Questões do ENEM 2018

Questões aplicadas na prova de 2018, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

2.168 questões encontradas. Mostrando a página 70 de 109.

  • BD04EF25-B0

    Português

    Análise sintática
    UDESC · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Análise sintática

    Analise as proposições em relação à obra Lucíola, José de Alencar, e ao Texto 3.

    I. Na estrutura “Não toques em coisa” (linha 6) observa-se o uso do verbo tocar no imperativo negativo. Trata-se de uma ordem, e a ação, indicada pelo verbo, sugere que ela vai ser praticada por várias pessoas.
    II. A leitura da estrutura “Ela respondeu à interrogação muda do meu olhar murmurando-me ao ouvido” (linhas 13 e 14) leva o leitor a inferir o grau de cumplicidade que havia entre o casal, pois eles se entendiam até mesmo pelo olhar.
    III. A partícula que pode assumir diversas funções ou classificações na morfologia e na sintaxe, no período “que banhou estas palavras como de uma luz divina” (linha 17) tem-se, morfossintaticamente, pronome relativo/sujeito.
    IV. A leitura do período “Elas não sabem, como tu, que eu tenho outra virgindade, a virgindade do coração” (linhas 15 e 16) leva o leitor a inferir que já ocorreu o período de recolhimento de Lúcia como cortesã, iniciando-se o período da tentativa de expurgação.
    V. Na estrutura verbal “Corri para fazer Lúcia retirar-se antes de vê-lo” (linhas 2 e 3) há um período composto, formado por quatro orações, sendo a oração destacada subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bd04ef25-b0
  • BCFF9F44-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UDESC · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Lucíola, José de Alencar, e ao Texto 3.
    Escolha uma alternativa para a questão bcff9f44-b0
  • BCFA6D8B-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UDESC · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Interpretação de Textos

    Analise as proposições em relação à obra Valsa no 6, Nelson Rodrigues, e ao Texto 2.

    I. Nelson Rodrigues buscou em sua obra teatral, representada por um monólogo, trazer à tona o embricamento do diálogo direto com a música, a valsa de Chopin, embora sons dissonantes apontem para um universo em cujo centro está uma pessoa perdida em uma nova vida ou em várias fases da vida.
    II. O texto rodrigueano, apesar de ser um monólogo, é mesclado por reflexões de vários personagens, representados apenas pelos pedaços de memórias, delírios, que a personagem Sônia vive e revive.
    III. A leitura da obra Valsa n0 6 leva o leitor a perceber que o texto, aos poucos, vai se construindo, juntando a cada momento as memórias de Sônia, a partir do momento em que ela interpreta a presença de outras pessoas, e não apenas a si própria.
    IV. A personagem, apresentada por Nelson Rodrigues, não foge ao estereótipo de outras personagens nas peças dele, Sônia é caracterizada como uma personagem psicológica em uma situação romântica.
    V. A leitura da obra leva o leitor a inferir que há um jogo de ambiguidade marcante na Valsa n0 6, ou seja, a passagem de menina para mulher, da vida para a morte, da realidade para a ficção.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bcfa6d8b-b0
  • BCF61CCE-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UDESC · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Interpretação de Textos

    Analise as proposições em relação à obra, Valsa no 6, Nelson Rodrigues, ao Texto 2, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

    ( ) Da leitura das estruturas “Dr. Junqueira é doido pela ‘Valsa n0 6’ ” (linha 1) e “Ah, toca a valsa, minha filha, pelo amor de Deus” (linha 3), infere-se o mascaramento dos desejos de Dr. Junqueira, sob a ótica de Sônia.
    ( ) Da leitura da obra, infere-se que o desenvolvimento da peça de Nelson Rodrigues ocorre no plano do desequilíbrio mental e da alucinação de Sônia, personagem principal, que é assassinada enquanto executava a valsa n0 6 de Chopin, no piano.
    ( ) Nos períodos “Paulo cresce como um lírio espantado” (linha 22) e “Mas tua fisionomia está mutilada” (linha 26) se as palavras destacadas forem substituídas, sequencialmente, por temeroso e pura não há alteração de sentido, no texto.
    ( ) No período “Dize, ao menos, o que eu sou de ti” (linha 11), se a preposição destacada for substituída por para, não há transgressão quanto à norma gramatical, em relação à regência, e nem alteração de sentido, no texto.
    ( ) Na oração “Estou-me lembrando” (linha 20) o verbo destacado é pronominal, pois está sendo usado com o sentido de vir à memória, ou seja, configurando um ato totalmente involuntário por parte da personagem Sônia.

    Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão bcf61cce-b0
  • BCF1D5C0-B0

    Português

    Adjetivos
    UDESC · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Adjetivos

    Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Valsa no 6, Nelson Rodrigues, e ao Texto 2.
    Escolha uma alternativa para a questão bcf1d5c0-b0
  • BCDC6EE9-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UDESC · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, UDESC 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.thesunshinegrove.blogspot.com.br) accessed on March 27th, 2018

    Check if the sentence is true or false, according text.

    ( ) the person wishes a huge amount of things but being surrounded by animals.
    ( ) all the things she wants are things which she can manage soon.
    ( ) learning another language and start a new way of live is among the things she wishes.
    ( ) wear flat shoes, be more active, have a farm and run on marathons, are among the things she wants.
    ( ) the person says she wishes to be more organized, more participative in her community and take a trip along U.S.

    The correct sequence, from top to bottom, is:
    Escolha uma alternativa para a questão bcdc6ee9-b0
  • BCD6827E-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UDESC · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, UDESC 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.thesunshinegrove.blogspot.com.br) accessed on March 27th, 2018

    Mark the correct alternative which contains synonyms linked to the meaning in the text.
    Escolha uma alternativa para a questão bcd6827e-b0
  • BCCFC6B0-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UDESC · 2018Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, UDESC 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.thesunshinegrove.blogspot.com.br) accessed on March 27th, 2018

    Mark the correct alternative which can be answered by the text.
    Escolha uma alternativa para a questão bccfc6b0-b0
  • BCC99CB2-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UDESC · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, UDESC 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.thesunshinegrove.blogspot.com.br) accessed on March 27th, 2018

    We can get some information through this list, they are:
    Escolha uma alternativa para a questão bcc99cb2-b0
  • BCC31005-B0

    Inglês

    Adjetivos | Adjectives
    UDESC · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    The Invitation

    It doesn’t interest me what you do for a living, I want to know what you ache for, and if you dare to dream of meeting your heart’s longing.

    It doesn’t interest me how old you are. I want to know if you will risk looking like a fool for love, for your dreams, for the adventure of being alive.

    It doesn’t interest me what planets are squaring with your moon. I want to know if you have touched the center of your own sorrow, if you have been opened by life’s betrayals or have become shriveled and closed from fear of further pain. I want to know if you can sit with pain, mine or your own, without moving to hide it, or fade it or fix it. I want to know if you can be with joy, mine or even your own; if you can dance with the wilderness and let the ecstasy fill you to the tips of your fingers and toes without cautioning us to be careful, be realistic, or to remember the limitations of being a human.

    It doesn´t interest me if the story you´re telling me is true. I want to know if you can risk disappointing another to be true to yourself; if you can bear the accusation of betrayal and not betray your own soul. I want to know if you can be faithless and therefore be trustworthy. I want to know if you can see beauty even when it´s not pretty every day, and if you can source your life from its presence. I want to know if you can live with failure, yours and mine, and still stand on the edge of a lake and shout to the silver of the moon, “YES”.

    It doesn´t interest me to know where you live or how much money you have. I want to know if you can get up after a night of grief and despair, weary and bruised to the bone, and do what needs to be done for the children. It doesn´t matter to me who you are, how you came to be here. I want to know if you will stand in the center of the fire with me and not shrink back. 

    It doesn´t interest me where or what or with whom you have studied. I want to know what sustains you from the inside when all else falls away. I want to know if you can be alone with yourself; and if you truly like the company you keep in the empty moments.

    (By Oriah Mountain Dreamer from the book THE INVITATION (c) 1999. Published by HarperONE, San Francisco. All rights reserved. Presented with permission of the author. www.oriah.org) (theunboundedspirit.com/start-living) Accessed on March 27th, 2018.
    According to the meaning of the text, the underlined words are consecutively:
    Escolha uma alternativa para a questão bcc31005-b0
  • BCBD76C8-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UDESC · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    The Invitation

    It doesn’t interest me what you do for a living, I want to know what you ache for, and if you dare to dream of meeting your heart’s longing.

    It doesn’t interest me how old you are. I want to know if you will risk looking like a fool for love, for your dreams, for the adventure of being alive.

    It doesn’t interest me what planets are squaring with your moon. I want to know if you have touched the center of your own sorrow, if you have been opened by life’s betrayals or have become shriveled and closed from fear of further pain. I want to know if you can sit with pain, mine or your own, without moving to hide it, or fade it or fix it. I want to know if you can be with joy, mine or even your own; if you can dance with the wilderness and let the ecstasy fill you to the tips of your fingers and toes without cautioning us to be careful, be realistic, or to remember the limitations of being a human.

    It doesn´t interest me if the story you´re telling me is true. I want to know if you can risk disappointing another to be true to yourself; if you can bear the accusation of betrayal and not betray your own soul. I want to know if you can be faithless and therefore be trustworthy. I want to know if you can see beauty even when it´s not pretty every day, and if you can source your life from its presence. I want to know if you can live with failure, yours and mine, and still stand on the edge of a lake and shout to the silver of the moon, “YES”.

    It doesn´t interest me to know where you live or how much money you have. I want to know if you can get up after a night of grief and despair, weary and bruised to the bone, and do what needs to be done for the children. It doesn´t matter to me who you are, how you came to be here. I want to know if you will stand in the center of the fire with me and not shrink back. 

    It doesn´t interest me where or what or with whom you have studied. I want to know what sustains you from the inside when all else falls away. I want to know if you can be alone with yourself; and if you truly like the company you keep in the empty moments.

    (By Oriah Mountain Dreamer from the book THE INVITATION (c) 1999. Published by HarperONE, San Francisco. All rights reserved. Presented with permission of the author. www.oriah.org) (theunboundedspirit.com/start-living) Accessed on March 27th, 2018.
    Mark the correct alternative which best substitute the sentence in bold. “ I want to know what you ache for, and if you dare to dream of meeting your heart’s longing”.
    Escolha uma alternativa para a questão bcbd76c8-b0
  • BCB8799A-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UDESC · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    The Invitation

    It doesn’t interest me what you do for a living, I want to know what you ache for, and if you dare to dream of meeting your heart’s longing.

    It doesn’t interest me how old you are. I want to know if you will risk looking like a fool for love, for your dreams, for the adventure of being alive.

    It doesn’t interest me what planets are squaring with your moon. I want to know if you have touched the center of your own sorrow, if you have been opened by life’s betrayals or have become shriveled and closed from fear of further pain. I want to know if you can sit with pain, mine or your own, without moving to hide it, or fade it or fix it. I want to know if you can be with joy, mine or even your own; if you can dance with the wilderness and let the ecstasy fill you to the tips of your fingers and toes without cautioning us to be careful, be realistic, or to remember the limitations of being a human.

    It doesn´t interest me if the story you´re telling me is true. I want to know if you can risk disappointing another to be true to yourself; if you can bear the accusation of betrayal and not betray your own soul. I want to know if you can be faithless and therefore be trustworthy. I want to know if you can see beauty even when it´s not pretty every day, and if you can source your life from its presence. I want to know if you can live with failure, yours and mine, and still stand on the edge of a lake and shout to the silver of the moon, “YES”.

    It doesn´t interest me to know where you live or how much money you have. I want to know if you can get up after a night of grief and despair, weary and bruised to the bone, and do what needs to be done for the children. It doesn´t matter to me who you are, how you came to be here. I want to know if you will stand in the center of the fire with me and not shrink back. 

    It doesn´t interest me where or what or with whom you have studied. I want to know what sustains you from the inside when all else falls away. I want to know if you can be alone with yourself; and if you truly like the company you keep in the empty moments.

    (By Oriah Mountain Dreamer from the book THE INVITATION (c) 1999. Published by HarperONE, San Francisco. All rights reserved. Presented with permission of the author. www.oriah.org) (theunboundedspirit.com/start-living) Accessed on March 27th, 2018.
    The word “YES” in the fourth paragraph is related to:
    Escolha uma alternativa para a questão bcb8799a-b0
  • BCB454A2-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UDESC · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    The Invitation

    It doesn’t interest me what you do for a living, I want to know what you ache for, and if you dare to dream of meeting your heart’s longing.

    It doesn’t interest me how old you are. I want to know if you will risk looking like a fool for love, for your dreams, for the adventure of being alive.

    It doesn’t interest me what planets are squaring with your moon. I want to know if you have touched the center of your own sorrow, if you have been opened by life’s betrayals or have become shriveled and closed from fear of further pain. I want to know if you can sit with pain, mine or your own, without moving to hide it, or fade it or fix it. I want to know if you can be with joy, mine or even your own; if you can dance with the wilderness and let the ecstasy fill you to the tips of your fingers and toes without cautioning us to be careful, be realistic, or to remember the limitations of being a human.

    It doesn´t interest me if the story you´re telling me is true. I want to know if you can risk disappointing another to be true to yourself; if you can bear the accusation of betrayal and not betray your own soul. I want to know if you can be faithless and therefore be trustworthy. I want to know if you can see beauty even when it´s not pretty every day, and if you can source your life from its presence. I want to know if you can live with failure, yours and mine, and still stand on the edge of a lake and shout to the silver of the moon, “YES”.

    It doesn´t interest me to know where you live or how much money you have. I want to know if you can get up after a night of grief and despair, weary and bruised to the bone, and do what needs to be done for the children. It doesn´t matter to me who you are, how you came to be here. I want to know if you will stand in the center of the fire with me and not shrink back. 

    It doesn´t interest me where or what or with whom you have studied. I want to know what sustains you from the inside when all else falls away. I want to know if you can be alone with yourself; and if you truly like the company you keep in the empty moments.

    (By Oriah Mountain Dreamer from the book THE INVITATION (c) 1999. Published by HarperONE, San Francisco. All rights reserved. Presented with permission of the author. www.oriah.org) (theunboundedspirit.com/start-living) Accessed on March 27th, 2018.
    This invitation is about:
    Escolha uma alternativa para a questão bcb454a2-b0
  • 62CAC8B5-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - SP · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Os textos a seguir servirão de base para a realização da questão.


    Texto I

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância

    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06


    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Interpretação de Textos
    Artista faz intervenção na avenida Paulista sobre consumismo
    Marcus Leoni - 10.jan.2016/Folhapress


    É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos.
    A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 
    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtml> . Acesso em: 25 abr. 2018.


    Texto 2
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Interpretação de Textos
    Texto de Gilmar Machado, publicado em 8 jan. 2018.
    Disponível em: <https://www.humorpolitico.com.br/
    tag/meio-ambiente/> . Acesso em: 12 mar. 2018.



    Texto 3 

    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades
    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia
    Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In:
    CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no
    espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: <http://books.
    scielo.org/id/n9brm/pdf/ortigoza-9788579830075-03.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]
    A perspectiva temática comum nos três textos diz respeito
    Escolha uma alternativa para a questão 62cac8b5-b0
  • 62C5258E-B0

    Português

    Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    PUC - SP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Os textos a seguir servirão de base para a realização da questão.


    Texto I

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância

    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06


    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    Artista faz intervenção na avenida Paulista sobre consumismo
    Marcus Leoni - 10.jan.2016/Folhapress


    É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos.
    A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 
    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtml> . Acesso em: 25 abr. 2018.


    Texto 2
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    Texto de Gilmar Machado, publicado em 8 jan. 2018.
    Disponível em: <https://www.humorpolitico.com.br/
    tag/meio-ambiente/> . Acesso em: 12 mar. 2018.



    Texto 3 

    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades
    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia
    Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In:
    CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no
    espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: <http://books.
    scielo.org/id/n9brm/pdf/ortigoza-9788579830075-03.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]
    Em relação à linguagem empregada na construção dos textos:
    Escolha uma alternativa para a questão 62c5258e-b0
  • 62C0D65B-B0

    Português

    Coesão e coerência
    PUC - SP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Os textos a seguir servirão de base para a realização da questão.


    Texto I

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância

    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06


    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Coesão e coerência
    Artista faz intervenção na avenida Paulista sobre consumismo
    Marcus Leoni - 10.jan.2016/Folhapress


    É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos.
    A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 
    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtml> . Acesso em: 25 abr. 2018.


    Texto 2
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Coesão e coerência
    Texto de Gilmar Machado, publicado em 8 jan. 2018.
    Disponível em: <https://www.humorpolitico.com.br/
    tag/meio-ambiente/> . Acesso em: 12 mar. 2018.



    Texto 3 

    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades
    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia
    Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In:
    CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no
    espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: <http://books.
    scielo.org/id/n9brm/pdf/ortigoza-9788579830075-03.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]
    A pergunta retórica “Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista?”, presente no último parágrafo do texto 3, tem função de
    Escolha uma alternativa para a questão 62c0d65b-b0
  • 62BD94DB-B0

    Português

    Coesão e coerência
    PUC - SP · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Os textos a seguir servirão de base para a realização da questão.


    Texto I

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância

    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06


    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Coesão e coerência
    Artista faz intervenção na avenida Paulista sobre consumismo
    Marcus Leoni - 10.jan.2016/Folhapress


    É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos.
    A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 
    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.
    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.
    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.
    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.
    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.
    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtml> . Acesso em: 25 abr. 2018.


    Texto 2
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2018, Coesão e coerência
    Texto de Gilmar Machado, publicado em 8 jan. 2018.
    Disponível em: <https://www.humorpolitico.com.br/
    tag/meio-ambiente/> . Acesso em: 12 mar. 2018.



    Texto 3 

    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades
    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia
    Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In:
    CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no
    espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: <http://books.
    scielo.org/id/n9brm/pdf/ortigoza-9788579830075-03.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]
    Qual a relação de sentido que os elementos coesivos destacados no texto 3 estabelecem, de acordo com ordem em que são empregados?
    Escolha uma alternativa para a questão 62bd94db-b0