Questões do ENEM 2018

Questões aplicadas na prova de 2018, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

2.168 questões encontradas. Mostrando a página 93 de 109.

  • 10F1FDCB-CC

    Literatura

    Arcadismo
    IF-RR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Identifique a única alternativa em que a relação escola literária – características - autor está incorreta:
    Escolha uma alternativa para a questão 10f1fdcb-cc
  • 10EE8FCD-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-RR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Os Estatutos do Homem

    (Ato Institucional Permanente)


    Artigo I

    Fica decretado que agora vale a verdade.

    agora vale a vida,

    e de mãos dadas,

    marcharemos todos pela vida verdadeira.


    Artigo II

    Fica decretado que todos os dias da semana,

    inclusive as terças-feiras mais cinzentas,

    têm direito a converter-se em manhãs de domingo.


    Artigo III

    Fica decretado que, a partir deste instante,

    haverá girassóis em todas as janelas,

    que os girassóis terão direito

    a abrir-se dentro da sombra;

    e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,

    abertas para o verde onde cresce a esperança.


    Artigo IV

    Fica decretado que o homem

    não precisará nunca mais

    duvidar do homem.

    Que o homem confiará no homem

    como a palmeira confia no vento,

    como o vento confia no ar,

    como o ar confia no campo azul do céu.


    Parágrafo único:

    O homem, confiará no homem

    como um menino confia em outro menino. 


    Artigo V

    Fica decretado que os homens

    estão livres do jugo da mentira.

    Nunca mais será preciso usar

    a couraça do silêncio

    nem a armadura de palavras.

    O homem se sentará à mesa

    com seu olhar limpo

    porque a verdade passará a ser servida

    antes da sobremesa.


    Artigo VI

    Fica estabelecida, durante dez séculos,

    a prática sonhada pelo profeta Isaías,

    e o lobo e o cordeiro pastarão juntos

    e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.


    Artigo VII

    Por decreto irrevogável fica estabelecido

    o reinado permanente da justiça e da claridade,

    e a alegria será uma bandeira generosa

    para sempre desfraldada na alma do povo.


    Artigo VIII

    Fica decretado que a maior dor

    sempre foi e será sempre

    não poder dar-se amor a quem se ama

    e saber que é a água

    que dá à planta o milagre da flor.


    Artigo IX

    Fica permitido que o pão de cada dia

    tenha no homem o sinal de seu suor.

    Mas que sobretudo tenha

    sempre o quente sabor da ternura.


    Artigo X

    Fica permitido a qualquer pessoa,

    qualquer hora da vida,

    uso do traje branco.


    Artigo XI

    Fica decretado, por definição,

    que o homem é um animal que ama

    e que por isso é belo,

    muito mais belo que a estrela da manhã.


    Artigo XII

    Decreta-se que nada será obrigado

    nem proibido,

    tudo será permitido,

    inclusive brincar com os rinocerontes

    e caminhar pelas tardes 

    com uma imensa begônia na lapela.


    Parágrafo único:

    Só uma coisa fica proibida:

    amar sem amor.


    Artigo XIII

    Fica decretado que o dinheiro

    não poderá nunca mais comprar

    o sol das manhãs vindouras.

    Expulso do grande baú do medo,

    o dinheiro se transformará em uma espada fraternal

    para defender o direito de cantar

    e a festa do dia que chegou.


    Artigo Final

    Fica proibido o uso da palavra liberdade,

    a qual será suprimida dos dicionários

    e do pântano enganoso das bocas.

    A partir deste instante

    a liberdade será algo vivo e transparente

    como um fogo ou um rio,

    e a sua morada será sempre

    o coração do homem.

    (Thiago de Mello. Os estatutos do homem. São Paulo, Vergara & Riba, 2001.)

    Nos versos “Fica decretado que os homens/estão livres do jugo da mentira”, o sentido figurado da palavra destacada “jugo” só não está correto em:
    Escolha uma alternativa para a questão 10ee8fcd-cc
  • 10EA79BF-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-RR · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Os Estatutos do Homem

    (Ato Institucional Permanente)


    Artigo I

    Fica decretado que agora vale a verdade.

    agora vale a vida,

    e de mãos dadas,

    marcharemos todos pela vida verdadeira.


    Artigo II

    Fica decretado que todos os dias da semana,

    inclusive as terças-feiras mais cinzentas,

    têm direito a converter-se em manhãs de domingo.


    Artigo III

    Fica decretado que, a partir deste instante,

    haverá girassóis em todas as janelas,

    que os girassóis terão direito

    a abrir-se dentro da sombra;

    e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,

    abertas para o verde onde cresce a esperança.


    Artigo IV

    Fica decretado que o homem

    não precisará nunca mais

    duvidar do homem.

    Que o homem confiará no homem

    como a palmeira confia no vento,

    como o vento confia no ar,

    como o ar confia no campo azul do céu.


    Parágrafo único:

    O homem, confiará no homem

    como um menino confia em outro menino. 


    Artigo V

    Fica decretado que os homens

    estão livres do jugo da mentira.

    Nunca mais será preciso usar

    a couraça do silêncio

    nem a armadura de palavras.

    O homem se sentará à mesa

    com seu olhar limpo

    porque a verdade passará a ser servida

    antes da sobremesa.


    Artigo VI

    Fica estabelecida, durante dez séculos,

    a prática sonhada pelo profeta Isaías,

    e o lobo e o cordeiro pastarão juntos

    e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.


    Artigo VII

    Por decreto irrevogável fica estabelecido

    o reinado permanente da justiça e da claridade,

    e a alegria será uma bandeira generosa

    para sempre desfraldada na alma do povo.


    Artigo VIII

    Fica decretado que a maior dor

    sempre foi e será sempre

    não poder dar-se amor a quem se ama

    e saber que é a água

    que dá à planta o milagre da flor.


    Artigo IX

    Fica permitido que o pão de cada dia

    tenha no homem o sinal de seu suor.

    Mas que sobretudo tenha

    sempre o quente sabor da ternura.


    Artigo X

    Fica permitido a qualquer pessoa,

    qualquer hora da vida,

    uso do traje branco.


    Artigo XI

    Fica decretado, por definição,

    que o homem é um animal que ama

    e que por isso é belo,

    muito mais belo que a estrela da manhã.


    Artigo XII

    Decreta-se que nada será obrigado

    nem proibido,

    tudo será permitido,

    inclusive brincar com os rinocerontes

    e caminhar pelas tardes 

    com uma imensa begônia na lapela.


    Parágrafo único:

    Só uma coisa fica proibida:

    amar sem amor.


    Artigo XIII

    Fica decretado que o dinheiro

    não poderá nunca mais comprar

    o sol das manhãs vindouras.

    Expulso do grande baú do medo,

    o dinheiro se transformará em uma espada fraternal

    para defender o direito de cantar

    e a festa do dia que chegou.


    Artigo Final

    Fica proibido o uso da palavra liberdade,

    a qual será suprimida dos dicionários

    e do pântano enganoso das bocas.

    A partir deste instante

    a liberdade será algo vivo e transparente

    como um fogo ou um rio,

    e a sua morada será sempre

    o coração do homem.

    (Thiago de Mello. Os estatutos do homem. São Paulo, Vergara & Riba, 2001.)

    Sobre o poema “Os Estatutos do Homem” de Thiago de Mello, todas as afirmativas são verdadeiras, exceto:
    Escolha uma alternativa para a questão 10ea79bf-cc
  • 10E6E045-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-RR · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Os Estatutos do Homem

    (Ato Institucional Permanente)


    Artigo I

    Fica decretado que agora vale a verdade.

    agora vale a vida,

    e de mãos dadas,

    marcharemos todos pela vida verdadeira.


    Artigo II

    Fica decretado que todos os dias da semana,

    inclusive as terças-feiras mais cinzentas,

    têm direito a converter-se em manhãs de domingo.


    Artigo III

    Fica decretado que, a partir deste instante,

    haverá girassóis em todas as janelas,

    que os girassóis terão direito

    a abrir-se dentro da sombra;

    e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,

    abertas para o verde onde cresce a esperança.


    Artigo IV

    Fica decretado que o homem

    não precisará nunca mais

    duvidar do homem.

    Que o homem confiará no homem

    como a palmeira confia no vento,

    como o vento confia no ar,

    como o ar confia no campo azul do céu.


    Parágrafo único:

    O homem, confiará no homem

    como um menino confia em outro menino. 


    Artigo V

    Fica decretado que os homens

    estão livres do jugo da mentira.

    Nunca mais será preciso usar

    a couraça do silêncio

    nem a armadura de palavras.

    O homem se sentará à mesa

    com seu olhar limpo

    porque a verdade passará a ser servida

    antes da sobremesa.


    Artigo VI

    Fica estabelecida, durante dez séculos,

    a prática sonhada pelo profeta Isaías,

    e o lobo e o cordeiro pastarão juntos

    e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.


    Artigo VII

    Por decreto irrevogável fica estabelecido

    o reinado permanente da justiça e da claridade,

    e a alegria será uma bandeira generosa

    para sempre desfraldada na alma do povo.


    Artigo VIII

    Fica decretado que a maior dor

    sempre foi e será sempre

    não poder dar-se amor a quem se ama

    e saber que é a água

    que dá à planta o milagre da flor.


    Artigo IX

    Fica permitido que o pão de cada dia

    tenha no homem o sinal de seu suor.

    Mas que sobretudo tenha

    sempre o quente sabor da ternura.


    Artigo X

    Fica permitido a qualquer pessoa,

    qualquer hora da vida,

    uso do traje branco.


    Artigo XI

    Fica decretado, por definição,

    que o homem é um animal que ama

    e que por isso é belo,

    muito mais belo que a estrela da manhã.


    Artigo XII

    Decreta-se que nada será obrigado

    nem proibido,

    tudo será permitido,

    inclusive brincar com os rinocerontes

    e caminhar pelas tardes 

    com uma imensa begônia na lapela.


    Parágrafo único:

    Só uma coisa fica proibida:

    amar sem amor.


    Artigo XIII

    Fica decretado que o dinheiro

    não poderá nunca mais comprar

    o sol das manhãs vindouras.

    Expulso do grande baú do medo,

    o dinheiro se transformará em uma espada fraternal

    para defender o direito de cantar

    e a festa do dia que chegou.


    Artigo Final

    Fica proibido o uso da palavra liberdade,

    a qual será suprimida dos dicionários

    e do pântano enganoso das bocas.

    A partir deste instante

    a liberdade será algo vivo e transparente

    como um fogo ou um rio,

    e a sua morada será sempre

    o coração do homem.

    (Thiago de Mello. Os estatutos do homem. São Paulo, Vergara & Riba, 2001.)

    Marque a opção falsa sobre o poema “Os Estatutos do Homem” de Thiago de Mello:
    Escolha uma alternativa para a questão 10e6e045-cc
  • 10E333A7-CC

    Português

    Análise sintática
    IF-RR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    A partir do poema IX, p. 43, do livro “Urihi – nossa terra, nossa floresta”, responda à questão .


    Antes havia mais o silêncio

    antes havia somente o voar dos pássaros

    hoje, os pássaros pousam em pistas clandestinas

    sobre corpos de garimpeiros mortos

    trazem doenças aos rios, por causa do ouro

    dizem que não há garimpo

    dizem que não houve massacre

    dizem que não exista.

    (FIOROTTI, Devair. Urihi – nossa terra, nossa floresta. São Paulo: Editora Patuá, 2017)


    Marque a alternativa que contém erro de análise:

    Escolha uma alternativa para a questão 10e333a7-cc
  • 10DF2CFA-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-RR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    A respeito da obra literária “Urihi – nossa terra, nossa floresta” do escritor Devair Fiorotti, não é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 10df2cfa-cc
  • 2DF6BFF5-CC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    IFF · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018


          Shares in the music streaming firm Spotify will be publicly traded for the first time when the firm debuts on the New York market. 

          The flotation marks a turning point for the firm that after 12 years has not yet made a profit. Spotify's listing, which could value it at $20billion (£14 billion), is unconventional: it is not issuing any new shares. Instead, shares held by the firm's private investors will be made available. 

          What was once an small upstart Swedish music platform, has grown rapidly in recent years, adding millions of users to its free-to-use ad-funded service, and converting many of them to its more lucrative subscription service. It's used in 61 countries, has 159 million active users and a library of 35 million songs. They developed the platform in 2006 as a response to the growing piracy problem the music industry was facing. It is now the global leader among music streaming companies, boasting 71 million paying customers, twice as many as runner-up Apple. 

          What Spotify must do to survive? So far costs and fees to recording companies for the rights to play their music, have exceeded Spotify's revenues. And some analysts predict the listing will speed-up Spotify's race towards profitability. "When that's done we'll see a bit of a shift in strategy and direction." says Mark Mulligan at MIDia Research. The firm made a commitment to investors who backed it as the company was growing, that they would be given the chance to cash in their investment. The streaming giant has filed for paperwork to start trading its shares publicly on the New York Stock Exchange. 

          What will Spotify look like in the future? So what will change? "So far they've been treading a very fine line between being the dramatic new future of the music business but simultaneously being the biggest friend of the old music industry by giving record labels a platform to build out of decline," says Mr Mulligan. 

          "To go to the next phase [Spotify] will have to stop being so friendly to the record companies." More than half of Spotify's revenue goes directly to the record companies. Chris Hayes expects Spotify to evolve. "I think over time they're going to have to diversify their offering." he says, helping to set them apart from a sea of rival streaming services. They have already moved into podcasts and producing original music. They may well start to offer more original content like Taylor Swift's recent video which was only made available on the platform, says Chris Hayes. 

          So can Spotify make money? The firm's first operating profit (not including debt financing) is on the horizon for 2019 based on current trends, according to Mr Hayes. "The strategy has always been the free tier, but it is a funnel through which to persuade free users to upgrade to the subscription tier which is lucrative.

          "As long as subscriptions continue to grow it should eventually become profitable. "Spotify's rivals are the biggest companies in the world with bottomless pockets," he says, and they are using music as a way to sell their core products, not as a business proposition in itself. 

          Apple, Amazon and Google are also in the streaming game and - unlike Spotify - all sell devices on which consumers can listen to music. And while Spotify has signed deals with all the "big three" record labels - Warner, Universal and Sony - it is the music executives that still hold the bargaining chips.

    Adapted from: http://www.bbc.com/news/business-43613398. Acesso em: 03 abr. 2018. 

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018


    Após a leitura do texto I, “Spotify braces for $20billion US share market listing”, e da charge acima, marque a alternativa INCORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão 2df6bff5-cc
  • 2DF3361D-CC

    Inglês

    Tradução | Translation
    IFF · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018


          Shares in the music streaming firm Spotify will be publicly traded for the first time when the firm debuts on the New York market. 

          The flotation marks a turning point for the firm that after 12 years has not yet made a profit. Spotify's listing, which could value it at $20billion (£14 billion), is unconventional: it is not issuing any new shares. Instead, shares held by the firm's private investors will be made available. 

          What was once an small upstart Swedish music platform, has grown rapidly in recent years, adding millions of users to its free-to-use ad-funded service, and converting many of them to its more lucrative subscription service. It's used in 61 countries, has 159 million active users and a library of 35 million songs. They developed the platform in 2006 as a response to the growing piracy problem the music industry was facing. It is now the global leader among music streaming companies, boasting 71 million paying customers, twice as many as runner-up Apple. 

          What Spotify must do to survive? So far costs and fees to recording companies for the rights to play their music, have exceeded Spotify's revenues. And some analysts predict the listing will speed-up Spotify's race towards profitability. "When that's done we'll see a bit of a shift in strategy and direction." says Mark Mulligan at MIDia Research. The firm made a commitment to investors who backed it as the company was growing, that they would be given the chance to cash in their investment. The streaming giant has filed for paperwork to start trading its shares publicly on the New York Stock Exchange. 

          What will Spotify look like in the future? So what will change? "So far they've been treading a very fine line between being the dramatic new future of the music business but simultaneously being the biggest friend of the old music industry by giving record labels a platform to build out of decline," says Mr Mulligan. 

          "To go to the next phase [Spotify] will have to stop being so friendly to the record companies." More than half of Spotify's revenue goes directly to the record companies. Chris Hayes expects Spotify to evolve. "I think over time they're going to have to diversify their offering." he says, helping to set them apart from a sea of rival streaming services. They have already moved into podcasts and producing original music. They may well start to offer more original content like Taylor Swift's recent video which was only made available on the platform, says Chris Hayes. 

          So can Spotify make money? The firm's first operating profit (not including debt financing) is on the horizon for 2019 based on current trends, according to Mr Hayes. "The strategy has always been the free tier, but it is a funnel through which to persuade free users to upgrade to the subscription tier which is lucrative.

          "As long as subscriptions continue to grow it should eventually become profitable. "Spotify's rivals are the biggest companies in the world with bottomless pockets," he says, and they are using music as a way to sell their core products, not as a business proposition in itself. 

          Apple, Amazon and Google are also in the streaming game and - unlike Spotify - all sell devices on which consumers can listen to music. And while Spotify has signed deals with all the "big three" record labels - Warner, Universal and Sony - it is the music executives that still hold the bargaining chips.

    Adapted from: http://www.bbc.com/news/business-43613398. Acesso em: 03 abr. 2018. 

    Uma das diferenças entre o inglês e o português, no que diz respeito à construção de certos grupos nominais, é a ordem das palavras. Assinale a melhor tradução para o português do grupo nominal: “an small upstart Swedish music platform”:
    Escolha uma alternativa para a questão 2df3361d-cc
  • 2DEF5F0D-CC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    IFF · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018


          Shares in the music streaming firm Spotify will be publicly traded for the first time when the firm debuts on the New York market. 

          The flotation marks a turning point for the firm that after 12 years has not yet made a profit. Spotify's listing, which could value it at $20billion (£14 billion), is unconventional: it is not issuing any new shares. Instead, shares held by the firm's private investors will be made available. 

          What was once an small upstart Swedish music platform, has grown rapidly in recent years, adding millions of users to its free-to-use ad-funded service, and converting many of them to its more lucrative subscription service. It's used in 61 countries, has 159 million active users and a library of 35 million songs. They developed the platform in 2006 as a response to the growing piracy problem the music industry was facing. It is now the global leader among music streaming companies, boasting 71 million paying customers, twice as many as runner-up Apple. 

          What Spotify must do to survive? So far costs and fees to recording companies for the rights to play their music, have exceeded Spotify's revenues. And some analysts predict the listing will speed-up Spotify's race towards profitability. "When that's done we'll see a bit of a shift in strategy and direction." says Mark Mulligan at MIDia Research. The firm made a commitment to investors who backed it as the company was growing, that they would be given the chance to cash in their investment. The streaming giant has filed for paperwork to start trading its shares publicly on the New York Stock Exchange. 

          What will Spotify look like in the future? So what will change? "So far they've been treading a very fine line between being the dramatic new future of the music business but simultaneously being the biggest friend of the old music industry by giving record labels a platform to build out of decline," says Mr Mulligan. 

          "To go to the next phase [Spotify] will have to stop being so friendly to the record companies." More than half of Spotify's revenue goes directly to the record companies. Chris Hayes expects Spotify to evolve. "I think over time they're going to have to diversify their offering." he says, helping to set them apart from a sea of rival streaming services. They have already moved into podcasts and producing original music. They may well start to offer more original content like Taylor Swift's recent video which was only made available on the platform, says Chris Hayes. 

          So can Spotify make money? The firm's first operating profit (not including debt financing) is on the horizon for 2019 based on current trends, according to Mr Hayes. "The strategy has always been the free tier, but it is a funnel through which to persuade free users to upgrade to the subscription tier which is lucrative.

          "As long as subscriptions continue to grow it should eventually become profitable. "Spotify's rivals are the biggest companies in the world with bottomless pockets," he says, and they are using music as a way to sell their core products, not as a business proposition in itself. 

          Apple, Amazon and Google are also in the streaming game and - unlike Spotify - all sell devices on which consumers can listen to music. And while Spotify has signed deals with all the "big three" record labels - Warner, Universal and Sony - it is the music executives that still hold the bargaining chips.

    Adapted from: http://www.bbc.com/news/business-43613398. Acesso em: 03 abr. 2018. 

    Observe as frases retiradas do texto I e assinale a alternativa em que a referência contextual dos termos destacados está INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 2def5f0d-cc
  • 2DEB4AB0-CC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    IFF · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018


          Shares in the music streaming firm Spotify will be publicly traded for the first time when the firm debuts on the New York market. 

          The flotation marks a turning point for the firm that after 12 years has not yet made a profit. Spotify's listing, which could value it at $20billion (£14 billion), is unconventional: it is not issuing any new shares. Instead, shares held by the firm's private investors will be made available. 

          What was once an small upstart Swedish music platform, has grown rapidly in recent years, adding millions of users to its free-to-use ad-funded service, and converting many of them to its more lucrative subscription service. It's used in 61 countries, has 159 million active users and a library of 35 million songs. They developed the platform in 2006 as a response to the growing piracy problem the music industry was facing. It is now the global leader among music streaming companies, boasting 71 million paying customers, twice as many as runner-up Apple. 

          What Spotify must do to survive? So far costs and fees to recording companies for the rights to play their music, have exceeded Spotify's revenues. And some analysts predict the listing will speed-up Spotify's race towards profitability. "When that's done we'll see a bit of a shift in strategy and direction." says Mark Mulligan at MIDia Research. The firm made a commitment to investors who backed it as the company was growing, that they would be given the chance to cash in their investment. The streaming giant has filed for paperwork to start trading its shares publicly on the New York Stock Exchange. 

          What will Spotify look like in the future? So what will change? "So far they've been treading a very fine line between being the dramatic new future of the music business but simultaneously being the biggest friend of the old music industry by giving record labels a platform to build out of decline," says Mr Mulligan. 

          "To go to the next phase [Spotify] will have to stop being so friendly to the record companies." More than half of Spotify's revenue goes directly to the record companies. Chris Hayes expects Spotify to evolve. "I think over time they're going to have to diversify their offering." he says, helping to set them apart from a sea of rival streaming services. They have already moved into podcasts and producing original music. They may well start to offer more original content like Taylor Swift's recent video which was only made available on the platform, says Chris Hayes. 

          So can Spotify make money? The firm's first operating profit (not including debt financing) is on the horizon for 2019 based on current trends, according to Mr Hayes. "The strategy has always been the free tier, but it is a funnel through which to persuade free users to upgrade to the subscription tier which is lucrative.

          "As long as subscriptions continue to grow it should eventually become profitable. "Spotify's rivals are the biggest companies in the world with bottomless pockets," he says, and they are using music as a way to sell their core products, not as a business proposition in itself. 

          Apple, Amazon and Google are also in the streaming game and - unlike Spotify - all sell devices on which consumers can listen to music. And while Spotify has signed deals with all the "big three" record labels - Warner, Universal and Sony - it is the music executives that still hold the bargaining chips.

    Adapted from: http://www.bbc.com/news/business-43613398. Acesso em: 03 abr. 2018. 

    Em textos jornalísticos, é comum usarmos frases com sentido figurado, metáforas e outras figuras de linguagem. Das expressões a seguir, retiradas do texto I, marque a alternativa que se apresenta com o sentido denotativo:
    Escolha uma alternativa para a questão 2deb4ab0-cc
  • 2DE7DAB9-CC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    IFF · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018


          Shares in the music streaming firm Spotify will be publicly traded for the first time when the firm debuts on the New York market. 

          The flotation marks a turning point for the firm that after 12 years has not yet made a profit. Spotify's listing, which could value it at $20billion (£14 billion), is unconventional: it is not issuing any new shares. Instead, shares held by the firm's private investors will be made available. 

          What was once an small upstart Swedish music platform, has grown rapidly in recent years, adding millions of users to its free-to-use ad-funded service, and converting many of them to its more lucrative subscription service. It's used in 61 countries, has 159 million active users and a library of 35 million songs. They developed the platform in 2006 as a response to the growing piracy problem the music industry was facing. It is now the global leader among music streaming companies, boasting 71 million paying customers, twice as many as runner-up Apple. 

          What Spotify must do to survive? So far costs and fees to recording companies for the rights to play their music, have exceeded Spotify's revenues. And some analysts predict the listing will speed-up Spotify's race towards profitability. "When that's done we'll see a bit of a shift in strategy and direction." says Mark Mulligan at MIDia Research. The firm made a commitment to investors who backed it as the company was growing, that they would be given the chance to cash in their investment. The streaming giant has filed for paperwork to start trading its shares publicly on the New York Stock Exchange. 

          What will Spotify look like in the future? So what will change? "So far they've been treading a very fine line between being the dramatic new future of the music business but simultaneously being the biggest friend of the old music industry by giving record labels a platform to build out of decline," says Mr Mulligan. 

          "To go to the next phase [Spotify] will have to stop being so friendly to the record companies." More than half of Spotify's revenue goes directly to the record companies. Chris Hayes expects Spotify to evolve. "I think over time they're going to have to diversify their offering." he says, helping to set them apart from a sea of rival streaming services. They have already moved into podcasts and producing original music. They may well start to offer more original content like Taylor Swift's recent video which was only made available on the platform, says Chris Hayes. 

          So can Spotify make money? The firm's first operating profit (not including debt financing) is on the horizon for 2019 based on current trends, according to Mr Hayes. "The strategy has always been the free tier, but it is a funnel through which to persuade free users to upgrade to the subscription tier which is lucrative.

          "As long as subscriptions continue to grow it should eventually become profitable. "Spotify's rivals are the biggest companies in the world with bottomless pockets," he says, and they are using music as a way to sell their core products, not as a business proposition in itself. 

          Apple, Amazon and Google are also in the streaming game and - unlike Spotify - all sell devices on which consumers can listen to music. And while Spotify has signed deals with all the "big three" record labels - Warner, Universal and Sony - it is the music executives that still hold the bargaining chips.

    Adapted from: http://www.bbc.com/news/business-43613398. Acesso em: 03 abr. 2018. 

    Serviços de streaming de música são muito populares atualmente, disponibilizando conteúdos em áudio para serem ouvidos em “tempo real”. De acordo com o texto I sobre o Spotify, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 2de7dab9-cc
  • 2DE40401-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IFF · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    O linguista Luiz Antônio Marcuschi define gêneros textuais como “os textos materializados que encontramos em nossa vida diária”. Algumas afirmações foram feitas sobre alguns dos gêneros textuais utilizados nesta prova. Entre elas, apenas uma está CORRETA. Identifique-a:

    Escolha uma alternativa para a questão 2de40401-cc
  • 2DE0556C-CC

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    IFF · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto I 

    Feliz por nada 

    Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

    Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

    Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho? 

    Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo. 

     Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

    Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto? 

    A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa. 

    Ser feliz por nada talvez seja isso. 

    MEDEIROS, Martha. Felicidade crônica. 15.ed. Porto Alegre: L&PM, 2016. p. 86-87. 


    Texto III

    O conceito felicidade para os filósofos 

    A felicidade é particular para cada ser humano, é uma questão muito individual. Mesmo que a ideia compartilhada entre a maior parte das pessoas seja que esse conceito é construído com saúde, amor, dinheiro, entre outros itens. 

    A filosofia que investiga e se dedica para definir e esclarecer as ideias do ser humano é excelente para refletir sobre a felicidade. E as primeiras reflexões de filosofia sobre ética continham o assunto felicidade, na Grécia antiga. 

    A mais antiga referência de filosofia sobre esse tema é o fragmento do texto de Tales de Mileto, este que viveu entre 7 a.C. e 6 a.C. Para Tales, ser feliz é ter corpo forte e são, boa sorte e alma formada. 

    Para Sócrates, essa ideia teve rumo novo, ele postulou que não havia relação da felicidade com somente satisfação dos desejos e necessidades do corpo, mas que o homem não é apenas corpo, e sim em principal, alma. Felicidade seria o bem da alma, através da conduta justa e virtuosa. 

    E já para Kant, a felicidade está no âmbito do prazer e desejo, e não há relação com Ética, logo não seria tema para investigar de maneira filosófica. 

    Mas ao que cerca a língua inglesa, na época de Kant, a felicidade teve destaque no pensamento político e sua busca passou a ser “direito do homem”, e isso é consignado na Constituição dos Estados Unidos da América, de 1787, redigida de acordo com o Iluminismo. 

    No século 20, surge uma nova reflexão sobre o tema do inglês Bertrand Russel com a obra A Conquista da Felicidade, com método da investigação lógica; para Bertrand, por síntese, ser feliz é eliminar o egocentrismo. 

    [...] 

    • Disponível em: www.afilosofia.com.br/post/o-conceito-felicidade-para-os-filosofos/542.
    • Acesso em: 06 abr. 2018 (adaptado). 

    • Texto IV 

    • Felicidade clandestina 

        • Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós, menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade". 

        • Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. 

      Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. 

      Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. 

      Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. 

      No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

      E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. 

      Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! 

      E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. 

      Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. 

      Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. 

      Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. 

      Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. 

      LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. In: Felicidade Clandestina: contos. 

      Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1998 (adaptado).


      Texto V 

      A busca pela felicidade está nos tornando infelizes e as redes sociais não estão ajudando 


      A opinião é do pianista James Rhodes, "Não somos destinados a ser felizes o tempo inteiro", diz ele no quadro opinativo Viewsnight, do programa da BBC Newsnight, afirmando que a busca pela felicidade a todo custo está nos tornando infelizes. 

      Na visão do pianista, "a busca pela felicidade parece nobre, mas é fundamentalmente falha". 

      Ele considera que "a felicidade não é algo a se perseguir mais do que a tristeza, a raiva, a esperança ou o amor". 

      A felicidade "é, simplesmente, um estado de ser, que é fluido, passageiro e às vezes inatingível". 

      Negar a existência de outros sentimentos, nem sempre considerados positivos, afirma, não é o melhor caminho. [...] 

      Rhodes observa que estamos em uma era de ritmo sem precedentes no dia a dia e que "nossa mentalidade 'sempre ligada' criou um ambiente impraticável e insustentável". 

      "Estamos em apuros", diz ele. "E as selfies cuidadosamente escolhidas e postadas no Instagram; a perfeição física espalhada por todas as mídias – inalcançável e extremamente 'photoshopada' – e o anonimato das redes sociais, onde descarregamos nossa ira, não estão ajudando". 

      "Sentimentos desafiadores" 

      Rhodes chama a atenção para os diferentes tipos de sentimento que permeiam a vida e nem todos têm a ver com satisfação ou alegrias. Há também o outro lado. 

      "Todos nos sentimos alternadamente ansiosos, para baixo, tranquilos, aflitos, contentes. Ocasionalmente, alguns de nós podemos nos perder no continuum em direção a depressão, ao transtorno de estresse pós-traumático e a pensamentos suicidas", diz. 

      Mas pondera: "Só porque não estamos felizes não significa que estamos infelizes". Para o pianista, assim é a complexidade da vida: "repleta de sentimentos e situações tumultuados, desafiadores e difíceis". 

      "Negá-los, resistir a eles, se desculpar por eles ou fingir que não existem é contraintuitivo e contraproducente". 

      Foi justamente o caminho contrário, o do reconhecimento de que "coisas ruins também acontecem" e de que é preciso falar sobre elas que ele decidiu trilhar há alguns anos – quando resolveu contar em livro problemas que enfrentou ao longo da vida. 

      Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/salasocial-42680542. Acesso em: 06 abr. 2018 (adaptado). 


      Texto VI

      Ode ao dia feliz

      Desta vez deixa-me

      ser feliz,

      nada passou a ninguém,

      não estou em parte alguma,

      acontece somente

      que sou feliz

      pelos quatro lados

      do coração, andando 

      dormindo ou escrevendo.

      O que vou fazer-te, sou

      feliz

      [...] 


      Pablo Neruda

      Disponível em: http://www.portaldaliteratura.com/poemas.php?id=1400. Acesso em: 16 abr. 2018.  

      No processo de comunicação, é preciso expressar uma finalidade, um objetivo, que se materializa por meio de uma função da linguagem específica. Leia as assertivas a seguir e marque a INCORRETA em relação aos textos I, III, IV, V e VI:

      Escolha uma alternativa para a questão 2de0556c-cc
    • 2DDC4876-CC

      Português

      Coesão e coerência
      IFF · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
      A apropriação textual pode ser realizada de diversas formas: paráfrases, discurso direto, discurso indireto, citações, entre outros. Marque a alternativa que NÃO justifica corretamente a forma de apropriação citada e exemplificada:
      Escolha uma alternativa para a questão 2ddc4876-cc
    • 2DD89FCF-CC

      Português

      Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
      IFF · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

      Texto IV

      Felicidade clandestina

          Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós, menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".

          Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

          Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

          Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

          No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disseme que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente 

      nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

          E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

          Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!

          E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.

          Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. 

          Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

          Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

          Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.


                                                LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. In: Felicidade Clandestina: contos.                                           Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1998 (adaptado).



      Texto V

      A busca pela felicidade está nos tornando infelizes e as redes sociais não estão ajudando

          A opinião é do pianista James Rhodes, "Não somos destinados a ser felizes o tempo inteiro", diz ele no quadro opinativo Viewsnight, do programa da BBC Newsnight, afirmando que a busca pela felicidade a todo custo está nos tornando infelizes.

          Na visão do pianista, "a busca pela felicidade parece nobre, mas é fundamentalmente falha".

          Ele considera que "a felicidade não é algo a se perseguir mais do que a tristeza, a raiva, a esperança ou o amor".

          A felicidade "é, simplesmente, um estado de ser, que é fluido, passageiro e às vezes inatingível".

          Negar a existência de outros sentimentos, nem sempre considerados positivos, afirma, não é o melhor caminho. [...]

          Rhodes observa que estamos em uma era de ritmo sem precedentes no dia a dia e que "nossa mentalidade 'sempre ligada' criou um ambiente impraticável e insustentável".

          "Estamos em apuros", diz ele. "E as selfies cuidadosamente escolhidas e postadas no Instagram; a perfeição física espalhada por todas as mídias – inalcançável e extremamente 'photoshopada' – e o anonimato das redes sociais, onde descarregamos nossa ira, não estão ajudando".


      "Sentimentos desafiadores"

          Rhodes chama a atenção para os diferentes tipos de sentimento que permeiam a vida e nem todos têm a ver com satisfação ou alegrias. Há também o outro lado. 

          "Todos nos sentimos alternadamente ansiosos, para baixo, tranquilos, aflitos, contentes. Ocasionalmente, alguns de nós podemos nos perder no continuum em direção a depressão, ao transtorno de estresse pós-traumático e a pensamentos suicidas", diz.

          Mas pondera: "Só porque não estamos felizes não significa que estamos infelizes".

          Para o pianista, assim é a complexidade da vida: "repleta de sentimentos e situações tumultuados, desafiadores e difíceis".

          "Negá-los, resistir a eles, se desculpar por eles ou fingir que não existem é contraintuitivo e contraproducente".

          Foi justamente o caminho contrário, o do reconhecimento de que "coisas ruins também acontecem" e de que é preciso falar sobre elas que ele decidiu trilhar há alguns anos – quando resolveu contar em livro problemas que enfrentou ao longo da vida.


      Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/salasocial-42680542. Acesso em: 06 abr. 2018 (adaptado). 

      Assinale a alternativa que avalia CORRETAMENTE as assertivas seguintes:


      I. No texto IV, caso seja retirado o acento gráfico de “histórias”, não haverá alteração semântica tampouco morfológica, o que comprova a acentuação gráfica ser fundamental para a coerência textual.

      II. Corroborando ser a ortografia recurso importante para se manter a coerência de um enunciado, no texto IV, em “...espiava em silêncio...”, se a palavra em negrito for substituída por seu homônimo homófono “expiava”, manter-se-á o sentido original da expressão.

      III. “Rhodes chama a atenção para os diferentes tipos de sentimento que permeiam a vida...” (texto V) – No período transcrito, o acréscimo de uma vírgula antes do pronome relativo “que” mudará o caráter restritivo da oração. Isso demonstra que a pontuação contribui para a coerência do texto.

      Escolha uma alternativa para a questão 2dd89fcf-cc
    • 2DD504DB-CC

      Português

      Interpretação de Textos
      IFF · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

      Texto I


      Feliz por nada 


      Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.


      Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.


      Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?


      Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.


      Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.


      Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?


      A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bemintencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.


      Ser feliz por nada talvez seja isso.


      MEDEIROS, Martha. Felicidade crônica. 15.ed. Porto Alegre: L&PM, 2016. p. 86-87 


      Imagem da questão de Português, da prova de 2018


      Texto III


      O conceito felicidade para os filósofos 


      A felicidade é particular para cada ser humano, é uma questão muito individual. Mesmo que a ideia compartilhada entre a maior parte das pessoas seja que esse conceito é construído com saúde, amor, dinheiro, entre outros itens.

      A filosofia que investiga e se dedica para definir e esclarecer as ideias do ser humano é excelente para refletir sobre a felicidade. E as primeiras reflexões de filosofia sobre ética continham o assunto felicidade, na Grécia antiga.

      A mais antiga referência de filosofia sobre esse tema é o fragmento do texto de Tales de Mileto, este que viveu entre 7 a.C. e 6 a.C. Para Tales, ser feliz é ter corpo forte e são, boa sorte e alma formada.

      Para Sócrates, essa ideia teve rumo novo, ele postulou que não havia relação da felicidade com somente satisfação dos desejos e necessidades do corpo, mas que o homem não é apenas corpo, e sim em principal, alma. Felicidade seria o bem da alma, através da conduta justa e virtuosa.

      E já para Kant, a felicidade está no âmbito do prazer e desejo, e não há relação com Ética, logo não seria tema para investigar de maneira filosófica.

      Mas ao que cerca a língua inglesa, na época de Kant, a felicidade teve destaque no pensamento político e sua busca passou a ser “direito do homem”, e isso é consignado na Constituição dos Estados Unidos da América, de 1787, redigida de acordo com o Iluminismo.

      No século 20, surge uma nova reflexão sobre o tema do inglês Bertrand Russel com a obra A Conquista da Felicidade, com método da investigação lógica; para Bertrand, por síntese, ser feliz é eliminar o egocentrismo. 

      [...]


      Disponível em:http://www.afilosofia.com.br/post/o-conceito-felicidade-para-os-filosofos/542Acesso em: 06 abr. 2018 (adaptado). 

      Os textos I, III e IV apresentam o tema da felicidade sob vários pontos de vista. A maior parte dos “conceitos” expostos apoia-se numa relação de conquista de algo, apenas um dos textos apresenta uma visão diferente. Aponte-a:
      Escolha uma alternativa para a questão 2dd504db-cc
    • 2DD0FD92-CC

      Português

      Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e Sufixo
      IFF · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

      Texto V


      A busca pela felicidade está nos tornando infelizes e

      as redes sociais não estão ajudando


      A opinião é do pianista James Rhodes, "Não somos destinados a ser felizes o tempo inteiro", diz ele no quadro opinativo Viewsnight, do programa da BBC Newsnight, afirmando que a busca pela felicidade a todo custo está nos tornando infelizes.

      Na visão do pianista, "a busca pela felicidade parece nobre, mas é fundamentalmente falha".

      Ele considera que "a felicidade não é algo a se perseguir mais do que a tristeza, a raiva, a esperança ou o amor".

      A felicidade "é, simplesmente, um estado de ser, que é fluido, passageiro e às vezes inatingível".

      Negar a existência de outros sentimentos, nem sempre considerados positivos, afirma, não é o melhor caminho. [...]

      Rhodes observa que estamos em uma era de ritmo sem precedentes no dia a dia e que "nossa mentalidade 'sempre ligada' criou um ambiente impraticável e insustentável".

      "Estamos em apuros", diz ele. "E as selfies cuidadosamente escolhidas e postadas no Instagram; a perfeição física espalhada por todas as mídias – inalcançável e extremamente 'photoshopada' – e o anonimato das redes sociais, onde descarregamos nossa ira, não estão ajudando".


      "Sentimentos desafiadores"


      Rhodes chama a atenção para os diferentes tipos de sentimento que permeiam a vida e nem todos têm a ver com satisfação ou alegrias. Há também o outro lado.

      "Todos nos sentimos alternadamente ansiosos, para baixo, tranquilos, aflitos, contentes. Ocasionalmente, alguns de nós podemos nos perder no continuum em direção a depressão, ao transtorno de estresse pós-traumático e a pensamentos suicidas", diz.

      Mas pondera: "Só porque não estamos felizes não significa que estamos infelizes".

      Para o pianista, assim é a complexidade da vida: "repleta de sentimentos e situações tumultuados, desafiadores e difíceis".

      "Negá-los, resistir a eles, se desculpar por eles ou fingir que não existem é contraintuitivo e contraproducente".

      Foi justamente o caminho contrário, o do reconhecimento de que "coisas ruins também acontecem" e de que é preciso falar sobre elas que ele decidiu trilhar há alguns anos – quando resolveu contar em livro problemas que enfrentou ao longo da vida.

      Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/salasocial-42680542. Acesso em: 06 abr. 2018 (adaptado).


      Os sufixos, elementos mórficos, atribuem novos sentidos aos radicais a que são agregados. Considerando o contexto em que se insere e as afirmações que seguem, julgue a opção CORRETA em relação ao termo destacado no trecho:


      "E as selfies cuidadosamente escolhidas e postadas no Instagram; a perfeição física espalhada por todas as mídias – inalcançável e extremamente 'photoshopada' – e o anonimato das redes sociais, onde descarregamos nossa ira, não estão ajudando".

      Escolha uma alternativa para a questão 2dd0fd92-cc
    • 2DCCF21D-CC

      Português

      Coesão e coerência
      IFF · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

      Texto III


                              O conceito felicidade para os filósofos


            A felicidade é particular para cada ser humano, é uma questão muito individual. Mesmo que a ideia compartilhada entre a maior parte das pessoas seja que esse conceito é construído com saúde, amor, dinheiro, entre outros itens.

            A filosofia que investiga e se dedica para definir e esclarecer as ideias do ser humano é excelente para refletir sobre a felicidade. E as primeiras reflexões de filosofia sobre ética continham o assunto felicidade, na Grécia antiga.

            A mais antiga referência de filosofia sobre esse tema é o fragmento do texto de Tales de Mileto, este que viveu entre 7 a.C. e 6 a.C. Para Tales, ser feliz é ter corpo forte e são, boa sorte e alma formada.

            Para Sócrates, essa ideia teve rumo novo, ele postulou que não havia relação da felicidade com somente satisfação dos desejos e necessidades do corpo, mas que o homem não é apenas corpo, e sim em principal, alma. Felicidade seria o bem da alma, através da conduta justa e virtuosa.

            E já para Kant, a felicidade está no âmbito do prazer e desejo, e não há relação com Ética, logo não seria tema para investigar de maneira filosófica.

            Mas ao que cerca a língua inglesa, na época de Kant, a felicidade teve destaque no pensamento político e sua busca passou a ser “direito do homem”, e isso é consignado na Constituição dos Estados Unidos da América, de 1787, redigida de acordo com o Iluminismo.

            No século 20, surge uma nova reflexão sobre o tema do inglês Bertrand Russel com a obra A Conquista da Felicidade, com método da investigação lógica; para Bertrand, por síntese, ser feliz é eliminar o egocentrismo.

      [...]

      Disponível em: www.afilosofia.com.br/post/o-conceito-felicidade-para-os-filosofos/542. Acesso em: 06 abr. 2018 (adaptado). 


      Texto IV


                                  Felicidade clandestina


            Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós, menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".

            Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

            Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

            Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

            Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

            No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

            E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. 

            Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! 

            E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. 

            Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. 

            Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. 

            Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. 

            Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. 

      LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. In: Felicidade Clandestina: contos. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1998 (adaptado).


      Os elementos de coesão são recursos imprescindíveis para que um texto cumpra, de forma efetiva, o seu papel comunicativo. No texto IV, tais elementos foram bastante utilizados. Acerca de alguns deles, fizeram-se algumas considerações.


      I. “Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados.” Verifica-se, no pronome em destaque, um caso de coesão catafórica, sendo o termo “essa menina” (l. 11) o referente.

      II. No excerto “... um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós, menos ainda...” (l. 4-5), a coesão textual por elipse se estabelece pela omissão de um termo.

      III. No fragmento “Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.”, é possível identificar uma relação lógico-discursiva concessiva entre as duas orações, separadas por “dois-pontos” (:).

      IV. Entre as linhas 61 e 63, tem-se a ocorrência do substantivo “livro” por três vezes. Percebe-se o uso intencional da repetição como recurso coesivo a fim de produzir um efeito de sentido enfático, que demonstra a importância do objeto para a personagem.


      Pode-se afirmar que estão CORRETAS

      Escolha uma alternativa para a questão 2dccf21d-cc
    • 2DC95991-CC

      Português

      Interpretação de Textos
      IFF · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

      Imagem da questão de Português, da prova de 2018


      Um texto pode estabelecer relação com outro, reafirmando suas ideias ou contrapondo-as.


      O texto II é retomado de modo a reafirmar sua ideia por qual fragmento?

      Escolha uma alternativa para a questão 2dc95991-cc
    • 2DC51E8B-CC

      Português

      Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
      IFF · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

      Texto I


                                           Feliz por nada


            Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

            Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

            Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?

            Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

            Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

            Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto? 

            A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bemintencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.

            Ser feliz por nada talvez seja isso.

      MEDEIROS, Martha. Felicidade crônica. 15.ed. Porto Alegre: L&PM, 2016. p. 86-87. 

      Determinadas categorias gramaticais podem produzir diferentes efeitos de sentido nos contextos em que estão inseridas, como é o caso dos verbos. Alguns deles, em tempos simples ou integrando uma locução verbal, podem denotar ideias ou “matizes” denominados aspectos. Examine as alternativas e indique em qual delas o aspecto verbal está INCORRETAMENTE analisado:
      Escolha uma alternativa para a questão 2dc51e8b-cc