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Questões de Linguagens do ENEM

Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 145 de 950

  • Linguagens

    Português

    • Segundo o crítico Araripe Jr., referindo-se à produção de Alencar no romance Iracema, “os assuntos pouco interessavam à sua musa fértil; a linguagem era tudo”. Ou seja, o como se diz é mais importante do que aquilo que se diz. Assim, é correto afirmar que, na linguagem da obra,
    Escolha uma alternativa para a questão f2181568-f9
  • Linguagens

    Inglês

    Anna Karenina

    By Leo Tolstoy - PART ONE - Chapter 1


    Happy families are all alike; every unhappy family is unhappy in its own way.

    Everything was in confusion in the Oblonskys’ house. The wife had discovered that the husband was carrying on an intrigue with a French girl, who had been a governess in their family, and she had announced to her husband that she could not go on living in the same house with him. This position of affairs had now lasted three days, and not only the husband and wife themselves, but all the members of their family and household, were painfully conscious of it. Every person in the house felt that there was no sense in their living together, and that the stray people brought together by chance in any inn had more in common with one another than they, the members of the family and household of the Oblonskys. The wife did not leave her own room, the husband had not been at home for three days. The children ran wild all over the house; the English governess quarreled with the housekeeper, and wrote to a friend asking her to look out for a new situation for her; the man-cook had walked off the day before just at dinner time; the kitchen-maid, and the coachman had given warning.

    1994, Ramdom House, Inc.

    • A situação descrita neste trecho do romance
    Escolha uma alternativa para a questão f1c0ee89-f9
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, PUC - SP 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension


    • The headline that better suits the text and the photo above is:

    Escolha uma alternativa para a questão f1b294c9-f9
  • Linguagens

    Inglês


    • As sentenças abaixo apresentam notícias e as fotos as ilustram. Escolha a alternativa que apresenta a relação correta entre as notícias e as fotos.


    1. The newly renovated bathrooms at Bryant Park, which The Times has described as the “Tiffany’s of public restrooms,” reopened last month after a $280,000 makeover.

    2. The internal investigator at Rikers Island was placed on modified duty in response to accusations that he had spied on city investigators.

    3. A witness gives an account of what happened when a homeless man fell onto the subway tracks.

    4. The water crises on Long Island has resulted in “dead rivers, closed beaches, harmful algal blooms.”


    Imagem da questão de Inglês, PUC - SP 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Escolha uma alternativa para a questão f1aec065-f9
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente a tirinha a seguir para responder à questão.


     Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2017, Interpretação de Textos


    Fonte: SARMENTO, Leila Lanar. Português: literatura, gramática, produção de texto. São Paulo: Moderna, 2010. 

    A respeito da tira, é CORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 22b2bbfd-f9
  • Linguagens

    Inglês

    A questão referem-se ao texto abaixo.

    When it comes to immigration, it helps if you’re white
    Lola Okolosie


    Bureaucracy. It’s a word laden with dark memories. We’ve all been caught up in it. Each will have a story of how once they were enmeshed in a paper-chain farce requiring merely a dash of common sense. But, as is typical of such scenarios, it’s usually missing. It would all be laughable if it weren’t threatening to engulf you in rage, or worse.

    By worse I mean the threat of being deported from the country in which you have chosen to make a life. This is where, until this week, Gregg and Kathryn Brain, found themselves. Having moved to Scotland in 2011 on Kathryn Brain’s student visa, the family had hoped to remain in the country by moving on to a post-study visa, but the government scrapped this scheme in 2012, potentially affecting tens of thousands. Deportation was imminent.

    An outpouring of support, not least from Scotland’s first minister, Nicola Sturgeon, and 20 job offers saved the day. Mrs Brain is now employed by Macdonald Hotels and Resorts Group as a curator for their Aviemore visitors’ centre.

    This is a feel-good immigration story. Lord knows we need one. And yet it’s hard not to look at this smiling family, relieved at what has been salvaged by the goodwill of others, and think of those we seem unwilling to welcome. No one wishes misfortune on any family. In fact, I’d like to think I share in this family’s happiness. They have overcome a system that otherwise would have treated them as merely numbers.[…]
    Disponível em: https://www.theguardian.com/commentisfree/2016/sep/23/immigration-helps-white-brain-family - adaptado. Acesso em: 23/09/16.
    Segundo o texto, a família Brain
    Escolha uma alternativa para a questão 49ef9b8c-f2
  • Linguagens

    Inglês

    O texto abaixo refere-se à questão.


    Imagem da questão de Inglês, Universidade do Vale do Paraíba 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponível em: http://www.motivateamazebegreat. com/2016/04/30-friedrich-nietzsche-inspirational-quotes- -about-life.html. Acesso em: 09/12/2016.

    A palavra “those”, em “those who could not hear the music...”, refere-se
    Escolha uma alternativa para a questão 49e68ad8-f2
  • Linguagens

    Português

    Em relação ao emprego da crase, as lacunas que constam na frase “Dirigiu-se ______ escola e, na biblioteca, começou ______ estudar _____ páginas da lição do dia em que teve de faltar ______ aulas.” são, corretamente, preenchidas por
    Escolha uma alternativa para a questão 49d417ea-f2
  • Linguagens

    Português

    O texto, a seguir, "Boas Práticas de Dados na Web" refere-se à questao.


    O Data on the Web Best Practices Working Group do W3C anuncia a publicação de três documentos: Boas Práticas para Publicação de Dados na Web (Data on the Web Best Practices), Vocabulário de Uso de Conjunto de Dados (Dataset Usage Vocabulary) e Vocabulário de Qualidade de Dados (Data Quality Vocabulary).

    Esses documentos são o resultado de dois anos de esforço colaborativo do grupo de trabalho, que conta com uma fundamental participação de um grupo expressivo de pesquisadores brasileiros. O documento de Boas Práticas e os Vocabulários estão abertos para os comentários finais, antes que eles se tornem "Candidatos à Recomendação" do W3C (Boas Práticas) e Notas de Trabalho do W3C (Vocabulários). Os publicadores de dados na Web também podem comentar como estão implementando, ou planejam implementar, essas Boas Práticas.

    O documento sobre "Boas Práticas de Dados na Web" oferece recomendações sobre como dados de todos os tipos – governo, pesquisa, comercial etc. – podem ser compartilhados na Web, de forma aberta ou não. O objetivo é tornar os dados disponíveis de forma a maximizar as chances de sua descoberta e reutilização. [...].

    O Vocabulário de Uso de Conjunto de Dados oferece um arcabouço onde citações, comentários e a utilização dos dados dentro de aplicações podem ser estruturados. [...]

    Disponível em: Acesso em: <http://ceweb.br/noticia/notas/chamada-para-comentarios-no-documento-de-boas-praticas-do-w3c/> 07 /09/2016. Adaptado.

    Na expressão “O documento sobre Boas Práticas de Dados na Web oferece recomendações sobre como dados de todos os tipos – governo, pesquisa, comercial etc. – podem ser compartilhados na Web [...]”, o uso das vírgulas se justifica por
    Escolha uma alternativa para a questão 49c807da-f2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto, a seguir, "Sobre o tempo e a eternidade".


    Segundo Rubem Alves, uma pitada de loucura aumenta o prazer da vida. Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo um jogo de luzes coloridas projetado numa tela. Você sabe que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri, chora. É um surto de loucura.

    Disponível em https://webcache.googleusercontent. com/search?q=cache:___-ax8Rgu0J:https://www.estantevirtual.com.br/b/rubem-alves/sobre-o-tempo-e-a- -eternidade/. Acesso em: 21/09/2016.


    O termo “não obstante”, para acompanhar o mesmo sentido transmitido aos interlocutores no contexto do artigo de opinião, pode ser substituído pelo termo
    Escolha uma alternativa para a questão 49baec22-f2
  • Linguagens

    Português

    Observe as imagens, leia o poema e responda à questão que segue:


    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Vale do Paraíba 2017, Coesão e coerência

    Imagem 1 - Autorretrato de Tarsila do Amaral


    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Vale do Paraíba 2017, Coesão e coerência

    Imagem 2 - Propaganda Tarsila Rouge


    Atelier

    Caipirinha vestida de Poiret

    A preguiça paulista reside nos teus olhos

    Que não viram Paris nem Piccadilly

    Nem as exclamações dos homens

    Em Sevilha

    À tua passagem entre brincos

    Locomotivas e bichos nacionais

    Geometrizam as atmosferas nítidas

    Congonhas descora sobre o pálio

    Das procissões de Minas

    A verdura no azul klaxon

    Cortada

    Sobre a poeira vermelha

    Arranha-céus

    Fordes

    Viadutos

    Um cheiro de café

    No silêncio emoldurado

    ANDRADE, Oswald de. Pau Brasil (1925). Cadernos de Poesia do aluno Oswald (Poesias reunidas), 2003.


    As escolas literárias, os movimentos artísticos, obras, estilos e propostas sempre foram uma rica fonte de inspiração para a publicidade. A partir do autorretrato de Tarsila do Amaral de 1923, foi criada uma propaganda na qual a pintora segura um frasco de um perfume. A pintora em destaque no anúncio foi a musa inspiradora de Oswald de Andrade que lhe dedicou o poema "Atelier", publicado em 1925 no periódico "Pau-Brasil". Nesse poema, no terceiro verso, o pronome relativo “que” retoma o termo

    Escolha uma alternativa para a questão 49b27370-f2
  • Linguagens

    Inglês

    Read the following interview to answer question.


    Giving Capitalism a Social Conscience
    David Bornstein


        For more than 40 years, Muhammad Yunus, the Bangladeshi founder of the Grameen Bank and recipient of the 2006 Nobel Peace Prize, has been asserting that the most powerful way to eradicate poverty is to unleash the untapped entrepreneurial capacity of people everywhere. “Poverty is not created by poor people,” he says. “It’s created by the system we built. Poor people are like a bonsai tree. You take the best seed from the tallest tree in the forest, but if you put it in a flower pot to grow, it grows only a meter high. There’s nothing wrong with the seed. The problem is the size of the pot. Society doesn’t give poor people the space to grow as tall as everybody else. This is the crux of the matter.”
        Yunus has recently written a new book, “A World of Three Zeros: The New Economics of Zero Poverty, Zero Unemployment, and Zero Net Carbon Emissions,” in which he argues that capitalism is in crisis and remains moored in a flawed conception of human motivation. He proposes a far more robust role in the economy for “social businesses,” which he defines as “non-dividend” companies “dedicated to solving human problems.”
        At 77, Yunus shows no signs of slowing down. He reports on an astonishing array of work he has been involved in — supporting and codeveloping social businesses (often in partnership with large corporations) in Bangladesh, Brazil, Colombia, France, Haiti, India, Japan, Uganda and numerous other countries.
        “We need to abandon our unquestioning faith in the power of personal-profit-centered markets to solve all problems and confess that the problems of inequality are not going to be solved by the natural working of the economy as it is currently structured,” Yunus writes.
        “This is not a comfortable situation for anyone, including those who are on top of the social heap at any given time. Do the wealthy and powerful … like having to avert their eyes from the homeless and hungry people they pass on the street? Do they enjoy using the tools of the state — including its police powers and other forms of coercion — to suppress the inevitable protests mounted by those on the bottom? Do they really want their own children and grandchildren to inherit this kind of world?”

    Fonte: New York Times. Publicado em 10/10/2017. Disponível em: https://www.nytimes.com/2017/10/10/ opinion/giving-capitalism-a-social-conscience.html . Acesso em 06/11/2017. [Excerpt]

    What does Yunus mean by “Poor people are like a bonsai tree”?
    Escolha uma alternativa para a questão ff8ab7b6-ef
  • Linguagens

    Literatura

    A propósito do “Delírio” do protagonista nas Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão fe18eea8-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre a personagem Virgília, de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é correto afirmar que o protagonista do romance
    Escolha uma alternativa para a questão fe0f134f-ef
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Assinale a opção que justifica corretamente o uso da vírgula depois de “divertidos” em: “No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica...”
    Escolha uma alternativa para a questão fdedaf23-ef
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Assinale a opção que identifica corretamente um subtítulo para o texto:
    Escolha uma alternativa para a questão fdcb3f32-ef
  • Linguagens

    Inglês

    A questao refere-se ao texto abaixo.


    Imagem da questão de Inglês, Universidade do Vale do Paraíba 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Segundo a citação acima
    Escolha uma alternativa para a questão e86f2d97-eb
  • Linguagens

    Português

    No axioma filosófico “Penso, logo existo.”, há dois verbos, portanto duas orações com sentido completo: pensamos e existimos.
    Dessa forma, a relação estabelecida pela conjunção “logo” entre esses dois pensamentos é
    Escolha uma alternativa para a questão e856d823-eb
  • Linguagens

    Português

    Referindo-se à significação entre palavras da Língua Portuguesa, pode-se afirmar que há vocábulos homônimos homófonos inseridos na alternativa
    Escolha uma alternativa para a questão e83f9caa-eb