Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2018
- Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: F1F6D860-D7
Área do conhecimento
Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.







AUTOR: Valdevino Soares de Oliveira.
Mas, infelizmente para a quietação do Silvério, Jacinto lançara raízes, e rijas, e amorosas raízes na sua rude serra. Era realmente como se o tivessem plantado de estaca naquele antiquíssimo chão, donde brotara a sua raça, e o antiquíssimo húmus refluísse e o penetrasse todo, e o andasse transformando num Jacinto rural, quase vegetal, tão do chão, e preso ao chão, como as árvores que ele tanto amava.
• O trecho acima é do romance A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós. Do personagem Jacinto,
aí referido e do conhecimento que se possa ter dele ao longo da obra, não é correto afirmar que
TEXTO II
Descoberta da Literatura


MELO NETO, João Cabral de. A escola das facas e Auto do frade. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.
1. guenzo¹: Expressão nordestina que significa pessoa ou animal magro e doente; capenga, caindo aos
pedaços. 2. cassacos²: animal do mato. 3. curumbá³: localidade geralmente deserta e distante de qualquer
povoado. 4. caçanje4
: Dialeto crioulo do português falado em Angola. P. ext. Português mal falado.
O camucim, que recebeu o corpo de Iracema, embebido de resinas odoríferas, foi enterrado ao pé do coqueiro, à borda do rio. Martim quebrou um ramo de murta, a folha da tristeza, e deitou-o no jazigo de sua esposa.
A jandaia pousada no olho da palmeira repetia tristemente:
- Iracema!
• O trecho acima, do romance Iracema, refere a morte da personagem, cuja causa deu-se
O Almocreve
Vai então, empacou o jumento em que eu vinha montado; fustiguei-o, ele deu dois corcovos, depois mais três, enfim mais um, que me sacudiu fora da sela, com tal desastre, que o pé esquerdo me ficou preso no estribo; tento agarrar-me ao ventre do animal, mas já então, espantado, disparou pela estrada fora. Digo mal: tentou disparar, e efetivamente deu dois saltos, mas um almocreve, que ali estava, acudiu a tempo de lhe pegar na rêdea e detê-lo, não sem esforço nem perigo. Dominado o bruto, desvencilhei-me do estribo e pus-me de pé.
- Olhe do que vosmecê escapou, disse o almocreve.
( ...) Resolvi dar-lhe (...) uma recompensa digna da dedicação com que ele me salvou.
• Este trecho é retirado do capítulo que exemplifica bem a personalidade e o caráter do narrador. Assim, considerando o episódio como um todo, no ato final da recompensa, Brás Cubas
Entre o Ser e as Coisas
Onda e amor, onde amor, ando indagando
ao largo vento e à rocha imperativa,
e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva.
Às almas, não, as almas vão pairando,
e, esquecendo a lição que já se esquiva,
tornam amor humor, e vago e brando
o que é de natureza corrosiva.
N’água e na pedra amor deixa gravados
seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas e mais nuas.
E nem os elementos encantados
sabem do amor que os punge e que é, pungindo,
uma fogueira a arder no dia findo.
• O poema acima é de Carlos Drummond de
Andrade e integra a obra Claro Enigma. Da
leitura dele não se pode concluir que

O sol cresce, amadurece. Mas eles estão esperando é a febre, mais o tremor. Primo Ribeiro parece um defunto – sarro de amarelo na cara chupada, olhos sujos, desbrilhados, e as mãos pendulando, compondo o equilíbrio, sempre a escorar dos lados a bambeza do corpo. Mãos moles, sem firmeza, que deixam cair tudo quanto ele queira pegar. Baba, baba, cospe, cospe, vai fincando o queixo no peito; e trouxe cá para fora a caixinha de remédio, a cornicha de pó e mais o cobertor.
• O trecho acima integra o conto Sarapalha e faz
parte da obra Sagarana de João Guimarães Rosa.
Dessa narrativa como um todo, é errado afirmar que
Irma and Harvey lay the costs of climate change denial at Trump’s door
The president’s dismissal of scientific research is doing nothing to protect the livelihoods of ordinary Americans.
Bob Ward - Sunday 10 September 2017

As the US comes to terms with its second major weather disaster within a month, an important question is whether the devastation caused by hurricanes Harvey and Irma will convince Donald Trump and his administration of the reality of climate change.
The president’s luxurious Mar-a-Lago estate in Florida may escape Irma’s wrath, but with the deaths of so many Americans, and billions of dollars in damage to homes and businesses, the costs of climate change denial are beginning to pile up at the door of the White House.
Just days before Harvey formed in the Atlantic last month, Trump signed an executive order to overturn a policy, introduced by his predecessor Barack Obama, to help American communities and businesses become more resilient against the risks of flooding, which are rising because of climate change.
But the merciless assault on the US mainland by Harvey and Irma should be forcing the president to recognise the consequences of his arrogance and complacency in dismissing the research and analysis carried out by scientists.
The flooded streets of Houston and the wind-ravaged homes of south Florida bear the
unmistakable fingerprint of extreme weather made worse by manmade greenhouse gas
emissions.
A hurricane is a huge, rotating cluster of thunderstorms that forms above a sea surface that has a temperature of at least 26.5C. It is like a giant engine, transferring heat from the sea surface up into the atmosphere and generating strong winds and heavy rain in the process.
Climate change cannot be blamed for the hurricane count in any single season, nor for the occurrence of any single storm, but there are some ways in which it is making the consequences worse.
Adapted from: <https://www.theguardian.com/world/2017/sep/10/hurricane-irma-harvey-climate-change-trump>. Acesso em: 17 set 2017.