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Questões de Linguagens do ENEM
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- 18.995 questões
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- 219 assuntos
- LinguagensCarlos Drummond de Andrade foi o criador de uma obra lírica que, ao mesmo tempo, se aproxima e se afasta do Modernismo de 1922, propondo, a partir de traços desse movimento, uma poética original. Com base no exposto, em Alguma poesia (1930),
- Linguagens
Inglês
Os versos a seguir pertencem à canção Fall on Me, da banda norte-americana R.E.M., lançada em 1986.“There's a problem, feathers, ironBargain buildings, weights and pulleysFeathers hit the ground before the weight can leave the air”Bill Berry, Peter Buck, Mike Mills e Michael Stipe.A qual episódio (real ou hipotético) da história da física o trecho da música faz alusão? - Linguagens
Português
Da moenda para a célula a combustível: caldo de cana é usado para produzir energia elétrica“Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), órgão associado à USP, testaram o uso de caldo de cana para gerar energia elétrica em células a combustível. O processo dispensa a transformação do caldo in natura em etanol, feita nas usinas de álcool, impedindo a formação de resíduos nocivos ao meio ambiente. Após o êxito dos experimentos em laboratório, os cientistas vão desenvolver a aplicação da técnica em escala industrial.‘A célula a combustível tem o mesmo princípio de funcionamento de uma pilha. A diferença é que o combustível serve como reagente para ser consumido e gerar eletricidade’, explica o pesquisador do Ipen, Almir Oliveira Neto, que coordenou a pesquisa. ‘No dispositivo que foi desenvolvido na pesquisa, a oxidação do caldo de cana acontece no ânodo e a redução de oxigênio no cátodo. O objetivo do experimento era obter energia da biomassa com o mínimo impacto ambiental possível. Para isso, utilizou-se o caldo de cana em uma célula a combustível para gerar energia elétrica’, diz o pesquisador. ‘O uso do caldo de cana direto evita a formação de vinhaça, um resíduo ambientalmente perigoso decorrente da produção de etanol, contribuindo, assim, para a preservação do meio ambiente’.”Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ (Adaptado).De acordo com o texto, a pesquisa com caldo de cana apresentou resultados promissores em relação à sustentabilidade ambiental, porque - Linguagens
Português
Da moenda para a célula a combustível: caldo de cana é usado para produzir energia elétrica“Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), órgão associado à USP, testaram o uso de caldo de cana para gerar energia elétrica em células a combustível. O processo dispensa a transformação do caldo in natura em etanol, feita nas usinas de álcool, impedindo a formação de resíduos nocivos ao meio ambiente. Após o êxito dos experimentos em laboratório, os cientistas vão desenvolver a aplicação da técnica em escala industrial.‘A célula a combustível tem o mesmo princípio de funcionamento de uma pilha. A diferença é que o combustível serve como reagente para ser consumido e gerar eletricidade’, explica o pesquisador do Ipen, Almir Oliveira Neto, que coordenou a pesquisa. ‘No dispositivo que foi desenvolvido na pesquisa, a oxidação do caldo de cana acontece no ânodo e a redução de oxigênio no cátodo. O objetivo do experimento era obter energia da biomassa com o mínimo impacto ambiental possível. Para isso, utilizou-se o caldo de cana em uma célula a combustível para gerar energia elétrica’, diz o pesquisador. ‘O uso do caldo de cana direto evita a formação de vinhaça, um resíduo ambientalmente perigoso decorrente da produção de etanol, contribuindo, assim, para a preservação do meio ambiente’.”Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ (Adaptado).Ao empregar o pronome se em “utilizou-se o caldo de cana em uma célula a combustível para gerar energia elétrica”, o pesquisador - Linguagens
Português

Contribui para o efeito de comicidade do cartum a
- Linguagens
Literatura
Mais de uma vez, o brasileiro Machado de Assis e o português Eça de Queirós foram aproximados porque traçaram linhas de compreensão das suas respectivas sociedades, em um mesmo tempo historicamente situado. Os protagonistas Rubião, de Quincas Borba (1891), e Gonçalo, de A Ilustre Casa de Ramires (1900), - Linguagens
Literatura
Leia os trechos das obras Marília de Dirceu e Romanceiro da Inconfidência:Lira VII (Parte II)“Meu prezado Glauceste,Se fazes o conceitoQue, bem que réu, abrigoA cândida Virtude no meu peito;Se julgas, digo, que mereço aindaDa tua mão socorro;Ah! Vem dar-mo agora,Agora, sim, que morro!Não quero que, montadoNo Pégaso fogoso,Venhas com dura lançaAo monstro infame traspassar, raivoso.Deixa que viva a pérfida calúnia,E forje o meu tormento:Com menos, meu Glauceste,Com menos me contento.”Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu.Romance LXVI ou De Outros Maldizentes“- Que fica, na fortaleza,daquele poeta Gonzaga?- Um par de esporas, somente.Um par de esporas de prata.(...)Dizem que tinha um cavaloque Pégaso se chamava.Não pisava neste mundo,mas nos planaltos da Arcádia!”Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência.Considerando o substantivo Pégaso, presente nos dois excertos, é correto afirmar: - Linguagens
Literatura
No texto intitulado Tarsila, a pesquisadora Aracy Amaral transcreve um trecho das impressões de Tarsila do Amaral sobre a viagem às cidades históricas coloniais mineiras, que realizara em 1924 com o grupo modernista, liderado por Mário de Andrade: “(...) As decorações murais de um modesto corredor de hotel; o forro das salas, feito de taquarinhas coloridas e trançadas; as pinturas das igrejas, simples e comoventes, executadas com amor e devoção por artistas anônimos; o Aleijadinho, nas suas estátuas e nas linhas geniais da sua arquitetura religiosa, tudo era motivo para as nossas exclamações admirativas. Encontrei em Minas as cores que adorava em criança. Ensinaram-me depois que eram feias e caipiras. Segui o ramerrão do gosto apurado... Mas depois vinguei-me da opressão passando-as para as minhas telas: azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante, tudo em gradações mais ou menos fortes, conforme a mistura de branco. Pintura limpa, sobretudo, sem medo de cânones convencionais. Liberdade e sinceridade, uma certa estilização que a adaptava à época moderna.”
Considerando a obra O Mamoeiro, de Tarsila do Amaral, qual é o principal elemento que caracteriza a influência do movimento modernista brasileiro na pintura? - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2025
- UNICAMP
- Dificuldade: Muito fácil
- Com imagem
- Código da questão: 02B61EF2-D7
Leia a charge a seguir.

(Charge extraída do Jornal Porantim. Porantim, ano XLVI, n. 466, Brasíllia, Junho 2024, p. 2.)
É possível afirmar que a linguagem não verbal da charge explora em relação à demarcação de terras indígenas no Brasil,
- Linguagens
Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Brasil pode perder o Pantanal até o fim deste século, afirma Marina Silva
Sofrendo com secas e incêndios extremos, o Pantanal pode ser destruído por completo até o fim deste século se o mundo não for capaz de reverter as mudanças climáticas causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, que estão provocando eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos. Foi o que disse a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em audiência na Comissão de Meio Ambiente do Senado na 4ª feira (4/9) sobre as queimadas e a estiagem prolongada que atinge a maior parte do país – com prejuízo maior ao Pantanal e à Amazônia.
Marina não tirou o fim da maior planície alagável do planeta da cabeça. A Ministra mencionou o que cientistas de todo o mundo apontam há décadas: ou agimos para conter a crise climática, eliminando petróleo, gás fóssil e carvão, combatendo o desmatamento e modificando o uso do solo pelo setor agropecuário, ou ela irá acabar com biomas, com a biodiversidade e com a Humanidade. [...].
(Adaptado de ClimaInfo, 5 de setembro de 2024. Disponível em https://climainfo. org.br/ 2024/09/04/brasil-pode-perder-o-pantanal-ate-o-fim-deste-seculo-afirma-marina-silva/. Acesso em 12/09/2024.)
Com relação ao trecho em negrito no texto, é correto afirmar que se trata do uso de: - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2025
- UNICAMP
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: 02BC6F41-D7
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Brasil pode perder o Pantanal até o fim deste século, afirma Marina Silva
Sofrendo com secas e incêndios extremos, o Pantanal pode ser destruído por completo até o fim deste século se o mundo não for capaz de reverter as mudanças climáticas causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, que estão provocando eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos. Foi o que disse a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em audiência na Comissão de Meio Ambiente do Senado na 4ª feira (4/9) sobre as queimadas e a estiagem prolongada que atinge a maior parte do país – com prejuízo maior ao Pantanal e à Amazônia.
Marina não tirou o fim da maior planície alagável do planeta da cabeça. A Ministra mencionou o que cientistas de todo o mundo apontam há décadas: ou agimos para conter a crise climática, eliminando petróleo, gás fóssil e carvão, combatendo o desmatamento e modificando o uso do solo pelo setor agropecuário, ou ela irá acabar com biomas, com a biodiversidade e com a Humanidade. [...].
(Adaptado de ClimaInfo, 5 de setembro de 2024. Disponível em https://climainfo. org.br/ 2024/09/04/brasil-pode-perder-o-pantanal-ate-o-fim-deste-seculo-afirma-marina-silva/. Acesso em 12/09/2024.)
No excerto “Marina não tirou o fim da maior planície alagável do planeta da cabeça”, a expressão “maior planície alagável” é empregada como recurso para retomar - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2025
- UNICAMP
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: 02BF2E8B-D7
Somos muitas, somos múltiplas, somos mil-lheres, cacicas, parteiras, benzedeiras, pajés, agricultoras, professoras, advogadas, enfermeiras e médicas nas múltiplas Ciências do Território e da Universidade. Somos antropólogas, deputadas e psicólogas. Somos muitas transitando do chão da aldeia para o chão do mundo. Mulheres terra, mulheres água, mulheres biomas, mulheres espiritualidade, mulheres árvores, mulheres raízes, mulheres sementes e não somente mulheres, guerreiras da ancestralidade.(Adaptado de ANMIGA. “Manifesto das primeiras brasileiras”. Disponível em https://anmiga.org/manifesto/. Acesso em 10/09/2024.)O uso da expressão de “mil-lheres” no texto indica - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2025
- UNICAMP
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: 02C1AD62-D7
Leia o texto a seguir para responder à questão.Se pensarmos o Brasil a partir das cosmologias e histórias indígenas, veremos que esta nação é múltipla e nela coexistem maneiras distintas de pensar e de viver. E mesmo que a vivência em um território comum nos coloque o desafio de construir um campo de ação política que nos unifique como cidadãos, as cosmologias indígenas não podem ser reduzidas às formas ocidentais de pensar e de ordenar o mundo.As experiências e os saberes indígenas consideram o universo em sua totalidade e inserem o ser humano em uma complexa rede de relações que envolvem os seres, naturais e sobrenaturais, integrando a vida como um todo. Essas cosmologias não se confundem e nem podem ser contidas dentro da lógica materialista e mercadológica, com a qual estamos habituados.(BONIN, Iara Tatiana. Cosmovisão indígena e modelo de desenvolvimento. In: Encarte Pedagógico V – Jornal Porantim, ano XXXVI, n. 376, Brasília, Junho/Julho 2015, p.1.)Segundo o texto, a construção de um campo de ação política comum para brasileiros, indígenas e não indígenas, exige que se considere a visão complexa dos povos originários - Linguagens
Português
- Flexão verbal de número (singular, plural)
- Prova de 2025
- UNICAMP
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 02C44169-D7
Leia o texto a seguir para responder à questão.Se pensarmos o Brasil a partir das cosmologias e histórias indígenas, veremos que esta nação é múltipla e nela coexistem maneiras distintas de pensar e de viver. E mesmo que a vivência em um território comum nos coloque o desafio de construir um campo de ação política que nos unifique como cidadãos, as cosmologias indígenas não podem ser reduzidas às formas ocidentais de pensar e de ordenar o mundo.As experiências e os saberes indígenas consideram o universo em sua totalidade e inserem o ser humano em uma complexa rede de relações que envolvem os seres, naturais e sobrenaturais, integrando a vida como um todo. Essas cosmologias não se confundem e nem podem ser contidas dentro da lógica materialista e mercadológica, com a qual estamos habituados.(BONIN, Iara Tatiana. Cosmovisão indígena e modelo de desenvolvimento. In: Encarte Pedagógico V – Jornal Porantim, ano XXXVI, n. 376, Brasília, Junho/Julho 2015, p.1.)Para Iara Bonin, articular a cosmovisão indígena a um modelo de desenvolvimento para o Brasil é um desafio coletivo. No texto, isso é marcado pelo uso de verbos em - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2025
- UNICAMP
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: 02C6DB61-D7
Leia o texto a seguir para responder à questão.Do ponto de vista psicológico, sofrimentos ligados às marcas do pertencimento indígena subjazem esforços para se negar o pertencimento, para apagar as potenciais marcas na língua, gestualidade e até mesmo do cultivo da espiritualidade. Mas o sofrimento persiste quando a pessoa tenta se diluir nas demais categorias. É notável, hoje, que a atuação psicológica no campo do burnout étnico-racial aponte a sobrecarga de pessoas que acabam por se esforçar, muito além do que seria necessário para excelência em seu desempenho no trabalho, com tarefas extras que envolvem apagar os efeitos das marcas de seu pertencimento étnico-racial ou lidar com os efeitos que essas marcas têm no ambiente de trabalho. Chegando, em alguns casos, a situações de grave adoecimento, cujas causas nem sempre são facilmente identificáveis pela pessoa que sofre.(GUIMARÃES, Danilo Silva. Para celebrar o dia dos povos indígenas. In: Jornal da USP. Disponível em https://jornal.usp.br/articulistas/danilo-silva-guimaraes/para-celebrar-o-dia-dos- -povos-indigenas/. Acesso em 30/08/2024.)Com base no texto, assinale a alternativa correta - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2025
- UNICAMP
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: 02C96A83-D7
Leia o texto a seguir para responder à questão.Do ponto de vista psicológico, sofrimentos ligados às marcas do pertencimento indígena subjazem esforços para se negar o pertencimento, para apagar as potenciais marcas na língua, gestualidade e até mesmo do cultivo da espiritualidade. Mas o sofrimento persiste quando a pessoa tenta se diluir nas demais categorias. É notável, hoje, que a atuação psicológica no campo do burnout étnico-racial aponte a sobrecarga de pessoas que acabam por se esforçar, muito além do que seria necessário para excelência em seu desempenho no trabalho, com tarefas extras que envolvem apagar os efeitos das marcas de seu pertencimento étnico-racial ou lidar com os efeitos que essas marcas têm no ambiente de trabalho. Chegando, em alguns casos, a situações de grave adoecimento, cujas causas nem sempre são facilmente identificáveis pela pessoa que sofre.(GUIMARÃES, Danilo Silva. Para celebrar o dia dos povos indígenas. In: Jornal da USP. Disponível em https://jornal.usp.br/articulistas/danilo-silva-guimaraes/para-celebrar-o-dia-dos- -povos-indigenas/. Acesso em 30/08/2024.)Em “para apagar as potenciais marcas na língua, gestualidade e até mesmo do cultivo da espiritualidade”, o emprego da locução em negrito evidencia - Linguagens
Português
- Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
- Prova de 2025
- UNICAMP
- Dificuldade: Muito fácil
- Com imagem
- Código da questão: 02CC27D2-D7
Texto 1

(Adaptado de Instagram de @midianinja. Disponível em https://www.instagram.com/p/CB QdmZZJFmA/?igsh=aXduZmgybDJ1aW1r. Acesso em 04/09/2024.)
Texto 2

(Instagram de @andrevargassantos. Disponível em https://www.instagram.com/p/C46fe85J JjX/?igsh=YjFodmJjM3NmbmM3. Acesso em 04/09/2024.)
As palavras em destaque nos textos 1 e 2 são:
- Linguagens
Português
- Morfologia - Pronomes
- Prova de 2025
- UNICAMP
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: 02CE99FE-D7
Lélia Gonzalez criou o termo “pretuguês” citado no texto 1 da questão anterior. O trecho a seguir apresenta algumas reflexões da autora sobre esse tema.É engraçado como eles gozam a gente quando a gente diz que é Framengo. Chamam a gente de ignorante dizendo que a gente fala errado. E de repente ignoram que a presença desse R no lugar do L nada mais é que a marca linguística de um idioma africano, no qual o L inexiste. Afinal, quem que é o ignorante? Ao mesmo tempo acham o maior barato a fala dita brasileira, que corta os erres dos infinitivos verbais, que condensa “você” em “cê”, o “está” em “tá” e por aí afora. Não sacam que tão falando pretuguês (Lélia Gonzalez).(GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: LIMA, Marcia; RIOS, Flavia (org.), Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janiero: Zahar, 2020. p. 80.)Segundo o excerto, - Linguagens
Português
- Coesão e coerência
- Prova de 2025
- UNICAMP
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 02D11D9C-D7
A autora Grada Kilomba concedeu uma entrevista ao programa Roda Viva, em maio de 2024. Leia, a seguir, a transcrição da primeira parte da entrevista.Parte IQuando nós começamos a fazer tradução para português, eu tive realmente uma grande crise, porque eu comecei a perceber que aquela não era a obra que eu tinha escrito. A obra e tudo o que aparece, os sujeitos, passam a ser masculinos, porque em português, como em outras línguas europeias, quando se está em um coletivo de mulheres, mas há a presença de um indivíduo masculino, o coletivo passa a ser referenciado como masculino. Ou seja, a presença das mulheres passa a ser inexistente. (...)(Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=m-EyJXtlJ0M. Acesso em 26/08/2024.)Qual alternativa apresenta um exemplo de plural que resolve o problema citado pela autora em seu depoimento? - Linguagens
Português
Leia, a seguir, a transcrição da segunda parte da entrevista de Grada Kilomba.Parte IIÉ uma linguagem que trabalha exatamente com as binaridades (...) e divide a existência humana entre duas identidades: o feminino e o masculino, o que é extremamente problemático, porque não leva em conta a complexidade de gêneros (...). É um enorme nó que nós temos que desatar e que mostra que a língua portuguesa não é neutra. É uma língua que traz consigo um exercício do poder, que determina identidades, e que determina quem é “normal” e quem é desviante, e que determina também uma equação que é: quem pode falar e representar a condição humana? O que que significa ser um erro ortográfico na tua própria língua? Que violência é essa quando determinadas identidades não podem existir?(Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=m-EyJXtlJ0M. Acesso em 26/08/2024.)Qual alternativa melhor resume os argumentos da autora?