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Questões de Linguagens do ENEM

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Resultados: 18.995 questões

Página 721 de 950

  • Linguagens

    Português

    BRASIL PRECISA COLOCAR DIREITOS HUMANOS À FRENTE DA AUSTERIDADE FISCAL, DIZEM RELATORES DA ONU


    Um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediu que o Brasil reconsidere seu programa de austeridade fiscal e coloque os direitos humanos de sua população, que está sofrendo duras consequências, no centro de suas políticas econômicas.

    A reportagem é publicada no portal Nações Unidas Brasil, em 03-08-2018.

    “Pessoas vivendo na pobreza e outros grupos marginalizados estão sofrendo desproporcionalmente como resultado de medidas econômicas restritivas em um país que já foi considerado exemplo de políticas progressistas para reduzir a pobreza e promover a inclusão social”, disseram os especialistas.

    Texto Adaptado. Disponível em:<http://www.ihu.unisinos.br/581554-brasil-precisa-colocar-direitos-humanos-a-frente-da-austeridade-fiscal-dizem-relatores-da-onu>. Acesso em 08 de agosto de 2018.


    De acordo com o texto acima é correto afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão c5ab2b6b-f9
  • Linguagens

    Literatura

    TEXTO:


    Imagem da questão de Literatura, Universidade do Estado da Bahia 2017, Escolas Literárias

    AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. São

    Paulo, Companhia das Letras, 2008. p. 91-92.

    Marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas sobre o autor do texto e sobre a obra de onde foi retirado.

    ( ) Nessa obra, o autor se afasta da abordagem crítica de questões sociais de seus romances anteriores para se concentrar na criação de tipos humanos especiais e na ênfase na cor local e costumes típicos – o que granjeou grande sucesso popular para sua obra.
    ( ) Essa obra integra um momento da produção literária do autor em que o seu foco se desloca da crítica social para crítica de costumes, voltando-se para a criação de personagens que promovem uma ruptura com os valores pequeno-burgueses da classe média.
    ( ) O conjunto das obras do autor se concentra num foco único, que privilegia a denúncia da exploração sofrida pelas classes marginalizadas, com a criação de personagens que são heróis e cujo comportamento revolucionário se volta para a superação das injustiças sociais.
    ( ) Mesmo que o autor seja situado na segunda fase do modernismo – de 1930 a 1945, quando os romances se dedicam a registrar criticamente a realidade brasileira – essa obra foi publicada pela primeira vez na década de 50, quando o autor se volta para um percurso literário diferenciado.
    ( ) Considerado um clássico da literatura brasileira, essa obra se situa num momento literário denominado regionalismo nordestino, do qual fazem parte autores como Rachel de Queiroz, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, que produzem uma literatura engajada na luta contra a miséria social provocada pela seca e pelo coronelismo.

    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão c5ace656-b2
  • Linguagens

    Espanhol

    Na frase do famoso dramaturgo Oscar Wide... “Un hombre puede ser feliz con cualquier mujer mientras que no la ame.”… a palavra mientras pode ser entendida como
    Escolha uma alternativa para a questão c5ad1167-63
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    ADONIAS FILHO. O largo de branco. O Largo da Palma. Rio de

    Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. p. 31-32 e 46-47. 

    Marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas sobre o conto “O largo de branco”, de Adonias Filho, de onde foram retirados os trechos acima transcritos.

    ( ) Os trechos transcritos correspondem ao início e ao fim do conto, e ambos focalizam o desfecho de uma história cujo início se deu há 30 anos.
    ( ) Após a separação entre Odilon e Eliane, que eram casados, ela foi amante de outro homem, Geraldo, que a abandonou, deixando-a em decadência econômica e física.
    ( ) Odilon era estudante de Medicina quando conheceu Eliane e lhe deu apoio na difícil situação enfrentada pela família com a doença do pai e, posteriormente, casou-se com ela.
    ( ) A referência ao Largo da Palma “vestido de branco” (l. 48) constitui uma alusão simbólica ao estado emocional de Eliane, após o encontro com Odilon e a aceitação de seu convite.
    ( ) O convite para o encontro entre Odilon e Eliane – por ela aceito imediatamente – foi feito através de uma carta que ele lhe enviou, mesmo sem indicar o assunto ou o motivo desse encontro.

    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão c5b22db5-b2
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Pontuação

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Pontuação

    ADONIAS FILHO. O largo de branco. O Largo da Palma. Rio de

    Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. p. 31-32 e 46-47. 

    Usa-se a vírgula para separar adjunto adverbial antecipado ou intercalado no discurso.

    Há um exemplo desse uso em
    Escolha uma alternativa para a questão c5b7cf99-b2
  • Linguagens

    Espanhol

    Figura 1 de 3 da questão de Espanhol, UECE 2011, Vocabulário | Vocabulario
    Figura 2 de 3 da questão de Espanhol, UECE 2011, Vocabulário | Vocabulario
    Figura 3 de 3 da questão de Espanhol, UECE 2011, Vocabulário | Vocabulario

    Según la forma subrayada, apocopada o no, la frase correcta es:
    Escolha uma alternativa para a questão c5b88ee4-a5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    AMADO, Jorge. Tenda dos milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 175-176.

    Marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas sobre a obra de onde foi retirado o trecho em destaque.

    ( ) A obra denuncia a presença de uma ciência elitista, particularmente assumida e difundida pela área médica, com suas teorias que se ocupavam de tentar provar a inferioridade racial e intelectual de pretos e mestiços.
    ( ) A convivência conflituosa entre a cultura científica e a cultura popular constitui um dos temas apresentados e discutidos no romance Tenda dos Milagres, representadas, respectivamente, pelos personagens Nilo Argolo e Pedro Archanjo.
    ( ) O ódio às religiões de matriz africana – com criminalização do candomblé e perseguição a seus adeptos –, fato amplamente ilustrado na obra, revela um contexto de higienização religiosa e racial que marca o final do século XIX e início do século XX.
    ( ) O comportamento atribuído ao brasileiro, de valorizar o que é estrangeiro em detrimento do que é nacional, é criticado na obra a partir do incidente de súbita valorização da produção de Pedro Archanjo, relegada ao esquecimento após sua morte.
    ( ) A resistência dos grupos marginalizados, representada pela “Tenda” e os que a frequentavam, em especial Pedro Archanjo, constitui um dos polos da oposição que se estabelece, na obra, entre a opressão de brancos e poderosos, de um lado, e a resistência de pobres, pretos e pardos, de outro.

    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão c5bbb79d-b2
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    AMADO, Jorge. Tenda dos milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 175-176.

    Constitui um fato presente na trama do romance Tenda dos milagres:

    I. Os estudantes de Medicina, no embate entre Pedro Archanjo e Nilo Argolo, colocaram-se ao lado do segundo, por considerarem a sólida formação científica do professor e seu interesse de promover a divulgação das teorias mais recentes e abalizadas sobre as consequências da miscigenação.
    II. Pressionado pela repercussão de sua pesquisa sobre miscigenação, bem como pela perseguição promovida pela polícia aos boêmios e aos adeptos do candomblé, Pedro Archanjo destruiu os originais de seu livro e se recolheu ao anonimato, não se tendo notícias sobre as circunstâncias de sua morte.
    III. A importância de Pedro Archanjo e de sua obra só é reconhecida muito tempo depois de sua morte, pelo interesse de um pesquisador norte-americano, detentor de um prêmio Nobel, em obter informações sobre o autor e sua produção, que eram conhecidos no exterior, mas esquecidos em Salvador.
    IV. As teses racistas do professor Nilo Argolo estimularam Pedro Archanjo a estudar e pesquisar, durante dez anos, para fundamentar a sua teoria sobre a mestiçagem na Bahia, exposta no livro “Apontamentos sobre a mestiçagem nas famílias baianas”, provando que todos tinham raízes africanas ou indígenas, inclusive o professor Nilo.
    V. Em consequência da divulgação do livro de Pedro Archanjo, uma réplica à pesquisa racista de Nilo Argolo, a Tenda dos Milagres foi destruída e Archanjo foi preso como subversivo, sendo impedido de entrar na Faculdade onde trabalhou durante 30 anos e vindo a morrer com 75 anos, anônimo e pobre.

    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
    Escolha uma alternativa para a questão c5c0a528-b2
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Colocação Pronominal

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Colocação Pronominal

    AMADO, Jorge. Tenda dos milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 175-176.

    Há a identificação correta de um fato de morfossintaxe devidamente marcado em

    I. “não lhe basta o que já sabe? (l. 1-2) – Caso de colocação pronominal.

    II. “Pedro Archanjo ria da pressa” (l. 3) – Conectivo que marca uma regência.

    III. “Longa e árida seria a relação” (l. 10) – Função de predicativo do sujeito.

    IV. “por ocasião do assalto à oficina” ( l. 29-30) – Objeto indireto.

    V. “gostava de tê-los à mão” (l. 34) – Adjunto adverbial.

    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
    Escolha uma alternativa para a questão c5c58eac-b2
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Na crônica, o personagem seu Afredo é descrito como uma pessoa
    Escolha uma alternativa para a questão c5c82ada-3b
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    CUNHA, Helena Parente. Inéditos (Em tempo de Fim de Mundo). Além de estar: antologia poética. Rio de Janeiro: Imago; Salvador: fundação Cultural do Estado da Bahia, 2000. p. 192-193.


    Há uma afirmação verdadeira sobre os poemas de Helena Parente Cunha em

    I. . “brilho” (v. 4) e “tochas” (v. 6), no poema Tempo do fim, sugerem conclusão vitoriosa de um processo longo e penoso.

    II. “quatro estações” (v. 5) e “prazos do zodíaco” (v. 6) no poema Depois, se referem às limitações que o tempo impõe à possibilidade de superar situações adversas.

    III. “a fumaça e o sangue” (v. 3), no poema Tempo do fim, sugerem sofrimento e morte; “cicatriz” (v. 1) e “células renascidas” (v. 3), no poema Depois sugerem cura e superação.

    IV. Em Tempo do fim, há uma constatação negativa, sobre a violência; em Depois, a autora acena com uma perspectiva positiva, de recuperação do equilíbrio.

    V. Ao usar a primeira pessoa do plural nos dois poemas, a autora se inclui como integrante da humanidade, a respeito da qual faz constatações e previsões.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão c5cab25e-b2
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Em “Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.” (1° parágrafo), o cronista sugere que seu Afredo
    Escolha uma alternativa para a questão c5cac997-3b
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Um traço característico do gênero crônica, visível no texto de Vinicius de Moraes, é
    Escolha uma alternativa para a questão c5cda618-3b
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Alguma poesia [1930]. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 2002. p. 26.


    Marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas sobre o texto.

    ( ) Uma comparação entre o início do poema (v. 1-2) e seu final (v. 18) permite inferir que o poeta, frente à trágica configuração do mundo, desiste de procurar entende-lo através de sua poesia.

    ( ) Na segunda estrofe (v. 5-9), as constatações do poeta se voltam para a difusão generalizada da tecnologia que retira a naturalidade das ações humanas, sufocando até mesmo o lirismo do amor.

    ( ) Em relação à possibilidade de melhoria do ser humano e de progresso do mundo, o poeta expressa pessimismo, nos versos de 10 a 12, revelando seu senso crítico e sua ironia.

    ( ) A comparação entre homens e percevejos (v. 13-14) destaca a irracionalidade da destruição da humanidade provocada pelas guerras e, ao mesmo tempo, a insistência heroica na preservação da espécie humana.

    ( ) O título do poema é uma alusão à esperança do poeta de que ele e sua poesia possam atravessar incólumes as grandes adversidades anunciadas para o século XX.


    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a

    Escolha uma alternativa para a questão c5cfa0d2-b2
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    “[Seu Afredo] perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

    – Onde vais assim tão elegante?” (2° parágrafo/3° parágrafo)

    Ao se adaptar este trecho para o discurso indireto, o verbo “vais” assume a seguinte forma:

    Escolha uma alternativa para a questão c5d0a44b-3b
  • Linguagens

    Inglês

    TEXTO:

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    PETTIT , Harry. Disponível em: <www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-4898204/Experts-graveyard-go-preserved-ancient-shipwrecks.html>  Acesso em: 12 out. 2017.

    Fill in the parentheses wit T (True) or F (False).

    As far as the ancient shipwrecks are concerned, it’s correct to say:

    ( ) They were unexpectedly found.
    ( ) Most of them were extensively damaged.
    ( ) Their discovery has surpassed the researchers’ expectations.
    ( ) This is the first time that people have caught sight of famous distinctive characteristics of ancient ships.

    The correct sequence, from top to bottom, is
    Escolha uma alternativa para a questão c5d2db8a-b2
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Observa-se no texto um desvio quanto às normas gramaticais referentes à colocação pronominal em:
    Escolha uma alternativa para a questão c5d3a0f9-3b
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.


    TEXTO I


    Inovação em saúde: os caminhos da evolução



    No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio de atender mais de 140 milhões de pessoas com recursos limitados, o que impulsiona a busca por inovação. Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias “revolucionárias” como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.


    Esse insucesso não é exclusivo do Brasil, sendo um padrão global onde a tecnologia perfeita falha devido à implementação inadequada. Como afirmou Atul Gawande, “a maior barreira para a inovação em saúde não é a tecnologia, mas sua adoção”.


    Com base em quase uma década de experiência em tecnologia na saúde brasileira, identificamos cinco verdades ignoradas por quem propõe “ideias disruptivas”.


    A primeira delas é que a saúde avança na velocidade da confiança, não da inovação. Profissionais de saúde têm receio de errar em algo que pode custar vidas, exigindo validação científica e segurança para pacientes. No Brasil, essa barreira é maior devido ao acesso desigual à informação e à desconfiança institucional. Eric Topol resume: “Não se trata de resistência à mudança. Trata‑se de cautela diante de algo que mexe com vidas”.


    Em segundo lugar, a integração sempre vence a inovação. Uma ferramenta, por mais genial que seja, será abandonada se não se integrar aos sistemas existentes do SUS, prontuários eletrônicos ou ao fluxo de trabalho dos profissionais. Leana Wen compara: “Tecnologia que não se encaixa no dia a dia do profissional é como uma receita médica que ninguém segue”.


    O terceiro ponto é que o “fator legal” não define o sucesso, mas o uso real sim. Um aplicativo pode ser impressionante em demonstrações, mas se os usuários reais — enfermeiros, técnicos, médicos — o considerarem difícil de usar, não o adotarão. Clayton Christensen defende: “As melhores inovações não são as mais complexas, mas as que resolvem problemas reais, de forma simples e eficaz”.


    Um quarto fator a se considerar é que o reembolso define tudo. Mesmo a melhor plataforma de telemedicina será ignorada se não houver um código de cobrança reconhecido por órgãos reguladores ou operadoras de planos de saúde. David Blumenthal afirma: “Nenhuma inovação sobrevive sem um modelo financeiro claro. A saúde não é uma startup de apps sociais”.


    Por fim, as lideranças clínicas são o motor da mudança. É essencial ter aliados internos — médicos, enfermeiros, coordenadores engajados. Eles só se envolvem se a tecnologia resolver um problema real e imediato. Danielle Ofri destaca: “Os médicos não resistem à tecnologia. Resistem a tecnologias que tornam seu trabalho mais difícil”.


    A lição para o Brasil é que devemos focar em soluções evolutivas que respeitem o ritmo e as necessidades do sistema existente. Inovações devem ser construídas com os profissionais de saúde, priorizando integração e simplicidade e com um modelo de negócios sustentável.


    CERRI, Giovanni Guido; MORAES, Fabio Ynoe de. Inovação em saúde: os caminhos da evolução. Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/07/inovacao-em-saude-oscaminhos-da-evolucao.shtml. Acesso em: 2 set. 2025 (adaptado).

    A partir da análise dos procedimentos argumentativos empregados, pode‑se inferir que o objetivo central desse texto é
    Escolha uma alternativa para a questão c5d41014-cc
  • Linguagens

    Inglês

    TEXTO:

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade do Estado da Bahia 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    PETTIT , Harry. Disponível em: <www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-4898204/Experts-graveyard-go-preserved-ancient-shipwrecks.html>  Acesso em: 12 out. 2017.

    About the Black Sea’s lower layer, it’s correct to say that
    Escolha uma alternativa para a questão c5d62dbd-b2