Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2015
- UNIFESP
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: 6F87E85D-06
Área do conhecimento
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Leia o excerto da crônica “Mineirinho” de Clarice Lispector (1925-1977), publicada na revista Senhor em 1962, para responder à questão.
É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora1. E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho2 do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir-se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. A cozinheira se fechou um pouco, vendo-me talvez como a justiça que se vinga. Com alguma raiva de mim, que estava mexendo na sua alma, respondeu fria: “O que eu sinto não serve para se dizer. Quem não sabe que Mineirinho era criminoso? Mas tenho certeza de que ele se salvou e já entrou no céu”. Respondi-lhe que “mais do que muita gente que não matou”.
Por quê? No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim.
Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me faz ouvir o primeiro e o segundo tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina — porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro.
Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais. Para que minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever que eu seja sonsa, que eu não exerça a minha revolta e o meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa estremece. Eu devo ter esquecido que embaixo da casa está o terreno, o chão onde nova casa poderia ser erguida. Enquanto isso dormimos e falsamente nos salvamos. Até que treze tiros nos acordam, e com horror digo tarde demais – vinte e oito anos depois que Mineirinho nasceu – que ao homem acuado, que a esse não nos matem. Porque sei que ele é o meu erro. E de uma vida inteira, por Deus, o que se salva às vezes é apenas o erro, e eu sei que não nos salvaremos enquanto nosso erro não nos for precioso. Meu erro é o meu espelho, onde vejo o que em silêncio eu fiz de um homem. Meu erro é o modo como vi a vida se abrir na sua carne e me espantei, e vi a matéria de vida, placenta e sangue, a lama viva. Em Mineirinho se rebentou o meu modo de viver.
(Clarice Lispector. Para não esquecer, 1999.)
1facínora: diz-se de ou indivíduo que executa um crime com crueldade ou perversidade acentuada.
2Mineirinho: apelido pelo qual era conhecido o criminoso carioca José Miranda Rosa. Acuado pela polícia, acabou crivado de balas e seu corpo foi encontrado à margem da Estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
O tom predominante no texto é deLeia o excerto da crônica “Mineirinho” de Clarice Lispector (1925-1977), publicada na revista Senhor em 1962, para responder à questão.
É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora1. E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho2 do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir-se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. A cozinheira se fechou um pouco, vendo-me talvez como a justiça que se vinga. Com alguma raiva de mim, que estava mexendo na sua alma, respondeu fria: “O que eu sinto não serve para se dizer. Quem não sabe que Mineirinho era criminoso? Mas tenho certeza de que ele se salvou e já entrou no céu”. Respondi-lhe que “mais do que muita gente que não matou”.
Por quê? No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim.
Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me faz ouvir o primeiro e o segundo tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina — porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro.
Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais. Para que minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever que eu seja sonsa, que eu não exerça a minha revolta e o meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa estremece. Eu devo ter esquecido que embaixo da casa está o terreno, o chão onde nova casa poderia ser erguida. Enquanto isso dormimos e falsamente nos salvamos. Até que treze tiros nos acordam, e com horror digo tarde demais – vinte e oito anos depois que Mineirinho nasceu – que ao homem acuado, que a esse não nos matem. Porque sei que ele é o meu erro. E de uma vida inteira, por Deus, o que se salva às vezes é apenas o erro, e eu sei que não nos salvaremos enquanto nosso erro não nos for precioso. Meu erro é o meu espelho, onde vejo o que em silêncio eu fiz de um homem. Meu erro é o modo como vi a vida se abrir na sua carne e me espantei, e vi a matéria de vida, placenta e sangue, a lama viva. Em Mineirinho se rebentou o meu modo de viver.
(Clarice Lispector. Para não esquecer, 1999.)
1facínora: diz-se de ou indivíduo que executa um crime com crueldade ou perversidade acentuada.
2Mineirinho: apelido pelo qual era conhecido o criminoso carioca José Miranda Rosa. Acuado pela polícia, acabou crivado de balas e seu corpo foi encontrado à margem da Estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Depreende-se da leitura do primeiro parágrafo queLeia o excerto da crônica “Mineirinho” de Clarice Lispector (1925-1977), publicada na revista Senhor em 1962, para responder à questão.
É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora1. E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho2 do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir-se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. A cozinheira se fechou um pouco, vendo-me talvez como a justiça que se vinga. Com alguma raiva de mim, que estava mexendo na sua alma, respondeu fria: “O que eu sinto não serve para se dizer. Quem não sabe que Mineirinho era criminoso? Mas tenho certeza de que ele se salvou e já entrou no céu”. Respondi-lhe que “mais do que muita gente que não matou”.
Por quê? No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim.
Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me faz ouvir o primeiro e o segundo tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina — porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro.
Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais. Para que minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever que eu seja sonsa, que eu não exerça a minha revolta e o meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa estremece. Eu devo ter esquecido que embaixo da casa está o terreno, o chão onde nova casa poderia ser erguida. Enquanto isso dormimos e falsamente nos salvamos. Até que treze tiros nos acordam, e com horror digo tarde demais – vinte e oito anos depois que Mineirinho nasceu – que ao homem acuado, que a esse não nos matem. Porque sei que ele é o meu erro. E de uma vida inteira, por Deus, o que se salva às vezes é apenas o erro, e eu sei que não nos salvaremos enquanto nosso erro não nos for precioso. Meu erro é o meu espelho, onde vejo o que em silêncio eu fiz de um homem. Meu erro é o modo como vi a vida se abrir na sua carne e me espantei, e vi a matéria de vida, placenta e sangue, a lama viva. Em Mineirinho se rebentou o meu modo de viver.
(Clarice Lispector. Para não esquecer, 1999.)
1facínora: diz-se de ou indivíduo que executa um crime com crueldade ou perversidade acentuada.
2Mineirinho: apelido pelo qual era conhecido o criminoso carioca José Miranda Rosa. Acuado pela polícia, acabou crivado de balas e seu corpo foi encontrado à margem da Estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Leia o texto para responder à questão.

“They don’t see us as a powerful economic force, which is an incredible ignorance.” – Salma Hayek, actor, denouncing sexism in Hollywood at the Cannes Film Festival; until recently, she added, studio heads believed women were interested only in seeing romantic comedies.
(Time, 01.06.2015.)
Leia o texto para responder à questão.

“They don’t see us as a powerful economic force, which is an incredible ignorance.” – Salma Hayek, actor, denouncing sexism in Hollywood at the Cannes Film Festival; until recently, she added, studio heads believed women were interested only in seeing romantic comedies.
(Time, 01.06.2015.)
Leia o texto para responder à questão.
Nobel winner Malala opens school for Syrian refugees
Sylvia Westall
July 13, 2015
Bekaa Valley, Lebanon
Malala Yousafzai, the youngest winner of the Nobel Peace Prize, celebrated her 18th birthday in Lebanon on Sunday by opening a school for Syrian refugee girls and called on world leaders to invest in “books not bullets”. Malala became a symbol of defiance after she was shot on a school bus in Pakistan in 2012 by the Taliban for advocating girls’ rights to education. She continued campaigning and won the Nobel in 2014.
“I decided to be in Lebanon because I believe that the voices of the Syrian refugees need to be heard and they have been ignored for so long,” Malala told Reuters in a schoolroom decorated with drawings of butterflies. The Malala Fund, a non-profit organization that supports local education projects, provided most of the funding for the school, set up by Lebanon’s Kayany Foundation in the Bekaa Valley, close to the Syrian border. The Kayany Foundation, established by Syrian Nora Joumblatt in response to Syria’s refugee crisis, has already completed three other new schools to give free education to Syrian children in Lebanon. The Malala school can welcome up to 200 girls aged 14 to 18.
“Today on my first day as an adult, on behalf of the world’s children, I demand of leaders we must invest in books instead of bullets,” Malala said in a speech. Lebanon is home to at least 1.2 million of the 4 million refugees that have fled Syria’s war to neighboring countries. There are about 500,000 Syrian school-age children in Lebanon, but only a fifth are in formal education. “We are in danger of losing generations of young Syrian girls due to the lack of education,” Joumblatt said in a speech at the opening of the school. “Desperate and displaced Syrians are increasingly seeing early marriage as a way to secure the social and financial future of their daughters. We need to provide an alternative: Keep young girls in school instead of being pressured into wedlock.”
Lebanon, which allows informal settlements on land rented by refugees, says it can no longer cope with the influx from Syria’s four-year conflict. More than one in four people living in Lebanon is a refugee. The United Nations says the number of Syrian refugees in neighboring countries is expected to reach 4.27 million by the end of the year. “In Lebanon as well as in Jordan, an increasing number of refugees are being turned back at the border,” Malala said. “This is inhuman and this is shameful.”
Her father Ziauddin said he was proud she was carrying on her activism into adulthood. “This is the mission we have taken for the last 8-9 years. A small moment for the education of girls in Swat Valley: it is spreading now all over the world,” he said.
(www.reuters.com. Adaptado.)
According to the text, Malala Yousafzai was shot because sheLeia o texto para responder à questão.
Nobel winner Malala opens school for Syrian refugees
Sylvia Westall
July 13, 2015
Bekaa Valley, Lebanon
Malala Yousafzai, the youngest winner of the Nobel Peace Prize, celebrated her 18th birthday in Lebanon on Sunday by opening a school for Syrian refugee girls and called on world leaders to invest in “books not bullets”. Malala became a symbol of defiance after she was shot on a school bus in Pakistan in 2012 by the Taliban for advocating girls’ rights to education. She continued campaigning and won the Nobel in 2014.
“I decided to be in Lebanon because I believe that the voices of the Syrian refugees need to be heard and they have been ignored for so long,” Malala told Reuters in a schoolroom decorated with drawings of butterflies. The Malala Fund, a non-profit organization that supports local education projects, provided most of the funding for the school, set up by Lebanon’s Kayany Foundation in the Bekaa Valley, close to the Syrian border. The Kayany Foundation, established by Syrian Nora Joumblatt in response to Syria’s refugee crisis, has already completed three other new schools to give free education to Syrian children in Lebanon. The Malala school can welcome up to 200 girls aged 14 to 18.
“Today on my first day as an adult, on behalf of the world’s children, I demand of leaders we must invest in books instead of bullets,” Malala said in a speech. Lebanon is home to at least 1.2 million of the 4 million refugees that have fled Syria’s war to neighboring countries. There are about 500,000 Syrian school-age children in Lebanon, but only a fifth are in formal education. “We are in danger of losing generations of young Syrian girls due to the lack of education,” Joumblatt said in a speech at the opening of the school. “Desperate and displaced Syrians are increasingly seeing early marriage as a way to secure the social and financial future of their daughters. We need to provide an alternative: Keep young girls in school instead of being pressured into wedlock.”
Lebanon, which allows informal settlements on land rented by refugees, says it can no longer cope with the influx from Syria’s four-year conflict. More than one in four people living in Lebanon is a refugee. The United Nations says the number of Syrian refugees in neighboring countries is expected to reach 4.27 million by the end of the year. “In Lebanon as well as in Jordan, an increasing number of refugees are being turned back at the border,” Malala said. “This is inhuman and this is shameful.”
Her father Ziauddin said he was proud she was carrying on her activism into adulthood. “This is the mission we have taken for the last 8-9 years. A small moment for the education of girls in Swat Valley: it is spreading now all over the world,” he said.
(www.reuters.com. Adaptado.)
On her 18th birthday, MalalaLeia o texto para responder à questão.
Nobel winner Malala opens school for Syrian refugees
Sylvia Westall
July 13, 2015
Bekaa Valley, Lebanon
Malala Yousafzai, the youngest winner of the Nobel Peace Prize, celebrated her 18th birthday in Lebanon on Sunday by opening a school for Syrian refugee girls and called on world leaders to invest in “books not bullets”. Malala became a symbol of defiance after she was shot on a school bus in Pakistan in 2012 by the Taliban for advocating girls’ rights to education. She continued campaigning and won the Nobel in 2014.
“I decided to be in Lebanon because I believe that the voices of the Syrian refugees need to be heard and they have been ignored for so long,” Malala told Reuters in a schoolroom decorated with drawings of butterflies. The Malala Fund, a non-profit organization that supports local education projects, provided most of the funding for the school, set up by Lebanon’s Kayany Foundation in the Bekaa Valley, close to the Syrian border. The Kayany Foundation, established by Syrian Nora Joumblatt in response to Syria’s refugee crisis, has already completed three other new schools to give free education to Syrian children in Lebanon. The Malala school can welcome up to 200 girls aged 14 to 18.
“Today on my first day as an adult, on behalf of the world’s children, I demand of leaders we must invest in books instead of bullets,” Malala said in a speech. Lebanon is home to at least 1.2 million of the 4 million refugees that have fled Syria’s war to neighboring countries. There are about 500,000 Syrian school-age children in Lebanon, but only a fifth are in formal education. “We are in danger of losing generations of young Syrian girls due to the lack of education,” Joumblatt said in a speech at the opening of the school. “Desperate and displaced Syrians are increasingly seeing early marriage as a way to secure the social and financial future of their daughters. We need to provide an alternative: Keep young girls in school instead of being pressured into wedlock.”
Lebanon, which allows informal settlements on land rented by refugees, says it can no longer cope with the influx from Syria’s four-year conflict. More than one in four people living in Lebanon is a refugee. The United Nations says the number of Syrian refugees in neighboring countries is expected to reach 4.27 million by the end of the year. “In Lebanon as well as in Jordan, an increasing number of refugees are being turned back at the border,” Malala said. “This is inhuman and this is shameful.”
Her father Ziauddin said he was proud she was carrying on her activism into adulthood. “This is the mission we have taken for the last 8-9 years. A small moment for the education of girls in Swat Valley: it is spreading now all over the world,” he said.
(www.reuters.com. Adaptado.)