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Questões de Linguagens do ENEM

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  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 115 de 950

  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

    Saúde, sociedade e qualidade de vida
    1. Saúde é um direito humano fundamental, reconhecido por todos os foros mundiais e em todas as sociedades. Como tal, se encontra em pé de igualdade com outros direitos garantidos pela Declaração dos Direitos Humanos, de 1948: liberdade, alimentação, educação, segurança, nacionalidade etc.
    2. A saúde é amplamente reconhecida como o maior recurso para o desenvolvimento social, econômico e pessoal, e como uma importante dimensão da qualidade de vida. Saúde e qualidade de vida são, assim, dois temas corelacionados, aspecto com o qual pesquisadores e cientistas concordam. A saúde contribui para a qualidade de vida, e esta é fundamental para a saúde.
    3. A Carta de Ottawa – um dos documentos mais importantes que se produziram no cenário mundial sobre o tema da saúde e da qualidade de vida – afirma que são recursos indispensáveis para se ter saúde: paz, renda, habitação, educação, alimentação adequada, ambiente saudável, recursos sustentáveis, equidade, justiça social. Isto implica o entendimento de que a saúde não é nem uma conquista, nem uma responsabilidade exclusiva do setor saúde. É o resultado de um conjunto de fatores sociais, econômicos, políticos e culturais, coletivos e individuais, que se combinam, daí resultando sociedades mais ou menos saudáveis.
    4. Na maior parte do tempo de suas vidas, a maioria das pessoas é saudável. Isto significa que, na maior parte do tempo, a maioria das pessoas não necessita de hospitais, ou de complexos procedimentos médicos ou terapêuticos. Mas durante toda a vida, todas as pessoas necessitam de água e ar puros, ambiente saudável, alimentação adequada, situações social, econômica e cultural favoráveis, prevenção de problemas de saúde, educação e informação. Isto quer dizer que fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, ambientais, comportamentais e biológicos podem tanto favorecer, como prejudicar a saúde.
    5. Para se melhorar realmente as condições de saúde de uma população, são necessárias mudanças profundas dos padrões econômicos no interior destas sociedades e intensificação de políticas sociais, eminentemente políticas públicas. Para que uma sociedade conquiste saúde para seus membros, são necessárias uma verdadeira ação intersetorial e políticas públicas saudáveis, isto é, comprometidas com a qualidade de vida e a saúde da população.
    6. Além destes elementos estruturais, que dependem da decisão e da ação dos indivíduos, a saúde também é decorrência de fatores comportamentais. Isto é, as pessoas desenvolvem padrões alimentares, de atividade física, de maior ou menor estresse na vida quotidiana, entre outros, que também têm grande influência sobre a saúde. Se cada pessoa se preocupar em desenvolver um padrão comportamental favorável à sua saúde e lutar para que as condições sociais e econômicas sejam favoráveis à qualidade de vida e à saúde de todos, certamente estará dando uma poderosa contribuição para que tenhamos uma população mais saudável, com vida mais longa e prazerosa.

    (Paulo M. Buss. Folha de S. Paulo). 
    Analise o trecho: “Saúde e qualidade de vida são, assim, dois temas co-relacionados, aspecto com o qual pesquisadores e cientistas concordam”. O uso da preposição - uma exigência sintática do verbo - também está correto na alternativa:
    Escolha uma alternativa para a questão 2142069f-d5
  • Linguagens

    Literatura

    Texto 5  


    Mostrai, Senhor, a grandeza
    de tão imenso poder,
    unindo este baixo ser
    a tão suprema beleza:
    uni, Senhor, com firmeza
    a este barro nada fino,
    o vosso ser tão divino,
    ligai-vos comigo amante,
    convosco em laço constante
    uni meu sujeito indigno.


    Gregório de Matos. In: MALARD, Letícia. Poemas
    de Gregório de Matos. Belo Horizonte: Autêntica,
    1998. p. 35. (excerto)  

    Acerca do poema de Gregório de Matos, analise as afirmativas a seguir.

    1) Desejoso de sair da condição em que se encontra, o homem, de certa forma, lança um desafio a Deus ao argumentar: “Mostrai, Senhor, a grandeza/ de tão imenso poder,/ unindo este baixo ser/ a tão suprema beleza”.
    2) Destaca-se no poema o contraste entre a miséria humana e a supremacia divina, perspectiva que põe em relevo o conflito humano entre o mundo material e o mundo espiritual, um dos principais temas do Barroco.
    3) Sobressaem-se, ainda, no poema, uma seleção vocabular apropriada para valorizar a figura divina (grandeza, imenso poder, suprema beleza) e o emprego de figuras de linguagem, como a antítese “baixo ser/ ser divino”.
    4) O poema revela a premissa barroca da profunda identidade entre o divino e o humano, evidente no modo altivo e sem cerimônia como o eu lírico dirige-se a Deus (Senhor), exigindo: “ligai-vos comigo amante,/ convosco em laço constante”.

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 21444713-e3
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

    Saúde, sociedade e qualidade de vida
    1. Saúde é um direito humano fundamental, reconhecido por todos os foros mundiais e em todas as sociedades. Como tal, se encontra em pé de igualdade com outros direitos garantidos pela Declaração dos Direitos Humanos, de 1948: liberdade, alimentação, educação, segurança, nacionalidade etc.
    2. A saúde é amplamente reconhecida como o maior recurso para o desenvolvimento social, econômico e pessoal, e como uma importante dimensão da qualidade de vida. Saúde e qualidade de vida são, assim, dois temas corelacionados, aspecto com o qual pesquisadores e cientistas concordam. A saúde contribui para a qualidade de vida, e esta é fundamental para a saúde.
    3. A Carta de Ottawa – um dos documentos mais importantes que se produziram no cenário mundial sobre o tema da saúde e da qualidade de vida – afirma que são recursos indispensáveis para se ter saúde: paz, renda, habitação, educação, alimentação adequada, ambiente saudável, recursos sustentáveis, equidade, justiça social. Isto implica o entendimento de que a saúde não é nem uma conquista, nem uma responsabilidade exclusiva do setor saúde. É o resultado de um conjunto de fatores sociais, econômicos, políticos e culturais, coletivos e individuais, que se combinam, daí resultando sociedades mais ou menos saudáveis.
    4. Na maior parte do tempo de suas vidas, a maioria das pessoas é saudável. Isto significa que, na maior parte do tempo, a maioria das pessoas não necessita de hospitais, ou de complexos procedimentos médicos ou terapêuticos. Mas durante toda a vida, todas as pessoas necessitam de água e ar puros, ambiente saudável, alimentação adequada, situações social, econômica e cultural favoráveis, prevenção de problemas de saúde, educação e informação. Isto quer dizer que fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, ambientais, comportamentais e biológicos podem tanto favorecer, como prejudicar a saúde.
    5. Para se melhorar realmente as condições de saúde de uma população, são necessárias mudanças profundas dos padrões econômicos no interior destas sociedades e intensificação de políticas sociais, eminentemente políticas públicas. Para que uma sociedade conquiste saúde para seus membros, são necessárias uma verdadeira ação intersetorial e políticas públicas saudáveis, isto é, comprometidas com a qualidade de vida e a saúde da população.
    6. Além destes elementos estruturais, que dependem da decisão e da ação dos indivíduos, a saúde também é decorrência de fatores comportamentais. Isto é, as pessoas desenvolvem padrões alimentares, de atividade física, de maior ou menor estresse na vida quotidiana, entre outros, que também têm grande influência sobre a saúde. Se cada pessoa se preocupar em desenvolver um padrão comportamental favorável à sua saúde e lutar para que as condições sociais e econômicas sejam favoráveis à qualidade de vida e à saúde de todos, certamente estará dando uma poderosa contribuição para que tenhamos uma população mais saudável, com vida mais longa e prazerosa.

    (Paulo M. Buss. Folha de S. Paulo). 
    Observe o seguinte trecho: “todas as pessoas necessitam de água e ar puros, ambiente saudável, alimentação adequada, situações social, econômica e cultural favoráveis, prevenção de problemas de saúde, educação e informação. Isto quer dizer que fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, ambientais, comportamentais e biológicos podem tanto favorecer como prejudicar a saúde”. Uma análise dos sinais de pontuação vistos nesse trecho indica que o uso das vírgulas se deve ao fato de que se trata de:
    Escolha uma alternativa para a questão 2144f77c-d5
  • Linguagens

    Espanhol

    Leia o infográfico a seguir e responda à questão.

    Imagem da questão de Espanhol, UEL 2019, Sinônimos | Sinónimo

    No período “Aprender sobre los usos que tiene cada elemento diseñado para la seguridad del peatón, otorga una mejor protección para el desplazamiento por la vía pública.”, o adjetivo diseñado é sinônimo, em espanhol, de
    Escolha uma alternativa para a questão 214578ba-32
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em 1972.


    Ouça um bom conselho

    Que eu lhe dou de graça

    Inútil dormir que a dor não passa

    Espere sentado

    Ou você se cansa

    Está provado:

    Quem espera nunca alcança 


    Venha, meu amigo

    Deixe esse regaço

    Brinque com meu fogo

    Venha se queimar

    Faça como eu digo

    Faça como eu faço

    Aja duas vezes antes de pensar 


    Corro atrás do tempo

    Vim de não sei onde

    Devagar é que não se vai longe

    Eu semeio vento na minha cidade

    Vou pra rua e bebo a tempestade


    (www.chicobuarque.com.br)

    Na canção, o eu lírico modifica uma série de provérbios bastante conhecidos. A maioria das formulações originais desses provérbios contém um apelo
    Escolha uma alternativa para a questão 21484356-65
  • Linguagens

    Espanhol

    Leia o infográfico a seguir e responda à questão.

    Imagem da questão de Espanhol, UEL 2019, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    22 Sobre o período “Refugios peatonales o islas: Ayudan a los peatones a cruzar la vía, ofreciendo un área de espera segura, ubicada generalmente en el centro de la calzada.”, considere as afirmativas a seguir.


    I. Os refúgios para pedestres ou ilhas estão localizados nas calçadas para ajudar o fluxo de pessoas.

    II. Os refúgios para pedestres ou ilhas ajudam as pessoas a estarem seguras quando há obras nas calçadas.

    III. As ilhas servem como área de espera segura para proteger os pedestres do fluxo de veículos.

    IV. As ruas ou avenidas de grande movimento devem ter ilhas ou refúgios para pedestres, localizados no seu centro.


    Assinale a alternativa correta

    Escolha uma alternativa para a questão 214872b6-32
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2

    A linguagem
    A linguagem é um dos principais instrumentos na formação do mundo cultural porque nos permite transcender a nossa experiência palpável.
    No momento em que damos nome a qualquer objeto da natureza, nós o individualizamos, o diferenciamos do resto que o cerca; ele passa a existir para a nossa consciência. Com esse simples ato de nomear, distanciamo-nos da inteligência concreta animal, limitada ao ‘aqui’ e ao ‘agora’, e entramos no mundo do simbólico. O nome é símbolo, é representação dos objetos que existem no mundo natural e das entidades abstratas, que só têm existência no mundo imaterial ou no mundo dos sentimentos (por exemplo, ações, estados ou qualidades, como saudade, tristeza, beleza, liberdade). O nome tem a capacidade de tornar presente para a nossa consciência o objeto que pode estar até mesmo longe de nós.
    O nome, ou a palavra, retém na nossa memória, enquanto ideia aquilo que já não está ao alcance de nossos sentidos: o cheiro do mar, o perfume do jasmim numa noite de verão, o toque da mão da pessoa amada, o som da voz do pai, o rosto de um amigo querido.
    O simples pronunciar de uma palavra representa, isto é, torna presente à nossa consciência o objeto a que ela se refere. Não precisamos mais da existência física das coisas para nos referirmos a elas: criamos, por meio da linguagem, um mundo (mais ou menos) estável de ideias que nos permite lembrar o que já foi e projetar o que será. Assim, é instaurada a temporalidade no existir humano. Pela linguagem, o ser humano deixa de reagir somente ao presente, ao imediato; passa a poder pensar o passado e o futuro e, com isso, a construir os seus projetos de vida.
    Por transcender a situação concreta, o fluir contínuo da vida, o mundo criado pela linguagem se apresenta mais estável e sofre mudanças mais lentas do que o mundo natural. Pelas palavras, podemos transmitir o conhecimento acumulado por uma pessoa ou sociedade. Podemos passar adiante esta construção da espécie humana que se chama cultura.

    (Maria Lúcia de A. Aranha; Maria Helena P. Martins. Filosofando. São Paulo: Editora Moderna, 2003, p.33. Adaptado). 
    A reflexão que é proposta no Texto 2:
    Escolha uma alternativa para a questão 2148c722-d5
  • Linguagens

    Inglês

    Text1

    Autism's Drug Problem 


    Many people on the spectrum take multiple medications, which can lead to serious side effects and may not even be effective


    Connor was diagnosed with autism early — when he was just 18 months old. His condition was already obvious by then. “He was lining things up, switching lights on and off, on and off,” says his mother, Melissa. He was bright, but he didn’t speak much until age 3, and he was easily frustrated. Once he started school, he couldn’t sit still in class, called out answers without raising his hand and got visibly upset when he couldn’t master a math concept or a handwriting task quickly enough. “One time, he rolled himself up into the carpet like a burrito and wouldn’t come out until I got there,” Melissa recalls. (All families in this story are identified by first name only, to protect their privacy.) 
    Connor was prescribed his first psychiatric drug, methylphenidate (Ritalin), at age 6. That didn’t last long, but when he was 7, his parents tried again. A psychiatrist suggested a low dose of amphetamine and dextroamphetamine (Adderall), a stimulant commonly used to treat attention deficit hyperactivity disorder (ADHD). The drug seemed to improve his time at school: He was able to sit still for longer periods of time and focus on what his teachers were saying. His chicken-scratch handwriting became legible. Then, it became neat. Then perfect. And then it became something Connor began to obsess over.
    “We were told that these are the gives and takes; if it’s helping him enough to get through school, you have to decide if it’s worth it,” Melissa says. It was worth it — for a while.  
    But when the Adderall wore off each day, Connor had a tougher time than ever. He spent afternoons crying and refusing to do much of anything. The stimulant made it difficult for him to fall asleep at night. So after a month or two, his psychiatrist added a second medication — guanfacine (Intuniv), which is commonly prescribed for ADHD, anxiety and hypertension, but can also help with insomnia. The psychiatrist hoped it might both ease Connor’s afternoons and help him sleep. 
    In some ways, it had the opposite effect. His afternoons did get slightly better, but Connor developed intense mood swings and was so irritable that every evening was a struggle. Rather than simply tossing and turning in bed, he refused to even get under the covers. “He wouldn’t go to bed because he was always angry about something,” Melissa says. “He was getting himself all wound up, carrying on, getting upset at night and crying.” 
     wound up, carrying on, getting upset at night and crying.” After seven months, his parents declared the combination unsustainable. They swapped guanfacine for over-the-counter melatonin, which helped Connor fall asleep with no noticeable side effects. But within a year, he had acquired a tolerance for Adderall. Connor’s psychiatrist increased his dosage and that, in turn, triggered tics: Connor began jerking his head and snorting. Finally, at his 9-year physical, his doctor discovered that he’d only grown a few inches since age 7. He also hadn’t gained any weight in two years; he’d dropped from the 50th percentile in weight to the 5th. That was the end of all the experiments. His parents took him off all prescription drugs, and today, at almost 13 years old, Connor is still medication-free. His tics have mostly disappeared. Although he has trouble maintaining focus in class, his mother says that the risk-benefit ratio of trying another drug doesn’t seem worth it. “Right now we’re able to handle life without it, so we do.”
    (...)
    For Connor, eliminating prescription drugs was difficult, but doable. For others, multiple medications may seem indispensable. It’s not unusual for children with autism to take two, three, even four medications at once. Many adults with the condition do so, too. Data are scant in both populations, but what little information there is suggests multiple prescriptions are even more common among adults with autism than in children. Clinicians are particularly concerned about children with the condition because psychiatric medications can have long-lasting effects on their developing brains, and yet are rarely tested in children. 
    In general, polypharmacy — most often defined as taking more than one prescription medication at once — is commonplace in people with autism. In one study of more than 33,000 people under age 21 with the condition, at least 35 percent had taken two psychotropic medications simultaneously; 15 percent had taken three.
    “Psychotropic medications are used pretty extensively in people with autism because there aren’t a lot of treatments available,” says Lisa Croen, director of the Autism Research Program at Kaiser Permanente in Oakland, California. “Is heavy drug use bad? That’s the question. We don’t know; it hasn’t been studied.”


      Disponível em: <https://www.scientificamerican.com/article/autisms-drug-problem/>. Texto adaptado. 

    From the information provided in Text 1, one can infer that:

    Escolha uma alternativa para a questão 214913f7-e3
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2

    A linguagem
    A linguagem é um dos principais instrumentos na formação do mundo cultural porque nos permite transcender a nossa experiência palpável.
    No momento em que damos nome a qualquer objeto da natureza, nós o individualizamos, o diferenciamos do resto que o cerca; ele passa a existir para a nossa consciência. Com esse simples ato de nomear, distanciamo-nos da inteligência concreta animal, limitada ao ‘aqui’ e ao ‘agora’, e entramos no mundo do simbólico. O nome é símbolo, é representação dos objetos que existem no mundo natural e das entidades abstratas, que só têm existência no mundo imaterial ou no mundo dos sentimentos (por exemplo, ações, estados ou qualidades, como saudade, tristeza, beleza, liberdade). O nome tem a capacidade de tornar presente para a nossa consciência o objeto que pode estar até mesmo longe de nós.
    O nome, ou a palavra, retém na nossa memória, enquanto ideia aquilo que já não está ao alcance de nossos sentidos: o cheiro do mar, o perfume do jasmim numa noite de verão, o toque da mão da pessoa amada, o som da voz do pai, o rosto de um amigo querido.
    O simples pronunciar de uma palavra representa, isto é, torna presente à nossa consciência o objeto a que ela se refere. Não precisamos mais da existência física das coisas para nos referirmos a elas: criamos, por meio da linguagem, um mundo (mais ou menos) estável de ideias que nos permite lembrar o que já foi e projetar o que será. Assim, é instaurada a temporalidade no existir humano. Pela linguagem, o ser humano deixa de reagir somente ao presente, ao imediato; passa a poder pensar o passado e o futuro e, com isso, a construir os seus projetos de vida.
    Por transcender a situação concreta, o fluir contínuo da vida, o mundo criado pela linguagem se apresenta mais estável e sofre mudanças mais lentas do que o mundo natural. Pelas palavras, podemos transmitir o conhecimento acumulado por uma pessoa ou sociedade. Podemos passar adiante esta construção da espécie humana que se chama cultura.

    (Maria Lúcia de A. Aranha; Maria Helena P. Martins. Filosofando. São Paulo: Editora Moderna, 2003, p.33. Adaptado). 
    As ideias explicitadas no Texto 2 consideram reiteradamente o princípio de que:

    1) aos humanos, é concedido o privilégio da transcendência ao mundo espacial e temporal imediato.
    2) o mundo possibilitado pela linguagem é mais estável e está sujeito a mudanças mais lentas do que o mundo da natureza.
    3) pela linguagem, os humanos criam um mundo (mais ou menos) estável de ideias que nos permite ir além do que, de fato, ‘já aconteceu’.
    4) não apenas a experiência palpável da existência pode ser objeto da expressão pelo uso da linguagem.

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 214c3f85-d5
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em 1972.


    Ouça um bom conselho

    Que eu lhe dou de graça

    Inútil dormir que a dor não passa

    Espere sentado

    Ou você se cansa

    Está provado:

    Quem espera nunca alcança 


    Venha, meu amigo

    Deixe esse regaço

    Brinque com meu fogo

    Venha se queimar

    Faça como eu digo

    Faça como eu faço

    Aja duas vezes antes de pensar 


    Corro atrás do tempo

    Vim de não sei onde

    Devagar é que não se vai longe

    Eu semeio vento na minha cidade

    Vou pra rua e bebo a tempestade


    (www.chicobuarque.com.br)

    Considerando-se o contexto histórico-social em que a canção foi composta, o verso “Vou pra rua e bebo a tempestade” (3ª estrofe) sugere a ideia de manifestações populares que ocorreram no Brasil por ocasião
    Escolha uma alternativa para a questão 214c9121-65
  • Linguagens

    Inglês

    Text1

    Autism's Drug Problem 


    Many people on the spectrum take multiple medications, which can lead to serious side effects and may not even be effective


    Connor was diagnosed with autism early — when he was just 18 months old. His condition was already obvious by then. “He was lining things up, switching lights on and off, on and off,” says his mother, Melissa. He was bright, but he didn’t speak much until age 3, and he was easily frustrated. Once he started school, he couldn’t sit still in class, called out answers without raising his hand and got visibly upset when he couldn’t master a math concept or a handwriting task quickly enough. “One time, he rolled himself up into the carpet like a burrito and wouldn’t come out until I got there,” Melissa recalls. (All families in this story are identified by first name only, to protect their privacy.) 
    Connor was prescribed his first psychiatric drug, methylphenidate (Ritalin), at age 6. That didn’t last long, but when he was 7, his parents tried again. A psychiatrist suggested a low dose of amphetamine and dextroamphetamine (Adderall), a stimulant commonly used to treat attention deficit hyperactivity disorder (ADHD). The drug seemed to improve his time at school: He was able to sit still for longer periods of time and focus on what his teachers were saying. His chicken-scratch handwriting became legible. Then, it became neat. Then perfect. And then it became something Connor began to obsess over.
    “We were told that these are the gives and takes; if it’s helping him enough to get through school, you have to decide if it’s worth it,” Melissa says. It was worth it — for a while.  
    But when the Adderall wore off each day, Connor had a tougher time than ever. He spent afternoons crying and refusing to do much of anything. The stimulant made it difficult for him to fall asleep at night. So after a month or two, his psychiatrist added a second medication — guanfacine (Intuniv), which is commonly prescribed for ADHD, anxiety and hypertension, but can also help with insomnia. The psychiatrist hoped it might both ease Connor’s afternoons and help him sleep. 
    In some ways, it had the opposite effect. His afternoons did get slightly better, but Connor developed intense mood swings and was so irritable that every evening was a struggle. Rather than simply tossing and turning in bed, he refused to even get under the covers. “He wouldn’t go to bed because he was always angry about something,” Melissa says. “He was getting himself all wound up, carrying on, getting upset at night and crying.” 
     wound up, carrying on, getting upset at night and crying.” After seven months, his parents declared the combination unsustainable. They swapped guanfacine for over-the-counter melatonin, which helped Connor fall asleep with no noticeable side effects. But within a year, he had acquired a tolerance for Adderall. Connor’s psychiatrist increased his dosage and that, in turn, triggered tics: Connor began jerking his head and snorting. Finally, at his 9-year physical, his doctor discovered that he’d only grown a few inches since age 7. He also hadn’t gained any weight in two years; he’d dropped from the 50th percentile in weight to the 5th. That was the end of all the experiments. His parents took him off all prescription drugs, and today, at almost 13 years old, Connor is still medication-free. His tics have mostly disappeared. Although he has trouble maintaining focus in class, his mother says that the risk-benefit ratio of trying another drug doesn’t seem worth it. “Right now we’re able to handle life without it, so we do.”
    (...)
    For Connor, eliminating prescription drugs was difficult, but doable. For others, multiple medications may seem indispensable. It’s not unusual for children with autism to take two, three, even four medications at once. Many adults with the condition do so, too. Data are scant in both populations, but what little information there is suggests multiple prescriptions are even more common among adults with autism than in children. Clinicians are particularly concerned about children with the condition because psychiatric medications can have long-lasting effects on their developing brains, and yet are rarely tested in children. 
    In general, polypharmacy — most often defined as taking more than one prescription medication at once — is commonplace in people with autism. In one study of more than 33,000 people under age 21 with the condition, at least 35 percent had taken two psychotropic medications simultaneously; 15 percent had taken three.
    “Psychotropic medications are used pretty extensively in people with autism because there aren’t a lot of treatments available,” says Lisa Croen, director of the Autism Research Program at Kaiser Permanente in Oakland, California. “Is heavy drug use bad? That’s the question. We don’t know; it hasn’t been studied.”


      Disponível em: <https://www.scientificamerican.com/article/autisms-drug-problem/>. Texto adaptado. 

    According to Connor’s medical history reported in Text 1, it was
    Escolha uma alternativa para a questão 214cc155-e3
  • Linguagens

    Espanhol

    Leia o infográfico a seguir e responda à questão.

    Imagem da questão de Espanhol, UEL 2019, Significação Contextual de Palavras e Expressões | Significacción Contextual de Palabras y Expresiones

    Em relação aos sinais do trânsito que aparecem no infográfico, relacione os termos em espanhol, na coluna da esquerda, com a paráfrase do significado da sua função, em português, na coluna da direita.

    (I) vallas peatonales
    (II) topes de contención
    (III) aceras o veredas
    (IV) cruces peatonales
    (V) balizas peatonales

    (A) Mantêm os pedestres longe dos veículos e se recomenda que não existam obstáculos na sua extensão que possam prejudicar a segurança dos pedestres.

    (B) Colocam-se no meio-fio para bloquear o acesso de pedestres à rua, prevenindo acidentes, ou para conduzir as pessoas até locais mais seguros para fazerem a travessia.

    (C) Impedem que os veículos avancem nas calçadas ou outras áreas exclusivas para pedestres, protegendo-os, como elementos mais vulneráveis do trânsito.

    (D)Servem para alertar os motoristas, de forma visual, sobre o local em que os pedestres têm a preferência para atravessarem as ruas ou avenidas.

    (E) Situam-se em locais com muito movimento de pedestres, estando em evidência para os motoristas, que devem dar preferência àqueles que são mais vulneráveis no trânsito.

    Assinale a alternativa que contém a associação correta
    Escolha uma alternativa para a questão 214d46d0-32
  • Linguagens

    Português

    Leia a letra da canção e observe a pintura a seguir para responder à questão.

    Metamorfose ambulante

    Prefiro ser essa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
    Quero dizer agora o oposto do que eu disse antes
    Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
    Sobre o que é o amor
    Sobre o que eu nem sei quem sou

    Se hoje eu sou estrela amanhã já se apagou
    Se hoje eu lhe odeio amanhã lhe tenho amor
    Lhe tenho amor
    Lhe tenho horror
    Lhe faço amor
    Eu sou um ator

    É chato chegar a um objetivo num instante
    Quero viver nessa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

    Vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes
    Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

    Vivi a viver a vida no segundo e no instante
    Prefiro ser essa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

    SEIXAS, Raul. Metamorfose ambulante. Disponível em: <https://www.letras.com.br/#!raul-seixas/metamorfose-ambulante>.  Acesso em: 02 set. 2015.

    Imagem da questão de Português, UEG 2015, Interpretação de Textos
    Tanto a letra da canção quanto a pintura são paradoxais porque expressam
    Escolha uma alternativa para a questão 214e5618-f7
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2

    A linguagem
    A linguagem é um dos principais instrumentos na formação do mundo cultural porque nos permite transcender a nossa experiência palpável.
    No momento em que damos nome a qualquer objeto da natureza, nós o individualizamos, o diferenciamos do resto que o cerca; ele passa a existir para a nossa consciência. Com esse simples ato de nomear, distanciamo-nos da inteligência concreta animal, limitada ao ‘aqui’ e ao ‘agora’, e entramos no mundo do simbólico. O nome é símbolo, é representação dos objetos que existem no mundo natural e das entidades abstratas, que só têm existência no mundo imaterial ou no mundo dos sentimentos (por exemplo, ações, estados ou qualidades, como saudade, tristeza, beleza, liberdade). O nome tem a capacidade de tornar presente para a nossa consciência o objeto que pode estar até mesmo longe de nós.
    O nome, ou a palavra, retém na nossa memória, enquanto ideia aquilo que já não está ao alcance de nossos sentidos: o cheiro do mar, o perfume do jasmim numa noite de verão, o toque da mão da pessoa amada, o som da voz do pai, o rosto de um amigo querido.
    O simples pronunciar de uma palavra representa, isto é, torna presente à nossa consciência o objeto a que ela se refere. Não precisamos mais da existência física das coisas para nos referirmos a elas: criamos, por meio da linguagem, um mundo (mais ou menos) estável de ideias que nos permite lembrar o que já foi e projetar o que será. Assim, é instaurada a temporalidade no existir humano. Pela linguagem, o ser humano deixa de reagir somente ao presente, ao imediato; passa a poder pensar o passado e o futuro e, com isso, a construir os seus projetos de vida.
    Por transcender a situação concreta, o fluir contínuo da vida, o mundo criado pela linguagem se apresenta mais estável e sofre mudanças mais lentas do que o mundo natural. Pelas palavras, podemos transmitir o conhecimento acumulado por uma pessoa ou sociedade. Podemos passar adiante esta construção da espécie humana que se chama cultura.

    (Maria Lúcia de A. Aranha; Maria Helena P. Martins. Filosofando. São Paulo: Editora Moderna, 2003, p.33. Adaptado). 
    Considerando o núcleo da temática desenvolvida no Texto 2, podem ser consideradas ‘expressões chaves’ desse texto as seguintes:
    Escolha uma alternativa para a questão 214fd3f1-d5
  • Linguagens

    Inglês

    Text1

    Autism's Drug Problem 


    Many people on the spectrum take multiple medications, which can lead to serious side effects and may not even be effective


    Connor was diagnosed with autism early — when he was just 18 months old. His condition was already obvious by then. “He was lining things up, switching lights on and off, on and off,” says his mother, Melissa. He was bright, but he didn’t speak much until age 3, and he was easily frustrated. Once he started school, he couldn’t sit still in class, called out answers without raising his hand and got visibly upset when he couldn’t master a math concept or a handwriting task quickly enough. “One time, he rolled himself up into the carpet like a burrito and wouldn’t come out until I got there,” Melissa recalls. (All families in this story are identified by first name only, to protect their privacy.) 
    Connor was prescribed his first psychiatric drug, methylphenidate (Ritalin), at age 6. That didn’t last long, but when he was 7, his parents tried again. A psychiatrist suggested a low dose of amphetamine and dextroamphetamine (Adderall), a stimulant commonly used to treat attention deficit hyperactivity disorder (ADHD). The drug seemed to improve his time at school: He was able to sit still for longer periods of time and focus on what his teachers were saying. His chicken-scratch handwriting became legible. Then, it became neat. Then perfect. And then it became something Connor began to obsess over.
    “We were told that these are the gives and takes; if it’s helping him enough to get through school, you have to decide if it’s worth it,” Melissa says. It was worth it — for a while.  
    But when the Adderall wore off each day, Connor had a tougher time than ever. He spent afternoons crying and refusing to do much of anything. The stimulant made it difficult for him to fall asleep at night. So after a month or two, his psychiatrist added a second medication — guanfacine (Intuniv), which is commonly prescribed for ADHD, anxiety and hypertension, but can also help with insomnia. The psychiatrist hoped it might both ease Connor’s afternoons and help him sleep. 
    In some ways, it had the opposite effect. His afternoons did get slightly better, but Connor developed intense mood swings and was so irritable that every evening was a struggle. Rather than simply tossing and turning in bed, he refused to even get under the covers. “He wouldn’t go to bed because he was always angry about something,” Melissa says. “He was getting himself all wound up, carrying on, getting upset at night and crying.” 
     wound up, carrying on, getting upset at night and crying.” After seven months, his parents declared the combination unsustainable. They swapped guanfacine for over-the-counter melatonin, which helped Connor fall asleep with no noticeable side effects. But within a year, he had acquired a tolerance for Adderall. Connor’s psychiatrist increased his dosage and that, in turn, triggered tics: Connor began jerking his head and snorting. Finally, at his 9-year physical, his doctor discovered that he’d only grown a few inches since age 7. He also hadn’t gained any weight in two years; he’d dropped from the 50th percentile in weight to the 5th. That was the end of all the experiments. His parents took him off all prescription drugs, and today, at almost 13 years old, Connor is still medication-free. His tics have mostly disappeared. Although he has trouble maintaining focus in class, his mother says that the risk-benefit ratio of trying another drug doesn’t seem worth it. “Right now we’re able to handle life without it, so we do.”
    (...)
    For Connor, eliminating prescription drugs was difficult, but doable. For others, multiple medications may seem indispensable. It’s not unusual for children with autism to take two, three, even four medications at once. Many adults with the condition do so, too. Data are scant in both populations, but what little information there is suggests multiple prescriptions are even more common among adults with autism than in children. Clinicians are particularly concerned about children with the condition because psychiatric medications can have long-lasting effects on their developing brains, and yet are rarely tested in children. 
    In general, polypharmacy — most often defined as taking more than one prescription medication at once — is commonplace in people with autism. In one study of more than 33,000 people under age 21 with the condition, at least 35 percent had taken two psychotropic medications simultaneously; 15 percent had taken three.
    “Psychotropic medications are used pretty extensively in people with autism because there aren’t a lot of treatments available,” says Lisa Croen, director of the Autism Research Program at Kaiser Permanente in Oakland, California. “Is heavy drug use bad? That’s the question. We don’t know; it hasn’t been studied.”


      Disponível em: <https://www.scientificamerican.com/article/autisms-drug-problem/>. Texto adaptado. 

    In “Data are scant in both populations”, the word “scant” could be replaced, with no change in meaning, by all the words below but
    Escolha uma alternativa para a questão 21501cf7-e3
  • Linguagens

    Espanhol

    Leia o infográfico a seguir e responda à questão.

    Imagem da questão de Espanhol, UEL 2019, Artigos | Artículos

    Na língua portuguesa, é comum que as preposições se juntem aos artigos e a alguns pronomes formando as contrações. No entanto, no espanhol, isso ocorre com menos frequência.

    Assinale a alternativa que contém um período com duas únicas contrações no espanhol formadas pela soma de uma preposição e de um artigo.
    Escolha uma alternativa para a questão 2150b87b-32
  • Linguagens

    Português

    Leia a letra da canção e observe a pintura a seguir para responder à questão.

    Metamorfose ambulante

    Prefiro ser essa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
    Quero dizer agora o oposto do que eu disse antes
    Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
    Sobre o que é o amor
    Sobre o que eu nem sei quem sou

    Se hoje eu sou estrela amanhã já se apagou
    Se hoje eu lhe odeio amanhã lhe tenho amor
    Lhe tenho amor
    Lhe tenho horror
    Lhe faço amor
    Eu sou um ator

    É chato chegar a um objetivo num instante
    Quero viver nessa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

    Vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes
    Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

    Vivi a viver a vida no segundo e no instante
    Prefiro ser essa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

    SEIXAS, Raul. Metamorfose ambulante. Disponível em: <https://www.letras.com.br/#!raul-seixas/metamorfose-ambulante>.  Acesso em: 02 set. 2015.

    Imagem da questão de Português, UEG 2015, Interpretação de Textos
    Em relação à letra da música, a pintura retrata uma cena
    Escolha uma alternativa para a questão 2151447b-f7
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2

    A linguagem
    A linguagem é um dos principais instrumentos na formação do mundo cultural porque nos permite transcender a nossa experiência palpável.
    No momento em que damos nome a qualquer objeto da natureza, nós o individualizamos, o diferenciamos do resto que o cerca; ele passa a existir para a nossa consciência. Com esse simples ato de nomear, distanciamo-nos da inteligência concreta animal, limitada ao ‘aqui’ e ao ‘agora’, e entramos no mundo do simbólico. O nome é símbolo, é representação dos objetos que existem no mundo natural e das entidades abstratas, que só têm existência no mundo imaterial ou no mundo dos sentimentos (por exemplo, ações, estados ou qualidades, como saudade, tristeza, beleza, liberdade). O nome tem a capacidade de tornar presente para a nossa consciência o objeto que pode estar até mesmo longe de nós.
    O nome, ou a palavra, retém na nossa memória, enquanto ideia aquilo que já não está ao alcance de nossos sentidos: o cheiro do mar, o perfume do jasmim numa noite de verão, o toque da mão da pessoa amada, o som da voz do pai, o rosto de um amigo querido.
    O simples pronunciar de uma palavra representa, isto é, torna presente à nossa consciência o objeto a que ela se refere. Não precisamos mais da existência física das coisas para nos referirmos a elas: criamos, por meio da linguagem, um mundo (mais ou menos) estável de ideias que nos permite lembrar o que já foi e projetar o que será. Assim, é instaurada a temporalidade no existir humano. Pela linguagem, o ser humano deixa de reagir somente ao presente, ao imediato; passa a poder pensar o passado e o futuro e, com isso, a construir os seus projetos de vida.
    Por transcender a situação concreta, o fluir contínuo da vida, o mundo criado pela linguagem se apresenta mais estável e sofre mudanças mais lentas do que o mundo natural. Pelas palavras, podemos transmitir o conhecimento acumulado por uma pessoa ou sociedade. Podemos passar adiante esta construção da espécie humana que se chama cultura.

    (Maria Lúcia de A. Aranha; Maria Helena P. Martins. Filosofando. São Paulo: Editora Moderna, 2003, p.33. Adaptado). 
    No trecho a seguir, o autor optou por usar um discurso na primeira pessoal do plural. “No momento em que damos nome a qualquer objeto da natureza, nós o individualizamos, o diferenciamos do resto que o cerca; ele passa a existir para a nossa consciência.” Com essa opção, o autor pretendeu:
    Escolha uma alternativa para a questão 2152abc3-d5
  • Linguagens

    Inglês

    Text 2

    Your Meal Has Six Times More Salt Than You Think  


    How much salt was in your lunch? Whatever your guess, chances are you’re off. By a lot. 
    In a new study, published in the journal Appetite, researchers stood outside fast-food restaurants and asked people to guess how much sodium they just ate. Their answers were almost always six times too low.
    That's because people don't tend to use a lot of salt to season meals cooked at home, but restaurants use much more of it to enhance the flavor of their meals. It’s also used in food additives and as a preservative to extend shelf life, so even foods that don’t taste salty, like pastries, donuts and bread, can have a lot of it. 
    As a result, 89% of Americans eat too much salt. People should get no more than 2,300 milligrams of sodium a day — about one teaspoon, public health groups recommend — but the average American eats about 3,600 mg every day. Eating too much salt makes the body retain more water, which raises blood pressure and can affect the heart, blood vessels, brain and kidneys. Overconsuming sodium can lead to hypertension, heart attack and stroke, according to the Harvard T.H. Chan School of Public Health.
    To test the sodium knowledge of real-world eaters, researchers stationed themselves at several fast-food restaurants — McDonald’s, Burger King, Subway, Wendy’s, Kentucky Fried Chicken and Dunkin’ Donuts — and polled adolescents and adults on their sodium consumption. When people approached the entrance, the researchers asked them to save their receipts; on their way out, they estimated how much sodium they ate. 
    Adults ate about 1,300 mg of sodium in a single fast-food sitting, which is more than half of the upper recommended limit for the day. Yet the average guess was just 200 mg, says study author Alyssa Moran, a registered dietitian and doctoral student at the Harvard School of Public Health. They were off by about 650%.
    That's when they ventured a guess at all. “25% of the people we approached had absolutely no idea about the amount of sodium in their meal and couldn’t even provide an estimate,” Moran says. 
    Sodium information isn't visibly published in chain restaurants. But in 2015, New York became the first city in the country to require chains to post warning labels on menu items with more than 2,300 mg of sodium. "Right now it's only in New York City, but we have a feeling that other local governments will probably follow suit," Moran says. "We saw that that happened when New York City started posting calories on menu boards." 
    Doing so may finally help people learn how much sodium is in their food, and it may even encourage companies to reformulate the worst offenders.

    Disponível em:< http://time.com/4746932/sodium-salt-fast-food/.> Texto adaptado. 
    The main purpose of Text 2 is to
    Escolha uma alternativa para a questão 21532a0d-e3
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em 1972.


    Ouça um bom conselho

    Que eu lhe dou de graça

    Inútil dormir que a dor não passa

    Espere sentado

    Ou você se cansa

    Está provado:

    Quem espera nunca alcança 


    Venha, meu amigo

    Deixe esse regaço

    Brinque com meu fogo

    Venha se queimar

    Faça como eu digo

    Faça como eu faço

    Aja duas vezes antes de pensar 


    Corro atrás do tempo

    Vim de não sei onde

    Devagar é que não se vai longe

    Eu semeio vento na minha cidade

    Vou pra rua e bebo a tempestade


    (www.chicobuarque.com.br)

    Em “Inútil dormir que a dor não passa” (1ª estrofe), o termo sublinhado introduz uma oração que expressa, em relação à anterior, ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 21539f55-65