BOLA BATER”, por exemplo, entendiam que era para bater na bola do lado esquerdo. E também compreendiam a ordem das palavras. Sabiam que o pedido “PRANCHA PESSOA ÁGUA” era para que levassem uma prancha a uma pessoa que estava na água. Já “PESSOA PRANCHA ÁGUA” era para levar a pessoa à prancha na água. Não existe diferença entre fazer isso e aprender um idioma. Ponto para os golfos.

        Mas talvez nem eles sejam páreo para Chaser, uma border collie. A cadela aprendeu o nome de mais de mil objetos - a maioria brinquedos, mas tudo bem. Seu dono, um psicólogo, já nem conta mais quantas palavras ela sabe. Agora ele prefere lhe ensinar rudimentos de gramática. Então estamos de acordo: certos animais, quando treinados, conseguem compreender parte da linguagem humana. [...] a ideia de que eles praticamente não se comunicam entre si morreu faz tempo. Até as abelhas fazem isso: elas dançam para informar a distância e a direção das fontes de alimentos.

        Golfinhos têm uma linguagem interna. Eles se comunicam por assobios e sinais corporais como saltos, tapas da cauda na água e fricção da mandíbula. Cada animal tem uma modulação única, o que lhe confere uma voz individual.

        Kathleen Dudzinski, diretora do Dolphin Communication Project, escuta esses animais há quase 20 anos com aparelhos que registram a frequência e as nuances de sua linguagem. Mas admite que ainda falta muito para decifrá-la, sobretudo porque golfinhos nadam rápido e é difícil captar uma conversa entre vários animais debaixo d’água. Além disso, cada sinal varia conforme o contexto. Com os humanos é igual: dependendo da situação, uma pessoa que levanta a mão aberta quer dizer “tchau”, “pare” ou “custa R$ 5”. [...]

        Golfinhos têm um lado sádico: se aproximam sorrateiramente de gaivotas que descansam na água, dão um caldo nelas e as liberam depois de mantê-las alguns segundos debaixo d’água, sofrendo.

        Mas o macaco rhesus, um primata asiático com jeito de babuíno, está aí para redimir seus colegas aquáticos. Num estudo da Universidade Northwestern, EUA, os macacos precisavam apertar um botão para ganhar comida. Mas sempre que eles faziam isso outros rhesus levavam um choque (de leve, mas um choque). Alguns macacos não se importaram. Mas com outros foi diferente. O psicólogo americano Frans De Wall conta melhor: “Um macaco parou de apertar o botão por 12 dias depois de ver outro levar choque. Ele estava morrendo de fome para não causar sofrimento aos outros”. Pois é. Não precisa ser gente para pensar, se emocionar ou aproveitar a vida. Nem para ser gente fina.

        [...]


    (Adaptado de http://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-descobrem-o-que-passapela-cabeca-dos-animais?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=f acebook&utm_campaign=redesabril_super)

    Releia o trecho abaixo:


    O psicólogo americano Frans De Wall conta melhor: “Um macaco parou de apertar o botão por 12 dias depois de ver outro levar choque. Ele estava morrendo de fome para não causar sofrimento aos outros”. Pois é. Não precisa ser gente para pensar, se emocionar ou aproveitar a vida. Nem para ser gente fina.


    Para tomar a decisão de passar fome, foi preciso que o macaco:

    Escolha uma alternativa para a questão 9652bcdf-e6
  • 9644AC86-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Cientistas descobrem o que passa pela cabeça dos animais

    (Alexandre Versignassi e Eduardo Szklarz)


        [...] Para começar a entender como funciona a inteligência em mentes que não são de Homo sapiens, temos que compreender como elas percebem o mundo. Para os humanos, uma rosa é uma flor romântica. Para um besouro, ela é um território de caça. Um leopardo mal percebe que as rosas existem. Um cachorro não vai ligar pra ela, a menos que ela contenha xixi de outro cachorro ou tenha sido tocada pelo dono. Aí sim, ele vai dar à rosa um montão de significados.

        “Enquanto somos seres visuais, os cães sentem a realidade com o focinho”, diz a psicóloga americana Alexandra Horowitz, especialista em comportamento animal. Ao cheirar um cafezinho, por exemplo, algumas pessoas conseguem saber se ele foi adoçado com uma colherinha de açúcar. Já um beagle consegue farejar uma colher de açúcar diluída numa quantidade de café equivalente a duas piscinas olímpicas.

        Assim, o universo dos cachorros é um extrato de cheiros diferentes. Talvez por isso eles não liguem para a própria imagem no espelho. Mesmo que não concluam que a imagem é a deles, não sentem nenhum cheiro diferente, então não interpretam como sendo outro cachorro. Esse supernariz também lhes confere a habilidade de um detetive. Graças aos odores que você exala e às células epiteliais que deixa pelo caminho, seu cão sabe quase tudo sobre você: por onde andou, que objetos tocou, o que comeu, se beijou alguém ou se correu um pouco. Exceto a comida, claro, ele não se interessa pelos outros dados. O olfato do cão é capaz até de rastrear doenças em humanos, como mostra um recente estudo da Universidade Kyushi, no Japão. O labrador Marine, de 8 anos, detectou câncer de intestino ao cheirar o hálito e as fezes de pacientes. Tumores de pele, pulmão e bexiga também já foram farejados por cães em estudos anteriores. Mas nem vem, cachorrada: nossa capacidade de ler placas lá longe na estrada deixaria vocês morrendo de inveja.

        [...] Golfinhos aprendem linguagens artificiais, como demonstrou o psicólogo Louis Herman, da Universidade do Havaí, EUA. Numa delas, palavras representadas por sons de computador formavam 2 mil frases. Quando os golfinhos ouviam “ESQUERDO BOLA BATER”, por exemplo, entendiam que era para bater na bola do lado esquerdo. E também compreendiam a ordem das palavras. Sabiam que o pedido “PRANCHA PESSOA ÁGUA” era para que levassem uma prancha a uma pessoa que estava na água. Já “PESSOA PRANCHA ÁGUA” era para levar a pessoa à prancha na água. Não existe diferença entre fazer isso e aprender um idioma. Ponto para os golfos.

        Mas talvez nem eles sejam páreo para Chaser, uma border collie. A cadela aprendeu o nome de mais de mil objetos - a maioria brinquedos, mas tudo bem. Seu dono, um psicólogo, já nem conta mais quantas palavras ela sabe. Agora ele prefere lhe ensinar rudimentos de gramática. Então estamos de acordo: certos animais, quando treinados, conseguem compreender parte da linguagem humana. [...] a ideia de que eles praticamente não se comunicam entre si morreu faz tempo. Até as abelhas fazem isso: elas dançam para informar a distância e a direção das fontes de alimentos.

        Golfinhos têm uma linguagem interna. Eles se comunicam por assobios e sinais corporais como saltos, tapas da cauda na água e fricção da mandíbula. Cada animal tem uma modulação única, o que lhe confere uma voz individual.

        Kathleen Dudzinski, diretora do Dolphin Communication Project, escuta esses animais há quase 20 anos com aparelhos que registram a frequência e as nuances de sua linguagem. Mas admite que ainda falta muito para decifrá-la, sobretudo porque golfinhos nadam rápido e é difícil captar uma conversa entre vários animais debaixo d’água. Além disso, cada sinal varia conforme o contexto. Com os humanos é igual: dependendo da situação, uma pessoa que levanta a mão aberta quer dizer “tchau”, “pare” ou “custa R$ 5”. [...]

        Golfinhos têm um lado sádico: se aproximam sorrateiramente de gaivotas que descansam na água, dão um caldo nelas e as liberam depois de mantê-las alguns segundos debaixo d’água, sofrendo.

        Mas o macaco rhesus, um primata asiático com jeito de babuíno, está aí para redimir seus colegas aquáticos. Num estudo da Universidade Northwestern, EUA, os macacos precisavam apertar um botão para ganhar comida. Mas sempre que eles faziam isso outros rhesus levavam um choque (de leve, mas um choque). Alguns macacos não se importaram. Mas com outros foi diferente. O psicólogo americano Frans De Wall conta melhor: “Um macaco parou de apertar o botão por 12 dias depois de ver outro levar choque. Ele estava morrendo de fome para não causar sofrimento aos outros”. Pois é. Não precisa ser gente para pensar, se emocionar ou aproveitar a vida. Nem para ser gente fina.

        [...]


    (Adaptado de http://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-descobrem-o-que-passapela-cabeca-dos-animais?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=f acebook&utm_campaign=redesabril_super)

    Leia os trechos:

        Além disso, cada sinal varia conforme o contexto. Com os humanos é igual: dependendo da situação, uma pessoa que levanta a mão aberta quer dizer “tchau”, “pare” ou “custa R$ 5”.

        “Segundo Saussure, o significante é a tradução fônica do conceito; o significado é a contrapartida mental do significante” (1953, Émile Benveniste apud Perrot)


    A partir da leitura conjunta dos dois trechos, é correto:
    Escolha uma alternativa para a questão 9644ac86-e6
  • 963CD9D0-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2016Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Cientistas descobrem o que passa pela cabeça dos animais

    (Alexandre Versignassi e Eduardo Szklarz)


        [...] Para começar a entender como funciona a inteligência em mentes que não são de Homo sapiens, temos que compreender como elas percebem o mundo. Para os humanos, uma rosa é uma flor romântica. Para um besouro, ela é um território de caça. Um leopardo mal percebe que as rosas existem. Um cachorro não vai ligar pra ela, a menos que ela contenha xixi de outro cachorro ou tenha sido tocada pelo dono. Aí sim, ele vai dar à rosa um montão de significados.

        “Enquanto somos seres visuais, os cães sentem a realidade com o focinho”, diz a psicóloga americana Alexandra Horowitz, especialista em comportamento animal. Ao cheirar um cafezinho, por exemplo, algumas pessoas conseguem saber se ele foi adoçado com uma colherinha de açúcar. Já um beagle consegue farejar uma colher de açúcar diluída numa quantidade de café equivalente a duas piscinas olímpicas.

        Assim, o universo dos cachorros é um extrato de cheiros diferentes. Talvez por isso eles não liguem para a própria imagem no espelho. Mesmo que não concluam que a imagem é a deles, não sentem nenhum cheiro diferente, então não interpretam como sendo outro cachorro. Esse supernariz também lhes confere a habilidade de um detetive. Graças aos odores que você exala e às células epiteliais que deixa pelo caminho, seu cão sabe quase tudo sobre você: por onde andou, que objetos tocou, o que comeu, se beijou alguém ou se correu um pouco. Exceto a comida, claro, ele não se interessa pelos outros dados. O olfato do cão é capaz até de rastrear doenças em humanos, como mostra um recente estudo da Universidade Kyushi, no Japão. O labrador Marine, de 8 anos, detectou câncer de intestino ao cheirar o hálito e as fezes de pacientes. Tumores de pele, pulmão e bexiga também já foram farejados por cães em estudos anteriores. Mas nem vem, cachorrada: nossa capacidade de ler placas lá longe na estrada deixaria vocês morrendo de inveja.

        [...] Golfinhos aprendem linguagens artificiais, como demonstrou o psicólogo Louis Herman, da Universidade do Havaí, EUA. Numa delas, palavras representadas por sons de computador formavam 2 mil frases. Quando os golfinhos ouviam “ESQUERDO BOLA BATER”, por exemplo, entendiam que era para bater na bola do lado esquerdo. E também compreendiam a ordem das palavras. Sabiam que o pedido “PRANCHA PESSOA ÁGUA” era para que levassem uma prancha a uma pessoa que estava na água. Já “PESSOA PRANCHA ÁGUA” era para levar a pessoa à prancha na água. Não existe diferença entre fazer isso e aprender um idioma. Ponto para os golfos.

        Mas talvez nem eles sejam páreo para Chaser, uma border collie. A cadela aprendeu o nome de mais de mil objetos - a maioria brinquedos, mas tudo bem. Seu dono, um psicólogo, já nem conta mais quantas palavras ela sabe. Agora ele prefere lhe ensinar rudimentos de gramática. Então estamos de acordo: certos animais, quando treinados, conseguem compreender parte da linguagem humana. [...] a ideia de que eles praticamente não se comunicam entre si morreu faz tempo. Até as abelhas fazem isso: elas dançam para informar a distância e a direção das fontes de alimentos.

        Golfinhos têm uma linguagem interna. Eles se comunicam por assobios e sinais corporais como saltos, tapas da cauda na água e fricção da mandíbula. Cada animal tem uma modulação única, o que lhe confere uma voz individual.

        Kathleen Dudzinski, diretora do Dolphin Communication Project, escuta esses animais há quase 20 anos com aparelhos que registram a frequência e as nuances de sua linguagem. Mas admite que ainda falta muito para decifrá-la, sobretudo porque golfinhos nadam rápido e é difícil captar uma conversa entre vários animais debaixo d’água. Além disso, cada sinal varia conforme o contexto. Com os humanos é igual: dependendo da situação, uma pessoa que levanta a mão aberta quer dizer “tchau”, “pare” ou “custa R$ 5”. [...]

        Golfinhos têm um lado sádico: se aproximam sorrateiramente de gaivotas que descansam na água, dão um caldo nelas e as liberam depois de mantê-las alguns segundos debaixo d’água, sofrendo.

        Mas o macaco rhesus, um primata asiático com jeito de babuíno, está aí para redimir seus colegas aquáticos. Num estudo da Universidade Northwestern, EUA, os macacos precisavam apertar um botão para ganhar comida. Mas sempre que eles faziam isso outros rhesus levavam um choque (de leve, mas um choque). Alguns macacos não se importaram. Mas com outros foi diferente. O psicólogo americano Frans De Wall conta melhor: “Um macaco parou de apertar o botão por 12 dias depois de ver outro levar choque. Ele estava morrendo de fome para não causar sofrimento aos outros”. Pois é. Não precisa ser gente para pensar, se emocionar ou aproveitar a vida. Nem para ser gente fina.

        [...]


    (Adaptado de http://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-descobrem-o-que-passapela-cabeca-dos-animais?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=f acebook&utm_campaign=redesabril_super)

    O terceiro parágrafo do texto apresentado, ao comparar o universo de leitura de mundo dos cães ao dos seres humanos, estabelece também uma relação de equivalência entre:
    Escolha uma alternativa para a questão 963cd9d0-e6
  • B9C5B9A5-E2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Católica de Pelotas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

    No texto, Astro Teller estima que o Projeto Loon
    Escolha uma alternativa para a questão b9c5b9a5-e2
  • B9C1D786-E2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Católica de Pelotas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

    Assinale a opção correta.

    I. Os balões do Projeto Loon podem permanecer no ar por até cem dias.
    II. Nos próximos cem dias, os balões do Projeto Loon serão testados nos Estados Unidos, Nova Zelândia e Brasil.
    III.Os aparelhos eletrônicos dos balões do Projeto Loon são alimentados por painéis solares.
    IV.Os balões do Google já viajaram por mais de dois milhões de quilômetros.
    V. Cada balão do Google tem autonomia para viajar dois milhões de quilômetros.
    Escolha uma alternativa para a questão b9c1d786-e2
  • B9B60F39-E2

    Geografia

    Crescimento
    Universidade Católica de Pelotas · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em 2011, o mundo atingiu a marca de 7 bilhões de pessoas, mas, já em 2008, a população mundial, pela primeira vez na história, passou a ter mais pessoas vivendo nas cidades do que nos campos. No Brasil, a concentração de população é bastante desigual, sendo possível observar situações bastante díspares. Observe as seguintes afirmativas:

    I. Os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia apresentam uma elevada concentração de pessoas.
    II. As regiões Norte e Centro-Oeste são as áreas mais despovoadas do país.
    III.O Brasil é um dos países mais populosos do mundo; isso faz com que seja também muito povoado, pois tem uma densidade demográfica média alta.
    IV.O crescimento demográfico no Brasil vem-se mantendo desde os anos 1960. Isso é reflexo da redução da taxa de fecundidade brasileira, entre outros fatores.
    V. As indústrias da Região Sudeste, especialmente na cidade de São Paulo, exerceram enorme poder para atrair a força de trabalho para os centros urbanos.

    Considerando V, para Verdadeiro, e F, para Falso, a opção que contém a sequência correta é
    Escolha uma alternativa para a questão b9b60f39-e2
  • B9AEDF7E-E2

    Geografia

    Impactos e soluções no meio urbano
    Universidade Católica de Pelotas · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Nos grandes centros urbanos industrializados, sobretudo naqueles localizados em áreas cercadas por serras ou montanhas, é muito comum a ocorrência de um determinado fenômeno atmosférico. Esse processo ocorre, quando o ar frio (mais denso) é impedido de circular por uma camada de ar quente (menos denso), provocando uma alteração na temperatura, como exemplificado na figura apresentada adiante. Outro agravante é que a camada de ar frio fica retida nas regiões próximas à superfície terrestre com uma grande concentração de poluentes. Sendo assim, a dispersão desses poluentes fica extremamente prejudicada, formando uma camada de cor cinza, oriunda dos gases emitidos pelas indústrias, automóveis etc. Doenças respiratórias, irritação nos olhos e intoxicações são algumas das consequências da concentração de poluentes na camada de ar próxima ao solo.

    Figura – Fenômeno atmosférico específico
    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2016


    É correto afirmar que o fenômeno descrito trata-se de
    Escolha uma alternativa para a questão b9aedf7e-e2
  • B9AB95FA-E2

    Geografia

    Geografia Física
    Universidade Católica de Pelotas · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    O relevo corresponde às diversas configurações da crosta terrestre. A Geomorfologia, disciplina científica que estuda as formas de relevo, sua origem, estrutura e os processos responsáveis por sua evolução, apresenta diversas classificações das formas do relevo.
    Uma classificação que compreende as principais formas de relevo apresenta os seguintes tipos: 


    I. Áreas da superfície, localizadas em altitude inferior à das regiões próximas ou abaixo do nível do mar, podem ser formadas de várias maneiras: por deslocamento do terreno, remoção de sedimentos, dissolução de rochas ou até por queda de meteoritos.


    II. Grandes áreas elevadas, resultantes do choque de placas tectônicas, como o da Placa Euroasiática Ocidental com a Indo-Australiana, que deu origem a um conjunto específico desse tipo de forma, também são chamadas de dobramentos modernos.


    III.Elevações de altitudes variadas, em que predomina o processo de erosão e cuja composição rochosa pode ser de rochas sedimentares, cristalinas ou metamórficas, apresentam superfície irregular, como serras e chapadas, e são delimitadas por áreas rebaixadas em um dos lados.


    IV.Áreas de superfície relativamente plana, formadas por rochas sedimentares e nas quais predominam os processos de decomposição e acúmulo de sedimentos, na maior parte das vezes, são encontradas em baixas altitudes, mas também podem ocorrer em regiões elevadas.


    Os tipos de relevo descritos correspondem, respectivamente, a

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  • B9A8939F-E2

    Geografia

    Cartografia
    Universidade Católica de Pelotas · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Os mapas são representações reduzidas do espaço geográfico. Existe uma correspondência exata entre o tamanho real de uma área da superfície terrestre e a sua representação cartográfica, essa correspondência é dada pela escala.

    Sobre a escala, em cartografia, é correto afirmar que

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  • B9A55D47-E2

    História

    Guerra Fria e seus desdobramentos
    Universidade Católica de Pelotas · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em 1968, o mundo foi sacudido por diversos movimentos liderados pela juventude que reivindicavam o fim de posturas conservadoras e exigiam ampliação da democracia. Esses movimentos se fizeram sentir tanto no bloco Ocidental como no Leste europeu. Um exemplo disso na área de influência Soviética foi a
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