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Questões de Linguagens do ENEM

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  • 18.995 questões
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  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 390 de 950

  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono. 

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    Pela leitura do texto, é possível concluir que
    Escolha uma alternativa para a questão 6777a12c-36
  • Linguagens

    Português

    • A questão se refere ao Texto I

    Texto I

    Indígenas na cidade: pobreza e preconceito marcam condições de vida

    Há muito tempo, a floresta amazônica deixou de ser o lar de milhares de indígenas. A escassez de alimentos, o desmatamento e o avanço das cidades sobre as matas são alguns fatores que motivaram povos tradicionais a migrar para áreas urbanas. Em Manaus, no Amazonas, eles podem ser encontrados em todas as regiões da cidade. A Fundação Estadual do Índio estima que de 15 a 20 mil indígenas de diversas etnias vivam em áreas urbanas amazonenses, como os sateré-mawé, apurinã, kokama, miraña, dessana, tukano e piratapuia. “Acredito que 90% dos bairros de Manaus tenham indígenas morando”, informou o presidente da Fundação Estadual do Índio, Raimundo Atroari.


    Apesar de buscar melhores condições de vida na cidade, a maioria dos indígenas vive em situação de pobreza, tem dificuldade de conseguir emprego e a principal renda vem do artesanato. “Geralmente, as comunidades estão localizadas em área de risco. Nunca é numa área boa. A gente sente muita essa dificuldade de viver na cidade. A maioria dos Sateré daqui da aldeia está no trabalho informal, sem carteira assinada. A maior parte fica dentro da aldeia trabalhando com artesanato. A gente consegue gerar uma renda mais no mês de abril quando o público procura. Fora isso a gente fica dependendo de doações”, contou o tuxaua ou cacique Moisés Sateré, líder de uma comunidade no bairro da Paz, zona oeste de Manaus, onde vivem 14 famílias.


    A antropóloga Lúcia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, confirma que é comum os indígenas, mesmo em áreas urbanas, viverem em comunidade. “Conforme vai passando o tempo, vem um, vem outro e mais outros, as famílias acabam se juntando em determinado bairro, ou em uma periferia que ninguém morava, e os indígenas foram morar. Você vai ver que nas grandes cidades como Manaus, Campo Grande, Porto Alegre têm bairros eminentemente indígenas, ou segmentos de bairros, ressaltou a antropóloga.”


    [...]

    Morar em centros urbanos sem ocultar a ancestralidade e as próprias referências é ainda uma luta para mais de 315 mil indígenas, segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 49% do total da população indígena do país.


    “Há ainda forte preconceito e discriminação. E os indígenas que moram nas cidades são realmente os que enfrentam a situação assim no dia a dia, constantemente”, conta o presidente da Organização dos Índios da Cidade, de Boa Vista, Eliandro Pedro de Sousa, do povo Wapixana.


    Em todo o Brasil, São Paulo é a cidade com maior população indígena, com cerca de 12 mil habitantes; seguida de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, com pouco mais de 11 mil e Salvador, com mais de 7,5 mil índios.


    A antropóloga Lúcia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, destaca que desde a colonização, a presença indígena nas cidades é constante, mas, em décadas passadas, a cidade era um espaço proibido.


    “Eles iam pras cidades e não diziam que eram indígenas. Ocultavam a origem e também ocultavam as referências culturais, digamos assim”, explica. De acordo com ela, o medo da discriminação e de represálias do antigo Serviço de Proteção ao Índio impedia os indígenas de se apresentarem como tal.


    Foi na década de 50, com o desenvolvimento industrial, que o processo de migração para as cidades se intensificou. Moradores do campo seguiam em busca de emprego nas fábricas e, com os indígenas, não foi diferente, conta a professora.


    A própria Fundação Nacional do Índio (Funai), que tem como missão promover os direitos dos povos indígenas no Brasil, sofre o preconceito e percebe a situação dos indígenas que moram nas cidades. “Essa questão do preconceito é até com os servidores [da Funai]. Se é com o servidor, imagine para o próprio indígena”, indaga o coordenador regional da Funai em Roraima, Riley Mendes.

    Bianca Paiva, Maíra Heinen – repórteres do radiojornalismo – EBC – Agência Brasil, 19/04/2017.

    Fonte: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2017-04/indigenas-na-cidade-pobreza-e-preconceito-marcam-condicao-de-vida>. Acesso em: 10 set. 2017.

    De acordo com o texto, a presença dos índios nos centros urbanos NÃO se encontra marcada pela:
    Escolha uma alternativa para a questão 6777a499-b3
  • Linguagens

    Português

    CAPTCHA, herói ou vilão?


       Todas as pessoas que já utilizaram a web para realização de tarefas como criar um perfil em uma rede social, fazer um cadastro em um sistema de comércio eletrônico ou em um portal de notícias, entre tantas outras, já se depararam com o CAPTCHA. Esse teste apresenta-se como um conjunto de caracteres que aparecem em imagens distorcidas (conforme Figura 1) e que as pessoas precisam decifrar e digitar num campo de formulário. Elas precisam realizar essa tarefa para provar que são seres humanos, e não robôs. O uso do CAPTCHA com esse objetivo presume, portanto, que qualquer ser humano, mas nenhum robô, seria capaz de executar a tarefa proposta.

    Imagem da questão de Português, ENEM 2021, Interpretação de Textos

     Figura 1


       Para as empresas que utilizam o CAPTCHA, ele é o “herói” que tem a missão de diferenciar pessoas de robôs. Para as pessoas que precisam passar pelo teste do CAPTCHA para executarem suas tarefas, certamente ele é um vilão. Em muitos casos, quando tentam passar pelos testes, veem-se obrigados a repetir diversas vezes até conseguirem acertar. Além de problemas com a falta de segurança e da experiência ruim para a maioria das pessoas, outro fator negativo para o CAPTCHA são as suas barreiras de acessibilidade. Isso representa um grande problema, principalmente para as pessoas que são cegas, têm baixa visão ou dificuldades de aprendizagem, como a dislexia, as quais podem ficar impedidas de realizar importantes tarefas na web.


    Disponível em: http://acessodigital.net. Acesso em: 30 out. 2015 (adaptado).

    Os efeitos causados pelo surgimento de novas tecnologias podem contribuir positiva ou negativamente para a sociedade. De acordo com o texto, a ferramenta CAPTCHA causa impacto social porque
    Escolha uma alternativa para a questão 6777affd-7c
  • Linguagens

    Português

    Como a solidão pode comprometer a sua saúde


       Segundo estudo, solitários têm risco 39% maior de apresentar sintomas mais intensos de um resfriado. Ter muitos amigos nas redes sociais não diminui o risco.

       Você se sente sozinho? Uma nova pesquisa, publicada na revista Health Psychology, sugere que seu nível de solidão pode impactar diretamente na gravidade e na resposta do organismo a uma doença.

       Para o atual estudo, os pesquisadores avaliaram níveis de solidão de 159 pessoas, entre 18 e 55 anos, além da quantidade de amigos que elas tinham nas redes sociais. Depois, os voluntários receberam, por via nasal, doses iguais de vírus de resfriado comum. Eles, então, ficaram isolados por cinco dias em um hotel para que os sintomas manifestados fossem avaliados pelos especialistas.

       Todas as pessoas que participaram do estudo tiveram a mesma chance de ficar doentes, mas aquelas que relataram sentir-se mais solitárias manifestaram sintomas de resfriado, como dor de garganta, espirro e coriza, mais graves do que as que não se sentiam sozinhas. Segundo os resultados, os participantes solitários apresentaram uma probabilidade 39% maior para os sintomas mais agudos.


    Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 1 dez. 2017 (adaptado).


    Nessa reportagem, a referência à pesquisa é acionada como uma estratégia argumentativa para
    Escolha uma alternativa para a questão 677a6e04-7c
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono. 

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, analise as afirmações a seguir sobre a organização das ideias no texto, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).

    ( ) A sequência descritiva do primeiro parágrafo confere concretude às ideias apresentadas.

    ( ) Há uma relação de oposição entre as duas últimas frases do primeiro parágrafo.

    ( ) O segundo parágrafo discorre sobre as causas da situação, apresentando argumentos baseados em dados históricos.

    ( ) A última frase do texto reforça o ponto de vista do autor e propõe uma solução para o problema discutido.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 677d0d2b-36
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I


    Terezinha de Jesus

    De uma queda foi ao chão

    Acudiu três cavalheiros

    Todos os três de chapéu na mão

    O primeiro foi seu pai

    O segundo, seu irmão

    O terceiro foi aquele

    A quem Tereza deu a mão

    BATISTA, M. F. B. M.; SANTOS, I. M. F. (Org.). Cancioneiro da Paraíba. João Pessoa: Grafset, 1993 (adaptado).


    TEXTO II


    Outra interpretação é feita a partir das condições sociais daquele tempo. Para a ama e para a criança para quem cantava a cantiga, a música falava do casamento como um destino natural na vida da mulher, na sociedade brasileira do século XIX, marcada pelo patriarcalismo. A música prepara a moça para o seu destino não apenas inexorável, mas desejável: o casamento, estabelecendo uma hierarquia de obediência (pai, irmão mais velho, marido), de acordo com a época e circunstâncias de sua vida.

    Disponível em: http://provsjose.blogspot.com.br. Acesso em: 5 dez. 2012.


    O comentário do Texto II sobre o Texto I evoca a mobilização da língua oral que, em determinados contextos,

    Escolha uma alternativa para a questão 677d4408-cb
  • Linguagens

    Português

    Ação coloca baleia encalhada às margens do Rio Sena


    As pessoas em Paris acordaram com uma notícia inusitada: uma baleia encalhada foi encontrada nas margens do Sena, perto de Notre Dame. Para deixar tudo ainda mais surreal, cientistas forenses foram vistos estudando o fenômeno. O público ficou impressionado com as cenas e bombou as redes sociais de comentários e fotos. Horas mais tarde, a verdade por trás do espetáculo bizarro foi revelada. Embora parecesse muito com um animal real, tudo não passava de uma instalação artística criada pelo coletivo belga Capitão Boomer. A escultura gigante media 17 metros e simulava o cheiro de uma baleia morta, com todos os seus detalhes, incluindo o sangue. O projeto foi desenvolvido para aumentar a conscientização sobre o impacto provocado pelos seres humanos no meio ambiente, em todas as espécies, incluindo as baleias.


    Disponível em: http://exame.abril.com.br. Acesso em: 16 ago. 2017 (adaptado).


    Essa notícia tem sua relevância informativa estabelecida ao apresentar um fato inesperado relativo ao(à)

    Escolha uma alternativa para a questão 677dbbb0-7c
  • Linguagens

    Português

    Essas moças tinham o vezo de afirmar o contrário do que desejavam. Notei a singularidade quando principiaram a elogiar o meu paletó cor de macaco. Examinavam-no sérias, achavam o pano e os aviamentos de qualidade superior, o feitio admirável. Envaideci-me: nunca havia reparado em tais vantagens. Mas os gabos se prolongaram, trouxeram-me desconfiança. Percebi afinal que elas zombavam e não me susceptibilizei. Longe disso: achei curiosa aquela maneira de falar pelo avesso, diferente das grosserias a que me habituara. Em geral me diziam com franqueza que a roupa não me assentava no corpo, sobrava nos sovacos.

    RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1994.


    Por meio de recursos linguísticos, os textos mobilizam estratégias para introduzir e retomar ideias, promovendo a progressão do tema. No fragmento transcrito, um novo aspecto do tema é introduzido pela expressão

    Escolha uma alternativa para a questão 677fef83-cb
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I

    Participação feminina em projetos submetidos à Fapesp* 


    Imagem da questão de Português, ENEM 2021, Interpretação de Textos

    Mulheres na ciência. Pesquisa Fapesp, n. 259, set. 2017.


    TEXTO II


       As ações “Meninas Internacionais no Dia das TIC” são comemoradas todos os anos no mundo todo. O evento tem como objetivo criar um ambiente global que capacita e incentiva mulheres jovens a considerar a área crescente de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), permitindo que tanto as profissionais quanto as empresas de tecnologia colham os benefícios de uma maior participação feminina nesse setor.
       Segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT), atualmente existem cerca de 260 milhões de usuárias de internet a menos na comparação com os homens conectados. E, para reverter esse cenário, o evento busca proporcionar atividades de capacitação, além de discutir assuntos factuais sobre o mercado de trabalho.

    Disponível em: www.em.com.br. Acesso em: 21 maio 2018.

    Em ambos os textos, constata-se que a participação das mulheres nas diferentes áreas de conhecimento
    Escolha uma alternativa para a questão 67803b8a-7c
  • Linguagens

    Português

    Instrução: As questões de números 23 a 26 baseiam-se na música da dupla sertaneja Alvarenga e Ranchinho.

    Imagem da questão de Português, UNIFESP 2009, Interpretação de Textos

    Dizer “só no fim do mês recebe” é diferente de “no fim do mês recebe”, pois, no primeiro caso, é flagrante a ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 67813e3e-49
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono. 

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    Quanto ao emprego dos verbos no texto, NÃO é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 678201ea-36
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2017, Interpretação de Textos


    O consumidor do século XXI, chamado de novo consumidor social, tende a se comportar de modo diferente do consumidor tradicional. Pela associação das características apresentadas no diagrama, infere-se que esse novo consumidor sofre influência da

    Escolha uma alternativa para a questão 678299ea-cb
  • Linguagens

    Português

    As cartas de amor

    deveriam ser fechadas

    com a língua.

    Beijadas antes de enviadas.

    Sopradas. Respiradas.

    O esforço do pulmão

    capturado pelo envelope,

    a letra tremendo

    como uma pálpebra.

    Não a cola isenta, neutra,

    mas a espuma, a gentileza,

    a gripe, o contágio.

    Porque a saliva acalma um machucado.

    As cartas de amor

    deveriam ser abertas com os dentes.


    CARPINEJAR, F. Como no céu. Rio de Janeiro: Bertrand Russel, 2005.


    No texto predomina a função poética da linguagem, pois ele registra uma visão imaginária e singularizada de mundo, construída por meio do trabalho estético da linguagem. A função conativa também contribui para esse trabalho na medida em que o enunciador procura

    Escolha uma alternativa para a questão 6782d639-7c
  • Linguagens

    Português

    A língua tupi no Brasil


    Há 300 anos, morar na vila de São Paulo de Piratininga (peixe seco, em tupi) era quase sinônimo de falar língua de índio. Em cada cinco habitantes da cidade, só dois conheciam o português. Por isso, em 1698, o governador da província, Artur de Sá e Meneses, implorou a Portugal que só mandasse padres que soubessem “a língua geral dos índios”, pois “aquela gente não se explica em outro idioma”.

    Derivado do dialeto de São Vicente, o tupi de São Paulo se desenvolveu e se espalhou no século XVII, graças ao isolamento geográfico da cidade e à atividade pouco cristã dos mamelucos paulistas: as bandeiras, expedições ao sertão em busca de escravos índios. Muitos bandeirantes nem sequer falavam o português ou se expressavam mal. Domingos Jorge Velho, o paulista que destruiu o Quilombo dos Palmares em 1694, foi descrito pelo bispo de Pernambuco como “um bárbaro que nem falar sabe”. Em suas andanças, essa gente batizou lugares como Avanhandava (lugar onde o índio corre), Pindamonhangaba (lugar de fazer anzol) e Itu (cachoeira). E acabou inventando uma nova língua.

    “Os escravos dos bandeirantes vinham de mais de 100 tribos diferentes”, conta o historiador e antropólogo John Monteiro, da Universidade Estadual de Campinas. “Isso mudou o tupi paulista, que, além da influência do português, ainda recebia palavras de outros idiomas.” O resultado da mistura ficou conhecido como língua geral do sul, uma espécie de tupi facilitado.

    ÂNGELO, C. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 8 ago. 2012 (adaptado).


    O texto trata de aspectos sócio-históricos da formação linguística nacional. Quanto ao papel do tupi na formação do português brasileiro, depreende-se que essa língua indígena

    Escolha uma alternativa para a questão 6785333c-cb
  • Linguagens

    Literatura

    Leito de folhas verdes


    Brilha a lua no céu, brilham estrelas,

    Correm perfumes no correr da brisa,

    A cujo influxo mágico respira-se

    Um quebranto de amor, melhor que a vida!


    A flor que desabrocha ao romper d’alva

    Um só giro do sol, não mais, vegeta:

    Eu sou aquela flor que espero ainda

    Doce raio do sol que me dê vida.


    DIAS, G. Antologia poética. Rio de Janeiro: Agir, 1979 (fragmento).


    Na perspectiva do Romantismo, a representação feminina espelha concepções expressas no poema pela

    Escolha uma alternativa para a questão 6785ece4-7c
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono. 

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, analise as possibilidades de reescrita do trecho das linhas 04 a 08.

    I. Espalhados pelos ambientes coletivos da cidade, os moradores de rua vivem assim: fazem comida no asfalto, arrumam suas camas, limpam as calçadas, tal como dentro de uma casa.

    I. Ao se espalharem pelos ambientes coletivos da cidade, como se estivessem dentro de uma casa os moradores de rua vivem assim: a fazerem comida no asfalto, arrumando suas camas e limpam as calçadas.

    III. Os moradores de rua vivem assim: espalham-se pelos ambientes coletivos da cidade como dentro de uma casa, fazem comida no asfalto, arrumando suas camas e limpando as calçadas.

    A(s) possibilidade(s) de reescrita que mantém/mantêm o sentido e a correção do texto é/são apenas

    Escolha uma alternativa para a questão 67875000-36
  • Linguagens

    Literatura

    O farrista


    Quando o almirante Cabral

    Pôs as patas no Brasil

    O anjo da guarda dos índios

    Estava passeando em Paris.

    Quando ele voltou de viagem

    O holandês já está aqui.

    O anjo respira alegre:

    “Não faz mal, isto é boa gente,

    Vou arejar outra vez.”

    O anjo transpôs a barra,

    Diz adeus a Pernambuco,

    Faz barulho, vuco-vuco,

    Tal e qual o zepelim

    Mas deu um vento no anjo,

    Ele perdeu a memória...

    E não voltou nunca mais.

    MENDES, M. História do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992.


    A obra de Murilo Mendes situa-se na fase inicial do Modernismo, cujas propostas estéticas transparecem, no poema, por um eu lírico que

    Escolha uma alternativa para a questão 6787fd53-cb
  • Linguagens

    Português

    A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) aprovou o aumento da suspensão de dois para quatro anos em casos de atletas flagrados por doping. Em sincronia com o próximo Código Mundial Antidoping, da Agência Mundial de Doping (WADA), a nova punição entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2015. Até lá, a penalidade continua sendo de dois anos.

    Disponível em: http://globoesporte.com. Acesso em: 15 ago. 2013.

    Com base na decisão da Associação Internacional das Federações de Atletismo, considera-se que as penalidades previstas para esse esporte indicam um(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 67885c8c-7c
  • Linguagens

    Português

    PROPAGANDA — O exame dos textos e mensagens de Propaganda revela que ela apresenta posições parciais, que refletem apenas o pensamento de uma minoria, como se exprimissem, em vez disso, a convicção de uma população; trata-se, no fundo, de convencer o ouvinte ou o leitor de que, em termos de opinião, está fora do caminho certo, e de induzi-lo a aderir às teses que lhes são apresentadas, por um mecanismo bem conhecido da psicologia social, o do conformismo induzido por pressões do grupo sobre o indivíduo isolado.

    BOBBIO, N.; MATTEUCCI, N.; PASQUINO, G. Dicionário de política. Brasília: UnB, 1998 (adaptado).


    De acordo com o texto, as estratégias argumentativas e o uso da linguagem na produção da propaganda favorecem a

    Escolha uma alternativa para a questão 678a9d27-cb