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Questões de Linguagens do ENEM

Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 282 de 950

  • Linguagens

    Inglês

    When will the Amazon hit a tipping point?


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


        Scientists say climate change, deforestation and fires could cause the world’s largest rainforest to dry out. The big question is how soon that might happen. Seen from a monitoring tower above the treetops near Manaus, in the Brazilian Amazon, the rainforest canopy stretches to the horizon as an endless sea of green. It looks like a rich and healthy ecosystem, but appearances are deceiving. This rainforest — which holds 16,000 separate tree species — is slowly drying out.

        Over the past century, the average temperature in the forest has risen by 1-1.5 ºC. In some parts, the dry season has expanded during the past 50 years, from four months to almost five. Severe droughts have hit three times since 2005. That’s all driving a shift in vegetation. In 2018, a study reported that trees that do best in moist conditions, such as tropical legumes from the genus Inga, are dying. Those adapted to drier climes, such as the Brazil nut tree (Bertholletia excelsa), are thriving.

        At the same time, large parts of the Amazon, the world’s largest rainforest, are being cut down and burnt. Tree clearing has already shrunk the forest by around 15% from its 1970s extent of more than 6 million square kilometres; in Brazil, which contains more than half the forest, more than 19% has disappeared. Last year, deforestation in Brazil spiked by around 30% to almost 10,000 km2 , the largest loss in a decade. And in August 2019, videos of wildfires in the Amazon made international headlines. The number of fires that month was the highest for any August since an extreme drought in 2010.

    (www.nature.com, 25.02.2020. Adaptado.)

    According to the first paragraph, the Amazon rainforest
    Escolha uma alternativa para a questão 2194e9fb-65
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, UNESP 2021, Arcadismo


    A obra Prisão de Tiradentes (datada de 1914), do pintor brasileiro Antônio Parreiras (1860-1937), remete a evento histórico relacionado ao seguinte movimento literário brasileiro:

    Escolha uma alternativa para a questão 218fc8de-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho da peça A mais-valia vai acabar, seu Edgar, de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha. A peça foi encenada em 1960 na arena da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil e promoveu um amplo debate. A mobilização resultante desse debate desencadeou a criação do Centro Popular de Cultura (CPC).


    Coro dos desgraçados: Trabalhamos noite e dia, dia e noite sem parar! Então de nada precisamos, se só precisamos trabalhar! Há mil anos sem parar! Fizemos as correntes que nos botaram nos pés, fizemos a Bastilha onde fomos morar, fizemos os canhões que vão nos apontar. Há mil anos sem parar! Não mandamos, não fugimos, não cheiramos, não matamos, não fingimos, não coçamos, não corremos, não deitamos, não sentamos: trabalhamos. Há mil anos sem parar! Ninguém sabe nosso nome, não conhecemos a espuma do mar, somos tristes e cansados. Há mil anos sem parar! Eu nunca ri — eu nunca ri — sempre trabalhei. Eu faço charutos e fumo bitucas, eu faço tecidos e ando pelado, eu faço vestido pra mulher, e nunca vi mulher desvestida. Há mil anos sem parar! Maria esqueceu de mim e foi morar com seu Joaquim. Há mil anos sem parar!

    (Apito longo. Um cartaz aparece:

    “Dois minutos de descanso e lamba as unhas.”

    Todos vão tentar sentar.

    Menos o Desgraçado 4 que fica de pé furioso.)

    Desgraçado 1: Ajuda-me aqui, Dois. Eu quero me dá uma sentadinha.

    (Desgraçado 2 ri de tudo.)

    Desgraçado 3: Senta. (Desgraçado 1 vai pôr a cabeça no chão.) De assim, não. Acho que não é com a cabeça não.

    Desgraçado 1: Eu esqueci.

    Desgraçado 3: A bunda, põe ela no chão. A perna é que eu não sei.

    Desgraçado 2: A perna tira.

    (Desgraçado 3 e Desgraçado 2

    desistem de descobrir. Se atiram no chão.)

    Desgraçado 1: A perna dobra! (Senta. Satisfeito.)

    Desgraçado 2: Quero ver levantar.

    (Todos olham para Desgraçado 4,

    fazem sinais para que ele se sente.)

    Desgraçado 4: Não! Chega pra mim! Eu só trabalho, trabalho, trabalho… (Perde o fôlego.)

    Desgraçado 3: Eu te ajudo: trabalho, trabalho, trabalho...

    Desgraçado 4: E tenho dois minutos de descanso? Nunca vi o sol, não tomei leite condensado, não canto na rua, esqueci do sentar, quando chega a hora de descansar, fico pensando na hora de trabalhar! Chega!

    Slide: Quem canta seus males espanta.

    Desgraçado 1: (cantando) A paga vem depois que a gente morre! Você vira um anjo todo branco, rindo sempre da brancura, bebe leite em teta de nuvem, não tem mais fome, não tem saudade, pinta o céu de cor de felicidade!

    (Peças do CPC, 2016. Adaptado.)

    Considerado no contexto, constitui exemplo de eufemismo o verbo sublinhado no trecho
    Escolha uma alternativa para a questão 2189f451-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho da peça A mais-valia vai acabar, seu Edgar, de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha. A peça foi encenada em 1960 na arena da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil e promoveu um amplo debate. A mobilização resultante desse debate desencadeou a criação do Centro Popular de Cultura (CPC).


    Coro dos desgraçados: Trabalhamos noite e dia, dia e noite sem parar! Então de nada precisamos, se só precisamos trabalhar! Há mil anos sem parar! Fizemos as correntes que nos botaram nos pés, fizemos a Bastilha onde fomos morar, fizemos os canhões que vão nos apontar. Há mil anos sem parar! Não mandamos, não fugimos, não cheiramos, não matamos, não fingimos, não coçamos, não corremos, não deitamos, não sentamos: trabalhamos. Há mil anos sem parar! Ninguém sabe nosso nome, não conhecemos a espuma do mar, somos tristes e cansados. Há mil anos sem parar! Eu nunca ri — eu nunca ri — sempre trabalhei. Eu faço charutos e fumo bitucas, eu faço tecidos e ando pelado, eu faço vestido pra mulher, e nunca vi mulher desvestida. Há mil anos sem parar! Maria esqueceu de mim e foi morar com seu Joaquim. Há mil anos sem parar!

    (Apito longo. Um cartaz aparece:

    “Dois minutos de descanso e lamba as unhas.”

    Todos vão tentar sentar.

    Menos o Desgraçado 4 que fica de pé furioso.)

    Desgraçado 1: Ajuda-me aqui, Dois. Eu quero me dá uma sentadinha.

    (Desgraçado 2 ri de tudo.)

    Desgraçado 3: Senta. (Desgraçado 1 vai pôr a cabeça no chão.) De assim, não. Acho que não é com a cabeça não.

    Desgraçado 1: Eu esqueci.

    Desgraçado 3: A bunda, põe ela no chão. A perna é que eu não sei.

    Desgraçado 2: A perna tira.

    (Desgraçado 3 e Desgraçado 2

    desistem de descobrir. Se atiram no chão.)

    Desgraçado 1: A perna dobra! (Senta. Satisfeito.)

    Desgraçado 2: Quero ver levantar.

    (Todos olham para Desgraçado 4,

    fazem sinais para que ele se sente.)

    Desgraçado 4: Não! Chega pra mim! Eu só trabalho, trabalho, trabalho… (Perde o fôlego.)

    Desgraçado 3: Eu te ajudo: trabalho, trabalho, trabalho...

    Desgraçado 4: E tenho dois minutos de descanso? Nunca vi o sol, não tomei leite condensado, não canto na rua, esqueci do sentar, quando chega a hora de descansar, fico pensando na hora de trabalhar! Chega!

    Slide: Quem canta seus males espanta.

    Desgraçado 1: (cantando) A paga vem depois que a gente morre! Você vira um anjo todo branco, rindo sempre da brancura, bebe leite em teta de nuvem, não tem mais fome, não tem saudade, pinta o céu de cor de felicidade!

    (Peças do CPC, 2016. Adaptado.)

    O texto mostra-se crítico em relação ao conteúdo da seguinte citação:
    Escolha uma alternativa para a questão 2184cf48-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Sei que estou contando errado, pelos altos.


        Desemendo. Mas não é por disfarçar, não pense. De grave, na lei do comum, disse ao senhor quase tudo. Não crio receio. O senhor é homem de pensar o dos outros como sendo o seu, não é criatura de pôr denúncia. E meus feitos já revogaram, prescrição dita. Tenho meu respeito firmado. Agora, sou anta empoçada, ninguém me caça. Da vida pouco me resta — só o deo-gratias; e o troco. Bobeia. Na feira de São João Branco, um homem andava falando: — “A pátria não pode nada com a velhice...” Discordo. A pátria é dos velhos, mais. Era um homem maluco, os dedos cheios de anéis velhos sem valor, as pedras retiradas — ele dizia: aqueles todos anéis davam até choque elétrico... Não. Eu estou contando assim, porque é o meu jeito de contar. Guerras e batalhas? Isso é como jogo de baralho, verte, reverte. Os revoltosos depois passaram por aqui, soldados de Prestes, vinham de Goiás, reclamavam posse de todos os animais de sela. Sei que deram fogo, na barra do Urucuia, em São Romão, aonde aportou um vapor do Governo, cheio de tropas da Bahia. Muitos anos adiante, um roceiro vai lavrar um pau, encontra balas cravadas. O que vale, são outras coisas. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. [...] Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.

    (Grande sertão: veredas, 2015.) 

    Dupla negação: emprego conjugado de palavras negativas.

    (Celso Pedro Luft. Abc da língua culta, 2010. Adaptado.)


    Observa-se a ocorrência de dupla negação no trecho:

    Escolha uma alternativa para a questão 217ae453-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Sei que estou contando errado, pelos altos.


        Desemendo. Mas não é por disfarçar, não pense. De grave, na lei do comum, disse ao senhor quase tudo. Não crio receio. O senhor é homem de pensar o dos outros como sendo o seu, não é criatura de pôr denúncia. E meus feitos já revogaram, prescrição dita. Tenho meu respeito firmado. Agora, sou anta empoçada, ninguém me caça. Da vida pouco me resta — só o deo-gratias; e o troco. Bobeia. Na feira de São João Branco, um homem andava falando: — “A pátria não pode nada com a velhice...” Discordo. A pátria é dos velhos, mais. Era um homem maluco, os dedos cheios de anéis velhos sem valor, as pedras retiradas — ele dizia: aqueles todos anéis davam até choque elétrico... Não. Eu estou contando assim, porque é o meu jeito de contar. Guerras e batalhas? Isso é como jogo de baralho, verte, reverte. Os revoltosos depois passaram por aqui, soldados de Prestes, vinham de Goiás, reclamavam posse de todos os animais de sela. Sei que deram fogo, na barra do Urucuia, em São Romão, aonde aportou um vapor do Governo, cheio de tropas da Bahia. Muitos anos adiante, um roceiro vai lavrar um pau, encontra balas cravadas. O que vale, são outras coisas. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. [...] Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.

    (Grande sertão: veredas, 2015.) 

    Para a formação do neologismo “vivimento”, o narrador recorreu ao mesmo processo de formação de palavras observado em
    Escolha uma alternativa para a questão 21758cbe-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Sei que estou contando errado, pelos altos.


        Desemendo. Mas não é por disfarçar, não pense. De grave, na lei do comum, disse ao senhor quase tudo. Não crio receio. O senhor é homem de pensar o dos outros como sendo o seu, não é criatura de pôr denúncia. E meus feitos já revogaram, prescrição dita. Tenho meu respeito firmado. Agora, sou anta empoçada, ninguém me caça. Da vida pouco me resta — só o deo-gratias; e o troco. Bobeia. Na feira de São João Branco, um homem andava falando: — “A pátria não pode nada com a velhice...” Discordo. A pátria é dos velhos, mais. Era um homem maluco, os dedos cheios de anéis velhos sem valor, as pedras retiradas — ele dizia: aqueles todos anéis davam até choque elétrico... Não. Eu estou contando assim, porque é o meu jeito de contar. Guerras e batalhas? Isso é como jogo de baralho, verte, reverte. Os revoltosos depois passaram por aqui, soldados de Prestes, vinham de Goiás, reclamavam posse de todos os animais de sela. Sei que deram fogo, na barra do Urucuia, em São Romão, aonde aportou um vapor do Governo, cheio de tropas da Bahia. Muitos anos adiante, um roceiro vai lavrar um pau, encontra balas cravadas. O que vale, são outras coisas. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. [...] Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.

    (Grande sertão: veredas, 2015.) 

    O evento histórico mencionado no texto está relacionado
    Escolha uma alternativa para a questão 21704d15-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o trecho do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Sei que estou contando errado, pelos altos.


        Desemendo. Mas não é por disfarçar, não pense. De grave, na lei do comum, disse ao senhor quase tudo. Não crio receio. O senhor é homem de pensar o dos outros como sendo o seu, não é criatura de pôr denúncia. E meus feitos já revogaram, prescrição dita. Tenho meu respeito firmado. Agora, sou anta empoçada, ninguém me caça. Da vida pouco me resta — só o deo-gratias; e o troco. Bobeia. Na feira de São João Branco, um homem andava falando: — “A pátria não pode nada com a velhice...” Discordo. A pátria é dos velhos, mais. Era um homem maluco, os dedos cheios de anéis velhos sem valor, as pedras retiradas — ele dizia: aqueles todos anéis davam até choque elétrico... Não. Eu estou contando assim, porque é o meu jeito de contar. Guerras e batalhas? Isso é como jogo de baralho, verte, reverte. Os revoltosos depois passaram por aqui, soldados de Prestes, vinham de Goiás, reclamavam posse de todos os animais de sela. Sei que deram fogo, na barra do Urucuia, em São Romão, aonde aportou um vapor do Governo, cheio de tropas da Bahia. Muitos anos adiante, um roceiro vai lavrar um pau, encontra balas cravadas. O que vale, são outras coisas. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. [...] Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.

    (Grande sertão: veredas, 2015.) 

    No texto, o narrador
    Escolha uma alternativa para a questão 21675f12-65
  • Linguagens

    Inglês

    Examine o cartum de Sofia Warren, publicado em sua conta no Instagram em 09.03.2020.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Contribuem para o efeito de humor do cartum os seguintes recursos expressivos:

    Escolha uma alternativa para a questão 21605d6a-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em 1972.


    Ouça um bom conselho

    Que eu lhe dou de graça

    Inútil dormir que a dor não passa

    Espere sentado

    Ou você se cansa

    Está provado:

    Quem espera nunca alcança 


    Venha, meu amigo

    Deixe esse regaço

    Brinque com meu fogo

    Venha se queimar

    Faça como eu digo

    Faça como eu faço

    Aja duas vezes antes de pensar 


    Corro atrás do tempo

    Vim de não sei onde

    Devagar é que não se vai longe

    Eu semeio vento na minha cidade

    Vou pra rua e bebo a tempestade


    (www.chicobuarque.com.br)

    Observa-se rima entre palavras de classes gramaticais diferentes em
    Escolha uma alternativa para a questão 215a3efb-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em 1972.


    Ouça um bom conselho

    Que eu lhe dou de graça

    Inútil dormir que a dor não passa

    Espere sentado

    Ou você se cansa

    Está provado:

    Quem espera nunca alcança 


    Venha, meu amigo

    Deixe esse regaço

    Brinque com meu fogo

    Venha se queimar

    Faça como eu digo

    Faça como eu faço

    Aja duas vezes antes de pensar 


    Corro atrás do tempo

    Vim de não sei onde

    Devagar é que não se vai longe

    Eu semeio vento na minha cidade

    Vou pra rua e bebo a tempestade


    (www.chicobuarque.com.br)

    Em “Inútil dormir que a dor não passa” (1ª estrofe), o termo sublinhado introduz uma oração que expressa, em relação à anterior, ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 21539f55-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em 1972.


    Ouça um bom conselho

    Que eu lhe dou de graça

    Inútil dormir que a dor não passa

    Espere sentado

    Ou você se cansa

    Está provado:

    Quem espera nunca alcança 


    Venha, meu amigo

    Deixe esse regaço

    Brinque com meu fogo

    Venha se queimar

    Faça como eu digo

    Faça como eu faço

    Aja duas vezes antes de pensar 


    Corro atrás do tempo

    Vim de não sei onde

    Devagar é que não se vai longe

    Eu semeio vento na minha cidade

    Vou pra rua e bebo a tempestade


    (www.chicobuarque.com.br)

    Considerando-se o contexto histórico-social em que a canção foi composta, o verso “Vou pra rua e bebo a tempestade” (3ª estrofe) sugere a ideia de manifestações populares que ocorreram no Brasil por ocasião
    Escolha uma alternativa para a questão 214c9121-65
  • Linguagens

    Inglês

    Examine a anedota publicada pela comunidade “The Language Nerds” em sua conta no Facebook em 22.01.2020.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


    A anedota sugere que

    Escolha uma alternativa para a questão 21415b35-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915.


        Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia.

        Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.

        A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?

        E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.

       A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.

        Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.

        E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…

        Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…

        Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.

    (Sátiras e outras subversões, 2016.)

    O cronista narra uma série de fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo passado está indicado pela forma verbal sublinhada em
    Escolha uma alternativa para a questão 213bd60b-65
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915.


        Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia.

        Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.

        A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?

        E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.

       A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.

        Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.

        E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…

        Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…

        Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.

    (Sátiras e outras subversões, 2016.)

    Em “Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: ‘pálida homenagem’?” (8° parágrafo), o termo sublinhado está empregado na acepção de
    Escolha uma alternativa para a questão 213625d1-65
  • Linguagens

    Inglês

    Examine a tira de Alex Culang e Raynato Castro.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2021, Aspectos linguísticos | Linguistic aspects


    Para que a história tivesse um desfecho favorável à garota, seria necessário

    Escolha uma alternativa para a questão 21219528-65
  • Linguagens

    Espanhol

    Los propietarios de Ia libertad

        Las palabras cumplen ciclos; Ias actitudes también. Sin embargo, cuando las palabras designan actitudes, los ciclos se vuelven más complejos. Cuando el hoy tan denostado Sartre puso la palabra compromiso sobre el tapete y hasta Mac Leish publicó un libro sobre la responsabilidad de los intelectuales, estas dos palabras, compromiso y responsabilidad, designaban actitudes que, sin ser gemelas, eran bastante afines. Salvo contadas excepciones, los intelectuales de entonces las hicieron suyas y, equivocados o no, dijeron sin eufemismos por qué empeño se Ia jugaban.

    Los intelectuales latinoamericanos también comprendíeron dónde estaba esta vez el enemigo. Sólo entonces empezó Ia mala prensa. Los grandes pontífices de Ia propaganda subrayaron una y otra vez Ia palabra libertad y denostaron el compromiso. Libertad no era librarse de Batista o de Somoza, sino mantener Ia prensa libre. Libertad es Ia emocionada comprobación de que Ia gran prensa norteamericana es capaz de descubrir que Lumumba o Allende fueron liquidados por la CIA, sin poner el acento en que eso no sirve para resucitarios.

       ¿ Y compromiso? Es Ia actitud que adoptan ciertos Intelectuales, cuya carga ideológica perjudica notoriamente su arte. Después de todo, ¿como se atreven a frecuentar las provincias dei espíritu, si es público y notorio que tales ámbitos son patrimônio exclusivo de los  propietarios de Ia libertad?

    BENEDETTI. M Perpiejidades de fin de siglo.

    Buenos Aires. Sudamericana, 1993 (adaptado)


    Transformar palavras em atitudes tem sido um dos grandes dilemas dos intelectuais. Ao ponderar sobre essa temática, o autor, um dos grandes críticos e literatos latino-americanos da atualidade, leva o leitor a perceber que

    Escolha uma alternativa para a questão 8a615ccf-5f
  • Linguagens

    Espanhol

    Pablo Pueblo

    Regresa un hombre en silencio
    De su trabajo cansado
    Su paso no lleva prisa
    Su sombra nunca Io alcanza

    Lo espera el barrio de siempre
    Con el farol en la esquina
    Con la basura allá en frente
    Y el ruido de la cantina

    Pablo Pueblo
    llega hasta el zaguán oscuro
    Y vuelve a ver las paredes
    Con las viejas papeletas
    Que prometían futuros
    en lides politiqueras
    Y en su cara se dibuja
    la decepción de la espera

    BLADES. R Disponível em: http//rubenblades.com  Acesso em: 26 Jun 2012 (fragmento)

    Rubén Blades é um compositor panamenho de canções socialmente engajadas, O titulo Pablo Pueblo, associado ao conteúdo da letra da canção, revela uma crítica social ao
    Escolha uma alternativa para a questão 8a5b289e-5f
  • Linguagens

    Espanhol

        Poco después apareció en casa de Elisenda Morales, arrastrando su cansancio y Ias contrariedades de un largo día que habia dejado su ánimo en ruinas. A pesar de todo, supo resistir lo, y cuando ella le ofreció una copa de mistela, abandonó su asiento para ir hasta Ia tienda en busca de algo más estimulante.
        Allí, en el corredor de Ia casa, en taburetes separados, recibieron los primeros cálidos soplos de Ia noche. Con su habitual entereza, Elisenda entró a conectar Ia luz de Ia sala, sofocando parte de su reflejo, mientras comentaba que asi estarian mejor. Al menos, pensó el tio Camarillo, no habia sacado Ia lámpara como otras veces, ni le había entregado alguno de sus álbumes, y parecia en cambio decidida a mantener en ascuas al vecindario. Aquélla fue Ia primera vez que en mucho tiempo dejaron de lado el tema de Ias rentas, para entrar con pies de plomo en el espinoso terreno de Ias confidencias.

    SANCHEZ. H.El heros de la tamllia.Bogota Tercer Mundo. 1968

    No texto, no qual é narrada a visita à casa de uma personagem, a expressão “entrar con pies de plomo" é utilizada para se referir ao(à)
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    La violência como bella arte

        Pues bien, ‘Relatos Salvajes'. de Damián Szifrón. es sobre todo un brillante esfuerzo por poner rostro, por fotografiar, a Ia parte de Ia violência que tanto cuesta ver en el cine. De repente, el director argentino coloca al espectador ante el espectáculo, digamos putrefacto, de una sociedad enferma de su propia indolência, anestesiada por su ira, incapaz de entender el origen de Ia insatisfacción que Ia habita. ¿Cómo se quedan? Si, estamos delante de Ia una pelicula vocacionalmente violenta, obligadamente salvaje, pero, y sobre todo, deslumbrante en su claridad.
        Más allá del esplendor sabio de una producción perfecta, Io que más duele, Io que más divierte, Io que más conmueve es Ia sensación de reconocimiento. Cada uno de los damnificados, pese a su acento marcadamente argentino, somos nosotros. O, mejor, cada insulto proferido, y no siempre entendido, es nuestro, en algún momento ha salido de nuestra boca. O saldrá.
        La violência no es sólo eso que tanto desagrada a los profesionales del buen gusto, a los programadores de ópera o a los filósofos de Ia nada; Ia violência, Ia realmente insoportable, es también una cuestión de actitud, un simple gesto. Y esa violência está por todas partes, está dentro. Y Szifrón acierta a retratarla tan fielmente que no queda otra cosa que romper a reir. Aunque sólo sea de simple desesperación. Brillante, magistral incluso.

    MARTINEZ. L Disponível em www.elmundo.ec Acesso em 13 abr 2015 (adaptado)


    Nessa resenha crítica acerca do filme Relatos Salvajes, o autor evidencia o
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