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Questões de Linguagens do ENEM

Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 417 de 950

  • Linguagens

    Português

    Técnicas de atração

    Com a internet, pedófilos criaram uma espécie de passo a passo para atrair crianças. As táticas mais comuns funcionam assim: 


    • Frequentam salas de bate-papo voltadas para o público infantil como se tivessem a idade do grupo, usando apelidos e o vocabulário abreviado das crianças.

    • Conduzem a conversa de modo a levar a vítima para ambientes como o MSN, em que a comunicação deixa de ser pública e se torna particular.

    • Pedem para ser adicionados a sites de relacionamento, como o Orkut, em que geralmente há fotos e informações pessoais da criança.

    • Oferecem créditos para obter o número do celular da vítima. Pedem que seja um segredo entre eles.

    • Oferecem jogos interativos com personagens de desenhos animados ou filmes, que gradativamente ganham conteúdo sexual. Em alguns, heróis de desenhos da TV aparecem em conteúdos sexuais com adultos e em cenas de abuso contra crianças.

    • Passam a enviar fotos e filmes reais de crianças sendo abusadas sexualmente por adultos.

    • Induzem a criança a mostrar o corpo através da webcam, argumentando que “todo mundo faz”. Oferecem presentes, passeios e até viagens para aumentar o grau de exposição.

    • Para forçarem um encontro real com a vítima, ameaçam enviar as imagens capturadas aos pais ou divulgá-las na rede.

    Veja, n. 28, 16 jul. 2008 (adaptado).


    Os textos trazem, por vezes, objetivos implícitos. Quando isso ocorre, inferir tais objetivos é essencial para compreender a mensagem que se deseja transmitir. Os tópicos descritos como Técnicas de atração têm como finalidade

    Escolha uma alternativa para a questão 6f33ec26-64
  • Linguagens

    Português

            A ideia de Brasil como país monolíngue ainda é extremamente veiculada, seja pela escola, seja pelas instituições sociais, políticas ou religiosas, seja pela mídia. A aceitação de um Brasil monolíngue gera um grave problema, “pois na medida em que não se reconhecem os problemas de comunicação entre falantes de diferentes variedades da língua, nada se faz também para resolvê-los” (BORTONI-RICARDO, 1984, p. 9). Paradoxalmente, com tantas referências aos povos indígenas na imprensa devido à comemoração dos “500 anos do Brasil”, ainda nos esquecemos das línguas indígenas. Também não levamos em conta as variantes do português em contato com idiomas estrangeiros nas colônias de imigrantes. Por fim, não são consideradas todas as variantes linguísticas do português, sejam regionais ou sociais. Ainda dá status falar “corretamente”, na ideia ingênua de que a língua dita culta é uma ponte para a ascensão social. Quem não domina a variante padrão é marginalizado(a) e ridicularizado(a): na hora de preencher uma vaga profissional, num concurso vestibular, numa situação de conferência, na escola. Essa variante padrão, no entanto, é reservada a uma ínfima parte da população brasileira (a mesma que detém o poder econômico e político). Não é difícil perceber que o modo de falar “correto” é o dessa elite e que o modo “errado” é vinculado a grupos de desprestígio social. Conforme Marcos Bagno (1999), há no Brasil uma “mitologia” do preconceito linguístico, que prejudica toda a nossa educação e nossa formação como cidadãos para além de um termo teórico.

    RODRIGUES, F. D. Disponível em: www.unicamp.br. Acesso em: 3 set. 2014 (adaptado).


    O texto aborda reflexões referentes à ideia equivocada de monolinguismo e ao preconceito com os diversos falares. A exigência de que todos dominem a norma-padrão da língua como a única possibilidade de uso demonstra que o preconceito não é somente linguístico, mas pode ser ligado à

    Escolha uma alternativa para a questão 6f36a92a-64
  • Linguagens

    Português

    O jornalista deve “contar” os acontecimentos do cotidiano de uma maneira que toda a sociedade entenda, como se estivesse conversando com uma pessoa. É para ela que vai transmitir suas informações. Com essa ideia na cabeça, fica mais fácil escrever um texto que deve ser assimilado instantaneamente por milhões de espectadores.

    PATERNOSTRO, V. Í. O texto na TV: manual de telejornalismo.

    Rio de Janeiro: Campus, 2006 (adaptado).


    Os meios de comunicação procuram formas específicas de se aproximar do seu público-alvo. De acordo com o texto, para cumprir esse objetivo, jornalistas de TV e rádio devem 

    Escolha uma alternativa para a questão 6f3a8c5a-64
  • Linguagens

    Português

    Sistemas de informação e sociedade


            A queda dos custos da tecnologia e a consequente disseminação da informática e das redes de comunicação são elementos básicos para permitir o acesso à informação a amplos setores da comunidade. O aumento do nível de conhecimento fortalece a participação e a produtividade das pessoas. Esta é a transformação essencial que estamos presenciando neste início de século.

    OLIVEIRA, J. P. M. Ciência e Cultura, n. 2, abr. 2003 (adaptado).


    De acordo com o texto, o acesso à informação promove a transformação da sociedade. O principal elemento para a participação das pessoas nas mudanças sociais é

    Escolha uma alternativa para a questão 6f3e49d2-64
  • Linguagens

    Inglês

    How climate change ended world’s first great civilisations
    David Keys
    Monday, 3 March 2014
        The world’s first great civilisations appear to have collapsed because of an ancient episode of climate change – according to new research carried out by scientists and archaeologists. Their investigation demonstrates that the Bronze Age ‘megacities’ of the Indus Valley region of Pakistan and north-west India declined during the 21st and 20th centuries BC and never recovered – because of a dramatic increase in drought conditions. The research, carried out by the University of Cambridge and India’s Banaras Hindu University, reveals that a series of droughts lasting some 200 years hit the Indus Valley zone – and was probably responsible for the rapid decline of the great Bronze Age urban civilisation of that region.
        It’s now thought likely that the droughts at around that time were partly responsible for the collapse not only of the Indus Valley Civilisation, but also of the ancient Akkadian Empire, Old Kingdom Egypt and possibly Early Bronze Age civilisations in Greece. “Our evidence suggests that it was the most intense period of drought – probably due to frequent monsoon failure – in the 5000 year-long period we have examined,” said University of Cambridge Palaeoclimate scientist Professor David Hodell. The scientists studying the collapse of the Indus Valley Civilisation obtained their new evidence from a dried-up lake bed near India’s capital New Delhi which is just 40 miles east of the eastern edge of the Indus Valley Civilisation.
        The Indus Valley ‘megacities’ – some with populations of up to 100,000 – rapidly declined. Populations shrank and the old urban civilisation, which had lasted 500 years, collapsed.
        “Archaeologists get an opportunity to investigate how ancient populations responded to climatic and environmental change,” said University of Cambridge archaeologist, Dr. Cameron Petrie. “For the Indus populations, it looks as though living in large groups became untenable, and it was much more sustainable to live in smaller groups. This is of course a huge simplification of a complex process, but this transformation is the underlying dynamicˮ.
    (www.independent.co.uk. Adaptado.)
    De acordo com o primeiro parágrafo, grandes civilizações da Antiguidade
    Escolha uma alternativa para a questão 6f41d865-b6
  • Linguagens

    Inglês

    How climate change ended world’s first great civilisations
    David Keys
    Monday, 3 March 2014
        The world’s first great civilisations appear to have collapsed because of an ancient episode of climate change – according to new research carried out by scientists and archaeologists. Their investigation demonstrates that the Bronze Age ‘megacities’ of the Indus Valley region of Pakistan and north-west India declined during the 21st and 20th centuries BC and never recovered – because of a dramatic increase in drought conditions. The research, carried out by the University of Cambridge and India’s Banaras Hindu University, reveals that a series of droughts lasting some 200 years hit the Indus Valley zone – and was probably responsible for the rapid decline of the great Bronze Age urban civilisation of that region.
        It’s now thought likely that the droughts at around that time were partly responsible for the collapse not only of the Indus Valley Civilisation, but also of the ancient Akkadian Empire, Old Kingdom Egypt and possibly Early Bronze Age civilisations in Greece. “Our evidence suggests that it was the most intense period of drought – probably due to frequent monsoon failure – in the 5000 year-long period we have examined,” said University of Cambridge Palaeoclimate scientist Professor David Hodell. The scientists studying the collapse of the Indus Valley Civilisation obtained their new evidence from a dried-up lake bed near India’s capital New Delhi which is just 40 miles east of the eastern edge of the Indus Valley Civilisation.
        The Indus Valley ‘megacities’ – some with populations of up to 100,000 – rapidly declined. Populations shrank and the old urban civilisation, which had lasted 500 years, collapsed.
        “Archaeologists get an opportunity to investigate how ancient populations responded to climatic and environmental change,” said University of Cambridge archaeologist, Dr. Cameron Petrie. “For the Indus populations, it looks as though living in large groups became untenable, and it was much more sustainable to live in smaller groups. This is of course a huge simplification of a complex process, but this transformation is the underlying dynamicˮ.
    (www.independent.co.uk. Adaptado.)
    In the excerpt from the second paragraph –– It’s now thought likely that the droughts –, the word likely can be replaced, without changing the meaning of the sentence, by
    Escolha uma alternativa para a questão 6f44df03-b6
  • Linguagens

    Inglês

    How climate change ended world’s first great civilisations
    David Keys
    Monday, 3 March 2014
        The world’s first great civilisations appear to have collapsed because of an ancient episode of climate change – according to new research carried out by scientists and archaeologists. Their investigation demonstrates that the Bronze Age ‘megacities’ of the Indus Valley region of Pakistan and north-west India declined during the 21st and 20th centuries BC and never recovered – because of a dramatic increase in drought conditions. The research, carried out by the University of Cambridge and India’s Banaras Hindu University, reveals that a series of droughts lasting some 200 years hit the Indus Valley zone – and was probably responsible for the rapid decline of the great Bronze Age urban civilisation of that region.
        It’s now thought likely that the droughts at around that time were partly responsible for the collapse not only of the Indus Valley Civilisation, but also of the ancient Akkadian Empire, Old Kingdom Egypt and possibly Early Bronze Age civilisations in Greece. “Our evidence suggests that it was the most intense period of drought – probably due to frequent monsoon failure – in the 5000 year-long period we have examined,” said University of Cambridge Palaeoclimate scientist Professor David Hodell. The scientists studying the collapse of the Indus Valley Civilisation obtained their new evidence from a dried-up lake bed near India’s capital New Delhi which is just 40 miles east of the eastern edge of the Indus Valley Civilisation.
        The Indus Valley ‘megacities’ – some with populations of up to 100,000 – rapidly declined. Populations shrank and the old urban civilisation, which had lasted 500 years, collapsed.
        “Archaeologists get an opportunity to investigate how ancient populations responded to climatic and environmental change,” said University of Cambridge archaeologist, Dr. Cameron Petrie. “For the Indus populations, it looks as though living in large groups became untenable, and it was much more sustainable to live in smaller groups. This is of course a huge simplification of a complex process, but this transformation is the underlying dynamicˮ.
    (www.independent.co.uk. Adaptado.)
    O segundo parágrafo afirma que as civilizações estudadas
    Escolha uma alternativa para a questão 6f48005c-b6
  • Linguagens

    Inglês

    How climate change ended world’s first great civilisations
    David Keys
    Monday, 3 March 2014
        The world’s first great civilisations appear to have collapsed because of an ancient episode of climate change – according to new research carried out by scientists and archaeologists. Their investigation demonstrates that the Bronze Age ‘megacities’ of the Indus Valley region of Pakistan and north-west India declined during the 21st and 20th centuries BC and never recovered – because of a dramatic increase in drought conditions. The research, carried out by the University of Cambridge and India’s Banaras Hindu University, reveals that a series of droughts lasting some 200 years hit the Indus Valley zone – and was probably responsible for the rapid decline of the great Bronze Age urban civilisation of that region.
        It’s now thought likely that the droughts at around that time were partly responsible for the collapse not only of the Indus Valley Civilisation, but also of the ancient Akkadian Empire, Old Kingdom Egypt and possibly Early Bronze Age civilisations in Greece. “Our evidence suggests that it was the most intense period of drought – probably due to frequent monsoon failure – in the 5000 year-long period we have examined,” said University of Cambridge Palaeoclimate scientist Professor David Hodell. The scientists studying the collapse of the Indus Valley Civilisation obtained their new evidence from a dried-up lake bed near India’s capital New Delhi which is just 40 miles east of the eastern edge of the Indus Valley Civilisation.
        The Indus Valley ‘megacities’ – some with populations of up to 100,000 – rapidly declined. Populations shrank and the old urban civilisation, which had lasted 500 years, collapsed.
        “Archaeologists get an opportunity to investigate how ancient populations responded to climatic and environmental change,” said University of Cambridge archaeologist, Dr. Cameron Petrie. “For the Indus populations, it looks as though living in large groups became untenable, and it was much more sustainable to live in smaller groups. This is of course a huge simplification of a complex process, but this transformation is the underlying dynamicˮ.
    (www.independent.co.uk. Adaptado.)
    A palavra megacities na frase do terceiro parágrafo – The Indus Valley ‘megacities’ – some with populations of up to 100,000 – rapidly declined. – aparece entre aspas para indicar que
    Escolha uma alternativa para a questão 6f4c93d4-b6
  • Linguagens

    Inglês

    How climate change ended world’s first great civilisations
    David Keys
    Monday, 3 March 2014
        The world’s first great civilisations appear to have collapsed because of an ancient episode of climate change – according to new research carried out by scientists and archaeologists. Their investigation demonstrates that the Bronze Age ‘megacities’ of the Indus Valley region of Pakistan and north-west India declined during the 21st and 20th centuries BC and never recovered – because of a dramatic increase in drought conditions. The research, carried out by the University of Cambridge and India’s Banaras Hindu University, reveals that a series of droughts lasting some 200 years hit the Indus Valley zone – and was probably responsible for the rapid decline of the great Bronze Age urban civilisation of that region.
        It’s now thought likely that the droughts at around that time were partly responsible for the collapse not only of the Indus Valley Civilisation, but also of the ancient Akkadian Empire, Old Kingdom Egypt and possibly Early Bronze Age civilisations in Greece. “Our evidence suggests that it was the most intense period of drought – probably due to frequent monsoon failure – in the 5000 year-long period we have examined,” said University of Cambridge Palaeoclimate scientist Professor David Hodell. The scientists studying the collapse of the Indus Valley Civilisation obtained their new evidence from a dried-up lake bed near India’s capital New Delhi which is just 40 miles east of the eastern edge of the Indus Valley Civilisation.
        The Indus Valley ‘megacities’ – some with populations of up to 100,000 – rapidly declined. Populations shrank and the old urban civilisation, which had lasted 500 years, collapsed.
        “Archaeologists get an opportunity to investigate how ancient populations responded to climatic and environmental change,” said University of Cambridge archaeologist, Dr. Cameron Petrie. “For the Indus populations, it looks as though living in large groups became untenable, and it was much more sustainable to live in smaller groups. This is of course a huge simplification of a complex process, but this transformation is the underlying dynamicˮ.
    (www.independent.co.uk. Adaptado.)
    The sentence fragment from the last paragraph – living in large groups became untenable – implies that
    Escolha uma alternativa para a questão 6f4fd6f9-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia a tira de Adão Iturrusgarai para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, Faculdade Cultura Inglesa 2014, Interpretação de Textos

    Em relação ao diálogo estabelecido entre as personagens, a crítica apresentada no último quadrinho caracteriza-se por ser
    Escolha uma alternativa para a questão 6f53173e-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia a tira de Adão Iturrusgarai para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, Faculdade Cultura Inglesa 2014, Interpretação de Textos

    No primeiro quadrinho, na fala da personagem, a locução verbal Acabo de lançar expressa uma ação de
    Escolha uma alternativa para a questão 6f562587-b6
  • Linguagens

    Inglês

    INSTRUÇÃO: As questões de números 31 a 35 referem-se ao
    texto seguinte.

    Figura 1 de 3 da questão de Inglês, UNIFESP 2007, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 3 da questão de Inglês, UNIFESP 2007, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 3 de 3 da questão de Inglês, UNIFESP 2007, Interpretação de texto | Reading comprehension

    A única maneira prática de evitar a disseminação do vírus da dengue é por meio de
    Escolha uma alternativa para a questão 6f5a18ae-4d
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2008, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2008, Interpretação de Textos

    A imagem do Coringa no cartaz e sua atitude de vilão moderno, associada aos trechos, revela a
    Escolha uma alternativa para a questão 6f664f8b-6f
  • Linguagens

    Português

        _____________muito desgaste nas últimas décadas, os fados voltam a sorrir para a família real britânica.

    _____________se comemoravam os 60 anos da coroação de Elizabeth 2.ª quando o nascimento de seu bisneto George Alexander Louis, filho do duque e da duquesa de Cambridge, permitiu que às pompas do jubileu se sucedesse nova fase, agora de derretimentos e fofuras.

        Com uma função afetiva que oscila entre a de símbolo patriótico e a de mascote doméstico, a família real atende às pressões contraditórias de um mundo _____________ fronteiras econômicas se dissolvem e barreiras de classe, raça ou nacionalidade permanecem.

        As origens familiares de Kate Middleton decerto se encaixam nesse contexto.

    (Folha de S.Paulo, 28.07.2013. Adaptado.)

    Na última frase do texto, o termo decerto significa
    Escolha uma alternativa para a questão 6f6bdf63-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o final do conto A causa secreta, de Machado de Assis, para responder à questão.
        Fortunato saiu, foi deitar-se no sofá da saleta contígua, e adormeceu logo. Vinte minutos depois acordou, quis dormir outra vez, cochilou alguns minutos, até que se levantou e voltou à sala. Caminhava nas pontas dos pés para não acordar a parenta, que dormia perto. Chegando à porta, estacou assombrado.
        Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero. Não tinha ciúmes, note-se; a natureza compô-lo de maneira que lhe não deu ciúmes nem inveja, mas dera-lhe vaidade, que não é menos cativa ao ressentimento. Olhou assombrado, mordendo os beiços.
        Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver; mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.
    (Contos escolhidos, 1994.)
    O narrador relata que Fortunato, ao chegar à porta, estacou assombrado. Isso ocorreu porque este
    Escolha uma alternativa para a questão 6f6ef30e-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho inicial de um artigo do livro Bilhões e bilhões do astrônomo e divulgador científico Carl Sagan (1934-1996) para responder à questão.

    O tabuleiro de xadrez persa
        
      Segundo o modo como ouvi pela primeira vez a história, aconteceu na Pérsia antiga. Mas podia ter sido na Índia ou até na China. De qualquer forma, aconteceu há muito tempo. O grão-vizir, o principal conselheiro do rei, tinha inventado um novo jogo. Era jogado com peças móveis sobre um tabuleiro quadrado que consistia em 64 quadrados vermelhos e pretos. A peça mais importante era o rei. A segunda peça mais importante era o grão-vizir – exatamente o que se esperaria de um jogo inventado por um grão-vizir. O objetivo era capturar o rei inimigo e, por isso, o jogo era chamado, em persa, shahmat – shah para rei, mat para morto. Morte ao rei. Em russo, é ainda chamado shakhmat. Expressão que talvez transmita um remanescente sentimento revolucionário. Até em inglês, há um eco desse nome – o lance final é chamado checkmate (xeque-mate). O jogo, claro, é o xadrez. Ao longo do tempo, as peças, seus movimentos, as regras do jogo, tudo evoluiu. Por exemplo, já não existe um grão-vizir – que se metamorfoseou numa rainha, com poderes muito mais terríveis.
        A razão de um rei se deliciar com a invenção de um jogo chamado “Morte ao rei” é um mistério. Mas reza a história que ele ficou tão encantado que mandou o grão-vizir determinar sua própria recompensa por ter criado uma invenção tão magnífica. O grão-vizir tinha a resposta na ponta da língua: era um homem modesto, disse ao xá. Desejava apenas uma recompensa simples. Apontando as oito colunas e as oito filas de quadrados no tabuleiro que tinha inventado, pediu que lhe fosse dado um único grão de trigo no primeiro quadrado, o dobro dessa quantia no segundo, o dobro dessa quantia no terceiro e assim por diante, até que cada quadrado tivesse o seu complemento de trigo. Não, protestou o rei, era uma recompensa demasiado modesta para uma invenção tão importante. Ofereceu joias, dançarinas, palácios. Mas o grão-vizir, com os olhos apropriadamente baixos, recusou todas as ofertas. Só desejava pequenos montes de trigo. Assim, admirando-se secretamente da humildade e comedimento de seu conselheiro, o rei consentiu.
        No entanto, quando o mestre do Celeiro Real começou a contar os grãos, o rei se viu diante de uma surpresa desagradável. O número de grãos começa bem pequeno: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024... mas quando se chega ao 64o quadrado, o número se torna colossal, esmagador. Na realidade, o número é quase 18,5 quintilhões*. Talvez o grão-vizir estivesse fazendo uma dieta rica em fibras.
        Quanto pesam 18,5 quintilhões de grãos de trigo? Se cada grão tivesse o tamanho de um milímetro, todos os grãos juntos pesariam cerca de 75 bilhões de toneladas métricas, o que é muito mais do que poderia ser armazenado nos celeiros do xá. Na verdade, esse número equivale a cerca de 150 anos da produção de trigo mundial no presente. O relato do que aconteceu a seguir não chegou até nós. Se o rei, inadimplente, culpando-se pela falta de atenção nos seus estudos de aritmética, entregou o reino ao vizir, ou se o último experimentou as aflições de um novo jogo chamado vizirmat, não temos o privilégio de saber.

    *1 quintilhão = 1 000 000 000 000 000 000 = 1018. Para se contar esse número a partir de 0 (um número por segundo, dia e noite), seriam necessários 32 bilhões de anos (mais tempo do que a idade do universo).

    (Carl Sagan. Bilhões e bilhões, 2008. Adaptado.)
    Por ser um artigo de divulgação científica, o texto apresenta uma linguagem
    Escolha uma alternativa para a questão 6f6f8069-06
  • Linguagens

    Português

    Leia o final do conto A causa secreta, de Machado de Assis, para responder à questão.
        Fortunato saiu, foi deitar-se no sofá da saleta contígua, e adormeceu logo. Vinte minutos depois acordou, quis dormir outra vez, cochilou alguns minutos, até que se levantou e voltou à sala. Caminhava nas pontas dos pés para não acordar a parenta, que dormia perto. Chegando à porta, estacou assombrado.
        Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero. Não tinha ciúmes, note-se; a natureza compô-lo de maneira que lhe não deu ciúmes nem inveja, mas dera-lhe vaidade, que não é menos cativa ao ressentimento. Olhou assombrado, mordendo os beiços.
        Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver; mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.
    (Contos escolhidos, 1994.)
    A última frase do texto – […] saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa. – revela, por meio de
    Escolha uma alternativa para a questão 6f72eca2-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho inicial de um artigo do livro Bilhões e bilhões do astrônomo e divulgador científico Carl Sagan (1934-1996) para responder à questão.

    O tabuleiro de xadrez persa
        
      Segundo o modo como ouvi pela primeira vez a história, aconteceu na Pérsia antiga. Mas podia ter sido na Índia ou até na China. De qualquer forma, aconteceu há muito tempo. O grão-vizir, o principal conselheiro do rei, tinha inventado um novo jogo. Era jogado com peças móveis sobre um tabuleiro quadrado que consistia em 64 quadrados vermelhos e pretos. A peça mais importante era o rei. A segunda peça mais importante era o grão-vizir – exatamente o que se esperaria de um jogo inventado por um grão-vizir. O objetivo era capturar o rei inimigo e, por isso, o jogo era chamado, em persa, shahmat – shah para rei, mat para morto. Morte ao rei. Em russo, é ainda chamado shakhmat. Expressão que talvez transmita um remanescente sentimento revolucionário. Até em inglês, há um eco desse nome – o lance final é chamado checkmate (xeque-mate). O jogo, claro, é o xadrez. Ao longo do tempo, as peças, seus movimentos, as regras do jogo, tudo evoluiu. Por exemplo, já não existe um grão-vizir – que se metamorfoseou numa rainha, com poderes muito mais terríveis.
        A razão de um rei se deliciar com a invenção de um jogo chamado “Morte ao rei” é um mistério. Mas reza a história que ele ficou tão encantado que mandou o grão-vizir determinar sua própria recompensa por ter criado uma invenção tão magnífica. O grão-vizir tinha a resposta na ponta da língua: era um homem modesto, disse ao xá. Desejava apenas uma recompensa simples. Apontando as oito colunas e as oito filas de quadrados no tabuleiro que tinha inventado, pediu que lhe fosse dado um único grão de trigo no primeiro quadrado, o dobro dessa quantia no segundo, o dobro dessa quantia no terceiro e assim por diante, até que cada quadrado tivesse o seu complemento de trigo. Não, protestou o rei, era uma recompensa demasiado modesta para uma invenção tão importante. Ofereceu joias, dançarinas, palácios. Mas o grão-vizir, com os olhos apropriadamente baixos, recusou todas as ofertas. Só desejava pequenos montes de trigo. Assim, admirando-se secretamente da humildade e comedimento de seu conselheiro, o rei consentiu.
        No entanto, quando o mestre do Celeiro Real começou a contar os grãos, o rei se viu diante de uma surpresa desagradável. O número de grãos começa bem pequeno: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024... mas quando se chega ao 64o quadrado, o número se torna colossal, esmagador. Na realidade, o número é quase 18,5 quintilhões*. Talvez o grão-vizir estivesse fazendo uma dieta rica em fibras.
        Quanto pesam 18,5 quintilhões de grãos de trigo? Se cada grão tivesse o tamanho de um milímetro, todos os grãos juntos pesariam cerca de 75 bilhões de toneladas métricas, o que é muito mais do que poderia ser armazenado nos celeiros do xá. Na verdade, esse número equivale a cerca de 150 anos da produção de trigo mundial no presente. O relato do que aconteceu a seguir não chegou até nós. Se o rei, inadimplente, culpando-se pela falta de atenção nos seus estudos de aritmética, entregou o reino ao vizir, ou se o último experimentou as aflições de um novo jogo chamado vizirmat, não temos o privilégio de saber.

    *1 quintilhão = 1 000 000 000 000 000 000 = 1018. Para se contar esse número a partir de 0 (um número por segundo, dia e noite), seriam necessários 32 bilhões de anos (mais tempo do que a idade do universo).

    (Carl Sagan. Bilhões e bilhões, 2008. Adaptado.)
    No artigo, o recurso à ironia está bem exemplificado em:
    Escolha uma alternativa para a questão 6f7721ac-06
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o final do conto A causa secreta, de Machado de Assis, para responder à questão.
        Fortunato saiu, foi deitar-se no sofá da saleta contígua, e adormeceu logo. Vinte minutos depois acordou, quis dormir outra vez, cochilou alguns minutos, até que se levantou e voltou à sala. Caminhava nas pontas dos pés para não acordar a parenta, que dormia perto. Chegando à porta, estacou assombrado.
        Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero. Não tinha ciúmes, note-se; a natureza compô-lo de maneira que lhe não deu ciúmes nem inveja, mas dera-lhe vaidade, que não é menos cativa ao ressentimento. Olhou assombrado, mordendo os beiços.
        Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver; mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.
    (Contos escolhidos, 1994.)
    Uma característica da literatura realista presente no conto é
    Escolha uma alternativa para a questão 6f77c2cd-b6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos 2021, Interpretação de Textos

    DUKE. Disponível em: www.otempo.com.br. Acesso em: 31 ago. 2014.


    A característica da sociedade contemporânea abordada na imagem é o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 6f7a264d-64