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Questões de Linguagens do ENEM

Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 113 de 950

  • Linguagens

    Português

    Texto1

    Em busca de um conceito dinâmico de saúde  

    A despeito das diferentes possibilidades de encarar o processo saúde/doença, não se pode compreender a saúde de indivíduos e coletividades sem levar em conta que ela é produzida nas relações com o meio físico, social e cultural.  
    Intrincados mecanismos determinam as condições de vida das pessoas e a maneira como nascem, vivem e morrem, bem como suas vivências em saúde e doença. Entre os inúmeros fatores decisivos da condição de saúde, incluemse os condicionantes biológicos (sexo, idade, características geradas pela herança genética), o meio físico (condições geográficas, modos da ocupação, fontes de água para consumo, disponibilidade e qualidade dos alimentos, condições de habitação), assim como o meio socioeconômico e cultural, que expressa os níveis de ocupação e renda, o acesso à educação formal e ao lazer, os graus de liberdade, hábitos e formas de relacionamento interpessoal, as possibilidades de acesso aos serviços destinados à promoção e à recuperação da saúde e a qualidade da atenção por eles prestada.
    Falar de saúde, portanto, envolve componentes aparentemente tão díspares como a qualidade da água que se consome e do ar que se respira, o consumismo desenfreado e a miséria, a degradação social e a desnutrição, os estilos de vida pessoais e as formas de inserção das diferentes parcelas da população no mundo do trabalho. Implica, ainda, a consideração dos aspectos éticos relacionados ao direito à vida e à saúde, aos direitos e deveres, às ações e omissões de indivíduos e grupos sociais, dos serviços privados e do poder público.  
    A humanidade já dispõe de conhecimentos e de tecnologias que podem melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas. No entanto, além de não serem aplicados em benefício de todos por falta de priorização de políticas sociais, há uma série de enfermidades relacionadas ao potencial genético de indivíduos ou etnias ou ao risco pura e simplesmente de viver. Por melhores que sejam as condições de vida, necessariamente, convive-se com doenças e deficiências, com problemas de saúde e com a morte.
    A busca do entendimento do processo saúde/doença e seus múltiplos determinantes leva a concluir que nenhum ser humano pode ser considerado totalmente saudável ou totalmente doente: ao longo de sua existência, vive condições de saúde/doença, conforme suas potencialidades, condições de vida e interação com elas. 
     A saúde deixa de ser o avesso ou a imagem complementar da doença, expressando-se na luta pela ampliação do uso das potencialidades de cada pessoa e da sociedade, refletindo sua capacidade de defender a vida. E a vitalidade física, mental e social para a atuação frente às permanentes transformações pessoais e sociais, e frente aos desafios e conflitos, expressa esse potencial. Saúde é, portanto, produto e parte do estilo de vida e das condições de existência, sendo a vivência do processo saúde/doença uma forma de representação da inserção humana no mundo.
     

    Parâmetros Curriculares Nacionais – Saúde. http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/saude.pdf. Acesso em 26/04/17. Adaptado. 

    Releia o seguinte trecho: “A humanidade já dispõe de conhecimentos e de tecnologias que podem melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas. No entanto, além de não serem aplicados em benefício de todos por falta de priorização de políticas sociais, há uma série de enfermidades relacionadas ao potencial genético de indivíduos ou etnias ou ao risco pura e simplesmente de viver. Por melhores que sejam as condições de vida, necessariamente, convive-se com doenças e deficiências, com problemas de saúde e com a morte”. (4º parágrafo) Analise os efeitos de sentido do uso de alguns itens do trecho que vão comentados a seguir.
    1) O conectivo ‘no entanto’ indica que o autor vai adotar um argumento oposto àquele em curso.
    2) Em: “há uma série de enfermidades relacionadas ao potencial genético de indivíduos ou etnias ou ao risco pura e simplesmente de viver”, a forma destacada está em discordância morfossintática com o termo que modifica.
    3) Em: “A humanidade já dispõe de conhecimentos e de tecnologias”, não haveria alteração de sentido se substituíssemos o ‘já’ pela forma ‘ainda’.
    4) O segmento “Por melhores que sejam as condições de vida” corresponde a um sentido de ‘ressalva’.
    5) Em: “além de não serem aplicados em benefício de todos por falta de priorização de políticas sociais”, o segmento em destaque tem um valor semântico de causalidade.

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 211b642b-e3
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto extraído do segundo ato de O demônio familiar e responda à questão

    EDUARDO (Rindo-se) -– Eis um corretor de casamentos, que seria um achado precioso para certos indivíduos do meu conhecimento! Vou tratar de vender-te a algum deles para que possas aproveitar teu gênio industrioso.
    PEDRO -– Oh! Não! Pedro quer servir a meu senhor! Vosmecê perdoa; foi para ver senhor rico!
    EDUARDO -– E o que lucras tu com isto?! Sou tão pobre que te falte com aquilo de que precisas? Não te trato mais como um amigo do que como um escravo?
    PEDRO — Oh! Trata muito bem, mas Pedro queria que o senhor tivesse muito dinheiro e comprasse carro bem bonito para... EDUARDO -– Para... Dize!
    PEDRO -– Para Pedro ser cocheiro de senhor!
    EDUARDO -– Então a razão única de tudo isto é o desejo que tens de ser cocheiro?
    PEDRO — Sim, senhor!
    EDUARDO — (Rindo-se) -– Muito bem! Assim, pouco te importava que eu ficasse mal com a pessoa que estimava; que me casasse com uma velha ridícula, que vivesse maçado e aborrecido, contanto que governasses dois cavalos em um carro! Tens razão!... E eu ainda devo dar-me por muito feliz, que fosse esse motivo frívolo, mas inocente, que te obrigasse a trair a minha confiança. (Eduardo sai.)

    ALENCAR, José de. O demônio familiar. 4. ed. São Paulo: Martin Claret, 2013. p. 54-55. 
    A fala de Eduardo a respeito de ser pobre em O demônio familiar levanta a questão da representação dos pobres em textos literários. Assinale a alternativa que contém a correta correlação entre a obra referida e a temática da pobreza.
    Escolha uma alternativa para a questão 211db66b-32
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre o Modernismo no Brasil, é correto considerar que
    Escolha uma alternativa para a questão 211deae6-00
  • Linguagens

    Português

    No global, o Texto 2 constitui um apelo, um sinal de alerta, para que:
    Escolha uma alternativa para a questão 211fd49b-e3
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto extraído do segundo ato de O demônio familiar e responda à questão

    EDUARDO (Rindo-se) -– Eis um corretor de casamentos, que seria um achado precioso para certos indivíduos do meu conhecimento! Vou tratar de vender-te a algum deles para que possas aproveitar teu gênio industrioso.
    PEDRO -– Oh! Não! Pedro quer servir a meu senhor! Vosmecê perdoa; foi para ver senhor rico!
    EDUARDO -– E o que lucras tu com isto?! Sou tão pobre que te falte com aquilo de que precisas? Não te trato mais como um amigo do que como um escravo?
    PEDRO — Oh! Trata muito bem, mas Pedro queria que o senhor tivesse muito dinheiro e comprasse carro bem bonito para... EDUARDO -– Para... Dize!
    PEDRO -– Para Pedro ser cocheiro de senhor!
    EDUARDO -– Então a razão única de tudo isto é o desejo que tens de ser cocheiro?
    PEDRO — Sim, senhor!
    EDUARDO — (Rindo-se) -– Muito bem! Assim, pouco te importava que eu ficasse mal com a pessoa que estimava; que me casasse com uma velha ridícula, que vivesse maçado e aborrecido, contanto que governasses dois cavalos em um carro! Tens razão!... E eu ainda devo dar-me por muito feliz, que fosse esse motivo frívolo, mas inocente, que te obrigasse a trair a minha confiança. (Eduardo sai.)

    ALENCAR, José de. O demônio familiar. 4. ed. São Paulo: Martin Claret, 2013. p. 54-55. 
    Sobre as relações entre O demônio familiar e o Romantismo, considere as afirmativas a seguir.

    I. O vínculo da peça com o Romantismo decorre do franco abolicionismo, apesar da negação da concessão de alforria a Pedro.
    II. A comicidade da peça realça a tonalidade romântica, pois expõe a fragilidade da nobreza de caráter como marca central do estilo de época.
    III. A defesa da família e o discurso moralista predominam como forma de exaltação de valores românticos.
    IV. A relevância dos relacionamentos amorosos como tópicos centrais da peça contribui para acentuar as conexões com o Romantismo.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 212112ce-32
  • Linguagens

    Inglês

    How World Leaders Reacted to Trump at the U.N.

    By SOMINI SENGUPTA and MEGAN SPECIA SEPT. 23, 2017 


    He was called a “giant gold Goliath” and a “rogue newcomer.” But in a few corners the remarks made by President Trump at the United Nations were described as “courageous” and “gratifying.”

    Throughout the week, Mr. Trump’s first address to the General Assembly drew many direct and indirect swipes, from allies and rivals alike, and sparse support.

    While the North Korean leader, Kim Jong-un, attacked Mr. Trump from afar — calling him a “dotard” in a statement on North Korean national television — others used their platforms at the United Nations to respond.

    Some leaders were more subtle than others.

    Robert Mugabe, Zimbabwe’s 93-year-old president, took aim at Mr. Trump during his own speech on Thursday. Mr. Mugabe mocked Mr. Trump as a “giant gold Goliath” and said other nations were “embarrassed if not frightened” by his statements about North Korea. 

    “Are we having a return of Goliath to our midst, who threatens the extinction of other countries?” Mr. Mugabe asked. Some responded with applause to his reference to the biblical character who threatened the Israelites before being slain by the young shepherd David, who would become king.

    Mr. Mugabe then went on to address Mr. Trump directly, telling him to “blow your trumpet in a musical way towards the values of unity, peace, cooperation, togetherness and dialogue which we have always stood for.”

    During his speech, Mr. Trump notably omitted any talk of climate change, seen as one of the most pressing issues for many world leaders.

    Prime Minister Justin Trudeau of Canada received the longest applause during his General Assembly speech on Thursday after an implicit dig at Mr. Trump.

    “There is no country on the planet that can walk away from the challenge and reality of climate change,” Mr. Trudeau said, referring to Mr. Trump’s plans to pull out of the Paris climate accord.


    (Adapted from https://www.nytimes.com/2017/09/23/world/americas/world-leaders-trump-un.html?mcubz=0)

    Choose the correct option considering the use of the reported speech:
    “There is no country on the planet that can walk away from the challenge and reality of climate change,” Mr. Trudeau said, referring to Mr. Trump’s plans to pull out of the Paris climate accord.
    Escolha uma alternativa para a questão 21213e04-00
  • Linguagens

    Inglês

    Examine a tira de Alex Culang e Raynato Castro.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2021, Aspectos linguísticos | Linguistic aspects


    Para que a história tivesse um desfecho favorável à garota, seria necessário

    Escolha uma alternativa para a questão 21219528-65
  • Linguagens

    Português

    Texto 2
    Nada cai do céu


    O racionamento a que pode ser submetida boa parte da população paulistana – e de outras cidades e estados brasileiros – poderia ser evitado? A questão é muito mais complexa do que possa parecer. Afinal, todos que vivemos nessas áreas já somos e seremos ainda mais afetados. 
    O calor bate recordes no mundo. Dados recentes apontam 2014 como o ano mais quente da história. A temperatura média no solo e nos oceanos aumentou 0,69 graus, superando recordes anteriores. Parece pouco, mas não é. A cada 20 ou 30 anos, em média, o Oceano Pacífico, a maior massa de água do Planeta, sofre variações de temperatura, ficando mais quente ou mais frio que o normal. Essas oscilações interferem nos ventos, na chuva e na temperatura em muitas regiões do globo. No Brasil, diversos estados já sentem os impactos dessa alteração climática. O verão passado foi um dos mais secos e quentes, não apenas na região da capital paulista e seu entorno, mas também em grande parte do Sudeste, sobretudo em Minas Gerais, de onde vem a maior parte da água que abastece a região metropolitana, por meio do sistema Cantareira. Áreas dessa região registraram anomalias de até 5 graus nas temperaturas máximas.
    Com pouca água e maior consumo, devido ao calor, os rios e represas que abastecem o sistema caíram aos menores níveis já vistos. Em São Paulo, desde 2012, o Cantareira vem sofrendo com chuva abaixo do normal. 
    As previsões não são as melhores. Segundo o estudo da Climatempo, apenas no verão de 2017, é que se poderá esperar por uma chuva normal ou acima da média, para uma consistente recuperação do sistema.
    Reverter a situação é um desafio. Trata-se de algo muito mais educativo do que meteorológico. Desde o final de 2013, meteorologistas têm alertado sobre esse cenário crítico. Já se sabe que o quadro não é favorável, e há pouca chance de mudança em curto prazo. Porém, em um planeta onde 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos é ocupado por água, o ser humano ainda parece acreditar que ela nunca irá acabar. Com ou sem chuva à vista, a população precisa entender que a água pode – e vai – acabar se não forem tomadas medidas preventivas. 
    A conscientização sobre o consumo deve ser permanente. O que as nossas autoridades precisam entender é que não dá para passar uma vida acreditando na ajuda divina. É preciso arregaçar as mangas e se preparar. Ainda há muito a fazer e a investir. Porque nada cai do céu – nem mesmo a água tem caído, ultimamente. 


    MAGNO, Carlos. Folha de S. Paulo. Opinião,
    25 fev. 2015. Adaptado. 

    Analise a pergunta com que se inicia o Texto 2: “O racionamento a que pode ser submetida boa parte da população paulistana – e de outras cidades e estados brasileiros – poderia ser evitado?” Na verdade, essa pergunta:
    Escolha uma alternativa para a questão 212331aa-e3
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto extraído do segundo ato de O demônio familiar e responda à questão

    EDUARDO (Rindo-se) -– Eis um corretor de casamentos, que seria um achado precioso para certos indivíduos do meu conhecimento! Vou tratar de vender-te a algum deles para que possas aproveitar teu gênio industrioso.
    PEDRO -– Oh! Não! Pedro quer servir a meu senhor! Vosmecê perdoa; foi para ver senhor rico!
    EDUARDO -– E o que lucras tu com isto?! Sou tão pobre que te falte com aquilo de que precisas? Não te trato mais como um amigo do que como um escravo?
    PEDRO — Oh! Trata muito bem, mas Pedro queria que o senhor tivesse muito dinheiro e comprasse carro bem bonito para... EDUARDO -– Para... Dize!
    PEDRO -– Para Pedro ser cocheiro de senhor!
    EDUARDO -– Então a razão única de tudo isto é o desejo que tens de ser cocheiro?
    PEDRO — Sim, senhor!
    EDUARDO — (Rindo-se) -– Muito bem! Assim, pouco te importava que eu ficasse mal com a pessoa que estimava; que me casasse com uma velha ridícula, que vivesse maçado e aborrecido, contanto que governasses dois cavalos em um carro! Tens razão!... E eu ainda devo dar-me por muito feliz, que fosse esse motivo frívolo, mas inocente, que te obrigasse a trair a minha confiança. (Eduardo sai.)

    ALENCAR, José de. O demônio familiar. 4. ed. São Paulo: Martin Claret, 2013. p. 54-55. 
    Quanto à relação entre Eduardo e Pedro, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 21240acf-32
  • Linguagens

    Inglês

    How World Leaders Reacted to Trump at the U.N.

    By SOMINI SENGUPTA and MEGAN SPECIA SEPT. 23, 2017 


    He was called a “giant gold Goliath” and a “rogue newcomer.” But in a few corners the remarks made by President Trump at the United Nations were described as “courageous” and “gratifying.”

    Throughout the week, Mr. Trump’s first address to the General Assembly drew many direct and indirect swipes, from allies and rivals alike, and sparse support.

    While the North Korean leader, Kim Jong-un, attacked Mr. Trump from afar — calling him a “dotard” in a statement on North Korean national television — others used their platforms at the United Nations to respond.

    Some leaders were more subtle than others.

    Robert Mugabe, Zimbabwe’s 93-year-old president, took aim at Mr. Trump during his own speech on Thursday. Mr. Mugabe mocked Mr. Trump as a “giant gold Goliath” and said other nations were “embarrassed if not frightened” by his statements about North Korea. 

    “Are we having a return of Goliath to our midst, who threatens the extinction of other countries?” Mr. Mugabe asked. Some responded with applause to his reference to the biblical character who threatened the Israelites before being slain by the young shepherd David, who would become king.

    Mr. Mugabe then went on to address Mr. Trump directly, telling him to “blow your trumpet in a musical way towards the values of unity, peace, cooperation, togetherness and dialogue which we have always stood for.”

    During his speech, Mr. Trump notably omitted any talk of climate change, seen as one of the most pressing issues for many world leaders.

    Prime Minister Justin Trudeau of Canada received the longest applause during his General Assembly speech on Thursday after an implicit dig at Mr. Trump.

    “There is no country on the planet that can walk away from the challenge and reality of climate change,” Mr. Trudeau said, referring to Mr. Trump’s plans to pull out of the Paris climate accord.


    (Adapted from https://www.nytimes.com/2017/09/23/world/americas/world-leaders-trump-un.html?mcubz=0)

    According to the text:
    Escolha uma alternativa para a questão 21244097-00
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

     

    Migrant or Refugee? There Is a Difference, With Legal Implications

     

    In the first half of this year alone, at least 137,000 men, women and children crossed the Mediterranean Sea to reach the shores of Europe, according to the United Nations. Thousands are traveling across the Balkans now. However, are they refugee or migrants? Does it make any difference? In search for these answers, let’s read the interview.

     

    Q. Does it matter what you call them?

    A. Yes. The terms “migrant” and “refugee” are sometimes used interchangeably, but there is a crucial legal difference between the two.

     

    Q. Who is a refugee?

    A. Briefly, a refugee is a person who has fled his or her country to escape war or persecution, and can prove it.

     

    Q. What does the distinction mean for European countries?

    A. Refugees are entitled to basic protections under the 1951 convention and other international agreements. Once in Europe, refugees can apply for political asylum or another protected status, sometimes temporary. By law, refugees cannot be sent back to countries where their lives would be in danger. “One of the most fundamental principles laid down in international law is that refugees should not be expelled or returned to situations where their life and freedom would be under threat,” the refugee agency said in a statement on Thursday.

     

    Q. Who is a migrant?

    A. Anyone moving from one country to another is considered a migrant unless he or she is specifically fleeing war or persecution. Migrants may be fleeing dire poverty, or may be well-off and merely seeking better opportunities, or may be migrating to join relatives who have gone before them. There is an emerging debate about whether migrants fleeing their homes because of the effects of climate change – the desertification of the Sahel region, for example, or the sinking of coastal islands in Bangladesh – ought to be reclassified as refugees.

     

    Q. Are migrants treated differently from refugees?

    A. Countries are free to deport migrants who arrive without legal papers, which they cannot do with refugees under the 1951 convention. So it is not surprising that many politicians in Europe prefer to refer to everyone fleeing to the continent as migrants.

     

    Disponível em: <https://www.nytimes.com/2015/08/28/world/migrants-refugees-europe-syria.html?_r=0>.  Acesso em: 15 set. 2015.


    According to the text, the terms refugee and migrant
    Escolha uma alternativa para a questão 21245930-f7
  • Linguagens

    Português

    Texto 2
    Nada cai do céu


    O racionamento a que pode ser submetida boa parte da população paulistana – e de outras cidades e estados brasileiros – poderia ser evitado? A questão é muito mais complexa do que possa parecer. Afinal, todos que vivemos nessas áreas já somos e seremos ainda mais afetados. 
    O calor bate recordes no mundo. Dados recentes apontam 2014 como o ano mais quente da história. A temperatura média no solo e nos oceanos aumentou 0,69 graus, superando recordes anteriores. Parece pouco, mas não é. A cada 20 ou 30 anos, em média, o Oceano Pacífico, a maior massa de água do Planeta, sofre variações de temperatura, ficando mais quente ou mais frio que o normal. Essas oscilações interferem nos ventos, na chuva e na temperatura em muitas regiões do globo. No Brasil, diversos estados já sentem os impactos dessa alteração climática. O verão passado foi um dos mais secos e quentes, não apenas na região da capital paulista e seu entorno, mas também em grande parte do Sudeste, sobretudo em Minas Gerais, de onde vem a maior parte da água que abastece a região metropolitana, por meio do sistema Cantareira. Áreas dessa região registraram anomalias de até 5 graus nas temperaturas máximas.
    Com pouca água e maior consumo, devido ao calor, os rios e represas que abastecem o sistema caíram aos menores níveis já vistos. Em São Paulo, desde 2012, o Cantareira vem sofrendo com chuva abaixo do normal. 
    As previsões não são as melhores. Segundo o estudo da Climatempo, apenas no verão de 2017, é que se poderá esperar por uma chuva normal ou acima da média, para uma consistente recuperação do sistema.
    Reverter a situação é um desafio. Trata-se de algo muito mais educativo do que meteorológico. Desde o final de 2013, meteorologistas têm alertado sobre esse cenário crítico. Já se sabe que o quadro não é favorável, e há pouca chance de mudança em curto prazo. Porém, em um planeta onde 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos é ocupado por água, o ser humano ainda parece acreditar que ela nunca irá acabar. Com ou sem chuva à vista, a população precisa entender que a água pode – e vai – acabar se não forem tomadas medidas preventivas. 
    A conscientização sobre o consumo deve ser permanente. O que as nossas autoridades precisam entender é que não dá para passar uma vida acreditando na ajuda divina. É preciso arregaçar as mangas e se preparar. Ainda há muito a fazer e a investir. Porque nada cai do céu – nem mesmo a água tem caído, ultimamente. 


    MAGNO, Carlos. Folha de S. Paulo. Opinião,
    25 fev. 2015. Adaptado. 

    Analise a natureza da linguagem em uso no trecho: “É preciso arregaçar as mangas e se preparar. Ainda há muito a fazer e a investir. Porque nada cai do céu.” (6º parágrafo) Nesse trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 2126bb71-e3
  • Linguagens

    Português

    Leia a crônica a seguir, de Luis Fernando Veríssimo, e responda à questão:

    Ser um tímido notório é uma contradição. O tímido tem horror a ser notado, quanto mais a ser notório. Se ficou notório por ser tímido, então tem que se explicar. Afinal, que retumbante timidez é essa, que atrai tanta atenção? Se ficou notório apesar de ser tímido, talvez estivesse se enganando junto com os outros e sua timidez seja apenas um estratagema para ser notado. Tão secreto que nem ele sabe. É como no paradoxo psicanalítico: só alguém que se acha muito superior procura o analista para tratar um complexo de inferioridade, porque só ele acha que se sentir inferior é doença.
    Todo mundo é tímido, os que parecem mais tímidos são apenas os mais salientes. Defendo a tese de que ninguém é mais tímido do que o extrovertido. O extrovertido faz questão de chamar atenção para sua extroversão, assim ninguém descobre sua timidez. Já no notoriamente tímido a timidez que usa para disfarçar sua extroversão tem o tamanho de um carro alegórico. Daqueles que sempre quebram na concentração. Segundo minha tese, dentro de cada Elke Maravilha existe um tímido tentando se esconder e dentro de cada tímido existe um exibido gritando “Não me olhem! Não me olhem!”, só para chamar a atenção.
    O tímido nunca tem a menor dúvida de que, quando entra numa sala, todas as atenções se voltam para ele e para sua timidez espetacular. Se cochicham, é sobre ele. Se riem, é dele. Mentalmente, o tímido nunca entra num lugar. Explode no lugar, mesmo que chegue com a maciez estudada de uma noviça. Para o tímido, não apenas todo mundo mas o próprio destino não pensa em outra coisa a não ser nele e no que pode fazer para embaraçá-lo.
    O tímido vive acossado pela catástrofe possível. Vai tropeçar e cair e levar junto a anfitriã. Vai ser acusado do que não fez, vai descobrir que estava com a braguilha aberta o tempo todo. E tem certeza de que cedo ou tarde vai acontecer o que o tímido mais teme, o que tira o seu sono e apavora os seus dias: alguém vai lhe passar a palavra.
    O tímido tenta se convencer de que só tem problemas com multidões, mas isto não é vantagem. Para o tímido, duas pessoas são uma multidão. Quando não consegue escapar e se vê diante de uma platéia, o tímido não pensa nos membros da platéia como indivíduos. Multiplica-os por quatro, pois cada indivíduo tem dois olhos e dois ouvidos. Quatro vias, portanto, para receber suas gafes. Não adianta pedir para a platéia fechar os olhos, ou tapar um olho e um ouvido para cortar o desconforto do tímido pela metade. Nada adianta. O tímido, em suma, é uma pessoa convencida de que é o centro do Universo, e que seu vexame ainda será lembrado quando as estrelas virarem pó.
    VERISSIMO, Luis Fernando. Da Timidez. In: Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 111-112.
    Acerca dos recursos linguístico-semânticos utilizados nos dois primeiros parágrafos da crônica, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 2126fba8-32
  • Linguagens

    Inglês

     Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 31 a 39.

                   Brazil: the natural knowledge economy
    Kirsten Bound – THE ATLAS OF IDEAS

        If you grew up in Europe or North America you will no doubt have been taught in school that the Wright Brothers from Ohio invented and flew the first aeroplane – the Kitty Hawk – in 1903. But if you grew up in Brazil you will have been taught that the real inventor was in fact a Brazilian from Minas Gerais called
    Alberto Santos Dumont, whose 14-bis aeroplane took to the skies in 1906. This fierce historical debate, which turns on definitions of ‘practical airplanes’, the ability to launch unaided, length of time spent in the air and the credibility of witnesses, will not be resolved here. Yet it is a striking example of the lack of global recognition for Brazil’s achievements in innovation.
        Almost a century later, in 2005, Santos Dumont’s intellectual heirs, the company Empresa Brasileira de Aeronáutica (EMBRAER), made aviation history of a different kind when they unveiled the Ipanema, the world’s first commercially produced aircraft to run solely on biofuels. This time, the world
    was watching. Scientific American credited it as one of the most important inventions of the year. The attention paid to the Ipanema reflects the growing interest in biofuels as a potential solution to climate change and rising energy demand. To their advocates, biofuels – most commonly bioethanol or biodiesel – offer a more secure, sustainable energy supply that can reduce carbon emissions by 50–60 per cent compared to fossil fuels.
          From learning to fly to learning to cope with the environmental costs of flight, biofuel innovations like the Ipanema reflect some of the tensions of modern science, in which expanding the frontiers of human ingenuity goes hand in hand with managing the consequences. The recent backlash against biofuels, which has seen them blamed for global food shortages as land is reportedly diverted from food crops, points to a growing interdependence between the science and innovation systems of different countries, and between innovation, economics and environmental sustainability.
        The debates now raging over biofuels reflect some of the wider dynamics in Brazil’s innovation system. They remind us that Brazil’s current strengths and achievements have deeper historical roots than is sometimes imagined. They reflect the fact that Brazil’s natural resources and assets are a key area of opportunity for science and innovation – a focus that leads us to characterise Brazil as a ‘natural knowledge economy’. Most importantly, they highlight the propitious timing of Brazil’s growing strength in these areas at a time when climate change, the environment, food scarcity and rising worldwide energy demand are at the forefront of global consciousness. What changed between the maiden flight of the 14-bis and the maiden flight of the Ipanema is not just Brazil’s capacity for technological and scientific innovation, but the rest of the world’s appreciation of the potential of that innovation to address some of the pressing challenges that confront us all.
     
    (www.demos.co.uk. Adaptado.)

    According to the text, in Brazil people learn that
    Escolha uma alternativa para a questão 2127627e-46
  • Linguagens

    Inglês

    How World Leaders Reacted to Trump at the U.N.

    By SOMINI SENGUPTA and MEGAN SPECIA SEPT. 23, 2017 


    He was called a “giant gold Goliath” and a “rogue newcomer.” But in a few corners the remarks made by President Trump at the United Nations were described as “courageous” and “gratifying.”

    Throughout the week, Mr. Trump’s first address to the General Assembly drew many direct and indirect swipes, from allies and rivals alike, and sparse support.

    While the North Korean leader, Kim Jong-un, attacked Mr. Trump from afar — calling him a “dotard” in a statement on North Korean national television — others used their platforms at the United Nations to respond.

    Some leaders were more subtle than others.

    Robert Mugabe, Zimbabwe’s 93-year-old president, took aim at Mr. Trump during his own speech on Thursday. Mr. Mugabe mocked Mr. Trump as a “giant gold Goliath” and said other nations were “embarrassed if not frightened” by his statements about North Korea. 

    “Are we having a return of Goliath to our midst, who threatens the extinction of other countries?” Mr. Mugabe asked. Some responded with applause to his reference to the biblical character who threatened the Israelites before being slain by the young shepherd David, who would become king.

    Mr. Mugabe then went on to address Mr. Trump directly, telling him to “blow your trumpet in a musical way towards the values of unity, peace, cooperation, togetherness and dialogue which we have always stood for.”

    During his speech, Mr. Trump notably omitted any talk of climate change, seen as one of the most pressing issues for many world leaders.

    Prime Minister Justin Trudeau of Canada received the longest applause during his General Assembly speech on Thursday after an implicit dig at Mr. Trump.

    “There is no country on the planet that can walk away from the challenge and reality of climate change,” Mr. Trudeau said, referring to Mr. Trump’s plans to pull out of the Paris climate accord.


    (Adapted from https://www.nytimes.com/2017/09/23/world/americas/world-leaders-trump-un.html?mcubz=0)

    Turn the active voice into passive voice:

    Mr. Trump notably omitted any talk of climate change

    Escolha uma alternativa para a questão 212786d1-00
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    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915.


        Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia.

        Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.

        A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?

        E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.

       A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.

        Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.

        E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…

        Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…

        Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.

    (Sátiras e outras subversões, 2016.)

    O cronista traça um retrato do gramático Marco Aurélio, evidenciando, sobretudo, a sua
    Escolha uma alternativa para a questão 21284ac0-65
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

     

    Migrant or Refugee? There Is a Difference, With Legal Implications

     

    In the first half of this year alone, at least 137,000 men, women and children crossed the Mediterranean Sea to reach the shores of Europe, according to the United Nations. Thousands are traveling across the Balkans now. However, are they refugee or migrants? Does it make any difference? In search for these answers, let’s read the interview.

     

    Q. Does it matter what you call them?

    A. Yes. The terms “migrant” and “refugee” are sometimes used interchangeably, but there is a crucial legal difference between the two.

     

    Q. Who is a refugee?

    A. Briefly, a refugee is a person who has fled his or her country to escape war or persecution, and can prove it.

     

    Q. What does the distinction mean for European countries?

    A. Refugees are entitled to basic protections under the 1951 convention and other international agreements. Once in Europe, refugees can apply for political asylum or another protected status, sometimes temporary. By law, refugees cannot be sent back to countries where their lives would be in danger. “One of the most fundamental principles laid down in international law is that refugees should not be expelled or returned to situations where their life and freedom would be under threat,” the refugee agency said in a statement on Thursday.

     

    Q. Who is a migrant?

    A. Anyone moving from one country to another is considered a migrant unless he or she is specifically fleeing war or persecution. Migrants may be fleeing dire poverty, or may be well-off and merely seeking better opportunities, or may be migrating to join relatives who have gone before them. There is an emerging debate about whether migrants fleeing their homes because of the effects of climate change – the desertification of the Sahel region, for example, or the sinking of coastal islands in Bangladesh – ought to be reclassified as refugees.

     

    Q. Are migrants treated differently from refugees?

    A. Countries are free to deport migrants who arrive without legal papers, which they cannot do with refugees under the 1951 convention. So it is not surprising that many politicians in Europe prefer to refer to everyone fleeing to the continent as migrants.

     

    Disponível em: <https://www.nytimes.com/2015/08/28/world/migrants-refugees-europe-syria.html?_r=0>.  Acesso em: 15 set. 2015.


    The 1951 convention seeks to legally protect
    Escolha uma alternativa para a questão 21296f72-f7
  • Linguagens

    Português

    Leia a crônica a seguir, de Luis Fernando Veríssimo, e responda à questão:

    Ser um tímido notório é uma contradição. O tímido tem horror a ser notado, quanto mais a ser notório. Se ficou notório por ser tímido, então tem que se explicar. Afinal, que retumbante timidez é essa, que atrai tanta atenção? Se ficou notório apesar de ser tímido, talvez estivesse se enganando junto com os outros e sua timidez seja apenas um estratagema para ser notado. Tão secreto que nem ele sabe. É como no paradoxo psicanalítico: só alguém que se acha muito superior procura o analista para tratar um complexo de inferioridade, porque só ele acha que se sentir inferior é doença.
    Todo mundo é tímido, os que parecem mais tímidos são apenas os mais salientes. Defendo a tese de que ninguém é mais tímido do que o extrovertido. O extrovertido faz questão de chamar atenção para sua extroversão, assim ninguém descobre sua timidez. Já no notoriamente tímido a timidez que usa para disfarçar sua extroversão tem o tamanho de um carro alegórico. Daqueles que sempre quebram na concentração. Segundo minha tese, dentro de cada Elke Maravilha existe um tímido tentando se esconder e dentro de cada tímido existe um exibido gritando “Não me olhem! Não me olhem!”, só para chamar a atenção.
    O tímido nunca tem a menor dúvida de que, quando entra numa sala, todas as atenções se voltam para ele e para sua timidez espetacular. Se cochicham, é sobre ele. Se riem, é dele. Mentalmente, o tímido nunca entra num lugar. Explode no lugar, mesmo que chegue com a maciez estudada de uma noviça. Para o tímido, não apenas todo mundo mas o próprio destino não pensa em outra coisa a não ser nele e no que pode fazer para embaraçá-lo.
    O tímido vive acossado pela catástrofe possível. Vai tropeçar e cair e levar junto a anfitriã. Vai ser acusado do que não fez, vai descobrir que estava com a braguilha aberta o tempo todo. E tem certeza de que cedo ou tarde vai acontecer o que o tímido mais teme, o que tira o seu sono e apavora os seus dias: alguém vai lhe passar a palavra.
    O tímido tenta se convencer de que só tem problemas com multidões, mas isto não é vantagem. Para o tímido, duas pessoas são uma multidão. Quando não consegue escapar e se vê diante de uma platéia, o tímido não pensa nos membros da platéia como indivíduos. Multiplica-os por quatro, pois cada indivíduo tem dois olhos e dois ouvidos. Quatro vias, portanto, para receber suas gafes. Não adianta pedir para a platéia fechar os olhos, ou tapar um olho e um ouvido para cortar o desconforto do tímido pela metade. Nada adianta. O tímido, em suma, é uma pessoa convencida de que é o centro do Universo, e que seu vexame ainda será lembrado quando as estrelas virarem pó.
    VERISSIMO, Luis Fernando. Da Timidez. In: Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 111-112.
    Sobre o trecho “E tem certeza de que cedo ou tarde vai acontecer o que o tímido mais teme, o que tira o seu sono e apavora os seus dias: alguém vai lhe passar a palavra”, assinale a alternativa que substitui, corretamente, os dois pontos, sem alterar o sentido original.
    Escolha uma alternativa para a questão 212a1874-32
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    Inglês

    How World Leaders Reacted to Trump at the U.N.

    By SOMINI SENGUPTA and MEGAN SPECIA SEPT. 23, 2017 


    He was called a “giant gold Goliath” and a “rogue newcomer.” But in a few corners the remarks made by President Trump at the United Nations were described as “courageous” and “gratifying.”

    Throughout the week, Mr. Trump’s first address to the General Assembly drew many direct and indirect swipes, from allies and rivals alike, and sparse support.

    While the North Korean leader, Kim Jong-un, attacked Mr. Trump from afar — calling him a “dotard” in a statement on North Korean national television — others used their platforms at the United Nations to respond.

    Some leaders were more subtle than others.

    Robert Mugabe, Zimbabwe’s 93-year-old president, took aim at Mr. Trump during his own speech on Thursday. Mr. Mugabe mocked Mr. Trump as a “giant gold Goliath” and said other nations were “embarrassed if not frightened” by his statements about North Korea. 

    “Are we having a return of Goliath to our midst, who threatens the extinction of other countries?” Mr. Mugabe asked. Some responded with applause to his reference to the biblical character who threatened the Israelites before being slain by the young shepherd David, who would become king.

    Mr. Mugabe then went on to address Mr. Trump directly, telling him to “blow your trumpet in a musical way towards the values of unity, peace, cooperation, togetherness and dialogue which we have always stood for.”

    During his speech, Mr. Trump notably omitted any talk of climate change, seen as one of the most pressing issues for many world leaders.

    Prime Minister Justin Trudeau of Canada received the longest applause during his General Assembly speech on Thursday after an implicit dig at Mr. Trump.

    “There is no country on the planet that can walk away from the challenge and reality of climate change,” Mr. Trudeau said, referring to Mr. Trump’s plans to pull out of the Paris climate accord.


    (Adapted from https://www.nytimes.com/2017/09/23/world/americas/world-leaders-trump-un.html?mcubz=0)

    Mark the sentence that contains a relative clause.
    Escolha uma alternativa para a questão 212a9096-00
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    Português

    Texto 2
    Nada cai do céu


    O racionamento a que pode ser submetida boa parte da população paulistana – e de outras cidades e estados brasileiros – poderia ser evitado? A questão é muito mais complexa do que possa parecer. Afinal, todos que vivemos nessas áreas já somos e seremos ainda mais afetados. 
    O calor bate recordes no mundo. Dados recentes apontam 2014 como o ano mais quente da história. A temperatura média no solo e nos oceanos aumentou 0,69 graus, superando recordes anteriores. Parece pouco, mas não é. A cada 20 ou 30 anos, em média, o Oceano Pacífico, a maior massa de água do Planeta, sofre variações de temperatura, ficando mais quente ou mais frio que o normal. Essas oscilações interferem nos ventos, na chuva e na temperatura em muitas regiões do globo. No Brasil, diversos estados já sentem os impactos dessa alteração climática. O verão passado foi um dos mais secos e quentes, não apenas na região da capital paulista e seu entorno, mas também em grande parte do Sudeste, sobretudo em Minas Gerais, de onde vem a maior parte da água que abastece a região metropolitana, por meio do sistema Cantareira. Áreas dessa região registraram anomalias de até 5 graus nas temperaturas máximas.
    Com pouca água e maior consumo, devido ao calor, os rios e represas que abastecem o sistema caíram aos menores níveis já vistos. Em São Paulo, desde 2012, o Cantareira vem sofrendo com chuva abaixo do normal. 
    As previsões não são as melhores. Segundo o estudo da Climatempo, apenas no verão de 2017, é que se poderá esperar por uma chuva normal ou acima da média, para uma consistente recuperação do sistema.
    Reverter a situação é um desafio. Trata-se de algo muito mais educativo do que meteorológico. Desde o final de 2013, meteorologistas têm alertado sobre esse cenário crítico. Já se sabe que o quadro não é favorável, e há pouca chance de mudança em curto prazo. Porém, em um planeta onde 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos é ocupado por água, o ser humano ainda parece acreditar que ela nunca irá acabar. Com ou sem chuva à vista, a população precisa entender que a água pode – e vai – acabar se não forem tomadas medidas preventivas. 
    A conscientização sobre o consumo deve ser permanente. O que as nossas autoridades precisam entender é que não dá para passar uma vida acreditando na ajuda divina. É preciso arregaçar as mangas e se preparar. Ainda há muito a fazer e a investir. Porque nada cai do céu – nem mesmo a água tem caído, ultimamente. 


    MAGNO, Carlos. Folha de S. Paulo. Opinião,
    25 fev. 2015. Adaptado. 

    Do ponto de vista linguístico, especificamente, no âmbito da morfossintaxe, o Texto 2 sugere alguns comentários. Assinale aquele que prioriza a questão da coesão e da coerência.
    Escolha uma alternativa para a questão 212bd62b-e3