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Questões de Linguagens do ENEM

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  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 511 de 950

  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2017, Interpretação de Textos

    Com base na leitura da obra Esaú e Jacó, Machado de Assis, e de outra obra literária relacionada como leitura obrigatória para o Vestibular - As fantasias eletivas, Carlos Henrique Schroeder, analise as proposições e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

    ( ) Em Esaú e Jacó a linguagem usada sustenta-se em uma linguagem teatral, enquanto em As fantasias eletivas, Carlos Henrique Schroeder, o autor busca legitimar sua obra por meio de uma linguagem fotográfica, fazendo se valer dos textos de Copi – A solidão das coisas.
    ( ) A narrativa de Machado, reforçada pelo discurso direto, está fundamentada na posição ideológica do Conselheiro que, de forma irônica, desvela-se possuidor e refletidor da verdade. Enquanto a narrativa de Copi, embora predomine o discurso direto, está fundamentada na posição preconceituosa e machista de Renê.
    ( ) Em ambas as obras a escrita/literatura é uma forma evasiva para aplacar a solidão das personagens e ao mesmo tempo completá-las, características comuns a Aires, Machado de Assis, e à Copi, Carlos Henrique Schroeder.
    ( ) Na leitura da obra Esaú e Jacó, Machado de Assis, percebem-se inúmeras referências, alusões, citações, nas quais se cruzam várias linguagens, diversas vozes, diferentes discursos – ou seja intertextualidade, que é também perceptível em As fantasias eletivas, Carlos Henrique Schroeder.
    ( ) Nas obras de Machado de Assis e de Carlos Henrique Schroeder, ambas as personagens, Flora e Copi, têm fim trágico – suicidam-se; a primeira por ter dois amores e não saber a quem escolher, e a segunda por ter um amor não correspondido.

    Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão b0dbadaf-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2017, Coesão e coerência

    Analise as proposições em relação à obra Quarenta dias, Maria Valéria Rezende, e ao Texto 3.

    I. No excerto, Alice, a personagem-narradora, deixa transparecer que já adquiriu hábitos próprios de moradores de rua tais como: lavar a própria roupa em lugares públicos, secar as roupas em praças, dormir em rodoviárias.
    II. No segmento “A mulher era bem mais velha que eu” (linha 16) o termo destacado refere-se à personagem Lola que, no final da narrativa, incentiva Alice a sair das ruas e a voltar para a casa.
    III. Na estrutura “Tu é nova por aqui, veio de onde” (linha 14) ao mesmo tempo em que se tem o registro do “falar gaúcho”, evidencia-se desvio gramatical em relação à concordância verbal.
    IV. Em “fui tomar café na bodeguinha da minha conterrânea” (linha 2) e “feito um estandarte” (linha 8) os vocábulos destacados podem ser substituídos por compatrícia e insulto, respectivamente, e, ainda assim, mantêm-se o sentido e a coerência do texto.
    V. Infere-se da leitura do período “Saí da rodoviária com Cícero redivivo” (linha 6) que Cícero, de tempos em tempos, era restituído à vida, e usado como desculpa para que Alice continuasse sua peregrinação pelas ruas de Porto Alegre.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão b0e0e22f-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2017, Análise sintática

    Analise as proposições em relação à obra Quarenta dias, Maria Valéria Rezende, ao Texto 3 e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

    ( ) Da leitura da obra, infere-se que Alice abandona o grande sonho de ser avó, uma vez que a filha dela e o genro separam-se e vão estudar no exterior.
    ( ) Em “mas já era, sim, tanto que lá” (linha 12) a expressão destacada é, na morfologia, conjunção subordinada consecutiva e pode ser substituída por de sorte que, e, ainda assim, mantém-se o sentido do texto.
    ( ) O vocábulo “brasileirinha” apresenta sufixo que indica grau diminutivo, no entanto, a leitura da obra leva o leitor a inferir que o termo sugere sentido pejorativo.
    ( ) A palavra “lá” (linhas 9 e 12) tem a função sintática de adjunto adverbial de lugar e, em ambos os casos, tem como referente a pracinha do bispo.
    ( ) Em “o azul, azul, o branco, perfeitamente branco” (linhas 19 e 20) as palavras destacadas são, na morfologia, sequencialmente, substantivo, adjetivo, substantivo, adjetivo.

    Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão b0e4b50a-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2017, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Quarenta dias, Maria Valéria Rezende, e ao Texto 3.
    Escolha uma alternativa para a questão b0eb3d34-b1
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 4


    A PARTE BOA ERA LU.

    TENTOU ESCOLA.

    DOIS DIAS.

    NO TERCEIRO,

    SE JOGOU NO CHÃO.

    NEM ARRASTADO.

    JÁ NÃO FALAVA,

    DESCONFIARAM:

    ELE ESTAVA COM

    ALGUM PROBLEMA.

    SÓ PODIA SER A MÃE.

    FUGIU DALI.

    ISSO DÁ PROBLEMA,

    MÃE FUGIR.

    TODO MUNDO ACHA.

    PROBLEMA CERTO.

    CLARO QUE É.

    MAS TINHA MAIS.

    LU PODIA NÃO FALAR,

    MAS COMPUTAVA.

    E A MÃE LEVOU O NOTE.

    ESTÁ CERTO.

    RUIM, MÃE IR.

    MAS LU POUCO A VIA.

    ERA CHEGADA

    A UMA BALADA.

    ALI, NO MEIO DO NADA.

    QUEM CUIDAVA DELE

    ERA O PAI.

    SEMPRE FOI.

    SEM A MÃE, FOI RUIM.

    SEM O NOTE, FOI PIOR.

    DAÍ QUEREREM

    UMA BABÁ.

    PRESENÇA FEMININA.

    PODIA AJUDAR.

    E CHAMARAM CARLA.


    VIGNA, Elvira. Vitória Valentina.1ª. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2016.

    Analise as proposições em relação à obra Vitória Valentina, Elvira Vigna, e ao Texto 4.

    I. Pela leitura do excerto infere-se que é unânime pensar que a presença da mãe é fundamental para o desenvolvimento e o equilíbrio da criança, assim Carla foi chamada para minimizar a ausência da figura materna.
    II. Da leitura do texto, infere-se que Lu não era apenas mimado, mas também tímido e reservado, pois usava o note para fazer seus registros.
    III. Em: “MAS LU POUCO A VIA” se o pronome destacado for substituído por LHE, ocorre transgressão quanto à regência do verbo VER.
    IV. Infere-se da leitura da obra que a personagem Carla simboliza a liberdade porque, ao invés de casar com Stan (um homem rico), prefere ficar sozinha, livre e cuidar da própria vida.
    V. Em: “TODO MUNDO ACHA” ao se acrescentar o vocábulo O antes da palavra MUNDO, ocorre mudança de significado na expressão.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão b0ef8768-b1
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 4


    A PARTE BOA ERA LU.

    TENTOU ESCOLA.

    DOIS DIAS.

    NO TERCEIRO,

    SE JOGOU NO CHÃO.

    NEM ARRASTADO.

    JÁ NÃO FALAVA,

    DESCONFIARAM:

    ELE ESTAVA COM

    ALGUM PROBLEMA.

    SÓ PODIA SER A MÃE.

    FUGIU DALI.

    ISSO DÁ PROBLEMA,

    MÃE FUGIR.

    TODO MUNDO ACHA.

    PROBLEMA CERTO.

    CLARO QUE É.

    MAS TINHA MAIS.

    LU PODIA NÃO FALAR,

    MAS COMPUTAVA.

    E A MÃE LEVOU O NOTE.

    ESTÁ CERTO.

    RUIM, MÃE IR.

    MAS LU POUCO A VIA.

    ERA CHEGADA

    A UMA BALADA.

    ALI, NO MEIO DO NADA.

    QUEM CUIDAVA DELE

    ERA O PAI.

    SEMPRE FOI.

    SEM A MÃE, FOI RUIM.

    SEM O NOTE, FOI PIOR.

    DAÍ QUEREREM

    UMA BABÁ.

    PRESENÇA FEMININA.

    PODIA AJUDAR.

    E CHAMARAM CARLA.


    VIGNA, Elvira. Vitória Valentina.1ª. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2016.

    Assinale a alternativa correta em relação à obra Vitória Valentina, Elvira Vigna, e ao Texto 4.
    Escolha uma alternativa para a questão b0f3bb1f-b1
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 4


    A PARTE BOA ERA LU.

    TENTOU ESCOLA.

    DOIS DIAS.

    NO TERCEIRO,

    SE JOGOU NO CHÃO.

    NEM ARRASTADO.

    JÁ NÃO FALAVA,

    DESCONFIARAM:

    ELE ESTAVA COM

    ALGUM PROBLEMA.

    SÓ PODIA SER A MÃE.

    FUGIU DALI.

    ISSO DÁ PROBLEMA,

    MÃE FUGIR.

    TODO MUNDO ACHA.

    PROBLEMA CERTO.

    CLARO QUE É.

    MAS TINHA MAIS.

    LU PODIA NÃO FALAR,

    MAS COMPUTAVA.

    E A MÃE LEVOU O NOTE.

    ESTÁ CERTO.

    RUIM, MÃE IR.

    MAS LU POUCO A VIA.

    ERA CHEGADA

    A UMA BALADA.

    ALI, NO MEIO DO NADA.

    QUEM CUIDAVA DELE

    ERA O PAI.

    SEMPRE FOI.

    SEM A MÃE, FOI RUIM.

    SEM O NOTE, FOI PIOR.

    DAÍ QUEREREM

    UMA BABÁ.

    PRESENÇA FEMININA.

    PODIA AJUDAR.

    E CHAMARAM CARLA.


    VIGNA, Elvira. Vitória Valentina.1ª. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2016.

    Analise as proposições em relação à obra Vitoria Valentina, Elvira Vigna.

    I. A obra de Elvira, além de apresentar uma linguagem gráfica, que se enquadra como contemporânea, também pontua a denúncia social o que caracteriza o romance social, bastante desenvolvido na segunda fase da estética Moderna.
    II. A leitura da obra leva o leitor a inferir um afastamento da escrita clássica, convencional, aproximando-se mais da oralidade, primando pela língua popular e até mesmo pelo uso de gírias.
    III. Da leitura do romance gráfico de Elvira infere-se, entre outras, três marcantes características do Modernismo: rejeição das normas estéticas consagradas, proposta de inovações linguísticas, incorporação do cotidiano.
    IV. A leitura da obra leva o leitor a inferir que a liberdade da autora, quanto à pontuação das frases no decorrer do romance, bem como a sobreposição de frases caracterizam a polifonia.
    V. A obra é pontuada por expressões coloquiais que constituem infrações à gramática normativa, em relação à ortografia, o que fere um dos objetivos da nova proposta da corrente modernista, este coloquialismo reflete o rompimento da linguagem literária tradicional.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão b0f84d38-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2017, Interpretação de Textos

    Analise as proposições a seguir tendo como base o conto Maria, Conceição Evaristo, o Texto 5 e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

    ( ) Maria, personagem principal do conto, segue o destino de tantas outras “marias” existentes na sociedade brasileira: mulheres negras abandonadas que trabalham para sustentar, sozinhas, os próprios filhos.
    ( ) Da leitura do conto, infere-se intolerância com os que pertencem à condição social e econômica mais frágil e percebe-se, também, preconceito racial.
    ( ) Em: “pagando a passagem dele e de Maria” (linha 4), o emprego da palavra destacada substitui o pronome possessivo sua, evitando que a oração se torne ambígua.
    ( ) Da leitura do segmento “A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão” (linha 13), infere-se o arrependimento de Maria por ter deixado os filhos sozinhos em casa.
    ( ) A leitura do período “Por que não podia ser de uma outra forma” (linha 10) leva o leitor a inferir que Maria não gostava da vida que atualmente levava e que sentia saudades do passado, quando acreditava que era feliz.

    Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão b0ffa9b5-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2017, Colocação Pronominal

    Assinale a alternativa incorreta tendo como base o Texto 5.
    Escolha uma alternativa para a questão b104d0e8-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir, extraído da “História da Província de Santa Cruz, a que vulgarmente chamamos Brasil”, de Pero de Magalhães Gandavo, livro escrito no século XVI:

        A língua de que usam, em toda a costa, é uma: ainda que em certos vocábulos difere nalgumas partes; mas não de maneira que se deixem uns aos outros de entender... Esta de que trato, que é geral pela costa, é mui branda, e a qualquer nação fácil de tomar. Alguns vocábulos há nela de que não usam senão as fêmeas, e outros que não servem senão para os machos: carece de ter três letras, convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não se tem Fé, nem Lei, nem Rei, e desta maneira vivem desordenadamente sem terem além disto conta, nem peso, nem medida. Não adoram a coisa alguma, nem têm para si que há depois da morte glória para os bons e pena para os maus...
         Mas a vida que buscam é a granjearia de que todos vivem, é à custa de pouco trabalho, e muito mais descansada que a nossa, porque não possuem nenhuma fazenda, nem procuram adquiri-la como os outros homens, e assim vivem livres de toda a cobiça e desejo desordenado de riquezas, de que as outras nações não carecem; e tanto que ouro nem prata nem pedras preciosas têm entre eles nenhuma valia, nem para seu uso têm necessidade de nenhuma coisa destas, nem doutras semelhantes.

    Assinale a alternativa que apresenta um momento lúdico do texto, ou seja, passagem em que se observa uma situação divertida, uma brincadeira capaz de provocar o riso: 
    Escolha uma alternativa para a questão 47794fa3-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir:


        Há cerca de 13,5 bilhões de anos, a matéria, a energia, o tempo e o espaço surgiram naquilo que é considerado como o Big Bang. A história dessas características fundamentais do nosso universo é denominada física.

        Por volta de 300 mil anos após seu surgimento, a matéria e a energia começaram a se aglutinar em estruturas complexas, chamadas átomos, que então se combinaram em moléculas. A história dos átomos, das moléculas e de suas interações é denominada química. 

       Há cerca de 3,8 bilhões de anos, em um planeta chamado Terra, uma pequena safira azul, certas moléculas se combinaram para formar estruturas particularmente grandes e complexas chamadas organismos. A história dos organismos é denominada biologia.

        Há cerca de 70 mil anos, os organismos pertencentes à espécie Homo sapiens começaram a formar estruturas ainda mais elaboradas chamadas culturas. O desenvolvimento subsequente dessas culturas humanas é denominado história. (Do livro “Sapiens: uma breve história da humanidade”, de Yuval Noah Harari, p. 11. Texto adaptado.)


    Sobre ideias e aspectos diversos do texto, fazem-se as seguintes afirmativas:

    I. Por ter como objetivo influenciar o receptor, com a intenção de convencê-lo a respeito de uma ideia, a função do texto é a apelativa ou conativa.

    II. Por ter a preocupação de relatar e expor determinado assunto, o gênero textual é a descrição.

    III. No texto, algumas ciências estão dispostas numa gradação temporal que vai da mais antiga para a mais nova.

    IV. O “que”, no trecho “que então se combinaram em moléculas”, está empregado em relação ao vocábulo “átomos”, que o antecede.

    V. No trecho “em um planeta chamado Terra, uma pequena safira azul”, observa-se a existência de uma sinestesia.


    Assinale a alternativa correta:

    Escolha uma alternativa para a questão 477df9e4-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir, antes de responder a questão:

    Foi no dia 13 de maio de 1881 que nasceu Afonso Henriques de Lima Barreto. Nos mesmos dia e mês da abolição da escravidão no Brasil, mas exatos sete anos antes. Aí estava uma coincidência de datas que para o futuro escritor faria toda a diferença: a ideia de liberdade significava um divisor de águas não só para a história do país como para o projeto libertário que Lima pretendeu realizar. Segundo ele, o fim do cativeiro e a conquista da liberdade eram troféus difíceis de guardar, sobretudo numa nação que admitiu escravos em todo o seu território durante quatro longos séculos. A data de nascimento no caso dele era, portanto, mero acaso; mas, quem sabe, premonição.
    Maio era também conhecido como o mês das flores; o mês sagrado para a poesia, conforme o futuro escritor gostava de lembrar. O dia 13 caiu numa sexta-feira; dia de sorte para alguns (e Lima sempre pensou dessa maneira), de azar para outros. O menino viria ao mundo numa casa modesta de Laranjeiras, arrabalde do Rio de Janeiro. O nome da rua, diz a lenda, vinha do rio Ipiranga: aquele em que d. Pedro I decretou a independência e fundou o Império. (Do livro “Lima Barreto: triste visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz, p. 21. Texto adaptado.)
    Sobre ideias e aspectos linguísticos do texto, fazem-se as seguintes afirmativas:

    I. O menino Lima Barreto nasceu predestinado para ser escritor.
    II. A palavra “como”, em “Maio era também conhecido como o mês das flores” (no início do segundo parágrafo) é uma preposição.
    III. A expressão “troféus difíceis de guardar” significa que Lima não se orgulhava da abolição, por tudo de ruim que a escravidão representou.
    IV. Lima Barreto foi muito infeliz, mas, por ironia, nasceu no mês das flores – maio.
    V. Por ter nascido numa sexta-feira 13, Lima teve sorte infeliz, apesar de ele não acreditar na influência dos números.

    Assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 47819223-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir, antes de responder a questão:

    Foi no dia 13 de maio de 1881 que nasceu Afonso Henriques de Lima Barreto. Nos mesmos dia e mês da abolição da escravidão no Brasil, mas exatos sete anos antes. Aí estava uma coincidência de datas que para o futuro escritor faria toda a diferença: a ideia de liberdade significava um divisor de águas não só para a história do país como para o projeto libertário que Lima pretendeu realizar. Segundo ele, o fim do cativeiro e a conquista da liberdade eram troféus difíceis de guardar, sobretudo numa nação que admitiu escravos em todo o seu território durante quatro longos séculos. A data de nascimento no caso dele era, portanto, mero acaso; mas, quem sabe, premonição.
    Maio era também conhecido como o mês das flores; o mês sagrado para a poesia, conforme o futuro escritor gostava de lembrar. O dia 13 caiu numa sexta-feira; dia de sorte para alguns (e Lima sempre pensou dessa maneira), de azar para outros. O menino viria ao mundo numa casa modesta de Laranjeiras, arrabalde do Rio de Janeiro. O nome da rua, diz a lenda, vinha do rio Ipiranga: aquele em que d. Pedro I decretou a independência e fundou o Império. (Do livro “Lima Barreto: triste visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz, p. 21. Texto adaptado.)
    A palavra “arrabalde” (constante do segundo parágrafo), tem o significado de:
    Escolha uma alternativa para a questão 4787c599-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir, antes de responder a questão:

    Foi no dia 13 de maio de 1881 que nasceu Afonso Henriques de Lima Barreto. Nos mesmos dia e mês da abolição da escravidão no Brasil, mas exatos sete anos antes. Aí estava uma coincidência de datas que para o futuro escritor faria toda a diferença: a ideia de liberdade significava um divisor de águas não só para a história do país como para o projeto libertário que Lima pretendeu realizar. Segundo ele, o fim do cativeiro e a conquista da liberdade eram troféus difíceis de guardar, sobretudo numa nação que admitiu escravos em todo o seu território durante quatro longos séculos. A data de nascimento no caso dele era, portanto, mero acaso; mas, quem sabe, premonição.
    Maio era também conhecido como o mês das flores; o mês sagrado para a poesia, conforme o futuro escritor gostava de lembrar. O dia 13 caiu numa sexta-feira; dia de sorte para alguns (e Lima sempre pensou dessa maneira), de azar para outros. O menino viria ao mundo numa casa modesta de Laranjeiras, arrabalde do Rio de Janeiro. O nome da rua, diz a lenda, vinha do rio Ipiranga: aquele em que d. Pedro I decretou a independência e fundou o Império. (Do livro “Lima Barreto: triste visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz, p. 21. Texto adaptado.)
    Assinale a alternativa que contém passagem do texto onde existe metáfora:
    Escolha uma alternativa para a questão 478af0eb-b1
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa em que a concordância está INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 478f2203-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre o Modernismo, assinale a alternativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 479402cc-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale V para verdadeiro e F para falso nas afirmativas a seguir:

    ( ) Após o movimento experimentalista da Geração de 22, Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Carlos Drummond de Andrade fazem parte da Geração que traz para a literatura o amadurecimento do movimento modernista.
    ( ) Na prosa de ficção da geração de 30, a paisagem nos é familiar. Estão ali o nordeste decadente, as agruras das classes médias no começo da fase urbanizadora, os conflitos internos da burguesia entre provinciana e cosmopolita.
    ( ) Caetés (1933), São Bernardo (1934) e Angústia (1936) são romances autobiográficos de Graciliano Ramos, portanto escritos em primeira pessoa, nos quais as narrativas se prendem à análise do mundo interior, sem desprezar o contexto sócio-político em que vive cada personagem.
    ( ) Na escrita de Graciliano Ramos, o “herói” é sempre um problema: não aceita o mundo, nem os outros, nem a si mesmo.
    ( ) Graciliano Ramos é, ao mesmo tempo, ora neo-realista, ao molde de um Machado de Assis, ora neo-naturalista, ao molde de um Aluízio Azevedo, ao contextualizar seus romances no Nordeste ou na memória da vida de origem nordestina de seus personagens.

    Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F de cima para baixo:
    Escolha uma alternativa para a questão 4798d0c2-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a afirmativa INCORRETA sobre o enredo de Angústia:
    Escolha uma alternativa para a questão 479d3e48-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a afirmativa que mais acertadamente esclarece sobre a razão do homicídio cometido por Luís.
    Escolha uma alternativa para a questão 47a0c0ff-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Texto

        Quando eu ainda não sabia nadar, meu pai me levava para ali, segurava-me um braço e atirava-me num lugar fundo. Puxava-me para cima e deixava-me respirar um instante. Em seguida repetia a tortura. Com o correr do tempo aprendi natação com os bichos e livrei-me disso.Mais tarde, na escola de mestre Antônio Justino, li a história de um pintor e de um cachorro que morria afogado. Pois para mim era no poço da Pedra que se dava o desastre. Sempre imaginei o pintor com a cara de Camilo Pereira da Silva, e o cachorro parecia-se comigo.
        Se eu pudesse fazer o mesmo com Marina, afogá-la devagar, trazendo-a para a superfície quando ela estivesse perdendo o fôlego, prolongar o suplício um dia inteiro...
       Debaixo da chuva, a mangueira do quintal está toda branca. O papagaio na cozinha bate as asas, sacudindo os salpicos que vêm da biqueira. Afago o pelo macio do meu gato mourisco, que dorme enroscado numa cadeira. As ideias ruins desaparecem. Marina desaparece.
       Ponho-me a vagabundear em pensamento pela vila distante, entro na igreja, escuto os sermões e os desaforos que padre Inácio pregava aos matutos: – “Arreda, povo, raça de cachorro com porco.” Sento-me no paredão do açude, ouço a cantilena dos sapos. Vejo a figura sinistra de seu Evaristo enforcado e os homens que iam para a cadeia amarrados de cordas. Lembro-me de um fato, de outro fato anterior ou posterior ao primeiro, mas os dois vêm juntos. E os tipos que evoco não têm relevo. Tudo empastado, confuso. Em seguida os dois acontecimentos se distanciam e entre eles nascem outros acontecimentos que vão crescendo até me darem sofrível noção de realidade. As feições das pessoas ganham nitidez. De toda aquela vida havia no meu espírito vagos indícios. Saíram do entorpecimento recordações que a imaginação completou.
       A escola era triste. Mas, durante as lições, em pé, de braços cruzados, escutando as emboanças de mestre Antônio Justino, eu via, no outro lado da rua, uma casa que tinha sempre a porta escancarada mostrando a sala, o corredor e o quintal cheio de roseiras. Moravam ali três mulheres velhas que pareciam formigas.
    A partir da leitura do texto anterior, retirado do livro Angústia, de Graciliano Ramos, pode-se afirmar:

    I. O primeiro parágrafo traz o transtorno emocional do narrador em sua relação com o pai. A brincadeira no poço não o ensinara a nadar, antes, era uma tortura. O narrador explica que aprendeu a nadar com os bichos.
    II. O narrador é um homem atormentado, de ideias agressivas, até mesmo homicidas, como se vê no segundo parágrafo, o que se justifica pelo tratamento recebido na infância.
    III. Ao observar e acarinhar seus bichos de estimação “as ideias ruins desaparecem. Marina desaparece”. Esse trecho comprova que Marina é a causa primeira de tudo o que atormenta Luís da Silva.
    IV. Apesar da relação difícil com o pai, as memórias da infância do narrador são afáveis: a vida farta na fazenda, os belos sermões do padre Inácio e as lições inesquecíveis do mestre Antônio Justino.
    V. A metáfora produzida com animais demonstra a inferioridade com que Luís percebe a si e aos outros. 
    Escolha uma alternativa para a questão 47a3afd0-b1