Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2024
- Universidade Federal de Juiz de Fora - MG
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: BA62E454-3C
Área do conhecimento
Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

Leia o excerto a seguir:
“A cidade de Maceió, capital do estado de Alagoas, vive uma catástrofe urbana que antes era inédita no país. O colapso se dá em decorrência do processo de subsidência do solo, ou seja, do afundamento do solo como consequência da desestabilização de cavernas abertas para exploração de salgema pela atual mineradora Braskem. O problema levou a remoção compulsória de mais de 57 mil pessoas, moradores de quatro bairros da cidade: Bebedouro, Mutange, Bom Parto e Pinheiro – além de áreas do bairro do Farol. A desocupação de mais de 14 mil imóveis se deu em um curto espaço de tempo e sem prévia indenização das famílias atingidas.”
Fonte: BULHOES, J. A. Colapso urbano? Narrativas de moradores ˜ do Pinheiro sobre a subsidˆencia do solo em Macei´o. In: MANSUR, M.; WANDERLEY, L. J. Colapso Mineral em Macei´o: o desastre da Braskem. 2023. p.18.
O afundamento do solo em bairros de Maceió (AL) em decorrência da exploração do sal-gema se soma aos rompimentos de barragem da Vale em Brumadinho (MG) e Samarco em Mariana (MG) como grandes desastres associados ao setor mineral no Brasil nos últimos anos. Do ponto de vista econômico, estes tipos de desastres estão associados
Os textos V, VI, VII e VIII são comentários presentes na postagem, Texto IV. Leia-os com atenção para responder a questão.

TEXTO V

Fonte: https://www.instagram.com/p/Cft WaCzsi8T/?img index=1. Acesso em: 10 jul. 2024.
TEXTO VI

Fonte: https://www.instagram.com/p/CftWa Czsi8T/?img index=1. Acesso em: 10 jul. 2024.
TEXTO VII

Fonte: https://www.instagram.com/p/C ftWaCzsi8T/?img index=1. Acesso em: 10 jul. 2024.
TEXTO VIII

Fonte: https://www.instagram.com/p/C ftWaCzsi8T/?img index=1. Acesso em: 10 jul. 2024.
INSTRUCTION: Read the following text to answer question.
Brachytherapy: A Tool for Fighting Cancer
Imagine you are camping at night, and you are sitting inside a tent. You want to read a book, but it is too dark. If someone outside the tent shines a flashlight at the book, that might help – you might be able to do some reading, especially if the person with the flashlight is not too far away. If the person with the flashlight gets very close to the tent, it will probably be easier to read your book. If you have a flashlight with you inside the tent and you hold your flashlight right up next to the pages of the book, then you are really in business! Brachytherapy is a little like this flashlight, because doctors deliver a dose of radiation right up close to tumor cells instead of treating them from farther away.
There are several ways to treat cancer using radiation. [...] When healthcare providers use beams of radiation from outside the patient, like with the linear accelerator, that is a little like shining the flashlight from outside of the tent. This is a great option, especially if doctors can aim the beam very carefully at the target. Another way to treat cancer with radiation is by using little pieces of radioactive metal. If doctors put the radioactive source right into the tumor that they are trying to treat, the cancer cells will get a high dose of radiation. This is what is done in brachytherapy.
Radiation Seeds and Extra Special Robots
There are several ways healthcare providers can deliver brachytherapy treatments. The first one that we will talk about is to use lots of little capsules, called seeds. Even though they are called seeds, these are a lot different than the kind of seeds you use in your garden! These seeds are pretty small – they are each about the size of a grain of rice. A doctor can surgically implant these seeds directly inside a tumor. The seeds stay in place inside and, because they are radioactive, they release radiation right where the cancer is.
In another type of brachytherapy, healthcare providers can use a robot called an afterloader that controls where the radioactive source is placed in the patient. This robot can move the source through special tubes into the inside of a patient. When the treatment is over, the robot removes the source from the patient. When the radiation source is not being used for treatment, it sits inside a container inside the robot. That container is made of lead so that it blocks radiation. The afterloader can be controlled from outside the treatment room, so the doctor and other members of the healthcare team can be outside of the room while the source is outside of its special container and is being used to treat the patient. This makes delivering radiation safer for the medical team, because they are not exposed to radiation each time they treat a patient.
Available at: https://kids.frontiersin.org/articles/10.3389/ frym.2024.1378550. Accessed on: July 27, 2024.
Brachytherapy is a cancer treatment method thatINSTRUCTION: Read the following text to answer question
Bringing Physics Into The Doctor’s Office?
Particle physics is a scientific discipline that tries to understand the tiniest building blocks of the universe. These particles are so small that we cannot see them with our eyes or even with advanced microscopes. To study them, particle physicists use huge, powerful machines called particle accelerators, which get particles moving at very high speeds and then smash them into each other. Examining what comes out of these collisions, using giant detectors, can teach scientists a lot about the tiny particles that make up atoms, like electrons and quarks, and even the famous Higgs boson. Nuclear physicists can also use and study radioactive isotopes – atoms that give off a kind of energy called radiation – in their experiments.
On the surface, particle physics and medicine might seem as different as plumbing and carpentry. But some particle physicists have the same goal as doctors – they would ultimately like to see their research improve human lives. Working together, doctors and particle physicists can combine tools and ideas from these two separate disciplines to improve the way diseases, like cancer for instance, are diagnosed and treated. When particle physicists collaborate with doctors, the sky(scraper) is the limit!
Available at: https://kids.frontiersin.org/articles/10.3389/
frym.2024.1302457. Accessed on: July 17, 2024.
A regência verbal, assim como outros fatos da língua, se adequa à situação de uso.
Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa, a regência verbal está adequada em:
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
A importância da análise de dados na saúde
O mercado financeiro não sobreviveria sem a análise de dados. É ela que permite a detalhada avaliação de tendências e riscos e que informa a tomada de decisão. Na saúde, a análise de dados também permite a avaliação de tendências e riscos e informa a tomada de decisão. Entretanto, o que está em jogo são vidas!
O Brasil coleta sistematicamente dados de nascimentos, óbitos, hospitalizações, vacinação, agravos de notificação compulsória, dentre outros. Isso é feito em todo o território nacional. Os dados coletados são a fonte de muitas análises retrospectivas que revelam, por exemplo, fatores de risco, padrões de desigualdade, caraterísticas sazonais de agravos e características de grupos e áreas vulneráveis. Análises prospectivas que tenham a agilidade e rapidez das análises do mercado financeiro também são necessárias. Ressalto três aspectos.
Primeiro, em áreas de difícil acesso que não possuem conexão digital, a entrada de dados é geralmente feita com atraso. Isso compromete a rápida detecção de problemas e, portanto, prejudica a tomada de decisão. Impede, ainda, a promoção da saúde digital. Essa é a realidade de muitas comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazônia. Aqui, a ação da segurança pública é fundamental para viabilizar o trabalho dos profissionais de saúde. Essa é uma das dificuldades na terra indígena Yanomami e em áreas controladas pelo tráfico de drogas.
Segundo, a riqueza dos dados de saúde coletados no Brasil seria ampliada, caso as bases fossem integradas de tal forma que todas as passagens pelo sistema de saúde, bem como os agravos que uma pessoa tenha tido ao longo da vida, estivessem conectados. Ou seja, um histórico individual de agravos, atendimentos e procedimentos médicos, do nascimento à morte.
Esse histórico individual poderia ainda conter dados das localidades dos indivíduos, tais como cobertura e uso da terra, produção econômica e clima. Além da oferta de serviços nessa localidade, uma vez que também há dados sobre estabelecimentos e profissionais de saúde. A integração das bases permitiria que o Brasil fosse pioneiro no uso de ciência de dados para a saúde, utilizando a maior e mais completa base de dados com o principal objetivo de reduzir a atual carga de doenças, prevenir cargas futuras e otimizar a oferta de serviços a fim de minimizar iniquidades.
Terceiro, a análise ágil, integrada e efetiva dos dados da saúde é fundamental para conter surtos e salvar vidas. Uma plataforma que permita o uso dos dados coletados de forma ágil, integrada e efetiva para a tomada de decisão é uma demanda urgente. A ideia é simples, porém disruptiva.
Em um primeiro momento, contribuiria para melhorar as ações e serviços sendo prestados. Ao longo do tempo, permitiria que as ações do Ministério da Saúde focassem na prevenção e não na reação ao problema. Tal plataforma seria a mola mestre para se ter um Ministério que seja prioritariamente um veículo de promoção de saúde e não um administrador de doenças. O Brasil pode (e deve) tornar isso uma realidade.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ marcia-castro/2024/01/a-importancia-da-analise-de-dadosna-saude.shtml. Acesso em: 2 ago. 2024 (adaptado).
Releia o período a seguir.
“Além da oferta de serviços nessa localidade, uma vez que também há dados sobre estabelecimentos e profissionais de saúde.”
O verbo “haver”, no período anterior, é
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
A importância da análise de dados na saúde
O mercado financeiro não sobreviveria sem a análise de dados. É ela que permite a detalhada avaliação de tendências e riscos e que informa a tomada de decisão. Na saúde, a análise de dados também permite a avaliação de tendências e riscos e informa a tomada de decisão. Entretanto, o que está em jogo são vidas!
O Brasil coleta sistematicamente dados de nascimentos, óbitos, hospitalizações, vacinação, agravos de notificação compulsória, dentre outros. Isso é feito em todo o território nacional. Os dados coletados são a fonte de muitas análises retrospectivas que revelam, por exemplo, fatores de risco, padrões de desigualdade, caraterísticas sazonais de agravos e características de grupos e áreas vulneráveis. Análises prospectivas que tenham a agilidade e rapidez das análises do mercado financeiro também são necessárias. Ressalto três aspectos.
Primeiro, em áreas de difícil acesso que não possuem conexão digital, a entrada de dados é geralmente feita com atraso. Isso compromete a rápida detecção de problemas e, portanto, prejudica a tomada de decisão. Impede, ainda, a promoção da saúde digital. Essa é a realidade de muitas comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazônia. Aqui, a ação da segurança pública é fundamental para viabilizar o trabalho dos profissionais de saúde. Essa é uma das dificuldades na terra indígena Yanomami e em áreas controladas pelo tráfico de drogas.
Segundo, a riqueza dos dados de saúde coletados no Brasil seria ampliada, caso as bases fossem integradas de tal forma que todas as passagens pelo sistema de saúde, bem como os agravos que uma pessoa tenha tido ao longo da vida, estivessem conectados. Ou seja, um histórico individual de agravos, atendimentos e procedimentos médicos, do nascimento à morte.
Esse histórico individual poderia ainda conter dados das localidades dos indivíduos, tais como cobertura e uso da terra, produção econômica e clima. Além da oferta de serviços nessa localidade, uma vez que também há dados sobre estabelecimentos e profissionais de saúde. A integração das bases permitiria que o Brasil fosse pioneiro no uso de ciência de dados para a saúde, utilizando a maior e mais completa base de dados com o principal objetivo de reduzir a atual carga de doenças, prevenir cargas futuras e otimizar a oferta de serviços a fim de minimizar iniquidades.
Terceiro, a análise ágil, integrada e efetiva dos dados da saúde é fundamental para conter surtos e salvar vidas. Uma plataforma que permita o uso dos dados coletados de forma ágil, integrada e efetiva para a tomada de decisão é uma demanda urgente. A ideia é simples, porém disruptiva.
Em um primeiro momento, contribuiria para melhorar as ações e serviços sendo prestados. Ao longo do tempo, permitiria que as ações do Ministério da Saúde focassem na prevenção e não na reação ao problema. Tal plataforma seria a mola mestre para se ter um Ministério que seja prioritariamente um veículo de promoção de saúde e não um administrador de doenças. O Brasil pode (e deve) tornar isso uma realidade.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ marcia-castro/2024/01/a-importancia-da-analise-de-dadosna-saude.shtml. Acesso em: 2 ago. 2024 (adaptado).
Releia o trecho a seguir.
“Aqui, a ação da segurança pública é fundamental para viabilizar o trabalho dos profissionais de saúde.”
O fragmento em destaque caracteriza-se como um
Leia o excerto para responder à questão.
A presença feminina foi sempre destacada no exercício do pequeno comércio em vilas e cidades do Brasil colonial. Desde os primeiros tempos, em lugares como Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, estabeleceu-se uma divisão de trabalho assentada em critérios sexuais, em que o comércio ambulante representava ocupação preponderantemente feminina. A quase exclusiva presença de mulheres num mercado onde se consumiam gêneros a varejo resultou da convergência de duas referências culturais determinantes no Brasil. A primeira delas está relacionada à influência africana, uma vez que nessas sociedades tradicionais as mulheres desempenhavam tarefas de alimentação e distribuição de gêneros de primeira necessidade. O segundo tipo de influência deriva da transposição para o mundo colonial da divisão de papéis sexuais vigentes em Portugal, onde a legislação amparava de maneira incisiva a participação feminina.
(Luciano Figueiredo. “Mulheres nas Minas Gerais”.
In: Mary del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)
O tipo de atividade econômica mencionado no excertoLeia o texto e examine o gráfico para responder à questão.
When Tinder (a mobile dating app) was launched on college campuses in America in 2012, it quickly became a hit. Although online dating had been around since Match.com, a website for lonely hearts, launched in 1995, it had long struggled to shed1 an image of desperation. But Tinder, by letting users sift through photos of countless potential dates with a simple swipe, made it easy and fun.
Soon Tinder and its rivals had transformed dating. A report found that 30% of American adults had used an online dating service, including more than half of those aged between 18 and 29. One in five couples of that age had met through such a service. Usage surged during the pandemic, as lonely locked- -down singles searched for partners. The market capitalisation of Bumble, a rival to Tinder, surged to $13 billion on its first day of trading2 in February 2021. Later that year the value of Match Group, which owns Tinder, Hinge and scores of other dating services, reached nearly $50 billion.
Today roughly 350 million people around the world have a dating app on their phone, up from 250 million in 2018, according to a research firm. In June 2024 Tokyo’s government even said it would launch a matchmaking app of its own to pair up singles in the city. Yet lately online dating has lost its spark. The apps were downloaded 237 million times globally in 2023, down from 287 million in 2020. According to a research firm, the number of people who use them at least once a month has dwindled from 154 million in 2021 to 137 million in the second quarter of 2024.

(www.economist.com, 08.08.2024. Adaptado.)
1 to shed: to get rid of something that is no longer wanted.
2 trading: the activity of buying and selling things.
Leia o texto e examine o gráfico para responder à questão.
When Tinder (a mobile dating app) was launched on college campuses in America in 2012, it quickly became a hit. Although online dating had been around since Match.com, a website for lonely hearts, launched in 1995, it had long struggled to shed1 an image of desperation. But Tinder, by letting users sift through photos of countless potential dates with a simple swipe, made it easy and fun.
Soon Tinder and its rivals had transformed dating. A report found that 30% of American adults had used an online dating service, including more than half of those aged between 18 and 29. One in five couples of that age had met through such a service. Usage surged during the pandemic, as lonely locked- -down singles searched for partners. The market capitalisation of Bumble, a rival to Tinder, surged to $13 billion on its first day of trading2 in February 2021. Later that year the value of Match Group, which owns Tinder, Hinge and scores of other dating services, reached nearly $50 billion.
Today roughly 350 million people around the world have a dating app on their phone, up from 250 million in 2018, according to a research firm. In June 2024 Tokyo’s government even said it would launch a matchmaking app of its own to pair up singles in the city. Yet lately online dating has lost its spark. The apps were downloaded 237 million times globally in 2023, down from 287 million in 2020. According to a research firm, the number of people who use them at least once a month has dwindled from 154 million in 2021 to 137 million in the second quarter of 2024.

(www.economist.com, 08.08.2024. Adaptado.)
1 to shed: to get rid of something that is no longer wanted.
2 trading: the activity of buying and selling things.
The text is mainly about the