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Questões de Linguagens do ENEM

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Resultados: 18.995 questões

Página 544 de 950

  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2
    Falar difícil é falar bem?

    (1) A linguagem jurídica é tida, por muitas pessoas, como sinônimo de linguagem inacessível. Muitos de nós que lidamos com o Direito adoramos falar difícil, amamos usar expressões que quase ninguém entende, sentimos prazer em exibir expressões latinas de utilidade duvidosa. 
    (2) Naturalmente, toda ciência pressupõe uma terminologia própria, distinta do falar comum. Isso é compreensível e, em certa medida, esperado. “Invenção”, “tradição”, “confusão”, por exemplo, no Código Civil, são termos cujos sentidos diferem completamente do falar comum. Dizer que determinado juiz é “incompetente” não significa – ao contrário do que possa parecer a alguém não habituado com a linguagem processual – que o magistrado em questão não possua virtudes técnicas, mas apenas significa que ele não está habilitado, pelas regras processuais, a conhecer e julgar determinada causa.
    (3) A linguagem técnica, portanto, é imprescindível no falar jurídico, como de resto em qualquer ciência. Não é disso, contudo, que estamos falando. Queremos dizer que ficou no passado – no museu das ideias – a imagem que confunde erudição com linguagem empolada. 
    (4) Vivemos dias ágeis, velozes. Todos nós reclamamos da falta de tempo. Não faz sentido – como era bastante comum no século passado – petições “intermináveis”, com centenas de páginas. 
    (5) Todos nós temos, atualmente – estejamos ou não conscientes disso – um dever de concisão e clareza. Devemos, na medida do possível, ser concisos. Devemos, de igual modo, na medida do possível, ser claros. Um filósofo certa vez apontou: a clareza é a cortesia do escritor.
    (6) Não podemos esquecer que os destinatários das decisões judiciais são pessoas comuns, pessoas que não têm – nem se exige que tenham – formação jurídica. É de se esperar que eles entendam minimamente o que estamos dizendo. 
    (7) Não é belo nem sábio usar uma linguagem espalhafatosa diante de alguém que não consegue compreender o que está sendo dito. É possível, quase sempre, substituir palavras pretensiosas por expressões mais simples, sem perder o sentido técnico. Como resumiu, certa vez, um físico inglês: simplicidade é a coragem de abordar o essencial. 

    Felipe P. B. Netto. Disponível em: http://domtotal.com/artigo.php?artId=516. Acesso em 06/09/2017.
    Vendo o Texto 2 numa perspectiva geral, chegamos à conclusão de que:
    Escolha uma alternativa para a questão f80378b7-e3
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2
    Falar difícil é falar bem?

    (1) A linguagem jurídica é tida, por muitas pessoas, como sinônimo de linguagem inacessível. Muitos de nós que lidamos com o Direito adoramos falar difícil, amamos usar expressões que quase ninguém entende, sentimos prazer em exibir expressões latinas de utilidade duvidosa. 
    (2) Naturalmente, toda ciência pressupõe uma terminologia própria, distinta do falar comum. Isso é compreensível e, em certa medida, esperado. “Invenção”, “tradição”, “confusão”, por exemplo, no Código Civil, são termos cujos sentidos diferem completamente do falar comum. Dizer que determinado juiz é “incompetente” não significa – ao contrário do que possa parecer a alguém não habituado com a linguagem processual – que o magistrado em questão não possua virtudes técnicas, mas apenas significa que ele não está habilitado, pelas regras processuais, a conhecer e julgar determinada causa.
    (3) A linguagem técnica, portanto, é imprescindível no falar jurídico, como de resto em qualquer ciência. Não é disso, contudo, que estamos falando. Queremos dizer que ficou no passado – no museu das ideias – a imagem que confunde erudição com linguagem empolada. 
    (4) Vivemos dias ágeis, velozes. Todos nós reclamamos da falta de tempo. Não faz sentido – como era bastante comum no século passado – petições “intermináveis”, com centenas de páginas. 
    (5) Todos nós temos, atualmente – estejamos ou não conscientes disso – um dever de concisão e clareza. Devemos, na medida do possível, ser concisos. Devemos, de igual modo, na medida do possível, ser claros. Um filósofo certa vez apontou: a clareza é a cortesia do escritor.
    (6) Não podemos esquecer que os destinatários das decisões judiciais são pessoas comuns, pessoas que não têm – nem se exige que tenham – formação jurídica. É de se esperar que eles entendam minimamente o que estamos dizendo. 
    (7) Não é belo nem sábio usar uma linguagem espalhafatosa diante de alguém que não consegue compreender o que está sendo dito. É possível, quase sempre, substituir palavras pretensiosas por expressões mais simples, sem perder o sentido técnico. Como resumiu, certa vez, um físico inglês: simplicidade é a coragem de abordar o essencial. 

    Felipe P. B. Netto. Disponível em: http://domtotal.com/artigo.php?artId=516. Acesso em 06/09/2017.
    O autor do Texto 2, em muitas de suas passagens, preferiu se expressar na primeira pessoa do plural (“Não podemos esquecer...”; “Todos nós temos” etc.) Essa opção deveu-se a uma estratégia do autor para:
    Escolha uma alternativa para a questão f8078d26-e3
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2
    Falar difícil é falar bem?

    (1) A linguagem jurídica é tida, por muitas pessoas, como sinônimo de linguagem inacessível. Muitos de nós que lidamos com o Direito adoramos falar difícil, amamos usar expressões que quase ninguém entende, sentimos prazer em exibir expressões latinas de utilidade duvidosa. 
    (2) Naturalmente, toda ciência pressupõe uma terminologia própria, distinta do falar comum. Isso é compreensível e, em certa medida, esperado. “Invenção”, “tradição”, “confusão”, por exemplo, no Código Civil, são termos cujos sentidos diferem completamente do falar comum. Dizer que determinado juiz é “incompetente” não significa – ao contrário do que possa parecer a alguém não habituado com a linguagem processual – que o magistrado em questão não possua virtudes técnicas, mas apenas significa que ele não está habilitado, pelas regras processuais, a conhecer e julgar determinada causa.
    (3) A linguagem técnica, portanto, é imprescindível no falar jurídico, como de resto em qualquer ciência. Não é disso, contudo, que estamos falando. Queremos dizer que ficou no passado – no museu das ideias – a imagem que confunde erudição com linguagem empolada. 
    (4) Vivemos dias ágeis, velozes. Todos nós reclamamos da falta de tempo. Não faz sentido – como era bastante comum no século passado – petições “intermináveis”, com centenas de páginas. 
    (5) Todos nós temos, atualmente – estejamos ou não conscientes disso – um dever de concisão e clareza. Devemos, na medida do possível, ser concisos. Devemos, de igual modo, na medida do possível, ser claros. Um filósofo certa vez apontou: a clareza é a cortesia do escritor.
    (6) Não podemos esquecer que os destinatários das decisões judiciais são pessoas comuns, pessoas que não têm – nem se exige que tenham – formação jurídica. É de se esperar que eles entendam minimamente o que estamos dizendo. 
    (7) Não é belo nem sábio usar uma linguagem espalhafatosa diante de alguém que não consegue compreender o que está sendo dito. É possível, quase sempre, substituir palavras pretensiosas por expressões mais simples, sem perder o sentido técnico. Como resumiu, certa vez, um físico inglês: simplicidade é a coragem de abordar o essencial. 

    Felipe P. B. Netto. Disponível em: http://domtotal.com/artigo.php?artId=516. Acesso em 06/09/2017.
    Avaliando as escolhas de alguns trechos do Texto 2, podemos fazer os comentários seguintes:

    1) Em: “A linguagem técnica, portanto, é imprescindível no falar jurídico, como de resto em qualquer ciência” (3º parágrafo), nesse trecho, o autor estende sua afirmação e atinge o plano geral.
    2) Em: “Devemos, na medida do possível, ser concisos. Devemos, de igual modo, na medida do possível, ser claros”, a pretensão do autor nesse trecho foi ser reiterativo, enfático. (5º parágrafo)
    3) Em: “É de se esperar que eles entendam minimamente o que estamos dizendo.”, significa que não há nenhuma dúvida quanto à ‘previsibilidade’ do que é afirmado.(6º parágrafo)
    4) Em: “simplicidade é a coragem de abordar o essencial”, o autor recorreu a um enunciado sintético e conciso. (7º parágrafo)

    Estão corretos os comentários em:
    Escolha uma alternativa para a questão f80bf4f4-e3
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 3

    Português, a língua mais difícil do mundo?
    Conta outra!


    (1) Alguns mitos resistentes rondam como mosquitos chatos a língua portuguesa falada no Brasil. Diante deles, argumentações fundadas em fatos e um mínimo de racionalidade são tão inúteis quanto tapas desferidos às cegas em pernilongos zumbidores.
    (2) A lenda de que se fala no estado do Maranhão o português mais “correto” do Brasil é uma dessas balelas aceitas por aí como verdades reveladas – e nem os tristíssimos índices educacionais maranhenses podem fazer nada contra isso.
    (3) Outra bobagem de grande prestígio é aquela que sustenta ser o português “a língua mais difícil do mundo”. Baseada, talvez, na dor de cabeça real que acomete estrangeiros confrontados com a arquitetura barroca de nossos verbos, a afirmação é categórica o bastante para dispensar a necessidade de uma prova.
    (4) O sujeito erra o gênero da palavra alface e lá vem a desculpa universal: “Ah, como é difícil a porcaria dessa língua! Ah!, se tivéssemos sido colonizados pelos holandeses”.
    (5) Claro que isso não quer dizer que o queixoso fale holandês. É justamente na imensa parcela monoglota da população que a crença na dificuldade insuperável da língua portuguesa encontra solo mais fértil.
    (6) Não há dúvida de que o mito das agruras superlativas do português diz muito sobre a falência educacional brasileira, cupim que rói as fundações de qualquer projeto de desenvolvimento social que vá além da promoção de um maior acesso da população a shopping centers.
    (7) Temo, porém, que suas raízes sejam mais profundas. Percebe-se aí uma mistura tóxica de autocomplacência, autodepreciação, ufanismo, fuga da realidade e desculpa esfarrapada que pode ser ainda mais difícil de derrotar do que nosso vicejante semianalfabetismo.


    Sérgio Rodrigues. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/portugues-a-lingua-mais-dificil-domundo-conta-outra. Acesso em 06/09/2017. Adaptado.

    Uma das observações mais relevantes do Texto 3 é a afirmação de que:
    Escolha uma alternativa para a questão f8103e64-e3
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 3

    Português, a língua mais difícil do mundo?
    Conta outra!


    (1) Alguns mitos resistentes rondam como mosquitos chatos a língua portuguesa falada no Brasil. Diante deles, argumentações fundadas em fatos e um mínimo de racionalidade são tão inúteis quanto tapas desferidos às cegas em pernilongos zumbidores.
    (2) A lenda de que se fala no estado do Maranhão o português mais “correto” do Brasil é uma dessas balelas aceitas por aí como verdades reveladas – e nem os tristíssimos índices educacionais maranhenses podem fazer nada contra isso.
    (3) Outra bobagem de grande prestígio é aquela que sustenta ser o português “a língua mais difícil do mundo”. Baseada, talvez, na dor de cabeça real que acomete estrangeiros confrontados com a arquitetura barroca de nossos verbos, a afirmação é categórica o bastante para dispensar a necessidade de uma prova.
    (4) O sujeito erra o gênero da palavra alface e lá vem a desculpa universal: “Ah, como é difícil a porcaria dessa língua! Ah!, se tivéssemos sido colonizados pelos holandeses”.
    (5) Claro que isso não quer dizer que o queixoso fale holandês. É justamente na imensa parcela monoglota da população que a crença na dificuldade insuperável da língua portuguesa encontra solo mais fértil.
    (6) Não há dúvida de que o mito das agruras superlativas do português diz muito sobre a falência educacional brasileira, cupim que rói as fundações de qualquer projeto de desenvolvimento social que vá além da promoção de um maior acesso da população a shopping centers.
    (7) Temo, porém, que suas raízes sejam mais profundas. Percebe-se aí uma mistura tóxica de autocomplacência, autodepreciação, ufanismo, fuga da realidade e desculpa esfarrapada que pode ser ainda mais difícil de derrotar do que nosso vicejante semianalfabetismo.


    Sérgio Rodrigues. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/portugues-a-lingua-mais-dificil-domundo-conta-outra. Acesso em 06/09/2017. Adaptado.

    As normas sintáticas da língua portuguesa conferem à concordância e à regência verbal certa distinção, no que tange ao uso da língua considerada ‘culta’. Nesse sentido, analise as alternativas seguintes e assinale a alternativa em que tais relações sintáticas estão indicadas corretamente.
    Escolha uma alternativa para a questão f81539f6-e3
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 4


    Imagem da questão de Português, Faculdade Pernambucana de Saúde 2017, Interpretação de Textos

    Pela simbologia expressa no cartoon de Caulos mostrado acima, seria coerente interpretá-lo como uma crítica à tendência de certos segmentos da sociedade para quem:

    1) a perspectiva do lucro prevalece como interesse maior para sua mobilização social.
    2) o tempo parece ser decisivo ou válido em razão das possíveis vantagens financeiras.
    3) a contagem das horas vale monetariamente; por isso, o tempo urge, e o corre-corre é lei.
    4) o importante é a conta bancária! O importante são os “contos de réis”!
    5) a pressa não favorece o sucesso; por ela, não se chega à perfeição.

    Estão corretas, apenas:
    Escolha uma alternativa para a questão f819fefb-e3
  • Linguagens

    Literatura

    TEXTO 4


    Imagem da questão de Literatura, Faculdade Pernambucana de Saúde 2017, Escolas Literárias

    Como se sabe, os movimentos artísticos-literários surgem para se contrapor ou reagir a outros movimentos que os precedem ou lhes são contemporâneos. O Modernismo, por exemplo, propôs a ruptura com os padrões estéticos academicistas e, quando surgiu, centrou sua crítica demolidora, principalmente, sobre:
    Escolha uma alternativa para a questão f81e4175-e3
  • Linguagens

    Literatura

    TEXTO 5 


    Ah! vem, pálida virgem, se tens pena
    De quem morre por ti, e morre amando,
    Dá vida em teu alento à minha vida,
    Une nos lábios meus minh’alma à tua!
     Eu quero ao pé de ti sentir o mundo

    Na tu’alma infantil; na tua fronte 
    Beijar a lua de Deus; nos teus suspiros
    Sentir as virações do paraíso;
    E a teus pés, de joelhos, crer ainda
    Que não mente o amor que um anjo inspira,
     Que eu posso na tu’alma ser ditoso,
    Beijar-te nos cabelos soluçando
    E no teu seio ser feliz morrendo!


    AZEVEDO, Álvares de. In. Noite na taverna e
    Poemas escolhidos
    (de Lira dos vinte anos).
    São Paulo: Moderna, 1994. p. 74.

    O poema de Álvares de Azevedo, escrito em 1851, incorpora marcas próprias da poesia romântica. Considerando o contexto histórico e a produção literária desse autor, analise as afirmativas a seguir.

    1) Apesar de parecer distante e inalcançável, a mulher amada surge como uma idealização fortemente erótica, voltada tão somente para a realização sexual do eu lírico.
    2) O eu lírico fala da morte como algo positivo; mais do que retórica, a atração pela morte é parte do “mal do século”, traço comum à segunda geração romântica.
    3) Expressões como “pálida virgem”, “alma infantil” e “um anjo” reforçam um ideal em que a mulher é associada a algo etéreo e puro, distante, portanto, do amor físico.
    4) O eu lírico encara a realização amorosa não como algo possível ou iminente, mas como algo que permanece no plano do desejo e do sonho.

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão f822dd73-e3
  • Linguagens

    Literatura

    TEXTO 6

        Todos os anos, nas férias da escola, Conceição vinha passar uns meses com a avó (que a criara desde que lhe morrera a mãe), no Logradouro, a velha fazenda da família, perto de Quixadá. Ali tinha a moça o seu quarto, os seus livros, e, principalmente, o velho coração amigo de Mãe Nácia. (...)
        Conceição tinha vinte e dois anos e não falava em casar. As suas poucas tentativas de namoro tinham-se ido embora com os dezoito anos e o tempo de normalista; dizia alegremente que nascera solteirona. Ouvindo isso, a avó encolhia os ombros e sentenciava que mulher que não casa é um aleijão...
        ─ Esta menina tem umas ideias!
        Estaria com razão a avó? Porque, de fato, Conceição talvez tivesse umas ideias; escrevia um livro sobre pedagogia, rabiscara dois sonetos, e às vezes lhe acontecia citar o Nordau ou o Renan da biblioteca do avô. Chegara até a se arriscar em leituras socialistas, e justamente dessas leituras é que lhe saíam as piores das tais ideias, estranhas e absurdas à avó. (...)

    QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. 54ª ed. São Paulo: Siciliano,
    1993, p. 9-10.(trecho adaptado)
    Considerando o Texto 6 bem como o contexto histórico e literário de sua produção, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f8275b51-e3
  • Linguagens

    Literatura

    TEXTO 6

        Todos os anos, nas férias da escola, Conceição vinha passar uns meses com a avó (que a criara desde que lhe morrera a mãe), no Logradouro, a velha fazenda da família, perto de Quixadá. Ali tinha a moça o seu quarto, os seus livros, e, principalmente, o velho coração amigo de Mãe Nácia. (...)
        Conceição tinha vinte e dois anos e não falava em casar. As suas poucas tentativas de namoro tinham-se ido embora com os dezoito anos e o tempo de normalista; dizia alegremente que nascera solteirona. Ouvindo isso, a avó encolhia os ombros e sentenciava que mulher que não casa é um aleijão...
        ─ Esta menina tem umas ideias!
        Estaria com razão a avó? Porque, de fato, Conceição talvez tivesse umas ideias; escrevia um livro sobre pedagogia, rabiscara dois sonetos, e às vezes lhe acontecia citar o Nordau ou o Renan da biblioteca do avô. Chegara até a se arriscar em leituras socialistas, e justamente dessas leituras é que lhe saíam as piores das tais ideias, estranhas e absurdas à avó. (...)

    QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. 54ª ed. São Paulo: Siciliano,
    1993, p. 9-10.(trecho adaptado)
    Machado de Assis é o principal nome do Realismo brasileiro e sua produção inclui grande variedade de gêneros literários. Acerca da prosa machadiana, é correto indicar como sua principal característica:
    Escolha uma alternativa para a questão f82c0570-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Read TEXT 1 below and answer question

    TEXT 1

    World Health Officials Describe Progress Against Tetanus, H.I.V. and Malaria


        Infant and maternal tetanus was officially eliminated from the Americas this year, the Pan American Health Organization announced on Thursday. At one time, the infection killed about 10,000 newborns annually in the Western Hemisphere; tetanus still kills about 35,000 infants around the world. It was one of several significant global health advances, including new programs against malaria and H.I.V., announced last week in conjunction with the meeting of the United Nations General Assembly in New York.
        Haiti was the last country in the Americas to eliminate neonatal tetanus. That does not mean complete eradication, because the bacteria that cause tetanus exist everywhere in soil and animal droppings. Rather, elimination means that thanks to vaccination of mothers and clean birth procedures — less than one case occurs per 1,000 live births.
        The Americas have generally led the world in eliminating diseases for which vaccines exist. In this hemisphere, smallpox was eliminated in 1971, polio in 1994, rubella in 2015 and measles in 2016 (the diseases are sometimes reintroduced, as measles was at Disneyland in 2014, but outbreaks are usually brought quickly under control).
        Also this week, the President’s Malaria Initiative said it would expand its work to new countries in West and Central Africa, protecting 90 million more people. The initiative, founded in 2005 as part of the United States Agency for International Development, has been a major force in driving down worldwide malaria deaths by about 40 percent in the past decade. The disease most often kills young children and pregnant women. The expansion in Cameroon, Ivory Coast, Niger, Sierra Leone and Burkina Faso was made possible because Congress increased funding for the initiative in fiscal year 2017, a representativ said
        In his speech to the United Nations on Tuesday, President Trump praised the malaria initiative and the President’s Emergency Plan for AIDS Relief as examples of leadership in humanitarian assistance by the United States.
        A combination of aid agencies, drug companies and g cocktail to treat H.I.V. would soon be available to 92 countries, including virtually all of Africa, for about $75 a year. The new AIDS cocktail is the first available in poor countries to contain dolutegravir, which is widely used in wealthy countries because it is highly effective and has few side effects. The pill also contains lamivudine, an older but still effective drug, and tenof disoproxil fumarate, another modern drug whose inclus effects and resistance.
        Almost 37 million people in the world have H.I.V., according to Unaids, the U.N.’s AIDS-fighting agency, but fewer than 20 million are now on antiretroviral medicine, which not only saves their lives but prevents them from passing on the disease.


    McNEIL Jr., Donald. Disponível em: < https://www.nytimes.com/2017/09/22/health/world-health-tetanus-infants.html?mcubz=1>. Acesso em: 22/09/2017. 

    Choose a statement that is true according to TEXT 1.
    Escolha uma alternativa para a questão f82f71ba-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Read TEXT 1 below and answer question

    TEXT 1

    World Health Officials Describe Progress Against Tetanus, H.I.V. and Malaria


        Infant and maternal tetanus was officially eliminated from the Americas this year, the Pan American Health Organization announced on Thursday. At one time, the infection killed about 10,000 newborns annually in the Western Hemisphere; tetanus still kills about 35,000 infants around the world. It was one of several significant global health advances, including new programs against malaria and H.I.V., announced last week in conjunction with the meeting of the United Nations General Assembly in New York.
        Haiti was the last country in the Americas to eliminate neonatal tetanus. That does not mean complete eradication, because the bacteria that cause tetanus exist everywhere in soil and animal droppings. Rather, elimination means that thanks to vaccination of mothers and clean birth procedures — less than one case occurs per 1,000 live births.
        The Americas have generally led the world in eliminating diseases for which vaccines exist. In this hemisphere, smallpox was eliminated in 1971, polio in 1994, rubella in 2015 and measles in 2016 (the diseases are sometimes reintroduced, as measles was at Disneyland in 2014, but outbreaks are usually brought quickly under control).
        Also this week, the President’s Malaria Initiative said it would expand its work to new countries in West and Central Africa, protecting 90 million more people. The initiative, founded in 2005 as part of the United States Agency for International Development, has been a major force in driving down worldwide malaria deaths by about 40 percent in the past decade. The disease most often kills young children and pregnant women. The expansion in Cameroon, Ivory Coast, Niger, Sierra Leone and Burkina Faso was made possible because Congress increased funding for the initiative in fiscal year 2017, a representativ said
        In his speech to the United Nations on Tuesday, President Trump praised the malaria initiative and the President’s Emergency Plan for AIDS Relief as examples of leadership in humanitarian assistance by the United States.
        A combination of aid agencies, drug companies and g cocktail to treat H.I.V. would soon be available to 92 countries, including virtually all of Africa, for about $75 a year. The new AIDS cocktail is the first available in poor countries to contain dolutegravir, which is widely used in wealthy countries because it is highly effective and has few side effects. The pill also contains lamivudine, an older but still effective drug, and tenof disoproxil fumarate, another modern drug whose inclus effects and resistance.
        Almost 37 million people in the world have H.I.V., according to Unaids, the U.N.’s AIDS-fighting agency, but fewer than 20 million are now on antiretroviral medicine, which not only saves their lives but prevents them from passing on the disease.


    McNEIL Jr., Donald. Disponível em: < https://www.nytimes.com/2017/09/22/health/world-health-tetanus-infants.html?mcubz=1>. Acesso em: 22/09/2017. 

    In “President Trump praised the malaria initiative and the President’s Emergency Plan for AIDS Relief as examples of leadership in humanitarian assistance by the United States” (paragraph 5), the word “praised” could be replaced, with no change in meaning, by all the words below BUT:
    Escolha uma alternativa para a questão f8333773-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Read TEXT 1 below and answer question

    TEXT 1

    World Health Officials Describe Progress Against Tetanus, H.I.V. and Malaria


        Infant and maternal tetanus was officially eliminated from the Americas this year, the Pan American Health Organization announced on Thursday. At one time, the infection killed about 10,000 newborns annually in the Western Hemisphere; tetanus still kills about 35,000 infants around the world. It was one of several significant global health advances, including new programs against malaria and H.I.V., announced last week in conjunction with the meeting of the United Nations General Assembly in New York.
        Haiti was the last country in the Americas to eliminate neonatal tetanus. That does not mean complete eradication, because the bacteria that cause tetanus exist everywhere in soil and animal droppings. Rather, elimination means that thanks to vaccination of mothers and clean birth procedures — less than one case occurs per 1,000 live births.
        The Americas have generally led the world in eliminating diseases for which vaccines exist. In this hemisphere, smallpox was eliminated in 1971, polio in 1994, rubella in 2015 and measles in 2016 (the diseases are sometimes reintroduced, as measles was at Disneyland in 2014, but outbreaks are usually brought quickly under control).
        Also this week, the President’s Malaria Initiative said it would expand its work to new countries in West and Central Africa, protecting 90 million more people. The initiative, founded in 2005 as part of the United States Agency for International Development, has been a major force in driving down worldwide malaria deaths by about 40 percent in the past decade. The disease most often kills young children and pregnant women. The expansion in Cameroon, Ivory Coast, Niger, Sierra Leone and Burkina Faso was made possible because Congress increased funding for the initiative in fiscal year 2017, a representativ said
        In his speech to the United Nations on Tuesday, President Trump praised the malaria initiative and the President’s Emergency Plan for AIDS Relief as examples of leadership in humanitarian assistance by the United States.
        A combination of aid agencies, drug companies and g cocktail to treat H.I.V. would soon be available to 92 countries, including virtually all of Africa, for about $75 a year. The new AIDS cocktail is the first available in poor countries to contain dolutegravir, which is widely used in wealthy countries because it is highly effective and has few side effects. The pill also contains lamivudine, an older but still effective drug, and tenof disoproxil fumarate, another modern drug whose inclus effects and resistance.
        Almost 37 million people in the world have H.I.V., according to Unaids, the U.N.’s AIDS-fighting agency, but fewer than 20 million are now on antiretroviral medicine, which not only saves their lives but prevents them from passing on the disease.


    McNEIL Jr., Donald. Disponível em: < https://www.nytimes.com/2017/09/22/health/world-health-tetanus-infants.html?mcubz=1>. Acesso em: 22/09/2017. 

    According to TEXT 1, a new AIDS cocktail will be distributed around the world. Concerning H.I.V. treatment around the world, it is correct to affirm that:
    Escolha uma alternativa para a questão f8373a89-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Read TEXT 2 below and answer question


    TEXT 2


    A daily half hour's exercise could prevent 1 in 12 early deaths, study shows

        People who exercise five days a week for 30 minutes significantly reduce their risk of dying early and of developing heart disease, even if a sports club or gym is not an option, according to a new international study.
        Tracking 130,000 people in 17 countries, both rich and poor, the study found that whether it’s going to the gym, walking to work, or tackling household chores like laundry or gardening, being physically active extends life and reduces illness. The researchers, led by Scott Lear, a heart specialist at St Paul’s Hospital in Canada, also found a so-called dose response: The more people exercise, the greater the reductions are in their risks of getting heart disease or dying early. The study found “no ceiling effect”, the researchers said, and “no risks associated with extremely high levels of physical activity,” defined as more than 2,500 minutes, or more than 41 hours, per week.
        Cardiovascular disease is the world’s leading cause of death and a major economic burden in treatment and care for those who develop it. It killed 9.48 million people globally in 2016.
        “Walking for as little as 30 minutes most days of the week has a substantial benefit, and higher physical activity is associated with even lower risks,” Lear said in a comment about the findings, published on Friday in The Lancet medical journal. He also noted that some measures to prevent or treat heart disease, such as taking medicines or eating more fruit and vegetables, can be unaffordable for the world’s poorest people. Yet walking is free and brings substantial health gains.
        The World Health Organization recommends that adults aged 18 to 64 do at least 150 minutes of moderate-intensity aerobic physical activity throughout each week, as well as muscle strengthening exercises at least two days a week. But experts estimate almost a quarter of the world’s people do not reach these guideline levels.
        Lear’s team said their study findings suggest that if the entire population were to meet the guidelines, one in 12 of the world’s premature deaths would be averted and 4.6 percent of heart disease cases prevented.

    KELLAND, Kate. Disponível em:<http://www.reuters.com/article/us-puretech-health-gelesis-study/puretechs-gelesis-says-obesity-drug-achieved-weight-loss-in-study-idUSKCN1C00PD> . Acesso em 25/09/2017. Texto Adaptado. 
    Conforming with TEXT 2, it is correct to affirm that:
    Escolha uma alternativa para a questão f83d375b-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Read TEXT 2 below and answer question


    TEXT 2


    A daily half hour's exercise could prevent 1 in 12 early deaths, study shows

        People who exercise five days a week for 30 minutes significantly reduce their risk of dying early and of developing heart disease, even if a sports club or gym is not an option, according to a new international study.
        Tracking 130,000 people in 17 countries, both rich and poor, the study found that whether it’s going to the gym, walking to work, or tackling household chores like laundry or gardening, being physically active extends life and reduces illness. The researchers, led by Scott Lear, a heart specialist at St Paul’s Hospital in Canada, also found a so-called dose response: The more people exercise, the greater the reductions are in their risks of getting heart disease or dying early. The study found “no ceiling effect”, the researchers said, and “no risks associated with extremely high levels of physical activity,” defined as more than 2,500 minutes, or more than 41 hours, per week.
        Cardiovascular disease is the world’s leading cause of death and a major economic burden in treatment and care for those who develop it. It killed 9.48 million people globally in 2016.
        “Walking for as little as 30 minutes most days of the week has a substantial benefit, and higher physical activity is associated with even lower risks,” Lear said in a comment about the findings, published on Friday in The Lancet medical journal. He also noted that some measures to prevent or treat heart disease, such as taking medicines or eating more fruit and vegetables, can be unaffordable for the world’s poorest people. Yet walking is free and brings substantial health gains.
        The World Health Organization recommends that adults aged 18 to 64 do at least 150 minutes of moderate-intensity aerobic physical activity throughout each week, as well as muscle strengthening exercises at least two days a week. But experts estimate almost a quarter of the world’s people do not reach these guideline levels.
        Lear’s team said their study findings suggest that if the entire population were to meet the guidelines, one in 12 of the world’s premature deaths would be averted and 4.6 percent of heart disease cases prevented.

    KELLAND, Kate. Disponível em:<http://www.reuters.com/article/us-puretech-health-gelesis-study/puretechs-gelesis-says-obesity-drug-achieved-weight-loss-in-study-idUSKCN1C00PD> . Acesso em 25/09/2017. Texto Adaptado. 
    As stated by the researchers, a “dose response”(paragraph 2) stands for:
    Escolha uma alternativa para a questão f8436f4a-e3
  • Linguagens

    Português

    Texto 1 - Repórter Policial

        [...] Assim como o locutor esportivo jamais chamou nada pelo nome comum, assim também o repórter policial é um entortado literário. Nessa classe, os que se prezam nunca chamariam um hospital de hospital. De jeito nenhum. É nosocômio. Nunca, em tempo algum, qualquer vítima de atropelamento, tentativa de morte, conflito, briga ou simples indisposição intestinal foi parar num hospital. Só vai para o nosocômio. E assim sucessivamente. Qualquer cidadão que vai à Polícia prestar declarações que possam ajudá-la numa diligência (apelido que eles puseram no ato de investigar), é logo apelidada de testemunha chave. Suspeito é Mister X, advogado é causídico, soldado é militar, marinheiro é naval, copeira é doméstica e, conforme esteja deitada, a vítima de um crime – de costas ou de barriga pra baixo – fica numa destas duas incômodas posições: decúbito dorsal ou decúbito ventral.
        Num crime descrito pela imprensa sangrenta, a vítima nunca se vestiu. A vítima trajava. Todo mundo se veste… mas, basta virar vítima de crime, que a rapaziada sadia ignora o verbo comum e mete lá: “A vítima traja terno azul e gravata do mesmo tom”. Eis, portanto, que é preciso estar acostumado ao “métier” para morar no noticiário policial. Como os locutores esportivos, a Delegacia do Imposto de Renda, os guardas de trânsito, as mulheres dos outros, os repórteres policiais nasceram para complicar a vida da gente. Se um porco morde a perna de um caixeiro de uma dessas casas da banha, por exemplo, é batata…a manchete no dia seguinte tá lá: “Suíno atacou comerciário”.
        Outro detalhezinho interessante: se a vítima de uma agressão morre, tá legal, mas se — ao contrário — em vez de morrer fica estendida no asfalto, está prostrada. Podia estar caída, derrubada ou mesmo derribada, mas um repórter de crime não vai trair a classe assim à toa. E castiga na página: "Naval prostrou desafeto com certeira facada." Desafeto — para os que são novos na turma — devemos explicar que é inimigo, adversário, etc. E mais: se morre na hora, tá certo; do contrário, morrerá invariavelmente ao dar entrada na sala de operações.
        De como vive a imprensa sangrenta, é fácil explicar. Vive da desgraça alheia, em fotos ampliadas. Um repórter de polícia, quando está sem notícia, fica na redação, telefonando pras delegacias distritais ou para os hospitais, perdão, para os nosocômios, onde sempre tem um cupincha de plantão. [...]
    Fonte: STANISLAW, Ponte Preta. São Paulo: Moderna, 1986.
    Ao ler atentamente o excerto da crônica, verificasse o uso da linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão d119845a-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto 2 - O pulo do gato

        O grande perigo do jornalista que começa é o de cair na presunção sociológica. É claro que, tratando da sociedade, o jornalismo é também um pouco de sociologia — mas a sociologia deve ir para o lugar próprio, os artigos elaborados com mais tempo, os editoriais e tópicos e, bem digerida em um texto fluido, a reportagem.
        Jornalismo é razão e emoção. O texto apenas racional é frio, e só comunica aos que se encontrem diretamente interessados no assunto. O texto deve saber dosar emoção e razão, e é nesse equilíbrio que está o chamado "pulo do gato". Muitos jornalistas acreditam que o adjetivo emociona. Enganam-se. Quanto mais despida uma frase, mais cortante o seu efeito.
        "E amolou o machado, preparou um toco para servir de cepo, chamou o menino, amarrou-lhe as mãos, fez-lhe um sinal para que ficasse calado, e rachou o seu corpo em sete pedaços. O menino P., de cinco anos, não era seu filho e F. descobrira isso poucos minutos antes, quando discutia com a mulher." Leads como esse são sempre possíveis na reportagem de polícia: não necessitam de adjetivos. As tragédias, como os cantores famosos, dispensam apresentações.
    Adaptada de : FIORIN, J L.; SAVIOLI, F.P. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo Ática, 2006)
    Leia as afirmações abaixo a respeito do Texto 2:


    I. Na linha 2, o autor afirma que “o jornalismo é também um pouco de sociologia”. O uso da palavra também faz pressupor outro significado além do que está explícito no texto, a saber: O jornalismo é tudo e mais um pouco.
    II. Na linha 2, ocorre o conectivo ‘‘mas’’, que manifesta uma relação de contradição entre dois enunciados: O jornalismo pode conter sociologia, não como um todo e sim, como parte.
    III. Na linha 6, a expressão ‘‘quanto mais’’ manifesta uma relação proporcional entre dois termos, quais sejam: jornalismo racional e jornalismo emocional.
    IV. Na linha 9, está dito: “e rachou o seu corpo”; nas linhas 9 e 10 afirma-se: “não era o seu filho”. O pronome possessivo em cada caso refere-se na 1.ª colocação ao corpo do menino P... e na 2.ª colocação está se referindo a do Personagem F... Tais recursos são indispensáveis no texto, caso contrário a coesão e coerência ficariam comprometidas.
    V. Na linha 10, afirma-se: “F. descobrira isso poucos minutos antes...”. O caso de coesão por catáfora faz referência à descoberta que o menino P... não era o seu filho.
    VI. O texto “O pulo do gato” caracteriza-se como uma resenha crítica.


    Está correto o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão d1ab4235-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto 3 - Memória coletiva

        Em 1925, quando a era das comunicações começava a se acelerar, o filósofo francês Maurice Halbwachs aventou a ideia de uma “memória coletiva”: o conjunto de lembranças que um grupo de pessoas compartilha sobre um evento marcante e que, somado a fatos e imagens de domínio público, forma um tecido muito mais extenso e bem tramado do que a simples soma das recordações individuais. Esse tecido é tão forte, aliás, que pode ser compartilhado até mesmo por gerações que não assistiram aos acontecimentos. É um fenômeno presente na maneira como os judeus lembram o Holocausto ou os americanos revivem a Guerra do Vietnã. Na vida brasileira, o ano de 1970 é um desses polarizadores da memória coletiva: o ano em que o país reuniu a mais brilhante escalação da história do futebol, em que esse time derrotou de maneira quase heroica cada um dos seus adversários [...], em que a população experimentou, na Copa do Mundo, seu primeiro grande evento de mídia – e também um ano em que a ditadura militar arrancava as pessoas de suas casas e sumia com elas, em que tudo era dito aos sussurros e em que essa euforia de uma torcida nacional foi usada como cortina de fumaça para o desgoverno e se misturou a ele. [...] E está aí, em boa medida, a beleza de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (Brasil, 2006) [...]: na maneira como ele ao mesmo tempo separa e une esses dois fios da memória.
        No começo de 1970, Mauro (Michel Joelsas), de 12 anos, é tirado às pressas de sua casa em Belo Horizonte e levado para o apartamento do avô, no bairro paulistano do Bom Retiro. Os pais, aflitos, dizem que estão saindo de férias e, quando puderem, voltarão para buscá-lo, de preferência a tempo de assistirem juntos à Copa. Vão-se embora sem conferir se o avô recebeu o menino em segurança. Mas ele não está em casa, nem vai voltar. Mauro vira então atribuição da vizinhança. Mora meio na casa vazia do avô, meio no apartamento ao lado, do velho Shlomo (Germano Haiut), zelador da sinagoga local – o Bom Retiro reunia então uma forte comunidade judaica, a que Mauro nem sabia pertencer. Janta com uma pessoa, almoça com outra, brinca com as crianças do bairro e, o tempo todo, mantém um olho grudado no futebol e o outro no telefone, à espera de uma ligação dos pais que não chega nunca.
    [...]
    (BOSCOV, Isabela. Disponível em: http://arquivoetc.blogspot.com.br/2006/10/memria-coletiva.html.)
    Tendo em vista o teor do conteúdo assim como os recursos de construção linguística utilizados, pode-se afirmar que o texto 3, principalmente,
    Escolha uma alternativa para a questão d1b32840-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto 3 - Memória coletiva

        Em 1925, quando a era das comunicações começava a se acelerar, o filósofo francês Maurice Halbwachs aventou a ideia de uma “memória coletiva”: o conjunto de lembranças que um grupo de pessoas compartilha sobre um evento marcante e que, somado a fatos e imagens de domínio público, forma um tecido muito mais extenso e bem tramado do que a simples soma das recordações individuais. Esse tecido é tão forte, aliás, que pode ser compartilhado até mesmo por gerações que não assistiram aos acontecimentos. É um fenômeno presente na maneira como os judeus lembram o Holocausto ou os americanos revivem a Guerra do Vietnã. Na vida brasileira, o ano de 1970 é um desses polarizadores da memória coletiva: o ano em que o país reuniu a mais brilhante escalação da história do futebol, em que esse time derrotou de maneira quase heroica cada um dos seus adversários [...], em que a população experimentou, na Copa do Mundo, seu primeiro grande evento de mídia – e também um ano em que a ditadura militar arrancava as pessoas de suas casas e sumia com elas, em que tudo era dito aos sussurros e em que essa euforia de uma torcida nacional foi usada como cortina de fumaça para o desgoverno e se misturou a ele. [...] E está aí, em boa medida, a beleza de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (Brasil, 2006) [...]: na maneira como ele ao mesmo tempo separa e une esses dois fios da memória.
        No começo de 1970, Mauro (Michel Joelsas), de 12 anos, é tirado às pressas de sua casa em Belo Horizonte e levado para o apartamento do avô, no bairro paulistano do Bom Retiro. Os pais, aflitos, dizem que estão saindo de férias e, quando puderem, voltarão para buscá-lo, de preferência a tempo de assistirem juntos à Copa. Vão-se embora sem conferir se o avô recebeu o menino em segurança. Mas ele não está em casa, nem vai voltar. Mauro vira então atribuição da vizinhança. Mora meio na casa vazia do avô, meio no apartamento ao lado, do velho Shlomo (Germano Haiut), zelador da sinagoga local – o Bom Retiro reunia então uma forte comunidade judaica, a que Mauro nem sabia pertencer. Janta com uma pessoa, almoça com outra, brinca com as crianças do bairro e, o tempo todo, mantém um olho grudado no futebol e o outro no telefone, à espera de uma ligação dos pais que não chega nunca.
    [...]
    (BOSCOV, Isabela. Disponível em: http://arquivoetc.blogspot.com.br/2006/10/memria-coletiva.html.)
    Ao iniciar a introdução do conceito de “memória coletiva”, pode-se afirmar que a autora do texto 3:


    I. Utiliza como recurso textual, um argumento de autoridade de modo a gerar o nível de credibilidade pretendido.
    II. Através de fatos históricos e testemunhos comprováveis produz um nível de expectativa pertinente ao tipo textual proposto.
    III. Estabelece um comparativo entre tipos diferentes de lembranças, de modo a considerar a superioridade de um em relação ao outro.


    Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
    Escolha uma alternativa para a questão d1b627c2-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto 3 - Memória coletiva

        Em 1925, quando a era das comunicações começava a se acelerar, o filósofo francês Maurice Halbwachs aventou a ideia de uma “memória coletiva”: o conjunto de lembranças que um grupo de pessoas compartilha sobre um evento marcante e que, somado a fatos e imagens de domínio público, forma um tecido muito mais extenso e bem tramado do que a simples soma das recordações individuais. Esse tecido é tão forte, aliás, que pode ser compartilhado até mesmo por gerações que não assistiram aos acontecimentos. É um fenômeno presente na maneira como os judeus lembram o Holocausto ou os americanos revivem a Guerra do Vietnã. Na vida brasileira, o ano de 1970 é um desses polarizadores da memória coletiva: o ano em que o país reuniu a mais brilhante escalação da história do futebol, em que esse time derrotou de maneira quase heroica cada um dos seus adversários [...], em que a população experimentou, na Copa do Mundo, seu primeiro grande evento de mídia – e também um ano em que a ditadura militar arrancava as pessoas de suas casas e sumia com elas, em que tudo era dito aos sussurros e em que essa euforia de uma torcida nacional foi usada como cortina de fumaça para o desgoverno e se misturou a ele. [...] E está aí, em boa medida, a beleza de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (Brasil, 2006) [...]: na maneira como ele ao mesmo tempo separa e une esses dois fios da memória.
        No começo de 1970, Mauro (Michel Joelsas), de 12 anos, é tirado às pressas de sua casa em Belo Horizonte e levado para o apartamento do avô, no bairro paulistano do Bom Retiro. Os pais, aflitos, dizem que estão saindo de férias e, quando puderem, voltarão para buscá-lo, de preferência a tempo de assistirem juntos à Copa. Vão-se embora sem conferir se o avô recebeu o menino em segurança. Mas ele não está em casa, nem vai voltar. Mauro vira então atribuição da vizinhança. Mora meio na casa vazia do avô, meio no apartamento ao lado, do velho Shlomo (Germano Haiut), zelador da sinagoga local – o Bom Retiro reunia então uma forte comunidade judaica, a que Mauro nem sabia pertencer. Janta com uma pessoa, almoça com outra, brinca com as crianças do bairro e, o tempo todo, mantém um olho grudado no futebol e o outro no telefone, à espera de uma ligação dos pais que não chega nunca.
    [...]
    (BOSCOV, Isabela. Disponível em: http://arquivoetc.blogspot.com.br/2006/10/memria-coletiva.html.)
    O excerto a seguir, extraído do primeiro parágrafo do texto 3, “É um fenômeno presente na maneira como os judeus lembram o Holocausto ou os americanos revivem a Guerra do Vietnã.” apresenta, semanticamente, tendo em vista o contexto em que está inserido:
    Escolha uma alternativa para a questão d1b952fa-e9