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Questões de Linguagens do ENEM

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  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 717 de 950

  • Linguagens

    Português

    Texto 2


    Um dos maiores mitos propagados por aí é o de que dois raios não caem no mesmo lugar. Mas não dê ouvidos a tudo o que lhe dizem. Em áreas de grande incidência, podem cair não somente dois, mas diversos raios. Prova disso é o Cristo Redentor, agraciado por seis raios por ano, em média, de acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). E o Empire State Building, em Nova York, que recebe 25 descargas, sendo que já aconteceu de o topo do prédio ser atingido oito vezes em apenas oito minutos.
    A chance de uma pessoa ser atingida diretamente por um raio é muito baixa, em termos estatísticos: é menor do que um para um milhão. O que não é motivo para baixar a guarda. Se você estiver em uma área descampada (como uma praia ou campo de futebol) durante uma tempestade forte, a probabilidade é bem maior: de um para mil. Isso porque o seu corpo acaba se transformando em para-raios nessas situações.
    Raios são descargas elétricas de grande intensidade que conectam as nuvens de tempestade e o solo. Ou seja: para que eles ocorram, é necessário haver uma nuvem carregada de partículas com carga negativa (geradas pelo choque das partículas de gelo) e um solo repleto de partículas com carga positiva. Como os campos elétricos costumam se acumular em extremidades, não é de se estranhar que arranha-céus, monumentos pontiagudos, copas de árvores e cabeças sejam mais vulneráveis.
    É bom lembrar que relâmpago é o nome genérico que se dá às descargas elétricas, mas os raios são só os que se conectam ao solo. E o trovão? É o som produzido pelo ar que se aquece e se expande rapidamente na região em que circula a corrente elétrica do raio.
    http://noticias.uol.com.br/ciencia/
    O texto 2 que serve de base para esta prova é classificado como informativo; a característica que NÃO marca geralmente esse tipo de texto é:
    Escolha uma alternativa para a questão c460e507-e3
  • Linguagens

    Literatura

    Um ponto a se destacar em Vaqueiros e viscondes é a vida afetivo-sexual dos personagens, como o Visconde de Parnaíba, sobre quem podemos afirmar o seguinte.
    Escolha uma alternativa para a questão c46194f4-b5
  • Linguagens

    Português

    Texto 2


    Um dos maiores mitos propagados por aí é o de que dois raios não caem no mesmo lugar. Mas não dê ouvidos a tudo o que lhe dizem. Em áreas de grande incidência, podem cair não somente dois, mas diversos raios. Prova disso é o Cristo Redentor, agraciado por seis raios por ano, em média, de acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). E o Empire State Building, em Nova York, que recebe 25 descargas, sendo que já aconteceu de o topo do prédio ser atingido oito vezes em apenas oito minutos.
    A chance de uma pessoa ser atingida diretamente por um raio é muito baixa, em termos estatísticos: é menor do que um para um milhão. O que não é motivo para baixar a guarda. Se você estiver em uma área descampada (como uma praia ou campo de futebol) durante uma tempestade forte, a probabilidade é bem maior: de um para mil. Isso porque o seu corpo acaba se transformando em para-raios nessas situações.
    Raios são descargas elétricas de grande intensidade que conectam as nuvens de tempestade e o solo. Ou seja: para que eles ocorram, é necessário haver uma nuvem carregada de partículas com carga negativa (geradas pelo choque das partículas de gelo) e um solo repleto de partículas com carga positiva. Como os campos elétricos costumam se acumular em extremidades, não é de se estranhar que arranha-céus, monumentos pontiagudos, copas de árvores e cabeças sejam mais vulneráveis.
    É bom lembrar que relâmpago é o nome genérico que se dá às descargas elétricas, mas os raios são só os que se conectam ao solo. E o trovão? É o som produzido pelo ar que se aquece e se expande rapidamente na região em que circula a corrente elétrica do raio.
    http://noticias.uol.com.br/ciencia/
    “É bom lembrar que relâmpago é o nome genérico que se dá às descargas elétricas, mas os raios são só os que se conectam ao solo. E o trovão? É o som produzido pelo ar que se aquece e se expande rapidamente na região em que circula a corrente elétrica do raio.” Este último parágrafo do texto 2 se preocupa em:
    Escolha uma alternativa para a questão c4645219-e3
  • Linguagens

    Literatura

    Vaqueiros e viscondes é um romance escrito em terceira pessoa. Como romance histórico, baseado em fatos reais, ele encerra algumas particularidades, entre as quais podemos afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão c464a25f-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UFT 2010, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Read the following affirmatives:

    I. “Websters „spelling books” are books that you can access on the Internet to help you with the spelling of words.

    II. The spelling of the word “colour” in British English is correct while the spelling of the word “color” in American English is wrong.

    III. The word “bea” means, at the same time, a four winged insect that produces honey, and a special kind of spelling competition.

    IV. Italian and Spanish words are relatively easy to spell because these languages are phonetic while English is not.

    Considering the text, it is CORRECT to state that:
    Escolha uma alternativa para a questão c46501ae-6d
  • Linguagens

    Literatura

    Ainda sobre José Expedito de Carvalho Rêgo, sabemos que, além de escrever Vaqueiros e viscondes, foi autor de muitas outras obras, tanto no gênero romance quanto no gênero teatral. Dentre as obras abaixo, qual podemos apontar como de sua autoria?
    Escolha uma alternativa para a questão c4680d9d-b5
  • Linguagens

    Português

    Texto 3


    que da vida não se descreve...
    Eu me recordo daquele dia. O professor de redação me desafiou a descrever o sabor da laranja. Era dia de prova e o desafio valeria como avaliação final. Eu fiquei paralisado por um bom tempo, sem que nada fosse registrado no papel. Tudo o que eu sabia sobre o gosto da laranja não podia ser traduzido para o universo das palavras. Era um sabor sem saber, como se o aprimorado do gosto não pertencesse ao tortuoso discurso da epistemologia e suas definições tão exatas. Diante da página em branco eu visitava minhas lembranças felizes, quando na mais tenra infância eu via meu pai chegar em sua bicicleta Monark, trazendo na garupa um imenso saco de laranjas. A cena era tão concreta dentro de mim, que eu podia sentir a felicidade em seu odor cítrico e nuanças alaranjadas. A vida feliz, parte miúda de um tempo imenso; alegrias alojadas em gomos caudalosos, abraçados como se fossem grandes amigos, filhos gerados em movimento único de nascer. Tudo era meu; tudo já era sabido, porque já sentido. Mas como transpor esta distância entre o que sei, porque senti, para o que ainda não sei dizer do que já senti? Como falar do sabor da laranja, mas sem com ele ser injusto, tornando-o menor, esmagando-o, reduzindo-o ao bagaço de minha parca literatura?
    Não hesitei. Na imensa folha em branco registrei uma única frase. "Sobre o sabor eu não sei dizer. Eu só sei sentir!" Eu nunca mais pude esquecer aquele dia. A experiência foi reveladora. Eu gosto de laranja, mas até hoje ainda me sinto inapto para descrever o seu gosto. O que dele experimento pertence à ordem das coisas inatingíveis. Metafísica dos sabores? Pode ser...
    O interessante é que a laranja se desdobra em inúmeras realidades. Vez em quando, eu me pego diante da vida sofrendo a mesma angústia daquele dia. O que posso falar sobre o que sinto? Qual é a palavra que pode alcançar, de maneira eficaz, a natureza metafísica dos meus afetos? O que posso responder ao terapeuta, no momento em que me pede para descrever o que estou sentindo? Há palavras que possam alcançar as raízes de nossas angústias?
    Não sei. Prefiro permanecer no silêncio da contemplação. É sacral o que sinto, assim como também está revestido de sacralidade o sabor que experimento. Sabores e saberes são rimas preciosas, mas não são realidades que sobrevivem à superfície.
    Querer a profundidade das coisas é um jeito sábio de resolver os conflitos. Muitos sofrimentos nascem e são alimentados a partir de perguntas idiotas.
    Quero aprender a perguntar menos. Eu espero ansioso por este dia. Quero descobrir a graça de sorrir diante de tudo o que ainda não sei. Quero que a matriz de minhas alegrias seja o que da vida não se descreve...
    Extraído: http://pensador.uol.com.br/textos_reflexivos_para_o_professor/ 
    A ideia central propagada no texto 3 é:
    Escolha uma alternativa para a questão c4688f84-e3
  • Linguagens

    Literatura

    Francisco Pereira da Silva e José Expedito de Carvalho Rêgo e H. Dobal são três autores piauienses que escreveram obras literárias em vários gêneros. Qual dos gêneros abaixo não está contemplado nas obras desses autores?
    Escolha uma alternativa para a questão c46bd4d3-b5
  • Linguagens

    Português

    Texto 3


    que da vida não se descreve...
    Eu me recordo daquele dia. O professor de redação me desafiou a descrever o sabor da laranja. Era dia de prova e o desafio valeria como avaliação final. Eu fiquei paralisado por um bom tempo, sem que nada fosse registrado no papel. Tudo o que eu sabia sobre o gosto da laranja não podia ser traduzido para o universo das palavras. Era um sabor sem saber, como se o aprimorado do gosto não pertencesse ao tortuoso discurso da epistemologia e suas definições tão exatas. Diante da página em branco eu visitava minhas lembranças felizes, quando na mais tenra infância eu via meu pai chegar em sua bicicleta Monark, trazendo na garupa um imenso saco de laranjas. A cena era tão concreta dentro de mim, que eu podia sentir a felicidade em seu odor cítrico e nuanças alaranjadas. A vida feliz, parte miúda de um tempo imenso; alegrias alojadas em gomos caudalosos, abraçados como se fossem grandes amigos, filhos gerados em movimento único de nascer. Tudo era meu; tudo já era sabido, porque já sentido. Mas como transpor esta distância entre o que sei, porque senti, para o que ainda não sei dizer do que já senti? Como falar do sabor da laranja, mas sem com ele ser injusto, tornando-o menor, esmagando-o, reduzindo-o ao bagaço de minha parca literatura?
    Não hesitei. Na imensa folha em branco registrei uma única frase. "Sobre o sabor eu não sei dizer. Eu só sei sentir!" Eu nunca mais pude esquecer aquele dia. A experiência foi reveladora. Eu gosto de laranja, mas até hoje ainda me sinto inapto para descrever o seu gosto. O que dele experimento pertence à ordem das coisas inatingíveis. Metafísica dos sabores? Pode ser...
    O interessante é que a laranja se desdobra em inúmeras realidades. Vez em quando, eu me pego diante da vida sofrendo a mesma angústia daquele dia. O que posso falar sobre o que sinto? Qual é a palavra que pode alcançar, de maneira eficaz, a natureza metafísica dos meus afetos? O que posso responder ao terapeuta, no momento em que me pede para descrever o que estou sentindo? Há palavras que possam alcançar as raízes de nossas angústias?
    Não sei. Prefiro permanecer no silêncio da contemplação. É sacral o que sinto, assim como também está revestido de sacralidade o sabor que experimento. Sabores e saberes são rimas preciosas, mas não são realidades que sobrevivem à superfície.
    Querer a profundidade das coisas é um jeito sábio de resolver os conflitos. Muitos sofrimentos nascem e são alimentados a partir de perguntas idiotas.
    Quero aprender a perguntar menos. Eu espero ansioso por este dia. Quero descobrir a graça de sorrir diante de tudo o que ainda não sei. Quero que a matriz de minhas alegrias seja o que da vida não se descreve...
    Extraído: http://pensador.uol.com.br/textos_reflexivos_para_o_professor/ 
    Assinale a alternativa CORRETA sobre o texto 3.
    Escolha uma alternativa para a questão c46cedff-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1 

     Toms Shoes make it a Christmas to

    remember in Argentina


    The ethical fashion brand, founded four years ago by L.A entrepreneur, Blake Mycoskie, 34 has just given away its millionth pair of shoes in a bid to make a difference to the lives of poverty stricken children around the world.

    Toms Shoes is based on a simple philosophy, for every pair of shoes it sells on the high street, it gives away a pair to a child in need.

    ‘When I arrived in Buenos Aires four years ago, I was shocked by the level of poverty I saw and the number of children running around barefoot. I wanted to do something to help,” says Blake. “Four years on we sell our shoes all over America and Europe and distribute free shoes to kids everywhere from South America and Haiti to Ethiopia. Coming back to Argentina was really special.’ Argentina may conjure up romantic images of tango clubs and polo matches but over a quarter of the population live in poverty here with a shocking one in ten surviving on less than a dollar a day.

    Typically a child might share one pair of shoes with several siblings meaning their tiny feet are usually calloused and rough by the tender age of five or their toes twisted and bent from wearing ill-fitting shoes.

    Toms Shoes has now become something of a movement rather than a business and with a host of designers on board the brand has acquired an array of celebrity fans from Demi Moore to Keira Knightly. Even Bill Clinton has a pair.

    Adaptado de:

    http://www.marieclaire.co.uk/news/lifestyle/504822/toms-shoesmake-it-a-christmas-to-remember-in-argentina.html (7/11/2010)


    Answer the follow question based on Text 1. 

    Toms Shoes’ philosophy is aimed at 


    Escolha uma alternativa para a questão c46f1704-b5
  • Linguagens

    Português

    Texto 3


    que da vida não se descreve...
    Eu me recordo daquele dia. O professor de redação me desafiou a descrever o sabor da laranja. Era dia de prova e o desafio valeria como avaliação final. Eu fiquei paralisado por um bom tempo, sem que nada fosse registrado no papel. Tudo o que eu sabia sobre o gosto da laranja não podia ser traduzido para o universo das palavras. Era um sabor sem saber, como se o aprimorado do gosto não pertencesse ao tortuoso discurso da epistemologia e suas definições tão exatas. Diante da página em branco eu visitava minhas lembranças felizes, quando na mais tenra infância eu via meu pai chegar em sua bicicleta Monark, trazendo na garupa um imenso saco de laranjas. A cena era tão concreta dentro de mim, que eu podia sentir a felicidade em seu odor cítrico e nuanças alaranjadas. A vida feliz, parte miúda de um tempo imenso; alegrias alojadas em gomos caudalosos, abraçados como se fossem grandes amigos, filhos gerados em movimento único de nascer. Tudo era meu; tudo já era sabido, porque já sentido. Mas como transpor esta distância entre o que sei, porque senti, para o que ainda não sei dizer do que já senti? Como falar do sabor da laranja, mas sem com ele ser injusto, tornando-o menor, esmagando-o, reduzindo-o ao bagaço de minha parca literatura?
    Não hesitei. Na imensa folha em branco registrei uma única frase. "Sobre o sabor eu não sei dizer. Eu só sei sentir!" Eu nunca mais pude esquecer aquele dia. A experiência foi reveladora. Eu gosto de laranja, mas até hoje ainda me sinto inapto para descrever o seu gosto. O que dele experimento pertence à ordem das coisas inatingíveis. Metafísica dos sabores? Pode ser...
    O interessante é que a laranja se desdobra em inúmeras realidades. Vez em quando, eu me pego diante da vida sofrendo a mesma angústia daquele dia. O que posso falar sobre o que sinto? Qual é a palavra que pode alcançar, de maneira eficaz, a natureza metafísica dos meus afetos? O que posso responder ao terapeuta, no momento em que me pede para descrever o que estou sentindo? Há palavras que possam alcançar as raízes de nossas angústias?
    Não sei. Prefiro permanecer no silêncio da contemplação. É sacral o que sinto, assim como também está revestido de sacralidade o sabor que experimento. Sabores e saberes são rimas preciosas, mas não são realidades que sobrevivem à superfície.
    Querer a profundidade das coisas é um jeito sábio de resolver os conflitos. Muitos sofrimentos nascem e são alimentados a partir de perguntas idiotas.
    Quero aprender a perguntar menos. Eu espero ansioso por este dia. Quero descobrir a graça de sorrir diante de tudo o que ainda não sei. Quero que a matriz de minhas alegrias seja o que da vida não se descreve...
    Extraído: http://pensador.uol.com.br/textos_reflexivos_para_o_professor/ 
    “O seu coração é uma casa de portas abertas, Amigo, você é o mais certo nas horas incertas.”
    (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

    Sobre o fragmento da letra da música acima, marque a alternativa que contém, na sequência, as duas figuras de linguagem presentes nele:
    Escolha uma alternativa para a questão c4704d3c-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1 

     Toms Shoes make it a Christmas to

    remember in Argentina


    The ethical fashion brand, founded four years ago by L.A entrepreneur, Blake Mycoskie, 34 has just given away its millionth pair of shoes in a bid to make a difference to the lives of poverty stricken children around the world.

    Toms Shoes is based on a simple philosophy, for every pair of shoes it sells on the high street, it gives away a pair to a child in need.

    ‘When I arrived in Buenos Aires four years ago, I was shocked by the level of poverty I saw and the number of children running around barefoot. I wanted to do something to help,” says Blake. “Four years on we sell our shoes all over America and Europe and distribute free shoes to kids everywhere from South America and Haiti to Ethiopia. Coming back to Argentina was really special.’ Argentina may conjure up romantic images of tango clubs and polo matches but over a quarter of the population live in poverty here with a shocking one in ten surviving on less than a dollar a day.

    Typically a child might share one pair of shoes with several siblings meaning their tiny feet are usually calloused and rough by the tender age of five or their toes twisted and bent from wearing ill-fitting shoes.

    Toms Shoes has now become something of a movement rather than a business and with a host of designers on board the brand has acquired an array of celebrity fans from Demi Moore to Keira Knightly. Even Bill Clinton has a pair.

    Adaptado de:

    http://www.marieclaire.co.uk/news/lifestyle/504822/toms-shoesmake-it-a-christmas-to-remember-in-argentina.html (7/11/2010)


    Answer the follow question based on Text 1. 

    One can infer from Blake’s actions that


    Escolha uma alternativa para a questão c4721c1b-b5
  • Linguagens

    Português

    Texto 3


    que da vida não se descreve...
    Eu me recordo daquele dia. O professor de redação me desafiou a descrever o sabor da laranja. Era dia de prova e o desafio valeria como avaliação final. Eu fiquei paralisado por um bom tempo, sem que nada fosse registrado no papel. Tudo o que eu sabia sobre o gosto da laranja não podia ser traduzido para o universo das palavras. Era um sabor sem saber, como se o aprimorado do gosto não pertencesse ao tortuoso discurso da epistemologia e suas definições tão exatas. Diante da página em branco eu visitava minhas lembranças felizes, quando na mais tenra infância eu via meu pai chegar em sua bicicleta Monark, trazendo na garupa um imenso saco de laranjas. A cena era tão concreta dentro de mim, que eu podia sentir a felicidade em seu odor cítrico e nuanças alaranjadas. A vida feliz, parte miúda de um tempo imenso; alegrias alojadas em gomos caudalosos, abraçados como se fossem grandes amigos, filhos gerados em movimento único de nascer. Tudo era meu; tudo já era sabido, porque já sentido. Mas como transpor esta distância entre o que sei, porque senti, para o que ainda não sei dizer do que já senti? Como falar do sabor da laranja, mas sem com ele ser injusto, tornando-o menor, esmagando-o, reduzindo-o ao bagaço de minha parca literatura?
    Não hesitei. Na imensa folha em branco registrei uma única frase. "Sobre o sabor eu não sei dizer. Eu só sei sentir!" Eu nunca mais pude esquecer aquele dia. A experiência foi reveladora. Eu gosto de laranja, mas até hoje ainda me sinto inapto para descrever o seu gosto. O que dele experimento pertence à ordem das coisas inatingíveis. Metafísica dos sabores? Pode ser...
    O interessante é que a laranja se desdobra em inúmeras realidades. Vez em quando, eu me pego diante da vida sofrendo a mesma angústia daquele dia. O que posso falar sobre o que sinto? Qual é a palavra que pode alcançar, de maneira eficaz, a natureza metafísica dos meus afetos? O que posso responder ao terapeuta, no momento em que me pede para descrever o que estou sentindo? Há palavras que possam alcançar as raízes de nossas angústias?
    Não sei. Prefiro permanecer no silêncio da contemplação. É sacral o que sinto, assim como também está revestido de sacralidade o sabor que experimento. Sabores e saberes são rimas preciosas, mas não são realidades que sobrevivem à superfície.
    Querer a profundidade das coisas é um jeito sábio de resolver os conflitos. Muitos sofrimentos nascem e são alimentados a partir de perguntas idiotas.
    Quero aprender a perguntar menos. Eu espero ansioso por este dia. Quero descobrir a graça de sorrir diante de tudo o que ainda não sei. Quero que a matriz de minhas alegrias seja o que da vida não se descreve...
    Extraído: http://pensador.uol.com.br/textos_reflexivos_para_o_professor/ 
    “Como não se viam há algum tempo, logo que se encontraram no trânsito, os amigos ficaram felizes e puderam conversar um pouco.”

    Considerando as palavras sublinhadas no fragmento acima, indique a alternativa que contém a relação semântica, na sequência, de cada uma delas: 
    Escolha uma alternativa para a questão c4740479-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1 

     Toms Shoes make it a Christmas to

    remember in Argentina


    The ethical fashion brand, founded four years ago by L.A entrepreneur, Blake Mycoskie, 34 has just given away its millionth pair of shoes in a bid to make a difference to the lives of poverty stricken children around the world.

    Toms Shoes is based on a simple philosophy, for every pair of shoes it sells on the high street, it gives away a pair to a child in need.

    ‘When I arrived in Buenos Aires four years ago, I was shocked by the level of poverty I saw and the number of children running around barefoot. I wanted to do something to help,” says Blake. “Four years on we sell our shoes all over America and Europe and distribute free shoes to kids everywhere from South America and Haiti to Ethiopia. Coming back to Argentina was really special.’ Argentina may conjure up romantic images of tango clubs and polo matches but over a quarter of the population live in poverty here with a shocking one in ten surviving on less than a dollar a day.

    Typically a child might share one pair of shoes with several siblings meaning their tiny feet are usually calloused and rough by the tender age of five or their toes twisted and bent from wearing ill-fitting shoes.

    Toms Shoes has now become something of a movement rather than a business and with a host of designers on board the brand has acquired an array of celebrity fans from Demi Moore to Keira Knightly. Even Bill Clinton has a pair.

    Adaptado de:

    http://www.marieclaire.co.uk/news/lifestyle/504822/toms-shoesmake-it-a-christmas-to-remember-in-argentina.html (7/11/2010)


    Answer the follow question based on Text 1. 

    Blake acknowledges that 

    Escolha uma alternativa para a questão c475a04d-b5
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do trecho abaixo.


    Em Terras do Sem-Fim, Jorge Amado narra as lutas que ocorreram ........ pelas terras da mata do Sequeiro Grande, fértil região próxima a ........: Horácio Silveira e seus seguidores disputaram, ........, com o clã Badaró.
    Escolha uma alternativa para a questão c477ef1a-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1 

     Toms Shoes make it a Christmas to

    remember in Argentina


    The ethical fashion brand, founded four years ago by L.A entrepreneur, Blake Mycoskie, 34 has just given away its millionth pair of shoes in a bid to make a difference to the lives of poverty stricken children around the world.

    Toms Shoes is based on a simple philosophy, for every pair of shoes it sells on the high street, it gives away a pair to a child in need.

    ‘When I arrived in Buenos Aires four years ago, I was shocked by the level of poverty I saw and the number of children running around barefoot. I wanted to do something to help,” says Blake. “Four years on we sell our shoes all over America and Europe and distribute free shoes to kids everywhere from South America and Haiti to Ethiopia. Coming back to Argentina was really special.’ Argentina may conjure up romantic images of tango clubs and polo matches but over a quarter of the population live in poverty here with a shocking one in ten surviving on less than a dollar a day.

    Typically a child might share one pair of shoes with several siblings meaning their tiny feet are usually calloused and rough by the tender age of five or their toes twisted and bent from wearing ill-fitting shoes.

    Toms Shoes has now become something of a movement rather than a business and with a host of designers on board the brand has acquired an array of celebrity fans from Demi Moore to Keira Knightly. Even Bill Clinton has a pair.

    Adaptado de:

    http://www.marieclaire.co.uk/news/lifestyle/504822/toms-shoesmake-it-a-christmas-to-remember-in-argentina.html (7/11/2010)


    Answer the follow question based on Text 1. 

    According to the text 

    Escolha uma alternativa para a questão c479fa19-b5
  • Linguagens

    Literatura

    Todas as afirmativas sobre o poema I-Juca Pirama de Gonçalves Dias, estão corretas, exceto:
    Escolha uma alternativa para a questão c47baf6c-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Text2

     Emergency Oceans Rescue Plan

     Our oceans give us life – they provide us with oxygen and food, and they contain over 80% of all life on Earth. In exchange, we plunder them of fish, choke them with pollution and heat them with climate change. As a result of industrial fishing in the last 60 years, 90% of the oceans’ large predatory fish, such as tuna, swordfish, marlin and sharks, have been taken from our oceans. We are only beginning to understand the full extent of the impacts our actions have. As climate change causes sea ice in our polar oceans to melt and air pollution increases the acidity of our oceans, the degradation of our oceans is gathering pace.

    However, our ocean crisis can - and must - be reversed by setting aside areas of oceans as marine reserves, areas offlimits to fishing and other industrial activities, like wildlife parks at sea. In 2006, Greenpeace presented a bold vision for the world community - a proposal for a global network of marine reserves covering 40% of the oceans. Since then, world leaders have failed to make significant progress, despite international commitments under the World Summit on Sustainable Development (WSSD) and the Convention on Biological Diversity (CBD), to create this network by 2012. The condition of our oceans has continued to worsen; today less than 1% of them are protected as marine reserves.

    Adaptado de: http://www.greenpeace.org/international/PageFiles/163940/Emerge ncy%20Oceans%20Rescue%20Plan%20- 20Executive%20Summary .pdf> Acessado em 7 de novembro de2010


    Answer the follow question based on Text 2. 


    From what is said, one can infer that 

    Escolha uma alternativa para a questão c47d0c0f-b5
  • Linguagens

    Literatura

    "A moça agitou então a fronte com uma vibração altiva: – Mas o senhor não me abandonou pelo amor de Adelaide e sim pelo seu dote, um mesquinho dote de trinta contos! [...] Desprezasse-me embora, mas não descesse da altura em que o havia colocado dentro da minha alma. Eu tinha um ídolo; o senhor abateu-o de seu pedestal, e atirou-o no pó. Essa degradação do homem a quem eu adorava, eis o seu crime." O excerto se refere à obra:
    Escolha uma alternativa para a questão c47eb0c5-e3
  • Linguagens

    Inglês

    Text2

     Emergency Oceans Rescue Plan

     Our oceans give us life – they provide us with oxygen and food, and they contain over 80% of all life on Earth. In exchange, we plunder them of fish, choke them with pollution and heat them with climate change. As a result of industrial fishing in the last 60 years, 90% of the oceans’ large predatory fish, such as tuna, swordfish, marlin and sharks, have been taken from our oceans. We are only beginning to understand the full extent of the impacts our actions have. As climate change causes sea ice in our polar oceans to melt and air pollution increases the acidity of our oceans, the degradation of our oceans is gathering pace.

    However, our ocean crisis can - and must - be reversed by setting aside areas of oceans as marine reserves, areas offlimits to fishing and other industrial activities, like wildlife parks at sea. In 2006, Greenpeace presented a bold vision for the world community - a proposal for a global network of marine reserves covering 40% of the oceans. Since then, world leaders have failed to make significant progress, despite international commitments under the World Summit on Sustainable Development (WSSD) and the Convention on Biological Diversity (CBD), to create this network by 2012. The condition of our oceans has continued to worsen; today less than 1% of them are protected as marine reserves.

    Adaptado de: http://www.greenpeace.org/international/PageFiles/163940/Emerge ncy%20Oceans%20Rescue%20Plan%20- 20Executive%20Summary .pdf> Acessado em 7 de novembro de2010


    Answer the follow question based on Text 2. 


    The author argues that
    Escolha uma alternativa para a questão c4810867-b5