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Questões de Linguagens do ENEM

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  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 89 de 950

  • Linguagens

    Português

    Para responder a questão, leia o excerto de Auto da Barca do Inferno do escritor português Gil Vicente (1465?-1536?). A peça prefigura o destino das almas que chegam a um braço de mar onde se encontram duas barcas (embarcações): uma destinada ao Paraíso, comandada pelo anjo, e outra destinada ao Inferno, comandada pelo diabo.

     Vem um Frade com uma Moça pela mão […]; e ele
    mesmo fazendo a baixa1  começou a dançar, dizendo
    Frade: Tai-rai-rai-ra-rã ta-ri-ri-rã;
                Tai-rai-rai-ra-rã ta-ri-ri-rã;
                Tã-tã-ta-ri-rim-rim-rã, huha!
    Diabo: Que é isso, padre? Quem vai lá?
    Frade: Deo gratias2 ! Sou cortesão.
    Diabo: Danças também o tordião3 ?
    Frade: Por que não? Vê como sei.
    Diabo: Pois entrai, eu tangerei4
                e faremos um serão.
                E essa dama, porventura?
    Frade: Por minha a tenho eu,
                e sempre a tive de meu.
    Diabo: Fizeste bem, que é lindura!
                Não vos punham lá censura
                no vosso convento santo?
    Frade: E eles fazem outro tanto!
    Diabo: Que preciosa clausura5!
    Entrai, padre reverendo!
    Frade: Para onde levais gente?
    Diabo: Para aquele fogo ardente
                que não temestes vivendo.
    Frade: Juro a Deus que não te entendo!
                E este hábito6não me val7?
    Diabo: Gentil padre mundanal8
                a Belzebu vos encomendo!
    Frade: Corpo de Deus consagrado!
                Pela fé de Jesus Cristo,
                que eu não posso entender isto!
                Eu hei de ser condenado?
                Um padre tão namorado
                e tanto dado à virtude?
                Assim Deus me dê saúde,
                que eu estou maravilhado!
    Diabo: Não façamos mais detença9
                embarcai e partiremos;
                tomareis um par de remos.
    Frade: Não ficou isso na avença10.
    Diabo: Pois dada está já a sentença!
    Frade: Por Deus! Essa seria ela?
                Não vai em tal caravela
                minha senhora Florença?
                Como? Por ser namorado
                e folgar c’uma mulher?
                Se há um frade de perder,
                com tanto salmo rezado?!
    Diabo: Ora estás bem arranjado!
    Frade: Mas estás tu bem servido.
    Diabo: Devoto padre e marido,
                haveis de ser cá pingado11…

    (Auto da Barca do Inferno, 2007.)

     1 baixa: dança popular no século XVI.
    2 Deo gratias: graças a Deus.
    3 tordião: outra dança popular no século XVI.
    4 tanger: fazer soar um instrumento.
    5 clausura: convento.
    6 hábito: traje religioso.
    7 val: vale.
    8 mundanal: mundano.
    9 detença: demora.
    10 avença: acordo.
    11 ser pingado: ser pingado com gotas de gordura fervendo (segundo o imaginário popular, processo de tortura que ocorreria no inferno)
    No excerto, o escritor satiriza, sobretudo,
    Escolha uma alternativa para a questão 1a67185f-30
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, UECE 2019, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    El texto nos dice todavía que el aye-aye
    Escolha uma alternativa para a questão 1a694029-00
  • Linguagens

    Português

    Para responder a questão, leia o excerto de Auto da Barca do Inferno do escritor português Gil Vicente (1465?-1536?). A peça prefigura o destino das almas que chegam a um braço de mar onde se encontram duas barcas (embarcações): uma destinada ao Paraíso, comandada pelo anjo, e outra destinada ao Inferno, comandada pelo diabo.

     Vem um Frade com uma Moça pela mão […]; e ele
    mesmo fazendo a baixa1  começou a dançar, dizendo
    Frade: Tai-rai-rai-ra-rã ta-ri-ri-rã;
                Tai-rai-rai-ra-rã ta-ri-ri-rã;
                Tã-tã-ta-ri-rim-rim-rã, huha!
    Diabo: Que é isso, padre? Quem vai lá?
    Frade: Deo gratias2 ! Sou cortesão.
    Diabo: Danças também o tordião3 ?
    Frade: Por que não? Vê como sei.
    Diabo: Pois entrai, eu tangerei4
                e faremos um serão.
                E essa dama, porventura?
    Frade: Por minha a tenho eu,
                e sempre a tive de meu.
    Diabo: Fizeste bem, que é lindura!
                Não vos punham lá censura
                no vosso convento santo?
    Frade: E eles fazem outro tanto!
    Diabo: Que preciosa clausura5!
    Entrai, padre reverendo!
    Frade: Para onde levais gente?
    Diabo: Para aquele fogo ardente
                que não temestes vivendo.
    Frade: Juro a Deus que não te entendo!
                E este hábito6não me val7?
    Diabo: Gentil padre mundanal8
                a Belzebu vos encomendo!
    Frade: Corpo de Deus consagrado!
                Pela fé de Jesus Cristo,
                que eu não posso entender isto!
                Eu hei de ser condenado?
                Um padre tão namorado
                e tanto dado à virtude?
                Assim Deus me dê saúde,
                que eu estou maravilhado!
    Diabo: Não façamos mais detença9
                embarcai e partiremos;
                tomareis um par de remos.
    Frade: Não ficou isso na avença10.
    Diabo: Pois dada está já a sentença!
    Frade: Por Deus! Essa seria ela?
                Não vai em tal caravela
                minha senhora Florença?
                Como? Por ser namorado
                e folgar c’uma mulher?
                Se há um frade de perder,
                com tanto salmo rezado?!
    Diabo: Ora estás bem arranjado!
    Frade: Mas estás tu bem servido.
    Diabo: Devoto padre e marido,
                haveis de ser cá pingado11…

    (Auto da Barca do Inferno, 2007.)

     1 baixa: dança popular no século XVI.
    2 Deo gratias: graças a Deus.
    3 tordião: outra dança popular no século XVI.
    4 tanger: fazer soar um instrumento.
    5 clausura: convento.
    6 hábito: traje religioso.
    7 val: vale.
    8 mundanal: mundano.
    9 detença: demora.
    10 avença: acordo.
    11 ser pingado: ser pingado com gotas de gordura fervendo (segundo o imaginário popular, processo de tortura que ocorreria no inferno)
    No excerto, o traço mais característico do diabo é
    Escolha uma alternativa para a questão 1a69f6a9-30
  • Linguagens

    Português

    Para responder a questão, leia o excerto de Auto da Barca do Inferno do escritor português Gil Vicente (1465?-1536?). A peça prefigura o destino das almas que chegam a um braço de mar onde se encontram duas barcas (embarcações): uma destinada ao Paraíso, comandada pelo anjo, e outra destinada ao Inferno, comandada pelo diabo.

     Vem um Frade com uma Moça pela mão […]; e ele
    mesmo fazendo a baixa1  começou a dançar, dizendo
    Frade: Tai-rai-rai-ra-rã ta-ri-ri-rã;
                Tai-rai-rai-ra-rã ta-ri-ri-rã;
                Tã-tã-ta-ri-rim-rim-rã, huha!
    Diabo: Que é isso, padre? Quem vai lá?
    Frade: Deo gratias2 ! Sou cortesão.
    Diabo: Danças também o tordião3 ?
    Frade: Por que não? Vê como sei.
    Diabo: Pois entrai, eu tangerei4
                e faremos um serão.
                E essa dama, porventura?
    Frade: Por minha a tenho eu,
                e sempre a tive de meu.
    Diabo: Fizeste bem, que é lindura!
                Não vos punham lá censura
                no vosso convento santo?
    Frade: E eles fazem outro tanto!
    Diabo: Que preciosa clausura5!
    Entrai, padre reverendo!
    Frade: Para onde levais gente?
    Diabo: Para aquele fogo ardente
                que não temestes vivendo.
    Frade: Juro a Deus que não te entendo!
                E este hábito6não me val7?
    Diabo: Gentil padre mundanal8
                a Belzebu vos encomendo!
    Frade: Corpo de Deus consagrado!
                Pela fé de Jesus Cristo,
                que eu não posso entender isto!
                Eu hei de ser condenado?
                Um padre tão namorado
                e tanto dado à virtude?
                Assim Deus me dê saúde,
                que eu estou maravilhado!
    Diabo: Não façamos mais detença9
                embarcai e partiremos;
                tomareis um par de remos.
    Frade: Não ficou isso na avença10.
    Diabo: Pois dada está já a sentença!
    Frade: Por Deus! Essa seria ela?
                Não vai em tal caravela
                minha senhora Florença?
                Como? Por ser namorado
                e folgar c’uma mulher?
                Se há um frade de perder,
                com tanto salmo rezado?!
    Diabo: Ora estás bem arranjado!
    Frade: Mas estás tu bem servido.
    Diabo: Devoto padre e marido,
                haveis de ser cá pingado11…

    (Auto da Barca do Inferno, 2007.)

     1 baixa: dança popular no século XVI.
    2 Deo gratias: graças a Deus.
    3 tordião: outra dança popular no século XVI.
    4 tanger: fazer soar um instrumento.
    5 clausura: convento.
    6 hábito: traje religioso.
    7 val: vale.
    8 mundanal: mundano.
    9 detença: demora.
    10 avença: acordo.
    11 ser pingado: ser pingado com gotas de gordura fervendo (segundo o imaginário popular, processo de tortura que ocorreria no inferno)
    Com a fala “E eles fazem outro tanto!”, o frade sugere que seus companheiros de convento
    Escolha uma alternativa para a questão 1a6cc77e-30
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, UECE 2019, Significação Contextual de Palavras e Expressões | Significacción Contextual de Palabras y Expresiones

    Las palabras subrayadas están apocopadas. Apunta la empleada correctamente.
    Escolha uma alternativa para a questão 1a6d158b-00
  • Linguagens

    Português

    Para responder a questão, leia o excerto de Auto da Barca do Inferno do escritor português Gil Vicente (1465?-1536?). A peça prefigura o destino das almas que chegam a um braço de mar onde se encontram duas barcas (embarcações): uma destinada ao Paraíso, comandada pelo anjo, e outra destinada ao Inferno, comandada pelo diabo.

     Vem um Frade com uma Moça pela mão […]; e ele
    mesmo fazendo a baixa1  começou a dançar, dizendo
    Frade: Tai-rai-rai-ra-rã ta-ri-ri-rã;
                Tai-rai-rai-ra-rã ta-ri-ri-rã;
                Tã-tã-ta-ri-rim-rim-rã, huha!
    Diabo: Que é isso, padre? Quem vai lá?
    Frade: Deo gratias2 ! Sou cortesão.
    Diabo: Danças também o tordião3 ?
    Frade: Por que não? Vê como sei.
    Diabo: Pois entrai, eu tangerei4
                e faremos um serão.
                E essa dama, porventura?
    Frade: Por minha a tenho eu,
                e sempre a tive de meu.
    Diabo: Fizeste bem, que é lindura!
                Não vos punham lá censura
                no vosso convento santo?
    Frade: E eles fazem outro tanto!
    Diabo: Que preciosa clausura5!
    Entrai, padre reverendo!
    Frade: Para onde levais gente?
    Diabo: Para aquele fogo ardente
                que não temestes vivendo.
    Frade: Juro a Deus que não te entendo!
                E este hábito6não me val7?
    Diabo: Gentil padre mundanal8
                a Belzebu vos encomendo!
    Frade: Corpo de Deus consagrado!
                Pela fé de Jesus Cristo,
                que eu não posso entender isto!
                Eu hei de ser condenado?
                Um padre tão namorado
                e tanto dado à virtude?
                Assim Deus me dê saúde,
                que eu estou maravilhado!
    Diabo: Não façamos mais detença9
                embarcai e partiremos;
                tomareis um par de remos.
    Frade: Não ficou isso na avença10.
    Diabo: Pois dada está já a sentença!
    Frade: Por Deus! Essa seria ela?
                Não vai em tal caravela
                minha senhora Florença?
                Como? Por ser namorado
                e folgar c’uma mulher?
                Se há um frade de perder,
                com tanto salmo rezado?!
    Diabo: Ora estás bem arranjado!
    Frade: Mas estás tu bem servido.
    Diabo: Devoto padre e marido,
                haveis de ser cá pingado11…

    (Auto da Barca do Inferno, 2007.)

     1 baixa: dança popular no século XVI.
    2 Deo gratias: graças a Deus.
    3 tordião: outra dança popular no século XVI.
    4 tanger: fazer soar um instrumento.
    5 clausura: convento.
    6 hábito: traje religioso.
    7 val: vale.
    8 mundanal: mundano.
    9 detença: demora.
    10 avença: acordo.
    11 ser pingado: ser pingado com gotas de gordura fervendo (segundo o imaginário popular, processo de tortura que ocorreria no inferno)
    Assinale a alternativa cuja máxima está em conformidade com o excerto e com a proposta do teatro de Gil Vicente.
    Escolha uma alternativa para a questão 1a6f9ebc-30
  • Linguagens

    Português

    Leia o soneto XLVI, de Cláudio Manuel da Costa (1729-1789), para responder a questão.
    Não vês, Lise, brincar esse menino
    Com aquela avezinha? Estende o braço,
    Deixa-a fugir, mas apertando o laço,
    A condena outra vez ao seu destino.

    Nessa mesma figura, eu imagino,
    Tens minha liberdade, pois ao passo
    Que cuido que estou livre do embaraço,
    Então me prende mais meu desatino.

    Em um contínuo giro o pensamento
    Tanto a precipitar-me se encaminha,
    Que não vejo onde pare o meu tormento.

    Mas fora menos mal esta ânsia minha,
    Se me faltasse a mim o entendimento,
    Como falta a razão a esta avezinha.

    (Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
    O tom predominante no soneto é de
    Escolha uma alternativa para a questão 1a72b33b-30
  • Linguagens

    Espanhol

    Figura 1 de 2 da questão de Espanhol, UECE 2019, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    Figura 2 de 2 da questão de Espanhol, UECE 2019, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    El tiburón duende según el texto
    Escolha uma alternativa para a questão 1a72f149-00
  • Linguagens

    Português

    Leia o soneto XLVI, de Cláudio Manuel da Costa (1729-1789), para responder a questão.
    Não vês, Lise, brincar esse menino
    Com aquela avezinha? Estende o braço,
    Deixa-a fugir, mas apertando o laço,
    A condena outra vez ao seu destino.

    Nessa mesma figura, eu imagino,
    Tens minha liberdade, pois ao passo
    Que cuido que estou livre do embaraço,
    Então me prende mais meu desatino.

    Em um contínuo giro o pensamento
    Tanto a precipitar-me se encaminha,
    Que não vejo onde pare o meu tormento.

    Mas fora menos mal esta ânsia minha,
    Se me faltasse a mim o entendimento,
    Como falta a razão a esta avezinha.

    (Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
    No soneto, o menino e a avezinha, mencionados na primeira estrofe, são comparados, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 1a759949-30
  • Linguagens

    Espanhol

    Figura 1 de 2 da questão de Espanhol, UECE 2019, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    Figura 2 de 2 da questão de Espanhol, UECE 2019, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    Asimismo nos dice el texto 5, el tiburón duende
    Escolha uma alternativa para a questão 1a75f03c-00
  • Linguagens

    Português

    Leia o excerto do livro Violência urbana, de Paulo Sérgio Pinheiro e Guilherme Assis de Almeida, para responder a questão.

        De dia, ande na rua com cuidado, olhos bem abertos. Evite falar com estranhos. À noite, não saia para caminhar, principalmente se estiver sozinho e seu bairro for deserto. Quando estacionar, tranque bem as portas do carro [...]. De madrugada, não pare em sinal vermelho. Se for assaltado, não reaja – entregue tudo.
       É provável que você já esteja exausto de ler e ouvir várias dessas recomendações. Faz tempo que a ideia de integrar uma comunidade e sentir-se confiante e seguro por ser parte de um coletivo deixou de ser um sentimento comum aos habitantes das grandes cidades brasileiras. As noções de segurança e de vida comunitária foram substituídas pelo sentimento de insegurança e pelo isolamento que o medo impõe. O outro deixa de ser visto como parceiro ou parceira em potencial; o desconhecido é encarado como ameaça. O sentimento de insegurança transforma e desfigura a vida em nossas cidades. De lugares de encontro, troca, comunidade, participação coletiva, as moradias e os espaços públicos transformam-se em palco do horror, do pânico e do medo.
       A violência urbana subverte e desvirtua a função das cidades, drena recursos públicos já escassos, ceifa vidas – especialmente as dos jovens e dos mais pobres –, dilacera famílias, modificando nossas existências dramaticamente para pior. De potenciais cidadãos, passamos a ser consumidores do medo. O que fazer diante desse quadro de insegurança e pânico, denunciado diariamente pelos jornais e alardeado pela mídia eletrônica? Qual tarefa impõe-se aos cidadãos, na democracia e no Estado de direito?
    (Violência urbana, 2003.)
    O modo de organização do discurso predominante no excerto é
    Escolha uma alternativa para a questão 1a7b5b02-30
  • Linguagens

    Português

    Leia o excerto do livro Violência urbana, de Paulo Sérgio Pinheiro e Guilherme Assis de Almeida, para responder a questão.

        De dia, ande na rua com cuidado, olhos bem abertos. Evite falar com estranhos. À noite, não saia para caminhar, principalmente se estiver sozinho e seu bairro for deserto. Quando estacionar, tranque bem as portas do carro [...]. De madrugada, não pare em sinal vermelho. Se for assaltado, não reaja – entregue tudo.
       É provável que você já esteja exausto de ler e ouvir várias dessas recomendações. Faz tempo que a ideia de integrar uma comunidade e sentir-se confiante e seguro por ser parte de um coletivo deixou de ser um sentimento comum aos habitantes das grandes cidades brasileiras. As noções de segurança e de vida comunitária foram substituídas pelo sentimento de insegurança e pelo isolamento que o medo impõe. O outro deixa de ser visto como parceiro ou parceira em potencial; o desconhecido é encarado como ameaça. O sentimento de insegurança transforma e desfigura a vida em nossas cidades. De lugares de encontro, troca, comunidade, participação coletiva, as moradias e os espaços públicos transformam-se em palco do horror, do pânico e do medo.
       A violência urbana subverte e desvirtua a função das cidades, drena recursos públicos já escassos, ceifa vidas – especialmente as dos jovens e dos mais pobres –, dilacera famílias, modificando nossas existências dramaticamente para pior. De potenciais cidadãos, passamos a ser consumidores do medo. O que fazer diante desse quadro de insegurança e pânico, denunciado diariamente pelos jornais e alardeado pela mídia eletrônica? Qual tarefa impõe-se aos cidadãos, na democracia e no Estado de direito?
    (Violência urbana, 2003.)
    O trecho “As noções de segurança e de vida comunitária foram substituídas pelo sentimento de insegurança e pelo isolamento que o medo impõe.” (2º parágrafo) foi construído na voz passiva. Ao se adaptar tal trecho para a voz ativa, a locução verbal “foram substituídas” assume a seguinte forma:
    Escolha uma alternativa para a questão 1a7e5085-30
  • Linguagens

    Português

    Leia o excerto do livro Violência urbana, de Paulo Sérgio Pinheiro e Guilherme Assis de Almeida, para responder a questão.

        De dia, ande na rua com cuidado, olhos bem abertos. Evite falar com estranhos. À noite, não saia para caminhar, principalmente se estiver sozinho e seu bairro for deserto. Quando estacionar, tranque bem as portas do carro [...]. De madrugada, não pare em sinal vermelho. Se for assaltado, não reaja – entregue tudo.
       É provável que você já esteja exausto de ler e ouvir várias dessas recomendações. Faz tempo que a ideia de integrar uma comunidade e sentir-se confiante e seguro por ser parte de um coletivo deixou de ser um sentimento comum aos habitantes das grandes cidades brasileiras. As noções de segurança e de vida comunitária foram substituídas pelo sentimento de insegurança e pelo isolamento que o medo impõe. O outro deixa de ser visto como parceiro ou parceira em potencial; o desconhecido é encarado como ameaça. O sentimento de insegurança transforma e desfigura a vida em nossas cidades. De lugares de encontro, troca, comunidade, participação coletiva, as moradias e os espaços públicos transformam-se em palco do horror, do pânico e do medo.
       A violência urbana subverte e desvirtua a função das cidades, drena recursos públicos já escassos, ceifa vidas – especialmente as dos jovens e dos mais pobres –, dilacera famílias, modificando nossas existências dramaticamente para pior. De potenciais cidadãos, passamos a ser consumidores do medo. O que fazer diante desse quadro de insegurança e pânico, denunciado diariamente pelos jornais e alardeado pela mídia eletrônica? Qual tarefa impõe-se aos cidadãos, na democracia e no Estado de direito?
    (Violência urbana, 2003.)
    As palavras do texto cujos prefixos traduzem ideia de negação são
    Escolha uma alternativa para a questão 1a813fe7-30
  • Linguagens

    Inglês

                                             T E X T


                              Can you learn in your sleep?


          Sleep is known to be crucial for learning and memory formation. What's more, scientists have even managed to pick out specific memories and consolidate them during sleep. However, the exact mechanisms behind this were unknown — until now.

          Those among us who grew up with the popular cartoon "Dexter's Laboratory" might remember the famous episode wherein Dexter's trying to learn French overnight. He creates a device that helps him to learn in his sleep by playing French phrases to him. Of course, since the show is a comedy, Dexter's record gets stuck on the phrase "Omelette du fromage" and the next day he's incapable of saying anything else. This is, of course, a problem that puts him through a series of hilarious situations.

          The idea that we can learn in our sleep has captivated the minds of artists and scientists alike; the possibility that one day we could all drastically improve our productivity by learning in our sleep is very appealing. But could such a scenario ever become a reality?

          New research seems to suggest so, and scientists in general are moving closer to understanding precisely what goes on in the brain when we sleep and how the restful state affects learning and memory formation.

          For instance, previous studies have shown that non-rapid eye movement (non-REM) sleep — or dreamless sleep — is crucial for consolidating memories. It has also been shown that sleep spindles, or sudden spikes in oscillatory brain activity that can be seen on an electroencephalogram (EEG) during the second stage of non-REM sleep, are key for this memory consolidation. Scientists were also able to specifically target certain memories and reactivate, or strengthen, them by using auditory cues.

          However, the mechanism behind such achievements remained mysterious until now. Researchers were also unaware if such mechanisms would help with memorizing new information.

          Therefore, a team of researchers set out to investigate. Scott Cairney, from the University of York in the United Kingdom, co-led the research with Bernhard Staresina, who works at the University of Birmingham, also in the U.K. Their findings were published in the journal Current Biology.

          Cairney explains the motivation for the research, saying, "We are quite certain that memories are reactivated in the brain during sleep, but we don't know the neural processes that underpin this phenomenon." "Sleep spindles," he continues, "have been linked to the benefits of sleep for memory in previous research, so we wanted to investigate whether these brain waves mediate reactivation. If they support memory reactivation, we further reasoned that it could be possible to decipher memory signals at the time that these spindles took place."

          To test their hypotheses, Cairney and his colleagues asked 46 participants "to learn associations between words and pictures of objects or scenes before a nap." Afterward, some of the participants took a 90-minute nap, whereas others stayed awake. To those who napped, "Half of the words were [...] replayed during the nap to trigger the reactivation of the newly learned picture memories," explains Cairney.

          "When the participants woke after a good period of sleep," he says, "we presented them again with the words and asked them to recall the object and scene pictures. We found that their memory was better for the pictures that were connected to the words that were presented in sleep, compared to those words that weren't," Cairney reports.

          Using an EEG machine, the researchers were also able to see that playing the associated words to reactivate memories triggered sleep spindles in the participants' brains. More specifically, the EEG sleep spindle patterns "told" the researchers whether the participants were processing memories related to objects or memories related to scenes.

          "Our data suggest that spindles facilitate processing of relevant memory features during sleep and that this process boosts memory consolidation," says Staresina. "While it has been shown previously," he continues, "that targeted memory reactivation can boost memory consolidation during sleep, we now show that sleep spindles might represent the key underlying mechanism."

          Cairney adds, "When you are awake you learn new things, but when you are asleep you refine them, making it easier to retrieve them and apply them correctly when you need them the most. This is important for how we learn but also for how we might help retain healthy brain functions."

          Staresina suggests that this newly gained knowledge could lead to effective strategies for boosting memory while sleeping.

          So, though learning things from scratch à la "Dexter's Lab" may take a while to become a reality, we can safely say that our brains continue to learn while we sleep, and that researchers just got a lot closer to understanding why this happens.

                                    From: https://www.medicalnewstoday.com/articles/Mar/2018

    According to the text, the idea that sleep is relevant to learning
    Escolha uma alternativa para a questão 1a8722a3-fa
  • Linguagens

    Português

    Carpe diem: Esse conhecido lema, extraído das Odes do poeta latino Horácio (65 a.C.- 8 a.C.), sintetiza expressivamente o seguinte motivo: saber aproveitar tudo o que se apresente de positivo (mesmo que pouco) e transitório.
    (Renzo Tosi. Dicionário de sentenças latinas e gregas, 2010. Adaptado.)
    Das estrofes extraídas da produção poética de Fernando Pessoa (1888-1935), aquela em que tal motivo se manifesta mais explicitamente é:
    Escolha uma alternativa para a questão 1a87395e-30
  • Linguagens

    Inglês

                                             T E X T


                              Can you learn in your sleep?


          Sleep is known to be crucial for learning and memory formation. What's more, scientists have even managed to pick out specific memories and consolidate them during sleep. However, the exact mechanisms behind this were unknown — until now.

          Those among us who grew up with the popular cartoon "Dexter's Laboratory" might remember the famous episode wherein Dexter's trying to learn French overnight. He creates a device that helps him to learn in his sleep by playing French phrases to him. Of course, since the show is a comedy, Dexter's record gets stuck on the phrase "Omelette du fromage" and the next day he's incapable of saying anything else. This is, of course, a problem that puts him through a series of hilarious situations.

          The idea that we can learn in our sleep has captivated the minds of artists and scientists alike; the possibility that one day we could all drastically improve our productivity by learning in our sleep is very appealing. But could such a scenario ever become a reality?

          New research seems to suggest so, and scientists in general are moving closer to understanding precisely what goes on in the brain when we sleep and how the restful state affects learning and memory formation.

          For instance, previous studies have shown that non-rapid eye movement (non-REM) sleep — or dreamless sleep — is crucial for consolidating memories. It has also been shown that sleep spindles, or sudden spikes in oscillatory brain activity that can be seen on an electroencephalogram (EEG) during the second stage of non-REM sleep, are key for this memory consolidation. Scientists were also able to specifically target certain memories and reactivate, or strengthen, them by using auditory cues.

          However, the mechanism behind such achievements remained mysterious until now. Researchers were also unaware if such mechanisms would help with memorizing new information.

          Therefore, a team of researchers set out to investigate. Scott Cairney, from the University of York in the United Kingdom, co-led the research with Bernhard Staresina, who works at the University of Birmingham, also in the U.K. Their findings were published in the journal Current Biology.

          Cairney explains the motivation for the research, saying, "We are quite certain that memories are reactivated in the brain during sleep, but we don't know the neural processes that underpin this phenomenon." "Sleep spindles," he continues, "have been linked to the benefits of sleep for memory in previous research, so we wanted to investigate whether these brain waves mediate reactivation. If they support memory reactivation, we further reasoned that it could be possible to decipher memory signals at the time that these spindles took place."

          To test their hypotheses, Cairney and his colleagues asked 46 participants "to learn associations between words and pictures of objects or scenes before a nap." Afterward, some of the participants took a 90-minute nap, whereas others stayed awake. To those who napped, "Half of the words were [...] replayed during the nap to trigger the reactivation of the newly learned picture memories," explains Cairney.

          "When the participants woke after a good period of sleep," he says, "we presented them again with the words and asked them to recall the object and scene pictures. We found that their memory was better for the pictures that were connected to the words that were presented in sleep, compared to those words that weren't," Cairney reports.

          Using an EEG machine, the researchers were also able to see that playing the associated words to reactivate memories triggered sleep spindles in the participants' brains. More specifically, the EEG sleep spindle patterns "told" the researchers whether the participants were processing memories related to objects or memories related to scenes.

          "Our data suggest that spindles facilitate processing of relevant memory features during sleep and that this process boosts memory consolidation," says Staresina. "While it has been shown previously," he continues, "that targeted memory reactivation can boost memory consolidation during sleep, we now show that sleep spindles might represent the key underlying mechanism."

          Cairney adds, "When you are awake you learn new things, but when you are asleep you refine them, making it easier to retrieve them and apply them correctly when you need them the most. This is important for how we learn but also for how we might help retain healthy brain functions."

          Staresina suggests that this newly gained knowledge could lead to effective strategies for boosting memory while sleeping.

          So, though learning things from scratch à la "Dexter's Lab" may take a while to become a reality, we can safely say that our brains continue to learn while we sleep, and that researchers just got a lot closer to understanding why this happens.

                                    From: https://www.medicalnewstoday.com/articles/Mar/2018

    The novelty of the research mentioned in the text is related to the
    Escolha uma alternativa para a questão 1a8a9c3c-fa
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto publicitário a seguir.

    Sua saúde está em festa.

    Há 50 anos o Conselho Federal de Farmácia vem valorizando o farmacêutico e defendendo o direito da população à saúde. E promove tudo isso inscrevendo-o, habilitando-o e fiscalizando o exercício profissional. A fórmula para chegar tão bem aos 50? Ética e compromisso com a saúde. É o nosso jeito de comemorar e parabenizar o farmacêutico.

    As opções sobre o texto acima estão corretas, à exceção de uma. Assinale-a. 
    Escolha uma alternativa para a questão 1a8cce6d-71