Questões do ENEM 2024
Questões aplicadas na prova de 2024, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
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70DC0992-D2 Glory Ames, from the White Earth reservation, is frustrated that despite the presence of several indigenous reservations near Moorhead, local Halloween stores still feature a western section with costumes such as “pow wow princess”.Even worse, despite a long-running debate about racism and cultural appropriation, often prompted by backlash against celebrities and politicians for donning offensive costumes, people continue to wear such costumes.Last Halloween, Ames spotted a photo on Instagram of a girl dressed as a Native American with a bullet in her forehead. She immediately reported it to the social media platform and had it removed.“They blatantly take certain aspects of our culture, race, religion, and use it for their advantage and ignore the people living it”, said Ames.LIU, M. C. M. Disponível em: www.washingtonpost.com. Acesso em: 12 maio 2024 (adaptado).Ao abordar um aspecto da celebração do Halloween, esse texto tem por objetivoC9ED33C7-CC Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosSete annos de pastor Jacob servia
Luís Vaz de Camões
Sete annos de pastor Jacob servia
Labão, pae de Raquel, serrana bella:
Mas n˜ao servia ao pae, servia a ella,
Que a ella só por premio pertendia.
Os dias na esperança de hum só dia
Passava, contentando-se com vella:
Porém o pae, usando de cautella,
Em lugar de Raquel lhe deo a Lia.
Vendo o triste Pastor que com enganos
Assi lhe era negada a sua Pastora,
Como se a não tivera merecida;
Começou a servir outros sete annos,
Dizendo: Mais servíra, senão fôra
Para tão longo amor tão curta a vida.
Fonte: CAMOES, Luís Vaz de. Obras Completas de Luis de Camões, Tomo II (Portuguese Edition). Edição do Kindle.
Assinale a única alternativa INCORRETA sobre o poema de Gregório de Matos.C9E83AD1-CC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir para responder a questão.
TEXTO III
O operário em construção
Vinicius de Moraes
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
[...] Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
A mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
[...] E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
[...] Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
[...] Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
[...] Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
— Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
[...] E o operário disse: Não!
— Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
— Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
[...]
Fonte: https://edisciplina.usp.br/mod/resource/view.php?id=5229060. Acesso em: 08 jul. 2024. (adaptado).
Embora os textos I, II e III sejam de gêneros de texto diferentes, eles relacionam-se quanto à temática e à crítica presentes.Por isso, ao comparar os textos I, II e III, pode-se afirmar queC9E1FA63-CC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosCapitalismo com tração SanguíneaEmiliano Gullo foi trabalhar no Rappi por dez dias: ganhava 2300 pesos. Da ansiedade das primeiras ordens ao ódio a um emprego que paga mal e que mostra o pior do capitalismo: a exploração com cara boa. Entre GPS e algoritmos, uma crônica em primeira pessoa da aplicação mais selvagem da economia de plataformas.Por: Emiliano GulloEspero que você seja pego por um feroz.Esperançosamente. Esperançosamente. Esperançosamente.Repito o desejo silencioso como um mantra de suportar a chuva e a raiva enquanto vejo como o cliente da rua Boulogne Sur Mer retorna ao elevador com seu nhoque estilo bolonhesa. Volta rápido e seco. Dou um passo em direção à calçada e fico encharcado de novo. As gotas chocalham muito na minha jaqueta de borracha. Ainda não tenho o piloto laranja. Isso vai acontecer em poucos dias, quando eu cumprir os 15 pedidos entregues. Agora fecho a caixa-mochila de telgopor e o último suspiro quente que a massa deixou antes de sair escapa. Quente e pontual.Em algumas semanas, o Rappi vai me pagar 50 pesos por essa remessa. O cliente não me deixou um centavo na ponta.No Rappi não há tempo para fúria. Ou sim: na bicicleta. [...]Antes da chuva, diante das ordens e das pedaladas frenéticas, as promessas de um emprego livre, sem patrões ou horários, de ganhos imediatos, me levam a um escritório em Villa Crespo, na Rua Castillo, 1200. É a primeira inaugurada pela empresa colombiana Rappi na Argentina, que chegou em março e está crescendo mais rápido que a inflação. [...] No final de agosto, já havia 9 mil rappitenderos na Argentina. Ou melhor, 9 mil trabalhadores não reconhecidos.Hoje já são mais de 12 mil sem assistência social, sem ART, nem férias, nem seguro, nem benefícios de qualquer natureza. [...] O diretor-presidente local da Rappi, Matías Casoy, diz que os rappintenderos não são trabalhadores formais, mas “microempreendedores porque têm seu tempo”. [...]Para treinar como rappitendero existem três horários, três dias por semana. Entre 40 e 50 pessoas estão amontoadas em cada fila; quase todos homens com menos de 40 anos de idade.[...] Há duas filas aqui. Uma para nós, os novos. Outra para ativos. [...]Sem caixa, não há trabalho. [...]As conversas na porta de Castillo giram em torno do labirinto burocrático. O segundo passo é a monotaxa. O Rappi dá 15 dias para que eles apresentem. Durante esse tempo, você pode trabalhar e acumular dinheiro para pedidos. Mas se o trabalhador não conseguir, a empresa bloqueia o usuário e não pode recolher seus ganhos. [...] Eu também vou ter que voltar várias vezes para resolver problemas cotidianos como um trabalhador para esta empresa. Faltam mochilas, pagamentos que não chegam, pedidos que não saem, usuários bloqueados ou recursos não ativados. [...]Agora estamos na clandestinidade. Somos cerca de 40 meninos e 1 menina. Não há cadeiras livres. Alguns de nós sentaram-se no chão. A palestra é ministrada por Viviana. Começa a operação de sedução. Viviana projeta um powerpoint. Ela promete que não pedalaremos mais do que 3 quilômetros, explica o comportamento do bom rappitendero, nos mostra os possíveis ganhos e, acima de tudo, vai nos empolgar com os principais benefícios. Trabalhar sem patrões, o número de horas que queremos e, como se não bastasse, temos os “benefícios de ser monotributista”. [...]Viviana diz para não nos preocuparmos com a caixa. Se quisermos, podemos alugá-la. Senão, faze-mos pedidos menores. [...]A única oportunidade em que o véu da falsa liberdade será transparente será quando Viviana falar da “taxa de aceitabilidade”. Assim que o pedido aparecer no aplicativo SoyRappi, são 30 segundos para decidir se aceita ou não a corrida. Quanto menos pedidos forem aceitos, menor será a taxa de aceitabilidade. E, quanto menor a taxa, menos pedidos aparecerão. [...] Também temos que aproveitar os horários de pico. De 12h às 16h e de 19h/20h às 24h/1h. Os ganhos para cada entrega variam de 40 a 60 pesos, dependendo - sempre em teoria - do número de quilômetros. [...]No Rappi há uma diferença entre dois grupos não antagônicos. Os venezuelanos, que representam mais de 90% da tropa da Rappitenda e costumam dedicar o dia inteiro a essa atividade. E os argentinos, uma clara minoria que costuma usar o aplicativo porque não se sustenta com seu trabalho formal. A etapa final é a ativação do usuário. Eu sou Id 9133. [...]Viajei 9 quilômetros. Fiz 125 pesos, que vou recolher quando o Rappi acertar os ganhos e fizer a transferência para a minha conta. [...]Eu, enquanto isso, continuo circulando sem um destino fixo. Tento horários diferentes, dias diferentes. É sexta-feira à noite. Estou indo pela ciclovia Billinghurst. Estou com o celular na mão. [...]Eu tenho que pegar algumas empanadas venezuelanas em El Salvador em 4400 e levá-los para Recoleta. O aplicativo me orienta através de uma série de etapas para que todos saibam onde estou e o que estou fazendo. Aviso primeiro que estou a caminho. Para o restaurante quando eu chegar. Ao cliente quando já tenho os produtos. Por fim, aviso que dei tudo. Estou pronto para mais. [...]Sou controlado por satélites, sou designado e não atribuído tarefas de um telefone, sou suspenso ou disparado de um tablet, mas pedalo uma bicicleta para o trabalho. Os novos modos de exploração parecem evoluir de forma bastante singular. O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19. O capital viaja no tempo. Pode ser o último filme de “De Volta para o Futuro”. O mais sinistro. O capitalismo moderno se move com tração de sangue. Economia de plataforma, dizem economistas e sociólogos. A uberização da economia, dizem outros. [...]Como cheguei depois de 35 minutos no último pedido, o Rappi vai premiar a entrega. O telefone toca novamente. “Temos uma ordem perfeita para você.” Tenho sorte hoje. [...]Mudança de dias. Trabalho ao meio-dia. Trabalho noturno. Trabalho dia e noite. Com e sem chuva. Não importa se há uma tempestade ou um sol brilhante. [...]O Rappi se alimenta, por um lado, de duas fragilidades muito específicas e complementares: a necessidade do imigrante e o desespero dos desempregados. De outro, a fetichização do imediatismo.[...]Fonte:https://www.revistaanfibia.com/capitalismo-traccion-sangre/. Acesso em: 05 jul. 2024. Texto adaptado para fins didáticos.GLOSSÁRIO:Monotributista: Uma forma de pagar impostos simplificada e de baixo custo utilizada por trabalhadores independentes da Argentina.Peso: Moeda argentina, como o Real no BrasilTelgopor: Material térmico semelhante a isopor.Com a afirmação “O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19”, parágrafo 17º, o autorC9DF6EA3-CC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosCapitalismo com tração SanguíneaEmiliano Gullo foi trabalhar no Rappi por dez dias: ganhava 2300 pesos. Da ansiedade das primeiras ordens ao ódio a um emprego que paga mal e que mostra o pior do capitalismo: a exploração com cara boa. Entre GPS e algoritmos, uma crônica em primeira pessoa da aplicação mais selvagem da economia de plataformas.Por: Emiliano GulloEspero que você seja pego por um feroz.Esperançosamente. Esperançosamente. Esperançosamente.Repito o desejo silencioso como um mantra de suportar a chuva e a raiva enquanto vejo como o cliente da rua Boulogne Sur Mer retorna ao elevador com seu nhoque estilo bolonhesa. Volta rápido e seco. Dou um passo em direção à calçada e fico encharcado de novo. As gotas chocalham muito na minha jaqueta de borracha. Ainda não tenho o piloto laranja. Isso vai acontecer em poucos dias, quando eu cumprir os 15 pedidos entregues. Agora fecho a caixa-mochila de telgopor e o último suspiro quente que a massa deixou antes de sair escapa. Quente e pontual.Em algumas semanas, o Rappi vai me pagar 50 pesos por essa remessa. O cliente não me deixou um centavo na ponta.No Rappi não há tempo para fúria. Ou sim: na bicicleta. [...]Antes da chuva, diante das ordens e das pedaladas frenéticas, as promessas de um emprego livre, sem patrões ou horários, de ganhos imediatos, me levam a um escritório em Villa Crespo, na Rua Castillo, 1200. É a primeira inaugurada pela empresa colombiana Rappi na Argentina, que chegou em março e está crescendo mais rápido que a inflação. [...] No final de agosto, já havia 9 mil rappitenderos na Argentina. Ou melhor, 9 mil trabalhadores não reconhecidos.Hoje já são mais de 12 mil sem assistência social, sem ART, nem férias, nem seguro, nem benefícios de qualquer natureza. [...] O diretor-presidente local da Rappi, Matías Casoy, diz que os rappintenderos não são trabalhadores formais, mas “microempreendedores porque têm seu tempo”. [...]Para treinar como rappitendero existem três horários, três dias por semana. Entre 40 e 50 pessoas estão amontoadas em cada fila; quase todos homens com menos de 40 anos de idade.[...] Há duas filas aqui. Uma para nós, os novos. Outra para ativos. [...]Sem caixa, não há trabalho. [...]As conversas na porta de Castillo giram em torno do labirinto burocrático. O segundo passo é a monotaxa. O Rappi dá 15 dias para que eles apresentem. Durante esse tempo, você pode trabalhar e acumular dinheiro para pedidos. Mas se o trabalhador não conseguir, a empresa bloqueia o usuário e não pode recolher seus ganhos. [...] Eu também vou ter que voltar várias vezes para resolver problemas cotidianos como um trabalhador para esta empresa. Faltam mochilas, pagamentos que não chegam, pedidos que não saem, usuários bloqueados ou recursos não ativados. [...]Agora estamos na clandestinidade. Somos cerca de 40 meninos e 1 menina. Não há cadeiras livres. Alguns de nós sentaram-se no chão. A palestra é ministrada por Viviana. Começa a operação de sedução. Viviana projeta um powerpoint. Ela promete que não pedalaremos mais do que 3 quilômetros, explica o comportamento do bom rappitendero, nos mostra os possíveis ganhos e, acima de tudo, vai nos empolgar com os principais benefícios. Trabalhar sem patrões, o número de horas que queremos e, como se não bastasse, temos os “benefícios de ser monotributista”. [...]Viviana diz para não nos preocuparmos com a caixa. Se quisermos, podemos alugá-la. Senão, faze-mos pedidos menores. [...]A única oportunidade em que o véu da falsa liberdade será transparente será quando Viviana falar da “taxa de aceitabilidade”. Assim que o pedido aparecer no aplicativo SoyRappi, são 30 segundos para decidir se aceita ou não a corrida. Quanto menos pedidos forem aceitos, menor será a taxa de aceitabilidade. E, quanto menor a taxa, menos pedidos aparecerão. [...] Também temos que aproveitar os horários de pico. De 12h às 16h e de 19h/20h às 24h/1h. Os ganhos para cada entrega variam de 40 a 60 pesos, dependendo - sempre em teoria - do número de quilômetros. [...]No Rappi há uma diferença entre dois grupos não antagônicos. Os venezuelanos, que representam mais de 90% da tropa da Rappitenda e costumam dedicar o dia inteiro a essa atividade. E os argentinos, uma clara minoria que costuma usar o aplicativo porque não se sustenta com seu trabalho formal. A etapa final é a ativação do usuário. Eu sou Id 9133. [...]Viajei 9 quilômetros. Fiz 125 pesos, que vou recolher quando o Rappi acertar os ganhos e fizer a transferência para a minha conta. [...]Eu, enquanto isso, continuo circulando sem um destino fixo. Tento horários diferentes, dias diferentes. É sexta-feira à noite. Estou indo pela ciclovia Billinghurst. Estou com o celular na mão. [...]Eu tenho que pegar algumas empanadas venezuelanas em El Salvador em 4400 e levá-los para Recoleta. O aplicativo me orienta através de uma série de etapas para que todos saibam onde estou e o que estou fazendo. Aviso primeiro que estou a caminho. Para o restaurante quando eu chegar. Ao cliente quando já tenho os produtos. Por fim, aviso que dei tudo. Estou pronto para mais. [...]Sou controlado por satélites, sou designado e não atribuído tarefas de um telefone, sou suspenso ou disparado de um tablet, mas pedalo uma bicicleta para o trabalho. Os novos modos de exploração parecem evoluir de forma bastante singular. O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19. O capital viaja no tempo. Pode ser o último filme de “De Volta para o Futuro”. O mais sinistro. O capitalismo moderno se move com tração de sangue. Economia de plataforma, dizem economistas e sociólogos. A uberização da economia, dizem outros. [...]Como cheguei depois de 35 minutos no último pedido, o Rappi vai premiar a entrega. O telefone toca novamente. “Temos uma ordem perfeita para você.” Tenho sorte hoje. [...]Mudança de dias. Trabalho ao meio-dia. Trabalho noturno. Trabalho dia e noite. Com e sem chuva. Não importa se há uma tempestade ou um sol brilhante. [...]O Rappi se alimenta, por um lado, de duas fragilidades muito específicas e complementares: a necessidade do imigrante e o desespero dos desempregados. De outro, a fetichização do imediatismo.[...]Fonte:https://www.revistaanfibia.com/capitalismo-traccion-sangre/. Acesso em: 05 jul. 2024. Texto adaptado para fins didáticos.GLOSSÁRIO:Monotributista: Uma forma de pagar impostos simplificada e de baixo custo utilizada por trabalhadores independentes da Argentina.Peso: Moeda argentina, como o Real no BrasilTelgopor: Material térmico semelhante a isopor.De acordo com o linguista José Luiz Fiorin (2010, p. 194): “Quando se atenua aquilo que de fato teria uma intensidade maior, ocorre um eufemismo”. Sabendo disso, responda:Em qual trecho do texto foi utilizado um eufemismo com a intenção discursiva de atenuar “o pior do capitalismo: a exploração com cara boa”?C9DAD510-CC Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosCapitalismo com tração SanguíneaEmiliano Gullo foi trabalhar no Rappi por dez dias: ganhava 2300 pesos. Da ansiedade das primeiras ordens ao ódio a um emprego que paga mal e que mostra o pior do capitalismo: a exploração com cara boa. Entre GPS e algoritmos, uma crônica em primeira pessoa da aplicação mais selvagem da economia de plataformas.Por: Emiliano GulloEspero que você seja pego por um feroz.Esperançosamente. Esperançosamente. Esperançosamente.Repito o desejo silencioso como um mantra de suportar a chuva e a raiva enquanto vejo como o cliente da rua Boulogne Sur Mer retorna ao elevador com seu nhoque estilo bolonhesa. Volta rápido e seco. Dou um passo em direção à calçada e fico encharcado de novo. As gotas chocalham muito na minha jaqueta de borracha. Ainda não tenho o piloto laranja. Isso vai acontecer em poucos dias, quando eu cumprir os 15 pedidos entregues. Agora fecho a caixa-mochila de telgopor e o último suspiro quente que a massa deixou antes de sair escapa. Quente e pontual.Em algumas semanas, o Rappi vai me pagar 50 pesos por essa remessa. O cliente não me deixou um centavo na ponta.No Rappi não há tempo para fúria. Ou sim: na bicicleta. [...]Antes da chuva, diante das ordens e das pedaladas frenéticas, as promessas de um emprego livre, sem patrões ou horários, de ganhos imediatos, me levam a um escritório em Villa Crespo, na Rua Castillo, 1200. É a primeira inaugurada pela empresa colombiana Rappi na Argentina, que chegou em março e está crescendo mais rápido que a inflação. [...] No final de agosto, já havia 9 mil rappitenderos na Argentina. Ou melhor, 9 mil trabalhadores não reconhecidos.Hoje já são mais de 12 mil sem assistência social, sem ART, nem férias, nem seguro, nem benefícios de qualquer natureza. [...] O diretor-presidente local da Rappi, Matías Casoy, diz que os rappintenderos não são trabalhadores formais, mas “microempreendedores porque têm seu tempo”. [...]Para treinar como rappitendero existem três horários, três dias por semana. Entre 40 e 50 pessoas estão amontoadas em cada fila; quase todos homens com menos de 40 anos de idade.[...] Há duas filas aqui. Uma para nós, os novos. Outra para ativos. [...]Sem caixa, não há trabalho. [...]As conversas na porta de Castillo giram em torno do labirinto burocrático. O segundo passo é a monotaxa. O Rappi dá 15 dias para que eles apresentem. Durante esse tempo, você pode trabalhar e acumular dinheiro para pedidos. Mas se o trabalhador não conseguir, a empresa bloqueia o usuário e não pode recolher seus ganhos. [...] Eu também vou ter que voltar várias vezes para resolver problemas cotidianos como um trabalhador para esta empresa. Faltam mochilas, pagamentos que não chegam, pedidos que não saem, usuários bloqueados ou recursos não ativados. [...]Agora estamos na clandestinidade. Somos cerca de 40 meninos e 1 menina. Não há cadeiras livres. Alguns de nós sentaram-se no chão. A palestra é ministrada por Viviana. Começa a operação de sedução. Viviana projeta um powerpoint. Ela promete que não pedalaremos mais do que 3 quilômetros, explica o comportamento do bom rappitendero, nos mostra os possíveis ganhos e, acima de tudo, vai nos empolgar com os principais benefícios. Trabalhar sem patrões, o número de horas que queremos e, como se não bastasse, temos os “benefícios de ser monotributista”. [...]Viviana diz para não nos preocuparmos com a caixa. Se quisermos, podemos alugá-la. Senão, faze-mos pedidos menores. [...]A única oportunidade em que o véu da falsa liberdade será transparente será quando Viviana falar da “taxa de aceitabilidade”. Assim que o pedido aparecer no aplicativo SoyRappi, são 30 segundos para decidir se aceita ou não a corrida. Quanto menos pedidos forem aceitos, menor será a taxa de aceitabilidade. E, quanto menor a taxa, menos pedidos aparecerão. [...] Também temos que aproveitar os horários de pico. De 12h às 16h e de 19h/20h às 24h/1h. Os ganhos para cada entrega variam de 40 a 60 pesos, dependendo - sempre em teoria - do número de quilômetros. [...]No Rappi há uma diferença entre dois grupos não antagônicos. Os venezuelanos, que representam mais de 90% da tropa da Rappitenda e costumam dedicar o dia inteiro a essa atividade. E os argentinos, uma clara minoria que costuma usar o aplicativo porque não se sustenta com seu trabalho formal. A etapa final é a ativação do usuário. Eu sou Id 9133. [...]Viajei 9 quilômetros. Fiz 125 pesos, que vou recolher quando o Rappi acertar os ganhos e fizer a transferência para a minha conta. [...]Eu, enquanto isso, continuo circulando sem um destino fixo. Tento horários diferentes, dias diferentes. É sexta-feira à noite. Estou indo pela ciclovia Billinghurst. Estou com o celular na mão. [...]Eu tenho que pegar algumas empanadas venezuelanas em El Salvador em 4400 e levá-los para Recoleta. O aplicativo me orienta através de uma série de etapas para que todos saibam onde estou e o que estou fazendo. Aviso primeiro que estou a caminho. Para o restaurante quando eu chegar. Ao cliente quando já tenho os produtos. Por fim, aviso que dei tudo. Estou pronto para mais. [...]Sou controlado por satélites, sou designado e não atribuído tarefas de um telefone, sou suspenso ou disparado de um tablet, mas pedalo uma bicicleta para o trabalho. Os novos modos de exploração parecem evoluir de forma bastante singular. O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19. O capital viaja no tempo. Pode ser o último filme de “De Volta para o Futuro”. O mais sinistro. O capitalismo moderno se move com tração de sangue. Economia de plataforma, dizem economistas e sociólogos. A uberização da economia, dizem outros. [...]Como cheguei depois de 35 minutos no último pedido, o Rappi vai premiar a entrega. O telefone toca novamente. “Temos uma ordem perfeita para você.” Tenho sorte hoje. [...]Mudança de dias. Trabalho ao meio-dia. Trabalho noturno. Trabalho dia e noite. Com e sem chuva. Não importa se há uma tempestade ou um sol brilhante. [...]O Rappi se alimenta, por um lado, de duas fragilidades muito específicas e complementares: a necessidade do imigrante e o desespero dos desempregados. De outro, a fetichização do imediatismo.[...]Fonte:https://www.revistaanfibia.com/capitalismo-traccion-sangre/. Acesso em: 05 jul. 2024. Texto adaptado para fins didáticos.GLOSSÁRIO:Monotributista: Uma forma de pagar impostos simplificada e de baixo custo utilizada por trabalhadores independentes da Argentina.Peso: Moeda argentina, como o Real no BrasilTelgopor: Material térmico semelhante a isopor.O texto lido apresenta uma série de críticas ao trabalho de entregas por aplicativos.Para tanto, por meio da narrativa, o autor elaborou o seguinte percurso argumentativo:D2BE1C46-CC Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionInstituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir para responder à questão.
As scientists explore AI-written text, journals hammer out policiesMany ask authors to disclose use of ChatGPT and other generative artificial intelligence“It’s all we’ve been talking about since November,” says Patrick Franzen, publishing director for SPIE, the international society for optics and photonics. He’s referring to ChatGPT, the artificial intelligence (AI)-powered chatbot unveiled that month. In response to a prompt, ChatGPT can spin out fluent and seemingly well-informed reports, essays — and scientific manuscripts. Worried about the ethics and accuracy of such content, Franzen and managers at other journals are scrambling to protect the scholarly literature from a potential flood of manuscripts written in whole or part by computer programs.
Some publishers have not yet formulated policies. Most of those that have avoid an outright ban on AI-generated text, but ask authors to disclose their use of the automated tools, as SPIE is likely to do. For now, editors and peer reviewers have few alternatives, as they lack enforcement tools. No software so far can consistently detect the synthetic text the majority of the time. [...]
In some cases, the resulting text is indistinguishable from what people would write. For example, researchers who read medical journal abstracts generated by ChatGPT failed to identify one-third of them as written by machine, according to a December 2022 preprint. AI developers are expected to create even more powerful versions, including ones trained specifically on scientific literature — a prospect that has sent a shock wave through the scholarly publishing industry.
So far, scientists report playing around with ChatGPT to explore its capabilities, and a few have listed ChatGPT as a co-author on manuscripts. Publishing experts worry such limited use could morph into a spike of manuscripts containing substantial chunks of AI-written text.
Fonte: BRAINARD, Jeffrey. As scientists explore AI-written text, journals hammer out policies. Science, v. 379, n. 6634, p. 740–741, 22 feb. 2023. Disponível em: https://www.science.org/content/article/scientists-explore-ai-written-text-journals-hammer-policies.
No trecho do último parágrafo do texto “... to explore its capabilities ...”, o termo ITS refere-se a
D2BB7293-CC Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionInstituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir para responder à questão.
As scientists explore AI-written text, journals hammer out policiesMany ask authors to disclose use of ChatGPT and other generative artificial intelligence“It’s all we’ve been talking about since November,” says Patrick Franzen, publishing director for SPIE, the international society for optics and photonics. He’s referring to ChatGPT, the artificial intelligence (AI)-powered chatbot unveiled that month. In response to a prompt, ChatGPT can spin out fluent and seemingly well-informed reports, essays — and scientific manuscripts. Worried about the ethics and accuracy of such content, Franzen and managers at other journals are scrambling to protect the scholarly literature from a potential flood of manuscripts written in whole or part by computer programs.
Some publishers have not yet formulated policies. Most of those that have avoid an outright ban on AI-generated text, but ask authors to disclose their use of the automated tools, as SPIE is likely to do. For now, editors and peer reviewers have few alternatives, as they lack enforcement tools. No software so far can consistently detect the synthetic text the majority of the time. [...]
In some cases, the resulting text is indistinguishable from what people would write. For example, researchers who read medical journal abstracts generated by ChatGPT failed to identify one-third of them as written by machine, according to a December 2022 preprint. AI developers are expected to create even more powerful versions, including ones trained specifically on scientific literature — a prospect that has sent a shock wave through the scholarly publishing industry.
So far, scientists report playing around with ChatGPT to explore its capabilities, and a few have listed ChatGPT as a co-author on manuscripts. Publishing experts worry such limited use could morph into a spike of manuscripts containing substantial chunks of AI-written text.
Fonte: BRAINARD, Jeffrey. As scientists explore AI-written text, journals hammer out policies. Science, v. 379, n. 6634, p. 740–741, 22 feb. 2023. Disponível em: https://www.science.org/content/article/scientists-explore-ai-written-text-journals-hammer-policies.
Leia as asserções destacadas e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
I. Pesquisadores acostumados a ler artigos de periódicos médicos não conseguem compreender um terço das publicações.
II. Por ora, editores e revisores de publicações científicas têm dificuldades para identificar, de forma consistente, textos gerados por IA, dada a escassez de softwares especializados.
III. Responsáveis por publicações científicas estão relutantes em coibir o uso de geradores de texto por computador, temendo uma potencial enxurrada de críticas por parte da comunidade acadêmica.
IV. A publicação de prospectos gerados por IA, contendo novas versões de alguns artigos científicos específicos, causou uma onda de choque na indústria editorial acadêmica.
D2B8DB33-CC Inglês
Tradução | TranslationInstituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir para responder à questão.
As scientists explore AI-written text, journals hammer out policiesMany ask authors to disclose use of ChatGPT and other generative artificial intelligence“It’s all we’ve been talking about since November,” says Patrick Franzen, publishing director for SPIE, the international society for optics and photonics. He’s referring to ChatGPT, the artificial intelligence (AI)-powered chatbot unveiled that month. In response to a prompt, ChatGPT can spin out fluent and seemingly well-informed reports, essays — and scientific manuscripts. Worried about the ethics and accuracy of such content, Franzen and managers at other journals are scrambling to protect the scholarly literature from a potential flood of manuscripts written in whole or part by computer programs.
Some publishers have not yet formulated policies. Most of those that have avoid an outright ban on AI-generated text, but ask authors to disclose their use of the automated tools, as SPIE is likely to do. For now, editors and peer reviewers have few alternatives, as they lack enforcement tools. No software so far can consistently detect the synthetic text the majority of the time. [...]
In some cases, the resulting text is indistinguishable from what people would write. For example, researchers who read medical journal abstracts generated by ChatGPT failed to identify one-third of them as written by machine, according to a December 2022 preprint. AI developers are expected to create even more powerful versions, including ones trained specifically on scientific literature — a prospect that has sent a shock wave through the scholarly publishing industry.
So far, scientists report playing around with ChatGPT to explore its capabilities, and a few have listed ChatGPT as a co-author on manuscripts. Publishing experts worry such limited use could morph into a spike of manuscripts containing substantial chunks of AI-written text.
Fonte: BRAINARD, Jeffrey. As scientists explore AI-written text, journals hammer out policies. Science, v. 379, n. 6634, p. 740–741, 22 feb. 2023. Disponível em: https://www.science.org/content/article/scientists-explore-ai-written-text-journals-hammer-policies.
Considerando o teor do artigo, assinale a tradução mais coerente para o título “As scientists explore AI-written text, journals hammer out policies”.D2B65DCF-CC Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionInstituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir para responder à questão.
As scientists explore AI-written text, journals hammer out policiesMany ask authors to disclose use of ChatGPT and other generative artificial intelligence“It’s all we’ve been talking about since November,” says Patrick Franzen, publishing director for SPIE, the international society for optics and photonics. He’s referring to ChatGPT, the artificial intelligence (AI)-powered chatbot unveiled that month. In response to a prompt, ChatGPT can spin out fluent and seemingly well-informed reports, essays — and scientific manuscripts. Worried about the ethics and accuracy of such content, Franzen and managers at other journals are scrambling to protect the scholarly literature from a potential flood of manuscripts written in whole or part by computer programs.
Some publishers have not yet formulated policies. Most of those that have avoid an outright ban on AI-generated text, but ask authors to disclose their use of the automated tools, as SPIE is likely to do. For now, editors and peer reviewers have few alternatives, as they lack enforcement tools. No software so far can consistently detect the synthetic text the majority of the time. [...]
In some cases, the resulting text is indistinguishable from what people would write. For example, researchers who read medical journal abstracts generated by ChatGPT failed to identify one-third of them as written by machine, according to a December 2022 preprint. AI developers are expected to create even more powerful versions, including ones trained specifically on scientific literature — a prospect that has sent a shock wave through the scholarly publishing industry.
So far, scientists report playing around with ChatGPT to explore its capabilities, and a few have listed ChatGPT as a co-author on manuscripts. Publishing experts worry such limited use could morph into a spike of manuscripts containing substantial chunks of AI-written text.
Fonte: BRAINARD, Jeffrey. As scientists explore AI-written text, journals hammer out policies. Science, v. 379, n. 6634, p. 740–741, 22 feb. 2023. Disponível em: https://www.science.org/content/article/scientists-explore-ai-written-text-journals-hammer-policies.
According to the text, some publishers of scientific journals are concerned about theD2B3D740-CC Inglês
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The early development of radar was driven primarily by military imperatives, and the targets that were to be detected were mainly aircraft and ships. It was no surprise that echoes were also received from terrain and from rainstorms, but the discovery, during World War II, that birds were often detectable was less expected. As the technology developed, and specially after transmission at the shorter ‘microwave’ wavelengths became commonplace, echoes from insects were also identified. In the late 1940’s and the 1950’s, radar technology was adapted rapidly to the needs of meteorologists, while ornithologists pioneered the use of defence and air-traffic control radars to study bird migration.
Radar observations of insects, however, were relatively sparse until the early 1960’s, when radar meteorologists became rather intensely interested in a type of warm-weather echo that appeared, puzzlingly from their perspective, when there was not a cloud in sight. Perhaps spurred by the meteorologists’ observations, entomologists began their own exploitation of the technology in 1968, when a rather modest radar, built by G.W. Schaefer specifically for insect observation and operated in West Africa just south of the Sahara, proved to be very effective.
Fonte: DRAKE, V.A. and REYNOLDS, D.R. Radar Entomology: Observing Insect Flight and Mi gration. CAB Internacional, 2012.
No excerto “...puzzlingly from their perspective, when there was not a cloud in sight.”, retirado do 2º parágrafo, o termo PUZZLINGLY indica que os meteorologistas estavam diante de uma situação surpreendente e difícil de explicar.D2B14B62-CC Inglês
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The early development of radar was driven primarily by military imperatives, and the targets that were to be detected were mainly aircraft and ships. It was no surprise that echoes were also received from terrain and from rainstorms, but the discovery, during World War II, that birds were often detectable was less expected. As the technology developed, and specially after transmission at the shorter ‘microwave’ wavelengths became commonplace, echoes from insects were also identified. In the late 1940’s and the 1950’s, radar technology was adapted rapidly to the needs of meteorologists, while ornithologists pioneered the use of defence and air-traffic control radars to study bird migration.
Radar observations of insects, however, were relatively sparse until the early 1960’s, when radar meteorologists became rather intensely interested in a type of warm-weather echo that appeared, puzzlingly from their perspective, when there was not a cloud in sight. Perhaps spurred by the meteorologists’ observations, entomologists began their own exploitation of the technology in 1968, when a rather modest radar, built by G.W. Schaefer specifically for insect observation and operated in West Africa just south of the Sahara, proved to be very effective.
Fonte: DRAKE, V.A. and REYNOLDS, D.R. Radar Entomology: Observing Insect Flight and Mi gration. CAB Internacional, 2012.
De acordo com o texto, uma descoberta que causou surpresa aos usuários de radares durante a Segunda Guerra Mundial foi a capacidade do radar em detectarD2AEE18D-CC Inglês
Advérbios e conjunções | Adverbs and conjunctionsInstituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir para responder à questão.
What links Sir Isaac Newton, alien solar systems, and a new multi-million dollar TV show? The answer is “the three-body problem”: a conundrum in astronomy and mathematics that describes why it’s often difficult to predict the long-term trajectory of planets, moons and stars. So, what exactly is the problem? And how did it end up becoming the title of a TV series?
To understand, you first need to know a bit about the background to the TV show and its premise. The story is based on Liu Cixin’s epic sci-fi trilogy, The Remembrance of Earth’s Past, of which The Three-Body Problem is the first book. The original trilogy is characterised by the author’s attention to scientific detail. The adaptation is less so, but still crammed with scientific ideas.
The TV series focuses on the “Oxford Five”, who all studied under the same professor at the University of Oxford. Some have gone on to become scientists themselves (a postdoctoral physics researcher, a founder and chief scientific officer of a nano-tech company, and a theoretical physics academic), one has become a school physics teacher, while the fifth is now a snack-food entrepreneur. Scientific credentials abound.
The crux of the story is that an alien race — called the Trisolarans or San-Ti Ren — is headed to Earth to colonise it. Through intergalactic communication, these travellers attempt to intimidate human scientists into slowing down our rapid technological advancement, making Earth easier to conquer. But why are these aliens so hell-bent on taking over our planet in the first place? This is where the three-body problem comes in.
Bodies, in this context, is a scientific byword for planets, moons, suns or any other massive astronomical object. The extraterrestrials’ home planet is situated in a solar system with three suns, hence their name in the English translation of the book — the Trisolarans. This three-sun system can be highly unstable, making conditions difficult for life, hence the desire to travel across the Universe in order to inhabit our relatively stable Solar System. We only have one Sun, so Earth’s future is relatively predictable — at least for the next few million years.
Fonte: YATES, Kit. What is the three-body problem? The chaotic, cosmic mathematics behind the Netflix TV show. BBC, 2024. Disponível em: https://www.bbc.com/future/article/20240328-the-science-astronomy-and-mathematics-of-netflixs-3-body-problem-tv-show. Adaptado.
“The extraterrestrials’ home planet is situated in a solar system with three suns, hence their name in the English translation of the book – the Trisolarans. This three-sun system can be highly unstable, making conditions difficult for life, hence the desire to travel across the Universe in order to inhabit our relatively stable Solar System.”, retirado do 5º parágrafo, o termo HENCE pode ser substituído, em ambas as ocorrências e sem alteração de sentido, por:
D2AC5DFB-CC Inglês
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What links Sir Isaac Newton, alien solar systems, and a new multi-million dollar TV show? The answer is “the three-body problem”: a conundrum in astronomy and mathematics that describes why it’s often difficult to predict the long-term trajectory of planets, moons and stars. So, what exactly is the problem? And how did it end up becoming the title of a TV series?
To understand, you first need to know a bit about the background to the TV show and its premise. The story is based on Liu Cixin’s epic sci-fi trilogy, The Remembrance of Earth’s Past, of which The Three-Body Problem is the first book. The original trilogy is characterised by the author’s attention to scientific detail. The adaptation is less so, but still crammed with scientific ideas.
The TV series focuses on the “Oxford Five”, who all studied under the same professor at the University of Oxford. Some have gone on to become scientists themselves (a postdoctoral physics researcher, a founder and chief scientific officer of a nano-tech company, and a theoretical physics academic), one has become a school physics teacher, while the fifth is now a snack-food entrepreneur. Scientific credentials abound.
The crux of the story is that an alien race — called the Trisolarans or San-Ti Ren — is headed to Earth to colonise it. Through intergalactic communication, these travellers attempt to intimidate human scientists into slowing down our rapid technological advancement, making Earth easier to conquer. But why are these aliens so hell-bent on taking over our planet in the first place? This is where the three-body problem comes in.
Bodies, in this context, is a scientific byword for planets, moons, suns or any other massive astronomical object. The extraterrestrials’ home planet is situated in a solar system with three suns, hence their name in the English translation of the book — the Trisolarans. This three-sun system can be highly unstable, making conditions difficult for life, hence the desire to travel across the Universe in order to inhabit our relatively stable Solar System. We only have one Sun, so Earth’s future is relatively predictable — at least for the next few million years.
Fonte: YATES, Kit. What is the three-body problem? The chaotic, cosmic mathematics behind the Netflix TV show. BBC, 2024. Disponível em: https://www.bbc.com/future/article/20240328-the-science-astronomy-and-mathematics-of-netflixs-3-body-problem-tv-show. Adaptado.
According to the text, the TV series mentionedD2A9BD9B-CC Inglês
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What links Sir Isaac Newton, alien solar systems, and a new multi-million dollar TV show? The answer is “the three-body problem”: a conundrum in astronomy and mathematics that describes why it’s often difficult to predict the long-term trajectory of planets, moons and stars. So, what exactly is the problem? And how did it end up becoming the title of a TV series?
To understand, you first need to know a bit about the background to the TV show and its premise. The story is based on Liu Cixin’s epic sci-fi trilogy, The Remembrance of Earth’s Past, of which The Three-Body Problem is the first book. The original trilogy is characterised by the author’s attention to scientific detail. The adaptation is less so, but still crammed with scientific ideas.
The TV series focuses on the “Oxford Five”, who all studied under the same professor at the University of Oxford. Some have gone on to become scientists themselves (a postdoctoral physics researcher, a founder and chief scientific officer of a nano-tech company, and a theoretical physics academic), one has become a school physics teacher, while the fifth is now a snack-food entrepreneur. Scientific credentials abound.
The crux of the story is that an alien race — called the Trisolarans or San-Ti Ren — is headed to Earth to colonise it. Through intergalactic communication, these travellers attempt to intimidate human scientists into slowing down our rapid technological advancement, making Earth easier to conquer. But why are these aliens so hell-bent on taking over our planet in the first place? This is where the three-body problem comes in.
Bodies, in this context, is a scientific byword for planets, moons, suns or any other massive astronomical object. The extraterrestrials’ home planet is situated in a solar system with three suns, hence their name in the English translation of the book — the Trisolarans. This three-sun system can be highly unstable, making conditions difficult for life, hence the desire to travel across the Universe in order to inhabit our relatively stable Solar System. We only have one Sun, so Earth’s future is relatively predictable — at least for the next few million years.
Fonte: YATES, Kit. What is the three-body problem? The chaotic, cosmic mathematics behind the Netflix TV show. BBC, 2024. Disponível em: https://www.bbc.com/future/article/20240328-the-science-astronomy-and-mathematics-of-netflixs-3-body-problem-tv-show. Adaptado.
According to the text, “the three-body problem” in astronomy and mathematics can be described asD2A71E93-CC Inglês
Tradução | TranslationInstituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir para responder à questão.
“In recent years, no more than a week goes by without news of a cosmic discovery worthy of banner headlines. While media gatekeepers may have developed an interest in the universe, this rise in coverage likely comes from a genuine increase in the public’s appetite for science. Evidence for this abounds, from hit television shows inspired or informed by science, to the success of science fiction films starring marquee actors, and brought to the screens by celebrated producers and directors. And lately, theatrical release biopics featuring important scientists have become a genre unto itself. There´s also widespread interest around the world in science festivals, science fiction conventions, and documentaries for television.The highest grossing film of all time is by a famous director who set his story on a planet orbiting a distant star. And it features a famous actress who plays an astrobiologist. While most branches of science have ascended in this era, the field of astrophysics persistently rises to the top. I think I know why. At one time or another every one of us has looked up at night sky and wondered: What does it all mean? How does it all work? And, what is my place in the universe? [...]”Fonte: TYSON, Neil DeGrasse. Astrophysics for people in a hurry. United States of America: W. W. Norton & Company, Inc., 2017.Na passagem do texto “The highest grossing film of all time is by a famous director who set his story on a planet orbiting a distant star.”, a expressão sublinhada pode ser traduzida como:D2A47F1B-CC Inglês
Palavras conectivas | Connective wordsInstituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir para responder à questão.
“In recent years, no more than a week goes by without news of a cosmic discovery worthy of banner headlines. While media gatekeepers may have developed an interest in the universe, this rise in coverage likely comes from a genuine increase in the public’s appetite for science. Evidence for this abounds, from hit television shows inspired or informed by science, to the success of science fiction films starring marquee actors, and brought to the screens by celebrated producers and directors. And lately, theatrical release biopics featuring important scientists have become a genre unto itself. There´s also widespread interest around the world in science festivals, science fiction conventions, and documentaries for television.The highest grossing film of all time is by a famous director who set his story on a planet orbiting a distant star. And it features a famous actress who plays an astrobiologist. While most branches of science have ascended in this era, the field of astrophysics persistently rises to the top. I think I know why. At one time or another every one of us has looked up at night sky and wondered: What does it all mean? How does it all work? And, what is my place in the universe? [...]”Fonte: TYSON, Neil DeGrasse. Astrophysics for people in a hurry. United States of America: W. W. Norton & Company, Inc., 2017.No excerto retirado do segundo parágrafo do texto, “While most branches of science have ascended in this era, the field of astrophysics persistently rises to the top”, o termo WHILE estabelece, entre as orações, a ideia deD2A1609D-CC Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionInstituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA · 2024Entre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir para responder à questão.
“In recent years, no more than a week goes by without news of a cosmic discovery worthy of banner headlines. While media gatekeepers may have developed an interest in the universe, this rise in coverage likely comes from a genuine increase in the public’s appetite for science. Evidence for this abounds, from hit television shows inspired or informed by science, to the success of science fiction films starring marquee actors, and brought to the screens by celebrated producers and directors. And lately, theatrical release biopics featuring important scientists have become a genre unto itself. There´s also widespread interest around the world in science festivals, science fiction conventions, and documentaries for television.The highest grossing film of all time is by a famous director who set his story on a planet orbiting a distant star. And it features a famous actress who plays an astrobiologist. While most branches of science have ascended in this era, the field of astrophysics persistently rises to the top. I think I know why. At one time or another every one of us has looked up at night sky and wondered: What does it all mean? How does it all work? And, what is my place in the universe? [...]”Fonte: TYSON, Neil DeGrasse. Astrophysics for people in a hurry. United States of America: W. W. Norton & Company, Inc., 2017.De acordo com as informações encontradas no texto, é CORRETO afirmar que
C84808B1-68 Português
Interpretação de TextosUEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTexto 1
"Coisa ruim vai acontecer em breve. Serão tempos difíceis. Fantasmas dos antepassados chegarão nesta terra e tornarão nossos povos escravos de sua ganância. Eles não terão piedade nem dos velhos nem das crianças. Simplesmente se sentirão donos desse lugar e de sua gente. Por isso, não lutarão com arcos e flechas e não terão código de guerra. Serão homens duros e não respeitarão a tradição".
As palavras do sábio Karaíba trouxeram espanto aos olhos dos homens e das mulheres que as escutavam. Essa era uma profecia que traria impacto profundo a suas existências, e os faria repensar sobre o modo de vida que tinham levado até aquele momento. Antes da chegada dos colonizadores europeus, os habitantes do Brasil eram organizados, tinham sua vida estruturada e tiravam proveito da exuberante natureza que os cercava. Nessa narrativa cheia de aventura, poderemos imaginar um pouco sobre quais eram seus amores, seus dramas e suas ansiedades em relação ao futuro.

MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Quarta capa e capa).
Texto 2
01 Era uma vez
02 Um pernil de carneiro retalhado em fatia
03 Aos que foram chegando
04 Cada vez mais estrangeiros
05 No vai e vem de troncos
06 Quantas nações aos prantos
07 E os homens-daninhos seduzindo a taba
08 Grávidos de malícia
09 Sedentos de guerra
10 Dançam a falsidade
11 Esterilizam a festa
12 De quinto a quinhentos
13 O ouro encantou-se
14 Plastificaram o verde
15 Pavimentaram o destino
16 E foi acontecendo
17 E foi escurecendo
18 Mas de manhã cedinho
19 Além da Grande-Água
20 Vi um curumim sonhando
21 Com Yvy-maraey formosa.
GRAÚNA, Graça. Canto mestizo. Maricá (RJ): Blocos, 1999. p. 51. In: MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Orelha).
O texto 2 desenvolve determinado tema a partir de uma linguagem poética narrativa, que se estrutura formalmente num poema de duas estrofes e 21 versos. Levando em consideração a organização e a progressão do tema, verifica-se que o poema apresenta uma narrativa poética em cinco unidades temáticas, a saber:C8452AA9-68 Português
Interpretação de TextosUEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTexto 1
"Coisa ruim vai acontecer em breve. Serão tempos difíceis. Fantasmas dos antepassados chegarão nesta terra e tornarão nossos povos escravos de sua ganância. Eles não terão piedade nem dos velhos nem das crianças. Simplesmente se sentirão donos desse lugar e de sua gente. Por isso, não lutarão com arcos e flechas e não terão código de guerra. Serão homens duros e não respeitarão a tradição".
As palavras do sábio Karaíba trouxeram espanto aos olhos dos homens e das mulheres que as escutavam. Essa era uma profecia que traria impacto profundo a suas existências, e os faria repensar sobre o modo de vida que tinham levado até aquele momento. Antes da chegada dos colonizadores europeus, os habitantes do Brasil eram organizados, tinham sua vida estruturada e tiravam proveito da exuberante natureza que os cercava. Nessa narrativa cheia de aventura, poderemos imaginar um pouco sobre quais eram seus amores, seus dramas e suas ansiedades em relação ao futuro.

MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Quarta capa e capa).
Texto 2
01 Era uma vez
02 Um pernil de carneiro retalhado em fatia
03 Aos que foram chegando
04 Cada vez mais estrangeiros
05 No vai e vem de troncos
06 Quantas nações aos prantos
07 E os homens-daninhos seduzindo a taba
08 Grávidos de malícia
09 Sedentos de guerra
10 Dançam a falsidade
11 Esterilizam a festa
12 De quinto a quinhentos
13 O ouro encantou-se
14 Plastificaram o verde
15 Pavimentaram o destino
16 E foi acontecendo
17 E foi escurecendo
18 Mas de manhã cedinho
19 Além da Grande-Água
20 Vi um curumim sonhando
21 Com Yvy-maraey formosa.
GRAÚNA, Graça. Canto mestizo. Maricá (RJ): Blocos, 1999. p. 51. In: MUNDUKURU, Daniel. O Karaíba: uma história do pré-brasil. São Paulo: Melhoramentos, 2012. (Orelha).
Os textos 1 e 2 estão presentes, respectivamente, na quarta capa e na orelha do livro O Karaíba. Esses textos estabelecem, com a narrativa desenvolvida no livro, uma relação intertextual, cuja finalidade consiste em apresentar